Impossível Arrepender-se

Impossível Arrepender-se

31 de Julho de 202527 min 16 s

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Abertura e apresentação

Olá, que bom estar de volta para mais um Fórum Bíblico e poder contar com a sua companhia e atenção aí desse lado. Se já nos enviou alguma pergunta para ser respondida neste programa, quero aproveitar para lhe transmitir o nosso sincero agradecimento pela sua participação. Mas se acompanha o programa e ainda não descreveu e tem dúvidas sobre alguma coisa que leu na Bíblia ou gostaria de ver algum tema bíblico explicado com mais clareza, então aproveito também para o convidar a fazê-lo. Este é um espaço dedicado à palavra de Deus e queremos ajudar, na medida do possível, a esclarecer as suas questões num dos próximos programas. Não deixe, por isso, que as suas dúvidas fiquem sem uma resposta. Faça-nos chegar as suas questões para o nosso e-mail programas arroba novotempo.pt ou então por mensagem para o nosso número de telemóvel 933 939291 mencionando sempre o nome deste programa que já sabe é Fórum Bíblico.

Este programa está disponível em vários canais a que pode aceder.

Dúvidas sobre a epístola aos Hebreus

Pode ver no canal 186 da MEU, no YouTube da Novo Tempo Portugal, e pode também ouvir na rádio RCS em 91.2 FM, se está na região da Grande Lisboa, ou então online em radiorcs.novotempo.pt. Na leitura atenta da Epístola aos Hebreus, Deparamos-nos com passagens de grande profundidade espiritual, mas que, por vezes, podem gerar dúvidas ou até mesmo algum tipo de dificuldade na sua compreensão. E é exatamente uma dessas passagens da Epístola de Hebreus que está hoje em destaque no nosso Fórum Bíblico e sobre a qual trazemos algumas perguntas. Para nos ajudar a entender melhor essa passagem bíblica, contamos com a presença do nosso convidado residente, o teólogo Arturo Machado.

Olá Arturo, bem-vindo uma vez mais, muito obrigado por nos ajudar e hoje vamos continuar a esclarecer, como já fizemos em alguns programas anteriores, uma passagem bíblica e vamos já procurar saber que passagem é essa através da primeira pergunta que nos foi colocada e que é a seguinte... Li recentemente a Epístola aos Hebreus e reparei numa passagem que despertou a minha atenção, porque afirma que é impossível que as pessoas que já foram crentes sinceros e que tenham caído sejam renovadas para arrependimento. Será isso mesmo assim? A pergunta não menciona a passagem, mas o Arturo vai nos elucidar qual será. A passagem em questão é de Hebreus capítulo 6, os versículos 4 a 6, e nela está escrito o seguinte, é impossível Porque é impossível que os que já foram uma vez iluminados e provaram o dom celestial e se fizeram participantes do Espírito Santo e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento, pois assim quanto a eles de novo crucificam o Filho de Deus e os põem ao vitupério.

A Epístola aos Hebreus contém algumas advertências muito fortes. É o caso desta que nós acabámos de ler, que está, portanto, no capítulo 6, nos versículos 4 a 6. Isto porque o autor da Epístola aos Hebreus está preocupado com as condições espirituais das pessoas às quais ele escreve. e utiliza estas advertências para os persuadir a que eles possam renovar a sua fé cristã, a que possam crescer e desenvolver-se espiritualmente, a que tenham um compromisso mais firme. É verdade que estes versículos têm deixado perplexos e têm deixado confundidas as pessoas, quando os leem, porque parece que eles não deixam qualquer margem para um arrependimento futuro e aceitação por parte de Cristo de algumas pessoas que têm sido cristãs, depois o rejeitaram.

E, portanto, é lógico que esta passagem possa levantar questões. Por exemplo, será que estas pessoas que estão aí descritas eram verdadeiros cristãos? ou apenas fingiam ser bons cristãos. Qual foi a natureza da sua queda? Ou seja, diz que eles caíram, mas não nos diz qual é a natureza dessa queda. A apostasia foi uma apostasia total ou foi uma apostasia limitada? eles não têm mais chance de recuperar se se arrependerem e mudarem de conduta? O que é que, afinal de contas, esta passagem sugere sobre a fé e a renovação da fé? Há muitas questões que realmente esta passagem levanta.

Mas quando nós examinamos, portanto, as primeiras características que são relatadas nos versículos 4 e 5 deste capítulo 6, nós vemos que ele está a falar de cristãos genuinos. Não eram cristãos falsos, eram pessoas que genuinamente tinham aceito a fé cristã. E esta é a primeira coisa que ele está a dizer-nos, é que até mesmo os cristãos sinceros, os cristãos genuinos, podem cair da sua fé. E, portanto, vamos ver o que é que nós podemos aprender já no nosso ecrã. Quando nós olhamos, e a frase vai-nos aparecer... Quando nós olhamos para o contexto imediato, nós verificamos que o autor manifesta preocupação com a frouxidão espiritual e com a falta de espiritualidade dos destinatários da epístola.

E realmente nós notamos isso. O autor da epístola aos hebreus vai dizer, vocês já deviam ser mestres. Vocês já deviam dominar este ensino que eu vos dou, mas, na verdade, constatamos que vocês ainda estão num estado rudimentar da doutrina cristã. Portanto, eles não tinham progredido. Neste mesmo capítulo 6 e no versículo 1, o autor vai dizer, deixando rudimentos da doutrina de Cristo, prosseguimos até à perfeição. Quer dizer que eles tinham realmente estagnado ali, não tinham prosseguido, não tinham continuado a crescer e a desenvolverem-se no conhecimento da fé cristã. Ora, o objetivo do autor da Epístola aos Hebreus é justamente apresentar a estas pessoas alguma coisa mais substancial, alguma coisa que lhes promova justamente esse crescimento.

Aliás, no versículo 3 ele vai dizer, ele vai concretizar, isto faremos se Deus o permitir. Ou seja, o seu objetivo é muito marcado. Eu quero que vocês cresçam. E no versículo 9, já depois de ter mencionado esta passagem problemática que nós mencionamos, no versículo 9, prova de que o autor de Epístolos Hebreus não está a pensar que estas pessoas não se possam arrepender, a prova está aqui. De vós, amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação. Ou seja, ele incentiva realmente a um crescimento, a um aprofundar da sua experiência cristã. E nos versículos 11 e 12 deste capítulo 6, ele vai dizer, desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança, para que não vos façais negligentes, já estamos no versículo 12, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.

Portanto, o que é que o autor da Epístola aos Hebreus quer? Que estas pessoas tenham uma saúde espiritual robusta. daí que... o exemplo deles se terem contentado com uma fé superficial, com manterem-se em coisas muito rudimentares, não lhes tenha proporcionado esse devido crescimento e tenha justamente sido a causa pela qual eles tenham decaído, digamos, da sua experiência. E por isso é dito que eles rejeitaram, em certo sentido, a luz, que tinham recebido, ou seja, o conhecimento, a iluminação que eles até ali tinham prosseguido.

E é interessante porque o autor da Epístola aos Hebreus vai fazendo comparações entre aquela que era a experiência do povo de Deus, a experiência do povo de Israel, no Antigo Testamento, com a própria experiência destes cristãos. Tal como no deserto a experiência do povo de Israel não foi um caminho fácil, foi um caminho perturbado por desconfianças com Deus, por retrocessos no seu progresso espiritual, da mesma forma estes cristãos conheciam alguns retrocessos. E o que o autor da Epístola aos Hebreus lhe está a dizer é o retrocesso do povo de Israel tinha uma causa e essa causa era eles não quererem aprofundar a sua relação com Deus, eles não quererem ser fiéis a essa mesma relação.

E é por isso que ele vai fazer nos capítulos anteriores, capítulo 3, capítulo 4, ele vai mostrar tal como, por exemplo, o povo de Israel tinha beneficiado de uma coluna de fogo à noite, que no meio do deserto, o deserto à noite é escuro. no meio do deserto lhes proporcionava iluminação, o autor da Epístola aos Hebreus diz, vocês também foram iluminados. Tal como os israelitas tinham comido do maná do céu, vocês, diz o capítulo 6 e o versículo 4, vocês provaram o dom celestial. A este dom celestial ele está a se referir ao Evangelho, à mensagem do Evangelho que lhes foi anunciada tal como o Espírito Santo tinha inspirado o povo de Israel, estes cristãos tinham compartilhado do Espírito.

E, portanto, há aqui um paralelismo entre a experiência do povo de Israel, o povo escolhido, e estes cristãos que o autor da Epístola aos Hebreus está a salientar. Eles pertencem a uma mesma identidade, eles pertencem a um mesmo povo, eles pertencem a uma mesma intenção de Deus. A intenção de Deus é ter um povo que lhe seja fiel, que lhe obedeça, que possa corresponder a um crescimento contínuo da sua própria experiência. Tal como o povo de Israel, infelizmente, no momento de receberem as tábuas dos Dez Mandamentos, tinham construído um bezerro de ouro e tal como o ano... Tinham retrocedido, tal como quando chegaram à fronteira da Terra Prometida, depois de mandarem os espias espiar a Terra, tinham chegado à conclusão, ah, nós não temos capacidade de entrar aqui dentro.

Portanto, tinham demonstrado essa falta de confiança. Tudo isso são exemplos que o autor da Epístola aos Hebreus está a salientar para mostrar que as pessoas às quais ele escreve também estavam nesta condição. não era forçoso que assim estivessem. Ou seja, tal como o povo israel fez isso por opção própria, isto aconteceu também com eles. E daí que havia esta advertência numa linguagem forte, numa linguagem mais incisiva, para os fazer despertar de uma realidade espiritual que era inconsistente. Além de ser inconsistente, era perigosa, porque os afastava daquilo que era o objetivo de Deus para eles.

E, portanto, ao decaírem da expectativa de Deus, de certa maneira, ao terem renegado a sua fé cristã, eles agora estavam numa situação perigosa. numa situação incómoda que os levava a quase serem o oposto daquilo que Deus pretenderia que eles fossem. Portanto, o objetivo da Epístola aos Hebreus não é condenar estas píloas, a exortá-las é mostrar-lhes o risco que eles estão a correr para evitar justamente que aconteça isso. Muito bem, penso que ficou muito claro e é também um apelo para eles desenvolverem uma fé mais robusta, mais firme, para não pelos exemplos passados. Também percebemos também a importância de perceber o contexto para interpretarmos estas passagens, neste caso um bocadinho mais isolada, mas no contexto toda a mensagem da advertência de apelo de Paulo.

Muito bem, eu quero agora chamar a sua atenção para a oferta que temos para si neste programa. É o Guia de Estudo da Bíblia, intitulado Evidências. E esta oferta é um recurso valioso, que eu tenho a certeza que não vai querer perder. Ele foi escrito pelo Dr. Rodrigo Silva. E, tal como o nosso programa, este guia também está organizado em formato de perguntas. São 14 perguntas ao todo e cada uma delas dá origem a uma lição pensada para estudo e para reflexão pessoal. No início de cada uma das lições encontrará um código QR Code no canto superior esquerdo e, ao digitalizá-lo, terá acesso também a uma videoaula exclusiva, que foi gravada pelo próprio Dr.

Rodrigo Silva e que é profunda ao tema que está em análise em cada lição. Portanto, já sabe, pode pedir o seu Guia de Estudo e Evidências, ele é totalmente gratuito, e pode solicitá-lo enviando-nos uma mensagem para o número 933-939291. Eu volto a repetir para que a note bem, 933-939291. Antes de avançarmos para a segunda pergunta do nosso fórum, chegou o momento de fazermos uma breve pausa.

Outras passagens semelhantes

Fique desse lado, nós voltamos já de seguida após um corte de intervalo. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos a iniciar a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje estamos a debruçar-nos sobre o texto que encontramos em Hebreus, capítulo 6, versículos 4 e 6, onde são abordados temas profundos relacionados com fé, arrependimento e salvação. Se começou a ver ou ouvir apenas agora, fique por aí, pois terá a oportunidade de conhecer a resposta às duas últimas perguntas deste programa com a ajuda do Teólogo Arturo Machado. E sendo este um fórum que recebe as suas questões ou dúvidas sobre a Bíblia, saiba que pode enviá-las para o nosso e-mail, programas arroba-novotempo.pt, ou através de mensagem por WhatsApp ou SMS, para o número 933 93 92 91.

E tal como está a assistir neste momento, nós iremos procurar dar a resposta num dos nossos próximos programas. Vamos voltar novamente ao nosso programa e à próxima questão. Na primeira parte, o Artur teve a oportunidade de fazer uma análise sobre esta passagem específica, na Hebreus, capítulo 6, versículos 4 e 6, e de nos explicar o contexto que está envolvido. E eu diria que a próxima pergunta, que já está aqui no ecrã, é inevitável, e que é, existem na Epístola aos Hebreus outras passagens que vão no mesmo sentido que o da passagem Hebreus 6, 4 e 6? Nós encontramos já. Encontramos, por exemplo, no capítulo 10 e no versículo 26 em diante, em que o autor diz, porque se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados.

Vai exatamente no mesmo sentido. O sacrifício pelos pecados no Antigo Testamento equivalia ao perdão dos pecados. no Novo Testamento, equivale ao sacrifício de Jesus Cristo, que é completo para nos perdoar os pecados. E ele diz, se pecarmos voluntariamente. Mais adiante, no versículo 29, ele diz, de quanto maior castigo cuidais vós, será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus e tiver por profano o sangue do Testamento. Mais adiante, na própria Epístola aos Hebreus, no capítulo 12, no versículo 15, o autor da Epístola aos Hebreus diz, tendo cuidado, ninguém se priva da graça de Deus e que nenhuma raiz da amargura vos perturbe e por ela muitos se contaminem.

No versículo 17, ele vai dizer, não rejeiteis ao que fala. Portanto, ele vai mostrando que há aspectos que estas passagens têm em comum com a nossa passagem de Hebreus 6, versículos 4 a 6. Nós poderíamos dizer uma linha divisória, para lá do qual a passagem dessa linha divisória torna a experiência espiritual do crente perigosa. Uma experiência, nós poderíamos dizer, de quase não retorno, de quase impossibilidade de ser novamente alcançado pela noção de arrependimento. Um adormecimento geral da consciência.

No fundo é isso. Como uma consequência de uma rejeição total. De uma consequência de uma determinada rejeição. E é bom nós agora fazermos alusão aqui no nosso ecrã a que contexto é que nós estamos a fazer alusão. A epístola foi escrita num período de oposição crescente ao cristianismo e nesse contexto a apostasia é um pecado muito sério. Portanto, estes crentes estavam a enfrentar uma oposição à sua fé. tal como Cristo tinha enfrentado a oposição da parte de muitos no seu tempo. E é nesta oposição que se separam as águas, como nós costumamos dizer, que as pessoas mostram se estão verdadeiramente identificadas ou não.

Quem ficasse, muitas vezes, a favor da sua fé, corria riscos, é óbvio. Podia perder as suas propriedades, podia perder o seu trabalho, podia, inclusivamente, perder a sua vida. Ou podia perder o seu cônjuge. Nós temos relatos de crentes, judeus ou pagãos, que, ao afirmarem a sua fé a Cristã, os seus cônjuges não os queriam seguir nessa sua mesma decisão. E, portanto, havia famílias que ficavam absolutamente divididas. E este era realmente o risco. Mas era preciso saber se a relação com Cristo se preservava, porque o próprio Jesus tinha dito, vai acontecer-vos a vocês o mesmo que aconteceu a mim.

E ele tinha mencionado, se alguém não deixar pai, mães, filhos, filhas, por amor de mim. Não quer dizer que Cristo que a aceitação da fé cristã obrigue a que as famílias se dividam. Quer dizer que há uma linha divisória, sim, é quando, para preservar uma determinada unidade familiar, eu perco ou abdico de valores e princípios fundamentais da minha identidade cristã. Essa é que é a separação. E, portanto, este era realmente o risco. no qual estes crentes estavam a incorrer. E era para aqui que o autor da epístola aos hebreus estava a apontar. O abdicar desses valores significava a morte da relação com Cristo.

O próprio Cristo tinha dito, quem testemunhar de mim junto dos outros, eu também testemunharei dele no céu. Quem me negar, eu vou ter que o negar também. porque não há outra alternativa. E, portanto, a rejeição da fé cristã dava ocasião a que os pagãos, por exemplo, expusessem a ridículo o próprio Cristo. Daí estas afirmações tão fortes. Porque a negação da fé cristã por parte de um crente punha a ridículo a própria fé cristã. Era também um testemunho negativo. É uma influência negativa para aqueles que estavam com a possibilidade de tomar uma decisão e de acolher a fé cristã.

Enquanto que a afirmação da fé cristã em face do que estava em jogo e a pessoa se mantinha firme trazia muitas vezes da parte dos que observavam adeptos para a fé cristã. Muito bem.

Impossibilidade de renovação para arrependimento

Tendo em conta o que foi exposto sobre essa rejeição total da fé, a próxima pergunta, que aliás é a última deste programa, vai de encontro àquela que eu considero que é a questão central que precisa de ser respondida, e que é porque era impossível então para os cristãos que negaram Cristo serem renovados para arrependimento, tendo em conta o que você explicou e o contexto. E podemos ir à nossa última frase de hoje, que diz assim, tudo aquilo que estes cristãos tinham tido, a iluminação, e que o autor mostra na Epístola aos Hebreus, capítulo 6, versículos 4 a 6, a iluminação, o dom celestial, o Espírito Santo, a bondade da palavra, eles tinham negado devido à sua apostasia. No fundo, rejeitaram tudo o que Deus poderia fazer por eles e a Bíblia afirma que é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento.

Isso é o que o apóstolo Paulo nos diz na Epístola aos Romanos, no capítulo 2, versículo 4. Se é a bondade de Deus que me conduz ao arrependimento e se eu acabo por negar Deus e dizer que não o quero mais na minha existência, logo, eu estou a excluí-lo da minha vida. E Deus respeita a minha liberdade. Não pode forçar. Deus respeita a minha liberdade. Deus existe na minha existência quando eu lhe franqueio a minha consciência, quando eu lhe dou hipótese de Ele viver. Se eu o nego, Ele aceita essa negação. E aí está a sua presença, é que me vai conduzir ao arrependimento. Ora, se essa presença já não existe, não há qualquer meio pelo qual a minha consciência me diga que eu estou a fazer mal.

Portanto, Deus não força ninguém a aceitá-lo. Aquilo que coloca um ponto final na relação com Deus, tem que realmente perceber que Deus deixa de ter condições para o voltar a trazer, a menos que Ele próprio vá reconhecer que cometeu um erro. Mas é preciso aqui fazer uma pequena salvaguarda. Às vezes há pessoas que pensam que por terem cometido uma falta qualquer, ah, eu menti, ou eu omiti isto, ou eu fiz qualquer coisa contra Deus que eu não deveria, Estes versículos se aplicam diretamente à sua vida e, portanto, as pessoas passam a viver uma angústia e uma culpabilidade grande.

Eu queria tranquilizar aqui estas pessoas dizendo-lhes o seguinte, enquanto a nossa consciência nos acusar de que nós Estamos em falta para com Deus. Significa que o próprio Deus, através do seu Espírito Santo, está a agir na nossa consciência. Portanto, não estamos de todo nas mesmas circunstâncias, nem nas mesmas condições que o autor da Epístola aos Hebreus está a mencionar. Que já será um estado de indiferença. Exatamente. Aqui nós estamos num estado de negação completa. Eu resolvi negar a Cristo para obter apenas algum conforto material, ou algum benefício, ou alguma outra coisa qualquer. Aquele remorso. Exatamente. Não há aquela coisa de dizer, enquanto mesmo eu estou a fazer esse ato, eu não devia estar a fazer isto.

Não há qualquer coisa que é deliberada. Saibamos uma coisa, a Bíblia diz que, a própria Epístola aos Hebreus diz que Jesus vive sempre para interceder por nós. E, portanto, nós podemos, em qualquer ocasião em que sentimos essa culpa de alguma falha que tivemos para com Deus, podemos e devemos pedir perdão pelos nossos pecados e a Deus perdoa-nos os nossos pecados. E este texto só existe porque a Bíblia é proactiva. A Bíblia está-me a dizer, no fundo, o seguinte, se algum dia estiveres diante de uma decisão deste género, toma atenção. Toma atenção. Não negues a Deus por um benefício material. Deitar a eternidade por algo que é muito transitório realmente é uma perda imensa.

Muito bem. Terminamos da melhor forma com este alerta e com esta advertência para cada um de nós que ouviu a explicação e que certamente foi tocado por estas palavras também de Paulo quando fez esta chamada de atenção. Estamos mesmo a chegar ao fim do nosso programa, mas antes de nos despedirmos,

Considerações finais e oferta

eu quero lembrar-lhe uma vez mais a oferta muito especial que temos reservada para si, este Guia de Estudo da Bíblia e Vidências. Este material, como já referi no início, foi cuidadosamente elaborado para o ajudar a encontrar respostas claras e fundamentadas para questões importantes da vida. Talvez até algumas que têm vindo a debater, quem sabe, anteriormente, ou que alguém próximo de si já colocou. Então, não deixes passar esta oportunidade e peça agora mesmo um exemplar igual a este, gratuitamente, enviando-nos uma mensagem para o número 933-939291, a solicitar o Guia de Estudo e Evidências e a equipa da Novo Tempo Portugal enviará para a sua casa um exemplar.

Como se sabe, o Fórum Bíblico só faz verdadeiramente sentido com a sua participação, por isso queremos muito contar com as suas perguntas, talvez com perguntas que alguém lhe faça e que tem dificuldade em explicar, e para isso é muito fácil, basta enviar-nos essas questões para o nosso e-mail, que é programas arroba novotempo.pt, ou se preferir, por mensagem para o número 933 939291. Ficamos assim à espera da sua mensagem e digo-lhe também que, se perdeu algum programa anterior, não se preocupe, pois todos os programas estão disponíveis em novotempo.pt. Siga-nos pelo meio que lhe for mais cómodo, na televisão, no canal 186 da MEU, no YouTube da Novo Tempo Portugal, ou então também na Rádio RCS em 91.2 FM.

Fechamos aqui este Fórum Bíblico. Despece-me de si que nos está a ver ou a ouvir desse lado. E porque a sua pergunta merece uma resposta, nós marcamos o encontro aqui na próxima semana. Por isso, ficamos à sua espera.

Sobre este episódio

Será que a fé tem um ponto de não retorno? A Epístola aos Hebreus apresenta uma das passagens mais complexas e debatidas da Bíblia (Hebreus 6:4-6), levantando uma questão intrigante: poderá alguém que foi um crente sincero, mas que se afastou, ser renovado para o arrependimento? Neste episódio do Fórum Bíblico, propomo-nos desvendar este enigma, explorando as profundezas deste texto que desafia a compreensão e provoca uma reflexão séria sobre a perseverança na fé.

Para nos guiar nesta jornada teológica, contamos com o contributo do teólogo Artur Machado, que nos ajudará a mergulhar no contexto da Epístola e a compreender a verdadeira intenção do autor. Não perca a oportunidade de explorar connosco as respostas a perguntas como: * Quem são os "crentes caídos" descritos em Hebreus 6:4-6 e qual a natureza da sua fé? * O que significa a impossibilidade de serem renovados para arrependimento e quais as suas implicações? * Existem outras passagens na Epístola aos Hebreus que abordam a mesma temática ou oferecem paralelos? * Qual o perigo da apatia espiritual e da rejeição deliberada da fé na perspetiva bíblica? * Como a interpretação contextual é crucial para desmistificar esta passagem desafiadora?

Série
Fórum Bíblico · 71 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 19
Estreou
31 de Julho de 2025
Categoria
Espiritualidade