27:08Olá, é um gosto contar com a sua presença aí desse lado em mais um Fórum Bíblico. Nós deste lado queremos continuar a merecer a sua confiança todas as semanas e queremos também contar com a sua participação. Se está connosco pela primeira vez, poderá estar a perguntar-se como é que pode participar neste programa. Deixe-me dizer que o Fórum Bíblico é, antes de mais, um programa feito para si e por si. Como? É muito simples. Pode participar através das perguntas que nos enviar, sobre dúvidas ou necessidade de clarificação de um tema da Bíblia ou algum texto bíblico que não entende e para os quais gostaria de obter uma resposta. E porque acreditamos que cada pergunta desperta à procura de uma resposta, quero deixar-lhe este convite. Envie-nos as suas perguntas para o nosso e-mail, programas, arroba novotempo.pt.
Pode fazê-lo rapidamente com o seu telemóvel, enviando uma mensagem por WhatsApp ou SMS para o número 933 939291, com as suas questões e com a menção do nome do programa, já sabe, Fórum Bílico. Não sei em que canal nos está a acompanhar neste momento, mas quero que saiba que pode assistir a este programa todas as semanas na televisão, no canal 186 da Mel, no canal da Youtube do Novo Tempo Portugal e também na Rádio RCS em 91.2 FM, na região da Grande Lisboa. Para o fórum de hoje, selecionámos três perguntas que nos chegaram, e todas elas sobre a promessa feita por Jesus ao ladrão na cruz, com base no episódio relatado no Evangelho de Lucas.
Para falarmos dessa promessa de Jesus em particular, está connosco, uma vez mais, o teólogo Artur Machado, que nos vai ajudar a responder às perguntas acerca desse diálogo ocorrido pouco tempo antes da morte de Jesus. Olá, Arthur. Bem-vindo. Obrigado, uma vez, por estar entre nós e por nos ajudar a responder às questões
que nos vão chegando dos nossos telespectadores e também dos nossos ouvintes. E hoje, a primeira questão que temos no nosso programa vem de encontro àquilo que já introduzi, sobre o diálogo de Jesus com o ladrão na cruz e a promessa que lhe fez. E a pergunta é, de acordo com o relato do Evangelho de Lucas, Jesus prometeu a um dos ladrões que estavam crucificados com ele que iria para o céu nesse dia logo após a sua morte? Na verdade, algumas pessoas que leem o relato do Evangelho de Lucas e alguns teólogos que acreditam na teoria da imortalidade da alma, têm utilizado esta passagem de Lucas do capítulo 23, versículos 42 e 43, como uma prova de que, após a morte, segue-se uma existência consciente no céu.
Lembremos o contexto, isto é sempre importante. Jesus é crucificado, a crucificação é realmente um processo cruel e também moroso, indigno, poderíamos mesmo dizer, e de muito sofrimento. e Jesus é crucificado com dois ladrões, um de um lado direito e outro do lado esquerdo. E o relato de Lucas começa por dizer que estes ladrões começaram por insultar de alguma maneira Jesus Cristo. Era normal, as pessoas sofriam imenso e, portanto, a extravasavam a dor e o sofrimento físico, e psicológico que tinham, desta maneira. Mas, a um determinado momento, um destes ladrões reconhece, afinal de contas, que Jesus era inocente, enquanto que eles eram culpados.
Eles mereciam estar ali e Jesus não merecia. E esse mesmo ladrão, que no cristianismo passa por ser conhecido como o bom ladrão, esse ladrão vai até criticar o outro por continuar, portanto, a insultar Jesus. E é nesse contexto que nós temos o texto de Lucas capítulo 23, versículos 42 e 43, que seria bom nós podermos ler no ecrã. E disse a Jesus, portanto, o ladrão diz, lembra-te de mim quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus, em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." E, portanto, é este o texto.
Este é o texto. Para quem o lê, dependendo da tradução que tem, nós iremos ver que há ali uma palavra que não faz parte do texto original, portanto dos manuscritos gregos, E, por incrível que pareça, toda a pontuação, toda a interpretação deste texto é uma questão de pontuação. De resto a saber onde é que nós vamos colocar, por exemplo, aqui nesta tradução está o que, mas em algumas traduções está ali a questão de uma vírgula. Tudo se baseia na questão de uma vírgula e onde é que a vírgula vai. Se a vírgula vai antes da palavra hoje, se a vírgula vai depois da palavra hoje.
Se nós fizermos abstração deste que, desta tradução que nós temos aqui, porque eu posso adiantar desde já que a palavra oti, o que, não existe no texto grego. Portanto, aquele que não existe. Aquele que, desta tradução que nós estamos a ver aqui, está aqui a substituir uma suposta vírgula. E todas as interpretações, porque elas mudam o sentido do texto, vai-se saber onde é que se coloca essa vírgula. Vamos então passar a colocar A vírgula. Se, como muitos afirmam, a vírgula for colocada depois da palavra hoje, o texto fica desta maneira. Em verdade, te digo, portanto, hoje estarás comigo no paraíso. Se a vírgula é colocada antes da palavra hoje, Jesus teria dito àquele ladrão, estou-te a dizer, neste momento em que estamos aqui a sofrer, que hoje, quando morreres, estarás comigo no paraíso.
É uma interpretação. Nós vamos ver que Jesus dificilmente poderia ter dito isto por uma razão muito simples. A crucifixão era um processo moroso, como eu disse. Às vezes durava dias. E, portanto, Jesus nunca poderia saber se ele iria morrer naquele dia. Por acaso, ele morreu naquele dia. Ele morreu realmente naquele dia. mas os outros poderiam não ter morrido naquele dia. A morte dos outros é lhes acelerada, porque se nós estamos num contexto religioso, vai iniciar-se o sábado, ninguém quer os corpos pendurados nesse dia, e, portanto, a morte é lhes acelerada. Mas esta é uma interpretação caso a vírgula vá antes do hoje.
Então, e se a vírgula for depois do hoje? Que justifique a pergunta que nos foi especulada, nesse sentido. Exatamente. Em verdade, te digo hoje, estarás comigo no paraíso". A interpretação aqui é diferente. Ou seja, Jesus estaria a dizer naquele momento e naquele dia àquele homem, um dia, estarás comigo no paraíso. Não forçosamente hoje. A vírgula vai mudar, portanto, todo o sentido da frase. Logo, nós temos que ir a uma disciplina da Bíblia que se chama a crítica textual, para perceber se houve vírgula ou não houve vírgula, se havia pontuação nos manuscritos mais antigos de Lucas.
Depois nós iremos avançar para uma outra análise, que é perceber qual o uso que Lucas faz. da palavra dia e também noutras partes da Bíblia e, finalmente, vamos ver o que é que os Evangelhos dizem sobre a morte de Jesus e sobre esta famosa promessa. Comecemos pela primeira coisa. Nós sabemos que os manuscritos do Antigo Testamento foram escritos em grego e com uma característica. As frases eram todas seguidas. Não havia espaços. entre as frases e também utilizava-se pouca ou nenhuma pontuação. Portanto, poucos pontos finais e poucas vírgulas. Não, isso não existia. Para as pessoas terem uma ideia, a vírgula na pontuação dos manuscritos gregos só vai aparecer no século IX.
Ou seja, muito tempo depois de Lucas ter escrito o seu Evangelho. Logo, Lucas não utilizou vírgula. Isso nós Nós sabemos. Antes da introdução da vírgula, se se queriam fazer algumas pausas na leitura, aí sim colocava-se uma espécie de um ponto final que ajudasse a pessoa a perceber como é que ela poderia fazer a pausa na leitura. Mais tarde vai-se adicionar a vírgula para que os textos fiquem mais espaçados e também mais compreensíveis. Mas o que é interessante é que nenhum manuscrito mais antigo do Novo Testamento, nós não temos esta pontuação.
Nós temos, por exemplo, o papiro Bodmer 14 e 15, ou o chamado o P75, que contém a maior parte do Evangelho de Lucas, que é a cópia mais antiga, que remonta mais ou menos ao século III da nossa era, e não há qualquer pontuação, nem antes da palavra hoje, nem depois da palavra hoje. Embora seja encontrada nesse manuscrito alguma pontuação aqui e ali. Portanto, a vírgula que é colocada no século IX para pontuar o texto de Lucas 23, versículo 43, não é por razões gramaticais.
É por razões teológicas. Porque nessa altura, os cristãos já acreditavam na imortalidade da alma. E, portanto, ao pontuarem o texto de Lucas, o que eles vão fazer é dizer-lhe algo com o qual eles já acreditavam. E a prova disso é que aquela palavrinha, o que, que eu vos mencionei na tradução, nunca existe. Ela não existe no texto grego. Esse que é a tentativa de explicar o texto, de ajudar a explicar o texto. Ajudar a perceber que Jesus terá prometido àquele ladrão que naquele dia, após a sua morte, ele estaria realmente no paraíso.
Mas há um códex, que é o chamado Códex Vaticanos, que é um dos manuscritos da Bíblia mais válidos, muito próximo deste pergaminho 75, que tem um ponto sobre a linha após a palavra hoje. O ponto não está antes da palavra hoje, o ponto está depois e, portanto, permitia fazer o tal espaço, a tal... Se quisermos a tal respiração, a tal pausa na leitura. E é verdade que este Códex Vaticanos tem aqui e ali algumas manchas de tinta. É um facto. E poder-se-ia dizer, esse ponto é acidental. Faz parte de uma das manchas de tinta que caiu ali.
Não fosse o facto de que ele está equidistante de duas palavras. E, portanto, se ele está equidistante entre duas palavras, Seria uma grande coincidência ele ter caído justamente ali e não em outro sítio, não é? Há um especialista da crítica textual chamado Wilson Paroshi que mostra justamente isso. o ponto é equidistante entre duas palavras, o que reduz drasticamente a possibilidade de ser um acidente. Foi intencionalmente colocado. Foi intencionalmente colocado ali. Não para pontuar como uma vírgula, como nós quiséssemos dizer, mas para que a pessoa que estivesse a ler percebesse que tinha que fazer ali uma pausa.
Claro que isto, por si só, não é uma prova conclusiva. E uma boa parte da igreja cristã lia A palavra hoje, em conjunção com a forma verbal precedente, eu te digo. Em verdade, em verdade, eu te digo hoje. estarás comigo no paraíso. O que faria sentido. Jesus estava a lhe a dizer, neste momento, e eu digo-te, um dia estarás comigo no paraíso. Um outro manuscrito, que é o manuscrito 339 do século XIII, não tem apenas um ponto após a palavra hoje, como também deixa um espaço suficiente antes da palavra seguinte, tornando assim a tese de que o acidente do tal ponto teria sido um acidente.
Aí é impossível. Ou seja, temos o manuscrito do século XIII que nos mostra que faria sentido para os cristãos essa acentuação no hoje. Ou seja, Jesus a dizer ao ladrão, em verdade, em verdade, te digo hoje, neste momento em que falo contigo, estarás. E não, em verdade, em verdade, te digo, hoje estarás comigo no paraíso. Uma promessa feita no presente, mas com implicações no futuro. Com implicações, exatamente, no futuro. E há outras traduções. Nós temos a tradução antiga, como a ciríaca coretoniana, cujo texto já remonta ao século II, portanto estamos muito perto do texto de Lucas, que preferia esta leitura.
Ou seja, colocava a ênfase na promessa e não no tempo. E alguns escritores da Igreja, como Efraim e Osirio, no século IV a.C., Cassiano e Hesíquios, no século V d.C., concordavam também com esta leitura e com esta interpretação. E há dois livros apócrifos que são interessantes, que é os Atos de Pilatos e A Descida de Cristo ao Inferno, que também atestam este tipo de interpretação. Portanto, há evidências que nos mostram que o que Jesus Cristo disse àquele ladrão foi assegurá-lo naquele dia em que ambos estavam a morrer, de que um dia ele estaria no paraíso, não forçosamente naquele dia.
Muito bem, como já reparou, o tema hoje em análise é muito interessante e as próximas perguntas vão ainda cimentar mais a compreensão desta promessa feita por Jesus. Porém, gostaria agora de lhe apresentar o Guia de Estudo da Bíblia, intitulado Evidências, da autoria do Dr. Rodrigo Silva. Este guia está organizado em 14 perguntas que dão um modo a 14 lições que poderá estudar comodamente em sua casa. Perguntas como razão e fé combinam? Porque sofremos? Ou então o mundo vai acabar? Pode pedir gratuitamente este material enviando uma mensagem para o número 933-939291, repito, 933-939291, solicitando o Guia de Estudo e Evidências e nós teremos todo o gosto em enviar um exemplar para si.
Acredito que esteja curioso em relação às próximas duas perguntas, mas chegou o momento agora para um brevíssimo intervalo. Continuo por aí porque nós voltamos já de seguida. Estamos. De volta ao programa Fórum Bíblico. Hoje estamos a responder a perguntas relacionadas com a promessa feita por Jesus ao ladrão na cruz durante a crucificação de Jesus e contamos com a presença do teólogo Artur Machado para nos guiar nas respostas. Se a pessoa assistir apenas a este programa na televisão ou se está a ouvir na rádio pela primeira vez, então quero dizer-lhe que este é um espaço onde as suas perguntas ou dúvidas sobre os mais diversos assuntos relacionados com a Bíblia poderão encontrar aqui a resposta que talvez esteja à procura.
Se for esse o seu caso, pode enviar agora mesmo a sua questão para o nosso e-mail programas arroba novotempo.pt ou então uma mensagem para o nosso número
933 939291. Não se esqueça de mencionar sempre o nome do programa, já sabe, Fórum Bíblico. Vamos então agora para a segunda pergunta, e ela vai surgir agora no ecrã. E a pergunta é... Existem outras evidências linguísticas, além da pontuação, que possamos avançar para a compreensão do texto em Lucas? 23, 43? Existem outras evidências. Ora bem, comecemos por uma que é a regra da posição do advérbio. Não há uma regra no grego para a posição do advérbio, isto é, o advérbio tanto pode estar colocado antes como depois do verbo. Assim, nós, só pelo advérbio hoje, nós não sabemos se ele está a reger o verbo.
Eu te digo, se ele está a reger o verbo, estarás. Esse é um facto. Mas há uma tendência em Lucas. Lucas tem uma tendência para usar este advérbio com o verbo que está atrás. Ou seja, das 20 ocorrências em que Lucas usa a palavra hoje, 14 delas, o advérbio hoje vai reger o verbo que está atrás. não o que está à frente. Vamos ver um exemplo. Vamos ver Lucas, por exemplo, capítulo 12, versículo 28. E se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pequena fé. Aqui o adverbio hoje está a reger o verbo veste.
E, portanto, há um outro exemplo. Posso-vos dar o exemplo que era clássico de Lucas 22, versículo 34, quando Jesus diz a Pedro, não cantará ou jogá-lo. antes que três vezes tu me negues. Hoje não cantará. Portanto, eu estou-te a dizer hoje, Pedro, que o galo não vai cantar antes que tu me traias. O hoje de Lucas é o momento em que o autor está a falar. Não é o momento em que ele quer produzir uma determinada ação, digamos assim. E, das outras utilizações de Lucas acerca deste adverbio, uma delas é uma citação do Salmo 2, versículo 7, e, portanto, e nos três casos seguintes em que a regra de Lucas não se aplica, ela é precedida por uma conjunção, e quando ela é precedida por uma conjunção, portanto, essa construção gramatical tem que ser mesmo assim.
Logo, Lucas é muito claro na maneira como ele escreve e vai-nos dizer que a palavra hoje, por tendência natural, rege o verbo que está atrás. E, embora Lucas não seja judeu, é um facto, poderíamos dizer, mas ele não é judeu, Mas o seu pensamento é um pensamento semita e, portanto, se nós virmos num Antigo Testamento, por exemplo, o livro de Deuteronómio, tem muitos exemplos, tem mais de 40 exemplos, para dizer a verdade, do que Lucas está a fazer aqui no seu Evangelho.
Por exemplo, em Deuteronómio, capítulo 28, versículo 13, diz assim, o Senhor te porá por cabeça e não por cauda, só estarás em cima e não debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno. E, portanto, o que Lucas está aqui a transmitir no seu Evangelho é um procedimento absolutamente bíblico, onde há qualquer coisa que Deus diz, num determinado momento, que a pessoa deverá fazer no seu futuro. Portanto, a partir daí, e o que Jesus estava a dizer ao ladrão, hoje, naquele momento, era fazer-lhe uma promessa, uma promessa de esperança do que poderia vir a acontecer Um dia, no futuro.
Ora, logo, é claro que, no caso de Lucas, a influência se pode ter feito pela tradução dos 70, que nós já mencionámos em programas anteriores, que é a tradução do texto hebraico para o texto grego. Aliás, 90% do vocabulário que Lucas utiliza É do vocabulário da tradução dos 70, por isso não admira que Lucas tenha usado este procedimento, que é um procedimento judaico, embora ele não o fosse. Exato. Passamos agora à terceira pergunta, e esta terceira pergunta é muito interessante, porque na sua formação traz uma sugestão para a compreensão deste texto. E ela é a seguinte.
O ensino bíblico acerca do estado dos mortos e da ressurreição pode ajudar na compreensão do texto que estamos a ver, de Lucas 23, 43? Claramente. E vamos começar até com uma palavra que aparece ali. Em verdade, digo, estarás comigo no paraíso, que é a palavra PARADEIZOU-SE. A palavra Paradeisos, no grego, aqui a temos, ela significa justamente jardim. A palavra era isto que ela significava. Ela é encontrada duas outras vezes no Novo Testamento. Paulo, por exemplo, afirma que foi elevado ao terceiro céu, que ele identifica com o paraíso, que é o lugar onde Deus mora. A segunda vez aparece também em Apocalipse, capítulo 2, versículo 7, que identifica o lugar onde está localizada a árvore da vida.
Jesus também disse aos discípulos que ele haveria de voltar segunda vez para os levar para a casa do Pai, onde há muitas moradas. E, no Evangelho de Mateus, ele diz aos seus seguidores que eles tomariam posse do reino que lhes estava preparado desde a fundação do mundo. Acontece que Jesus não pode prometer uma coisa, nem nunca prometeu uma coisa que ele não pudesse cumprir. Isto é importante nos Evangelhos. E Jesus não poderia ter cumprido a promessa que fez ao ladrão, se nesse dia ele lhe tivesse dito que ele estaria com ele no paraíso, porque Jesus não foi para o paraíso. É que no dia da Ressurreição, o Evangelho de João diz, Maria vai querer abraçar Jesus, quando de repente percebe que é Jesus que está no jardim, e Jesus diz, não me detenhas, eu ainda não subi para o meu Pai.
E, portanto, se Jesus está a dizer a Maria, eu ainda não subi para o meu Pai no dia da sua ressurreição, Ele não poderia ter prometido ao Paraíso uma coisa que não tinha podido cumprir. E esse é um ponto importante. Em segundo lugar, Jesus sempre ensinou que haveria de haver uma ressurreição. Em João, no capítulo 5, Jesus ensinou sobre a ressurreição. A Bíblia fala de duas ressurreições. Uma ressurreição de justos, uma ressurreição de injustos. Toda a Bíblia tem este paradigma. A morte, É um descanso. Nesse descanso não há qualquer conhecimento de qualquer coisa que se produce. É um estado inconsciente. E, portanto, a próxima vez que o ser que morre estará consciente é nesse momento da ressurreição.
Logo, quando nós vemos o paradigma bíblico, nós percebemos que Jesus nunca poderia ter dito ao ladrão uma coisa que estaria contra todo o ensino da Bíblia, que estaria também contra aquilo que lhe aconteceu na sua própria experiência, porque Jesus, portanto, a expirou e só volta à vida no domingo de manhã. Logo, ele não foi para o paraíso. Logo, o ladrão, por consequência, também não foi. Logo, o que nós podemos dizer é que foi realmente uma infelicidade a teologia ter influenciado a gramática de um texto. Nós percebemos que a maneira como o texto de Lucas é escrito não nos induz a acreditar numa promessa de uma ida imediata para o céu após a morte, mas sim o que Lucas escreveu e o que Jesus disse foi que naquele dia confortou alguém que, como ele, iria morrer, de que ele poderia ter a certeza da salvação.
Ter essa esperança. E isso é que é o mais importante. E, portanto, eu espero ter esclarecido muitas dúvidas das pessoas que nos veem e que nos ouvem acerca deste texto de Lucas? Estou seguro que sim, que todos aqueles que nos estão a ver e que nos estão a ouvir ficaram esclarecidos em relação a este texto em particular e também o Programa 2 reforça muito esta ideia de que a Bíblia não é apenas um livro que basta ser lido, é preciso ser estudado. E foi o que nós fizemos, estudámos o que está por trás e toda a envolvente para percebermos e entendermos se lá está e fazermos a interpretação correta do texto
e fica o desafio para todos aqueles que que nos estão a ouvir, que o façam, que possam estudar e que aproveitem este programa, se têm dúvidas, porque aqui poderão encontrar, sem dúvida, o esclarecimento de como aconteceu. Volto a apresentar-lhe o guia de estudo da Bíblia Evidências, que temos para lhe oferecer. Ao longo das suas páginas, das suas muitas páginas, o Dr. Rodrigo Silva vai guiá-lo numa jornada fascinante de reflexão e de descoberta de respostas, com base nas evidências disponíveis. No programa de hoje falamos sobre a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, e uma das perguntas neste manual, que dá o título à lição número 6, é a seguinte. Ressurreição de Cristo, mito ou realidade? Ao estudá-la, vai certamente descobrir evidências que mostram que a ressurreição de Jesus aconteceu realmente e será, também creio eu, um complemento ao estudo e ao aprofundamento daquilo que abordámos hoje no nosso programa.
Já sabe, o Guia de Estudo da Bioevidências é gratuito e, para pedir o seu, basta enviar uma mensagem para o número 933 93 92 91. Anote bem este número 933 93 92 91. Ficamos, desde já, a guardar a sua mensagem. Esperamos que envie para que possa receber, muito em breve, este Guia de Estudo em sua casa. Como já lhe disse anteriormente, pode participar neste programa, aqui no Fórum Bíblico, sempre que entender e assim o desejar, através do envio das suas perguntas para o nosso e-mail programas-novotempo.pt. Eu repito, programas-novotempo.pt. Ou então, se preferir, pode enviar uma mensagem para o nosso número de contato, que talvez até já o tenha memorizado, e que é o 933-93-9291.
Também já sabe que pode acompanhar este programa no canal 186 da MEU, ou então no YouTube da Novo Tempo, ou se preferir, na Rádio RCS, em 91.2 FM, na região da Grande Lisboa, ou em qualquer lugar, através da emissão online em radio rcs.novotempo.pt. Se quiser ouvir novamente este programa, ou algum dos anteriores, eles estão todos disponíveis em podcast no site da Rádio RCS. O programa de hoje termina aqui, mas o nosso Fórum Bíblico volta a abrir na próxima semana, porque cada pergunta vai abrir sempre espaço para uma resposta. Obrigado uma vez mais pela sua companhia e até ao próximo programa.
A promessa de Jesus ao ladrão na cruz: Uma análise aprofundada ✝️
Neste vídeo, mergulhamos num dos diálogos mais icónicos dos Evangelhos: a promessa de Jesus ao ladrão na cruz. Será que Jesus realmente prometeu ao ladrão que ele estaria no Paraíso nesse mesmo dia? 🤔 Exploramos as nuances linguísticas e as evidências históricas para desvendarmos o verdadeiro significado desta passagem. Vamos analisar as diferentes interpretações e compreender o contexto bíblico.
Vamos analisar a passagem de Lucas 23:43, explorando as suas complexidades e as diversas interpretações que surgiram ao longo dos séculos. Analisaremos o uso das vírgulas no texto original e como isso pode alterar completamente o sentido da mensagem. Além disso, examinaremos as evidências linguísticas e o contexto histórico para uma compreensão mais completa e informada da promessa de Jesus.
Junte-se a nós nesta jornada de descoberta e desmistificação para uma compreensão mais profunda e significativa desta passagem bíblica. Descubra como a promessa de Jesus ao ladrão na cruz pode iluminar a sua fé e trazer esperança ao seu coração.