56:57Olá, seja bem-vindo a mais um programa, A Mensagem. Aquele momento em que na sua televisão, no seu canal da esperança, no canal Novo Tempo, podemos ter um momento especial em que podemos buscar, na palavra de Deus, uma mensagem que é para mim e é para si. É muito fácil nos dias de hoje, quando ouvimos falar de uma passagem bíblica, dizer logo à partida, é preciso o nome do livro, o nome da história e vem sempre como Mateus 15, 17. Um capítulo, um verso. E estamos habituados a esta rotina no nosso dia a dia, mesmo que conheçamos pouco da Bíblia, mas isto é o normal de conhecer quando se fala sobre a Bíblia.
E se eu lhe disser que alguns livros da Bíblia não é assim que funcionam? Parece estranho? Sim, é verdade. Há poucos, mas alguns livros da Bíblia que não têm capítulos, só têm versículos. porque são livros tão pequenininhos que só têm um único capítulo e então podemos só dizer que é livro e verso. Agora, não é pelo facto de ser mais pequeno que quer dizer que tem uma mensagem mais pequena. De facto, existe um pequeno livro e esses livros pequenos às vezes até podemos dizer que é um bocadinho mais difícil de encontrar. na Bíblia, no Velho Testamento, que tem uma grande mensagem e que pode ser uma forma de podermos chegar a importantes mensagens da parte de Deus para um povo numa situação concreta.
Este livro que vamos hoje falar é o livro de Obadias. O livro de Obadias é um pequeno livro que aparece depois do livro de Amós e antes do livro de Jonas. personagem jonas, bem mais conhecido, aquele célebre personagem que está envolvido na história de ter sido engolido por um grande peixe e assim é que se salvou de se afogar, é sim, é mesmo atrás desse livro. O livro do Abadias é uma história, uma mensagem passada por um profeta para um povo que não era Israel. Vamos a esse livro tentar encontrar nas nossas Bíblias Onde é que está este livro de Obadias? E vamos ver logo no seu primeiro verso e segundo verso. É a visão de Obadias, assim diz o Senhor Jeová a respeito de Edom.
Edom é algo que muitas vezes é desconhecido porque é o nome de uma terra que já não existe mais. Não é um nome que se fala sem ser no contexto bíblico. E então torna-se um bocadinho difícil às vezes de perceber o porquê de haver um livro, ainda que pequeno, especialmente dedicado a uma civilização, a um contexto só de lado passado. Mas vejamos o que é que se passava aqui. Como é que dizia esta descrição desta terra que vai receber esta mensagem? Eis que te fiz muito pequeno entre as nações. Tu és muito desprezado. A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das roças, na sua alta morada, que diz no seu coração, quem me derribará em terra?
Se te elevares como a águia e te puseres o ninho entre as estrelas, dali te derribarei, diz o Senhor. Temos aqui o momento em que o profeta Obadias vai falar a este povo de Edom apontando que é um povo que mora em montanhas, que tem nas montanhas e nas suas grutas a sua defesa e que acredita que a sua força e a sua indestrutibilidade advém de ser um território soberbo para a defesa. E, no entanto, o que Deus vai falar é, não te enganes, não é por achares-te o maior, por achares-teis a melhor casa, por achares-teis a melhor localização, que vais estar numa circunstância melhor.
E, se calhar, no teu conforto, no teu descanso, aí vai estar a tua ruína. Rapidamente, vemos que, embora a lógica da defesa de tática militar diga que os recursos naturais são a nossa maior defesa, Temos aqui, logo ao começar este pequeno livrinho, uma mensagem de que a natureza não é tudo. Se não tivermos um Deus que nos guarde, realmente vamos ter uma dificuldade.
E sabem, este contexto deste livro de Obadias, ele aparece no momento em que Israel está no cativeiro. Nós sabemos que o povo de Israel, a dado momento da sua história, foi levado cativeiro pelos babilónicos. E neste momento em que é levado pelos babilónicos, há algumas coisas que acontecem no processo, nomeadamente a intervenção deste povo de Edom. Se nós fôssemos a ver a partir do verso 4 e 5, vai continuar dizendo que tipo de descrição é dada sobre a localização deste povo e se calhar ajuda-nos um bocadinho a perceber porque é que esta mensagem, destinada a um povo que não é Israel, encontra-se no Cânano Sagrado. E temos a dizer assim, verso 5, não vos envolvais com eles, porque não vos darei a sua terra, perdão, errei no texto.
Vejamos como diz em Deuteronómio, este é um salto que vamos fazer, no capítulo 2, no verso 4, 5 e no verso 8. Há um momento da história de Israel em que é apresentado aquilo que é o povo de Adão, para nos ajudar a dar um bocadinho contexto. De outro nome, o livro escrito por Moisés, como tradicionalmente é aceite, diz assim, e dá ordem ao povo dizendo, passareis pelos termos de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir. e eles terão medo de vós, porém guardai-vos bem. Não vos envolvais com eles, porque não vos darei a sua terra, nem ainda a pisada da planta de um pé, porquanto a Esaú tenho dado monte de sair poeira herança.
Verso 8. Passando, pois, pelos nossos irmãos, filhos de Esaú, que habitavam em Sair, desde o caminho de Arabá, Planície de Elat e Ezion-Geber, nos virámos e passámos o caminho do deserto de Moab. Temos aqui a localização de uma determinada terra, que é identificada como sendo pertencente dos filhos de Ezaú, e que acaba dizendo Iezón é Ezaú. Então, o que nós temos é que esta terra de Edom não é nada mais, nada menos, do que a terra que foi destinada aos filhos de Esaú, à descendência de Esaú. Na história de Israel, que antes era denominado por Jacob, foi o próprio Deus que lhe mudou o nome, Há todo um contexto de rivalidade entre Exaú e Jacó, em que Exaú vai perder, vai desprezar a sua herança em troco de um bem necessário na hora, que era uma refeição, mas isto vai causar uma animosidade muito grande entre os irmãos.
E a dado momento existe um acordo feito entre os irmãos em que eu daqui para aí não vou e tu daqui para aqui não vais. E a terra que ficou destinada a este homem, a este Esaú, foi a terra destas montanhas. E nestas montanhas o povo de Israel não avançava. E o próprio Deus, quando o povo de Israel ia a fugir do Egito, recebeu a ordem, não vais entrar na terra de Edom porque ele é teu irmão. Ele não te merece castigo neste momento. E contornou. Agora, neste contexto em que temos que Edom é Isaú, é casa de Isaú, então começamos a ver que este livro de Obadias, tão pequenininho, vai falar não sobre o povo de Israel, e uma acusação para o povo de Israel, mas vai falar de algo que vem de castigo agora ao povo descendente de Isaú.
Quando Israel saiu do Egito, o povo de Edom não merecia castigo e estava protegido por Deus. Mas algo aconteceu que levou a que neste momento as coisas tivessem mudado. Quase que podemos dizer que não é por hoje estarmos salvos e estarmos a comportar conforme as regras e acharmos que está tudo bem, que não temos que vigiar e orar porque podemos escorregar. E temos aqui o exemplo nesta história. E vamos ver o que é que aconteceu a este povo de Edom que foi tão necessário que houvesse uma intervenção da parte de Deus. Vamos a partir do verso 9. Mais uma vez, uma referência que Edom é Esaú.
Por causa da violência feita a teu irmão Jacob, cobrir-te-ás de confusão e serás exterminado para sempre. É duro. Aparece um momento em que parece que algo aconteceu que foi suficientemente grave para que Deus diga, não tenho mais paciência. Mas o que é que foi isso que aconteceu? Verso 11. No dia em que estiveste em frente dele, no dia em que os forasteiros levavam cativo o seu exército e os estranhos entravam nas tuas portas e lançavam sortes sobre Jerusalém, tu mesmo eras um deles. Mas tu não devias olhar para o dia do teu irmão, no dia do seu desterro, nem alegrar-te sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína, nem alargar a tua boca no dia da sua angústia.
Nem entrar na porta do seu povo, no dia da sua calamidade, sim, não devias olhar satisfeito para o seu mal, nos dias da sua calamidade, nem estender as tuas mãos contra o seu exército no dia da sua calamidade. Temos aqui um momento muito explícito em que Babilónia atacou os israelitas, os tomou como cativos e entrou pela porta do povo de Edom. Se quando os israelitas saíram do Egito desviaram-se para não cruzar as terras de Edom, agora o povo babilónico conquistou Israel usando as terras de Edom como ponto de lançamento. Certamente que podemos compreender como o povo de Israel tinha, ali estão os meus irmãos, com este lado do meu território, não me preciso preocupar.
E foi exatamente dali que veio a ameaça. Aqueles que deviam ser irmãos, afinal foram inimigos. Aqueles que deviam ser irmãos, afinal também ficaram com os espós de guerra. Quantas vezes, tu que estás aí desse lado da Câmara, também não enfrentaste situações destas, em que aquelas pessoas em quem mais confiavas Foram essas pessoas que te deixaram ficar mal. Foram essas pessoas que, se calhar, usaram o teu momento de infelicidade para ocupar o teu lugar e ficar com o proveito de algo que te correu mal. Incrível sentir como isto nos magoa. Mas, ao mesmo tempo, um conforto saber que o verdadeiro amigo é melhor do que o irmão, que não nos faz isso. E as promessas que Deus nos deixa que, mais cedo ou mais tarde, a sua justiça governará.
Se nós formos a continuar na nossa história, nós conseguimos saber quando é que este livro foi escrito, conseguimos saber qual é o contexto, conseguimos perceber qual é a história que está aqui envolvida, como isto mexeu com o povo de Israel. Se fosse connosco, nós o sentiríamos. Mas, ao mesmo tempo, chama-me à atenção uma coisa. é que há mais alguns momentos na Bíblia em que nós falamos sobre esta terra, sobre Edom. Já falámos que logo no início do livro de Obadias até fala num termo para Edom que era os teus valentes, o temã, isto no verso 9. E este temã faz-me lembrar o momento em que num outro livro pequeno, o primeiro livro escrito na Bíblia, não é Gênesis, o primeiro livro na Bíblia que foi escrito estima-se que seja o livro de Jó, Gênesis relata o início da história da Terra, mas o primeiro livro a ser escrito, presumivelmente por Moisés, foi o livro de Jó.
E a dado momento, um dos amigos de Jó, que vive nas terras circunvizinhas, é um temanita. E se nós formos também a um outro texto, neste caso em Lamentações de Jeremias, vamos ver que esta terra há outro momento em que ela é referida e que nos ajuda a um bocadinho ainda a ajudar a perceber a importância que tinham estas terras para o povo de Israel. Vejamos Lamentações de Jeremias no seu capítulo 4 e no verso 21 e 22. E diz assim... Mesma linguagem que aparece no livro de Obadias. Tu que habitas na terra de Deus, o cálice passará também para ti, embebedarteás e descobrirás.
O castigo da tua maldade está consumado, ó filho de Sião. Ele nunca mais te levará para o cativeiro. Ele visitará a tua maldade, ó filha de Adão, e descobrirá os teus pecados. mais um outro livro que tem uma linguagem muito parecida a Obadias e que aponta no sentido que esta filha de Edom, esta terra de Edom, estes habitantes de Edom estavam na iminência de ter colhido os frutos das suas ações. Mas é engraçado que a forma como se identifica é como filha de Edom que habita na terra de Uz. Esta terra de Uz aparece num outro momento, exatamente no livro que falámos, no livro de Jó. Se nós formos ao primeiro verso do primeiro capítulo de Jó, vai-nos aparecer que
havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó, e este era um homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Interessante. Uz era uma terra situada no território de Adon, assim como Temã, E esta região eram os descendentes de Esaú. É então curioso como, de repente, começamos a descobrir que, afinal, este livro, primeiro livro escrito na Bíblia por Moisés, que é a história de Jó, fala de alguém que não é israelita. Alguém que foi apresentado nas cortes celestiais como sendo o exemplo de fidelidade perante Deus. Realmente, é uma história um bocado complicada, digamos assim, porque parece que Deus agora está a colocar Jó numa situação de ter que ser o representante da fidelidade da Terra, que vai ser testado, vai ser colocado à prova e quase que diríamos que parece que seja injusto.
No entanto, o que nós aprendemos da Bíblia toda é que nós estamos envolvidos num grande conflito. Este grande conflito entre o bem e o mal, não entre pessoas. E este grande conflito é a luta pelo domínio sobre este planeta Terra. Quem é que vai ser o senhor e dono deste planeta? Deveria ter sido Adão. Mas Adão perdeu esse domínio para Satanás. Esse anjo caído das cortes celestiais que se rebelou contra Deus ganhou a obediência de Adão e, ao ganhar a obediência de Adão, ficou ele o legal dono da terra. No entanto, Deus não desistiu do ser humano. Enviou o seu filho. O seu filho morreu mostrando que era possível ser fiel e, com essa atitude, recuperou a posse da terra.
E neste momento em que há um grande conflito, há um conflito entre Deus e o diabo pela posse da terra, já é apresentado como sendo um exemplo em como a Terra não estava totalmente sob o domínio de Satanás. E é esse o contexto em que tudo se vai desenrolar. No entanto, quando nós vemos este contexto do livro de Obadias, o que nós vamos encontrar é que, afinal, houve um povo que não era o descendente de Jacó, que não era da linhagem que veio a dar origem à linhagem de Jesus, E, no entanto, este homem era o exemplo de fé. Este homem era aquilo que um judeu podia dizer. Ele é gentil, não é dos nossos, mas é nosso irmão e foi fiel.
Algo que só começou a aparecer muito mais tarde, já depois de Cristo, uma mostra de que o Evangelho é aberto a todos os povos e nações que queiram aceitar a mensagem do Evangelho. Já nesta altura, logo na primeira coisa que foi escrito sobre a história da salvação, é apresentado alguém que não era judeu, alguém que era da outra linha de gerações, como sendo alguém fiel. Isto leva-me a pensar, hoje é a mesma coisa. Não é pelo facto de eu não ser descendente de Israel, não é pelo facto de eu ter o pai A, o pai B, a mãe C ou a mãe D, que isso vai influenciar a minha decisão final. A salvação sua e minha depende apenas de cada um de nós.
Isso é um grande conforto. Porque nós estamos habituados no nosso dia-a-dia a estar dependentes de toda uma sociedade para fazer o que quer que seja. Eu não sei cultivar. Dependo da padaria para me fornecer pão. Eu não sei produzir eletricidade. Eu dependo da companhia de eletricidades para poder carregar no botão e ativar os meus aparelhos tecnológicos. No entanto, no que toca à salvação, Deus deu-me para a mão aquilo que eu preciso saber, que se chama Bíblia. E lá tenho tudo o que eu posso alcançar para poder a informação necessária que me leva à salvação. Sim, é algo que implica um estudo pessoal, uma relação pessoal. No livro de Obadias nós encontramos o problema de quando abandonamos a nossa ligação pessoal com Deus.
Um povo que tinha tudo para andar de mãos geladas com Israel. que aprendeu do mesmo caminho. Era descendente de Abraão na mesma. E, no entanto, a dado momento, engrandeceu-se porque tinha tudo o que precisava. Tinha toda a proteção de todos os inimigos pela sua situação geográfica. E, no entanto, tudo deitou a perder porque baixou a guarda. Confiou apenas em si e nas suas capacidades. E, quando se deu conta, estava a ser inimigo dos seus próprios irmãos. Quantas vezes você que está aí desse lado não poderá lembrar-se de algo que fez e perguntar-se como fui eu capaz de fazer isto?
Como fui eu capaz de atraiçoar a pessoa que mais amo? Como foi capaz de na minha família, no meu casamento, acontecer isto? Às vezes há pequenas decisões que vamos tomando que vão provocando estragos na nossa vida. Mas sabe? A história aqui que me ajuda a aprender é que Deus perdoa. E de tal modo perdoa, que mesmo que tenha havido em Obadias uma afirmação de que o povo seria exterminado, algo aconteceu que não foi exterminado. Ficou alguém. Porque o livro de Obadias diz que todos serão exterminados, mas eu, quando chego ao Novo Testamento, vou encontrar ainda um descendente de Esaú.
Vejamos como é descrito. No Novo Testamento aparece-nos um personagem, Idumeu, descendente de Idumeus. Idumeia é exatamente o nome evoluído, com a evolução semântica para Edom. E esse homem era Herodes. Embora ele tivesse um pânico grande de perder o domínio sobre a Judeia, porque ele era o rei da Judeia no tempo em que Cristo nasceu, e sentia-se atemorizado porque as profecias diziam que um novo rei surgiria e ele não queria perder o seu domínio, mas ainda assim está esperando alguém que era descendente de Esaú.
Quer isto dizer que nem todo o povo de Esaú tinha aceito aquilo que era mau. Ainda havia esperança. Eu gosto de pensar no profeta que aparece logo a seguir ao livro de Elba Dias. O profeta Jonas. E principalmente na mensagem que Deus queria que Jonas levasse até ao povo de Ninive. Eis que 40 dias estão decretados sobre a cidade. E quando Deus decreta 40 dias, não é dizer, daqui a 40 dias estará destruído. Não. A mensagem é, eu tomei a decisão, que se nada acontecer de diferente, daqui a 40 dias serei obrigado a agir. Então não é uma mensagem de condenação, é uma mensagem de súplica para que os 40 dias que são dados de extra, de tempo extra, de prolongamento de um jogo sejam devidamente aproveitados para que possa haver uma mudança de atitude.
No caso do livro de Jonas é relatado exatamente a alegria de Deus que um povo se arrepende, muda de atitude e o juízo não vem. E não vem porque já não era mais preciso. A oportunidade que foi dada foi agarrada. O livro de Jonas retrata também a forma como o profeta lidou com esta situação, porque o profeta era muito mais reticente em perdoar aquele povo. No entanto, graças a Deus, ele mantém-se fiel ao seu caráter. E Deus é um Deus perdoador. Sim, eu sublinho. Deus é um Deus perdoador. dia-a-dia, Deus olha para si, olha para mim, na certeza de dizer, filho, olha para o que estás a fazer, olha para o teu dia-a-dia, ainda vais a tempo de mudar.
Esse é o trabalho do Espírito Santo na vida sua e minha. Deus é um Deus de amor. A própria Bíblia o diz, Deus é amor. E este Deus de amor está diariamente a bater o nosso coração e dizendo, deixa-me entrar, eu quero fazer habitação contigo. É neste momento que eu consigo dizer, é verdade que o juízo virá. É verdade que cada um, mais cedo ou mais tarde, terá de fazer prova e pagar e ter o galardão por tudo aquilo que fez. Agora, o juízo, portanto, pode ser um momento de agonia, Como pode ser um dia de ultra felicidade?
Quando alguém vai para um julgamento, tendo medo que vai ser condenado, é um dia de agonia, de medo, eu vou ser condenado. Mas se eu já estou há tantos anos à espera que seja feito a justiça, se eu sei que estou inocente, se eu sei que as minhas penalidades foram pagas, eu anseio que chegue o dia da sentença, porque no dia da sentença finalmente eu serei liberto. Esta é a beleza do Evangelho. Quando a Bíblia nos apresenta, alegrai-vos porque a hora do juízo está próxima. É, tem a ver com isto. Este mundo está cheio de maldade.
Bebés que não fizeram mal nenhum que sofrem. Pessoas que já nascem com deficiências. Pessoas que convivem com as maiores atrocidades. Que beleza saber que bem em breve temos a promessa de que tudo isto acabará. No dia em que for decretado o juízo sobre todo o mal, o mal deixará de existir. É esta a promessa que nos aparece em Apocalipse. Não mais dor. Não mais sofrimento. Porque Deus habita. E lá não haverá mais morte. Que bom será pensar um dia desses. Não está para longe. Está para mais perto do que nós pensamos. Agora uma coisa eu sei. Por que não pensar no nosso dia-a-dia, que é muito diferente viver a pensar que eu colhi agora um pequeno fruto e depois vou ter alguém a cobrar-me porque é que eu fui injusto para o meu irmão, como foi o caso do relato do livro de Obadias?
Ou se vou ser aquele que, tal como Ninive, se arrependeu, mudou de atitude e pode se regozijar Porque quando chegou o dia do juízo, foi dada a recompensa devida pela promessa divina. Sim, é verdade. O juízo é o dia do cumprimento das promessas. Porque quando o Deus soberano fez uma promessa de juízo, ele apresentou não uma, mas duas promessas. Promessa 1. Quem fez o mal, quem escolheu Satanás, terá o mesmo destino que o seu Senhor, terá o mesmo destino que Satanás. Mas estou confiante que você, desse lado da Câmara, e eu, deste lado da Câmara, ainda temos tempo para dizer não.
Eu não quero ser aliado de Satanás. Eu quero ser aliado do Deus de Israel. O Deus do filho de Esaú, chamado Jó. Ser fiel àquele que prometeu virá à hora. em que não terás mais dor, não terás mais tristeza, não mais morrerás. É bom pensar nisso. É bom ter essa certeza. Eu desafio a si que está aí desse lado. Partilhe com alguém. É extremamente agradável quando nós estamos num momento mais cabisbaixo, ter alguém que chega ao nosso lado e nos diz, não estás só. Deus está a olhar. Deus está a ver. Virá o dia em que a verdade, tal como o azeite, venha ao de cima e podemos nos regozijar disso.
Esta é a beleza da Bíblia. Esta é a beleza das Escrituras. Acredite. Deus ama-o. E eu estou certo que muito em breve podemos estar, eu e você, entrando pelos portões da Pátria Celestial, agradecendo a Deus tão simplesmente porque Ele pagou tudo o que nós precisávamos pagar de dívida pelo pecado. E podemos regozijar-nos da presença Dele, agradecendo não em oração mais, mas presencialmente, cara a cara, dizendo para todo o Universo Eis aqui um servo de Deus grato por tudo o que ele fez e poder viver já hoje com os nossos amigos a beleza de ter, não a esperança, mas a certeza de que a promessa do juízo de Deus está bem perto.
Nesse dia veremos a felicidade total. Que Deus o abençoe e continuemos a estudar a mensagem de Deus para nós. Bem-haja.
Neste episódio, vamos explorar um livro peculiar da Bíblia: o livro de Obadias. Pequeno em tamanho, mas imenso em significado, Obadias oferece uma mensagem poderosa sobre a soberba, a justiça divina e a importância da fidelidade. 🏔️
Descubra porque este livro, com apenas um capítulo, foi incluído no cânone sagrado e como a sua mensagem, dirigida a Edom, um povo vizinho de Israel, ressoa através dos séculos, desafiando-nos a examinar as nossas próprias atitudes e escolhas. 📜
Analisaremos como as decisões que tomamos afetam não apenas as nossas vidas, mas também as vidas daqueles que nos rodeiam. Veremos que o livro de Obadias contém uma mensagem urgente sobre a vigilância, a humildade e a necessidade de manter uma ligação pessoal com Deus, para evitar que a soberba nos conduza à ruína, tal como aconteceu com Edom. 🤔 Não perca esta análise profunda e inspiradora de um livro bíblico surpreendente.