Três dias e três noites no seio da terra

Três dias e três noites no seio da terra

11 de Setembro de 202525 min 57 s

Capítulos

Transcrição

Gerada automaticamente

Abertura

Olá, bem-vindo ao Fórum Bíblico e muito obrigado por se juntar a nós para mais um programa. Dou início a este Fórum relembrando que a sua participação é fundamental. A cada semana, o nosso objetivo é abordar as suas dúvidas ou pedidos de esclarecimento que nascem da sua vivência pessoal com a leitura e o estudo da Bíblia. Acreditamos que, para cada questão, existe uma resposta a ser descoberta. E para que este programa cumpra verdadeiramente esse propósito, as suas perguntas sobre qualquer tema relacionado com a Bíblia são, assim, o elemento-chave. Pode enviá-las facilmente, por e-mail, para programas.novotempo.pt ou, então, por mensagem para o número 933-939291.

Independentemente do meio que escolher, não se esqueça de indicar o nome do programa, Fórum Bíblico, para garantir que recebemos as suas questões. Já sabe também que pode assistir a este programa no canal 186 da Mel ou então no YouTube da Novo Tempo Portugal. Pode igualmente ouvir na Rádio RCS, sintonizando a frequência 91.2 FM, na região da Grande Lisboa, ou ouvir a emissão pela internet em radiorcs.novotempo.pt. No programa de hoje, nós vamos abordar uma questão que tem intrigado muitos leitores atentos da Bíblia. Afinal, como entender a afirmação em Mateus capítulo 12, versículo 40, de que Jesus estaria três dias e três noites no seio da Terra? Se Ele morreu numa sexta-feira e ressuscitou no domingo, onde estão essas três noites?

Será que a Bíblia se contradiz? Fique por aí, não mude de canal, nem desliga o seu rádio, porque como sempre temos feito, vamos explorar o contexto histórico, cultural e bíblico por trás deste texto e perceber o que ele realmente significa. Para nos conduzir nessa exploração das respostas às perguntas hoje sobre este

A questão de Mateus

assunto, está connosco Artur Machado, teólogo e o nosso convidado residente sempre aqui no Fórum Bíblico. Olá Arturo, bem-vindo uma vez mais. Olá Marco. Vamos então hoje dar continuidade a responder perguntas sobre um tema que até se cruza um bocadinho com o tema do nosso programa da semana passada. E a primeira pergunta que nos foi colocada e que nós trazemos aqui para o nosso ecrã é a seguinte. Em Mateus capítulo 12 versículo 40 está dito que o filho do homem se daria três dias e três noites no seio da terra. Se Jesus morreu numa sexta-feira à tarde e ressuscitou no domingo de manhã, isso não faz três dias e três noites. E a pergunta é, como é que podemos, então, compreender essa expressão? Muito bem, o texto é o de Mateus, capítulo 12, versículo 40, e Jesus diz, O Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o filho do homem três dias e três noites no seio da terra.

É importante nós compreendermos, em primeiro lugar, este contexto e percebermos, dentro deste contexto, que ele é um contexto de advertência, de juízo, inclusivamente. É um contexto que se situa num momento de grande polémica com Jesus e os responsáveis religiosos do seu tempo. E nesse contexto deste capítulo 12 de Mateus, nós temos vários episódios que mostram o acentuar e até o escalar dessa mesma polémica. Começa, por exemplo, logo no início com um episódio em que os discípulos passam pelos campos num dia de sábado e vão colher espigas. E os fariseus abordam Jesus Cristo porque, segundo uma das regras judaicas, o colher as espigas no dia de sábado equivaleria a fazer uma colheita.

E isso não poderia ser, porque o mandamento diz, não trabalharás. E Jesus vai criticar aquele rigor excessivo desses fariseus, até porque segundo as boas regras de hospitalidade daquele tempo, alguém deveria ter acolhido Jesus e os discípulos. Prova de que eles não seriam lá muito bem-vindos e, portanto, ninguém lhes deu o almoço e eles tinham fome. E daí que Jesus vai-lhes dizer numa primeira mão, eu quero mais misericórdia do que sacrifício. E, portanto, esse excesso de rigor não era compatível com aquilo que se esperava num ambiente de harmonia, de hospitalidade, de educação do dia de sábado.

O segundo conflito vai aparecer também a propósito do sábado por causa de um homem que tinha uma das mãos paralisada e os próprios fariseus vêm a Jesus olhar para o homem, muito provavelmente, e questionam Jesus se era lícido curar no dia de sábado. E Jesus vai-lhes devolver justamente a questão dizendo-lhes o seguinte, ok, então vamos imaginar que vocês têm um animal e o animal cai num poço, mas é sábado. Como é sábado, vocês vão deixá-lo afogar-se, porque é sábado. Não se pode fazer nada para salvar o animal. Ou, pelo contrário, nós não achamos que a perda de uma vida num dia de sábado podendo ser resgatada não seria, não uma transgressão do mandamento, mas sim o complementar do espírito do próprio mandamento.

E, portanto, Jesus vai concluir e dizer Eu penso que, se calhar, vocês libertariam o animal do poço. Logo, um homem vale mais que um animal. Ele não está no poço, mas vai sentir-se feliz por ter sido curado. Portanto, eu vou curá-lo à mesma. E demonstra assim, dessa maneira, dizendo que era permitido fazer bem no dia de sábado. O terceiro episódio, que está também neste capítulo 12 do Evangelho de Mateus, é sobre um homem cego e mudo que Jesus curou. Quando vem este sinal, os contemporâneos de Jesus, Jesus cura o homem que é cego e que é mudo, os contemporâneos de Jesus perguntam-se Não será este o filho de David?

Não será este, afinal de contas, o Messias que nós esperamos? E é interessante, porque a resposta dos líderes religiosos é exatamente contrária. Eles dizem, não, não, de maneira nenhuma, este homem faz sinais pelo príncipe do mal, pelo Beelzebu. E Jesus adverte-os seriamente, porque Jesus diz, tomem atenção, Porque se vocês estão a resistir ao Espírito Santo, então vocês não estão apenas a resistir a mim, mas a Deus, que está, portanto, a dar-vos as evidências que vocês recusam aceitar. E esta acusação de que Jesus faria os milagres por recurso ao mal, a práticas obscuras, nós vamos encontrá-los justamente no Talmud, uns anos mais tarde, nas polémicas que os judeus e os cristãos tinham justamente acerca de Jesus Cristo, o Talmud vai dar-nos pistas de como é que os judeus viam Jesus Cristo.

O nome Jesus nunca aparece, como é óbvio. Ele vai aparecer sob um outro nome chamado Ben Cetada ou Ben Pandera. Um até, às vezes, disfarçado do nome de Balaão. É engraçado. Há um senhor que no século XIX estudou bem este fenómeno, chama-se Trevor Zerford, e ele escreveu um livro só sobre este tipo de polémicas entre judeus e cristãos a propósito de Jesus Cristo. E ele mostra justamente nesse livro como estas polémicas existiam, a dimensão que elas tinham. Aliás, o próprio Orígenes, que foi um pai da igreja já entre o final do século III e o início do século IV, Orígenes num livro que ele tem, Contra Celso, vai dizer também que quem iniciou esta ideia de que Jesus teria aprendido a magia e que faria milagres por recurso à magia eram os judeus.

E, portanto, confirma este século de literatura que apareciam no judaísmo, em que Jesus, porque ele foi para o Egito para fugir da perseguição de Herodes, teria aprendido por lá as artes mágicas dos egípcios. E dizer que Jesus era um mágico que aprendeu magia no Egito quer dizer que ele era um mágico bastante poderoso. E é neste contexto de polémica que se situa a passagem de hoje. Ou seja, os fariseus vão ter com Jesus e dizem, bom, ok, nós aceitamos que tu és quem és, mas tens que nos dar um sinal evidente. E Jesus recusa. Jesus recusa porque ele diz, não vale a pena qualquer sinal. Já houve muitos sinais que eu vos dei, vocês não acreditaram.

Qualquer sinal que eu vos dê é excusado, porque vocês vão continuar a contestar qualquer dessas evidências. E o que é interessante é esta menção a Jonas. A menção a Jonas é dada em forma de juízo, porque, na verdade, Jonas foi enviado a uma cidade, Pagã, de Ninive, com uma mensagem de juízo iminente, até 40 dias, e a Ninive será destruída. Portanto, quando Jesus faz menção a Jonas, é para dizer-lhes, cuidado, porque Jonas é realmente um profeta, foi um profeta importante, mas está aqui, quem é maior? que Jonas. Ou seja, por outras palavras, está aqui que aquele que enviou a Jonas.

E esta passagem está, portanto, envolvida neste contexto de polémica e de tensão. Tem implícito uma advertência de Jesus, não é? Tem implícito uma advertência de Jesus. Os niniwiters arrependeram-se? Vocês não. E, aliás, Jesus vai concluir o seu raciocínio e vai dizer que os niniwiters vão se levantar no dia do juízo e condenar esta geração. porque eles arrependeram-se. Vocês não são capazes. E está aqui quem é realmente maior do que Jonas. Agora, a questão é nós percebermos como é que nós interpretamos, então, esta alusão aos três dias e três noites que Jonas passou no ventre da baleia. Há alguns, tomando isto literalmente, aceitam que estaríamos aqui a falar de 72 horas. Outros pensam que foi menos tempo do que as três dias e três noites contabilizadas ao segundo ou ao minuto.

Nós precisamos perceber como é que neste tempo se contabilizava o dia na Bíblia. Nós percebemos já na Bíblia que o dia é composto por uma parte clara e uma parte escura. Isso já vem desde o livro de Génesis. Foi a tarde de amanhã o dia primeiro. E, por isso, dizer três dias e três noites é equivalente a dizer apenas três dias. Eu dou-vos um exemplo. Nós vamos ao Evangelho de Mateus no capítulo 4 e no versículo 2 e nós vamos encontrar, na primeira citação que nos vai aparecer no ecrã, que o Evangelho de Mateus diz que Jesus jejou no deserto durante quarenta dias e quarenta noites. E nós poderíamos pensar, ok, foram quarenta dias, foram quarenta noites, mas Marcos Por exemplo, no capítulo 1, versículo 13, diz que foram apenas 40 dias.

Aqui já há uma diferença, ou seja, estes 40 dias e 40 noites é uma forma arredondada. ou é uma forma de expressão de dizer que foram 40 dias. Quando os escritores bíblicos falavam de dias, eles não estavam a pensar em períodos exatos de 24 horas. Não era essa a sua preocupação. Eles não tinham relógios como hoje nós temos. Eles não tinham uma... uma coisa tão acurada do tempo, tão precisa, exatamente, para eles dizerem três dias e três noites, olha são três dias, mas não significa que fossem, cada um deles, períodos de 24 horas. Essa é um primeiro aspecto que nós temos que perceber quando analisamos este tipo de passagens.

Portanto, a preocupação de uma determinada precisão temporal ao minuto e ao segundo não era a preocupação dos escritores bíblicos. E, se nós começarmos por aí, podemos compreender melhor como é que eles conseguiam depois ter este tipo de frases e como é que no tempo deles fazia sentido e no nosso às vezes não faz tanto sentido. Ok, já vamos explorar muito mais essa questão e depois percebemos até o contexto. no qual Jesus, portanto, teve esta afirmação. E já vamos, então, continuar a responder à próxima pergunta, que vai ainda explorar um pouquinho mais o assunto que estamos a estudar, em particular desta frase e deste tempo específico mencionado por Jesus.

Guia de estudo

Mas antes de avançarmos para um breve intervalo, eu quero falar-lhe e mostrar-lhe o guia de estudo da Bíblia que nós temos para lhe oferecer neste programa, intitulado Evidências. Este material foi elaborado pelo Dr. Rodrigo Silva e segue, como já sabem, muitos aspectos o formato do nosso programa, do Fórum Bíblico, pois procura responder a perguntas profundas e muito significativas para cada um de nós. Ao ler este guia, será convidado a explorar temas que mostram essencialmente como a fé e a razão não são forças opostas, mas podem caminhar juntas. A proposta é justamente essa, ajudá-lo a encontrar respostas fundamentadas e perceber que a razão Na verdade, prepara o terreno para que a semente da fé possa germinar. Para receber em sua casa este material, de forma totalmente gratuita, pode enviar-nos uma mensagem para o número 933 939291, solicitando o Guia de Estudo e Evidências e a nossa equipa enviará um exemplar igual a este para a morada que nos indicar.

Agora sim, vamos avançar para um curto intervalo. Nós regressamos já de seguida, por isso, continue por aí.

Contagem do tempo

TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje respondemos a perguntas sobre o que Jesus disse, registado em Mateus capítulo 12, versículo 40, que estaria três dias e três noites no seio da Terra. Como é que isso se encaixa entre sexta à tarde e domingo de manhã? É o que nós estamos a procurar compreender hoje, com a ajuda do teólogo Artur Machado, que irá responder de seguida à próxima pergunta do nosso programa. E porque responder às suas questões sobre a Bíblia é o objetivo principal do Fórum Bíblico, então, se tem alguma dúvida ou se necessita de esclarecer algum assunto em particular sobre algo que o deixa confuso ou que lhe pareça eventualmente incoerente, poderá enviar a sua pergunta para o nosso e-mail, já sabe, programas arroba novotempo.pt ou então por mensagem para o número 933 93 92 91.

É muito fácil memorizar. 933 93 92 91. Muito bem, Artur. Depois de termos terminado a primeira parte, tendo enfatizado o aspecto de que hoje nós, atualmente, porque temos dispositivos que nos ajudam a medir rigorosamente o tempo e que os escritores bíblicos tendiam a não ter tanta essa preocupação, surge-nos a segunda pergunta, que vai aparecer no nosso ecrã e que diz como é que os evangelhos relatam a ressurreição de Jesus em termos de tempo, então. Ora, muito bem. Quando nós vamos, portanto, aos evangelhos sinóticos, nós vamos reparar que há algumas expressões que às vezes até nos podem parecer contraditórias. Por exemplo, Marcos 9, 31 diz, Isto é quando Jesus estava a ensinar os discípulos.

Marcos 10, 34 diz, ao terceiro dia ressuscitará. O que concorda com Mateus, no capítulo 27 e no versículo 63, quando os sacerdotes vão ter com Pilatos e pedem-lhe a famosa guarda romana para guardar o sepulcro, porque diziam eles, Senhor, nós lembramos que aquele enganador vivendo ainda disse, depois de três dias ressuscitarei. Atenção, eles não estão a dizer que este depois de três dias eram períodos de 24 horas. Eles estão a dizer que depois de três dias ele ressuscitaria. E isto é importante nós percebermos porque todas estas expressões vão ser significativas por causa das palavras gregas que são empregues. E nós podemos já ver uma primeira palavra grega. A palavra grega, uma das palavras gregas que é utilizada nestas expressões, é a palavra meta, que significa após três dias, ou depois de três dias, mas não é a única palavra que é utilizada, a única proposição que é utilizada quando se fala da ressurreição de Jesus.

Há uma outra proposição grega que vai aparecer também, que é a proposição grega en, que significa em três dias. Em três dias ele ressuscitará. É o caso de Mateus capítulo 27, versículo 40, quando os testemunhas que foram depor contra Jesus no processo dele, diziam, tu que destróis o Templo e em três dias. o ridificas. Em três dias poderia ser. Ele começa num dia à tardinha, faz o outro dia completo e no dia seguinte, de manhãzinha, acabou. E estão assim feitos três dias. Nós já vamos ver que seria assim que se contava o tempo. E há uma terceira proposição grega, que é a proposição dia, que significa em ou dentro também de três dias.

É a expressão que nós temos em Mateus 26, 61, que diziam também os acusadores de Jesus, eu posso derribar o Templo de Deus e redificá-lo em três dias, ou, poderíamos traduzir, até três dias. E há até passagens bíblicas que têm presente este mesmo período de tempo, que não usam qualquer preposição. É o caso, por exemplo, de Mateus capítulo 16 e versículo 21, que diz que desde então Jesus começou a mostrar aos discípulos que convinha ir a Jerusalém, parecer muito dos anciãos e dos principais dos sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Vamos simplificar isto tudo e vamos dizer, como vai aparecer num ecrã, podemos dizer que esta expressão, três dias ou três dias e três noites, significa apenas depois de amanhã.

Nós podemos utilizar esta expressão, nós, por exemplo, estamos numa situação em que nós estamos numa sexta-feira à noite, alguém nos telefona, já é quase meia-noite e nós Estamos a combinar qualquer coisa para domingo ao meio-dia. O que é que nós dizemos? Nós, normalmente, não dizemos ao domingo ao meio-dia, eu estou aí. Normalmente, nós dizemos depois de amanhã, ao meio-dia, eu estou aí. E, portanto, este depois de amanhã é feito antes de ser sábado, uma sexta-feira à noite, Dá-se o sábado, passa o sábado todo e há o domingo que não se chega, portanto, a completar. E foi assim que as pessoas, no tempo de Jesus, entendiam realmente esta expressão.

Elas entenderam como que dentro de três dias ele ressuscitaria os judeus contava o tempo de uma maneira inclusiva. Quer o tempo do dia, quer o tempo dos anos. Um rei que começasse a reinar a meio de um ano, contava o ano inteiro. E se morresse? a meio de um ano, contava a mesma o ano inteiro. Era assim que se contava o tempo. Portanto, no dia em que Jesus morre, é uma sexta-feira, segundo nos dizem os evangelhos, ele passa todo o sábado no túmulo e ressuscita no domingo de manhã cada uma destas porções do dia contam. E, aliás, o Antigo Testamento diz-nos exatamente a mesma coisa.

Se nós formos a 1ª Livra de Samuel, no capítulo 30, nos versículos 12 e 13, David vai encontrar um homem que estava desfalecido e diz-nos o texto. Já havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem água. Três dias e três noites? Outra vez a ideia, 72 horas. No entanto, o versículo seguinte diz assim... Donde é que tu és? Ele diz, eu sou o servo de um homem malequita, o meu senhor deixou-me porque eu adoeci há três dias. Olha, há três dias atrás eu adoeci. E esses três dias é como eu acabei agora de dizer. Portanto, estes três dias e três noites significam três dias, como nós já vimos, como acontecia... Portanto, são porções e não dias completos.

Exatamente. Como acontecia nos Evangelhos. A mesma coisa com a Rainha Esther. A Rainha Esther pede ao seu povo que jejue durante três dias. Mas o texto diz que, ao terceiro dia, ela compareceu diante do rei Assuero. Ora, significa que esses três dias não eram três dias completos. E, portanto, quando nós harmonizamos aquilo que é o pensamento bíblico acerca da maneira de contar o tempo, em que uma porção do dia, qualquer que ela seja, já conta como se fosse a totalidade desse mesmo dia, nós aí não precisamos, ao ler o texto bíblico, contá-lo à nossa maneira, ou seja, contar o tempo como se tratasse de dias completos de 24 horas.

Porque no tempo de Jesus, o tempo contava-se assim, portanto os evangelhos são muito claros a dizer-nos que Jesus morre no dia da preparação, ao entardecer, portanto quase ao pôr do sol, daí que o seu suportamento é muito rápido, todos

Encerramento

repousaram no dia de sábado, e, na madrugada do primeiro dia da semana, ele ressuscita. São três dias e três noites na mentalidade bíblica. Muito bem. Eu creio que ficou claro e tenho a certeza que, se calhar, se tivéssemos mais tempo, ainda poderíamos discorrer a explicação, mas o nosso tempo, infelizmente, é limitado. Mas eu fico seguro que, aí desse lado, apreciou o programa de hoje e o tema que hoje foi abordado e que ficou esclarecida esta questão relativamente a esta contagem do tempo. Acredito também que este programa, assim como todos aqueles que temos feito até aqui, tem sido um contributo para o seu conhecimento sobre a Bíblia e certamente uma ajuda para fortalecer a sua fé naquilo que está escrito no livro dos livros, a Bíblia Sagrada.

Antes mesmo de terminarmos, quero apresentar-lhe uma vez mais o Guia de Estudo da Bíblia e Evidências. Este material foi preparado e é da autoria do Dr. Rodrigo Silva. E tal como aconteceu no último programa da semana passada, nós hoje voltámos a falar também sobre a Ressurreição de Jesus. E por essa razão, eu quero novamente chamar a sua atenção para uma das lições aqui em particular, a lição número 6 deste guia, e que tem um título muito sugestivo. Ressurreição de Cristo, mito ou realidade? O seu estudo será um contributo excelente para sustentar e partilhar a sua fé na ressurreição de Jesus Cristo. Ele é totalmente gratuito e para... que te receba um na sua casa, basta enviar-nos uma mensagem para o número 933-9392-91.

O Programa Fórum Bíblico, já percebeu, é feito especialmente para si e todas as semanas com base nas perguntas que nos faz chegar. Estamos ansiosos por receber a sua questão e, por isso mesmo, pode enviá-la para o nosso e-mail programas-novotempo.pt ou então por mensagem para o mesmo número 933-9392-91. Lembro também que pode acompanhar este programa na televisão, no canal 186 da MEU, ou então no YouTube, no canal Novo Tempo Portugal, ou ainda na rádio RCS, na frequência 91.2 FM, na região da Grande Lisboa. Se, por acaso, perdeu algum programa anterior ou quiser rever a resposta a alguma das perguntas hoje aqui colocadas, pode fazê-lo a qualquer momento, pois o Fórum Bíblico também está disponível em podcast no site radiorcs.novotempo.pt.

E assim chegamos ao fim de mais um Fórum Bíblico. Muito obrigado pela sua companhia desse lado. Como a sua próxima pergunta merece uma resposta, nós esperamos por si aqui na próxima semana. Até lá, tudo de bom.

Sobre este episódio

Um dos maiores mistérios na narrativa bíblica é, sem dúvida, a aparente contradição sobre o tempo que Jesus passou no sepulcro. Se a Bíblia afirma que o Filho do Homem estaria "três dias e três noites no seio da terra", como podemos conciliar esta declaração com a sua morte numa sexta-feira e a ressurreição no domingo de manhã? Prepare-se para uma exploração fascinante que desvenda este enigma, mergulhando nas profundezas do texto sagrado e do seu contexto.Este episódio do Fórum Bíblico convida-o a uma viagem esclarecedora, onde desvendaremos não só a questão central, mas também os intricados detalhes que a rodeiam. Junte-se a nós para descobrir: o contexto histórico e cultural das palavras de Jesus em Mateus 12:40; a polémica em torno das ações de Jesus no Sábado e as acusações de que realizava milagres através de feitiçaria; a surpreendente alusão a Jonas e o seu significado profético; e como a contagem do tempo era compreendida na cultura judaica, oferecendo uma nova perspetiva sobre esta passagem. Perceba como a fé e a razão podem, afinal, caminhar lado a lado, revelando a harmonia da Palavra de Deus.

Série
Fórum Bíblico · 70 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 21
Estreou
11 de Setembro de 2025
Categoria
Espiritualidade