Amor
Ser FamíliaT1 · E13

Amor

30 de Junho de 202526 min 35 s

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Abertura

Estamos de volta para lhe trazer mais um programa Ser Família. E hoje voltamos a ter um convidado especial comigo e, como habitualmente, tenho o Daniel Bastos. Daniel, mais uma vez, bem-vindo. Peço-lhe, desde já, por te perguntar porque hoje, mais uma vez, te fizeste acompanhar por um convidado especial, que estará não só com hoje, mas nos próximos programas. Quem escolheste para estar connosco hoje? Ora, hoje temos a alegria de ter connosco o pastor Marcos Bonfim. Ainda foi um contemporâneo meu. Estivemos juntos no seminário na Faculdade de Teologia. Ele, durante anos, foi o responsável pelo programa Lar e Família na TV Novo Tempo, no Brasil. Também dirigiu um programa de rádio na área da família. Tem uma formação na área de terapia familiar sistémica.

E é um prazer ter-te contigo conosco aqui, Marcos. Bem-vindo. Muito obrigado. Prazer muito grande. Um privilégio. Ok. Durante o programa de hoje vamos falar de amor.

Crise e o amor no casamento

Este foi o tema que o Marcos escolheu. E a primeira pergunta que eu vou fazer podia até ser a última pergunta do programa depois de uma grande reflexão sobre amor, mas provavelmente é aquela pergunta que quem nos está a ver neste momento e a ouvir seria aquela que poderia fazer, sobretudo em relacionamentos que já não estão a viver os melhores dias. A pergunta é, mesmo admitindo que não é de resposta rápida e fácil, tendo um Deus que nos ama tanto, um Deus de amor, ele quer que nós, como seres humanos, possamos viver uma vida toda ao lado de alguém que já não amamos? A minha resposta rápida seria não, claro que não. Deus é um Deus de amor, Deus foi o Criador do amor.

Ele não quer que nós vivamos a vida toda ao lado de uma pessoa que nós não amamos. Ele quer que nós amemos essa pessoa. E isso nós encontramos na Bíblia. Na verdade, essas descobertas, minha esposa e eu fizemos juntos, e Deus nos deu esse privilégio de descobrir, de fazer essas descobertas, pelas lutas que tivemos nisso no nosso casamento. Nós nos ferimos tanto no início do nosso casamento que chegamos à conclusão que não poderíamos mais viver juntos. que o amor já não... o amor evidentemente não existia mais, o sentimento entre nós. E essa pergunta que você me fez, por incrível que pareça, é uma pergunta que eu me fazia, que ela se fazia.

Será que Deus realmente quer que a gente passe o resto da vida com alguém que a gente já não ama mais? E, alguns anos atrás, eu havia decidido regrar minha vida pela palavra de Deus. Antes disso, eu havia vivido completamente fora da palavra de Deus. Então, quando me voltei para Deus, eu resolvi assumir esse livro como a regra para a minha vida. Eu achei que a minha mente já não se bastava para dirigir a minha vida. É muito duro quando alguém pensa que o seu raciocínio é suficiente para gerenciar a vida. E aí a gente corre riscos muito grandes.

E eu comecei a desconfiar da minha habilidade de gerenciar minha própria vida. Isso foi uma grande bênção, porque eu percebi que eu precisava de uma mente superior para ordenar a minha vida, para organizar a minha vida. Por mais que eu quisesse o êxito, o sucesso em áreas diferentes da vida, eu só encontrava fracasso. Não porque eu não quisesse o sucesso. Parece que eu estava marcado para o fracasso, e o casamento era mais um fracasso na minha vida. Mas então, nessa época, antes de casar, eu havia já decidido que a palavra de Deus seria o rumo para a minha vida, e a minha vida começou a ficar diferente. Deus começou a...

eu não tenho tempo para contar isso, mas quando nós chegamos à conclusão que precisávamos nos separar, Eu não queria ficar sozinho, eu queria casar outra vez, me separar da minha esposa, porque eu não queria ficar sozinho, evidentemente, Deus não os fez para ficarmos sozinhos. E eu comecei a estudar a palavra de Deus, para encontrar a autorização de Deus para o plano que eu tinha em mente. Isso é um risco muito grande, porque a gente tem um plano e procura na Bíblia uma autorização para o plano que eu já tenho. E comecei a ler a Bíblia e comecei a me surpreender com as coisas que Deus dizia. Uma delas, por exemplo, está aqui em 1ª Epístola de João, capítulo 4, versos 20 e 21.

Diz assim, se alguém disser, amo a Deus e odiar a seu irmão, é mentiroso. Pois aquele que não ama seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê." E o que dizer do esposo e da esposa, que é mais do que um irmão, é uma só carne. E eu comecei a perceber que, eu me envergonho em dizer isso, não tenho orgulho dessa história que estou contando, que apesar de eu ser pastor, já trabalhar como pastor, eu precisava de conversão, porque Em outro texto que nós vamos ver, Jesus disse assim, Deus é amor e quem não ama não conhece a Deus.

Então, Deus estava dizendo, meu filho, estou permitindo o seu problema matrimonial para você entender a sua verdadeira situação espiritual. O casamento é uma escola de crescimento espiritual, se você fugir dessa escola, não vai ter a formatura, não vai ter a graduação. E nós tivemos que, minha esposa tem o outro lado da história, nós fizemos a difícil escolha, a escolha mais fácil é a separação, é o divórcio. Você resolve o problema rapidamente com o divórcio, você resolve o problema imediato, mas você não resolve o problema da sua vida.

Então, nós fizemos a difícil e sofrida escolha de permanecer e de lutar para buscar algo que está acima do casamento. O maior alvo da vida não é ser feliz no casamento, é receber a vida eterna. E Deus diz aqui, ora, temos da parte dele este mandamento, que aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. É um mandamento. E lá em João, no Evangelho, capítulo 13, verso 34, 35, ele diz assim, um novo mandamento vos dou. Algumas pessoas pensam que nós já não precisamos obedecer aos mandamentos de Deus.

Paciência, né? Nem Deus manda em mim. Então, Deus diz, filho, faça suas escolhas. Nós somos livres para escolher, mas não somos livres para colher as consequências das escolhas. Agora, nós podemos usar essa liberdade para nos submeter a Deus e dizer, meu Deus, eu quero me submeter ao Senhor. E nós temos que reconhecer que amor é um dom de Deus, que nós recebemos quando pedimos. Precisamos pedir, Senhor Deus, venha à sua presença. porque estou destituído de algo que eu preciso ter. Mas também temos que estar receptivos para o receber, não é? E abertos, e abertos à palavra de Deus, e abertos à ação do Espírito Santo, porque essa é uma vivência espiritual.

Então, eu preciso prezar a minha salvação ainda mais do que o meu casamento. Se eu não tiver, se eu não valorizar a minha relação com Deus mais do que o meu casamento, Então o casamento acaba se tornando um ídolo. Na minha luta por ser feliz, eu vou machucar pessoas, vou machucar meus filhos, vou machucar meus parentes, o meu cônjuge, porque eu quero ser feliz a todo custo, mas eu quero ser feliz aqui nessa terra. Eu não estou pensando na vida eterna. Claro que o que eu estou dizendo aqui não se aplica a todos os casos. Existem casos muito difíceis e eu não quero julgar a ninguém, Mas a regra geral é essa.

Existem as exceções. Nós não estamos falando das exceções aqui agora. Agora, Marcos, falaste em amor como um mandamento, como um dom de Deus.

Definição e oposto do amor

Vamos tentar definir então o que é amor. E já agora, qual é o oposto do amor? Pois é, para mim é uma das coisas mais difíceis de definir. O que é amor? É definir o próprio Deus, né? Pois é, é uma coisa muito complicada. As definições que eu conheci, que eu utilizava hoje, eu as reconheço como incompletas. Então, eu acho que o mais fácil é nós compreendermos o que é o oposto do amor, pela Bíblia. Existe uma escritora que eu acho inspirada por Deus, Ellen White, ela diz que o oposto do amor Não é como nós pensamos o ódio, mas ela identifica o egoísmo como sendo oposto do amor.

Isso me ajuda a entender o amor, porque egoísmo quer eu pensar nos meus direitos, nas minhas necessidades, nas minhas escolhas, nas minhas preferências. Isso é o egoísmo. E ela identifica o egoísmo como sendo oposto do amor. Então, o que seria o amor? O amor é eu pensar no outro. E aí você vê o que Jesus fez. Deixou o céu. o seu conforto, os seus direitos. Ele havia dito para o homem e para a mulher, se vocês pecarem, vão morrer. Ele havia avisado muitas vezes, mas o ser humano decidiu o caminho da rebelião, do pecado. Deus poderia ter dito, bem, eu avisei. Quem avisa, amigo, é.

Mil vezes eu falei para vocês. E vocês resolveram seguir esse caminho, paciência, agora vocês vão sofrer a consequência das escolhas, mas não foi isso que Jesus fez. Jesus resolveu sair da sua zona de conforto, sair dos seus direitos, e hoje nós somos muito ociosos pelos nossos direitos. Estamos querendo defender a todo custo os nossos direitos, e não é uma coisa errada, mas nós podemos escolher abdicar dos nossos direitos. Quem ama vai precisar em alguns momentos abdicar dos seus direitos. Amor envolve dor, envolve sacrifício, algumas vezes sacrifícios dos direitos. E foi o que Jesus fez.

Desceu, deixou tudo, desceu. Ele não tinha o dever de fazer isso. Mas por amor, e aí a gente vê a definição de amor na vida de Jesus. É o exemplo por excelência. O pastor mencionou, então, que esse amor nós podemos pedir a Deus, que Deus nos dê esse amor que nós sentimos que já não temos, que também percebemos que o amor é muito mais do que um sentimento. Então, qual é a relação que se estabelece entre a minha própria relação com Deus e esse amor? Essa sua pergunta é muito interessante e eu vejo, na palavra de Deus, uma indicação para que a gente possa chegar a uma conclusão.

Está em 1ª Epístola de João, capítulo 3, os versos 14 e 15. Olha que interessante o que João diz. João diz, nós sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos. Aquele que não ama permanece na morte. Ele está utilizando essa dualidade morte-vida para identificar dois estágios da vida. Uma vida longe de Deus seria a morte e uma vida perto de Deus seria a vida. E ele diz assim, olha, como que você sabe se você passou da morte para a vida?

Algumas pessoas pensam que a sua frequência à igreja determina essa transição. Eu agora passo a frequentar a igreja, eu fui batizado, então passei da morte para a vida. João está dizendo, não, você pode ir à igreja e continuar na morte. Você está sendo enganado. A igreja está servindo de uma máscara para a sua realidade. Então, João diz aqui, o que determina que você passou da morte para a vida é se você ama os irmãos. Agora, se você vai à igreja, você é uma pessoa que se ofende facilmente, você é uma pessoa que vive criando confusão, vive criando intrigas dentro da igreja, você não passou da morte para a vida.

A sua relação com Deus não está transformando a vida. Então João está dizendo assim, a indicação de que você passou da morte para a vida é que você ama os irmãos. Se você não ama os irmãos... não passou da morte para a vida. Isso já é um barómetro bem aferível, não é? Isso já se consegue medir. Verdade. Vamos só fazer um pequenino intervalo, porque tenho uma oferta muito especial para si que está desse lado, mas é a seguir ao intervalo. São apenas alguns segundinhos. Até já. TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança.

Estamos de volta e, como prometido, tenho uma oferta para si. Provavelmente já conhece este Guia de Estudo Entre Família. Hoje estamos a falar em amor e, precisamente, vai encontrar neste Guia de Estudo um capítulo que fala sobre o amor. Melhor, quando ele falta. Acabou o amor, e agora, o que fazer? Este é apenas um exemplo, mas tem aqui muitas dicas práticas, até alguns exercícios que pode fazer em família. Não perca, é totalmente gratuito. Para o poder receber gratuitamente em sua casa, basta enviar-nos uma mensagem para o número de telefone 933 939 291. 933 939 291. No Exito estamos à sua espera.

Marcos, Fala-se muito de amor.

Jesus como modelo de amor

Há muitas ideias diferentes do que é o amor. Já estivemos a definir o amor, mas precisamos de um modelo, um modelo apropriado, uma referência para podermos perceber o que é e o que não é. Onde é que encontramos esse modelo? Nós já mencionamos rapidamente no início que nós podemos encontrar esse modelo na vida de Jesus. Quando estudamos a Bíblia, para aprender a amar. Na verdade, nós precisamos estudar a Bíblia para aprender a amar. É na Bíblia que nós encontramos a referência do que é amor. E para mim, para a minha experiência, para a minha jornada no descobrimento do amor, que não terminou, acho que ela termina com a morte.

É um contínuo crescimento nesse aprendizado. Nós estamos casados, minha esposa e eu, já há quase 40 anos, 39 anos. Estamos completando de casamento. E ainda não nos graduamos. Então, estamos ainda nesse processo de aprender a amar. Mas eu preciso acordar todas as manhãs um pouco mais cedo e antes de me encontrar com ela, não porque ela seja um ser impossível de se relacionar, mas porque eu sou um ser muito. Difícil de se relacionar. Diz que um casal de porcos espinhos tem muita dificuldade de dormir junto, né?

Uma boa ilustração. Então, eu preciso passar um período na manhã na presença daquele que é o modelo de amor. Eu preciso me preparar para amar. Exatamente. O amor é um aprendizado, é um crescimento espiritual. Eu encontro isso, para mim, eu sei que há muitos textos na Bíblia e diferentes pessoas podem se beneficiar de diferentes aspectos do amor de Deus. Mas, para mim, dois textos são importantes. O primeiro está em Isaías, capítulo 53, que é a descrição do servo sofredor, Jesus escolhendo vir sofrer, tomando sobre si as nossas dores, as nossas enfermidades. Ele foi castigado, foi oprimido, foi humilhado, sendo Deus, sendo Criador.

Ele fez essa escolha. Ele sabia que vir aqui implicaria em sofrimento, em deixar o seu status como Deus e se tornar humano, rebaixar-se. Muita gente não está disposta a fazer isso. E amor implica em imitar Jesus. Pedro diz isso no capítulo 3. Nós precisamos imitar aquele que é de Cristo deve andar como ele andou. Mas um outro texto, que para mim é muito importante, é de Filipenses, capítulo 2. Esse eu queria pedir licença para ler. Capítulo 2, começando o verso 5, diz assim, tende em vós o mesmo sentimento, e eu gosto de uma outra tradução que diz a mesma atitude, porque nossos sentimentos são muito variáveis.

E nós não podemos depender dos sentimentos. O sentimento, e você mencionou algo sobre o sentimento agora há pouco, nesse programa, o sentimento pode ir e voltar. Mas eu não creio que Jesus veio morrer por sentimento apenas. Aliás, o sentimento dele o tentava recuar do sacrifício que ele veio fazer. E a prova disso é que a gente vê ele no Getsemani dizendo, pai, se possível for, afasta de me sicálise. Ele realmente não estava muito inclinado a morrer, né? Porque só a pessoa que tem algum problema mental... Eu quero morrer. Não, normalmente a gente não quer morrer. A gente... Uma pessoa muito deprimida...

Sim. A gente quer a vida. E ele não queria morrer. Mas ele fez escolhas por princípio. Então, ele resolveu nos amar. Então, Paulo está dizendo que nós precisamos ter a mesma atitude que Cristo teve. Pois ele, substituindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus. Ou seja, não julgou o fato de ser igual a Deus como algo a que se devesse apegar ciosamente. Eu sou Deus e não largo disso. É aquela questão dos direitos. Dos meus direitos. Antes, verso 7 diz assim, se mesmo se esvaziou. Então, Satanás espreva lá no Éden, você pode ser como Deus.

E agora Deus está dizendo, eu quero que você seja como eu. Ou seja, que você se esvazie dos seus direitos, como eu me esvaziei dos meus direitos. Ele a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo e tornando-se em semelhança de homens. Que humilhação, Criador, tornando-se em semelhança da criatura. E eu como homem, gênero mesmo, Deus está dizendo, o meu filho. Quem sabe, em algum momento, você tem que desempenhar algum papel que não é exatamente o seu dentro da sua casa. Não se apegue aos seus papéis. Olha o que Jesus fez.

Então, o amor implica em negação do eu. Então, se em algum momento eu estiver muito confuso com o marido sobre se estou verdadeiramente a amar ou não, uma lidinha em Filipenses 2 pode ajudar, não é?

A evolução dos sentimentos conjugais

Começando o verso 5, com certeza. Parece-me também importante que, num relacionamento entre marido e mulher, haja uma atração, haja esse sentimento, estou a falar agora mesmo de sentimento de amor, porque senão passa a ser apenas uma amizade e, muitas vezes, apenas um contrato matrimonial. O que é que se pode fazer? Mas veja bem, nós, em raros casos, exceto raros casos, nós não somos obrigados a casar. Nós fazemos essa escolha, temos o livre-arbítrio, ninguém encostou uma arma Na minha cabeça, se você casa com ela é porque senão algo acontece. Eu já conheço algumas histórias assim, mas não foi o meu caso. Então eu pensava, como pode ser que eu tinha tanta atração antes e agora não tenho nenhuma atração?

O problema não está na pessoa. Porque eu não era cego, eu tinha a mesma mente que eu tenho hoje e eu tive grande atração por ela, resolvi me casar com ela. Qual é o problema que está acontecendo? Tem alguma coisa que eu não estou identificando bem. Então, vocês têm toda razão, esse sentimento é importante e ele é o combustível inicial da relação. Mas esse combustível inicial, ele tem rápida duração, ele tem curta duração. O que vai manter a relação, uma relação vitalícia, não é esse início. E esse é o problema, que algumas pessoas ficam procurando a experiência do namoro no casamento.

Isso é uma falácia. O casamento não pode ser um namoro. Namoro é algo feito para terminar. Ele sempre vai terminar. Ou ele termina porque a relação acaba ou ele termina com o casamento. O casamento é uma outra fase da vida. Não busque as emoções do namoro no casamento porque elas não existem. Então tem pessoas que estão continuamente namorando diferentes pessoas que não querem nunca passar para a maturidade. O casamento é a maturidade do namoro. Então você não vai encontrar mais aquelas emoções do namoro. São emoções diferentes, são emoções mais estáveis, são emoções mais seguras. mas não tem aquele arrobo de emoções que você tinha no namoro.

Então, a gente não pode confundir essas coisas, né? Mas, quando você começa a viver dentro dos princípios do amor e amar por princípio, ele vai produzir sentimentos eventualmente, mas não necessariamente esses sentimentos vão estar presentes o tempo todo. E quando o sentimento não estiver presente, Aí sabemos se amamos ou não. Quando o sentimento está presente, eu não sei se é amor verdadeiro. Eu só sei se é amor verdadeiro quando o sentimento não está presente, porque é entre o princípio. É o princípio que deve gerenciar a minha relação. E esse amor maduro dá mais satisfação no final das contas? Com certeza!

Hoje eu posso visitar minhas filhas com a minha esposa, posso visitar minhas netas e meus netos com a minha esposa. Isso é maravilhoso. Muito bem, mais uma vez, Marcos, obrigado. Não será a última vez que estamos juntos, mesmo pelo contrário. E para si que está desse lado, fica já a promessa, nos próximos programas vamos contar mais uma vez com a participação do Marcos Bonfim. Antes de terminar, dizer-lhe e lembrar-lhe da oferta que lhe fiz ao intervalo, o Guia de Estudo Entre Família, e é totalmente gratuito, tem um conjunto alargado de assuntos que certamente vão ser uma ajuda quer no seu relacionamento quer na sua família.

Para o receber gratuitamente em sua casa, através do correio, basta enviar-nos uma mensagem com as palavras ENTREFAMILIA, para sabermos que é este o guia de estudo a que se refere, para o 933 93 92 91. Vou repetir, 933, E mesmo antes de terminar dizer que se por acaso tem uma sugestão, gostaria que aqui no programa Ser Família abordássemos um tema específico que o preocupa, que a preocupa. Pois bem, faça-nos chegar também essa sugestão para o mesmo número de telefone. Teremos todo o prazer em oportunamente abordar este assunto aqui no programa. Dizer-lhe também que quer este, quer todos os programas que já fizemos, estão disponíveis em podcast em radio rcs.novotempo.pt.

Mais uma vez, foi um prazer enorme estar na sua companhia. Marcamos encontro para o próximo Ser Família.

Sobre este episódio

Será que Deus nos quer ao lado de alguém que já não amamos? Esta é uma das questões mais desafiadoras nos relacionamentos, especialmente quando a chama inicial parece apagar-se. Neste episódio esclarecedor de Ser Família, recebemos o Pastor Marques Bonfim, um especialista em terapia familiar sistémica, para desvendar as profundezas do amor e o seu verdadeiro propósito nas nossas vidas. Prepare-se para uma conversa que vai muito além dos sentimentos, abordando a dimensão mais transformadora do amor e a sua relação intrínseca com a nossa própria jornada espiritual.Aprofunde-se nesta análise cativante que promete revolucionar a sua perspetiva sobre o amor. Descubra lições valiosas e práticas para construir relacionamentos mais fortes e significativos. Este programa oferece uma visão profunda e inspiradora sobre o verdadeiro significado do amor para além do sentimento; a distinção entre amor por princípio e amor por emoção; como o egoísmo pode ser o oposto do amor; o papel da Palavra de Deus na construção de relacionamentos fortes; o casamento como um processo contínuo de crescimento espiritual; a vida de Jesus como o modelo supremo de amor e sacrifício; e a importância da renúncia de direitos para o amor genuíno.

Série
Ser Família · 66 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 13
Estreou
30 de Junho de 2025
Categoria
Família