Cristo Fim da Lei

Cristo Fim da Lei

03 de Julho de 202527 min 6 s

Capítulos

Transcrição

Gerada automaticamente

Abertura

Olá, bem-vindo ao Fórum Bíblico. É muito bom ter a sua companhia neste espaço e espero que o programa de hoje seja mais um contributo para uma melhor compreensão do Livro dos Livros, a Bíblia Sagrada. Como sempre, a sua participação é fundamental para enriquecer este Fórum. E por isso mesmo, se leu um texto bíblico e não o compreendeu completamente, ou se há algum assunto na Bíblia que o deixa confuso, então quero deixar-lhe o desafio de nos enviar as suas questões e o nosso convidado residente, o teólogo Arthur Machado, irá procurar dá-lhe uma resposta sempre que for possível. Podes fazê-lo enviando as suas perguntas para o nosso e-mail, programas arroba novotempo.pt, ou então por mensagem para o número 933-939291, mencionando sempre o nome deste programa, já sabe, Fórum Bíblico.

Pode acompanhar-nos de múltiplas formas, no canal 186 da MEU, no YouTube de Novo Tempo Portugal e na Rádio RCS, em casa ou no carro, em 91.2 FM, na região da Grande Lisboa. Hoje, nós vamos partilhar três perguntas que se centram na compreensão do texto

Significado de Romanos

bíblico que encontramos no Livro de Romanos, no capítulo 10 e versículo 4. Para nos ajudar a responder, está connosco, uma vez mais, o Artur Machado. Olá, Artur, muito obrigado. Olá, Marco. Vamos a mais um programa, vamos a mais questões e, sem demora, vamos conhecer qual é a primeira questão e que vai introduzir o tema que hoje vamos estudar e analisar. E a pergunta é, quando leio o capítulo 10 da Epístola aos Romanos e o versículo 4, é afirmado que Cristo é o fim da lei. Significa isso que, com a vinda de Cristo, a lei de Deus já não tem mais valor? A passagem em questão de Romanos 10.4 diz assim, e embora seja um versículo pequenino, é uma das passagens mais controversas de toda a Bíblia.

Há quem cite esta passagem para nos dizer que Jesus Cristo teria abolido as leis do Antigo Testamento, incluindo a lei dos Dez Mandamentos. E, dessa maneira, eles opõem, as pessoas que fazem este raciocínio, opõem a palavra lei, ao conceito de lei, ao conceito de evangelho, afirmando que o Novo Testamento é, de alguma forma, superior ao Antigo. Esta passagem, que até parece ser de fácil compreensão, na verdade todo o seu sentido se joga numa única palavra, que é a palavra telos. Qual é o sentido que nós vamos dar à palavra telos, que na tradução da João Freire de Almeida, por exemplo, aparece com a palavra em português fim.

Muitas pessoas compreenderam essa palavra fim no sentido de término. Mas a verdade é que a palavra telos apresenta uma gama variada de sentidos. Clímax, objetivo, cumprimento, término e, portanto, temos aqui vários sentidos disponíveis. Vamos ver um pouco como é que ela tem sido compreendida ao longo da história. Um primeiro sentido é o sentido temporal e terminal. Nesse sentido, Cristo teria acabado com a lei. Portanto, esta foi uma primeira abordagem em que as pessoas foram. Num segundo sentido, A palavra telos teria sido compreendida num sentido perfetivo e completivo, ou seja, Jesus Cristo teria trazido a lei à sua plenitude.

Aqui Romanos 10.4 estaria em consonância com o que Jesus teria dito no sermão do monte e que está registado em Mateus no capítulo 5. Um terceiro sentido que as pessoas viram neste Nesta palavra e nesta passagem de Romanos 10.4 é o sentido teleológico ou de propósito, porque Cristo é o propósito da lei. Ora, os primeiros pais da igreja, inclusivamente também os reformadores, deram à palavra telos o sentido que esta palavra costuma ter no grego clássico, que é objetivo e de cumprimento. Ou seja, Jesus Cristo é o objetivo da lei.

E, neste sentido, eles não opuseram, de maneira alguma, o Evangelho ao Antigo Testamento. Não mostraram, pelo contrário, uma determinada continuidade. A lei passava a ser entendida não apenas como os 10 mandamentos ou como as leis que encontramos na Bíblia, mas como a Torah, a revelação de Deus que estava antes da vinda de Jesus Cristo e que encontrou muito do seu cumprimento quando Jesus Cristo vem. E quando nós examinamos justamente os primeiros escritos dos pais da igreja, nós vamos ver que essa vai ser a tendência.

Embora houvesse ali várias tensões entre vários movimentos internos e externos, internos ao cristianismo e externos ao cristianismo, havia ali movimentos filosóficos como o gnosticismo e o marcionismo, que dentro do cristianismo procurava já fazer uma diferenciação entre o Deus do Antigo e o Deus do Novo Testamento. Nós vamos encontrar uma obra de Irineu de Leão, que é muito importante. Irineu de Leão se situa entre o final do século II e o princípio do século III, portanto entre o ano 130 da nossa era e o ano 202, e que, no seu livro contra as heresias, ele vai dizer assim.

Pelas palavras do Senhor, mostra-se que ele não aboliu, mas ampliou e completou os preceitos da lei natural que justifica o homem. preceitos que eram observados, mesmo antes do dom da lei, pelos que eram justificados pela fé e agradavam a Deus. Portanto, temos aqui Irineu de León, que compreendia a passagem de Telos, em Romanos 10.4, Neste sentido, de uma harmonia entre aquilo que existia no Antigo Testamento e aquilo que Jesus Cristo veio anunciar e que depois a Igreja veio dar a sua continuidade. Clemente de Alexandria também, na sua obra Stromata, atribuiu à palavra grega telos o sentido de cumprimento, de plenitude, de culminação ou até de perfeição.

E poderemos traduzir, Cristo é a perfeição da lei. E, portanto, nós estamos a ver como é que os primeiros cristãos, logo nos primeiros séculos de cristianismo, interpretaram esta palavra telos mais no sentido de plenitude e de perfeição do que no sentido de término. Para eles, Jesus teria vindo trazer todo o Antigo Testamento à sua plenitude, teria vindo dar sentido ao Antigo Testamento, portanto trazê-lo à sua plenitude. Um dos grandes pais da Igreja nestes quatro primeiros séculos do Cristianismo é, sem dúvida, Agostinho de Ipona. E também Agostinho de Ipona vai interpretar a palavra telos no sentido de sumumbono, Ou seja, do bem por excelência, digamos assim, o ponto culminante, a quinta essência, e vai utilizar as palavras de perfeição, de plenitude e de estar completa.

Cristo é o sumo bem da lei, Cristo é a plenitude, Cristo é o cumprimento da lei. É na Idade Média que a palavra telos vai continuar nesta linha, portanto, Primeiros cristãos, a seguir idade média, onde o sentido de cumprimento, objetivo, realização e perfeição vão continuar a ser mencionados. Na Reforma Protestante, abandona-se o uso da exagese alegórica, que tinha sido muito usada durante a Idade Média. Voltam-se aos textos originais. Temos aqui os grandes reformadores, como Lutero. E Lutero vai interpretar Romanos 10.4, dizendo que a lei está orientada para Cristo.

Portanto, na mente de Lutero, na cabeça de Lutero, significa que a lei estava orientada, o sentido da lei era para Jesus Cristo. E ele nunca usou Romanos XIV, para dizer que a lei tinha sido abolida. Logo, o sentido que Lutero deu a Telos foi o sentido teleológico. Nós ainda há pouco vimos esses sentidos e, portanto, ele dá o terceiro sentido, o sentido teleológico a Romanos XIV. É preciso nós chegarmos ao século XIX para que esta perspectiva de continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento, no que diz respeito à palavra-lei, mude.

E ela vai mudar justamente com um senhor chamado Adolf von Harnack. E nós vamos ver aqui essa citação de Adolf von Harnack, em que ele vai dizer que a vinda de Cristo revela a validade temporal da lei e à abrogação da religião do Antigo Testamento. E, portanto, a interpretação que se pretende a partir do século XIX é que Jesus Cristo marcou uma descontinuidade com a validade da lei. Enquanto que anteriormente, até esta altura, até o século XIX, há uma continuidade, há um sentido de propósito, de plenitude, de cumprimento, aqui, a partir do século XIX, o sentido que se vai preferir é mais um sentido de término.

Isto, na realidade, é qualquer coisa de novo. Não é, digamos, não se segue aqui a perspectiva que quer o apóstolo Paulo teria. Não nos podemos esquecer de uma coisa. Paulo é judeu, é alguém convertido, sem dúvida alguma, mas ele era um judeu que, após a sua conversão, teve o tempo e deu-se tempo a ele próprio para colocar em ordem todo o seu saber sobre o Antigo Testamento e harmonizá-lo com a nova revelação que ele agora tinha de Jesus Cristo. E, portanto, ao escrever a Epístola aos Romanos e, mais tarde, a Epístola aos Gálatas, Paulo soube muito bem fazer a distinção e a diferença que o próprio Cristo já tinha feito.

Entre aquelas que eram as tradições da religião judaica e que se opunham, por vezes, àquilo que era o sentido, o objetivo, do que Deus tinha mencionado no Antigo Testamento, e Paulo sabe ver isso muito bem, e ele percebe que a vinda de Jesus Cristo, na verdade, ao cumprir certos objetivos que eram anunciados cá atrás, como, por exemplo, o sacrifício de animais, como, por exemplo, a circuncisão, já não tinham mais sentido de existir. E Paulo sabe dizer isso. E diz isso num momento certo. Ele vai mencionar nas suas epístolas que realmente já não havia mais espaço para essas práticas.

Os judeus que quisessem continuar a fazê-las aderindo ao cristianismo, sem qualquer problema. Mas para os outros gentios, que aderiam agora ao cristianismo, elas não teriam mais sentido. E, portanto, Paulo sabe fazer isso, mas vai sempre nesse sentido de plenitude. Temos que esperar pelo século XIX para vermos justamente uma descontinuidade entre aquilo que se interpretava com uma palavra telos até aqui e a maneira como se começou a interpretar logo em seguida. Muito bem. Obrigado, Artur, por essa perspectiva histórica que nos explica também o porquê de depois esta confusão e esta dificuldade na interpretação correta deste texto. Nós já vamos aprofundar um pouco mais, mas antes de prosseguirmos, eu quero apresentar-lhe uma oferta muito especial que temos para si.

É o Guia de Estudo da Bíblia. Evidências, escrito pelo Dr. Rodrigo Silva, e neles estão contidas 14 lições. E neste guia será desafiado, não importa se é ateu, agnóstico ou religioso, a refletir sobre o propósito da existência e, quem sabe, a transformar dúvidas em crenças sólidas e racionais. Se tem acompanhado este programa e se ainda não tem este Guia de Estudo e Evidências, pode receber gratuitamente um exemplar igual a este em sua casa. Por isso, peço ao seu, agora mesmo, através de uma mensagem enviada para o número 933-939291, eu repito para que possa ter tempo de anotar, 933-939291 e, na mensagem, solicite o Guia de Estudo e Evidências.

Chegou o tempo de avançarmos para um breve intervalo. Eu peço-lhe que continue por aí. Nós voltamos dentro de instantes com mais perguntas para aflorar ainda um pouco mais este tema. Até já. TV Novo Tempo. O canal da Bíblia. O canal da esperança. Estamos de volta ao programa Fórum Bíblico.

Estudo da palavra telos

Hoje respondemos a perguntas sobre a passagem bíblica de Romanos, capítulo 10, versículo 4. E para nos ajudar a compreender este texto da Bíblia, está connosco o Teólogo Artur Machado. E porque este é um fórum para partilhar dúvidas a respeito da Bíblia, como é, por exemplo, a compreensão de passagens bíblicas, então envie-nos as suas perguntas para o nosso e-mail programas arroba-novotempo.pt ou então envie uma mensagem por WhatsApp ou SMS para o nosso número 933 93 92 91. E tal como está assistido no programa de hoje, nós procuraremos trazer-lhe uma resposta, se possível, num próximo programa. Vamos avançar para a pergunta número dois. Na primeira parte do nosso programa referiu uma palavra grega que nós encontramos nesta citação de Romanos 10, capítulo 4, que é a palavra telos.

E eu aproveito para introduzir a próxima pergunta, que vai procurar explorar um pouco mais o significado dessa palavra. E a pergunta é, se nós procurarmos pelo significado etimológico da palavra telos, que resultados é que nós podemos obter? Muito bem, se nós formos à Antiguidade, podemos já até ver no nosso ecrã o que a palavra significava originalmente. Originalmente, ela significava o ponto culminante ou o cume, neste caso, o objetivo. E houve depois outros significados que se foram adicionando. O ponto de mira, por exemplo, um agricultor que queria fazer um sulco no seu terreno, colocava uma estaca ao final para lhe servir de guia, era o seu telos.

Era para ali que ele dirigia, digamos, a sua charrua, para que ela fosse direita. Outros significados eram o fiel da balança, o ponto decisivo, o objetivo, a finalidade, a meta. E, portanto, em todos estes sentidos, nós percebemos logo de imediato uma coisa. A noção de término é secundária em relação a todos os outros significados que a palavra pode ter. E este foi o sentido que o apóstolo Paulo quis dar. E foi este o sentido, justamente, que o apóstolo Paulo quis dar. E é importante nós percebermos que a língua grega tem declinações, não é? Tem casos. O caso nominativo, normalmente, é função de sujeito.

O caso acusativo faz a função de complemento direto. O caso genitivo, que é este, da citação de Romanos 10.4, corresponde, em português, àquilo que nós diríamos o complemento de nome. ou um complemento de comparativo. E é engraçado que quando nós dizemos Cristo é o fim da lei, quando Paulo escreve Cristo é o fim da lei, nós vamos ver que a palavra telos é seguida por uma palavra na forma genitiva e ela vai indicar sempre a finalidade, o objetivo, a consequência ou o resultado, nunca o término. Portanto, Romanos 10.4 gramaticalmente está construída com um genitivo.

Telos nomu, o fim da lei. E isso nunca é mencionado, nunca pode ter o significado de fim. Os gregos utilizavam este tipo de construção imensas vezes. Por exemplo, o telos de um relato, que em grego se dizia mitu telos, não era o fim do relato. Era a moral que o relato nos dava, que o narrador nos queria transmitir. O telos do desejo não era o fim do desejo. não era o desaparecimento do desejo, era a sua razão de ser. O telos da vida não significava a morte, mas sim o objetivo da vida, o sentido da vida. O telos andrós, o telos de um homem, não significava o final da sua existência, mas a chegada desse homem à idade adulta, à sua maturidade.

O telos do casamento não era a sua dissolução, pelo contrário, era a sua consumação. Portanto, temos aqui diversos exemplos de construções da palavra telos com um genitivo que nos mostram que o objetivo era sempre o propósito, a finalidade, o sentido da coisa, nunca o seu término. O próprio apóstolo Paulo vai escrever na primeira epístola a Timóteo, no capítulo 1 e no versículo 5, o seguinte. Ora, ao fim do mandamento, é a caridade de um coração puro, de uma boa consciência, de uma fé não fingida. E ele utiliza aqui a palavra telos. E nós percebemos que ele não está a dizer que o fim do mandamento, ou seja, o término do mandamento é a caridade.

Não, o objetivo do mandamento é caridade, um coração puro, uma fé não fingida. E logo nós poderemos ver aqui que a palavra telo raramente quereria significar cessação, abrogação ou términos, mas, sim, o objetivo da palavra, o colocar esta palavra em Romanos 10.4, significaria cumprimento ou sentidos, como nós estamos vindo aqui a afirmar. Na literatura grega, quando a palavra telos vem junta com a palavra nomos, como acontece em Platão e como acontece, por exemplo, em Plutarco, ela tem o sentido de objeto, de propósito ou de cumprimento.

E o grego tem muitas outras palavras para dar a noção de término, como, por exemplo, a palavra apalaçó, que significa colocar um fim, a palavra katalouzis, que significa remover, a palavra cataluo, ou até mesmo o verbo nuo, que pode significar destruir ou pode significar perder. Por que é que Paulo haveria de empregar a palavra telos, se quisesse dizer que era de términos, se ele tinha muitas outras palavras à sua disposição? para dar esse sentido. Só podemos concluir de uma maneira. Paulo queria utilizar a palavra telos não para dizer que Cristo tinha vindo por um ponto final na lei, mas para dizer que Cristo tinha vindo dar o verdadeiro sentido que a lei merecia e que a lei exigia.

Muito bem. Depois de nos ter explicado, então, qual é o significado e o sentido corretos da

Justiça e salvação

palavra teolos neste texto, a próxima pergunta vai-lhe permitir explicar, então, agora de uma forma já mais em jeito de conclusão, como é que, então, nós podemos compreender, acrescente, corretamente, Romanos 10.4. O contexto de Romanos 10.4 mostra-nos que o apóstolo Paulo estava a falar e iria falar relacionado com a rejeição do Messias por parte de Israel e que vai ter a desqualificação, que vai ter como resultado a desqualificação do povo remanescente. E Paulo vai mostrar que tanto na anterior aliança, portanto, naquilo que nós chamamos o Antigo Testamento, essa aliança já celebrada com Abraão e continuada com o povo de Israel e prosseguida depois com Jesus, a salvação só tinha um meio, era pela graça, através da fé.

E Paulo explica isso muito bem na Epístola aos Romanos. E ele vai dizer que Cristo tornou-se para muitos membros do povo judeu uma pedra de tropeços porque eles falharam em perceber essa perspectiva, que a salvação se aceitava pela graça, através da feista, através de uma relação de confiança com Deus, e não através dos próprios méritos, construídos sobre obras mundanas, sobre realizações humanas que pudessem garantir o favor de Deus. E, por isso, nós podemos ver que o apóstolo Paulo quer salientar, nos capítulos 9 ao capítulo 11 de Romanos, É isso.

Não que o povo judeu tinha sido erradicado da salvação, mas por ter falhado em perceber qual era o sentido da vinda de Jesus Cristo, eles agora deixaram de ser o único povo escolhido. Ou seja, Deus escolhe todas as pessoas e cada um pessoalmente, cada um individualmente acede à salvação. E nesse sentido, nós podemos compreender agora sim o texto de Romanos 10. E eu iria pedir que nos pudesse colocar esse texto de novo. Aqui no nosso ecrã. Do versículo 2 ao versículo 4, Paulo vai dizer que o que lhes deu testemunho a eles, os judeus, de que têm selo de Deus, mas não com entendimento, porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus.

Isto é um resumo. Paulo resume muito bem aquilo que foi a lógica do povo judeu e, finalmente, ele diz, porque o fim da lei é Cristo, ou seja, porque o objetivo da lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê. E, desde logo, Paulo não vai abolir a lei, mas ele vai dizer que toda a Torá tem o seu sentido em Jesus Cristo. E quando nós vemos Jesus Cristo, vemos o sentido da revelação de Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Muito bem. Obrigado, Artur, uma vez mais por nos ter ajudado na compreensão deste texto e de muitos outros textos. Nos programas anteriores nós já tivemos esta oportunidade e é sempre muito importante nós termos este estudo aprofundado para percebermos e resolvermos muitas vezes aquelas dificuldades que temos na interpretação correta e nas confusões que muitas vezes influenciam externas ou mal interpretações de algumas palavras e do seu sentido.

nos influenciou negativamente para uma interpretação correta e assim ficamos certamente com o sentido correto do texto e daquilo que eu aposto que o Paulo nos queria transmitir. Se porventura aí desse lado tinha também alguma dúvida na interpretação deste texto bíblico, tenha certeza de que o Fórum Bíblico de hoje foi seguramente esclarecedor. E antes de terminarmos o nosso programa, eu gostaria de relembrar novamente o Guia de Estudo da Bíblia que temos para lhe oferecer, intitulado Evidências. Hoje nós falamos sobre Jesus Cristo e por isso quero partilhar consigo que este guia de estudo inclui duas lições especificamente sobre Jesus. Porque Jesus e não Pitágoras e ressurreição de Cristo, mito ou realidade, são as perguntas que dão o mote para o estudo destas lições em particular.

Para receber este material, pode enviar-nos uma mensagem para o número 933-939291, solicitando o Guia de Estudo e Evidências e a equipa da Novo Tempo terá todo o gosto em enviar um exemplar para si. Já sabe, o Fórum Bíblico só faz sentido com a sua participação e, por essa razão, eu quero desafiá-lo a enviar-nos as suas perguntas, Questões que gostava de ver esclarecidas, para o nosso e-mail, programas-arroba-novotempo.pt ou por mensagem, para o número que já conhece, 933 93 92 91. Não perca nenhum programa do Fórum Bíblico, pode seguir-nos no canal 186 da Mel ou então no YouTube da Novo Tempo, ou então ouvir-nos na emissão da Rádio RCS sintonizando a frequência 91.2 FM se estiver na região da Grande Lisboa, ou então pode ouvir a emissão online em radiorcs.novotempo.pt.

Quero dizer-lhe também que, se gostava de rever ou ouvir novamente este programa, ou então algum dos anteriores, poderá fazê-lo acedendo aos nossos conteúdos em novotempo.pt. O nosso programa chega assim ao fim, mas os nossos contactos vão continuar disponíveis para receber as suas perguntas, porque toda a pergunta desperta a necessidade de uma resposta. Marcamos assim encontro na próxima semana. Não falte. Até lá. Fique bem.

Sobre este episódio

Este episódio do Fórum Bíblico mergulha num dos versículos mais debatidos e, por vezes, mal-interpretados da Bíblia: Romanos 10:4. Será que a vinda de Cristo aboliu a Lei Divina? Esta é uma questão que tem gerado intensas discussões ao longo dos séculos. Desvendaremos as profundezas do termo grego "Telos", a palavra-chave que encerra a verdadeira essência desta passagem, explorando como a sua compreensão pode transformar radicalmente a sua visão da relação entre o Antigo e o Novo Testamento.

Prepare-se para uma viagem esclarecedora que o levará através das eras, desde os primeiros Pais da Igreja até aos Reformadores, para descobrir como a interpretação desta passagem crucial evoluiu. Iremos demonstrar por que razão a ideia de que a Lei chegou ao seu 'término' é uma leitura relativamente recente, e como as perspetivas originais apontam para um 'propósito' ou 'plenitude'. Não perca esta análise aprofundada que o ajudará a: * Compreender as diversas nuances do termo bíblico "Telos". * Distinguir entre a abolição e o cumprimento da Lei através de Cristo. * Descobrir como as antigas interpretações bíblicas se alinham com a salvação pela fé. * Perceber o contexto de Romanos 10:4 na rejeição do Messias por Israel. * Fortalecer a sua fé com uma compreensão mais rica da Palavra de Deus.

Série
Fórum Bíblico · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 14
Estreou
03 de Julho de 2025
Categoria
Espiritualidade