29:32E. Olá, seja muito bem-vindo. Estamos de regresso aqui à Voz da Esperança. É um prazer recebê-lo aqui deste lado, embora sou mais eu que estou aí desse, embora através desta distância e da separação das câmaras, mas a verdade é que conseguimos estar aí juntos nesta hora. Mais importante ainda é continuarmos a descobrir as razões, os fundamentos para a esperança. É por isso que esta é a palavra que marca este programa há tantos anos. Sempre gosto de eu lembrar aqui, são mais de 50 anos, que este programa se vai fazendo aqui em Portugal, embora é um programa que se faz um pouco por todo o mundo, às vezes com diferentes variações no seu título.
Voz da Profecia, como é conhecido no Brasil, Em inglês também, Voice of Prophecy. Este é um termo que tem marcado uma longa história deste programa, lembrando sempre que a esperança é a razão e o fundamento que aqui partilhamos e encontramos na palavra de Deus e particularmente na esperança da volta de Jesus. Essa promessa que nos orienta e nos dá força. É por isso que gostamos de falar de esperança, mas também de cantar sobre a esperança. Por isso, antes de abrir a palavra de Deus e a meditação consigo aqui neste episódio, vamos escutar o quarteto Voz da Esperança.
Pouca esperança Vibra em nosso ser Pois aguardamos o Senhor Fé protuímos Que Jesus nos dá Vem a promessa que nos fez Eis que o tempo logo vem E as nações daqui além Vem alerta, vão cantar Aleluia Servos de Deus, da trombeta tocai.
Prego Jesus voltará. A todo o mundo a mensagem levai. breve Jesus voltará. Monte, Vivaldo, Sui, Coé, Breve Jesus voltará! Ondas do mar em canção entoar, Breve Jesus voltará!
Breve Jesus, volta já! Breve Jesus, volta já! Sempre uma benção escutarmos o nosso quarteto, Voz da Esperança, com as vozes da Joana, da Flávia, da Amália e da Violeta e a direção musical e o piano, como
aqui vimos, e escutamos do André Santos. É este o nosso quarteto. Hoje, antes de ir à Bíblia e... Partilhar consigo esta mensagem especial que hoje preparei. Quero desde já fazer-lhe uma oferta. Esta oferta tem muito a ver com o tema que hoje vamos conversar um pouco. Porque vamos falar sobre perdão e precisamente por isso pensei em oferecer-lhe hoje esta revista. É um guia de estudo à cura do pecado. Já o fizemos aqui em outras ocasiões e hoje quis voltar a ela, falando sobre a origem do mal, a origem do sofrimento, como compreender a realidade do que nós vivemos, mas também esta realidade do pecado e como é que há uma solução e perdão para esta realidade espiritual que nós vivemos.
A cura do pecado. É um guia de estudo da Bíblia que eu acredito que lhe vai ser muito útil e é por isso que hoje tenho esta oferta para si. 933 939291 é o número para o qual pode enviar uma mensagem e diga apenas a cura do pecado. Basta isso para sabermos que é a oferta que está à procura. Como lhe dizia, hoje vamos abordar uma das grandes, se não mesmo, uma das maiores necessidades do coração humano. É o perdão, a experiência do perdão. Nós todos precisamos de recebê-lo, n'alguns momentos, oferecê-lo n'outros, porque todos erramos. Isso é uma coisa que bem sabemos. Todos carregamos feridas, culpas e também, muitas vezes, o fardo de não conseguir perdoar.
Pedro aproximou-se de Jesus, o apóstolo Pedro, com uma dúvida sincera. Eu acredito que esta pode ser também a nossa própria dúvida, a sua, quem sabe. Talvez se recorde isso. Senhor, Mestre, dizia o apóstolo, quantas vezes alguém vai pecar contra mim para que eu tenha que perdoar até sete? Parecia a Pedro que este era o número mágico. Já não era mau perdoar sete vezes. E, claro, Jesus, como sempre, desconcertante, profundo e sábio nas suas explicações e afirmações, Jesus respondeu com uma revelação surpreendente, podia dizer, não te digo até sete, mas até setenta vezes sete.
Lá encontramos isto em Mateus, no capítulo 18. Mas, para explicar melhor, esta ilustração, este número mágico que Jesus trouxe, Jesus vai contar uma história. aquela que poderíamos dizer, afirmar como uma história quase inesquecível. Ora, nós estamos a continuar, para aqueles que têm acompanhado sempre a Voz da Esperança, assiduamente, nos últimos episódios, sabem perfeitamente que tenho estado aqui a partilhar consigo lições e ensinamentos a partir das parábolas de Jesus. As parábolas são esses poços de sabedoria e hoje eu vou aqui à minha Bíblia E vamos, precisamente, a Mateus, capítulo 18.
Eu acabei de citar este texto em que Pedro fala sobre o perdão. Quantas vezes? Jesus diz 70 vezes 7, um número meio surpreendente, podíamos dizer. Claro que ele representava uma dimensão simbólica de multiplicar o 7. Mas, como dizia Jesus, para ilustrar e explicar melhor esta verdade sobre o perdão, vai contar uma história. E é isso que vamos agora ler juntos. Ora, Mateus capítulo 18. Estou aqui a abrir a minha bíblia neste momento. Se calhar não será fácil ir em casa a abrir a sua, digo eu, imagino eu. Por isso mesmo pode escutar-me, esteja na rádio, esteja na televisão, se calhar aí no YouTube com o seu telemóvel, onde for, vamos ler juntos.
Mateus 18. Ainda é uma história grandinha, eu vou ler aqui a partir do versículo 23. A história diz o seguinte. O reino dos céus, dizia Jesus, pode ser comparado a um certo rei que quis fazer as contas com os seus servos. E começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia 10 mil talentos. Ora, não tendo ele com o que pagar, o seu senhor mandou que ele, a sua mulher e os seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida fosse paga. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo, Senhor, seja generoso para comigo e tudo eu te pagarei. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou e perdoou-lhe a dívida.
Saindo, porém, aquele mesmo servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros. E, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo, paga-me o que deves. Então, o seu companheiro, prostrando-se aos seus pés, rogava-lhe, como ele já tinha feito, não é? Rogava-lhe, dizendo, senhor, seja generoso para comigo e tudo eu te pagarei. Ele, porém, não quis. Antes foi encerrá-lo na prisão até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, entristeceram-se e foram declarar ao Senhor tudo o que se passara. Então, o seu Senhor, chamando à sua presença, disse-lhe, servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E indignado o seu Senhor o entregou aos atormentadores até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará também, meu Pai Celestial, se de coração não perdoardes cada um a
seu irmão as suas ofensas. Que história extraordinária, que grande sabedoria. E vamos agora tentar compreender um pouco o que é que esta história nos ensina. Fala-nos sobre a dívida impagável. Mas, ao mesmo tempo, esta história, claro, é sobre o perdão divino. 10 mil talentos era a dívida deste homem, este personagem que Jesus criou. Lembre-se que não é uma história real, é uma parábola, uma ilustração. Ora, 10 mil talentos Acredito numa coisa, era uma dívida impagável. Uma vida inteira de trabalho não seria suficiente para pagar 10 mil talentos. Por isso é que esta história, os 10 mil talentos, representam a nossa condição espiritual diante de Deus.
É exatamente isso. Perdidos, incapazes de pagar a dívida, sem recursos, sem hipótese ou condição de reverter a nossa situação. É isto que esta história nos apresenta. Mas qual é a atitude do Rei, o Senhor Poderoso? É isso que nós vemos. O Rei perdoa. E isso aponta para Jesus, precisamente Ele que tomou a nossa culpa, que pagou com o seu sangue e a sua vida, o preço, a dívida que nós não podíamos pagar. Salmo 130, no versículo 7, diz-nos que no Senhor, em Deus, há misericórdia e nele há abundante redenção. Foi isto que Jesus veio fazer? É esta atitude permanente de Deus.
O perdão de Deus não é baseado no quanto alguém merece ou na capacidade de pagar, mas no quanto ele nos ama. Esta história também nos fala, claro, do perigo de um coração endurecido. Se não vejamos então o servo, o que é que faz? Sai da presença do rei, perdoado, e encontra um companheiro que lhe deve uma quantia. Mas os detalhes desta história estão ali precisamente para ilustrar. Ora, a quantia que ele deve é infinitamente menor do que aquela que já lhe tinha sido perdoada. Mas qual é a sua reação? Violenta, injusta. impiedosa. Por isso que quando lemos esta história o contraste choca-nos.
Porque é algo brutal. Um homem totalmente perdoado, que é violento e sem qualquer misericórdia. Mas há aqui também uma lição para nós. Isto não é para nos enervarmos com estes personagens, porque eles na verdade são ilustrativos. se lhe dissermos que esta história é para si e para mim. Porque ela mostra-nos como é que nós podemos, também, rapidamente esquecer da graça que nós próprios recebemos. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti. É o que nos diz, precisamente, a história. E por isso é um apelo tremendo para nós. Quem esquece que foi perdoado torna-se juízo implacável do outro, do próximo, daquele que também precisa de perdão.
É por isso que o verdadeiro arrependimento nasce de uma graça que nos é feita. Nesta parábola, o servo primeiro o que é que ele pede? Um prazo. para pagar. Ele não diz perdão a uma dívida, simplesmente diz dá-me mais prazo. Porque ele, na verdade, não entende que está em falência. Uma falência técnica, uma impossibilidade de pagar a dívida. Ele não reconhece, portanto, sequer a gravidade da sua dívida ou da sua condição. Como nós, às vezes, também somos exatamente assim. Nós queremos resolver as nossas lutas, muitas vezes as nossas falhas espirituais através das nossas obras, como se pudéssemos compensar Deus de alguma maneira. É por isso que a Bíblia tem de ser tão clara para nos ensinar constantemente que a salvação, o dom que Deus nos quer dar, é um dom, é isso mesmo.
Lembra-se que o apóstolo Paulo dizia, pela graça sois salvos. Isso vem por meio da fé, não vem de vós. É um dom de Deus. Caso contrário, alguém pensaria que tinha capacidade de pagar essa dívida. Por isso é que podemos dizer que a graça só realmente pode ser apreciada, esse dom de alguém ser agraciado com um favor, por alguém que reconhece que não tinha condições de pagar a dívida. A nossa falência diante de Deus é muito necessária, não para nos humilharmos a nós próprios, mas para percebermos a dimensão do amor e do perdão de Deus. Mas esta história também é um apelo tremendo e tão importante a que nós saibamos reproduzir o perdão que também recebemos.
Jesus termina a parábola com uma advertência. E agora é como se ele tivesse saído da história. Já é Jesus a interpretar, ou melhor, até a aplicar. Lembra-se como dizia o texto? Assim vos fará também meu Pai Celestial, se do coração não perdoardes cada um a seu irmão. Nós não somos salvos, como já vimos, por perdoar, porque também é uma obra. Mas quem foi salvo não tem outra alternativa senão perdoar, que é estender graça e misericórdia, a mesma que nós sentimos. Quem foi alcançado pela misericórdia de Deus vai estendê-la a outros. Lembra-se das palavras do Pai Nosso, a célebre oração de Jesus?
O Pai perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. O perdão não é uma emoção que nós temos de sentir. O perdão é uma decisão. É uma decisão que nós podemos tomar na nossa vida, de estender perdão. sobre aqueles que estejam em falha conosco, assim como nós também a sentimos da
parte de Deus e, tantas vezes, também precisamos que outros estendam o perdão sobre nós. É por isso que podemos dizer que este tema do perdão também é sobre uma vitória. É a vitória do amor sobre o orgulho. Porque perdoar não é esquecer, dizemos e ouvimos tantas vezes. E sabe que esta frase é verdadeira. Perdoar não é esquecer, Perdoar é escolher amar, é escolher dar ou oferecer graça apesar da dor que eu sinto. Perdoar não é esquecer porque eu não posso desligar nada no meu cérebro se alguém me ofendeu. Mas eu posso, apesar da ofensa que alguém me tenha feito, eu posso escolher perdoar porque é uma escolha de oferecer um amor que não é merecido.
É recusar-se a ser escravo de uma ofensa. É por isso que perdoar não é esquecer, é escolher. E Cristo, Jesus, Ele convida-nos também através desta história, precisamente a um caminho que é de liberdade, é uma liberdade profunda, interior, pessoal. Lembre-se das palavras. Cedo uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." Que frase maravilhosa. Uma expressão do apóstolo Paulo. O perdão liberta-nos muito antes de mudar o outro.
Às vezes, estendemos perdão a quem nem sequer o merece ou ainda não mudou a sua conduta, mas isso é um caminho de libertação. E hoje, ao termos lido e meditado aqui uns breves instantes nesta história, nós ouvimos, na verdade, de um perdão que é generoso, de um rei que é compassivo, e de um servo que não soube reproduzir a graça que recebeu. Consegue ver aqui uma lição extraordinária para a sua vida também? Deus quer perdoar-nos, quer perdoar-nos hoje, quer perdoar-nos totalmente. e Deus estende de forma gratuita o seu perdão. Da mesma forma, Deus desafia-nos, cada um de nós, a que sejamos libertos interiormente do rancor, da amargura, da vingança, que são sentimentos humanos e até podemos dizer às vezes naturais, dependendo da gravidade, claro, das situações, quem sabe, das falhas que tenham tido contra nós.
Talvez, assim que me escuta aí desse lado, me vê aqui na Voz da Esperança, meu querido amigo, talvez precise de perdoar. Talvez precise de perdoar alguém que o ofendeu de uma maneira que é um peso profundo, como uma pedra, uma sombra constante sobre o seu coração. Esta história de Jesus é um convite a libertar-se desse peso e a estender perdão como a hipótese de haver recuperação, graça, restauradora. Talvez precise de pedir perdão. E lembre-se que a Bíblia é clara. Se confessarmos os nossos pecados, se for a Deus, temos a certeza. Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.
E também nós podemos fazer isso, que é confessarmos os nossos pecados e as nossas falhas, não a Deus, mas a quem ofendemos. Porque quanto ao nosso Deus, o Rei do Universo, nós sabemos, esta história nos confirma, que Ele está disposto a cancelar a dívida. Precisamos de nos asvelhar, de prostrar-nos, é esse o sentido. Precisamos de confiar na sua graça e então, Estamos em condições de experimentar esse perdão, também com outros, se tomarmos consciência que Jesus nos está a estender constantemente esse perdão. A verdade é esta, o céu abre-se para aqueles que fecham as feridas da sua própria alma com o bálsamo do perdão.
Essa graça maravilhosa que nos é estendida. E agora, escutamos a música mais uma vez, regressam as vozes do quarteto, voz da esperança, e eu desafio-a, enquanto escuta estas vozes, a reconhecer que o perdão de Deus está a ser aberto diante de nós, é permanente. E ao ouvirmos esta música, pudesse eu, ela também é um apelo, meditarmos sobre as decisões profundas que temos que tomar. Pudesse eu não ter laços nem limites? Pudesse eu transformar a minha essência?
Pudesse eu ficar na tua presença? Pois um dia nos teus atrios, ao mais, Pudeste esquecer os meus planos Pudeste eu deleitar-me nos teus olhos E eu os Teus lábios amar Cansei-o por Ti profundamente A minha vó te ama, oh, bendito Senhor
Pudesse eu calar o que me afasta Pudesse escutar só a tua voz Pudesse eu beber a tua palavra Um dia os teus olhos falam mais Mas vejo por ti profundamente A minha forte e amável Deus Senhor Como estou feliz Como estou feliz Como estou feliz Pois um dia nos teus átrios Lá no mar Pois
um dia nos teus átrios Lá no mar Estamos
a. Chegar ao fim do nosso episódio de hoje, da Voz da Esperança, com esta maravilhosa melodia, esta certeza, esta mensagem que tanto precisamos. Quero recordar-lhe que temos uma oferta especial É uma oferta que nos vai ajudar a entender melhor este conceito e a prática do perdão. É a cura do pecado, precisamente. É do perdão que nasce toda a cura. Mas também a possibilidade de mudança e transformação. Por isso, se quer receber este estudo, são uma série de lições que o vão ajudar. Por isso, oito lições sobre o perdão e a cura do pecado. Envie uma mensagem para nós. Já sabe. 933-939291.
933 939291 peça a cura do pecado. Nós, se Deus quiser, voltaremos a estar juntos já para a semana, no nosso próximo episódio. Fique com Deus e até lá, até ao nosso encontro. Que Deus o abençoe.
Bem-vindo a mais um episódio de "Voz da Esperança", onde a luz da esperança guia cada passo da nossa jornada. Neste programa, mergulhamos num tema tão crucial quanto a própria vida: o perdão. Exploramos não apenas a profunda necessidade humana de ser perdoado, mas também o poder transformador de perdoar os outros. Através de uma das mais comoventes parábolas de Jesus, somos desafiados a refletir sobre a dimensão da dívida que nos foi perdoada e a pequenez das ofensas que guardamos no coração. Prepare-se para uma mensagem que promete mover as suas emoções e desafiar as suas perspetivas sobre a verdadeira liberdade. Este episódio abordará diversos pontos que o farão questionar e refletir: a profunda necessidade humana de perdão; a parábola do servo incompassivo e as suas lições surpreendentes; a generosidade divina face à nossa condição de falência; o perigo de um coração endurecido e a sua incapacidade de perdoar; o perdão como uma escolha consciente (não apenas um sentimento) e a chave para a liberdade interior e a recuperação espiritual. Para aprofundar esta reflexão, oferecemos-lhe um guia especial: "A Cura do Pecado". Este material complementar irá ajudá-lo a compreender a origem do sofrimento e do mal, e como encontrar a verdadeira cura. Junte-se a nós para descobrir as razões e fundamentos que nos permitem viver uma vida plena de esperança.