27:30Olá, estamos a começar mais um programa do Fórum Bíblico, na expectativa de que seja um contributo efetivo para uma melhor compreensão da Bíblia e das verdades que ela encerra. Obrigado por podemos contar semanalmente com a sua companhia e, já sabe, a sua participação é muito importante para enriquecer este Fórum. Se em algum momento se deparou com um texto bíblico de difícil compreensão ou se há temas nas escrituras que o deixam com dúvidas, convidamo-lo a partilhar connosco as suas questões. Pode fazê-lo enviando-as para o nosso e-mail, que é programas arroba novotempo.pt ou então por mensagem para o nosso número 933 939291. Não se esqueça nunca de mencionar o nome do programa, Fórum Bíblico, para que possamos encaminhar corretamente as suas questões aqui para este programa.
Como também já referi, pode enviar-nos perguntas sobre qualquer passagem bíblica que não compreenda muito bem. E no programa de hoje nós partilhamos consigo, precisamente, algumas questões que recebemos a propósito de uma expressão intrigante na primeira carta de Paulo aos Coríntios. Quer saber qual é o texto a que me refiro? Ficou curioso? Então continue connosco, porque vai conhecer já de seguida o texto em questão, assim como a explicação do mesmo, a qual será dada pelo nosso convidado residente, o teólogo Artur Machado. Olá Artur, muito obrigado uma vez mais, hoje para voltarmos a tentar compreender corretamente uma expressão, que foi motivo das perguntas que chegaram até nós, e
vamos já saber que texto é e que expressão é essa. E a primeira pergunta então diz-nos O que quis o apóstolo Paulo dizer em 1 Coríntios 5, versículo 5, portanto o texto em análise, ao afirmar que alguém fosse entregue a Satanás para a destruição da carne? Ora bem, o texto diz o seguinte, geralmente, diz o apóstolo Paulo, ouve-se que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios existe, como é ver quem abuse da mulher de seu pai. Estáis inchados, nem ao menos vos entristecestes, por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação. Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu Espírito pelo poder do Nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás para destruição da carne." É esta a expressão e o Paulo termina para que o Espírito seja salvo no dia do Senhor.
Ora, o que é que Paulo está aqui a fazer alusão? Ele foi avisado, possivelmente, alguns membros da família de Colué, que eram membros da igreja de Corinto, de que alguém estaria a viver com a mulher do seu pai. Não sabemos se ela se teria divorciado, não se trata da sua mãe biológica, portanto trata-se de um segundo casamento, se esta senhora se teria divorciado do pai deste homem, se ele teria morrido e ela teria ficado viúva. Literalmente o texto diz, a esposa do pai ter, em que o verbo ter é um eufemismo para um relacionamento sexual e sabemos que esse relacionamento sexual é impróprio porque a palavra porneia, que no grego descreve todo o tipo de imoralidade sexual e, portanto, de conduta sexual desgrada, vai aparecer, portanto, neste texto.
Qual é o problema? É que a Igreja de Corinto não fez nada. E isto era condenável tanto pela sociedade romana como também pela lei judaica. E o apóstolo Paulo vai-se, portanto, opor vivamente a que este relacionamento continue e que na igreja nada se faça contra este membro. Agora, o texto coloca-nos realmente questões. Como é que a Igreja deve entregar este homem incestuoso a Satanás? O que é que significa a destruição da carne e a salvação do espírito no dia do Senhor? E eu proponho que nós vejamos, em primeiro lugar, o que os especialistas disseram sobre este texto.
Em segundo lugar, vamos ver o contexto histórico e o que significam realmente estas expressões. E vamos à primeira citação para perceber que vários especialistas deram algum sentido a estas expressões carne, e espírito. Alguns estudiosos entendem que a expressão entregar tal pessoa a Satanás para a destruição da carne tem um sentido físico. Significa isto que, segundo o modelo que havia na época em textos míticos e religiosos, quer gregos, quer egípcios, esta pessoa deveria ser amaldiçoada. e, portanto, ela iria sofrer doenças, iria sofrer catástrofes físicas e até poderia conhecer a morte.
Outros especialistas propõem que este entregar a Satanás seria uma denúncia às autoridades romanas, poderia passar também por uma execução secreta ou por uma morte física ou auto-aspiatória, uma entrega no purgatório. Portanto, há muitas variantes. de comentários que são feitos a este propósito. Outros autores dizem não a palavra carne, e estes autores estão mais próximos do texto bíblico, a palavra carne e a palavra espírito. não significam duas coisas distintas no ser humano, mas na Bíblia descrevem o homem no seu todo e o que esta expressão do apóstolo Paulo estava a dizer é que esta pessoa deveria ser excluída da comunhão da igreja para ter tempo de se reconhecer o seu erro e se arrepender.
Mas há ainda outros especialistas que veem nesta expulsão tanto a mortificação da carne, portanto a luxúria carnal, como o sofrimento físico, a destruição da carne ou do corpo. Não há, portanto, um grande consenso entre os especialistas sobre o que é que esta frasiologia de Paulo quereria dizer. Todos concordam, porém, que o objetivo de Paulo seria a salvação deste homem. Outros ainda vão ver nas expressões espírito e carne alusões metafóricas à igreja. Seria à igreja que teria que ser purificada.
Há ainda também quem veja esta declaração de Paulo em 1ª de Coríntios 5.5, destruição da carne para a salvação do espírito, uma alusão a Levítico 16 com o enviar do bode expiatório para o deserto, para que a comunidade inteira fosse preservada no dia do Senhor. Portanto, nós temos uma panóplia de explicações. que realmente refletem a dificuldade característica deste texto.
Vendo agora o contexto histórico, nós sabemos que a cidade de Corinto era um porto, portanto importante, mas era também um centro que por ser um porto e receber muitos marinheiros, a moralidade sexual era muito baixa. E, portanto, a cidade era mesmo conhecida pela sua imoralidade sexual. E muitos cristãos tinham vivido neste contexto. E, apesar de se terem tornado cristãos, provavelmente nem tudo isto desapareceu. Daí que este homem tem um relacionamento sexual com a sua madrasta. que ela se tenha divorciado do pai ou que ela tenha ficado viúva, isto não era muito bem visto na sociedade romana.
Para já, portanto, não era bem visto na sociedade romana e também não era bem visto na sociedade judaica. Daí que era um assunto grave que foi colocado, portanto, ao apóstolo Paulo. E o apóstolo Paulo exprime nestes primeiros versículos, nos versículos 3 e 5, justamente a gravidade da situação. Depois, mesmo nesse capítulo 5, nos versículos 6 a 8, ele vai dar a base teológica para a ação que ele pretende desenvolver. e volta a criticar, nos versículos 9 a 13, a atitude relaxada da igreja em não querer ter tomado uma posição, portanto, para com este homem.
E encontramos-nos aqui, desta maneira, diante de uma situação que o apóstolo Paulo quer regularizar, para evitar que isto possa servir, de alguma forma, de modelo de ação a todas as outras igrejas que estão próximas. E Paulo, ele não está presente, quando ele escreve, e normalmente Paulo escreve as epístolas para resolver problemas que lhe são colocados, estando ele à distância, ele não está presente, mas ele tem a certeza que a igreja fará aquilo que ele recomenda. Por isso, ele diz, embora não esteja presente, estou convosco em espírito e sei que vocês vão agir nesta situação como se eu estivesse presente.
E vão fazer com que esta situação vá ser revertida como se eu realmente estivesse presente. Portanto, Paulo vai chamar a sua autoridade apostólica, porque é ele que criou, foi ele quem criou a Igreja de Corinto, para poder, de novo, trazer esta igreja aos princípios do Evangelho. E este é realmente o contexto em que toda a ação vai decorrer. Isto mostra-nos que, mesmo na igreja dos primórdios, aquilo que nós designamos a igreja cristã primitiva, onde se procurava estar mais próximo da vontade de Deus, estas circunstâncias aconteciam.
Havia realmente problemas doutrinários em algumas igrejas, como, por exemplo, a Epístola aos Gálatas os descreve, havia problemas de unidade da igreja, como nós vemos na Epístola aos Efésios, e havia problemas sérios. e graves na igreja de Corinto, que tinham vários domínios. Havia problemas do domínio religioso, havia também problemas do domínio sexual, de tal maneira que este problema concreto estava a trazer, digamos, uma grande discussão na própria comunidade de Corinto, não apenas na igreja, mas na própria comunidade, porque isto era algo com que a sociedade romana não convivia.
E, portanto, permitir uma coisa dessas seria realmente catastrófico para a Igreja. Muito bem. Já percebemos o contexto, na segunda parte vamos ainda explorar um pouco mais e perceber realmente o que é que Paulo estava a pedir quando preferiu essas palavras, mas antes, e mesmo antes de irmos para o nosso intervalo neste programa, nós temos sempre uma oferta muito especial que preparamos para sair, semanalmente, e se já nos chega habitualmente, sabe do que estou a falar, é este guia de estudo que tenho aqui na minha mão, intitulado Evidências. Este material foi cuidadosamente preparado pelo Dr. Rodrigo Silva para dar resposta a muitas questões relevantes com o objetivo major de mostrar que a fé e a razão não se contradizem, mas que a razão, essa sim, pode abrir caminho para o crescimento da fé.
Por isso, peço agora mesmo e sem qualquer custo um exemplar destes para si, através de uma mensagem que nos pode enviar para o número 933 939291, a solicitar o guia de estudo e vivências. Agora sim, avançamos para um breve intervalo. Continuo por aí, nós voltamos dentro de breves instantes com a próxima pergunta. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Seja bem-vindo novamente. Estamos na segunda parte do programa Fórum Bíblico, e se por acaso não acompanhou a primeira parte, então saiba que estamos a responder a perguntas sobre a passagem bíblica que encontramos no livro de 1ª de Coríntios, capítulo 5, versículo 5.
E, para nos ajudar a compreender este texto, e em particular uma expressão que foi utilizada por Paulo quando afirmou que alguém fosse entregue a Satanás para a destruição da carne, está connosco o teólogo Arturo Machado. Olá novamente, Arturo. Vamos então para a segunda pergunta. Já percebemos o contexto deste texto e o contexto histórico também.
E a segunda pergunta que vai aparecer no nosso ecrã é de que maneira as palavras importantes, e na primeira parte já enfatizou algumas, usadas por Paulo no texto de 1 Coríntios capítulo 5, versículo 5, ajudam a compreender esta passagem. Então vamos conhecer realmente essas palavras, quais são elas. A primeira palavra que nos vai aparecer aqui no nosso ecrã é a palavra PARADUNAI. Paulo fala de entregar. Este verbo é o verbo paradidomi, que nós já iremos explicar o que é que ele significa. Depois temos uma outra expressão, a expressão eis oletronites sarcos, que significa destruição da carne, para destruição da carne.
E temos a última expressão, a expressão grega inatopneumasote, para que o espírito seja salvo. Entregar, para a distribuição da carne e para que o espírito seja salvo. Começamos com a palavra entregar. Como eu disse, é o verbo paradidomi, que na versão dos 70, portanto a tradução do hebraico para o grego foi mais ou menos por volta do século II antes de Cristo, é usada para traduzir a palavra hebraica que significa entregar também. E, por exemplo, ela é usada para significar que Deus entrega Jó a Satanás, no sentido de Jó passar por uma aflição física. A palavra também é usada para significar o abandono de Deus pelo seu povo como forma de julgamento.
nos Evangelhos. O verbo paradidomi é usado, por exemplo, com referência à traição de Jesus por Judas ou à entrega de Jesus a Pilatos, à entrega de Pilatos ao povo, também no julgamento. A palavra também vai denotar o julgamento de Deus sobre os pecadores. Portanto, é uma palavra que, no sentido literal, Significa entregar alguém para uma determinada punição para ser alvo de um julgamento no sentido figurado. No contexto de 1ª de Coríntios 5.5, o verbo paradidomi parece-nos ser usado num sentido figurado.
Porquê? Porque Paulo utiliza várias outras metáforas neste capítulo. Ele fala, por exemplo, do framento velho, referindo-se ao pecado, de Cristo que é a nossa Páscoa, da festa, referindo-se justamente à Páscoa e, portanto, o verbo vai implicar a rejeição, o abandono, a entrega. É curioso que há uma outra passagem, em 1 Timóteo, capítulo 1, versículos 19 e 20, em que Paulo vai utilizar esta mesma expressão no caso de dois personagens, Imeneu e Alexandre. E Paulo diz que os entreguei a Satanás para serem ensinados a não blasfemar. É exatamente a mesma expressão. E o verbo paradidomi, portanto, não se trata de uma execução secreta, não se trata de uma maldição mágica que vá afetar a vida física deste homem, trata-se sim de um ato que Paulo incentiva a comunhão, a igreja, a comunidade, a fazer.
E o significado é que nós vamos ver já no ecrã, em qualquer caso, o que Paulo está a dizer, o incestuoso seja expulso da comunhão de fiéis. É o que Paulo quer usar com esta expressão, entregar a. E porquê? Porque Cristo é o senhor da igreja, Satanás é na bíblia o senhor do mundo, o príncipe deste mundo, entregar a significa expulsar este homem do senhorio de Cristo, portanto retirá-lo da comunhão de Cristo, para ele perceber que, para ele cair em si, para ele raciocinar e perceber que o seu ato não é bem visto, nem bem vindo na igreja de Cristo.
Vamos agora ver a outra expressão, a destruição da carne. A famosa frase, Aes oletron tes sarcos. A palavra oletron também denota, normalmente, uma destruição física. Na versão dos 70, ela pode denotar destruição, tal como pode denotar julgamento. E, no Novo Testamento, ela tem o sentido, justamente, de passar por uma destruição escatológica ou, também, espiritual. Tal como eu disse para a palavra entregar, ela aqui também deve ter um sentido não literal, mas sim figurado.
Ela está em oposição, esta expressão, para a destruição da carne, está em oposição à expressão para donar a Satanás, ou seja, entregar a Satanás. Entregar a Satanás é a justa posição de destruição da carne e, portanto, É a mesma coisa. Paulo está a dizer a mesma coisa, repetindo a ideia. O que é que ele quer dizer com esta expressão, a destruição da carne? A palavra sarx significa corpo, é verdade, na Bíblia, mas também significa as nossas tendências. E o que Paulo aqui está a dizer é, se nós tomarmos uma medida disciplinar, de dizer a esta pessoa que ele não faz mais parte da comunhão eclesiástica pelo ato que ele cometeu, pode-se-lhe dar a oportunidade de ele refletir sobre aquilo que fez, sobre a sua conduta, sobre o seu comportamento, e considerar efetivamente que é um comportamento imoral, inaceitável, na comunidade cristã e, portanto, refletir logo a expressão sarx, tal como a expressão pneumá, espírito, são muitas vezes usadas na bíblia para descrever o ser humano na sua totalidade.
E é isto que Paulo quer. Paulo quer, ao usar a expressão Sarx, dizer que este homem quis ir no sentido das suas tendências naturais, fez a sua vida, ou escolheu um estilo de vida natural, mas que é um estilo de vida, portanto, pecaminoso. E, nesse sentido, ele tem que ser reparado. Tal como Paulo vai dizer nessa mesma epístola aos Coríntios. Ele vai dizer aos Coríntios, eu, na verdade, estou ausente no corpo. E é verdade, ele escreve fora da igreja, mas presente no espírito. Não quer dizer que o espírito de Pablo estivesse por ali, uma espécie de fantasma, a orientar a igreja. Quer dizer que ele tinha a certeza que os coríntios compreenderiam o que ele estava a querer dizer.
E, portanto, no fundo, seguindo as suas instruções à distância, era como se estivessem a seguir as suas instruções, se ele estivesse também presente. Este era o sentido da expressão de Paulo. E este sentido da palavra sarx vai no mesmo sentido da palavra poletrós. E a interpretação correta é esta que nós iremos ver agora no nosso ecrã. Entregar a pessoa a Satanás é equivalente, ou pelo menos é explicado, para a destruição da carne. Portanto, é uma medida disciplinar que a Igreja deve realizar. E isso leva-nos já à outra frase que nós temos também para hoje.
O homem insistuoso deve ser expulso da Igreja. É uma ação que pode levar à destruição da sua natureza pecaminosa. O que se quer eliminar aqui não é o sujeito. é o comportamento. É o pecado, não é? É o pecado que esse comportamento, portanto, provoca. Não se trata de uma destruição física, não se trata da morte. O letroso é a renúncia a um comportamento pecaminoso, afastar-se do seu modo de vida atual de forma a ficar em conformidade com o que a Bíblia deseja. Daí que passamos à análise da outra expressão. Portanto, destruição da carne para que o espírito seja salvo.
E para que o espírito seja salvo, não é para que um espírito que esteja cá dentro seja salvo, mas para que o ser humano no seu todo seja realmente salvo. Ou seja, O que Paulo pretende é anunciar esta salvação escatológica do homem incestuoso quando ele se arrepender. Porquê que eu digo salvação escatológica? Na Bíblia, a palavra salvação pode ter duas realidades. A realidade presente, e a realidade futura. A realidade presente neste texto é de que há alguém que está numa relação pecaminosa, portanto, afastado da vontade de Deus. Nessa realidade presente, este homem não tem a sua salvação garantida.
E, portanto, Paulo propõe uma série de medidas que vão para que essa salvação possa ainda ser conseguida. Exatamente. Para que ela seja conseguida. Por isso é que ele diz salvação do Espírito no dia do Senhor. Se este homem aceitar o conselho de Paulo, ele estará no bom caminho, porque se arrepende. E isso significa que quando o Senhor regressar, este homem estará pronto para a salvação, porque ele já se arrependeu. E aqui temos, portanto, como uma passagem de difícil compreensão, eu reconheço,
densa, nos pode ajudar a perceber qual era o ponto que Paulo queria realmente provar. Condenação do pecado, por um lado, salvação do ser humano, pelo outro. Muito bem, o nosso tempo não permite mais, mas tenho a certeza que ficou clara a explicação de um texto que, aparentemente, pode parecer difícil, mas por isso é que a pergunta foi colocada e por isso é que tivemos este momento de explicação. Eu tenho a certeza que, aí desse lado, se já leu este texto, se já tinha lido e se também lhe tinham surgido dúvidas quanto à sua compreensão, Estou mesmo em crer que estas terão sido totalmente anticipadas ao longo deste programa e pode até inclusivamente revê-lo para acompanhar novamente a explicação. Estamos a chegar ao fim, mas antes de fecharmos este Fórum Bíblico, eu quero mostrar-lhe uma vez mais o Guia de Estudo da Bíblia e Evidências que temos para lhe oferecer aqui neste programa.
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Até lá!
Este episódio do Fórum Bíblico mergulha numa das passagens mais intrigantes e controversas da Bíblia: a instrução do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 5:5, sobre "entregar alguém a Satanás para a destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor". Que significado esconde esta declaração aparentemente dura? Qual o contexto da igreja de Corinto, conhecida pela sua imoralidade, e a relutância em agir perante um caso grave de incesto? Prepara-se para desvendar os mistérios deste texto e compreender a profundidade da mensagem de Paulo, que visa a correção e a restauração.
No programa de hoje, desvendamos as nuances desta passagem, explorando as suas implicações e o seu propósito maior. Descubra como os especialistas interpretam estas palavras desafiadoras e qual o seu significado para a vida da Igreja. * O real significado de "entregar a Satanás": Uma medida disciplinar de exclusão para provocar arrependimento. * A verdadeira "destruição da carne": Não se refere a sofrimento físico ou morte, mas sim à erradicação das tendências pecaminosas e do comportamento imoral. * A essência da "salvação do espírito no dia do Senhor": A promessa de salvação futura para o indivíduo, condicionada ao seu arrependimento presente. * A importância da disciplina eclesiástica: Como a Igreja primitiva abordava a correção dos seus membros para preservar a pureza da comunidade. * A autoridade de Paulo: O seu papel na defesa dos princípios do Evangelho e na liderança da Igreja de Corinto.
Junte-se a nós para compreender plenamente uma passagem que, embora complexa, revela princípios intemporais de fé e redenção.