50:15Seja muito bem-vindo ao programa Olhos nos Olhos aqui na TV Novo Tempo. No programa de hoje estaremos Olhos nos Olhos com um homem cuja vida se entrelaça com a história recente da comunicação adventista no Brasil. António Oliveira Tostes nasceu em 1965, é pastor, especialista em administração e contabilidade, autor de livros sobre finanças e durante muitos anos foi apresentador de um programa na TV Novo Tempo muito conhecido, Saldo Extra, que ainda pode ser visto. desde 2010 que lidera a rede Novo Tempo de Comunicação, que se tornou um centro de mídia bilíngue com alcance em oito países da América do Sul, mas o seu impacto de trabalho já transcende fronteiras, tocando corações também em Portugal e África e em todos os lugares onde o nome Novo Tempo partilha esperança.
Hoje queremos olhar olhos nos olhos com o pastor António Tostes, vamos falar de missão, legado, futuro e talvez descobrir histórias que ele nunca contou antes em frente às câmaras. E.
Muito bem-vindo, Pastor Tostes. Tuninho para os amigos e para toda a gente, no fundo. Até porque o Pastor Tostes é muito sociável. É uma pessoa que se dá praticamente com toda a gente. Eu pergunto, quem é António Tostes, fora das aí câmaras, fora dos púlpitos? Uma pessoa simples, Ezequiel. Uma pessoa que tem uma história de família muito linda. É uma pessoa privilegiada, não apenas pela fé que temos em Jesus Cristo, mas também pela alegria de poder servir à Igreja. É um prazer muito grande, Ezequiel, estar aqui com você e com todos os nossos telespectadores. O pastor António Tostes considera que tem uma história de vida que pode tocar algum dos nossos telespectadores que vão ver este programa. Olha, eu posso dizer que eu sou fruto de um milagre, não apenas eu, como o meu irmão e a minha família, porque quando nós éramos ainda apenas como família, a minha mãe, o meu pai, minhas duas irmãs, a minha mãe teve um sonho.
de que ela ia ter um filho e que este filho traria a introdução da palavra de Deus na nossa família. Esse filho nasceu, meu irmão, e isso aconteceu 18 anos depois. E depois que o meu filho nasceu, houve uma transformação na vida da minha mãe, das minhas irmãs, porque o meu pai era um homem alcoólatra e minha mãe vivia com muitas lutas. E a partir daquele momento, as coisas mudaram. E o meu pai viu aquele filho pequeno e as duas filhas já com 15 anos e ele quis ter um outro filho para fazer companhia para aquele garoto pequeno, meu irmão. E depois então de pouco mais de dois anos que o meu irmão nasceu, eu nasci e foi um desejo do meu pai.
Ele queria que tivesse um filho homem e me deu o nome do pai dele. E eu tive a alegria de, algum tempo depois, ser usado por Deus para pregar o meu pai. Aquele meu irmão que nasceu com, eu diria, com um plano de Deus, uma visão de Deus que ele deu à minha mãe. Ele trouxe a mensagem para dentro da minha família e me evangelizou. E depois eu fui instrumento para pregar o meu pai. Eu acho que essa grande dádiva da minha vida, da minha trajetória, eu costumo dizer, Ezequiel, de que eu nasci neste mundo para pregar o meu pai. Eu cumpri essa missão e Deus me deu um crédito para seguir como um pastor, anunciando a palavra de Deus, anunciando essa esperança de viver eternamente com meu pai e minha família. O pastor nasceu em 1965 com duas irmãs e um irmão mais velho.
Seriam quatro e o pastor era o mais novo. Sim, eu sou o caçula da família. As minhas irmãs, na verdade, são 15 anos mais velhas do que eu. O meu irmão, não. Elas são 13 anos mais velhas do que ele. Eu nasci um pouco depois. E somos quatro irmãos. E depois, nos anos 65, vocês nasceram numa família cristã, uma família católica. Sim, exatamente. Qual cidade do Brasil é que estamos a falar? Na cidade de Juiz de Fora, que fica no estado de Minas Gerais, bem no centro do país. Não necessariamente uma cidade interior, apesar de não ser São Paulo nem Rio, mas ainda era uma cidade. É uma cidade do interior, não é uma cidade pequena, mas não é uma capital. Fica entre a capital do estado de Minas Gerais, do meu estado, e a cidade do Rio de Janeiro, que é uma das cidades mais conhecidas do Brasil.
E como é que a mensagem de uma fé protestante, Adventista do Sétimo Dia, chega então a este lar? Pois é, chegou através do meu irmão uma família de adventistas, mudou para a rua onde nós morávamos e tinha um jovem que era da mesma idade do meu irmão, Sérgio Lessa, e um dia a gente sempre observava o Sérgio, percebia que ele era um jovem diferente, sua maneira de vestir, às vezes nós vimos ele tocando flauta à noite, umas músicas tão bonitas lá. em frente da casa dele, a gente sempre ficou curioso de conhecer o Sérgio Lessa. Até que um dia ele começou um diálogo com o meu irmão. Ele estava indo para o culto jovem na igreja. E ele atravessou a rua e começou a conversar com o meu irmão. E nós estávamos ali indo para jogar bola num sábado à tarde.
Eu fui jogar bola e meu irmão ficou conversando com ele. Aquele diálogo foi o restante da tarde. O Sérgio nem foi para a igreja, ficou conversando e foi até à noite. quando meu irmão conheceu uma mensagem que a gente não conhecia. E como nós éramos muito religiosos, praticantes, mas a gente não tinha conhecimento da Bíblia. E meu irmão começou a estudar a Bíblia, depois ele levou a mensagem pra mim, eu comecei a estudar também, e depois conversamos com a nossa mãe. E como nós éramos pessoas muito religiosas, Foi muito impactante para a gente conhecer aquelas verdades da Bíblia que nós não conhecemos. O pastor António Tostes era acólito. No Brasil tem outro nome. A pessoa que ajuda o padre. Eu creio que Caló não cresceu no Brasil.
Eu era coroinha. Eu era, assim, como eu disse, um católico praticante, eu participei de coroação de Maria, a minha mãe era muito dedicada à igreja, as minhas irmãs eram muito dedicadas à igreja, então elas me levavam para todas as atividades da igreja. Que trabalho é que fazia o coroinha? O coroinha ajudava o padre a rezar a missa. Era aquele que segurava uma bandeja no momento da hóstia e ficava ali a serviço do padre para alguma necessidade. Tinha treinamento para isso. Gostava de fazer isso, lembra-se? Recorda-se quantos anos é que teria na altura. Olha, eu tinha acho que na fase aí de 14 para 15 anos. Uma adolescente, né? Uma adolescente ainda, um juvenil. E eu gostava muito, eu cantava no grupo da igreja católica, eu participava de atividades.
Então a gente tinha assim a religião como algo muito presente. E foi um legado da minha mãe. Minha mãe deixou isso conosco, essa reverência a Deus, a respeitar a Deus, a buscar a igreja. E muitas lições eu aprendi com a minha mãe. A minha mãe, por exemplo, quando me levava para a igreja, ela dizia assim, filho, existem bênçãos que só são derramadas nas quatro paredes de uma igreja. E ela usava isso para me estimular ir na igreja. Lá e na igreja, acreditava que nós tínhamos a fé de que participar do culto, isso faria bem para a nossa vida, que Deus nos abençoaria. E esse foi um legado que a minha mãe deixou, né? De dedicar a vida às coisas de Deus. Não quero ir já para o fim da história, mas foi o pastor Tostes que batizou o seu pai?
O que aconteceu, Ezequiel, foi uma história incrível, porque toda a família se converteu, eu vou dizer dessa forma, eu, minha mãe, meu irmão, as minhas irmãs, com os maridos também, com os filhos, mas o meu pai não, porque o meu pai tinha uma vida ligada a coisas que ele não conseguia abandonar, como o cigarro e a bebida. Então, ele não impediu a gente de ir para a igreja, até porque nós éramos bons filhos. Então, ele não impediu a gente de ir para a igreja, mas ele não ia. Raramente ele ia à igreja quando eu e meu irmão pregava. E meu pai contraiu uma doença, câncer, e eu acabei voltando para Juiz de Fora, havia saído de fora para trabalhar, voltei para a minha cidade, e eu decidi fazer uma semana de oração.
lá no bairro onde meus pais viviam, nós tínhamos uma igreja lá, e eu preparei os sermões como se fosse só o meu pai que fosse assistir. E eu insisti, pai, vá assistir as minhas pregações. E como ele ia? Quando a gente pregava, ele foi. E ele assistiu os oito sermões. Naquela semana houve uma transformação na sua vida. E no último dia, Quando eu fiz um apelo para que as pessoas que estavam ali, existiam algumas visitas, nós tínhamos algumas visitas que estavam participando, quando eu fiz o apelo para que elas entregassem a vida para Cristo, meu pai foi o primeiro a se levantar, veio chorando à frente, Ezequiel, me abraçou e disse nos meus ouvidos, meu filho, Eu quero amar esse Jesus que você tanto ama, eu quero estar nesse céu que você tanto prega.
Ali nós nos ajoelhamos, a igreja veio toda a frente porque nós estávamos orando pelo meu pai, ali entregou a vida dele a Cristo e 15 dias depois ele faleceu. Ele pediu para ser batizado, mas não teve tempo de ser batizado. Mas eu tenho muita segurança, Ezequiel, que eu vou reencontrar o meu pai. Olhando agora para trás e falando dessa história, foi o momento mais importante da sua vida? Ah, sem dúvida alguma. Claro, o meu casamento, a minha filha, a minha conversão. Mas, como eu disse aqui para você, o meu irmão, inclusive, quando ele nasceu, a situação em casa não era muito boa. A minha mãe engravidou. Ela não tinha condições de ter mais um filho, mas aconteceu. Ele evitava, mas aconteceu. E a minha mãe tentou esconder a gravidez do meu irmão.
Mas teve um momento que não teve jeito e meu pai não aceitava aquela criança, porque não tinha condições de ter uma criança devido à situação principalmente financeira da família. Mas aquela criança nasceu. Quando meu pai viu aquele menino bonito, um homem de olhos verdes, ele se apaixonou pelaquela criança a ponto de dar àquela criança o seu nome, Geraldo. E quando ele viu aquele menino, como eu disse, a situação mudou, não creio que tenha sido uma coincidência. A situação financeira mudou, meu pai montou o negócio que deu certo. E quando ele viu aquela criança, as meninas grandes, ele quis que eu nascesse. Foi um plano dele que tivesse mais um filho. E ele disse, nós vamos ter mais um filho e vai ser homem. E eu vou dar a ele o nome do meu pai.
E ele me deu o nome do pai dele, meu avô Antônio. Então, eu digo o seguinte, Ezequiel, eu fui o filho que meu pai quis ter. o filho que ele desejou. E sentia-se especial na infância pelo seu pai? Muito. E não imaginava que aquele desejo do meu pai era um plano de Deus. Eu fui instrumento para pregar o meu pai. Para a conversão do seu pai. E durante a vida, os meus irmãos perceberam isso. Eu fui o filho que tive alguns privilégios que os meus irmãos não tiveram. E ele sempre teve uma consideração diferente por mim. Isso não trouxe nenhum trauma na família, claro, mas ficou muito evidente. que eu, talvez por ser o filho caçula também, eu tive uma atenção especial do meu pai. Se tivéssemos que criar um título para essa história, se calhar seria O Filho que Nasceu para Salvar o Pai.
É, é verdade. Eu digo que essa foi a minha missão primeira nesta terra. Mas há outras que vamos ainda falar ao longo deste programa. O que eu agora iria convidar o Pastor Tostes para fazer era ver algumas imagens
Nós temos algumas imagens que a nossa produção selecionou e eu queria que pudesse comentar. Esta aqui é uma paixão. Já disse que estava num sábado à tarde que ia jogar futebol e aqui vemos qual é este o equipamento do Santos, não é? Não. Na verdade, este é um time, lá de vir de fora, que chama-se Tupi. E é o time que disputa lá o Campeonato Mineiro. Já esteve na primeira divisão do Campeonato Mineiro. Não sei como está, porque eu não acompanho mais. E eu joguei na base do Tupi lá em Rio de Fora. Eu joguei durante três anos na base do Tupi. Na base é o quê? Na base é... nas categorias de base. Ah, a formação. Aqui chamamos de formação, sim. Eu não digo que eu seria um jogador de futebol. Eu jogava bem, né? Em que posição? Eu era um falso ponta-direita, eu era um jogador que jogava no meio, mas que fazia aquela função de ponta-direita, na época existia essa função.
E eu gostava muito de jogar bola, eu não era um craque de bola, mas eu garantia, vamos dizer assim, a minha posição. E eu joguei na base do Tupi, um olheiro do Tupi me viu jogando, me levou para o clube e eu joguei na base, só que eu me converti Exatamente naquele período em que os jogadores passam da base ali para o profissional. Não digo que eu seria um profissional, não era essa a minha intenção, mas era o clube que hoje lá em Minas Gerais, na minha cidade, que disputa o campeonato estadual. Temos ainda mais fotos que eu pedi a nossa produção para colocar. Esta é quando? Olha, eu já tinha me convertido. Nessa época era de 20. Se eu não me falo a memória, em torno de 20 anos, 21 anos, essa foto foi tirada lá no Rio de Janeiro, bem jovem.
Um pouquinho diferente, né, Ezequiel? Temos ainda mais duas ou três imagens que podemos ver. Aqui já é com a sua esposa, né? É, talvez esta, depois da salvação em Cristo, a maior dádiva que Deus me deu foi a minha esposa, né? E com ela, a minha filha. E por falar em filha, aí está ela, não é? É, está aí a nossa pequenina, hoje com 33 aninhos, a Thayane. E esta aqui já é mais recente, talvez a mais recente de todas. Esta foto foi tirada na Assembleia de 2010, quando eu fui lá em Atlanta, se não me engano. É na Assembleia Mundial da Igreja. E foi exatamente lá na Assembleia que eu fui escolhido como diretor-geral da Rede Novo Tempo, porque o anterior diretor se tornou tesoureiro da Divisão Sudamericana.
E lá em Atlanta, a comissão diretiva da Divisão Sudamericana que administra organizações adventistas na América do Sul, se reuniu e me escolheu para ser o diretor da Nubank. Ou seja, há quinze anos atrás. Quinze anos. E esta, creio que é a última, que são vocês com a Thayana. Esta é quando nós celebramos 30 anos da nossa filha, tem um pouquinho mais de três anos essa foto. Pastor, eu propunho agora que visse connosco um pequeno vídeo que nós temos aqui preparado para o Pastor Tostes de alguém que resolveu também realmente gravar uma mensagem e sabia precisamente que o Pastor ia estar aqui e quis gravar-lhe uma mensagem. Vamos ver. Oi, pai. Que legal, que alegria ver as pessoas reconhecendo seu trabalho, sua carreira, seu ministério, pessoas de todo mundo.
Eu tenho muito orgulho de ver o trabalho que Deus realizou através de você na sua missão, na sua obra. Você sempre me ensinou muito. tanto na minha formação como pessoa, como na minha formação profissional, e eu tenho orgulho de ver também como você sempre foi a mesma pessoa que você é em casa, assim também você era no trabalho. Então, isso me permitiu aprender muito de como ser uma pessoa, uma profissional íntegra. Também é uma alegria para mim saber que agora você vai se aposentar e descansar um pouco de tantos compromissos, tantas agendas, né? É um descanso merecido. para poder curtir um pouco mais a família e fazer outras coisas de seu interesse que até agora você não podia. Mas eu sei que você não vai ficar parado, porque você não consegue ficar parado, né?
Você sempre está fazendo alguma coisa e contribuindo de alguma forma. Então, eu sei que o seu trabalho vai continuar e você vai continuar servindo a Deus sempre que possível. Um beijo aqui do Brasil, te amo muito. Ah, que lindo! A nossa filha é a razão da nossa vida, né? Como família, eu e minha esposa. Temos muito orgulho da filha que Deus nos deu. Ela é realmente uma menina maravilhosa. Uma benção de Deus! E ela disse algo que eu acho que é talvez o maior elogio que um filho pode dar ao pai. Eu, curiosamente, tenho a sorte de poder dizer o mesmo do meu, que é que o pastor Torst é exatamente a mesma pessoa no trabalho que em casa, quando é muito raro a pessoa ser exatamente a mesma coisa. Identifica-se com isto que a Thayane disse?
Eu penso que sim, né? Eu, na verdade, independente da função em que nós estejamos, onde nós estejamos, eu sempre procuro me identificar com as pessoas. Pelo fato de ser o diretor do Novo Tempo, eu não considero melhor do que ninguém. Eu até digo para as pessoas que visitam o Novo Tempo que eu sou apenas o primeiro servo, aquele primeiro que se apresenta. Mas eu nunca entendi que eu sou melhor do que os outros. Eu acho que é isso, a gente precisa construir relacionamento com todas as pessoas. Essa foi uma lição que eu aprendi da minha mãe também, que sempre foi uma pessoa muito simples. E eu gosto de ser tratado pelas pessoas assim, mas eu sou a próxima. Para quem prega, para quem usa o púlpito para pregar, como o Pastor Tostes e muitas outras pessoas, é muito mais exigente ver um filho a assistir aquilo que o pai diz.
E quando o Pastor Tostes dizia que o seu próprio pai respondeu a um apelo, a pessoa que está a pregar não é só o que ela está a dizer, é aquilo que ela e é e que as pessoas conhecem naquele momento. É, sem dúvida. E eu digo que o lugar mais difícil para a gente ser um pastor é dentro de casa. porque ali nós somos o que nós somos na nossa essência. E quando a minha filha diz que eu sou mesmo em casa, mesmo fora, eu me sinto feliz em ouvir isso da parte dela, porque eu penso que a gente deve ser assim sempre. A gente deve ser uma pessoa sempre disposta a construir bons relacionamentos, a servir o próximo, a tratar todos de uma forma igual, porque é assim que Jesus nos trata. Esse foi o exemplo que ele deixou pra gente, a ser um exemplo em todos os aspectos.
Então, quando eu vejo a minha filha dizer isto, eu fico muito feliz, mas eu digo com muita sinceridade. Ela é esta pessoa maravilhosa graças à educação da mãe, porque a vida de um pastor é muito intensa e as atividades que eu desempenhei foram muito intensas, de muitas viagens. e a minha esposa dedicou muito da sua vida a ela e eu preciso realmente reconhecer. A minha filha tem um lindo caráter e graças à mãe. Eu digo que ela puxou a mãe. Mas o pastor teve muito envolvido naturalmente em muitas atividades. Antes de ir para a área da comunicação, estava mais ligado à área dos números,
não é? O que é que fazia antes de estar em 2010, como já vimos na Novo Tempo? Eu, Ezequiel, eu sou pastor ordenado. pela igreja, mas eu não fiz o curso teológico de maneira tradicional, para o seminário, ficar lá durante quatro anos e tal. Eu comecei a trabalhar para a Organização Adventista quando eu tinha recém-completado 18 anos. Três dias depois, eu iniciei minhas atividades para a Igreja Adventista. É isso lá em 1983. E durante essa trajetória, eu estudei Administração de Empresas, Ciências Contábeis, fiz uma pós-graduação nesta área. E destes 43 anos de serviço, que eu estou completando para a Igreja agora em 2025, 27 anos foram dedicados à área financeira.
Eu trabalhei no departamento de publicações, como gerente do CELS. Depois me tornei tesoureiro das regionais da Organização Adventista, em Minas Gerais, no Paraná, das associações. Depois eu fui diretor financeiro da Casa Publicadora Brasileira, que é editora da Igreja Adventista para o Brasil. Depois me tornei tesoureiro de uma região administrativa da igreja que alcança três estados, Rio e Espírito Santo, em Minas Gerais, que é a União Sudeste Brasileira. E então, em 2010, eu deixei, vamos dizer assim, a área financeira e me tornei o diretor-geral da Rede Novo Templo. Então, na verdade, o meu background na organização adventista foi na área administrativa, na área financeira. Em 2010, o pastor Tostes teria 45 anos?
Em 2010 eu estava com 45 anos. Foi quando assuma novo tempo. Um jovem, em todo o vigor, e começa a aprender uma área completamente nova, que é a área da comunicação, onde tem que apresentar programas, onde tem que perceber questões técnicas, de enquadramentos, de planos. Nessa altura faz algum treino intensivo ou como é que se desenvolve nestas áreas? Eu tinha um conhecimento básico sobre comunicação quando, trabalhando em Minas Gerais, eu participei do processo de integração de duas emissoras de rádio, na compra de duas emissoras de rádio. Depois, lá em Curitiba, quando eu trabalhei lá, nós tínhamos emissoras de rádio. Então, eu tinha um conhecimento básico sobre rádio.
E quando eu cheguei no Novo Tempo, eu percebi que meu conhecimento era praticamente nada. Mas um administrador, ele coloca no dia-a-dia os princípios básicos de administração. Então, você precisa conhecer as regras do negócio, conhecer a linguagem do negócio, se acercar de pessoas que são especialistas no negócio e você vai então adquirindo conhecimento para ir tomando as decisões, definindo as estratégias. Então, esse foi o meu trabalho. Foi me acercar dos líderes que nós tínhamos na época do Novo Tempo, conhecer como as coisas funcionavam, entender todos os regulamentos, os procedimentos e com o passar do tempo você vai assimilando o funcionamento das atividades e foi o que aconteceu comigo.
Não se espera de um administrador na área de comunicação de que ele esteja no estúdio gravando, apresentando um programa. Pois é, essa não era a expectativa da organização quando eu fui para o Novo Tempo. Isso não era a minha atividade. Só que o meu antecessor apresentava um programa de educação financeira. E eu já tinha escrito um livro sobre educação financeira e gostava da área. Então eu fui convidado a apresentar o programa E como na época nós não produzimos o que produzimos hoje, era bem diferente há 15 anos, nós não produzimos nem metade do que nós produzimos hoje, nem um terço do que se faz hoje. Então qualquer programa fazia diferença. Não vou dizer qualquer no aspecto pejorativo, mas ter um programa a mais faria diferença. E sair, na época, o saldo extra ia fazer diferença.
Então aceitei o desafio de dar a minha contribuição. A Novo Tempo não tinha o tamanho que tem hoje. E eu aí durante nove anos apresentei um programa de educação financeira, mas volto a dizer, quando eu ia para o estúdio não era o administrador que estava lá, era um apresentador. Então o trabalho do administrador não depende de ele estar dentro de um estúdio para entender como as coisas funcionam. Ajudou? Ajudou, não tem dúvida. Mas não era a essência esse do trabalho. Sente que fez a diferença na vida de alguém, mesmo nesta questão do saldo extra, questão de finanças, da forma como... dos livros que escreveu. Chegou a ouvir histórias de alguém que diz, pois, doutor, se quer lhe agradecer porque a minha vida mudou a partir. Do momento em que... Sim, sempre. Muita, muita gente. Recentemente, agora, eu escrevi mais um livro, mais uma revista, que na verdade é um guia de estudo da Bíblia, chamado Educação Financeira à Luz da Bíblia, que nós oferecemos no Novo Tempo gratuitamente.
As pessoas já devem ter visto aí. o anúncio desse Guia de Estudo. Eu escrevi esse Guia de Estudo e recentemente agora várias mensagens foram enviadas agradecendo e testemunhos de pessoas que mudaram a sua vida financeira, conseguiram resolver os seus problemas, porque leram um Guia de Estudo que está baseado em textos da Bíblia, porque a Bíblia também é um livro, eu diria, de educação financeira. Então, eu já li, já vi muitos testemunhos. Recentemente, nós fomos numa caravana, no tempo, numa cidade, e uma pessoa de longe foi lá com o livro que eu havia escrito há muito tempo, o primeiro livro, inclusive na primeira capa, bem antigo, e ele foi lá para que eu desse um autógrafo naquele livro e disse assim, esse livro mudou a minha vida.
Então a gente fica feliz em ver testemunhos e saber que a mensagem que nós apresentamos tem transformado a vida das pessoas em todos os aspectos, inclusive na vida material também. E é isso que procuramos aqui também na TV Novo Tempo. São vários também os guias de estudo da Bíblia que nós aqui oferecemos. Estamos Olhos nos Olhos com o pastor António Tostes, diretor da rede Novo Tempo
no Brasil. Voltamos daqui a pouco depois de um curto intervalo para a segunda parte. TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Segunda parte do programa Olhos nos Olhos com o Pastor António Tostes, ele que é o diretor da Novo Tempo Brasil e está aqui connosco para conhecermos um pouco sobre o seu trajetório, sobre a sua trajetória, sobre a sua vida. Pastor, eu queria falar agora um bocadinho sobre a música. A música no Brasil tem um impacto muito grande. aqui em Portugal também, mas eu se calhar diria que não tanto como no Brasil. Sendo que poucas pessoas sabem, o Quarteto Arautos do Rei é um quarteto que pertence à Rede Novo Tempo, que na prática o Pastor António Torres diria é o responsável pelo quarteto. Acaba por acontecer isto, não é? Como é que é o processo de seleção e a responsabilidade deste Quarteto Arautos do Rei integrado numa rede tão grande como mais de 600 pessoas?
A música, ela é fundamental para o nosso trabalho, Ezequiel, como Rede Novo Tempo de Comunicação. Não apenas porque nós temos uma rede de rádios ampla no Brasil. Nós temos mais de 160 emissoras que pertencem à rede Novo Tempo e mais tantas outras, dezenas, que não pertencem, mas retransmitem o nosso conteúdo. E nós temos que fazer programação de rádio usando muita música. No dia-a-dia, o pastor ouve mais rádio ou vê mais TV Novo Tempo? Olha, é dividido, porque agora nós temos uma emissora de rádio lá, em Jacareí, então nós temos a possibilidade de ouvir rádio. Então, às vezes, eu estou me deslocando para o trabalho ou ali na região ouvindo rádio. E em casa, nem sempre a gente tem tempo para assistir TV.
Eu diria que é meio a meio, né? Inclusive, eu não apenas assisto, mas eu estou também acompanhando, para verificar as coisas, às vezes, fazer alguma observação. para poder dar o meu feedback também sobre a TV ou a rádio como ouvinte, como telespectador. Mas antes do interromper, falava sobre a importância da música para a rádio. Sim, para a rádio é fundamental, mas também é muito importante para a TV. Porque a música não apenas é uma ferramenta de pregação do Evangelho através das letras, mas ela também traz um colorido diferente na programação. A música faz parte da vida de todos nós. Ela é fundamental e muito importante. E para que a música pudesse fazer parte da comunicação de uma forma integral, nós temos como Novo Tempo aquilo que chamamos da gravadora Novo Tempo.
Nós temos um casting hoje de mais de 70 cantores. Eles não são funcionários da Novo Tempo, eles são independentes, mas eles têm um contrato de distribuição com a Novo Tempo. Então, as produções desse casting, todas elas são aprovadas pela Comissão de Música da Novo Tempo. Então, nós temos uma parceria com eles. Eles têm um ministério independente, mas ligados à Novo Tempo, então eles levam o selo da Novo Tempo. E essa comissão de música, o pastor integra essa comissão? Eu sou o presidente dessa comissão. E que vai avaliar, no fundo, a vida da pessoa, não é? Não, a gente não avalia apenas o cantor, a gente avalia as composições, então eles mandam as letras, depois mandam a produção, aí a comissão pode sugerir algum ajuste para que fique realmente dentro da nossa filosofia.
como igreja de 27º dia. Há também todo um legado que a pessoa leva enquanto cantora, no fundo é um ministro. É um ministro da música, a música é um ministério. E dentro da gravadora O Novo Tempo, além de vários cantores, você mencionou o quarteto Araldos do Rei, que na verdade, ele é uma continuidade do quarteto Kings Heralds, porque quando a Voz da Profecia começou no Brasil, lá na década de 40, o pastor Roberto Arrabelo, ele pregava e o Kings Heralds, um quarteto americano, eles cantavam em português, um pouco de sotaque, é verdade, e eles cantaram com o pastor Roberto Arrabelo durante muito tempo, durante 20 anos, até que a Organização Adventista, na época, decidiu criar o Quarteto Heraldos do Rei, para cantar com o pastor Roberto Arrabelo.
Então, o Quarteto Heraldos do Rei, o próprio programa Voz da Profecia, eu diria que é a primeira semente do que é a Rede Novo Tempo. Então, eu sou o diretor da Voz da Profecia, eu sou o diretor do Quarteto Arautos do Rei, como diretor da Rede Novo Tempo. Então, Ministérios como o Fé para Hoje, que foi o primeiro programa evangélico da TV brasileira, Ministério Está Escrito, que foi lançado pela Federação dos Empreendedores no Brasil, numa TV secular na época, assim como o programa Fé para Hoje, Esses ministérios, Voz da Profecia no rádio, Fé Para Hoje, Está Escrito na TV, formaram a base do que é hoje a Rede Novo Tempo. Então, o quarteto Heróis do Rei, ele é a continuidade daquele trabalho que iniciou lá na década de 40 e que faz um trabalho ezequiel impressionante.
Aonde o quarteto vai? em campanhas de evangelismo, ele atrai uma multidão de pessoas e tem, assim, a capacidade de ter um público bem eclético, porque os contemporâneos gostam do Quarteto Araújo do Rei, os mais conservadores, então ele alcança públicos distintos, desde as crianças até as pessoas mais idosas, e exerce um trabalho fundamental apoiando a Programa Voz da Profecia, com as caravanas através do Brasil, cantando pelo Brasil e pelo mundo. Podemos dizer que o Quarteto Arautos do Rei será dos quartetos mais conhecidos do Brasil? Sem dúvida, é o grupo evangélico em atividade mais antigo do Brasil. Nós estamos agora na 29ª formação do Quarteto Arautos do Rei, e faz um trabalho realmente, hoje, imprescindível para a Novo Tempo.
Não apenas pela presença do quarteto com as músicas na rádio, não apenas na TV, participando diretamente do programa Voz da Profecia, que é um programa semanal, mas em vários dos nossos programas, mas viajando pelo Brasil em campanhas de evangelismo. Pastor António Torres, quando não está a ver TV nem ouvir rádio, que músicas é que gosta de ouvir? Que cantores, que estilo... Eu gosto da música evangélica americana. Eu diria que eu sou também um pouco eclético com respeito à música. Eu gosto da música mais tradicional, mas gosto da música evangélica americana. Tem alguns grupos que eu gosto de acompanhar, então eu tenho ali no meu playlist algumas músicas. E do Brasil? Tem playlist no Spotify ou não?
Não, eu tenho, eu baixo as músicas, né, e monto a minha própria playlist, e aí quando eu estou viajando, estou no carro, às vezes eu tenho a música que eu gosto de ouvir nas horas do sábado, tem aquela música que eu gosto de ouvir quando estou na academia fazendo a minha atividade física, então tem assim um
repertório diverso. Pastor, vamos agora falar um bocadinho sobre Portugal, porque conhece bem Portugal, já cá esteve muitas vezes, mas esta ligação que existe entre este canal onde nós aqui estamos, a TV Novo Tempo Portugal e a TV do Brasil, nasceu não há muitos anos. Já tinha ouvido falar, o que é que sabia de Portugal antes de ouvir falar nesta parceria ou de lhe ser proposto, na prática, esta parceria? É, eu conhecia muito pouco a respeito de Portugal, eu estive aqui a primeira vez quando eu trabalhava na Casa Publicadora Brasileira, estivemos aqui na sede da editora, que inclusive é aqui junto aos estúdios da TV Novo Tempo Portugal, exatamente aqui em Sintra, na ocasião para tratar de contratos, de parcerias que nós tínhamos com a casa editora, como da revista Nosso Amiguinho, Belas Histórias da Bíblia, alguns projetos, foi recebida aqui na época do pastor Enoque, que era o então diretor da editora.
Então, eu tinha um pouco conhecimento, alguns colegas, amigos que moraram aqui em Portugal, que falavam muito bem de Portugal. E depois eu vim passear aqui com a família. E na época nem imaginava, quando estive aqui com a minha família, isso aconteceu há sete anos, quando estivemos aqui, que um dia estaria aqui em Portugal, porque a Novo Tempo estaria presente em Portugal. E eu não tenho dúvidas, Ezequiel, de que a presença do Novo Tempo aqui é um projeto que nasceu no coração de Deus. Um dia alguém falou dessa possibilidade, nós começamos a dialogar e assim como Deus trabalhou no coração dos líderes aqui para que esse projeto acontecesse, Ele trabalhou no nosso coração lá também. E aí criamos uma proximidade maior com Portugal e ao vir aqui a trabalho, ao vir aqui com a família, Eu percebo que este país é um país encantador.
Já encontrei vários brasileiros que vieram para cá recentemente agora, alguns colegas que trabalharam comigo no Brasil, dizendo que estão vindo para Portugal pela qualidade de vida, pelo povo aqui de Portugal. E eu fico muito feliz em saber que a Novo Tempo agora não apenas faz parte da vida da Igreja Adventista do Sétimo Dia, dos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas será uma forma de comunicar a mensagem que nós queremos como Adventistas do Sétimo Dia, principalmente a nossa grande esperança da volta de Jesus. Fico feliz em saber que a Novo Tempo Portugal agora é uma realidade. Sim, e faz parte desta rede de Novo Tempo, eu diria quase mundial, mas peço que o pastor Torstes me explique um pouco. A Rede Novo Tempo está presente em sete países de língua espanhola e um país, no caso o Brasil, de língua portuguesa.
Mas há também algum plano de conseguir chegar a mais países de língua oficial portuguesa, além de Portugal, naturalmente? Temos Moçambique, Angola, Cabo Verde, Santo Domingo, enfim... Há planos de expansão a esse nível? Alguma coisa integrada? Veja bem, Ezequiel, é de nossa responsabilidade promover e expandir a Novo Tempo no território da Divisão Sul-Americana. A Divisão Sul-Americana é uma organização adventista para a América do Sul, que tem sete países de língua hispana e o Brasil em português. Ali é nossa responsabilidade. E nós queremos estar em todas as casas, seguimos crescendo com a nossa rede de rádios, seguindo expandindo a nossa TV, entrando em novas cidades. Então essa é a nossa responsabilidade. Para que a Novo Tempo, em português, possa estar em países de língua portuguesa, ou a Novo Tempo, em espanhol, esteja em países de língua hispana, precisa haver o interesse deste país.
A iniciativa tem que partir deste país. Então, por exemplo, nós estamos em Angola, estamos em Moçambique. Eles apenas recebem a repetição do sinal da TV Novo Tempo na íntegra lá. A programação que nós temos para o Brasil, ela chega, por exemplo, em Angola e todo o país. está presente em todo o país. Agora, esse trabalho de retransmitir o Novo Tempo nesses países é uma decisão do país. Por quê? Porque existem leis, existem regras, existem procedimentos para ter um canal, para repetir um canal, então tem que partir da administração da Organização Adventista nesses países para que o sinal do Novo Tempo esteja lá. Mas uma coisa eu posso lhe assegurar, Nós estamos à disposição para apoiar dentro daquilo que for necessário.
Até porque quem está a ver a Novo Tempo Portugal se calhar não tem noção da dimensão planetária que é a rede Novo Tempo, ou Opt Channel em inglês, que é precisamente esse logo que o pastor tem exatamente aí ao peito, esse pinzinho, é idêntico em todo o mundo, desde que seja ligado à estrutura da Igreja Adventista do 7º dia a nível mundial, não é? É, exatamente. A Hope Channel é responsável por todos os canais de TV ao redor do mundo. E quando a gente fala em TV, é bom a gente entender que nós estamos falando de áudio e vídeo. Nós não estamos falando de uma tela de televisão. Nós estamos falando de áudio e vídeo. Por quê? Porque existem canais da Hope Channel que só estão em streaming, apenas pela internet. Existem alguns canais da Hope Channel que são on-demand.
Eles têm uma plataforma de vídeos Mas tem o nome Hope Channel, por quê? Porque trabalha com áudio e com vídeo. A Hope Channel tem os seus protocolos para que... canais ou produções tenham o logo, então existe um protocolo para que em algum lugar do mundo seja reconhecida como afiliada da Hope Channel. Então a Hope Channel, na verdade, ela meio que faz um trabalho de coordenação de todos esses canais para que nós possamos trabalhar unidos, compartilhar conteúdos, ajudar um ao outro, fortalecer um ao outro. E a Hope Channel tem a sua sede nos Estados Unidos, que faz essa coordenação. Nós temos alguns comitês que ajudam nesse crescimento dos canais ao redor do mundo e temos sempre um encontro anual, onde todos os diretores vêm ali, nós temos momentos de inspiração e também desenvolvemos projetos juntos.
Pastor António, vou-lhe propor agora, é a primeira vez que eu faço isto com os nossos convidados, vamos ver se corre bem consigo, fora com os próximos, que é uma espécie de pingue-pongue. Eu tenho aqui 17 propostas e vai-me dizer, entre uma e outra, aquela que se
identifica mais, ou nenhuma delas, enfim, vamos ver como é que isto corre, é a primeira vez que eu faço, então vamos a isto. Vamos lá. Campo ou cidade? Como? Campo ou a cidade? Ah, a cidade. Prefiro a cidade. Eu sou um homem urbano. Eu no campo tenho as alergias comigo. Eu gosto do campo. Eu gosto de passear. Mas tanto eu como está exposto. A gente gosta de sair, andar na rua, andar num parque na cidade, ter acesso assim. Eu sou um homem urbano. Gosto do campo, mas sou um homem urbano. Eu gosto do campo se tiver rede de internet. Se não tiver, não dá. Bíblia de papel ou bíblia digital? Hoje eu uso as duas. Eu uso a Bíblia de papel para dar o estudo, para pregar, mas eu uso diariamente a Bíblia digital. É ali que eu faço o meu devocional diário.
Arautos do Rei, antigo, daqueles há 50 anos, ou o atual? O atual. Rádio ou TV? TV. TV. Prefere entrevistar, ou ser entrevistado, ou fazer um sermão? Ah, eu prefiro fazer um sermão. Sábado de manhã, prefere estar no púlpito ou estar no banco da igreja a assistir? Eu diria que meio a meio. Eu gosto muito de pregar, gosto de contar testemunhos, falar da Novo Tempo, gosto de falar do momento em que estamos vivendo, da importância do Novo Tempo, da pregação do Evangelho. Então sempre que eu sou convidado, principalmente para falar sobre missão, sobre pregação do Evangelho, isso me encanta muito. Mas eu sinto necessidade de ouvir, então eu gosto também de estar sentado e ouvir os sermões.
E já que falamos em missão, move-o mais a missão local ou uma missão à escala mundial? Hoje, pelo fato de estar no Novo Tempo, a gente passa a ter essa visão mundial. Então, graças a Deus, o Novo Tempo tem ajudado a pregação do Evangelho no mundo através de vários projetos, como projetos que estamos desenvolvendo hoje com a inteligência artificial. Nós estamos oferecendo essa proposta de pregação do Evangelho para o mundo inteiro. Então, hoje, eu diria que a minha visão deixou de ser local e passou a ser mais mundial até do que local. Falar em público ou estar em silêncio e escrever algo? Ah, eu prefiro falar. Planear ou improvisar? Planejar. Tem que ser. Isso aí não poderia ser de outra forma. Mar ou montanha?
Olha, eu diria mar. Eu gosto mais de calor do que de frio. E prefere viajar de avião ou viajar de carro? Olha, eu prefiro viajar de carro com a minha família, estando com a família de carro. É mais de WhatsApp ou de e-mail? WhatsApp. No Brasil quase ninguém usa e-mail. Evangelismo digital ou evangelismo porta-a-porta? Digital. Se tiver um dia livre, prefere estar a caminhar ou a dormir? Caminhar. E finalmente, prefere liberar ou ensinar? Olha, na verdade, a liderança, na essência daquilo que ela é, na verdade, ela é uma influência. E por ser uma influência, a liderança está ensinando a todo tempo. Então, como eu sou um líder, eu me identifico muito com liderança, mas eu me identifico com aquela liderança que existe para servir, para fazer discípulos e para ensinar.
Então, é nisso que eu acredito. Já vamos voltar, depois de um curto intervalo, para conhecer quais os planos que o pastor António Tostes tem para a sua reforma e também mais algumas histórias que vamos conhecer no programa Olhos nos Olhos de hoje. Voltemos já a seguir. TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. A terceira e última parte do programa de hoje, aqui na TV Novo Tempo Portugal, estamos com o diretor da rede Novo Tempo no Brasil, é o pastor António Tostes,
que estamos a conhecer olhos nos olhos. Pastor António Tostes, já alguma vez se emocionou em frente às câmaras enquanto apresentava algum programa? Sim, algumas vezes. Acorda-se alguma dessas razões especiais pelo qual isso aconteceu? Olha, algumas vezes, várias vezes, eu sou uma pessoa muito emotiva, Mas, em maio de 2021, eu não imaginava que eu viveria a experiência que eu vivi. A minha mãe faleceu no dia 1º de janeiro daquele ano, no tempo da pandemia. E eu tinha uma ligação muito forte com a minha mãe. Inclusive, os últimos momentos da vida dela foram muito intensos para mim, porque eu fui para Juiz de Fora, fui até o hospital, fiquei com ela os dois últimos dias dentro do hospital na unidade de Covid.
Ela foi para a UTI e eu fui para um apartamento, fiquei isolado, que me emprestaram de amigos. Ali eu passei o Natal e ando sozinho, solicitando comida por aplicativo. E Deus me deu aqueles 12 dias para eu me preparar para me despedir da minha mãe, que eu tinha um vínculo muito forte com ela. E fiz a despedida da minha mãe e foi um momento, assim, de muito impacto na minha vida, muito impacto. E em maio daquele ano, nós estávamos celebrando o aniversário do Programa Anjos em Ação, 15 anos, ou melhor, do Programa Anjos da Esperança, 15 anos do Projeto Anjos da Esperança. E eu ia participar do programa, como sempre participo, eu apresento o Programa Anjos da Esperança algumas vezes, Anjos em Ação e várias outras atividades, e eu estava ali no primeiro bloco para ser entrevistado, falar dos projetos.
E quando eu estava ali, a apresentadora que estava do meu lado, que era a Darlene, do Programa Consultório de Família, dizia assim, nós temos um testemunho para compartilhar agora. E quando foi apresentado o testemunho, era uma surpresa para mim, era o testemunho da minha mãe. Estavam ali os meus irmãos falando de quem foi a minha mãe e da minha ligação com a minha mãe. E, naquela hora, eu não resisti, né? Colocaram algumas fotos da minha mãe. Então, foi um momento difícil. Eu até diria, Ezequiel, que se eu soubesse, eu teria dito, não façam isso, porque eu não sei qual será a minha reação. E eu vendo ali o testemunho dos meus irmãos falando, uma tela, eu me desabei em lágrimas. E quando eu estava ali em lágrimas, entra o quarteto de Haroldo Torrei cantando o hino Um Pouco Mais, só um pouco mais, e nós veremos Jesus.
E como se não bastasse, os meus dois irmãos, dois dos meus irmãos, o meu irmão e a minha irmã, entram no palco, eles que haviam falado no testemunho, segurando os cadernos que a minha mãe escrevia suas orações. E a minha mãe colocava o meu nome em praticamente todas as suas orações. Eu digo que eu fui a pessoa por quem a minha mãe mais orou. Sou fruto das orações da minha mãe. Então foi um momento, assim, de muito impacto pra minha vida. Eu consegui resistir àquele momento. E fiquei feliz que, de certa forma, o testemunho da minha mãe, da sua vida, aquilo que ela fez pela sua família, pôde tocar muitas pessoas. E isso aconteceu realmente. Nós tivemos muitas pessoas que entraram em contato, interagindo com a gente para aquela história.
Foi o momento. Pesado, Ezequiel. Passe, não. As mães têm um papel muito... Já entrevistei o pastor Bunion, ele diz exatamente a mesma coisa da mãe dele. Tem um papel muito importante, sobretudo quando os filhos têm esta responsabilidade pastoral. A ideia que tenho é que as mães oram muito pelo Ministério dos Filhos. Se nós formos, se calhar, um bocadinho atrás, a história de o filho que salvou o pai, se calhar nós poderíamos agora continuar, e a mãe que salvou o filho. Ezequiel, se você perguntar para mim assim, Pastor Toninho, você tem uma admiração grande pela sua mãe. Qual uma imagem que você recordaria dela? A minha mãe foi a pessoa que mais influenciou a minha vida, depois a minha esposa, naturalmente, até pelo tempo, 37 anos de casado, e eu vivi em casa com a minha mãe 21 anos, até que eu saí de casa.
Mas ela seguiu influenciando a minha vida pelo seu exemplo, pelas suas orações. Mas o momento que eu mais, que eu me lembro da minha assim, mais marcante, foi quando eu de madrugada acordava, quando eu era criança, e eu sempre mexi muito na cama até hoje, às vezes eu mexia na cama e eu olhava para o lado, e o que eu via? Apenas a silhueta da minha mãe, ajoelhada ao lado da minha cama, a mão na minha caminha, a outra mão na caminha do meu irmão, e ela ficava ali, de madrugada, orando pelos filhos. Ela era católica e ela conversava com Deus. E uma vez eu perguntei para minha mãe, o que é que a senhora ficou tantas noites orando pela gente para que Deus protegesse vocês?
E não imaginava minha mãe de que aqueles dois filhos por quem ela tanto orou se tornariam dois pastores. Então é uma imagem que eu gravo assim da minha mãe, vê-la de joelho, de madrugada, à noite, chorando pelos filhos. Isso é uma coisa incrível. Mais de 50 anos depois ainda tem essa imagem na sua mente. E eu não tenho dúvidas de que as orações das nossas mães continuam a ser ouvidas por Deus. Mesmo depois que elas descansam em Cristo, as suas orações continuam sendo ouvidas por Deus. Pastor António, recentemente foi também homenageado e também lhe fizeram uma
surpresa, não é? Se calhar não tão emotiva como a que aconteceu em 2021, mas fizeram-lhe uma surpresa em relação à sua aposentadoria lá no Brasil. Como é que foi isso? Não, na verdade, já começaram as despedidas, porque esse é o meu último ano e eu nunca escondi que eu iria aposentar em 2025. Eu nunca escondi essa decisão, porque é uma decisão que a gente tomou muito tempo como família. Ou seja, é algo muito raro alguém saber sair. Saber sair, entre aspas, aqui no caso, mas é praticamente alguém que ocupa uma função de grande responsabilidade. É muito difícil haver um planeamento da saída, mas o pastor tem essa, lá está, planear ou improvisar, não há dúvidas que é planear. Até no meu aspecto, como eu tenho um cargo eletivo, eu fui escolhido por uma comissão, mas não numa assembleia.
É uma comissão de nomeações, porque se fosse um cargo numa assembleia... Nem sempre é, talvez seja saudável você dizer, ah, eu estou me aposentando, porque pode haver algum movimento, né? Mas no meu caso, isso era uma comissão da União Soviética, então eu sempre fui muito tranquilo em dizer que eu iria me aposentar, isso nunca escondi. E agora começam as despedidas, porque às vezes eu participo de um último encontro, e que aconteceu agora, não foi no Brasil, né? Foi no encontro da Hope Channel. que aconteceu algumas semanas, nós estávamos no encontro mundial da Hope Channel, e quando o presidente mundial da Hope Channel foi à frente, estava encerrando o programa, dizendo que eles queriam contar uma história de alguém que contribuiu muito para a Hope Channel no mundo. E aí, de repente, eu estou sentado lá e começa a aparecer um vídeo contando um pouco da minha trajetória na Novo Tempo.
E aí eu não tive como não resistir. Alguns colegas, o diretor do Centro de Mídia da Austrália, o diretor do Centro de Mídia da Espanha, da Alemanha, eles foram lá à frente. O pastor Pedro aqui, que é o diretor da Novo Tempo Portugal, também deu o seu depoimento. Eu me senti pequeno diante de palavras tão carinhosas e amáveis. E foi realmente emocionante receber esse carinho. Eu digo e disse lá nas minhas poucas palestras, eu não fiz nada, nós somos apenas instrumentos. Então, o mérito nunca deve estar no ser humano, mas nós entendemos que Deus usa as pessoas. Então, se de alguma forma eu pude dar um testemunho do que Deus fez na minha vida, eu fico feliz. ao chegar esse momento e poder viver essa experiência.
Então, as despedidas, elas têm esse lado triste, as lágrimas, porque você vai deixar algo que é tão importante para você, mas é também uma oportunidade de dar um testemunho. E o que é que planeia fazer agora? escrever alguma coisa? Ezequiel, o plano principal que eu tenho, é claro, eu vou dedicar a minha vida à minha família, à minha esposa principalmente, às minhas irmãs que estão com a idade um pouco mais avançada, a minha esposa tem também as suas irmãs, então a gente quer passar mais tempo com a família, principalmente com a nossa filha. Porque depois da salvação em Cristo, a família é maior dádiva que nós temos. Então, eu já servi 43 anos para a igreja. Agora, claro, eu não vou deixar de ser um pastor.
Eu até digo, Ezequiel, minha aposentadoria não significa que a igreja está perdendo um pastor. A igreja vai ganhar um pastor, porque significa que lá na ponta da linha, um novo pastor será admitido, será chamado. um jovem, com todo o gás e toda a energia, mas eu vou seguir como um pastor, só que um pastor de alto sustento. Então um projeto que eu quero desenvolver, um dos projetos, é que eu apresentei o Saldo Extra durante nove anos, também te apresentei no YouTube, e na época muita gente dizia que eu pedia ajuda. As pessoas falaram, eu estou endividado, eu preciso fazer isso, eu não sei o que eu faço. Enfrentando essa luta dentro de casa, era mulheres falando de problemas com esposo e esposo, que não conseguiam organizar as coisas. E eu não tinha condição de atender as pessoas, nem a produção do programa. Então, o que eu quero fazer? Eu quero retornar.
com uma plataforma de atendimento, voltar a produzir vídeos factuais, fazer lives e oferecer ajuda às pessoas que precisam e fazer um atendimento pessoal a essas pessoas. Então eu quero dedicar todo esse conhecimento que eu tive na área financeira, apresentando o programa, estudando sobre educação financeira, Eu quero dedicar tempo a fazer esse trabalho. Inclusive, existe até a possibilidade do Saldo Extra voltar para a TV. Já recebeu um convite aí da direção da TV. Pode ser que aconteça em 2026 o Saldo Extra estar de volta à programação da TV Novo Tempo. Vamos ver. Mas tem mais a ideia de fazer algo mais ligado à internet? Sim, exatamente. Só a internet. Claro que pode ter, pode ser que o pessoal do Extra volte, existe uma ideia.
Mas não é o prioritário a TV, é a internet. Não, é a internet de casa, fazer vídeos semanais, produzir materiais, ter um canal de atendimento às pessoas. Agora, eu pretendo também ter uma experiência no campo missionário com a minha esposa, não dirigir um projeto, mas poder ir ajudar algum projeto como eu disse aqui, patrocinado por nós mesmos e ter uma experiência no campo missionário. Vamos ver se vai ser possível. E em época de balanço, até porque muitos estão a fazer estas despedidas, que no fundo não é bem uma despedida, mas é só uma mudança das atividades que está a fazer, olhando agora para este balanço, não só do tempo que esteve na Novo Tempo, mas de todo o Ministério de 43 anos, o que é que se calhar diria ao António Tostes com 18 anos, 19 começou a trabalhar, o que é que lhe diria agora?
Eu acho que eu diria para ele assim, ouça mais e fale menos. Com o passar do tempo, eu acho que a experiência nos ensina muitas coisas. Eu acho que a principal é esta, ouvir mais as pessoas. Eu até diria, Ezequiel, eu não fui um bom ouvinte, sabe? Eu deveria ter ouvido mais, dado mais atenção e eu reconheço isso hoje e eu procuro fazer isso, ouvir mais as pessoas. Às vezes os jovens são muito afoitos, querem fazer, querem realizar, tudo certo, mas ouça as pessoas, dê tempo, principalmente os mais experientes. Eu aprendi bastante com bons líderes e hoje eu procuro ser um pouco mais ouvinte. Eu diria para aquele Toninho que estava começando, ouça mais e fale menos.
Como é que gostaria de ser lembrado, Pastor Antônio? Ah, eu gostaria de ser lembrado assim, como a minha filha disse, uma pessoa simples, uma pessoa que procurou tratar a todos de forma igual. Eu não gosto muito quando as pessoas ficam falando, ah, fez isso, fez aquilo. A gente não faz nada, Deus é que nos usa. Então, eu gostaria que ficasse um exemplo de uma pessoa que procurou servir a igreja, mas principalmente servir as pessoas. Eu acho que esse é um exemplo que nós temos que dar como pastor, de ter uma vida de serviço. E se algum dia alguém se lembrar de escrever um livro sobre a sua vida, ou até fazer um filme, quem sabe, que título é que gostava que tivesse? O título? Ah, o que eu vou dizer?
Olha... Eu ligaria um pouco a minha história e a história da minha mãe. Eu diria o fruto da oração de uma mãe fiel a Deus. Eu sou fruto das orações da minha mãe. Que pudesse ligar a minha história e a história da minha mãe. E do seu pai no sentido em. Que também... E eu sei que esse legado da minha mãe permanece na vida da minha esposa. Eu sei que ela ora por mim todos os dias, independente das orações que nós fazemos juntos, a minha filha também. Então eu acho que seria um legado não da minha vida, mas do exemplo de uma mãe que ora pelo filho. Então o título seria esse, o fruto de uma mãe de oração, a minha vida. Pastor António Tostes, muito obrigado por ter estado aqui connosco.
Um prazer, Ezequiel. Por nos ter transmitido também toda a sua experiência, todo o seu legado, que não é um legado de obras, mas é um legado de serviço. Amém, amém. Um prazer imenso e parabéns pelo trabalho. E eu agradeço, aproveito esse momento, Ezequiel, agradecer a todos os telespectadores que acompanham o Novo Tempo Portugal e dizer que a Novo Tempo Portugal é a Novo Tempo. A gente diz Novo Tempo Portugal, mas para nós o trabalho aqui é tão importante quanto fazemos o Brasil. O que eu quero dizer com isso? Portugal também é a minha casa, é a casa do Novo Tempo. Obrigado a todos. E o objetivo é sempre o mesmo, é transmitir a experiência. Amém. Muito obrigado.
Neste episódio imperdível de 'Olhos nos Olhos', mergulhamos na extraordinária jornada de Pastor António Tostes, o visionário Diretor-Geral da Rede Novo Tempo no Brasil. Prepare-se para conhecer um homem cuja vida se entrelaça com a história recente da comunicação adventista e cujo impacto transcende fronteiras, chegando a corações em Portugal, África e toda a América do Sul. Descubra a incrível história de uma família moldada pela fé, onde um sonho premonitório deu início a uma transformação profunda, culminando na conversão do seu pai através dos seus próprios sermões.
Percorra connosco a fascinante trajetória do Pastor Tostes: da sua infância como coroinha e forte ligação à fé católica, à sua transição de uma carreira sólida nas finanças para se tornar uma das figuras mais influentes da comunicação cristã. Testemunhe momentos de emoção e reflexão profunda, incluindo surpresas ao vivo que o tocaram profundamente. Exploramos ainda os planos para a sua reforma, o futuro do evangelismo digital, a importância vital da música na comunicação da mensagem e as perspetivas da Rede Novo Tempo em Portugal e noutros países de língua oficial portuguesa. Uma conversa reveladora que promete inspirar e surpreender!