27:25Olá, seja muito bem-vindo. Tal como prometemos na semana passada, estamos de volta para mais um Fórum Bíblico. Como sempre, é muito bom saber que está aí desse lado, quem sabe aguardar pela resposta a uma pergunta que nos tenha enviado, ou então simplesmente aproveitar esta oportunidade para aprofundar o seu conhecimento bíblico. E porque cada episódio deste programa é construído a partir das perguntas que nos chegam, quero dizer-lhe que, se ainda não o fez, também pode enviar as suas questões sobre qualquer assunto da Bíblia para este fórum e, por isso, queremos ser uma ajuda para chegar à resposta que, eventualmente, esteja à procura. Assim, envie-nos a sua pergunta para o nosso e-mail, programas arroba novotempo.pt, ou então, se preferir, também pode enviar uma mensagem por WhatsApp ou SMS para o número 933-93-9291, indicando sempre o nome deste programa, que já sabe, é Fórum Bíblico.
Pode acompanhar semanalmente o Fórum Bíblico na televisão, no canal 186 da MEU, mas também no YouTube da Novo Tempo Portugal. E se gosta de ouvir rádio, então junte-se aos ouvintes da Rádio RCS na frequência 91.2 FM, se está na região da Grande Lisboa, ou então online, em qualquer lugar, em radiorcs.novotempo.pt, onde este programa é também difundido. No programa de hoje vamos responder a perguntas relacionadas com um texto bíblico em particular, o qual encontramos no livro de 1ª de João, no capítulo 5, versículo 7. Nas traduções mais antigas da Bíblia, nós encontramos uma frase nesta passagem que hoje já não está presente na maioria das traduções mais recentes.
Será isto verdade? Se sim, qual a razão para esta alteração? Pois bem, a resposta a esta e a outras perguntas serão hoje o foco do nosso
Fórum Bíblico. Para nos ajudar a responder às perguntas que aqui trazemos, está connosco, como sempre, o teólogo Artur Machado. Olá, Artur. Bem-vindo, obrigado uma vez mais por estar connosco para nos ajudar a responder às perguntas que hoje temos para serem colocadas. E, sem demora, vamos já apresentar a primeira questão que trazemos neste Fórum, e é a seguinte. Por que razão havia em certas traduções antigas uma frase na primeira epístola de João, capítulo 5, versículo 7, que depois veio provar não ser original? Se essa frase foi adicionada, não faz perder confiança no texto bíblico? Ora, muito bem, é uma boa pergunta porque as pessoas que têm traduções mais recentes não vão encontrar no seu texto bíblico esta frase.
É preciso recorrer a traduções mais antigas. Eu, por exemplo, fui encontrá-la numa passagem de uma tradução que eu tenho de João Ferreira de Almeida, revista e atualizada, de 1993. E a passagem em questão pertence à primeira epístola de João, capítulo 5, E são os versículos 7 e 8 que nós podemos até já colocar no ecrã para que as pessoas possam visualizar por inteiro essa mesma passagem. Essa era a razão porque a pergunta perguntava se tinha sido adicionada, não é? Exatamente. Neste caso, retirada, adicionada no original e. Depois retirada mais tarde. Diz-nos então assim a passagem. Pois há três que dão testemunho no céu, o Pai, a Palavra e o Espírito Santo, e estes três são um.
E três são os que testificam na terra, o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só. Como estão a notar, há aqui passagens que estão com parênteses reto, uma frase que começa ali logo no início do versículo 7 e que se prolonga até o início do versículo 8. E toda esta passagem realmente não aparece em certas traduções da Bíblia. Por exemplo, se eu agarrar na tradução da Bíblia de Jerusalém, O que eu tenho, e as pessoas podem me acompanhar na leitura lá em casa para perceberem, na tradução da Bíblia de Jerusalém, o versículo 7 só tem porque três são os que testemunham. retira todo o resto da frase do versículo 7.
E no versículo 8, a Bíblia de Jerusalém vai dizer o Espírito, a água e o sangue, e os três tendem ao mesmo fim. E, portanto, quem nos está a acompanhar nota que as palavras do versículo 7, no céu, o Pai, a Palavra e o Espírito Santo, e estes três são um, não constam da tradução da Nova Jerusalém, e no versículo 8, três são especificas na Terra, também não aparecem na tradução da Nova Jerusalém, e não apenas na tradução da Nova Jerusalém. Se nós formos à Bíblia King James, se formos à Nova Versão Internacional, se formos a outras versões, realmente a frase não aparece. A questão que se coloca é a pertença de uma área que poucas pessoas às vezes se dão conta, mas que existe para qualquer texto antigo.
Qualquer texto antigo é objeto de uma área de estudo que se chama a crítica textual. O objetivo da crítica textual é perceber quais são os manuscritos de determinada passagem, seja ela uma passagem bíblica, seja ela uma passagem de qualquer obra clássica, como, por exemplo, a Metafísica de Aristóteles ou a República de Platão, ou qualquer outra obra antiga, todas elas são objeto de estudo desta disciplina, que é a crítica textual, e que nos permite perceber quais foram as variantes que os diferentes manuscritos, ao longo do tempo, sofreram. Por vezes há frases que vão ser adicionadas, outras vezes há palavras que não correspondem e, portanto, a crítica textual destina-se a estudar todas essas modificações que o texto foi recebendo ao longo do tempo.
Muitas pessoas devem perceber que não temos os originais da Bíblia, eles já não existem. O que nós temos é um conjunto grande de manuscritos. No que respeita ao Novo Testamento, são cerca de 5 mil os manuscritos gregos. sem contar depois os manuscritos de origem latina ou outros, nós já iremos falar disso, e, portanto, há cópias. E há umas cópias mais antigas do que outras cópias. Algumas dessas cópias, as passagens como eu mencionei, algumas foram adicionadas, outras passagens, às vezes, o próprio escriba, ao copiar, saltou uma linha, ou omitiu uma palavra, ou resolveu explicá-la.
Porque isso acontece, nós temos esses fenómenos todos muito bem documentados. nesta vertente da crítica textual. E, portanto, o objetivo da crítica textual é analisar todas estas alterações do texto de forma que se vá ao encontro daquele que teria sido o manuscrito original ou daquele que será o manuscrito que está na nossa mão, que mais se aproximaria do manuscrito original. E, portanto, a partir daí há princípios, há regras muito sólidas. Estamos a falar, portanto, de um método que é um método científico, que, mais uma vez, eu digo, não é apenas aplicável ao texto bíblico, é aplicável a todos os textos de obras clássicas.
E aí o objetivo é justamente perceber qual, que tipo de variantes, e se possível, conseguirmos, inclusivamente, explicá-las. No caso da Bíblia, os especialistas vão utilizar três meios de investigação. Os manuscritos gregos, os textos do Novo Testamento que foram citados pelos pais da Igreja, porque são aqueles que estão mais próximos do momento em que os autores bíblicos escreveram, e, finalmente, também as primeiras traduções da Bíblia. E aí nós temos a Vulgata Latina, de Jerónimo, temos a tradução Siríaca e, portanto, todo este processo de análise e de estudo vai nos mostrar que o objetivo é perceber qual é o manuscrito mais fiável, qual é o manuscrito que está mais próximo, como eu mencionei, portanto, daquele que foi o original.
Muitas vezes vai-se ver quais são os manuscritos que estão mais distribuídos, outras vezes vai-se perceber qual é a leitura mais difícil, porque a tentativa do escriba é muitas vezes tornar perceptível o texto e simplificá-lo, explicá-lo. E, portanto, uma das regras é a leitura mais difícil. Portanto, temos a leitura mais geral, aquela em que os manuscritos estão mais expandidos, que se encontram numa área geográfica maior, o texto mais difícil, etc. E, portanto, Nós sabemos que às vezes os escribas, além de tentarem explicar o texto, por vezes também a forma como algumas palavras eram escritas ou como elas foram preservadas pode induzir a própria pessoa que está a copiá-las em erro.
Basta haver um ponto mal colocado ou uma letra não ter ficado muito bem desenhada para ser confundida com outra letra muito parecida. E daí que aparecem, justamente, às vezes, essas pequenas variações. E outra regra que os especialistas também têm em consideração é considerar a Bíblia como um todo, ver, por exemplo, se o texto é de João, se ele se enquadra naquilo que é o que nós conhecemos da forma de João escrever Exatamente, o estilo Joanino, ou o estilo Paulino, ou o estilo de Pedro e, portanto, procura-se perceber se realmente ali está enquadrado, ora nem mais.
Estamos diante de um método, como eu salientei, que é um método científico, que procura determinar com a maior exatidão possível estes manuscritos. Por isso as pessoas não devem ficar, assim, surpreendidas quando estes fenómenos aparecem. Nas bibliotecas de estudo, Muitas vezes, quando o texto aparece incompleto, em baixo de página já vem a referência a dizer que esta passagem, que se encontra neste entre parênteses reto, ou mesmo apenas entre parênteses, não consta dos manuscritos mais aceitos. Ou, então, a passagem pura e simplesmente não aparece e, em algumas referências, faz-se uma pequena alusão.
Mas é verdade que muitas pessoas podem ter esta surpresa, sobretudo aqueles que têm uma Bíblia mais antiga e, de repente, compram uma Bíblia mais atualizada e reparam, mas este texto não vem. Será que o texto era bíblico mesmo? Será que o texto era inspirado? Será que a Bíblia não foi manipulada? Foi retirado propositadamente. Exatamente. Não, o que acontece é que a crítica textual vai nos ajudar a perceber qual era a fiabilidade daquele manuscrito. E, portanto, não sendo muito fiável, ele vai ser retirado. Vamos ver mais daqui a pouco como é que ele foi aparecer justamente na tradução
da João Freira de Almeida. Muito bem. Já lá vamos, mas antes e depois de respondida a primeira pergunta no nosso Fórum Bíblico de hoje, que acabou por lançar aquele que será o tema em volta desta passagem em particular, quero agora chamar a sua atenção para uma oferta muito especial que temos para si. É este Guia de Estudo da Bíblia e Evidências. Ele foi preparado pelo Dr. Rodrigo Silva e este Guia de Estudo, em particular, traz resposta a 14 perguntas essenciais para ajudar o leitor a compreender as nossas origens, o propósito de estarmos neste mundo, entre muitos outros temas fundamentais para uma vida com sentido e repleta de esperança. Quer receber esta oferta em sua casa? Pois bem, então envie-nos agora mesmo uma mensagem para o número 933 939291, solicitando o Guia de Estudo e Evidências, e receberá, na morada que nos indicar, um exemplar igual a este que tenho aqui nas minhas mãos e que eu tenho a certeza que vai apreciar.
Antes de avançarmos para a próxima pergunta do nosso programa, vamos agora para um curto intervalo. Continue por aí, porque nós voltamos já de seguida. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia. O canal da esperança.
Regressamos para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. As perguntas hoje estão relacionadas com o texto bíblico de 1ª de João, capítulo 5, versículo 7. E para continuar a responder, está connosco, como já sabe, o teólogo Arturo Machado. Se está a assistir a este programa pela primeira vez, na televisão ou na rádio, quero que saiba que este é um fórum que pode receber as suas dúvidas sobre os mais variados assuntos da Bíblia. Todas as semanas, nós procuramos trazer respostas para uma melhor compreensão da Bíblia Sagrada. Mas para que isso seja possível, precisamos que envie as suas perguntas por e-mail ou por telemóvel, como preferir. Se preferir por e-mail, pode enviar para programas.novotem.pt. Se preferir por telemóvel, pode então enviar uma mensagem para o nosso número, já sabe, 933 93 92 91.
Muito bem, Artur. Na primeira parte, nós analisámos uma frase que, na passagem que estamos a estudar, já não está presente na maioria das traduções mais recentes da Bíblia. Já deu início-se à explicação desse motivo e a próxima pergunta vai ajudar-nos ainda a compreender um pouco melhor e a continuar essa explicação. E a segunda pergunta é, como é que esta frase apareceu, então, no texto de 1º de João, capítulo 5, versículo 7? Muito bem. Para que aqueles que nos veem, nos ouvem, possam ter uma ideia do universo que nós estamos a falar, é bom mencionar que os manuscritos gregos do Novo Testamento são cerca de 5.000. eles não contêm em todos o texto na sua íntegra. Por vezes eles contêm apenas partes de um capítulo, outras vezes contêm um evangelho, por exemplo, ou partes desse evangelho.
Destes 5.000 manuscritos gregos, 600 contêm as sete epístolas gerais. Portanto, passámos de 5.000 para 600. É uma redução significativa. E, se nós verificarmos ainda mais, o texto que nos ocupa, aquele texto entre parênteses que nós vimos ainda há pouco, só existe em oito desses 600 manuscritos. Portanto, vamos então ao primeiro aspecto que é bom compreender para a nossa resposta. Primeiro aspecto que nós podemos até colocar no ecrã. Desses oito manuscritos que contêm aquele texto, que aparece em algumas traduções nossas, podemos ir agora ao primeiro aspecto.
Nenhum deles pertence ao grupo dos manuscritos mais antigos. Portanto, desses oito manuscritos que contém a famosa frase, nenhum deles pertence aos manuscritos mais antigos. E metade desses quatro, a frase não se encontra inserida no texto, mas está à margem. Quer dizer que ela era uma explicação ao texto. O texto estava lá, mas o escriba entendeu por bem, à margem, fazer uma anotação. uma espécie de biblia de estudo, como nós hoje possuímos. E somente um desses manuscritos é anterior ao século XVI.
Provavelmente é até do século XII, dizem os especialistas. Três dos quatro manuscritos são datados do século XVI. Portanto, estamos a ver que é muito tardio em relação ao que os manuscritos foram sendo descobertos e um deles remonta ao século XVIII. Portanto, estamos a ver que a frase é realmente tardia. Segundo aspecto importante que devemos ter em consideração, nenhum dos pais da Igreja citou essas interpolações. Portanto, quando os pais da Igreja, nós só sabemos que as controvérsias cristológicas começaram por volta de finais do século II, princípios do século III, continuaram pelo século IV. Se esta interpolação do texto de 1ª de João, capítulo 5, versículos 7 e 8, já estivesse no texto grego, eles certamente tê-la iam citado no meio de todas aquelas controvérsias.
Mas a verdade é que isso não se verifica. Terceiro elemento que nós devemos ter ainda em consideração é que a interpolação é encontrada em qualquer uma das versões antigas, à exceção da versão latina. Isto é, quando Jerónimo, no século IV, traduz a Bíblia do grego para o latim naquela que ficou conhecida como a tradução da Vulgata, esse texto não aparece. Isto é significativo. Significa justamente que Jerónimo não o teve em consideração. E, portanto, estes são elementos importantes para nós percebermos como é que esta variante, como e quando é que ela vai aparecer no texto bíblico.
no quando não há consenso geral entre os grandes especialistas da crítica textual. Há alguns que pensam que terá sido numa época mais tardia, século XVI. Há outros que dizem século XII, século XIV. Por exemplo, Brown, Metzeger, Strecker, Westcott vão fazer alusão a dois manuscritos. Um é um manuscrito 629, datado do século XIV. Um outro é um manuscrito intitulado o Manuscrito 221 da Biblioteca Bodleian de Oxford, que contém essa interpolação na margem, não no texto, portanto escrito à margem, mas estão a ver no século X.
Logo, nós podemos dizer que, muito provavelmente, Esse texto que está entre parênteses, três sãos que se ficam no céu, o Pai, a Palavra, o Espírito, e estes três concordam num, essa passagem terá aparecido no texto entre o século X e o século XIV. Portanto, não tem nada a ver com os manuscritos que nós temos da Primeira Epístola de João, que são muito mais antigos. Há uma data também que é importante nós retermos. Numa tradução grega do latim, portanto, do grego para o latim, das datas do 4º Conselho do Latrão, que tem lugar em 1215, aparece este texto, o que significa que a Igreja Medieval, portanto nós já estamos na Idade Média, a Igreja Medieval dava alguma autoridade a este texto do ponto de vista doutrinário, para se poder defender de algumas das controvérsias contra a Trindade, por exemplo, ou controvérsias cristológicas.
Mas o que é significativo é que nos séculos XIII e no século IV, quando estas controvérsias estavam no auge, os pais gregos, os pais da igreja, não tiveram este texto em consideração. e, portanto, significa que ele não fazia grande... não o conheciam de todo e, portanto, não faziam alusão a ele. Logo, podemos concluir que entre o século X e o século XIV é que esta interpolação terá agido dentro do texto bíblico. Isto é importante para abordarmos agora a questão seguinte. Já não temos muito tempo, mas eu queria colocá-la, a terceira questão, e que depois nós percebemos como é que esta frase surge, é como é que ela vai aparecer
nas traduções em língua corrente. Claro. Nós sabemos que provavelmente no século IV, quando os arianos conquistam Cartago, Santo Agostinho terá tido algum papel em colocar este texto ou fazer referência a ele. Mas é importante nós lembrarmos uma coisa. Há um senhor que entra aqui em linha de conta que se chama Desiderio Erasmus. Ele é mais conhecido como Erasmo de Roterdão. O Erasmo de Roterdão, no século XVI, publicou uma edição do Novo Testamento Grego, ou seja, ele foi à procura dos manuscritos, naquela altura, dos manuscritos mais conhecidos do texto grego e fez esta edição do texto grego que serviria de base, digamos, às Bíblias, à tradução da Bíblia, e não colocou este famoso texto que nós estamos aqui a tratar.
Ora, acontece que alguns críticos da obra de Erasmo acusaram-no rapidamente de antitrinitarianismo, o que era uma acusação grave naquela altura. Há quem diga que Erasmo terá dito o seguinte a esses críticos. Se me provarem que há um manuscrito que contenha a famosa Interpolação, eu o coloco na próxima edição. E a verdade é que apareceu, por volta de 1520, um manuscrito, apareceu um Códex Britânico com a famosa variante, conhecido como o Códex Britânicos, e daí Erasmo introduziu em 1522. Mas Erasmo vai introduzir esta interpolação mais por querer a pacificação na Igreja do que por convicção.
E o que acontece então é simples, como é a obra de Erasmo. que serve de base à tradução de João Ferreira Almeida, que faz a sua tradução para o português em 1671. O texto vai aparecer na obra de João Ferreira de Almeida. Vai aparecer também noutras obras, vai aparecer na King James, vai aparecer nas traduções de Tyndale, de Wycliffe, do M. Rimes, de 1572, na edição crítica do Novo Testamento, do William Boyer, Mas até mesmo os grandes pregadores do século XVIII e XIX se dividiam. Por exemplo, John Wesley aceitava esta interpolação, mas um outro pregador do grande reavivamento, um famoso pregador norte-americano, Jonathan Edwards, rejeitava.
O que nós podemos dizer, para concluir, é o seguinte. Nós não precisamos desta interpolação. Nós sabemos, portanto, que ela não constava hoje, sabemos que ela não constava dos manuscritos mais antigos. Sabemos que ela terá sido adicionada por um escriba. Os praes da igreja não o utilizaram nas suas controvérsias cristológicas. Nós não precisamos dela para as controvérsias antiterritoriárias. Ela também não deixa em falta nenhuma crença fundamental da Bíblia, alguma verdade fundamental. Ela existiu, mas foi à parte. Não fazia parte do texto original, muito provavelmente. E, portanto, hoje é bom que ela esteja lá entre parênteses. Muito bem. Obrigado, Arturo. O nosso tempo é sempre muito limitado, mas eu penso que ficou muito fundamentada a resposta a estas questões e compreendido o porquê e o motivo desta frase já não aparecer nas traduções mais recentes da Bíblia.
Muito bem, nós estamos mesmo mesmo a chegar ao fim do nosso programa, mas antes eu quero apresentar novamente o Guia de Estudo da Bíblia e Evidências, que temos como uma oferta para si. Como se recorda, hoje a primeira pergunta falava também sobre a confiança no texto bíblico. Na lição número 7 deste manual de estudo, vai encontrar a resposta que é dada para a pergunta, podemos crer na Bíblia? O estudo desta lição, em particular, vai trazer-lhe evidências que legitimam a Bíblia como a palavra de Deus e eu acredito que vai ajudá-lo ao inserçar, ainda mais, a sua confiança no que está escrito. Não deixe, por isso, passar esta oportunidade de receber este guia de estudo da Bíblia, totalmente gratuito, enviando-nos uma mensagem para o número 933 93 92 91.
Nós ficamos à espera da sua mensagem, mas também ficamos à espera das suas perguntas, que, como já sabe, poderá enviar para o mesmo número, que volta a repetir, 933 93 92 91, ou então, se preferir, enviá-las para o nosso e-mail, que é programas arroba novotempo.pt, assinalando sempre o nome Fórum Bíblico. Não perca o próximo episódio, seja no canal 186 da MEU, no YouTube da Novo Tempo, ou então na Rádio RCS em 91.2 FM, na região da Grande Lisboa. O Fórum Bíblico regressa na próxima semana para continuar a percorrer o vasto universo do conhecimento bíblico, respondendo às suas perguntas, porque elas merecem, sem dúvida, uma resposta. O encontro fica assim marcado.
Nós esperamos por si. Até lá. Fique bem.
Prepare-se para uma exploração fascinante que desafiará a sua perceção sobre as Escrituras! Neste episódio do Fórum Bíblico, mergulhamos num mistério intrigante: uma frase do texto bíblico de 1 João 5:7, presente em antigas traduções, parece ter desaparecido das versões mais recentes. Será que a Bíblia foi alvo de alterações ao longo do tempo? Poderá esta descoberta abalar a sua confiança na Palavra de Deus? Junte-se a nós para desvendar este enigma e compreender a verdade por detrás das traduções que chegam até si.
Para lançar luz sobre esta questão crucial, abordaremos tópicos essenciais que o ajudarão a ver as Escrituras sob uma nova perspetiva. Irá descobrir: * O que é a crítica textual e por que é fundamental para entender a transmissão dos textos antigos, incluindo a Bíblia. * A verdade sobre os manuscritos originais: Por que não os possuímos hoje e como os milhares de cópias nos ajudam a reconstruir o texto autêntico. * As possíveis razões para as 'variações' nos manuscritos ao longo dos séculos, incluindo a influência dos escribas. * Como a ausência da frase em 1 João 5:7 nos manuscritos mais antigos e em traduções históricas como a Vulgata de Jerónimo, revelam a sua origem posterior. * O papel de figuras históricas como Erasmo de Roterdão na inclusão (e exclusão) desta passagem nas traduções que conhecemos. Esta análise profunda não só responderá às suas dúvidas, como também solidificará o seu conhecimento e a sua fé na inerrância da Bíblia.