Calendário da Bíblia

Calendário da Bíblia

26 de Junho de 202526 min 32 s

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Abertura e apresentação

Olá, muito obrigado pela sua companhia em mais um programa do Fórum Bíblico. Se é a primeira vez que está connosco, então fica a saber que pode participar semanalmente neste Fórum. Eu explico-lhe como. É muito fácil. Se tem um assunto ou algum tema da Bíblia que gostava de ver esclarecido, ou talvez uma questão para a qual ainda não conseguiu obter uma resposta, Então quero que saiba que pode enviar para nós e as respostas serão dadas oportunamente num dos próximos programas, porque aqui no Fórum Bíblico queremos que a sua pergunta encontre uma resposta. Por isso, envie-nos as suas perguntas para o nosso e-mail programas-novotempo.pt ou através de uma mensagem para o número, tome nota, 933-939291, indicando sempre o nome deste programa, que é Fórum Bíblico.

Pode acompanhar este programa na televisão selecionando o canal 186 da Mel, pode também acompanhar no YouTube da Novo Tempo Portugal e igualmente na Rádio RCS sintonizando a frequência 91.2 FM se está na região da Grande Lisboa ou através da emissão online em radiorcs.novotempo.pt em qualquer outro lugar que tenha acesso à internet. Hoje vamos abrir o nosso fórum com uma pergunta que nos foi enviada sobre o calendário na Bíblia. Se quiser conhecer qual é a pergunta que nos chegou e a resposta a ser dada, então fico por aí, pois tenho a certeza de que este programa vai ser do seu agrado. Para nos ajudar a responder às perguntas que chegam a este fórum, contamos, como

Como funcionava o calendário

sempre, com a presença do teólogo Artur Machado. Olá, Artur. Olá, bem-vindo. Obrigado por estar entre nós uma vez mais. E hoje temos uma pergunta que nos foi colocada por um telespectador, um ouvinte deste programa, e que é a seguinte. Será que na Bíblia o ano é composto por 12 meses como nos dias de hoje? Portanto, é esta a pergunta, foi colocada pelo Cláudio Benguela, a quem nós agradecemos por nos ter feito chegar esta pergunta e que vai dar o mote ao tema do nosso programa de hoje. Muito bem. É uma pergunta muito interessante, porque realmente nós ouvimos falar na Bíblia de dias, ouvimos falar de meses, ouvimos também falar de anos, os reis vão-se sucedendo, e realmente as pessoas podem interrogar-se, então, mas como é que se contava o tempo na Antiguidade?

Como é que se contava o tempo no período da Bíblia? E nós encontramos, logo desde o início do relato da Criação, justamente esta sucessão de dias e esta sucessão cronológica de tempo. Logo no relato do livro de Génesis, no capítulo 1 e no versículo 14, é dito o seguinte, disse Deus, haja luminários na expansão dos céus para haver separação entre o dia e a noite e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e para anos. Estes luminários nós hoje conhecemos pelo nome de Lua e de Sol, embora estes nomes, Lua e Sol, não apareçam neste texto do relato bíblico da Criação, para evitar muito possivelmente uma confusão com as divindades cananeias, portanto, do Sol e da Lua.

O nome hebraico de Sol, Shemesh, e o nome hebraico de Lua e Areia, poderiam confundir, não vão dizer os leitores, mas os ouvintes do relato bíblico e, portanto, eles poderiam fazer alusão a estas divindades cananeias. Daí que o autor do relato bíblico omite, portanto, o nome Sol e Lua e coloca apenas Luminares. Mas dependemos, naturalmente, que seria o Sol e a Lua. Dependemos que seria o Sol e a Lua. Nós já iremos até ver, justamente, as alusões a estes dois nomes.

Nós sabemos que havia, portanto, duas maneiras, na Antiguidade, de contar o tempo. Ele podia ser contado a partir do Sol, portanto, o calendário do ano solar, que teria 365 dias e um quarto, e que se poderia obter a partir de diversas combinações dos meses. Sabemos, por exemplo, que no Egito havia 12 meses. regulares de 30 dias, e depois haveria ali um mês que teria um bocadinho mais de tempo, cinco dias suplementares. Enquanto que o nosso calendário atual, o calendário gregoriano, tem 12 meses, que podem ser de 28 ao 29, 30 e 31 dias.

O calendário também poderia ser construído a partir da lua, portanto, normalmente a partir da lua nova. e por isso ele teria mais ou menos 29, 30 dias. No total do ano, isso iria dar à volta de 354 dias. Havia ali uma decalagem de 11 dias, que teria que ser adicionado de x em x anos, um décimo terceiro mês, para fazer esse acerto e fazer justamente com que os períodos da cementeira e o período da colheita não ficassem desfazados e afetados pelo calendário. Como nós iremos ver, o calendário é um calendário religioso, embora haja também um calendário civil, mas esse calendário tem que estar alinhado justamente com o período da agrícola e logo de X em X tempo havia, portanto, essa necessidade.

É interessante notar, e nós poderemos verificar isso, qual é a palavra hebraica mais comum. A palavra hebraica mais comum para mês é a palavra rodas. E essa palavra indica justamente o mês lunar. A palavra rodash vem da raiz radash, que significa novo. E essa novidade, os especialistas diziam não se aplicaria ao Sol, mas sim à Lua, que desaparece cada noite e que se renova, portanto, na noite seguinte. E esse significado radash, de novo estaria realmente relacionado com a lua nova. Ela tornou-se, portanto, a palavra rodas vai se tornar mais comum para designar o mês a partir do período da monarquia.

Ora, nós sabemos que a monarquia vai estabelecer-se mais ou menos em Israel entre o ano 1000 e o ano 900 a.C. E a partir daí é que esta palavra, rodas, vai, portanto, ser mais comum para designar o mês. Então nós poderíamos perguntar-nos e como é que se designava antes? E cá está. Antes dessa época, a palavra que designava o mês era a palavra hierá. Iará, que é muito próxima da palavra Iaréa, que nós vimos ainda há pouco, que é a palavra para a lua. Xemés para sol e a areia para a lua. E, portanto, a palavra Iaré vai designar, portanto, o mês.

Também não deixa de ser interessante que há um sábio judeu que vai aparecer na Idade Média, entre o século XI e o século XII, aqui na nossa vizinha Espanha. Pensa-se que ele terá nascido em Tudela e que depois terá mudado para Cordoba. Era um indivíduo muito conhecido. Ficou conhecido pelo nome de Abraham ibn Hazra. e que ele notou que a palavra para ano, sana, que aparece, por exemplo, no livro do Êxodo, no capítulo 12 e no versículo 2, também significa repetição ou mudança. E ele vai dizer o seguinte. O calendário, neste caso, não era lunar.

era solar e vai provocar uma discussão entre os sábios judeus na altura. Durante muito tempo eles foram debatendo esta questão de saber se realmente, na Antiguidade, o povo de Israel seguia o calendário lunar ou seguia o calendário solar. E a questão vai ser debatida durante vários anos com várias propostas escriturísticas, digamos, que eles recorriam à Bíblia para tentar apoiar os seus diferentes pontos de vista, mas, a pouco e pouco, a resposta foi pendendo, as proposições foram pendendo mais para o ano lunar, portanto, que o povo de Israel seguiria um calendário baseado nas observações da Lua.

É claro que neste caso a arqueologia vem nos dar uma ajuda muito preciosa, porque a arqueologia vai descobrindo uma série de artefactos e foi descoberto justamente no antigo território de Judá, datado mais ou menos da era do ferro. Esses artefactos foram depois identificados como calendários. Eram placas de osso de animal. Essas placas eram perfuradas e a placa que nós vamos mostrar, em particular, que vem, é descoberta, é conhecida como a placa de Arouer, ela aí está. Portanto, nós aqui poderemos ver que temos dez linhas e três linhas verticais.

Portanto, 10 colunas, não é? Exatamente. Temos 10 buracos na horizontal e temos 3 na vertical. Isto, no total, vai dar 30 dias. E para que é que isto serviria? Uma pessoa teria uma espécie de um espigão que colocaria em cada um dos respectivos buracos. E assim fazia a contagem. E fazia a contagem do tempo. e temos aqui uma ideia de como é que as pessoas poderiam contar o tempo. Nós hoje temos diferentes tipos de calendários, temos calendários digitais, temos calendários de tipografia, que digamos ter afixados, e eles tinham este tipo de calendários. Este primeiro buraco aqui não conta, seria onde estaria afixado, digamos, o...

o calendário e a pessoa vai mudando os dias conforme eles vão aparecendo. E, portanto, não há dúvida que aqui nós tínhamos este calendário de 30 dias, o que coincidiria com um mês lunar. O Salmo 104 também nos diz, no versículo 19, que Deus designou a Lua para as estações. Engraçado, designou a lua para as estações. É claro que ele acrescenta o sol, conhece. o seu ocaso, mas, neste aspecto, estamos em crer que, portanto, o povo de Israel seguiria o costume dos povos semitas da Antiguidade e teriam um calendário lunar.

Claro que isso obriga a alusia a corrigir a decalagem que havia entre o calendário lunar e o calendário solar, a fazer essa correção de X em X anos, para que as cementeiras e as colheitas não fossem afetadas, mas não há qualquer dúvida de que o início de cada mês seria determinado pela observação direta da Lua Nova e que se celebravam essas festas da Lua Nova e da Lua Cheia, que eram festas religiosas celebradas e que tinham como ponto de partida os diferentes ciclos lunares. Aliás, a Bíblia vai fazer alusão a isso. Em várias ocasiões contará X dias, desde o aparecimento da lua nova ou desde o aparecimento da lua cheia.

E, portanto, temos aqui um bom ponto de partida para nos mostrar como é que o povo de Israel contava realmente os dias. Muito bem, agradecemos a resposta já a esta primeira pergunta, mas como disse, nós ainda vamos continuar a aprofundar este tema. Eu espero que o Cláudio Benguela que colocou esta primeira questão e que lançou o modo deste programa, do tema que estamos a analisar, e a quem eu quero agradecer uma vez mais pelo envio desta pergunta muito interessante, E eu creio que quem nos está a ver e a ouvir neste momento também começa a ficar esclarecido com a explicação que foi dada, mas ainda temos duas perguntas que vão, como referi, ajudar a aprofundar um pouquinho mais este tema, hoje em destaque no nosso Fórum Bíblico. Porém, antes, eu quero mostrar-lhe o Guia de Estudo da Bíblia e Evidências.

Este é um manual que não vai, de certeza, querer perder. Ele foi escrito pelo Dr. Rodrigo Silva e ele é composto por 14 lições. Cada lição deste manual parte de uma pergunta e a sua leitura e estudo vai ajudar a descobrir respostas a muitas questões que poderão ser, quem sabe, também as suas. No início de cada lição encontrará um QR Code que lhe dará também acesso a videoaulas gravadas pelo próprio Dr. Rodrigo Silva, explorando exatamente os mesmos temas que são apresentados neste guia de estudo. Pode solicitar o Guia de Estudo e Evidências de forma totalmente gratuita. Para isso, basta enviar-nos uma mensagem para o número 933-939291, volta a repetir para tomar nota, 933-939291, e receberá um exemplar igual a este na morada que nos indicar.

Antes de conhecermos, porém, as outras duas perguntas do nosso fórum, chegou também o momento para um curto intervalo. Continuo por aí, nós voltamos já de seguida. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.

Festas religiosas e calendário

Estamos de volta para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Obrigado por continuar connosco. No programa de hoje estamos a responder, com a ajuda do teólogo Gertrudo Machado, a perguntas que nos foram enviadas pelos nossos telespectadores e ouvintes sobre o calendário da Bíblia. Queremos receber também as suas perguntas sobre os mais diversos assuntos da Bíblia, as quais poderá enviar agora mesmo para o nosso e-mail, programas arroba novotempo.pt ou através de mensagem para o número 933 939291, indicando o nome do programa, já sabe, Fórum Bíblico. Chegou o momento de avançarmos para a segunda pergunta e a segunda pergunta que nós temos para colocar evoca uma relação entre aquilo que eram as festas religiosas e a sua relação com o calendário.

E, portanto, a pergunta é exatamente esta, como é que o calendário estava diretamente relacionado com as festas religiosas E se sim, que tipo de relação era essa? Eu mencionei-vos há pouco Génesis, capítulo 1, 14, e dizendo que a Bíblia não mencionava Sol e Lua, e mencionava o Luminar Maior e o Luminar Menor, para evitar justamente que o povo de Israel confundisse o Sol e a Lua com divindades. Ora, no versículo 16 desse capítulo 1 de Génesis, essa expressão Luz Maior, no hebraico diz-se Hamahor Hagadol, e luz menor, hamaor, hakaton. E isto é interessante porque esta palavra hebraica, mahor, vai aparecer no livro do Êxodo, associada ao candelabro, que era o móvel, digamos assim, o instrumento que iluminava o interior do tabernáculo, o único que iluminava o interior do santuário.

E as palavras sinal, no hebraico, e as palavras estação, estação é morred, também estão presentes em Génesis 1.14 e vão estar associadas ao serviço do santuário. E porquê é que eu estou aqui a referir o santuário? Porque as festas religiosas estavam relacionadas com o santuário. e, portanto, a palavra sinal, rot, vai se referir a determinados rituais, e a palavra estação, no plural, moradim, vai se referir aos momentos de encontro que a Assembleia, que é a congregação de Israel, tem, portanto, com Deus. O próprio santuário vai ser chamado roel mored.

Portanto, a palavra mored vem justamente de lá atrás, como nós vimos, de estação. Ora, isto é interessante porque, neste caso, o Sol e a Lua não vão apenas existir para separar o dia da noite, mas também para designar os momentos destas festas religiosas, destas festas anuais, onde o povo de Deus é convidado a celebrar o próprio Deus. E essas festas religiosas vão estar relacionadas com os momentos da sua atividade agrícola. Por exemplo, em Êxodo no capítulo 12 e no versículo 2 é dito, este mesmo mês, estamos a falar da festa da Páscoa, este mesmo mês vos será o princípio dos meses, será o primeiro dos meses do ano.

Estamos, portanto, a falar do mês de Habib, nós já iremos ver, e o próprio livro de Deuteronómio, no capítulo 16 e no versículo 1, diria, guarda o mês de Habib e celebra a Páscoa do Senhor teu Deus, porque no mês de Habib o Senhor teu Deus te tirou do Egito. de noite. Há, portanto, um calendário de festas religiosas que segue, portanto, o calendário lunar. Nós poderemos ver esse calendário para que as pessoas possam ter uma percepção do que é que nós estamos a falar. E vão verificar que há uma primeira coluna, onde ali está o mês de Habib, E não há muitos meses em hebraico, porque nós não sabemos, nesta altura, o nome de todos os meses.

A Bíblia não nos dava o nome de todos os meses. Dava-nos apenas o primeiro mês, o segundo mês, Habib, Ziv, e depois o sétimo e o oitavo mês, Etani, para o sétimo, Bul, para o oitavo mês. Estes são os nomes hebraicos. E não há nenhum registro arqueológico? Não há ainda nenhum registro arqueológico. Os outros nomes, nós já iremos ver de onde é que vem a sua origem. Os nomes depois dos meses, poderiam ser o terceiro mês, o quarto mês, o quinto mês, vinham designados numericamente. Mas nós podemos ver, por exemplo, que para a festa de Habib, a sua equivalência moderna seria entre o mês de Março e o mês de Abril, e é verdade, entre o mês de Março e o mês de Abril, onde nós celebramos a Páscoa. e coincidiria com as festas dos pensasmos e as festas das premissas.

Estamos, por exemplo, na primavera. Se formos, por exemplo, para o mês sétimo, o mês de Etáni, que já seria o mês de setembro-outubro, correspondente ao nosso setembro-outubro, onde se dariam as primeiras chuvas, haveria aí também uma série de festas que eram comuns ao povo de Israel e muito importantes do ponto de vista religioso. A festa das trombetas, o dia das expiações e a festa dos tabernáculos. E, portanto, temos esta relação muito importante entre o calendário religioso e este calendário agrícola. Percebemos também uma coisa, é que o início do calendário religioso não coincide com o ano civil.

Nós poderíamos até dizer que há um ano religioso que se inicia com o mês de Abib e que há um ano civil, um calendário civil e que se iniciava com a Lua Nova mais próxima do equinócio de inverno. Como o ano lunar era mais curto, como nós já mencionámos, que o ano solar iria-se adicionar um último mês, dir-se-ia um 13º mês de X em X anos, que repetia o nome do 12º mês, que era o mês de Hadar, havia um Hadar II, diríamos assim, para colmatar justamente essa decalagem. Mas este calendário é muito útil porque nos pode situar a nós hoje, na nossa perspectiva de contar o tempo, como é que os israelitas contavam o tempo deles.

Origem dos meses hebraicos

Muito bem. Creio que ainda há um terceiro elemento que nós podemos ainda abordar no âmbito deste assunto relacionado com o calendário da Bíblia e que nos é lançado pela terceira e última pergunta. O nosso tempo já está um pouquinho limitado, mas ainda dará tempo. E a pergunta é como é que surgiram os nomes dos meses do ano hebraicos? Ora bem, os outros nomes que nós conhecemos, como vimos só via 1-4, os outros nomes que nós conhecemos vêm do cativeiro babilónico. Nós vamos justamente ver aqui a frase para quem nos está a seguir pela televisão. Os nomes pelos quais os meses hebraicos são designados vêm do cativeiro babilónico. Habib vai ser Nisan, e depois o mês segundo, Yar, Sivan, Tamuz, Rab, Helul, Tisri, Mashvan, Kisleu, Tabet, Shebat e Adar.

E aqui temos os 12 meses. Eles vêm do cativeiro babilónico. Não são originários. Nós não sabemos quais eram os meses originários. E, portanto, é a partir do cativeiro de Babilónia que estes meses vão surgir. É claro que nem sempre o povo de Israel seguia ao longo da sua história estes meses. Nós temos outros registros. portanto, do período em que Israel esteve sob o domínio helénico, do domínio dos gregos, mais concretamente dos celéucidas. Os livros deutrocanónicos de II de Macabeus e de Tobias vão-nos falar do nome de alguns meses macedónios, É engraçado.

Mais tarde, os escritos de Qumram vão-nos dar uma outra indicação de que haveria um calendário que esta comunidade de Qumram seguiria de 364 dias, interessante, baseado no ritmo da semana. Mas, em conclusão, o que é que nós podemos afirmar? Nós podemos afirmar, como nós iremos ver, em conclusão, que o calendário bíblico era um calendário lunar que tinha, no total do ano, estes 354 dias, que dava origem a dois momentos importantes na história do povo de Deus. O início do ano religioso no mês de Habib, ou agora, como nós já sabemos, no nome babilónico, o mês de Nizan, mas que na verdade era o sétimo mês.

O mês de Tichéry, que embora fosse um mês autunal, marcava o primeiro mês do ano civil. o sétimo do ano religioso. E era assim que as pessoas viviam o seu calendário.

Considerações finais

Espero-vos ter ajudado na compreensão de como é que funcionava o calendário nos tempos bíblicos, mas mais ou menos era desta maneira. Ok, Arthur, muito obrigado. Creio que ficámos todos bastante elucidados sobre este assunto relacionado com o calendário na Bíblia e como ele era estabelecido e acredito também que o nosso telespectador ouvinte que lançou a primeira pergunta terá também ficado esclarecido e agradecemos também a ele porque acabou por lançar este tema e a oportunidade de o esclarecer aqui no nosso Fórum Bíblico. Para si que nos acompanha pela televisão, no YouTube ou então pela rádio, quero apresentar-lhe novamente o Guia de Estudo da Bíblia e Virências. Ao longo das suas páginas, o Dr. Rodrigo Silva vai convidá-lo para uma jornada fascinante de reflexão e de questionamento, E eu tenho a certeza que ele ajudá-lo a encontrar respostas que vão seguramente alicerçar a sua confiança na Palavra de Deus.

Já sabe, este Guia de Estudo da Bíblia é uma oferta muito especial que temos para si, totalmente gratuita, e pode pedir o seu agora mesmo, enviando-nos uma mensagem para o número 933-939291. Como já percebeu, pode participar no Programa Fórum Bíblico através do envio das suas perguntas para o nosso e-mail programas arroba novotempo.pt ou então, se preferir, por mensagem pelo WhatsApp ou SMS para o mesmo número 933 93 9291. Se nos está a ver no canal 186 da MEU ou no YouTube da Novo Tempo, deixe-se ficar e acompanhe a restante programação. Se por acaso nos ouve na rádio, fique sintonizado na frequência 91.2 FM e desfrute da emissão da RCS.

O nosso programa termina assim por aqui, mas nós voltamos a abrir o Fórum Bíblico na próxima semana porque queremos continuar a responder às suas perguntas. Ficamos assim a aguardar pela sua questão. Fica também o Encontro do Mercado. Esperamos por si. Até lá.

Sobre este episódio

O tempo, essa dimensão que molda as nossas vidas, sempre fascinou a humanidade. Mas como era medido nos tempos bíblicos? Será que os antigos israelitas se guiavam por um calendário de 12 meses, tal como nós hoje? Neste episódio, embarcamos numa fascinante viagem através da história e das Escrituras para desvendar os segredos dos calendários antigos, explorando como os povos da Antiguidade registavam os dias, os meses e os anos. Uma pergunta intrigante lança-nos ao cerne desta discussão, prometendo-nos revelações sobre a forma como o tempo era percebido e organizado na Bíblia. Acompanhe o teólogo Artur Machado enquanto ele explora as nuances do calendário na Bíblia, revelando a sua ligação intrínseca com os ciclos lunares e solares, e como estes influenciaram a vida religiosa e agrícola do povo de Israel.

Pontos-chave a descobrir: * A surpreendente omissão de "Sol" e "Lua" nos primeiros relatos bíblicos e a sua possível razão. * Os dois principais sistemas de contagem do tempo na Antiguidade. * A origem e significado dos nomes hebraicos dos meses. * Como o calendário bíblico se interligava com as festividades religiosas e os rituais do Tabernáculo. * A influência do cativeiro babilónico na estrutura do calendário hebraico. * A distinção entre o ano religioso e o ano civil na tradição judaica.

Prepare-se para uma análise profunda que irá transformar a sua compreensão do tempo na Bíblia.

Série
Fórum Bíblico · 67 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 13
Estreou
26 de Junho de 2025
Categoria
Espiritualidade