26:47Seja muito bem-vindo ao programa Sola Scritura, o novo programa da TV Novo Tempo Portugal. Hoje, iniciamos uma série que vai levar-nos a um dos momentos mais decisivos da história do Cristianismo, a Reforma Protestante. E como tal, não podíamos começar por outro reformador, senão por Martinho Lutero. Lutero, na sua busca sincera pela verdade, redescobriu uma doutrina que tinha sido quase esquecida, a justificação pela fé. Neste episódio, vamos conhecer a vida de Lutero, a sua coragem, os conflitos que enfrentou e a doutrina bíblica, que não só mudou a sua vida, mas também a história deste mundo. Fique connosco, porque a jornada de redescoberta da verdade começa agora.
Martinho Lutero é uma das figuras mais marcantes da história do cristianismo e da civilização ocidental. O seu nome está ligado ao surgimento da reforma protestante no século XVI. Um movimento que não apenas transformou a fé cristã, mas teve profundas consequências sociais, culturais e também políticas. Ruben, onde e quando nasceu Martinho Lutero e como era o seu contexto familiar e como é que foi a sua juventude? Martin Luther nasceu 10 de novembro de 1483 em Eisleben, no sacro Império Romano Germânico, que atualmente é mais ou menos a Alemanha. Pouco depois a família mudou-se para Mansfeld, que era uma vila mineira onde o pai, Hans Luther, trabalhava na indústria da extração e fundição do cobre.
Luther viria a identificar-se com esta terra ao longo da sua vida, usando frequentemente a expressão ex-Mansfeld, nas suas assinaturas uma fórmula em latim que significa de Mansfield, indicando o seu vínculo pessoal e efetivo à cidade onde ele cresceu. Lutero permaneceu fiel a Mansfield durante toda a sua vida e, por exemplo, quando ele se matriculou na Universidade de Erfurt, ele inscreveu-se como Martinus Luder ex-Mansfield, ou seja, Martinho Lutero de Mansfield. A formação académica de Martim Goulter começou cedo, frequentou as escolas do Latim em Mansfeld, em Magdeburgo e Eisenach, destacando-se pelo seu gosto pelo estudo e pela disciplina.
Em 1501, com apenas 17 anos de idade, ele ingressou na prestigiada Universidade de Erfurt, onde se distinguiu como um estudante exemplar, com talento para o raciocinológico e para a argumentação. Concluiu o grau de Bacharel em 1502 e o de Mestre em Artes em 1505, terminando os estudos com distinção. Atendendo ao desejo do pai, que sonhava para ele uma carreira respeitável, Lutero então iniciou o seu curso em Direito. Tudo dava a crer então que Martinho Lutero tinha já a sua carreira acadêmica já estabelecida e previamente definida. No entanto, o que é que levou Martinho Lutero a tornar-se monge e como é que foi a sua vida religiosa inicialmente? Então, no ano em que ele iniciou o curso de Direito, durante uma viagem, ele foi apanhado por uma violenta tempestade nos arredores de Stottenheim.
Foi uma tempestade mesmo muito, muito forte, ao ponto de ele temer pela sua própria vida. Como diz no seu livro, o Roland Baten, Ele diz o seguinte, a lutar para se levantar, gritou apavorado, Santa Ana, ajuda-me, e eu tornar-me em um monge. A realidade é que ele não morreu naquela tempestade, ele sobreviveu, e então, poucos dias depois, cumprindo a sua promessa, ingressou no convento agostiniano de Erfurt, decisão que desagradou profundamente ao seu pai. No mosteiro, Luther mergulhou numa vida de asceticismo. Ele entregava-se a jejões rigorosos, a longas orações, a confissões constantes, a penitências severas a ele próprio, mas continuava a sentir-se indigno diante de Deus.
A sua alma estava inquieta, atormentada pela culpa e pelo medo da condenação. Fazendo ele constantemente estes jejuns e estas punições, como é que ele passa daí até à convicção sobre a justificação pela fé? Foi através do seu superior, o Johann von Staupitz, quem o encorajou a estudar as Escrituras e a confiar na Graça Divina. Com o apoio de Staupitz, Luther foi transferido para a recém-fundada Universidade de Wittenberg, onde iniciou os estudos teológicos mais aprofundados. E em 512, ele obteve o doutoramento em Teologia e foi nomeado professor da Bíblia. Começou então a lecionar as Escrituras, com especial ênfase nas Epístolas de Paulo.
Eram as Epístolas a parte preferida dele da Bíblia. Foi durante este intenso período de estudo que teve uma experiência transformadora. Enquanto meditava em Romanos 1.17, onde diz, o justo viverá pela fé. Esta descoberta levou à compreensão de que a justificação é um dão gratuito de Deus, que é recebido pela fé, doutrina que se tornaria o coração da sua mensagem
e da futura reforma protestante. Nós chegámos agora a um ponto que marca claramente um antes e um depois na reforma protestante. O que é que motivou a Martino Lutero para a publicação das 95 teses e qual foi a reação da Igreja de Altura? Foi em 31 de outubro de 1517, quando Martinho Lutera publicou as suas 95 teses dirigidas contra a prática da venda de inteligências. Segundo a tradição, ele afixou essas teses na porta da igreja do Castelo de Wittenberg, que era um local habitual para anúncios académicos e servia de convite para o debate teológico. Portanto, não foi nada extraordinário, era algo normal colocar lá anúncios, colocar lá desafios para as pessoas debaterem na universidade e foi isso que aconteceu.
E embora o texto fosse inicialmente destinado ao circo académico, rapidamente se espalhou por toda a Alemanha. e foi impulsionado pela recém-inventada prensa móvel desenvolvida por Eheims Gutenberg no século XV. O seu conteúdo direto, escrito então corajoso, denunciava práticas que, segundo Lutero, deturpavam o verdadeiro arrependimento cristal. E entre os abusos que mais o escandalizavam, destaca-se a pregação de Johannes Tzetzel, que foi um frado dominicano, que promovia a venda de indulgências lá na Alemanha como forma de perdão garantido. Uma das frases atribuídas a Tzetzel, e repetida em sermões públicos, ele dizia, assim que entra lá a moeda no cofre, a alma salta do purgatório.
Vemos isso no livro de Roland Baten. Para Luther, isto era inadmissível. Considerava tal prática, reduzia a graça de Deus a uma simples transação financeira e iludia os fiéis, levando-nos a pensar que o perdão divino podia ser comprado. Foi essa indignação que motivou a redacção das TED. A reação das autoridades eclesiásticas não tardou. Ao questionar a autoridade papal sobre as indulgências, Lutero acabava por tocar no próprio coração da estrutura doutrinária económica da Igreja. O conflito com Roma foi intensificando-se nos anos seguintes, à medida que Lutero publicava novos escritos e recusava retratar-se. Finalmente, em 1520, Foi excomungado pelo Papa Leão X.
Através da bola é que surge Domine. E depois então de ser excomungado, qual é a reação de Lutero e o que é que aconteceu após essa excomunhão? Então, no ano seguinte, ele foi convocado para comparecer perante o Imperador Carlos V na dieta de Worms. E no livro de Roland Baiton, o livro Here I Stand, lemos sobre o episódio lá em Worms, diante das autoridades religiosas e civis do Império, quando Lutero foi instado a retartar-se. A sua resposta tornou-se lendária. Ele disse o seguinte, não posso fazer outra coisa. Estou aqui. Que Deus me ajude. Amém. Declarado fora da lei, e ele foi protegido por Federico o Sábio e levado em segredo para o Castelo de Vartburgo.
Nesse período, ele dedicou-se intensamente à tradução do Novo Testamento para o alemão, um trabalho que se tornaria um marco não apenas na história da Reforma, mas também na formação da língua alemã moderna. A sua tradução foi publicada em 522. Não apenas tornou as escrituras acessíveis ao povo, como também unificou os vários dialetos regionais que existiam espalhados pela Alemanha e ajudou a estabelecer um padrão linguístico compreensível em toda a Alemanha. Louter não traduziu palavra por palavra e ele procurou uma linguagem mais viva, mais próxima das pessoas, do povo comum, indo muitas vezes aos mercados, indo às praças para escutar como é que as pessoas falavam.
Como ele próprio afirmou, é preciso perguntar à mãe em casa, às crianças na rua, ao homem comum no mercado olhar-lhes para a boca como adivinhar como falam e depois traduzir conforme isso, assim é que eles nos entendem e sabem que estamos a falar em alemão como eles. Esta tradução não só aproximou o povo das escrituras, como também teve um impacto duradouro na literatura, na pedagogia e na cultura alemã. Isso mostra-nos que a vida de Lutero foi uma vida bastante preenchida. E a pergunta que eu te faço agora é, como é que foi a vida de Lutero depois desta dieta de Worms? Em 522, ele regressou a Wittenberg e retomou a liderança da Reforma.
E passados dois anos, mais ou menos dois anos, em 525, ele casou-se com Catarina von Bora. que era uma antiga freira que deixaram o convento depois de aceitar as ideias da reforma. O casamento inicialmente gerou alguma controvérsia, mas mais tarde tornou-se um exemplo do novo modelo de vida cristal protestante. Catarina foi uma companheira capaz, ela administrava a casa, a horta, a criação dos filhos e da hospedaria que eles tinham. Tiveram seis filhos e lá na hospedaria eles acolheram estudantes, Acolheram colegas. A Casa do Lutero tornou-se um centro de vida teológica, familiar e pastoral. A teologia do Lutero era profunda, mas também enraizada na vida cotidiana.
Como escreve um estudiador, o Landel Roper, no seu livro, ele diz, e ele próprio era um homem profundamente emotivo. A sua teologia tem de ser entendida em relação ao próprio homem, ou seja, à sua personalidade, ao seu caráter. Nos últimos anos, Lutero continuou a escrever, a pregar e a orientar a Igreja Luterana, que se consolidava na Saxónia e noutras regiões da Europa. Redigiu catequismos, hinos, sermões e tratados, deixando um vasto legado doutrinário e pastoral. A sua influência era imensa, mas também enfrentou tensões internas. e divergências entre reformadores. Há pouco, antes da pergunta, eu dizia que a vida dele tinha sido bastante preenchida e depois de ouvir esta resposta foi ainda mais preenchida do que nós estávamos, do que sabíamos inicialmente.
Mas o que eu quero saber agora é como é que terminou a vida de Lutero e qual foi o seu impacto. Então, em fevereiro de 1546, mesmo tendo uma saúde já debilitada, Lutero viajou a Eisleben que foi a sua terra natal, para mediar um conflito entre condos lá em Mannesfeld. Era um assunto civil que envolvia disputas entre minas e heranças. e os condos achavam que só o Luther podia resolver aquele problema. Então ele lá foi, e lá ele também pregou, escreveu cartas e até redigiu o seu testamento, mas no dia 18 de fevereiro, após dias de dozes intensas e febre, acabou mesmo por falecer. Segundo o seu amigo, o Justus Jonas, as suas últimas palavras foram, somos todos mendigos, é verdade.
Ao dizer que somos mendigos, Luther expressa a essência da justificação pela fé, Dentro de Deus, nós não temos nada para oferecer. Somos espiritualmente pobres, completamente dependentes da graça divina. A morte de Luther não marcou o fim da reforma, mas sim o início de uma nova fase, com a sua teologia já enraizada e um movimento reformador a expandir-se pela Europa. O legado de Martin Luther é vasto. O seu pensamento não apenas moldou o Protestantismo, mas também influenciou a educação, a política, a música e o conceito de liberdade de consciência. Com o resumo Martin Martin no seu livro, ele mudou não apenas o cristianismo, mas também o curso da história ocidental.
Luther promoveu também a liturgia na língua do povo, a composição de hinos congregacionais e a educação cristã das crianças. A sua influência na cultura europeia é inegável. Como escreveu Erich Metaxas no seu livro, que ele foi um dos principais motores na criação do futuro complexo e livre que vivemos hoje. Hoje, mais de 500 anos depois, o seu nome continua a ser lembrado como sinónimo de coragem, de convicção e reforma espiritual. Ao longo deste programa estamos a conhecer a vida e os ideais de homens e mulheres que marcaram a história de fé. Sabia que pode aprofundar este conhecimento de forma pessoal e gratuita? Quero apresentar-lhe a revista O Grande Conflito, um curso bíblico ilustrado que vai guiá-lo por temas fundamentais da Palavra de Deus, através da história do Cristianismo e da Reforma Protestante.
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Hoje vamos explorar a história de uma das doutrinas mais importantes do cristianismo, a justificação pela fé. Desde os tempos dos apóstolos até os nossos dias, esta verdade bíblica tem transformado vidas. Na igreja primitiva, os apóstolos proclamavam, o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. Esta mensagem era o coração do Evangelho. A salvação era entendida como um dão gratuito de Deus concedido a quem crê em Jesus Cristo. Não era algo que se pudesse comprar ou algo que se pudesse conquistar. No entanto, com o passar dos séculos, esta doutrina foi sendo substituída por um sistema cada vez mais complexo e institucionalizado.
Durante a Idade Média, a Igreja Católica ensinava que a justificação era um processo gradual que começava com o batismo, era alimentado pelos sacramentos e só se completava com a ajuda de obras e penitências. os sacramentos tornaram-se os meios exclusivos pelas quais a graça de Deus era comunicada. Havia um sete, o batismo, a confirmação, a eucaristia, a penitência, a unção dos enfermos, o sacerdócio e o matrimónio. A salvação dependia da recessão fiel e contínua destes rituais sempre ministrados pelo clero. Por exemplo, após a confissão, A confissão ao sacerdote, o crente tinha de cumprir uma penitência como rezas, ou jejuns, ou peregrinações, ou até uma esmola.
Isso era considerado essencial para recuperar a graça perdida após o pecado. Entretanto, surgiu a crença no purgatório, ou seja, num espaço intermediário entre o céu e o inferno, onde as almas eram purificadas. Esta crença levou ao surgimento das indulgências, pois as práticas religiosas, como as missas e indulgências, eram incentivadas como forma de aliviar o sofrimento das almas retidas lá, no purgatório. As inteligências eram documentos que os crentes compravam à igreja, a declarar o perdão dos seus pecados, pois a igreja afirmava possuir um tesouro, sim, um tesouro de méritos dos santos, dos quais podia extrair perdão em troca de dinheiro.
Todo este sistema colocava a salvação nas mãos da igreja e produziam medo às pessoas, produzia insegurança e dependência e muitos viviam angustiados sem nunca saber se estavam em paz com Deus. É neste contexto que, no século XVI, Martinho Lutero, um monge agostiniano que vivia atormentado pela culpa e com medo do juízo, redescobriu a doutrina esquecida da justificação pela fé. Foi quando ele estava a meditar em Romanos 1.17, onde diz o justo viverá pela fé. Esta compreensão libertou a sua alma. Como confessou mais tarde, meditava de dia e noite até que vi a ligação entre a justiça de Deus e a afirmação de que o justo viverá pela fé.
Então compreendi que a justiça de Deus é aquela pela qual, pela graça e pura misericórdia, Deus nos justifica mediante a fé. Lutero concluiu que a justificação não é um processo humano. mas um ato soberano de Deus, pelo qual o pecador é declarado justo com base na sua fé em Cristo. A justiça de Jesus é imputada ao crente, não conquistada gradualmente. Nascia assim o lema da Reforma, sola fide, a fé somente. Outros reformadores, como Calvino, Zwinglio e Tyndale, aprofundaram esta doutrina e devolveram à Bíblia a autoridade que lhes era devida.
A Igreja Católica respondeu com firmeza no Concilio de Trento, declarando que a fé sozinha não é suficiente e reafirmando o papel dos sacramentos e das obras. A partir daí, a divisão tornou-se oficial. Nos séculos seguintes, a doutrina manteve-se viva e, por exemplo, no século XVIII, John Wesley reacendeu a chama da justificação pela fé, ligando-a à santificação. A justificação pela fé continua a ser fundamental, porque nos recorda de que não somos aceitos por Deus por sermos bons, por fazermos sacrifícios ou por cumprirmos rituais religiosos. Somos aceitos porque Jesus Cristo, perfeito e sem pecado, morreu por nós, ressuscitou e ofereceu-nos a sua justiça como um dão.
Quando o queremos nele, Deus declara-nos justos, não com base no que fazemos, mas com base no que Cristo já fez por nós.
Ruben, o que significa ser justificado? Então, em Romanos 3.24 nós vemos que somos justificados pela redenção que há em Cristo Jesus. O que é que isto significa? Significa que somos declarados justos diante de Deus. Significa que a justificação não é um ato do homem. Nós não podemos nos justificar nós mesmos. Nós não nos podemos perdoar. É um ato só de Deus. E Deus declara justo o pecador com base na fé em Cristo. É isto que é justificação. Quem precisa, então, de ser justificado? É uma pergunta muito interessante, porque o apóstolo Paulo escreve, em Romanos 3.10, que não há um justo nenhum sequer. E em Isaías 74, nós vemos que todas as nossas justiças, ou seja, as nossas boas obras, as nossas tentativas de obediência, são como trapos de imundícia.
E também em Romanos 5.18 diz que, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos, os homens, para a condenação. O que é que isto quer dizer? Reparem bem, quer dizer que todos os seres humanos que já viveram, que vivem e que não viverão, já são pecadores e estão afastados de Deus. A condição humana é uma condição de injustiça e de impureza, ou seja, todos nós precisamos da justificação, sendo justificados gratuitamente por Deus. E como é que somos justificados então dentro de Deus? O apóstolo Paulo fala muito sobre este assunto. Em Romanos 3.28 ele diz-nos que somos justificados pela fé, sem as obras. Em Gálatas 2.16 diz exatamente igual, sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei.
Então como é que nós somos justificados? A justificação é pela fé em Cristo. Ele não depende daquilo que eu faça, nem das obras, nem dos méritos humanos. E é um ato da graça de Deus. Qual é, então, a base da justificação segundo Cristo? A base da justificação segundo Cristo, mais uma vez, é muito bem explicada para o Apóstolo Paulo, quer em Coríntios, quer em Romanos. Por exemplo, em 2 Coríntios 5,21, ele diz que Cristo se fez pecado por nós para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. Em Romanos 5 começa logo esse capítulo a dizer que, justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo. Ou seja, Cristo tomou o nosso lugar e Ele levou os nossos pecados.
A sua morte e ressurreição tornam possível a reconciliação com Deus. E torna possível termos paz com Deus como? Por meio de Cristo. Então qual é que é a relação entre a fé e as obras? Essa é uma dúvida que tem estado presente ao longo da história do cristianismo. Mas a Bíblia é muito clara. Por exemplo, em Efésios capítulo 2, versículo 10, diz Paulo que somos criados em Cristo Jesus para as boas obras. Em Tiago, capítulo 2, versículo 17, diz Jesus que assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesmo. Ou seja, qual é a ligação entre obras e fé? As obras não nos salvam.
As obras não nos justificam, não nos perdoam, mas elas são o resultado natural de uma fé verdadeira. Nós não somos salvos pelas obras, mas a fé genuína tem que se demonstrar, ou seja, quem está realmente a ter uma relação pessoal completa com Cristo, a sua vida vai passar a ser diferente. Então, a fé genuína produz uma vida transformada. É por isso que Tiago diz que a fé sem obras é morte. Já aceitou a justificação pela fé em Cristo? Deus lança-no este desafio, confiar na sua graça.
Não dependa das suas próprias obras, dos seus esforços ou da sua obediência, mas entregue a sua confiança em Cristo. Sola Fidei. Justificação pela fé. É a certeza do perdão dos nossos pecados por Cristo Jesus. Muito obrigado por ter estado connosco neste primeiro episódio do Sola Scriptura. Na próxima semana vamos conhecer outro reformador corajoso e descobrir outra doutrina poderosa que a Palavra de Deus tem para nós. Até lá, que o Senhor o abençoe e lembre-se, justificação é pela fé, sola fide.
Embarque numa jornada fascinante através de um dos momentos mais marcantes da história do Cristianismo: a Reforma Protestante! Neste episódio inaugural, mergulhamos na vida extraordinária de Martinho Lutero, um monge agostiniano cuja busca incessante pela verdade abalou os alicerces de uma era. Descubra como a sua coragem inabalável o levou a desafiar as práticas da sua época e a redescobrir uma doutrina transformadora, quase esquecida, que viria a moldar o futuro da fé: a justificação pela fé. Acompanhe a sua evolução desde os primeiros anos de formação académica até ao momento decisivo que o impulsionou a confrontar as autoridades e a mudar o rumo da história. Prepare-se para testemunhar o impacto avassalador das suas 95 Teses, um gesto que acendeu a chama da Reforma e provocou uma revolução religiosa e social. Conheça os desafios que enfrentou, desde a excomunhão até ao seu audaz posicionamento na Dieta de Worms, e a sua incansável dedicação à tradução da Bíblia para o alemão, um feito que não só democratizou as Escrituras, mas também unificou a língua. Este episódio desvenda o legado profundo de Lutero, um homem que, com a sua vida e teologia, nos lembra que a salvação é um dom gratuito de Deus, recebido pela fé.
Neste episódio, vamos abordar: