O Género de Deus

O Género de Deus

25 de Setembro de 202526 min 17 s

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Olá, seja muito bem-vindo. É uma alegria tê-lo connosco mais uma vez no Fórum Bíblico. Agradecemos a sua presença para mais uma edição deste nosso encontro semanal. Agradecemos também a participação de todos aqueles que nos têm e que continuam a enviar as suas perguntas. Já sabe, este é um programa aberto à sua participação e todas as semanas nós procuramos responder a questões relacionadas com a Bíblia, ajudando-a a esclarecer dúvidas e a aprofundar a compreensão do texto sagrado. O nosso objetivo é proporcionar aqui uma resposta para cada pergunta que nos chega. Por isso, aproveite agora mesmo esta oportunidade para enviar as suas dúvidas sobre qualquer tema bíblico. Pode fazê-lo através do e-mail enviando para programas arroba novotempo.pt ou enviando-nos uma mensagem para o número 933 939291.

Seja qual for o meio escolhido, não se esqueça de indicar o nome do programa, já sabe, Fórum Bíblico. Lembramos que pode acompanhar o Fórum Bíblico na televisão, no canal 186 da MEU, ou então, se preferir, através do YouTube da Novo Tempo Portugal, ou em alternativa, e se gosta de ouvir rádio, pode ouvir-nos na Rádio RCS em 91.2 FM, se por acaso estiver na Grande Lisboa, ou então, em qualquer lugar do mundo, através do site em radiorcs.novotempo.pt. As perguntas que hoje trazemos introduzem um tema muito interessante, eu até diria delicado e que talvez desperte muita curiosidade, e ele prende-se com o facto de que se nós formos criados à imagem de Deus, e essa imagem inclui homem e mulher, o que nos diz isso sobre o próprio Criador?

Será Deus masculino, feminino ou nenhum dos dois? abro assim a porta para abordar um tema profundo, o género de Deus à luz da Escritura. E para nos ajudar a responder às questões que temos sobre este tema, está connosco, como sempre, o teólogo Arturo Machado. Olá, Arturo. Bem-vindo. Muito obrigado por estar novamente connosco esta semana para responder a perguntas que hoje nos abrem o tema do género de Deus. E vamos, sem demora, já conhecer a primeira pergunta.

Metáforas femininas sobre Deus

do nosso programa e que vai lançar este tema, o género de Deus. A pergunta é, pode Deus ter um género? Se o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus e o ser humano pode ter género masculino ou feminino, não seria de esperar que Deus tivesse também um ou os dois géneros? O que diz a Bíblia sobre isso? Ora, aqui temos uma pergunta que já fez correr muitos rios de tinta. E é um facto, quando nós abrimos a Bíblia, nós encontramos várias imagens sobre Deus e, sobretudo, encontramos Deus que pode vir a ser até retratado no feminino. Um exemplo disso aparece no livro de números, no capítulo 11 e no versículo 12, Moisés faz uma série de perguntas a Deus, quase do género de perguntas retóricas, mas que têm Deus como objeto e que, no fundo dessas perguntas, o que elas traduzem é que Deus teria sido o autor do povo de Israel.

Mas as perguntas são feitas como se Deus fosse a mãe do povo de Israel. Por exemplo, Moisés diz assim, concebi eu, porventura, todo este povo, gerei-o eu, para que me dissesses que o levasse ao colo, como o haio leva o que cria, à terra que juraste a seus pais. E, portanto, a imagem que Moisés aqui passa é de uma mulher que gerou um filho e que cria esse mesmo filho. E, portanto, temos aqui uma imagem, uma metáfora feminina para descrever Deus. Houve também especialistas que usaram um dos nomes de Deus. E nós vamos ver no ecrã um dos nomes de Deus que foi dado e que é apresentado na Bíblia, que é o nome Shaddai. Aqui está Shaddai. significa justamente o poderoso.

E alguns especialistas dizem que esta palavra, Shaddai, pode vir da raiz Shad, que significa o peito. E, neste caso, portanto, o título de Deus seria o poderoso. peito, como sendo aquele que alimenta ou aquele que providencia para o seu povo. Aliás, um dos especialistas, William Albright, dizia que esta raiz, esta palavra hebraica, Shaddai, viria do Acádio, Sadu, que significa justamente peito. E houve outros especialistas que mencionaram que das seis ocorrências que esta palavra tem no livro de Génesis, elas estão relacionadas num contexto de fecundidade ou num contexto de fertilidade.

Porém, há outros especialistas também que dizem que a palavra Shaddai não vem de peito, mas vem sobretudo da montanha. E vem-nos a aparecer justamente aqui. A palavra Shaddai viria de uma outra raiz que significa montanha. Portanto, o deus poderoso da montanha, sem deixar de perder a ligação com o contexto da fertilidade ou, digamos, com a outra assunção que nós vimos que seria o peito ou o ventre. Aliás, há passagens onde justamente há uma justa posição desta ligação da palavra Shaddai com a palavra peitos. Deus é descrito, por exemplo, como uma mulher cujos peitos alimentam o povo israel.

Porém, é de notar que, no livro de Deuteronómio, a metáfora que é utilizada aí para dizer que Deus alimenta faz alusão ao mel e não ao leite. Também os profetas fazem muitas imagens, apresentam muitas imagens femininas sobre Deus. Por exemplo, o profeta Isaías. O profeta Isaías apresenta a Deus como uma mulher que grita ao dar à luz. Em Isaías, no capítulo 49, 42, perdão, e no versículo 14, é dito assim, por muito tempo me calei, estive em silêncio e me contive, mas agora darei gritos como aquela que está de parto. e a todos assolarei e, juntamente, devorarei." E, portanto, Deus é apresentado como a mulher que grita no momento de conceber.

E, uns capítulos mais adiante, Israel é apresentado como tendo sido carregado por Deus, levado por Deus desde o ventre. No capítulo 46 de Isaías e no versículo 3. E, no capítulo 49, Deus é comparado a uma mãe que alimenta. Vai haver aqui, sobretudo, um jogo de palavras, porque o profeta Isaías vai utilizar a palavra rahamim, um plural, que na verdade significa as entranhas. Mas rahamim vem, portanto, no singular da palavra rehem, que significa útero ou ventre. E aqui temos, portanto, mais uma vez uma imagem. Rahmim está conotado com a compaixão, com a misericórdia, com o amor.

Mas desta palavra, rehem, faz-nos notar que entre o físico, que aqui nos transporta o corpo físico, o rehem, o utro, o ventre, e o que daí pode adivir, ou seja, o emocional, Há uma ligação muito forte, tal como numa mulher. A mulher carrega o seu filho no ventre, num aspecto físico, mas essa ligação dá-lhe uma forte ligação sentimental e emocional, que mais ninguém pode perceber. Da mesma maneira, apresenta a Isaías a mesma coisa. O outro é, digamos, o veículo que vai proporcionar essas emoções de misericórdia, de amor, de compaixão de Deus, que essas metáforas apresentadas por Isaías querem realmente traduzir.

E há outros profetas, por exemplo, Oseias. Embora Oseias vá, sobretudo, apresentar no seu livro Deus como marido, fiel de uma mulher infiel, que é o povo de Israel. Às vezes ele apresenta termos no próprio livro de Euseias que fazem perceber que Deus age para com Israel como uma mãe age para com o seu filho. E a mesma coisa vai acontecer no livro de Salmos, nos livros poéticos, também no livro de provérbios. Por exemplo, a sabedoria que na Bíblia se traduz pela palavra okma. é feminina.

Aqui temos uma palavra feminina. Aliás, ela vai assumir as prerrogativas de Deus, é a doadora da vida e da morte, a fonte legítima do governo, mas Por exemplo, quando ela se apresenta, ela apresenta-se como Deus se costuma apresentar. Ela vai dizer num livro de provérbios, eu a sabedoria. Ora, Deus justamente apresenta-se na Bíblia, eu o Senhor teu Deus. E as divindades dos povos pagãos em volta de Israel apresentavam-se normalmente assim, a Deus aí estar, nos escritos que nós temos da altura, dizem eu estar de Arabella, ou eu Isis, a Divina. E, portanto, a sabedoria vai-se nos apresentar muitas vezes desta maneira feminina.

Porém, em Provérbios, capítulo 8, versículo 30, ela muda, deixa de ser uma figura feminina, para passar a ser Ramón. Ramón é o mestre artesão. E aqui temos, portanto, duas imagens. Uma feminina, uma masculina. Ambas na tentativa de descrever Deus. Ambas na tentativa de descreverem quem é que está por trás desta metáfora da sabedoria. e nós não temos tempo aqui de o evocar, vamos evocá-lo mais tarde num outro programa, Provérbios 8 é uma boa maneira de descrever a figura de Jesus Cristo. E, portanto, a expressão aparece.

Temos aqui, portanto, na Bíblia, um conjunto de circunstâncias, um conjunto de situações em que Deus vai ser descrito de uma maneira feminina, sem que esse género se possa dizer é o género de Deus. É uma maneira de descrever Deus, é uma metáfora. Tal como Deus também é descrito por uma metáfora masculina, sem que se diga concretamente que ele tem o género masculino. Deus é descrito como uma mãe, não há dúvida, ele também é descrito como um pai. Tantas imagens não se resumem só a um género específico. Exatamente.

É uma forma da Bíblia nos poder descrever Deus de maneira a que as pessoas o possam apreender, compreender. Uma mãe, normalmente, é carinhosa, tem mais cuidado e, na verdade, naquele tempo, as mães cuidavam dos seus filhos até uma determinada idade, depois eles passavam para a esfera do pai. E é uma maneira de mostrar como é que Deus sente, o que é que Deus sente. Mas utilizando uma descrição com linguagem humana, não é? Para facilitar a compreensão. Sempre numa descrição humana. Refrente a uma natureza divina. Claro, é óbvio. Nessa maneira, torna muito mais acessível o conteúdo de revelação que a Bíblia nos quer dar acerca de Deus.

E, dessa forma, o povo de Israel poderia perceber quais são as intenções de Deus, como é que Deus me vê, como é que Ele... no que é que o seu amor se traduz. Na verdade, é isto. E, portanto, quando eu compreendo a reação de uma mãe para com o filho, eu posso perceber como é que esse amor se traduz. É a imagem mais próxima do amor. É a imagem mais próxima, sem dúvida alguma. Para nós como filhos de Deus. Exatamente. Muito bem. Está muito interessante. Nós vamos continuar ainda na segunda parte a discorrer este tema, através da pergunta que ainda temos. Mas neste momento, chegou o momento para lhe apresentar uma oferta muito especial que temos reservada para si neste programa. É o Guia de Estudo da Bíblia, intitulado Evidências, escrito e preparado pelo Dr. Rodrigo Silva, e este manual, que eu digo que é fascinante, procura responder a 14 perguntas que eu tenho a certeza que vai querer descobrir.

Para receber o seu, é muito fácil e é totalmente gratuito. Apenas necessita de nos enviar, agora mesmo, uma mensagem para o número 933-93-9291 e solicitar o Guia de Estudo Evidências. Depois, receberá um exemplar igual a este, namorada que nos facultar. Porém, antes de conhecermos a segunda pergunta para continuar a aprofundar o tema hoje em destaque, chegou o momento para um breve intervalo. Nós regressamos dentro de breves instantes, por isso, continuo por aí.

Propostas sobre o género de Deus

TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Estamos de volta para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Hoje nós estamos a abordar o tema do género de Deus com a ajuda muito esclarecedora do nosso convidado Artur Machado, o qual está aqui connosco para todas as semanas ajudar-nos a responder às suas questões sobre a Bíblia. Mas para que isso seja possível, e se ainda não colocou aquela questão que, por algum motivo, tem estado a odiar, então quero deixar-lhe o convite para que nos envie por e-mail para programas.novotempo.pt ou então por mensagem para o número 933-939291. Não esquecemos sempre de indicar o nome deste programa para que as perguntas nos cheguem.

Muito bem, nós vamos passar à segunda pergunta do nosso programa. Na primeira parte, nós já vimos que a Bíblia utiliza diversas imagens, quer femininas, quer masculinas, para descrever e falar de Deus, mas também percebemos que a linguagem bíblica aponta por uma realidade divina que provavelmente vai muito para além do masculino e do feminino. E este aspecto ajuda-nos a enquadrar a próxima pergunta, que vai tentar aflorar um pouquinho isso, que diz, por vezes a Bíblia apresenta a Deus através de metáforas femininas, outras vezes através de metáforas masculinas, como vimos na primeira parte. O que podemos, então, concluir acerca de Deus na Bíblia? É feminino ou é masculino? Acerca desta questão, e diante dos dados que a Bíblia nos dá, os especialistas formularam várias propostas.

Vamos ver a primeira proposta. Vai aparecer no nosso ecrã já de seguida. A primeira proposta é que estas metáforas devem ser desmistificadas. Elas aparecem apenas no texto bíblico para representar a Deus. Ou seja, são aquilo que os teólogos chamam de antropomorfismos. A maneira pela qual Deus era tratado como sendo um ser humano, homem ou mulher. Por exemplo, Deus tem mãos, Deus tem pés, Deus tem nariz, Deus tem olhos. E, portanto, tratam-se de expressões do corpo humano que nos ajudam a tornar Deus mais acessível. Mas, dizem os especialistas, Deus está para lá da polaridade sexual e, de facto, é um ser não sexual.

Segunda proposta. Vamos à segunda proposta que nos é data. Uma segunda posição toma estas imagens como literais e vê o Deus da Bíblia como sendo, inerentemente, um Deus de género. Os defensores desta proposta dizem taxativamente Deus é masculino. Independentemente de haver daqui e ali uma imagem feminina, no essencial da Bíblia, Deus é descrito como pai, Deus é descrito com as características de um homem, portanto, do género masculino. Deus é masculino. Ponto. Temos uma terceira proposta. Muito bem, que também vamos ver aqui. Uma terceira perspectiva compartimentaliza o ser divino, atribuindo ao pai e ao filho os atributos mesmo masculinos e aos espíritos santos os atributos femininos.

É verdade que a palavra roi tem É uma palavra feminina. Há também, nesta proposta, quem diga que o filho também tem atributos femininos. Nós já iremos ver, estamos só a ver aqui as propostas. Uma quarta proposta, uma quarta perspectiva, sugerida por teólogas feministas, defende uma imagem feminina também para a divindade. E elas dizem que isto é fazer regressar a Bíblia a uma matriz primária, que seria a imagem antiga do Divino, portanto, uma imagem feminina, à luz daquilo que eu falei sobre provérbios, a sabedoria. E, portanto, elas dizem, então, que o Espírito seria o Espírito Sófia.

o espírito da sabedoria. Mas a verdade dos factos é que, se recuarmos à terceira perspectiva, nós veremos que a Bíblia, para já, não admite uma compartimentalização do ser divino. isto é, das dimensões femininas de Deus, nem do Espírito Santo, nem do Messias que virá. É verdade que Deus muitas vezes vai ter atributos maternos, não há dúvida alguma, nós vimos-nos com o profeta Isaías, mas isso não significa que Deus seja feminino. Significa, como nós mencionámos, que Deus pretende transmitir, veicular uma mensagem que assegure o seu povo do seu carinho, do seu cuidado, da sua proteção, de maneira que este povo sinta essa mesma segurança.

Não há por detrás a ideia de que seja necessário reimaginar o divino a partir de uma matriz primária, para responder aqui a esta quarta objeção. Tendo presentes na Bíblia as metáforas femininas e as metáforas masculinas, elas não nos permitem, na verdade, chegar à conclusão que ontologicamente Deus seja masculino, ou seja feminino.

Deus acima do género

E por isso nós podemos, desde já, avançar para uma primeira conclusão, desde o relato da criação. E em toda a Bíblia, Deus é apresentado como estando acima do género sexual. E esta é a verdade dos factos. É um facto que Deus criou a humanidade à sua imagem e à sua semelhança. É um facto também que estes dois termos, imagem e semelhança, comportam uma realidade física. Nós poderíamos até falar, isto está muito para além do que o nosso programa de hoje permite, mas nós poderíamos até falar de uma perspectiva cristológica, de um Jesus Cristo que haveria de vir em forma humana e que, portanto, desde a criação, Deus cria o ser humano à sua imagem e semelhança, tendo já em atenção essa eventualidade, essa possibilidade.

Deus cria o ser humano à sua imagem como um ser relacionável. A Bíblia diz-nos que Deus é amor, a Bíblia mostra-nos que Deus se relaciona com os elementos da divindade, que há um diálogo entre eles e, portanto, o ser humano é criado dessa maneira relacionável. É criado como um ser que tem uma dimensão que mais nenhum outro ser no planeta tem, que é a dimensão de se relacionar com o transcendente, de perceber que há uma transcendência. e de se transcender a si próprio. E, portanto, por isso é que a Bíblia diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Mas nas religiões vizinhas do povo de Israel, as deusas, havia deusas femininas, E, portanto, essas deusas davam origem à vida, davam origem à criação.

E havia uma ligação intrínseca entre estes dois elementos, de tal maneira que a criação não se separava do Criador. Isso não acontece na Bíblia. Deus cria o mundo, mas Deus mantém-se separado do mundo. Deus é o totalmente outro. E esta é uma diferença de monta. que nos ajuda nesta compreensão da questão feminina. Os profetas dão realmente, e os poetas, uma imagem feminina de Deus, mas nunca a deificam. E isso vai justamente em oposição àquilo que eram as religiões que estavam à volta de Israel.

E, portanto, nós podemos avançar já de imediato para uma outra conclusão. Dizendo antes isto, a linguagem metafórica da Bíblia não quebra um padrão que permeia toda a Bíblia. Portanto, a linguagem que diz que Deus pode ser uma mulher. é que Deus também pode ser tornado masculino. E já vamos ver o porquê. E o porquê vem nesta conclusão. Segundo os especialistas, a razão pela qual Deus é muitas vezes identificado como masculino é para evitar que Ele seja identificado com a Criação. Porque justamente nas religiões à volta de Israel, o caráter feminino dos deuses fazia com que entre eles e a criação fossem um só.

E, portanto, a criação poderia ser considerada alde divino. Na Bíblia não é assim. Na Bíblia Deus cria, mas Deus cria pela sua palavra. Deus criou o homem modelando, sem dúvida alguma, mas eu nunca posso dizer que uma árvore, que uma flor, que uma pedra é uma parte do Divino, enquanto que nas religiões à volta de Israel essas características existiam e, portanto, a Bíblia utiliza este género masculino, não para dizer Deus é um homem nem para colocar de parte a mulher como elemento fundamental da constituição da humanidade. Mas a Bíblia vai fazer, muitas vezes, referência ao caráter masculino de Deus para cortar esta perspectiva que era muito forte nas religiões vizinhas de Israel e, portanto, para evitar que houvesse uma deificação, digamos, da natureza.

É verdade que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, mas o que a Bíblia nos diz é que Deus está acima do género. Ele conhece o género masculino e o feminino, mas ele não pode ser confundido nem com o outro. Muito bem. Obrigado, Artur. Eu penso que ficou muito clara a explicação que foi dada e eu tenho a certeza que, aí desse lado, também ficou mais esclarecido sobre a grande questão de

Encerramento e ofertas

fundo do nosso programa de hoje, a propósito de qual seria o género de Deus. Muitas outras questões têm sido colocadas ao longo dos séculos acerca das características de Deus e decorrentes da tentativa humana para compreender a sua natureza. Uma delas, por exemplo, é qual é o tamanho de Deus? Será que Deus pode ser medido? Quer descobrir a resposta a esta pergunta em particular? Então, eu sugiro duas formas para obter uma resposta. Pode encontrá-la no Guia de Estudo da Bíblia e Evidências, que temos como oferta para si. Pode estudar a lição número 4 deste manual, que tem exatamente como título essa questão, qual é o tamanho de Deus. Por isso, se ainda não pediu gratuitamente o seu, pode fazê-lo neste preciso momento, enviando uma mensagem para o número 933-939291 e a nossa equipa vai enviar um exemplar para si.

A outra forma de conhecer a resposta à pergunta qual é o tamanho de Deus, ou qualquer outra que tenha sobre a Bíblia, também já percebeu. Pode enviá-la para nós, para este programa, através do e-mail programas.novotempo.pt ou então por mensagem para o número que já conhece 933 939 291. O nosso programa termina por aqui, mas para a semana nós estaremos de volta nos canais que já conhece, na televisão, no canal 186 da MEU, no YouTube da Novo Tempo Portugal e ainda na Rádio RCS, na frequência 91.2 FM, na região da Grande Lisboa. Despece-me de si que nos acompanhou desse lado e porque todas as suas perguntas merecem uma resposta, fica assim o encontro marcado para a próxima semana para descobrir e compreender as grandes verdades reveladas no texto bíblico.

Espero por si. Até lá. Bom estudo da Bíblia.

Sobre este episódio

No Fórum Bíblico desta semana, mergulhamos num dos temas mais profundos e intrigantes das Escrituras: o género de Deus. Se a humanidade foi criada à imagem e semelhança divina, incorporando tanto o homem quanto a mulher, será que o próprio Criador possui um género, ou talvez ambos? Acompanhe uma análise cativante que nos levará por diversas passagens bíblicas e interpretações teológicas, desvendando as complexas maneiras como a Palavra de Deus nos convida a compreender a Sua natureza, para lá das conceções humanas e muitas vezes limitadas. Esta é uma conversa que promete desafiar e expandir a sua perspetiva sobre o Altíssimo. Junte-se a nós para descobrir as fascinantes nuances desta questão fundamental, que explora não apenas as metáforas femininas e masculinas de Deus, mas também o profundo significado da Sua transcendência e a intenção por trás da Sua revelação. Desde o nome 'Shaddai' e as descrições de Deus como uma mãe carinhosa e um pai protetor, até às figuras da sabedoria e às diferentes abordagens teológicas, cada detalhe é crucial para chegarmos a uma compreensão mais rica do Divino. O que a Bíblia realmente nos diz sobre o género de Deus, e porque certas expressões são usadas em detrimento de outras? Prepare-se para descobertas que revelarão a incomparável essência de Deus.

Série
Fórum Bíblico · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 23
Estreou
25 de Setembro de 2025
Categoria
Espiritualidade