27:25Olá, bem-vindo. É sempre um gosto tê-lo connosco em mais uma edição do Fórum Bíblico. Da nossa parte, continuamos empenhados em merecer a sua confiança, semana após semana, e esperamos poder contar com a sua valiosa participação, sempre que assim o entender. Se por acaso está a assistir pela primeira vez este programa, poderá estar a perguntar-se como é que pode participar. Pois bem, o Fórum Bíblico é, acima de tudo, um espaço feito para si e conta com a sua colaboração. E participar é muito simples. Pode enviar-nos as suas perguntas, sejam dúvidas sobre um tema bíblico, ou passagens das escrituras que não compreende e sobre as quais gostaria de obter uma explicação. Estamos aqui, todas as semanas, para responder e partilhar consigo este caminho de descoberta.
E porque no Fórum Bíblico acreditamos que cada pergunta merece uma resposta, deixo-lhe o convite. Envie-nos as suas perguntas para o nosso e-mail programas-arroba-novotempo.pt Se preferir, pode também usar o seu telemóvel e enviar-nos uma mensagem para o número 933-939291. Não se esqueça, na sua mensagem, de incluir o nome do programa, Fórum Bíblico, junto com as suas questões. Já notou certamente que a Bíblia está cheia de símbolos, não é verdade? dragões, cordeiros, chifres, leões? Por que será que a Bíblia recorre a imagens tão enigmáticas? Pois bem, no programa de hoje vamos responder algumas perguntas justamente sobre os símbolos contidos no texto sagrado.
Por isso, continuo a nossa companhia para conhecer que perguntas são essas e, principalmente, as respostas que nos serão dadas com a ajuda do convidado residente do Fórum Bíblico, o teólogo Arturo Machado. Olá Arthur, bem-vindo. Obrigado uma vez mais por estar entre nós e para continuar a responder às
perguntas que nos vão chegando e que visam a compreensão, essencialmente do texto sagrado, das verdades reveladas e da vontade e do plano de Deus para a vida do ser humano. Vamos já sem demora à primeira pergunta, que vai introduzir o tema do nosso programa hoje. E a pergunta é, porquê que a Bíblia tem tantos símbolos? Como é que nós podemos compreender esses símbolos? Muito bem, esta é uma boa pergunta, porque realmente qualquer leitor da Bíblia e qualquer estudioso da Bíblia vai, quando lê o texto bíblico, perceber que há ali elementos simbólicos e, portanto, necessitam de alguma interpretação. Porém, também é verdade que nós encontramos na Bíblia diferentes tipos de textos. Uma boa parte dos textos que nós encontramos na Bíblia são textos narrativos e, normalmente, eles não contêm símbolos.
O texto narrativo, a grande particularidade que ele tem, é que ele lê-se e interpreta-se literalmente. Porém, também pode acontecer que em alguns desses textos narrativos, aqui e ali, possa aparecer uma determinada simbologia. Por exemplo, o texto narrativo do Êxodo é um texto narrativo do livro do Êxodo. Quando chega ali ao momento da construção do tabernáculo e do santuário, ele vai dar-nos uma série de elementos que são literais e, portanto, têm que ser interpretados literalmente, mas, simultaneamente, têm ali também nesses elementos literais alguma simbologia que, ao longo da Bíblia, ela vai sendo explicada.
Por vezes é explicada no próprio contexto, outras vezes ela é explicada ao longo do texto bíblico. Temos depois outros tipos de textos. Temos textos poéticos, onde predominam as figuras de estilo, como é óbvio, de um texto poético, alegorias, metáforas, que muitas vezes no próprio texto conseguimos perceber qual é a sua interpretação, outras vezes também, ao longo da própria Bíblia, porque isto é uma característica da Bíblia, a Bíblia interpreta-se a si própria. E, finalmente, nós temos outros textos proféticos onde encontramos verdadeiramente uma grande simbologia. Na nossa própria cultura, nós estamos habituados à simbologia.
Quando nós vamos no trânsito, qualquer condutor foi obrigado a decorar uma série de sinais e o seu significado, para que quando eles ocorrem no trajeto que ele está a percorrer, ele possa saber, ele possa interpretar o que é que está a acontecer na estrada Naquele momento, e da mesma maneira, nós próprios, na nossa vida, nos aeroportos, nos centros comerciais, temos uma série de símbolos. Por exemplo, alguém está a lavar o chão, coloca um painelzinho no chão com uma simbologia que nos adverte de que ali está a decorrer, portanto, uma limpeza para nós tomarmos cuidado e não escorregarmos. Nós, portanto, estamos habituados a uma determinada simbologia.
Da mesma maneira, o relato bíblico contém esses símbolos. E esses símbolos, na sua maioria, são acessíveis. Eles podem até veicular, num momento imediato, a cultura na qual a linguagem bíblica estava inserida, quer seja no Antigo Testamento a cultura hebraica, quer depois, no Novo Testamento, a cultura grega, veiculam certamente através da língua, que é o instrumento pelo qual esses símbolos são dados, está primeiramente compreensível nessa linguagem, mas através da tradução ela também passa a sermos acessíveis.
Sendo que, muitas vezes, os símbolos eram conhecidos do contexto da época. Ou seja, a tipologia dos símbolos pode variar, porque para aqueles que depois... Exatamente. Exatamente. Havia uma tendência... Claro, tal como connosco. O símbolo é sempre dependente da cultura e do momento histórico em que ele ocorre. E, portanto, ele ali tem um determinado significado pode mais tarde, com o evoluir do tempo, adquirir outros significados. Mas é sempre dependente, portanto, da cultura e do momento histórico. E poderíamos ir à nossa primeira frase, justamente para hoje. Os símbolos dão alguma cor, sentimento ou ênfase ao relato bíblico. E isto é verdade.
Através da simbologia, o relato bíblico ganha uma outra dinamismo, uma outra dimensão. Por exemplo, é dito na Bíblia que Satanás é mau. Daí que nós percebemos que é um ser que devemos ter uma determinada cautela com ele. E a Bíblia vai arranjar toda uma simbologia para mostrar justamente essa maldade. O apóstolo Pedro, por exemplo, vai dizer que ele é como um leão, que anda à volta, reconhece a sua presa, anda à volta à espera de um momento oportuno para conseguir atacar. o Apocalipse, por seu lado, vai arranjar um outro símbolo com o qual nós apenas estamos familiarizados de uma maneira mítica, que é o dragão.
Ele vai dizer que ele é o dragão e acrescenta à antiga serpente, remetendo todos os leitores para o que aconteceu, portanto, no livro de Gênesis. E, através dessa simbologia, o símbolo de mau Aparece, portanto, a interpretação de um ser maléfico que deseja fazer mal é realçada. Dizer apenas que ele era um ser mau, ok, já estamos avisados, mas a simbologia vai realçar, portanto... E utilizou aí. Uma imagem que aparece no último livro da Bíblia, mas que faz ponte com o primeiro. Faz ponte, exatamente, com o primeiro. e isso acontece muitas vezes na simbologia bíblica. E, portanto, estes efeitos visuais, porque quando o leitor está a ler ou quando está a ouvir, como era o caso anteriormente da Bíblia, na sua memória ele está a fazer a imagem do que está a ser dito.
E, portanto, isso tem um efeito duradouro, de tal maneira que, muitas vezes, quando o próprio crente fala sobre Satanás, aquela imagem automaticamente vem à sua memória e ele até pode, de alguma maneira, verbalizar. O próprio Jesus foi alvo de símbolos que outros lhe aplicaram ou aquele próprio se aplicou a si mesmo. Logo após o seu batismo, quando Jesus Cristo, por exemplo, sai da água, o João Batista, que o tinha batizado, uns dias mais tarde, Jesus volta a passar pelo mesmo lugar e João Batista diz, eis o Cordeiro de Deus, É no dia seguinte, João Batista diz, o cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo. E com essa imagem todos os judeus estavam familiarizados.
É uma imagem que vem do Antigo Testamento. O cordeiro era o animal de preferência dos sacrifícios, o animal que ajudava o pecador a estabelecer a sua relação e a sua reconciliação com Deus. E, portanto, o Antigo Testamento apontava justamente para alguém que viria fazer a figura do Cordeiro, alguém que viria também morrer por toda a humanidade. E esse é um símbolo aplicado a Jesus Cristo. O próprio Jesus vai aplicar símbolos a si próprio. No Evangelho de João ele vai dizer, eu sou o bom pastor. E com isso remete também todos os seus ouvintes para a imagem do Salmo 23, A figura do pastor era a figura da liderança, a figura do cuidado, da proteção pelo seu povo, aquilo que deveria ser um líder.
Lembremos-nos de uma coisa muito interessante e essencial. Os grandes líderes do povo de Israel foram pastores. Abrão, Isaac, Jacó, Moisés, David. E, portanto, quando Jesus faz essa imagem, quando ele verbaliza essa imagem, as pessoas percebiam o que é que ele estava a querer dizer. Mas é interessante que eu fui procurar justamente no capítulo 10, onde Jesus faz essa imagem, e no versículo 6 é dito assim, Jesus disse-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que era que lhes dizia. E nós podemos perguntar, mas porquê é que eles não entenderam? Afinal de contas, é fácil. Estava tão enraizado na cultura. Estava enraizado na cultura.
A questão é que a imagem que, no seu tempo, as pessoas tinham da figura do Messias, de como é que ele viria, o que é que ele faria, quais seriam os sinais pelos quais ele seria reconhecido, não configuravam com aquilo que Jesus era, com aquilo que ele fazia. E, portanto, havia esta dificuldade. Jesus fala de um sinal que lhes mostra claramente que ele era o seu líder. Aliás, ele diz, as ovelhas ouvem a voz do pastor. Não conhecem a voz do estranho, mas conhecem a voz do seu pastor. E, portanto, estabelecendo assim uma ligação entre aquilo que ele deveria ser e aquilo pela qual as pessoas o poderiam reconhecer.
E, na verdade, esse reconhecimento não era feito. E aqui pode acontecer também um aviso para os nossos leitores da Bíblia. Há símbolos que, por vezes, estão lá no texto bíblico. Claros, como há água, o texto bíblico interpreta-os da sua própria maneira, mas, muitas vezes, nós, na nossa própria cultura, interpretamos-nos de uma diferente e, por isso, colocamos um obstáculo à verdadeira interpretação da simbologia bíblica. Ou seja, por preconceitos, por ideias queimadas. Ou mesmo pela evolução do conceito. Por exemplo, para nós, hoje em dia, a raposa é um símbolo da astúcia. No tempo de Jesus não era, era um símbolo da crueldade.
Quando Jesus diz de Herodes e de dizer a essa raposa, ele não está a dizer e de dizer a esse astuto. Ele está a dizer e de dizer a esse homem cruel. E, portanto, nós hoje interpretamos a expressão raposa como astuto e pensamos, oh, Jesus estava a dizer que o Herodes era astuto. Não, ele estava a dizer que ele era cruel, porque ele tinha morto o seu primo por um nada. por uma coisa que até era verdade. E, portanto, estamos a ver como, às vezes, na Bíblia, os símbolos podem significar uma coisa e nós não conseguirmos perceber. E podemos ir até à nossa segunda expressão de hoje.
Exato. Nós já lá vamos. Antes precisamos de ir ainda para um curto intervalo. Eu ia apenas acrescentar que uma das coisas que nós percebemos já é que, quando olhamos os símbolos na Bíblia, eles não são uma barreira como, às vezes, nós podemos compreender. São um ponto para nós compreendermos mais profundamente as verdades espirituais que nelas estão contidas. Muito bem. Já reparou que o tema hoje em análise, o uso de símbolos na Bíblia, é um tema muito vasto que nós vamos continuar a aprofundar ao longo deste programa, mas agora eu queria chamar a sua atenção, pois temos uma oferta muito especial para si. É o Guia de Estudo da Bíblia intitulado Evidências, da autoria do Dr. Rodrigo Silva. Nele vai encontrar a resposta a 14 perguntas essenciais que nos ajudam a compreender as nossas origens, o sentido da vida e também o nosso destino, abordando também muitos outros temas importantes para uma vida com verdadeiro significado.
Pode receber gratuitamente este Guia de Estudo, enviando-nos uma mensagem para o número 933-939291, a solicitar o Guia de Estudo e Evidências. E nós teremos todo o gosto a enviar para si um exemplar igual a este que lhe mostrei. Antes de ficar a saber e de vermos qual é a segunda pergunta do nosso fórum, chegou agora o momento para um curto intervalo. Não mudo de canal, nem de estação, pois nós estaremos de regresso dentro de breves instantes. Fico por aí. TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.
Estamos de volta para a segunda parte do programa Fórum Bíblico. Obrigado por continuar na nossa companhia. Hoje estamos a descobrir a razão de ser e a forma de interpretar os símbolos existentes na Bíblia e contamos, como sempre, com a presença do teólogo Artur Machado para nos guiar já na resposta à próxima pergunta do nosso programa. E a pergunta é a seguinte. Poderá uma das razões para a existência de certos símbolos na Bíblia ser a proteção do conteúdo da mensagem? Sim, absolutamente. Até porque muitas profecias bíblicas estão relacionadas com algum perigo. Algum perigo não apenas para quem vai dar a mensagem, como na própria mensagem. E há uma frase que eu gostaria aqui de mencionar sobre os símbolos, é que os símbolos podem ainda descrever algo que não seja tão familiar, algo que seja especial ou até perigoso, justamente.
E, portanto, imaginem que estamos a ser avisados de qualquer coisa que nós não percebemos bem o que é. e que teremos que recorrer a uma imagem que nos seja familiar no nosso contexto para que as pessoas compreendam aquilo que nós queremos avisá-las. É isso que é um símbolo, no final, e vamos encontrar justamente essa simbologia, portanto, descrita na Bíblia, na tentativa de dar profundidade à mensagem que está a ser veiculada. Ora, justamente, algumas das profecias eram difíceis, eram perigosas. Eu lembro-me, por exemplo, do Natan, que tem que avisar o Rei David de que aquilo que ele fez com Badeceba e que ele estava a tentar encobrir tinha sido um erro.
E o Natan percebeu. Eu posso perder a cabeça, literalmente, neste caso. Ele vai contar uma história. Ele vai fazer um apelo à sensibilidade de justiça que o rei David tinha. E no decorrer dessa história o rei David fica tão irado com o que aconteceu ao pobre homem que só tinha uma ovelha que o rico que tinha uma série delas, ainda por cima, vai matar a própria ovelha do pobre para poder dar um banquete a um convidado que chegou. que, no final, o profeta diz-lhe, pois é, David, mas tu és esse homem. Portanto, ele conta-lhe uma história que prepara o caminho para que o rei David possa perceber que ele é a pessoa visada por Deus naquela exortação do profeta Natan. E aqui temos uma simbologia, num contexto muito perigoso, sensível, em que o profeta Natan tem que recorrer, portanto, a algo que David compreendia bem, porque ele tinha sido pastor, e, portanto, devido ao seu sentimento de justiça, para poder, portanto, avisar.
Não que personalizar o objetivo da mensagem. Mas para que ela fosse apreendida. Exatamente. E isso leva-nos a mais uma das nossas citações. Quando os profetas bíblicos queriam dar profecias acerca do futuro, escondiam a sua mensagem por detrás de símbolos para que ela fosse inacessível àqueles que poderiam eventualmente destruir essa mensagem. Esta é outra a vertente do perigo associado, muitas vezes, à simbologia. Isso acontece, por exemplo, muito nos textos apocalípticos. Aliás, o povo judeu era um povo familiarizado com os textos apocalípticos e tinha toda uma linguagem que eles, na sua cultura, já conheciam e essa linguagem permitia-lhes interpretar o que estavam a ler ou o que estavam a ouvir.
Qualquer pessoa que não estivesse familiarizada com aquela linguagem, com aquela cultura, leria o mesmo texto sem perceber realmente nada. E, por vezes, até seriam os visados no próprio texto, o que fazia, muitas vezes, os judeus rirem às gargalhadas, porque os próprios visados no texto não estavam a perceber que aquilo dizia-lhe respeito a ele. E, portanto, muitas vezes encontramos isso nos textos de Daniel, nos textos de Apocalipse, para que os visados nesse próprio texto não tivessem a intenção de destruir o texto e, portanto, destruir também o conteúdo da mensagem. Isto porquê?
Porque a mensagem tem sempre um efeito na mente daquele que finalmente a percebe. E um desses efeitos desejáveis de toda a mensagem bíblica é o arrependimento. E, logo, as gerações seguintes que poderiam, ao reconhecer essa mensagem, rever-se nela e ter o efeito de se arrependerem, ficariam privadas desse propósito. De maneira que os profetas se escondiam. a mensagem dentro de símbolos que, com determinado estudo, com determinado trabalho, até é capaz de ser retirado esse símbolo. Portanto, não se trata de um símbolo inacessível.
O próprio texto bíblico, como eu disse, vai ao longo da Bíblia ajudar-nos a compreender o seu significado. E, portanto, muitas vezes esses símbolos eram dados desta maneira. A Bíblia diz-nos que o Espírito Santo orientou os escritores bíblicos na redação de cada um destes elementos. E o próprio apóstolo Paulo tem uma frase interessante. Ele diz, o homem natural não compreende as coisas do Espírito porque elas lhe parecem loucura. Não pode entendê-las porque elas discernem-se espiritualmente. Portanto, aquele que procura a verdade da Bíblia e que procura, no seu relacionamento com Deus, compreender o que é que a mensagem de Deus lhe quer trazer, essa pessoa tem a atitude correta para poder entender qualquer símbolo.
Muitas vezes sabe que terá que esperar. porque na sua leitura da Bíblia esse símbolo vai-lhe aparecer novamente, num mesmo contexto. Às vezes num mesmo capítulo, outras vezes uns capítulos mais à frente, às vezes num outro livro. E isso vai-lhe permitir fazer a ligação com aquilo que acabou de ler e que provavelmente não compreendeu para passar justamente a compreendê-lo. O que é necessário é, como diz o apóstolo Paulo, aquele que é espiritual, ou seja, aquele que está em sintonia com Deus, aquele que procura obedecer a Deus, aquele que vai no sentido de que a mensagem de Deus lhe dá. E, portanto, cada escritor da Bíblia com o seu background, com o seu contexto, vai utilizar a simbologia que pensa ser a mais adequada para veicular escondendo, às vezes, a mensagem debaixo daquela simbologia, mas permitindo que aquele que tem o interesse de pesquisar possa encontrá-la de uma maneira que não é difícil.
Portanto, a simbologia não existe para tornar o texto incompreensível, mas para tornar o texto mais protegido. para poder ir ao encontro daquele que verdadeiramente procura, necessita, e por isso ela muitas vezes está ali nos textos proféticos, sobretudo. para proteger, para dar segurança, mas também para permitir que seja descoberta. Exato. Nós temos dito aqui muitas vezes no nosso programa que a Bíblia não é um livro que apenas que pode ser lido tem que ser estudado. Exatamente. Mais uma vez aqui se impõe-se uma condição.
Muito bem, nós vamos avançar para a terceira e última pergunta e ela acarrete um aspecto muito prático relativamente a este assunto que é Apesar da simbologia presente na Bíblia, já vimos que é muito diversificada e com as funções que já explicou, é possível cada pessoa ler o texto bíblico e captar a sua mensagem? Isto é a pergunta prática. Claro que é possível. E vamos já à nossa última frase de hoje. A Bíblia tem símbolos como qualquer outro livro, mas não precisamos de os temer. O apóstolo Tiago diz, aquele que tem sabedoria peça a Deus, que a todos dá liberalmente. E, portanto, em primeiro lugar, não temam os símbolos da Bíblia. Em segundo lugar, leiam sempre o contexto de cada passagem. porque muitas vezes o símbolo está agregado a esse mesmo contexto. Pode ser no contexto imediato, no próprio capítulo, pode ser no contexto que está ali à volta.
Portanto, uns capítulos antes, uns capítulos depois, ele vai ajudar a revelar. Em terceiro lugar, se é muito difícil, façam uso de documentários bíblicos, de dicionários bíblicos, de enciclopédias bíblicas que vos ajudam a perceber o que é que, em determinada cultura, aquele símbolo significava. Assistam ao Fórum Bíblico, por exemplo, também. E, portanto, vão conseguir encontrar o significado dos símbolos bíblicos. Muito bem. Arthur, muito obrigado por esta explicação que nos deu para compreender o propósito dos símbolos na Bíblia e, acima de tudo, por percebermos que eles revelam verdades importantes, capazes de transformar vidas, claro, quando são corretamente interpretados com todas as orientações e com toda a explicação que nos deu.
Estamos a chegar ao fim de mais um Fórum Bíblico. Antes mesmo de terminar, eu volto a apresentar-lhe o Guia de Estudo da Bíblia e evidências que temos para lhe oferecer. Neste guia, escrito pelo Dr. Rodrigo Silva, ele conduz-nos por temas fundamentais da fé cristã e a lição número 7 deste guia tem por título uma pergunta essencial. Podemos crer na Bíblia? No programa de hoje, nós vimos como, na Bíblia, os símbolos, longe de serem enigmas incompreensíveis, eles revelam verdades espirituais profundas. E a própria presença desses símbolos é uma das evidências de que a Bíblia é um livro divinamente inspirado e digno da nossa confiança. Como já lhe disse no início, o Guia de Estudo da Biblia e Evidências é totalmente gratuito e, para receber o seu exemplar, só precisa de nos enviar uma mensagem para o número que já conhece, 933 93 92 91.
E ficamos, desde já, à espera do seu contacto. Como também já sabe, pode participar no Fórum Bíblico, sempre que quiser, enviando as suas perguntas para o nosso e-mail, programas arroba novotempo.pt ou então para o mesmo número 933 939291, as quais ficamos também já a aguardar. Pode continuar a assistir a este programa no canal 186 da MEU, no YouTube de Novo Tempo Portugal, ou então ouvir na Rádio RCS em 91.2 FM, na região da Grande Lisboa. Se estiver fora desta área, pode acompanhar-nos pela emissão online em radiorcs.novotempo.pt. Fechamos assim o programa de hoje, mas os nossos contactos, esses sim, continuam abertos para receber as suas questões, as quais queremos responder aqui no Fórum Bíblico.
Agradeço uma vez mais a sua presença e espero contar consigo no próximo programa. Até lá, fique bem.
Embarque numa fascinante viagem ao coração das Escrituras, onde cada imagem e metáfora revela camadas de significado. Já se interrogou por que razão a Bíblia está repleta de figuras tão enigmáticas como dragões, cordeiros, ou mesmo um pastor e uma raposa? No nosso programa, desvendamos o mistério por trás desta rica simbologia, explorando o seu propósito e como ela molda a nossa compreensão da Palavra de Deus. Preparado para ver a Bíblia sob uma nova luz?
Descubra como os símbolos bíblicos são muito mais do que meros ornatos textuais, servindo como pontes para verdades espirituais profundas e, por vezes, como um engenhoso escudo protetor para mensagens cruciais. Acreditamos que todos podem aceder à sabedoria contida nas Escrituras, e o nosso teólogo residente guia-nos através de perguntas essenciais. Fique a saber: * Por que razão a Bíblia utiliza tantos símbolos e como os podemos interpretar corretamente. * A importância do contexto cultural e histórico para evitar mal-entendidos. * Como a simbologia bíblica pode proteger mensagens proféticas de serem corrompidas ou destruídas. * O papel fundamental da leitura atenta, do estudo e da orientação divina para desvendar os seus significados. * Se é realmente possível, para cada pessoa, ler a Bíblia e captar a sua mensagem de forma plena.