O Exercício está na moda

O Exercício está na moda

16 de Julho de 202526 min 8 s

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Estamos de volta para este, que é o seu consultório, aqui na Novo Tempo Portugal, o programa médico de família e hoje vamos falar de algo muito importante, o exercício físico. É verdade que hoje está muito na moda, mas vamos saber se isto é apenas moda ou se é muito mais do que isso. Como sempre, temos connosco uma médica. Hoje é a vez de termos a Eunice Parciales. Eunice, mais uma vez, bem-vinda. Obrigada. Eunice, ela que é médica certificada em Medicina do Estilo de Vida e especialista em imunoemoterapia. Hoje, então, escolheste como tema da nossa conversa o exercício físico. Porquê escolheste este tema? Bem, porque para além daquilo que falaste de realmente estar na moda, é realmente um dos determinantes da saúde, dos fatores que têm mais impacto na nossa saúde e na nossa doença, não é?

E na doença. E, portanto, é muito importante falar sobre isto. Há alguma confusão entre exercício físico e atividade física? Não são ambas a mesma coisa. O que é que cada uma delas realmente significa? É assim, a atividade física é tudo aquilo, qualquer movimento, no fundo, que seja superior ao nosso basal, ao nosso repouso. Portanto, quer seja, eu dirijo-me até ao meu carro, subir escadas, portanto, ir daquilo e até... até à porta, portanto, as atividades muitas vezes do dia-a-dia que, no fundo, têm um gasto de energia superior àquilo que seria gasto se eu estivesse sentada sem fazer nada.

Sempre que não mexo é atividade física. Sim, exatamente. Portanto, uma jardinagem, qualquer atividade do dia-a-dia que envolva um pouco mais de gasto de energia do que o basal, o estar em repouso, é considerada atividade física. E é muito importante. Portanto, no fundo é o contrário do sedentarismo, de atividades sedentárias. Por outro lado, o exercício físico é atividade física também. Portanto, exercício físico é um tipo de atividade física. mas que é uma atividade organizada, portanto, tem um propósito para melhorar algum aspecto da saúde ou do corpo, não é? Portanto, é uma atividade organizada num certo período de tempo em que a pessoa

Tipos de exercício

está dedicada apenas à... apenas não, mas está dedicada àquela atividade em específico. E em relação aos tipos de exercício? Eu acho que a maior parte das pessoas olha para o exercício físico como uma única coisa, mas no momento em que nos queremos inscrever num ginásio é que percebemos uma lista enorme. Epá, espera lá, afinal de contas há vários tipos de exercício físico. Sim, sim. Portanto, nós temos vários tipos de exercício e realmente cada um deles tem características muito importantes e distintas. e também benefícios específicos. Portanto, nós temos o exercício que é aquele que é mais conhecido pela maioria e quando realmente pensamos em fazer mais exercício, ou perder peso, ou melhorar alguma coisa na saúde, é logo aquilo que se pensa, que é o exercício aeróbico, portanto o exercício cardiovascular. Portanto, correr, caminhar rápido, andar de bicicleta, nadar, jogar à bola, fazer algum desporto coletivo.

Portanto, a maior parte desse tipo de atividades incluem-se neste tipo de exercício, que é o exercício aeróbio. E, portanto, esse exercício está muito relacionado com movimentos repetitivos com um certo ritmo, não é? Por exemplo, correr, não é? Estou a correr. São muitos movimentos repetidos que utiliza a maior parte, utiliza os grandes grupos musculares e realmente tem um gasto de energia superior, não é? E depois temos o exercício de força, portanto o exercício de resistência ou de força. que é muito sobrevalorizado, portanto, muita gente desconhece realmente os benefícios deste exercício, que realmente pode estar na moda, mas é muito mais do que a parte estética, portanto, relaciona-se muito mais com a parte estética de crescer músculos, etc.

Este tipo de exercício, no fundo, tem a ver com a utilização dos nossos músculos para realizar algumas atividades em que normalmente não se transpira tanto, a frequência cardíaca pode não se elevar tanto, mas que há ali realmente uma resistência, portanto, colocamos uma resistência externa, pode ser um peso, pode ser uma banda, pode ser até o peso do corpo, não é? Para, portanto, fazer face ao movimento que estamos a fazer. Depois temos o exercício de flexibilidade, portanto os alongamentos, esses exercícios em que nós estamos a tentar aumentar a amplitude dos movimentos das nossas articulações.

Este tipo de movimento é específico de cada articulação. Depois temos o exercício também de equilíbrio. O exercício de equilíbrio é aquele em que nós estamos a destabilizar, no fundo, o nosso equilíbrio, não é? Portanto, pode ser, por exemplo, estar só numa perna, ficar só numa perna. Para algumas pessoas pode ser desafiante. Ou pode ser, por exemplo, estar portanto, estar só com uma perna naquela posição de avião, por exemplo. Há muitos tipos de exercício e, no fundo, é ali uma destabilização do nosso equilíbrio e das oscilações posturais. No fundo é isso. E há outros tipos de exercício mais específicos, mas estes são os grandes, os principais, especialmente para a saúde.

Então, mas para quem quer fazer exercício físico, para quem reconhece os benefícios do exercício físico na saúde e quer começar a fazer exercício físico, deve então perceber as diferenças, os diferentes tipos, porque certamente nem todos são adequados a todos os tipos de pessoas, a toda a estrutura, nem a todas as idades. Portanto, é importante perceber quais são os diferentes tipos de exercícios físico e em que medida é que eles são benéficos para a saúde. Podes nos dar, assim, algumas características para quem nos está a ver e ouvir perceber, então, aonde se pode encaixar. Ok. Assim, na verdade, para a maior parte das idades e dos problemas de saúde, quase todos estes tipos de exercícios são benéficos. Portanto, mesmo aquela pessoa mais idosa, com mais dificuldades a andar, por exemplo, muitas vezes o exercício de força é muito importante e às vezes não se pensa logo nisso, não é?

Pensa-se em caminhadas, etc. O exercício de equilíbrio também. Portanto, na verdade, quase todos eles são benéficos em qualquer altura da vida e depois claro que existem algumas contraindicações para alguns deles ou para a sua intensidade. Nem todas as pessoas podem fazer a mesma intensidade.

Benefícios para a saúde

E alguns trazem mais risco do que outros também. Claro, exatamente. Portanto, no fundo, assim, os benefícios gerais para a saúde, que assim, no geral o exercício físico, porque na verdade nós estamos aqui a compartimentalizar isto em gavetas, mas há muitos tipos de exercício que envolvem até estes quatro tipos. Por exemplo, aqueles HIIT ou aqueles treinos funcionais. Muitas vezes têm pelo menos o exercício aeróbio, o exercício de força, os dois juntos. Às vezes depois, no fim, têm os alongamentos. Lá no meio, às vezes, mesmo durante a parte muscular mais de força, por vezes também testam um pouco o equilíbrio, em que se faz coisas só com uma perna, por exemplo. E, portanto, muitas vezes estão todos incluídos.

E, portanto, os benefícios gerais do exercício são inúmeros. Nós poderíamos fazer um programa, vários programas, só a falar dos benefícios. Mas, no fundo, o exercício no geral promove uma melhor composição corporal, não é? Portanto, menos massa gorda, mais massa muscular, mais densidade mineral óssea, portanto, prevenção de osteoporose, de fraturas. Portanto, há um maior também controlo do peso. Na parte da depressão, da ansiedade, também há uma melhoria de todas essas áreas. Portanto, a melhoria do humor. da autoestima, também pode prevenir alguns declínios relacionados com a idade, aqui na distensibilidade das nossas artérias, na cardiovascular, portanto melhorar a função cardiovascular.

Há inúmeros benefícios, assim, gerais da saúde. Depois, especificamente de cada um dos tipos. O exercício aeróbio é aquele que mais claramente melhora a função cardíaca, não é? E a função pulmonar. percebemos que se formos correr duas vezes por semana, ao fim de três ou quatro meses, nós conseguimos correr mais rápido, não é? Nós, a subir as escadas, já não nos cansamos tanto. Temos mais resistência. Exatamente. Exatamente. Portanto, temos mais resistência cardiovascular, não é? A parte muscular é uma resistência diferente. Portanto, temos mais... Estamos mais aptos a fazer exercícios mais intensos, não é? E diferentes e durante mais tempo. Depois também, portanto, melhora muita parte do humor. Nós sabemos que vamos correr, vamos andar de bicicleta meia hora, uma hora, ficamos a sentir-nos bem, não é?

Aquelas endorfinas, tudo isso. Há um menor risco de mortalidade por todas as causas, portanto... mortalidade geral, há uma redução franca desse risco, menor incidência de alguns tipos de câncer também e das outras partes que eu falei, também específicas do aeróbio. Depois na parte dos lípidos, muita gente que tem colesterol elevado, triglicéridos, há melhoria desse perfil lipídico. Especialmente aqui no HDL, que é o colesterol bom, há um aumento com o exercício físico. Depois, relativamente ao exercício de força. O exercício de força está muito associado a uma redução das lesões. Especialmente nas pessoas mais idosas e naquelas pessoas que têm problemas osteoarticulares, dores musculares, dores articulares.

O exercício de força é muito importante para prevenir quer lesões e no fundo protege os nossos ósseos, as nossas articulações, quer essas dores crónicas muitas vezes associadas ao envelhecimento também, a dor lombar, etc. Também melhora o nosso cansaço, o sono, há inúmeros benefícios. Se nós olharmos para a parte da flexibilidade, na verdade os benefícios significativos não estão muito estudados, portanto, na parte da flexibilidade, portanto, não é assim tão benéfico quanto às vezes pensamos, não é? Às vezes pensamos, vai, vou fazer uma hora de alongamentos, se calhar essa hora poderia ser melhor utilizada, não quer dizer que os alongamentos não sejam importantes. Mas, portanto, o benefício para a saúde não é tão grande como os outros tipos de exercício.

Sabe-se que pode ajudar realmente na recuperação muscular e a prevenir algumas lesões e também a aumentar a nossa flexibilidade, não é? Portanto, eu para chegar a um sítio com os meus braços ou com as minhas pernas, se eu fizer exercícios de flexibilidade isso vai melhorar com o tempo. Ou pelo menos vai retardar o perder essa flexibilidade. Exatamente, também. E também à medida que eu faço exercício, por exemplo exercícios de força, etc. Também vou tendo mais flexibilidade para fazer essa... Tenho uma melhor amplitude de movimentos para fazer esse tipo de atividades. Relativamente ao exercício de equilíbrio. Ele é muito, muito importante nos idosos. Muito importante mesmo. Portanto, ele promove, diminui o risco de quedas. Mesmo, portanto, durante a fase adulta, ao praticar esse exercício com regularidade, nós reduzimos o risco de quedas no futuro.

E, portanto, reduzimos também o risco de fraturas, não é? Porque as quedas... Claro, por consequência, claro. As quedas originam muito as fraturas nos idosos, não é? Portanto, é um tipo de exercício muito importante nessa parte e também para as crianças é muito importante nesta criação de uma estrutura muscular e óssea normal. Muito bem. Vou só pedir-te alguns segundinhos para fazer um pequeno intervalo. São mesmo apenas alguns segundinhos e quando voltar tenho uma oferta especial para si. Até já. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança. E estamos de volta para a segunda parte deste médico de família.

Como lhe disse, foram apenas alguns segundinhos e, como prometido, tem uma oferta para si. Provavelmente, se já assistiu a outro programa, já conhece esta oferta. Se não, se é a primeira vez que tem contacto com ela, pois bem, é realmente fantástico. É um guia de estudo à máquina humana. Hoje estamos a falar de exercício físico e, por exemplo, nesta revista ela fala-nos de oito remédios fundamentais e essenciais para um estilo de vida saudável. O exercício físico é precisamente um deles. Por isso, para além daquilo que lhe trazemos no programa de hoje, tem aqui muito mais, recheado de muitas dicas e conselhos práticos para que tenha um estilo de vida saudável. E melhor que tudo, conheça o que Deus quer para si, Ele que é o Criador desta máquina humana. o que tem a fazer é apenas enviar-me uma mensagem com a palavra máquina humana, para sabermos que é este o guia de estudo a que se refere, para o 933 93 92 91 933 93 92 91.

É totalmente gratuito. Depois enviaremos este guia de estudo para a sua casa.

Inatividade e riscos

Eu nisso. Voltemos à nossa conversa. Talvez esta pode ter sido a minha primeira pergunta. Porquê é tão importante falarmos destas coisas nos dias de hoje? O exercício físico. Olha Daniel, porque realmente a inactividade física, que é o contrário, o não fazer exercício físico ou até não fazer atividade física, é o quarto fator que contribui para a mortalidade a nível mundial. Portanto, fala-se muito do tabaco, do álcool, da alimentação, mas realmente o estar parado é a quarta causa de contribuir para a mortalidade no mundo. E, portanto, isso tem muito peso e há muito a fazer neste campo, não é? Realmente a obesidade, o excesso de peso, a obesidade e esta inactividade estão associadas ao aumento de risco de muitas doenças, doenças crónicas, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardíacas, cânceres, portanto, e, no fundo, mortalidade geral por todas as outras causas.

Uma pessoa que tem outro tipo de doença, se não fizer exercício ou se for sedentária, tem muito mais risco de ter doença grave ou de falecer mais cedo do que uma pessoa que realmente faça exercício. Até é muito interessante que mesmo pessoas obesas, que, portanto, sabemos que a obesidade contribui para perda de anos de vida saudável, não é? E a inactividade física também, portanto, inactividade física contribui para perda de anos de vida saudável, ou seja, a pessoa vive menos anos saudáveis. Mas até uma pessoa com obesidade, portanto, que tem um índice de massa corporal superior a 30, Se fizer exercício está mais protegida contra a mortalidade do que uma pessoa que não tem obesidade, mas que não faz exercício e é sedentária. Portanto, isto é realmente muito impactante.

Às vezes a pessoa pensa, eu tenho peso normal, sou saudável e depois a pessoa não faz qualquer atividade e não mexe o seu corpo, os seus músculos e realmente está a aumentar o seu risco de mortalidade a cada dia que não faz exercício. Isso é incrível, mas por outro lado também, aquelas pessoas que fazem exercício físico para perder peso, às vezes sentem-se frustradas porque não conseguem ver um resultado imediato dessa perda de peso, não devem desistir, porque podem não conseguir perder peso, mas só o facto de estarem a ter atividade física e exercício físico já lhes traz um benefício muito grande, como por exemplo, A diminuição da taxa de mortalidade, não é? Exatamente. Portanto, uma pessoa com excesso de peso, uma pessoa obesa, que no fundo é o seu peso a dividir pela altura, em metros, a dividir outra vez pela altura. Portanto, é fácil de fazer.

Se esta conta vos der 25 ou superior, vocês têm mais risco de doença, portanto de excesso de peso, ou obesidade. Se for acima de 30 é obesidade. 30 ou mais. Mas, na verdade, mesmo que o exercício físico não leve à perda de peso, ele é benéfico e eventualmente irá levar à perda de peso se a pessoa for consistente e também aliar uma boa alimentação, como é óbvio. Portanto, as duas coisas são o ideal, mas mesmo, como tu disseste, mesmo que não haja perda de peso ou logo, os benefícios são incríveis, são muito importantes. Porque realmente, mesmo na porcentagem de doenças crónicas, 6% das doenças cardíacas, das doenças coronárias, são causadas por inactividade física. 10% dos cânceres da mama, 10% dos cânceres do cólon e 7% da diabetes bipolar são causadas pela inactividade física.

Portanto, se nós queremos prevenir o risco de câncer da mama, que é tão prevalente nos dias de hoje, cada vez em pessoas mais jovens. se queremos prevenir o risco de câncer no intestino, queremos prevenir o risco de ter diabetes, que é quase inevitável na idade mais avançada, hoje em dia. Fazer exercício físico vai proteger-vos muito mais do que alguns comprimentos, muito mais. Desculpa lá fazer-te esta pergunta de forma direta, porque trouxeste muitos benefícios na área, desculpa lá, da redundância física do nosso organismo, mas não só. Há também estudos que comprovam que o exercício físico traz muitos benefícios na saúde mental, não é? Sem dúvida, sem dúvida. Assim sabemos que o exercício melhora o humor, reduz os sintomas depressivos, reduz a ansiedade.

No fundo é um ansiolítico e um antidepressivo natural. Natural, exato. E se for feito ao ar livre e com luz solar ainda melhor. De facto, tem muitos benefícios nisso e é usado em muitas situações para curar e para ajudar a curar esse tipo de patologias. Depois tem a parte do sono. Essas doenças, esses problemas de saúde também têm... O sono também influencia muito. Quando a pessoa não dorme bem, a sua depressão não melhora tão bem, nem a sua ansiedade. Portanto, o dormir bem também é muito importante e o exercício contribui muito para também um sono adequado. Portanto, às vezes a pessoa não tem sono à noite, experimente a aumentar a atividade física, experimente a aumentar o exercício físico que vão ter mais sono à noite.

É quase que diria uma bola de neve, não é? Depois também acabamos por acordar mais revumecidos. Olha, podemos perguntar se fazer exercício físico tem perigos associados para a saúde? É uma pergunta que é plausível de ser feita? Sim, é plausível ser feita, mas eu diria que para a população geral, para a maior parte das pessoas, é mais perigoso não fazer, por tudo aquilo que eu falei, não é? Portanto, há realmente uma perda de anos de vida a cada dia, a cada semana, a cada mês que nós não fazemos exercício físico. E é muito importante salientar, e vamos falar disto depois noutro programa, que mais vale um bocadinho do que nada, porque é sempre mais benéfico fazer um pouco do que nada. Mas, assim, realmente de perigos para a saúde Especialmente naquelas pessoas que têm uma doença muito grave, que têm instabilidade clínica, certas doenças químicas, cardíacas, por exemplo, a pessoa teve um infarto ainda há pouco tempo.

Coisas desse género em que realmente precisam de orientação médica e eventualmente de um treinador físico quando começarem o programa. porque realmente pode haver mais perigos. Depois há certos tipos de exercício que podem ter alguns riscos para a pessoa em específica, dependendo da altura da vida, não é? Por exemplo, uma grávida não deve fazer um exercício que coloque em risco, que coloque, por exemplo, que possa cair, não é? Ou um idoso também não deve fazer um tipo de exercício com os saltos que provavelmente que poderá cair, não é? Portanto, são esses os principais perigos porque na maior parte da população não há assim um risco muito elevado. Nós vemos que... Portanto, quantas pessoas nós conhecemos que faleceram a fazer exercício físico?

É assim uma raridade e é notícia quando isso acontece, não é? Mas que realmente estes dados que eu mostrei já de mortalidade por falta de exercício físico é uma coisa muito mais frequente. Portanto, não estou a desvalorizar alguns riscos que possam existir, não é? Como é óbvio. Mas realmente pessoas que não têm sintomas e não têm doenças conhecidas é quase, diria que é muito reduzido esse risco. No entanto, basta tão simples quanto ele me querer inscrever num ginásio qualquer, ele vai me exigir que eu tenha um atestado médico, que visite o meu médico de família, que comprove o que eu posso fazer, que eu me possa inscrever naquele ginásio. O que significa, pelo menos para quem é leigo, que quando eu vou começar uma atividade física, vou fazer um determinado esporte, quero iniciar um determinado esporte, deve ir ao meu médico de família perceber se está tudo ok ou se não está, porque eu posso achar que está e não está, não é?

Sim, na verdade hoje em dia não é preciso um atestado médico para começar exercício físico. Ou seja, claro que é sempre recomendada a pessoa consultar com o seu médico se pode fazer exercício físico, se pode fazer aquele tipo de exercício físico em específico, ou aquele programa, mas na verdade existe uma autoavaliação e um auto-reconhecimento de que não há doenças, não há sintomas e muitas vezes alguns ginásios até têm um questionário e a pessoa faz um questionário em que responde que não tem doenças conhecidas ou que não tem sintomas, etc. Mas, portanto, não é requisição obrigatória. Antigamente falava-se nisso, mas hoje em dia não é requisição obrigatória esse atestado médico. Se as pessoas tiverem doença ou tiverem sintomas, aí sim é importante realmente consultarem o médico e até o médico poder escrever um relatório, por exemplo, para o tipo de exercícios que a pessoa pode ou não fazer, se pode fazer, se não pode fazer, etc.

Eu imagino, por exemplo, antigamente havia a noção que quem era diabético

Exercício adaptado

devia-se salvaguardar de fazer exercício físico. Hoje está comprovado exatamente o contrário. Tem um benefício muito grande mesmo para os diabéticos, mas provavelmente precisam de ser aconselhados quanto ao tipo de equipamento, o tipo de calçado, ou seja, a visita ao médico não significa tanto saber se pode ou não fazer atividade física, mas como pode fazer os cuidados que deve ter. Exatamente, portanto para um diabético é fulcral o exercício físico, deveria ser diário. Vai reduzir muito a sua necessidade de medicamentos e vai melhorar a evolução da sua doença ou até mesmo revertê-la se for numa fase inicial. Diria que aí o perigo principal é se as pessoas fizerem insulina ou algum tipo de medicamentos que baixam muito a glicémia e aí pode haver o risco de hipoglicémias. Mas, se houver um aconselhamento inicial, a pessoa souber que com aquele açúcar tem que comer qualquer coisa ou até fazer uma estratégia juntamente com o médico em que tem que se reduzir a medicação.

A pessoa que começa a fazer mais exercício, provavelmente vai precisar de menos medicação. Portanto, no fundo é... Não fazer exercício não é a opção para esses doentes, supostamente. Mas consultar com o seu médico é sempre importante, claro. Deixem-me fazer esta pergunta porque algumas das pessoas que nos podem estar a ver e ouvir neste momento, até estarem a pensar assim, por exemplo, isso é muito engraçado, é muito bem, mas é sério para quando eu era jovem, agora já tenho uma certa idade, tenho problema nos meus joelhos ou nos meus tornozelos, por aí fora, mas há também para este tipo pessoas, algum tipo de exercício físico pode ser feito e adequado a estas circunstâncias, como por exemplo no contexto de piscina ou por aí fora. Ou seja, há sempre forma de poder fazer exercício físico.

Lá está, médico-família para perceber onde é que pode ir. Mesmo estas pessoas não devem desistir. Sem dúvida. A grande parte da população tem condições para fazer exercício físico. Provavelmente não consegue fazer aquele exercício que gostaria ou que a maior parte das pessoas faz. Ou que um jovem de 18 anos faz. Mas consegue fazer alguma coisa. Alguma coisa consegue fazer. Pode ser hidroginástica, pode ser natação, pode ser umas aulas de pilates em que vai treinar o equilíbrio e também faz um bocadinho da parte aeróbica. no início ou no fim. Pode fazer umas caminhadas. Se não conseguir, se estiver desequilibrado com caminhadas, a piscina é ótima. A piscina treina a parte cardiovascular. Treina também o equilíbrio. Eles estão com uma perna, depois estão com outra.

Mas há sempre alguma coisa que se pode fazer. Muito bem. Falta falarmos, e seria muito importante, sobre que tipo de exercício físico devo fazer, quanto tempo devo fazer, mas fico então para um próximo programa. Pode ser? Com certeza. Para quem está desse lado, obrigado por ter estado aí, mas quero-lhe relembrar a oferta que temos estado a fazer. Este guia de estudo, a máquina humana totalmente gratuito para si e também para aqueles que consigo convivem, certamente uma ferramenta muito útil para um estilo de vida mais saudável, com dicas não só na área de exercício físico, mas na alimentação, na área mental e muito mais. Totalmente gratuito, basta entrar em contacto connosco para o 933 939291.

Deve-nos enviar uma mensagem com as palavras MÁQUINA HUMANA e depois entraremos em contacto consigo para poder fazer chegar este guia de estudo pelo correio a sua casa. Lembro mais uma vez o número de telefone 933 939291. Se não teve a oportunidade de assistir este programa na íntegra ou até conhecer toda a nossa programação, bem como os programas que já fizemos anteriormente, estão todos disponíveis no podcast da Radio RCS.NovoTempo.pt, mas também no YouTube da Novo Tempo Portugal. Ficamos a aguardar por si no próximo programa. Até lá, se Deus quiser, e tenha boa saúde.

Sobre este episódio

Neste episódio de Médico de Família, mergulhamos no universo do exercício físico com a Dra. Eunice Parcelas, uma especialista em medicina do estilo de vida. Será que praticar exercício é apenas uma moda passageira, ou um pilar fundamental para a nossa saúde e bem-estar? Desvendamos as diferenças cruciais entre atividade física e exercício físico, e porque é tão vital conhecermos os diversos tipos de movimento que o nosso corpo necessita. Prepare-se para questionar as suas próprias rotinas e descobrir um mundo de possibilidades para uma vida mais plena.

Ao longo da conversa, exploramos os inúmeros benefícios que a prática regular de exercício pode trazer, desde a melhoria da composição corporal e da saúde óssea, ao impacto positivo no humor, ansiedade e qualidade do sono. Abordamos ainda como o exercício pode ser um poderoso aliado na prevenção de doenças crónicas como a diabetes, o cancro e as doenças cardiovasculares, mesmo em casos de obesidade. Ficará a saber que, independentemente da idade ou de condições de saúde preexistentes, há sempre uma forma de se mexer e proteger o seu corpo e mente.

Neste episódio, descubra: * A distinção entre atividade física e exercício físico. * Os diferentes tipos de exercício: aeróbico, de força, de flexibilidade e de equilíbrio. * Os benefícios específicos de cada modalidade para a sua saúde. * O impacto da inatividade física na mortalidade e no desenvolvimento de doenças crónicas. * Como o exercício melhora a saúde mental, o humor e a qualidade do sono. * A importância de praticar exercício, mesmo com problemas de saúde ou em idades avançadas. * Mitos e verdades sobre os riscos associados ao exercício.

Série
Médico de Família · 72 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 15
Estreou
16 de Julho de 2025
Categoria
Saúde