Daniel e o anjo
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Daniel e o anjo

18 de Junho de 202526 min 6 s

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Saúdo todos aqueles que estão conosco neste momento e espero que a nossa reflexão de hoje possa ser um incentivo, uma motivação e constituir um momento de crescimento e desenvolvimento espiritual para todos aqueles que nos estão a ouvir, onde quer que se encontrem. Sofia é uma refugiada adventista que vive num país perto do seu, na região conturbada do Médio Oriente. Como refugiada, ela tinha que trabalhar para ajudar a pagar as contas da família e viu as suas orações respondidas três meses antes quando encontrou um trabalho como cozinheira num restaurante. Ela não conseguia ainda falar bem a língua local, nem a língua de alguns dos seus colegas, mas ela gostava do que fazia.

O restaurante tinha bastante sucesso, o negócio estava a correr bem. Na verdade, estava a correr tão bem que o dono do restaurante anunciou uma manhã que o restaurante começaria a trabalhar também aos sábados. Cada um deveria trabalhar no sábado. Sofia não precisou de tempo para pensar na sua decisão. Deus tinha-lhe dado este trabalho. Ele poderia protegê-la? Ela respirou fundo, endireitou o avental, caminhou na direção do escritório. Como não sabia bem a língua, a sua mensagem foi muito curta. Eu não posso trabalhar no sábado. É o meu dia religioso de descanso. A resposta do patrão também foi rápida. Se não pode trabalhar no sábado, não precisamos mais dos seus serviços. Lamentamos, mas não precisa de vir mais trabalhar.

Quando ouviu a resposta, uma série de pensamentos cinzentos vieram à cabeça de Sofia. Como é que ela e o marido iriam sobreviver sem o salário dela? Como refugiados, eles tinham poucas oportunidades de trabalho. Viver naquele país era caro e o salário deles quase não chegava para as despesas básicas. À medida que percorria o caminho de casa, ela começou a orar a Deus. E Deus começou a responder de imediato, dando-lhe paz. Naquele sábado, ela alegrou-se por ter tomado a decisão certa de ser fiel a Deus e aos seus mandamentos. No domingo de manhã, o telemóvel dela tocou e ela viu que era o patrão a ligar. Com muito cuidado, atendeu. A mensagem do patrão era curta. Sofia, decidi ter em consideração o seu dia sagrado.

Pode voltar a trabalhar na segunda-feira e ter os dias de sábado sempre livres. Sofia quase não conseguia acreditar e balbuciou alguns agradecimentos. A sua cabeça ainda estava às voltas quando, na segunda-feira de manhã, começou a arrumar as panelas e as cafeteiras na cozinha, preparando o pequeno almoço. Como sempre, corvou a cabeça em oração antes de servir o pequeno almoço. Por razões que ela desconhecia, quando os seus colegas a viram orar, pediram-lhe para ela orar por eles também. Estavam todos a comer quando o patrão entrou e se dirigiu a Sofia. Sofia, por favor, pode dizer alguma coisa aos seus colegas sobre a sua fé?" Sofia engoliu em seco. Ela quase não conseguia falar a língua, mas escolhendo as melhores palavras que sabia, falou do amor de Deus, do sacrifício de Jesus, dos milagres que Jesus tinha feito na sua vida.

A cozinha estava silenciosa à medida que ela falava e as pessoas fixavam-na, por isso ela percebeu que as pessoas estavam a entender o que ela dizia. Quando acabou, alguns colegas questionaram-na sobre se Deus era realmente assim. E ela respondeu que sim. Sofia continuou a trabalhar naquele restaurante. Mas ela conta no artigo que eu li na Adventist Review, que daquele dia em diante, os colegas vêem-na de forma diferente, o que lhe tem dado oportunidades

A fidelidade de Daniel

para continuar a falar de Deus. Gostaria que nós pudéssemos ler Daniel, capítulo 6, versículos 19 a 23. E o relato diz assim. E pela manhã cedo levantou-se e foi com pressa à cova dos leões. E chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste. E falando, o rei disse a Daniel, Daniel, servo do Deus vivo, dar-se ao caso que tu, o teu Deus, a quem tu continuamente serves, te tenha podido livrar dos leões. Então Daniel falou ao rei, ó rei, vivo para sempre. O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões para que não me fizessem dano, porque foi achada em minha inocência diante dele. E também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.

Então o rei muito se alegrou em si mesmo e mandou tirar a Daniela da cova. Assim foi tirado Daniela da cova e nenhum dano se achou nele, porque querera no seu Deus." Quando nós lemos este capítulo, que é o capítulo 6 de Daniel, e estou certo de que alguns de vocês já conhecem esta história, Nós ficamos contentes porque, de alguma forma, Deus fez justiça. Lemos a história de Daniel e vemos que ele tinha razão e que foi vítima de uma cilada por parte de colegas ambiciosos e invejosos que queriam o seu lugar e que jogaram com a religião de Daniel para o afastar. Não se contentaram em tirar-lhe o lugar, como decidiram que o melhor era ele desaparecer para sempre. Não fosse dar-se o caso do rei voltar a pensar em integrá-lo quando reparasse que eles não eram tão competentes como Daniel.

Mas embora existam muitos elementos que pudéssemos retirar desta história, eu gostaria de salientar apenas dois ou três aspectos. Em primeiro lugar, às vezes temos dificuldade em situar cronologicamente os acontecimentos do livro de Daniel. Os primeiros cinco capítulos são fáceis porque sucedem-se cronologicamente uns atrás dos outros. Mas o sexto capítulo já não é assim. O sexto capítulo passa-se, é verdade, cronologicamente depois do capítulo cinco. Mas também se passa cronologicamente depois do capítulo sete. Isto é importante. O capítulo 7 ocorreu mais ou menos no ano 553 a.C. E o capítulo 6 ocorreu mais ou menos no ano 539 a.C. Ou seja, 14 anos depois do capítulo 7.

Por que é que eu estou a mencionar isto? Porque no capítulo 7, Daniel teve uma visão que o levou a ter uma perspectiva do grande conflito entre o bem e o mal até o momento em que Jesus haveria de vir fazer justiça. O capítulo 7 mostrou a Daniel que o povo de Deus seria perseguido pela sua fé, que passariam por momentos difíceis e muitos perderiam a vida, mas que no final o Filho do Homem, Jesus, se levantaria para repor a justiça, libertar o seu povo e dar-lhes a vida eterna. No capítulo 7, Daniel percebeu o grande conflito. Muitos de nós percebemos mais ou menos que há um conflito entre Cristo e Satanás e que o diabo usa os poderes deste mundo para nos atingir.

Usa os nossos amigos para nos atingir. Usa os nossos colegas para nos atingir. Usa os nossos irmãos para nos atingir. Mais ou menos nós conhecemos isso. Mas uma coisa é conhecer isso, outra é passar por essa experiência. O capítulo 6 é Daniel a passar sozinho pela experiência do que viu no capítulo 7, 14 anos depois. É bom fazer umas contas. Nós sabemos que Daniel foi levado para a Babilónia no ano 605 a.C. E pensa-se que ele e os seus companheiros teriam na altura os seus 17 anos. De 605 a 539, quantos anos vão? Vão 66 anos. Se adicionarmos 66 anos à idade de 17 anos, qual seria mais ou menos a idade de Daniel nesta altura?

Nesta altura, Daniel teria aproximadamente os seus 83 anos. Satanás procurou tentar Daniel quando ele já não teria muitas forças para resistir. Ele tinha alcançado muitos dos seus sonhos na vida. Era uma pessoa bem-sucedida. Ele poderia simplesmente ter deixado de orar a Deus, como costumava fazer. Reparem que o problema que foi posto a Daniel não era muito complicado. Não lhe foi pedido para quebrar o sábado, nem para comer carne de porco ou beber álcool. Parece que era uma coisa de menor importância. Ou seja, durante 30 dias ninguém podia orar a mais ninguém senão ao rei. Daniel até poderia ter contornado a situação. Ele poderia não orar a Deus nem a mais ninguém. Problema resolvido. Mas Daniel sabia do grande conflito.

pois tinha tido a visão do capítulo 7 e ele identificou o problema. A sua decisão diz-nos algo importante que nem sempre levamos em consideração. No grande conflito não há pecados pequenos ou grandes. Não há desvios mais perigosos e menos perigosos. Há simplesmente ser fiel a Deus em todas as circunstâncias. E para Daniel, ficar sem orar três vezes a Deus, como costumava fazer por dia, não era opção. A sua relação com Deus fazia parte da sua vida. Alguns de nós provavelmente conseguimos passar um mês sem ler a Bíblia, sem estudar a lição da Escola Sabatina e até mesmo sem orar. E o livro de Daniel ensina-nos um aspecto importante para a nossa vida.

Neste livro, Deus faz sempre a coisa certa a nosso favor. Deus age sempre como é suposto que Ele faça. A questão do livro é se nós vamos agir como é suposto fazermos. A questão do livro é se vamos ser fiéis como é suposto que sejamos, nas coisas grandes e nas coisas pequenas. Porque isso é uma questão de identidade. Quando oramos a Deus, o que queremos é que Ele seja fiel para connosco. Mas, infelizmente, nem sempre somos fiéis para com Ele.

A cova dos leões

O segundo aspecto da história que gostaria de evocar convosco é que Daniel foi fiel e as coisas correram como os colegas de Daniel pensaram. Daniel foi denunciado e sofreu as consequências da sua fidelidade. Por vezes, quando somos fiéis, nem sempre as coisas correm muito bem. Muitos pensam que a experiência cristã é uma espécie de uma troca. Eu faço isto a Deus, em troca Deus dá-nos bênçãos. Se fosse assim, todos quereriam ser cristãos e nem sequer haveria um grande conflito. Uma boa parte das vezes nós somos fiéis e as coisas correm mal. E Daniel foi levado para a cova dos leões. E notamos no texto que ele não disse nada contra aqueles que prepararam a armadilha, nem nada contra o rei.

Simplesmente entrou na cova e desapareceu. Foi colocada uma pedra sobre a entrada e o selo real a indicar que a pedra não poderia ser removida. A história é significativa a partir deste momento. Quando Daniel entrou na cova, em princípio estaria a entrar num terreno perigoso. Iria encontrar leões. E, na verdade, os leões estavam lá. Mas estava também ali outro ser, o anjo de Deus. Há uma diferença entre o capítulo 3 e o capítulo 6 do livro de Daniel. No capítulo 3, os amigos de Daniel também foram confrontados com uma questão de fidelidade. Também eles permaneceram fiéis a Deus. Também eles sofreram as consequências da sua fidelidade. Mas diante de todos, Jesus veio e ficou com os amigos de Daniel à frente de todos.

Aqui, no capítulo 6, é na privacidade de Daniel, no meio do seu sofrimento, sem que ninguém veja, que Deus providencia a libertação. No capítulo 6, Daniel está só. Provavelmente os seus amigos já faleceram e é sozinho que ele permanece fiel. Eu gostaria tanto de saber o diálogo que Daniel teve com aquele anjo, porque eles passaram a noite toda ali. Provavelmente Daniel fez algumas festas aos leões. Quando lemos o profeta Isaías, que diz que no céu as crianças brincarão com os leões, percebemos que Daniel viveu na sua cova a experiência dos remides no céu. Uau! Mas foi uma experiência pessoal, privada.

Ninguém aplaudiu o fechar da boca dos leões. Cada um de nós terá a sua prova de fidelidade. Para alguns, essa prova de fidelidade vai ser vista por todos. Para o outro, a sua prova de fidelidade será vivida na solidão. As pessoas só verão os resultados. Um dos resultados é que, qualquer que seja a dimensão aparentemente esmagadora da prova, Deus está connosco. Ele envia o seu anjo para nos ajudar. Não gostaria de concluir a mensagem de hoje sem fazer uma terceira alusão a esta história. Seis séculos mais tarde, Jesus está na sua maior prova, no meio de um grande conflito. Um dos seus amigos e discípulos traiu e vem a caminho com homens armados para prender Jesus.

E Jesus está em angústia. e pede a três dos discípulos e amigos mais chegados que vão a um lugar afastado para orarem um pouco. E Jesus, por sua vez, afastou-se também deles para orar. Mas olha para trás e vê que os seus três amigos acabaram por dormir. Jesus está só e ora. Para Jesus, a comunhão com o Pai era essencial para a vida. E neste momento, pela primeira vez, ele sente que o Pai está distante. cada vez mais distante. Algo que nunca tinha acontecido na vida de Jesus. Na verdade, Deus estava ali, mas Jesus, devido ao facto de carregar os nossos pecados, não conseguia sentir mais a presença íntima de Deus como antes.

Devido à angústia, Jesus chorou sangue. E o evangelista Lucas, no capítulo 22 e no versículo 43, numa passagem que eu gostaria de ler convosco, diz assim, e apareceu-lhe um anjo do céu que o confortava. Jesus passou por uma experiência semelhante à de Daniel, mas com implicações mais profundas e cósmicas. Daniel poderia ter falhado no teste. Isso apenas mostraria que não teria estado à altura como membro do povo judeu. Se, por outro lado, Jesus falhasse a salvação, teria fracassado. O importante é que o Pai, ao ver a angústia de Jesus, não o deixou sozinho.

Deus enviou um anjo que fortaleceu Jesus. Jesus acabou por passar pela sua profação, foi morto, colocado numa gruta com uma pedra que também foi selada, e uma guarda romana a guardar o sepulcro. E Mateus assinala que um anjo do Senhor veio e à sua vista os guardas fugiram. O anjo removeu a pedra do sepulcro e Jesus saiu. Um relato que encontramos no capítulo 28 de Mateus. Eu li uma vez uma história. Três leões salvaram a vida de uma menina de 12 anos na Etiópia. Nem facto. Em junho de 2005, esta menina estava a ir para a escola quando foi sequestrada por vários homens que a queriam forçar a casar.

A polícia foi alertada e começou uma operação de busca. Uma semana depois de ter sido raptada, os sequestradores estavam a levar a menina para outro escondijo, para escaparem à polícia, quando de repente se depararam com três leões que os perseguiam. Os homens deixaram a menina e fugiram. Os leões ficaram a fazer companhia à menina e só saíram quando a polícia se aproximou. Especialistas em animais dizem que o choro da menina pode ter soado aos leões como os gemidos de um filhote de leão. Mais tarde, os sequestradores foram presos pela polícia. Meus amigos, nós todos passamos por provações. E todos vamos passar por provas na nossa fé.

Daniel e Jesus deixam-nos duas certezas. A relação com Deus é fundamental para ficarmos firmes. A decisão e a preparação para as crises da vida são inteiramente nossas. Mas quando decidirmos ficar do lado de Deus, Ele envia um anjo e a sua presença conforta-nos, dá-nos segurança, providencia libertação. A experiência pela qual passarmos a tornar-nos mais fortes e seremos um testemunho para os outros. O que a experiência de Daniel, no capítulo 6, nos ensina, de básico e fundamental, é isso.

O grande conflito

É muitas vezes quando nós não estamos tão preparados, como foi o caso de Daniel, em que a sua idade já era avançada, que as coisas nos acontecem. Nós muitas vezes interrogamos-nos porquê. Desconhecemos as razões, elas passam-nos por cima. São razões que nos transcendem. Às vezes é quando a nossa saúde está mais em baixo, às vezes é quando, animicamente, emocionalmente, nós estamos mais fragilizados. Não interessa. Mas o grande conflito escolhe, parece que aleatoriamente, as situações. Na verdade, não é assim tão aleatório. O adversário. de cada crente, o adversário de cada membro do povo de Deus, sabe onde nos pode atacar melhor. O apóstolo Pedro diz isso de uma maneira interessante, que tem justamente a ver com a nossa história de Daniel 6, da cova dos leões.

Pedro, utilizando justamente a imagem do leão, ele vai dizer que Satanás é como um leão que vai andando ao redor da sua presa, buscando o momento mais frágil, no momento onde ele poderá atacar. E justamente foi isso que aconteceu com Daniel. Só que Daniel tinha a sua experiência de vida, a sua experiência com Deus. Ele tinha passado também por situações angustiantes na sua juventude. Tinha sido levado preso para a Babilónia. tinha sido confrontado com outras situações onde a sua vida tinha estado em risco. E, sobretudo, tal como eu salientei neste capítulo 6 do livro de Daniel, é-nos mostrado que anteriormente, cronologicamente, ele tinha visto o Filho do Homem dirigir-se ao ancião de Dias, também numa situação de grande crise, numa situação de grande confronto, em que o povo de Deus era perseguido, em que muitos deles eram mortos simplesmente porque eram fiéis a Deus.

Daniel, agora, tinha essa visão. E Daniel podia comparar essa visão com a sua própria vida. De maneira que, quando aconteceu esta situação do capítulo 6, em que, para se autopromoverem, os seus amigos foram ter com um rei e propor a esse rei que, a mais, ninguém se adorasse durante 30 dias, a não ser o próprio rei. Claro, isso faz bem ao ego. E Daniel foi confrontado com uma prova da sua fé. Nós muitas vezes somos confrontados com provas da nossa fé. Pode não ser inteiramente uma prova religiosa. Pode ser uma prova sobre saúde. Pode ser uma questão confamiliar. Pode ser algo que nos surpreenda e que nos procura abalar.

E é justamente esse o intuito. Algo que nos procura abalar. Algo que corte essa fidelidade que nós temos para com Deus. E o que nós aprendemos aqui é que a fidelidade é algo que não se pode cortar. Porque quando nós amamos alguém, é normal que sejamos fiéis. Nós somos fiéis àqueles que amamos. Somos fiéis aos nossos filhos. Somos fiéis aos nossos pais. Somos fiéis aos nossos cônjuges. Somos fiéis aos nossos amigos. E, por via das consequências, somos fiéis a Deus. E quando somos fiéis, pura e simplesmente, Nós não podemos dizer que não. E quando somos fiéis temos que arcar com as consequências dessa mesma fidelidade.

E o que é interessante aqui é esse desaparecimento. Nós vimos no texto de Daniel 6 e vimos também no texto da morte de Jesus. Há um desaparecimento total. Muitas vezes nós ficamos completamente sós com os nossos problemas, com as nossas dificuldades. À mercê, poderíamos dizer, das circunstâncias. Mas, à mercê das circunstâncias, nós não estamos sós. Deus vela por cada um de nós. Deus guia cada um de nós por entre essas mesmas circunstâncias. E por entre essas circunstâncias, Deus envia muitas vezes o Seu Anjo, outras vezes envia o Seu Espírito Santo, para que Ele nos conforte, Ele nos anime, Ele motive cada um de nós.

E é ao passarmos por essas circunstâncias que a nossa fé se aperfeiçoa, que ela fica mais forte, que ela é, no dizer da Bíblia, refinada. E essa refinação vai nos ajudar, não apenas a nós próprios, mas a ser um testemunho para a posteridade. Daniel pôde depois redigir esse capítulo 6 e continuar a mostrar como, apesar da sua situação de fragilidade, Deus esteve com ele. E Deus fez aquilo que era impossível. Como pastor, nem sempre as coisas correm bem quando eu visito pessoas que estão doendo. Às vezes, e já me tem acontecido, essas pessoas, por exemplo, morrem das suas

A esperança em Deus

doenças. Mas no acompanhamento espiritual que eu faço com essas pessoas, há algo que sempre me surpreendeu. É a maneira como elas confiam a sua vida inteiramente a Deus. E como elas, apesar das circunstâncias, e muitas vezes apesar de saberem que vão morrer, elas percebem que existe uma esperança, que é a esperança da ressurreição, que as leva para lá, do panorama sombrio que a morte em si própria encerra. E quando converso com essas pessoas e quando estou a fazer esse acompanhamento, surpreendo-me. porque seria de elas se sentirem angustiadas, de elas se sentirem interpeladas por irem no caminho do desaparecimento do ser.

Mas, invariavelmente, encontro essas pessoas com uma confiança em Deus, falando-me da esperança da vida eterna, tristes, evidentemente, por deixarem os seus antequeridos, mas capazes de perceberem que o rio-encontro dar-se-á daí a pouco. E com os seus familiares, muitas vezes acontece exatamente a mesma coisa. Quando eles são crentes, percebemos que eles sabem que apesar do momento difícil que atravessam, Deus proporcionará o reencontro. O rei Dariu foi o único que não dormiu bem naquela noite, depois de ter encerrado Daniel naquela cova. Daniel passou pela experiência da cova dos leões, acompanhado por um anjo.

e nunca se terá sentido, se calhar, tão seguro como naquele perfeito momento. E também para o rei Dariu, para esse personagem que aparece na Bíblia como rei Dariu, e que a história nos fala como sendo o general que conquistou Babilónia, Hugo Baru, Gobrias, no grego, quando ele, angustiado, se aproxima daquela cova, meio duvidoso, não sabendo se Daniel estava ou não estava vivo. É surpreendido pelas palavras de Daniel. O meu Deus enviou o seu anjo e ele fechou a boca dos leões. Eu não sei qual é a aprovação pela qual cada um de vocês estará a passar neste momento, mas gostaria de vos dizer que, qualquer que ela seja, coloquem a vossa vida confiantemente nas mãos de Deus.

Deus dar-vos-á a resposta apropriada à vossa necessidade, à vossa situação. E também cada um de vós poderá fazer esta experiência de Daniel, a experiência de Jesus Cristo, a experiência de um anjo que nos vem confortar, por vezes por um pensamento, Às vezes Deus envia-nos alguém que nos dá palavras de conforto, que nos anima e que nos dá uma outra alegria para aquele momento, para aquele dia. Muitas vezes proporciona-nos um alívio muito momentâneo, mas que é o suficiente para nós vermos o brilhar do Sol perante as nuvens que obscurecem a nossa existência. Confie em Deus, porque quando nós somos fiéis a Deus, Deus é fiel a cada um de nós.

Poderemos ter que passar por situações adversas, mas não são essas adversidades que nos ocultam da pessoa de Deus. Ele está connosco. Ele dá-nos a certeza, tendo bom ânimo. Eu venci o mundo. Jesus venceu por cada um de nós. Ele ajuda cada um de nós a vencer as dificuldades e os problemas da vida pelas quais passa.

Sobre este episódio

Embarque numa jornada de fé e resiliência com histórias que transcendem o tempo. Conheça Sofia, uma refugiada numa terra distante, cuja dedicação inabalável à sua fé a coloca perante uma escolha impossível: o seu sustento ou os seus princípios. A decisão leva a consequências imediatas e aparentemente desastrosas, mas é no silêncio da sua convicção que se manifesta uma reviravolta surpreendente, abrindo portas inesperadas e transformando não só a sua vida, mas também a dos que a rodeiam. Este episódio explora a complexidade do conflito entre a fé e as realidades da vida, ecoando a dramática experiência de Daniel na cova dos leões e os momentos mais sombrios enfrentados por Jesus. Descubra como, mesmo nas provações mais solitárias e aparentemente esmagadoras, a presença divina é uma constante. Falamos sobre a fidelidade inegociável perante a pressão; o poder da oração em tempos de incerteza; como a confiança em Deus pode transformar o impossível; a surpreendente intervenção divina em momentos-chave; e lições intemporais sobre resiliência e propósito.

Série
A Mensagem · 73 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 12
Estreou
18 de Junho de 2025
Categoria
Espiritualidade