29:36Olá, prazer estar consigo aqui na Voz da Esperança. Regressamos para mais um episódio. Continuamos aqui na antena da RCS ou na grelha da Novo Tempo Portugal a descobrir e a explorar os grandes fundamentos da esperança. Muito obrigado por regressar connosco aqui. Hoje temos mais um tema que eu considero muito importante, na verdade uma espécie de continuação do nosso último episódio. Se porventura hoje se junta a nós e quem sabe descobriu aqui a voz da esperança de alguma forma, quem sabe casualmente na sua televisão, no seu rádio, ou porque alguém lhe recomendou ouvir o programa e foi ao podcast, enfim, seja qual for a forma que chegou até nós, Se está connosco pela primeira vez ou se calhar nunca teve a oportunidade de ouvir grande parte dos nossos episódios que estão para trás, saiba que há uma forma de o fazer.
É evidente que na rádio ou na televisão já não consegue fazê-lo, mas temos os nossos conteúdos disponíveis em diferentes plataformas. Na verdade, se quiser ver os nossos programas, basta ir ao YouTube da Novo Tempo Portugal. É tão simples quanto isto. Procure aí no seu YouTube, escreva Novo Tempo Portugal e aí vai encontrar no nosso canal. Procure por Voz da Esperança e aí terá todos os episódios anteriores, se quiser vê-los e ir fazendo aqui também a sequência, se não teve a oportunidade de estar connosco. Claro, na rádio também o pode fazer. pode ir, na verdade, às plataformas de streaming, de podcast, sobretudo, mas também o pode fazer diretamente no nosso site. Pode ir a novotempo.pt e aí, precisamente na área da rádio, vai encontrar os podcasts, os episódios em áudio aqui da Voz da Esperança, mas também dos muitos outros programas, dezenas de programas, na verdade, que temos disponíveis, precisamente aí também, em novotempo.pt.
Portanto, não será por falta de oportunidade que não vai poder escutar e estar connosco, mesmo nos episódios que já estão para trás. Hoje, antes de abrirmos a palavra a Deus e refletirmos juntos sobre a esperança, vamos ouvir sobre a esperança, mais uma vez, hoje, com as vozes de harmonia do quarteto Voz da Esperança. Libera e nos mantém pois guardamos o Senhor Te possuímos, que Jesus nos dá, Vem a promessa que nos pede.
Desde que o tempo logo vem E as missões daqui a lém, Aleluia! Aleluia! Aleluia! Servos de Vita pra Vita tocar Deus Jesus voltará A todo mundo a mensagem levar Deus Jesus voltará e vozes ao som e coelho, breve Jesus voltará.
Ondas do mar, a canção e tuor, breve Jesus voltará. Viva Jesus, Votarão! Viva Jesus, Votarão!
Há palavras de Jesus que nos surpreendem. Não só a nós, eu imagino às pessoas que o ouviram contar as suas histórias, fazer os seus discursos. Há realmente palavras de Jesus que são desconcertantes, surpreendentes. Às vezes palavras que à primeira vista quase nos parecem impossíveis. Uma dessas expressões, desses ensinamentos, é o que encontramos em Mateus no capítulo 5 e no versículo 48. E foi aí mesmo que Jesus disse as seguintes palavras. Que é que me diz?
Perfeitos. Que tremendo desafio, não é? A primeira impressão será que Jesus estará com certeza a exagerar. Como é que alguém pode sugerir, ou mesmo neste caso exortar, a que algum ser humano seja perfeito? Ou a exagerar, como dizia, ou talvez possamos pensar, bom, talvez seja uma figura de estilo Será mesmo que Jesus estava a chamar-nos para um nível de vida que humanamente, se formos bem honestos, todos sabemos que não conseguimos atingir? Porque falando daquilo que tantas vezes entendemos como perfeição, quantas vezes já tentámos e tentámos em tantas áreas da nossa vida, por isso é que eu digo, arrisco-me a dizer que qualquer um de nós concordaria que ser perfeitos, sem falhar em nada, não é possível.
Ora então, o que é que Jesus queria dizer? Ainda noutros episódios aqui falávamos sobre o facto de que Jesus tem um projeto para a nossa vida e que não é apenas um retoque. Neste caso, Jesus vai mais longe ao explicar do que é que é e designa esse projeto como perfeição. E o mais incrível a isto é que Jesus não recua nesta intenção. Ele quer este projeto de perfeição e quer e o deseja-o para todos nós. É como se Jesus não aceitasse menos do que o que é perfeito. Mas o tema é complexo e por isso temos que o entender nas suas várias dimensões.
O centro desta mensagem é que a perfeição que Jesus propõe nunca poderá ser entendido como um fardo ou uma exigência cruel. É o caminho da verdadeira alegria. Isso é, aliás, a única coisa que é consistente com o que o próprio Jesus disse. Por isso, vamos tentar entender a perfeição à qual Jesus nos chama, é Deus a trabalhar em nós até sermos transformados à imagem do seu Filho. Ora, a perfeição na Bíblia não é a ausência do erro humano, da falha humana. A perfeição é a inteireza, se quiser, a plenitude de coração, de intenção, de vontade.
É a maturidade do ser, é o alinhamento total com a vontade de Deus. E quando falamos de alinhamento com a vontade de Deus, entendemos que a perfeição é o caminho que permite esse alinhamento. E a Bíblia explora este tema em muitas outras ocasiões e também com outros autores. Por exemplo, o apóstolo Tiago, no primeiro capítulo do seu livro, e no capítulo 4, lemos o seguinte lá, tenha porém a paciência. a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem que falte coisa alguma. Vemos então que Deus não quer apenas consertar partes da nossa vida, Ele quer formar em nós este caráter, o caráter de Cristo.
Ora, esse processo não acontece num dia, naturalmente, mas começa com uma decisão. É a decisão de base para que seja possível esta experiência. é a entrega total. Essa entrega total, uma submissão holística da nossa vida, ela também é explorada e é explicada na Bíblia. Em Filipenses, por exemplo, o apóstolo Paulo, quando escrevia à igreja que ele estava nessa cidade, Filipes ele dizia assim, capítulo 1, versículo 6, e o encorajamento do apóstolo era este, tendo por certo isto mesmo. que aquele que em vós começou esta boa obra, aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo." Notou bem estas palavras?
Deus começou, Deus vai terminar. Esta é a mensagem. Mas Deus não força ninguém a esta obra, seguramente. mas ele convida. O chamado à perfeição é um chamado à submissão total a Deus. Se pudéssemos resumir esta ideia de perfeição, tal como Deus a sugere, como a palavra de Deus a explica e Jesus deu o exemplo dela, poderia ser a seguinte, a vontade de Deus e não a minha. Logo, não estamos a falar de uma perfeição naquele sentido humano, de conseguir acertar tudo à primeira sem mácula.
Trata-se de uma entrega e de uma submissão da minha vontade. Mas note bem, Deus leva esta entrega a sério. É por isso que Ele não nos pode pedir metade da entrega. ou uma percentagem dessa entrega, porque seria impossível de saber, de medir e de perceber até que ponto, o que é que eu podia deixar que não fosse entregue, até que ponto ou em que parte da minha vontade seria melhor do que a vontade de Deus. Podemos usar uma imagem para ilustrar esta realidade.
Imagine a sua vida como uma casa, mas uma casa antiga, a precisar de obras. Deus entra na sua vida, que é essa casa, com a intenção de fazer reparações. E agora imaginemos, Deus primeiro começa a consertar coisas que estavam mesmo totalmente destruídas. A canalização, quer dizer, a água já não passava, então era preciso corrigir essas falhas graves, talvez um buraco no telhado mesmo, umas telhas partidas. É evidente, não pode ficar assim. Então Deus vai e tapa os buracos no telhado, até aí tudo normal. Mas depois imagina o seguinte, agora Deus vai e começa a derrubar paredes. Deus começa a abrir janelas onde não existiam. E, de repente, começamos a perceber que Deus não está a transformar ou a mudar uma coisa aqui, uma coisa ali, ou a corrigir as grandes falhas visíveis.
Deus está a transformar a casa toda. O que é que Deus está a fazer na nossa vida? A partir desta imagem, podíamos dizer o seguinte, Deus não quer apenas consertar a nossa vida. Ele quer habitar em nós. Há uma diferença muito grande nestas duas dimensões. Fazer obras e habitar em nós. Ora, querido amigo da Voz da Esperança, este é o caminho da perfeição. É esta a perfeição que é como um chamado à santidade. Não se trata de aparência religiosa. É antes algo tão profundo que pode ser expresso nesta ideia.
Deus a viver em nós. Somos a sua habitação. E por isso a imagem de Cristo forma-se na nossa vida. Porque é aqui que Ele vive. É aqui que Ele age. É aqui que ele se manifesta. O apóstolo Paulo, quando escrevia os Efésios, falava precisamente esta ideia de maturidade cristã. Efésios 4, 13, ora veja estas palavras. Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, o homem perfeito à medida da estatura completa de Cristo. Reparou então qual é o padrão?
Qual é a medida e a referência? Cristo. Não se trata de uma boa ou de uma versão melhorada de mim mesmo. Trata-se da presença de Jesus formada em mim. Como é que isto acontece? Há um conjunto de elementos, claro, que todos são como que forças que me apontam e encaminham nessa direção. O primeiro deles é a graça de Deus, mas a perseverança é também a correção, porque há coisas que estão mal, e claro, é a obediência. São vários destes elementos que são necessários para que seja possível esta obra.
Há mais uma metáfora que queria partilhar consigo e esta encontramos-la, na verdade, na Palavra de Deus, na carta do apóstolo aos Hebreus. Acompanhe-me aqui no capítulo 12, versículos 10 e 11. Vou partilhar consigo na tradução um livro, uma tradução, uma linguagem contemporânea muito interessante e que nestas palavras, neste texto em particular, ainda nos ajuda a compreender melhor. E a metáfora então é a seguinte. Os nossos pais, terrenos, só por um curto espaço de tempo nos educam, procurando fazer o melhor que sabem. Porém, a correção de Deus é para nosso bem, para participarmos da sua santidade, pois com certeza que nunca é agradável ser castigado, no momento em que somos corrigidos custa-nos muito, mas depois é que se vêem os resultados, nos que foram disciplinados para uma vida justa e de paz.
Maravilhosas palavras do apóstolo Paulo. Educa os seus filhos. É por isso que podemos usar esta imagem dos pais que procuram corrigir e educar os seus filhos. Deus educa-nos, forma-nos, refina-nos e aperfeiçoa-nos. É por isso que é possível falar de perfeição quando se trata do crescimento e da construção de um ser humano e de um cristão, porque a perfeição é, na verdade, a expressão da obra que Deus faz em nós. Ora, tudo o que Deus faz é perfeito. Por isso é que Deus nunca nos poderia chamar a outra coisa que não fosse a perfeição.
Porque o amor de Deus não existe para nos deixar imaturos, inconstantes. Por isso é que a perfeição cristã não pode ser vista como uma obra inalcançável ou impossível. Nota o seguinte. Alguns olham para a perfeição como uma meta que é possível, porque nós vamos conseguir chegar a um ponto de ser tão certinhos que deixamos de pecar. E muitos veem, portanto, a meta da perfeição como algo que o ser humano, se tiver, por exemplo, uma lista de comportamentos muito extensa e muito completa e muito certinha, quanto mais corretos formos a cumprir aquela lista, mais depressa nos tornaremos perfeitos.
Então esta é a forma como alguns cristãos até olham para esta realidade da perfeição a que Jesus nos chama. Outros consideram que não vale a pena sequer pensar na ideia de perfeição porque nós somos muito fracos. E como de facto somos fracos e caímos porque essa é a nossa natureza, então vamos afastar a ideia de perfeição como um objetivo ou uma possibilidade. Ora, a verdade que a Bíblia nos apresenta e que Jesus nos ensinou, curiosamente não está nem numa versão nem na outra. Qual é a versão de Cristo? É que a perfeição nos é possível, mas não é uma obra nossa.
É a obra do Espírito Santo em nós. Por isso, como dizíamos há pouco, Ele começou a obra e Ele vai completá-la. Mas há um conjunto de dimensões que nos implicam a nós, as nossas escolhas, a nossa entrega, o nosso compromisso com Deus, a nossa obediência, o nosso estudo diário com Deus, da Sua Palavra e a nossa comunhão com Ele. como o apóstolo Paulo explorava bem este tema ainda, agora, segunda de Coríntios. É a carta que vamos ler aqui, um versículo, capítulo 3, versículo 18. O apóstolo diz assim, todos nós, com o rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem como pelo Espírito do Senhor.
E veja que a expressão chave para entender este processo que aqui nos é descrito é somos transformados. Foi isto que escreveu o apóstolo. Veja que ser transformado não é uma forma de pressão sobre nós e sobre a nossa conduta. Como se Deus andasse a medir a qualidade das nossas obras. É uma transformação que acontece de forma permanente, constante na nossa vida. Ela é diária, ela é graciosa porque sai das mãos de Deus. É por isso que não podemos fugir porque seríamos os primeiros a ser prejudicados àquilo que Deus nos diz e nos chama.
E hoje Deus continua a dizer. Ser perfeito. Perfeição não é um chamado para Deus nos esmagar, porque depois nós iríamos falhar e Ele diz, vês, eu coloquei a fasquia muito alta, mas tu és incapaz. O convite a ser perfeito não é um convite ao esmagamento, porque Deus não esmaga os seus filhos, na verdade Ele esmagou-se por eles. O convite a sermos perfeitos é um desafio para nos elevarmos. Porque fraqueza já nós sabemos que temos. Logo, Deus não nos pode empurrar para baixo. Esse já é o sentido das nossas escolhas, das nossas atitudes, tantas vezes.
Mas como Deus nos quer restaurar àquilo que fomos criados para ser, então Ele desafia-nos à perfeição. A uma obra que Ele pode fazer em nós. A perfeição são homens e mulheres cheios do Espírito de Deus. E por isso são cheios de amor, cheios de verdade, cheios de Cristo e de tudo aquilo que ele foi. É por isso que o desafio, apesar de amigo, o desafio é que não se contente com uma fé morna. Uma fé de satisfaz. Não se contente com essa dimensão a olhar para a natureza das suas fraquezas, com uma vida que seja boa o suficiente.
O convite é este.
Aceita o desafio que o próprio Jesus nos faz. Esse desafio de perfeição é um caminho de santidade, de proximidade total com Deus. Como é que este Senhor tem? Entregue-lhe tudo. Submeta totalmente a sua vida, confie que Jesus não vai parar até que ele esteja plenamente formado na sua vida com uma imagem daquilo que Deus é e de que ele projetou para a sua vida. E eu convido agora a escutar a Flávia a cantar uma maravilhosa melodia e um poema que hoje vai dizer-lhe exatamente isto. Só em ti é a mensagem que vamos ouvir.
Porque só em Jesus é possível experimentar esta vida plena, esta vida de perfeição, a obra perfeita que Ele quer realizar em nós. Só nele. Só em ti. Porque o teu amor é melhor do que a vida os meus lábios te louvarão enquanto eu viver em teu nome levantarei as minhas A minha alma se ferterá só em Ti Só em Ti A minha alma se ferterá só em Ti
Só em Ti, só em Ti, meu Jesus Porque o Teu amor é melhor Nos lábios te louvarão Enquanto eu viverei Então não me levantarei As minhas mãos A minha alma se fartará estrangeira estrangeira
estrangeira estrangeira.
Estamos a chegar aqui ao final do nosso programa Voz da Esperança, depois desta maravilhosa mensagem que ouvimos. Eu queria ainda ajudá-lo a confirmar, se quiser, de uma maneira mais profunda, de que é possível responder de forma positiva a este apelo de Jesus. É esta perfeição que não se conquista através da nossa tentativa, mas através de uma entrega que permite que Deus opere em nós uma obra extraordinária. Por causa disso, eu hoje, ao preparar esta mensagem, pensei, de facto, nestes quatro pequenos livros que tenho aqui nas minhas mãos e que são uma oferta muito especial que hoje gostaria de lhe fazer. Trata-se de uma obra extraordinária que faz um percurso sobre a vida de Jesus.
Ele chama-se o Desejado, é um título que é atribuído ao Senhor Jesus, que vai desde aquele que nasceu, aquele que viveu, aquele que chama e aquele que vai voltar. Se quiser receber este pequeno kit, na verdade, com estes quatro livros, é uma oferta hoje muito especial que tenho para si, aqui na Voz da Esperança. Envio uma mensagem. basta dizer que quer receber o kit de livros O Desejado, 933 93 92 91. Este é o nosso número, 933 93 92 91, e hoje receberá da nossa parte esta oferta tão especial, uma história da vida de Jesus, para perceber como é esta perfeição em ação. Se Deus quiser, Com vida e saúde, que se o Senhor nos der até lá, na próxima semana estaremos juntos.
Que Deus abençoe a sua vida. Fica o Encontro marcado.
Neste episódio, embarcamos numa jornada profunda para desmistificar a perfeição espiritual, inspirados pela mensagem central de Jesus: 'Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus'. Exploramos o significado desta exortação, questionando se a perfeição, tal como entendemos, é sequer alcançável.
Através de reflexões e insights, desvendamos que a perfeição espiritual não se resume à ausência de erros, mas sim à plenitude do coração e ao alinhamento total com a vontade de Deus. Descobrimos como este caminho se manifesta na prática, desde a graça divina até à perseverança, correção e obediência, elementos essenciais para a transformação interior.
Convidamo-lo a uma reflexão profunda sobre como Deus não apenas 'conserta' as nossas vidas, mas deseja 'habitar' em nós, transformando-nos à imagem de Cristo. Junte-se a nós nesta exploração inspiradora, com momentos musicais com o Quarteto Voz da Esperança, para descobrir como a perfeição, longe de ser um fardo, é o caminho para a verdadeira alegria e realização espiritual. 🎶