Como Aumentar a Fé e a Confiança

Como Aumentar a Fé e a Confiança

08 de Setembro de 202526 min 18 s

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E. É um prazer estar de volta. Estamos de regresso aqui à Novo Tempo para o programa Voz da Esperança. Muito obrigado por voltar comigo e se juntar a nós para mais um episódio aqui do nosso programa. Estamos a estudar um tema muito interessante, eu considero. Não tem aí nada a ver com ser eu a partilhar esse tema, mas onde é que é a fonte desse tema. Estou a falar-lhe das parábolas de Jesus, que têm sido o nosso modo aqui ao longo dos últimos episódios, e estamos, parábola a parábola, a descobrir esses grandes ensinos que Jesus, esse Mestre de Sabedoria, tem partilhado connosco, e por isso continuamos aqui a estudar estas parábolas.

Porque parábolas são também sinónimo de esperança. Porque esses ensinamentos são instruções que nos ajudam realmente a perceber o plano de Deus para a nossa vida e como Jesus está realmente a trabalhar. Todo o céu está envolvido na nossa salvação. As parábolas também são, claro, fontes de inspiração para a nossa vida prática, ajudando-nos a perceber como tomar as melhores decisões. Mas, sobretudo, a perceber como Deus está envolvido connosco. com a nossa vida e com a nossa salvação. Venha daí, vamos hoje mergulhar em mais uma extraordinária história de Jesus. Antes disso, vamos ouvir juntos as vozes do quarteto Voz da Esperança.

Vivem noutro tempo Pois aguardamos o Senhor Repossuímos que Jesus nos dá Antes que o tempo logo venha As leções daqui além Tenha alerta a não cantar Aleluia!

Aleluia! Cervos de Deus, a trombeta tocai, breve Jesus voltará. A todo mundo, a mensagem levai, breve Jesus voltará. Montes e balas, um som ecoar Prevas, Jesus voltará Ondas do mar, a canção entoar Prevas, Jesus voltará Jesus, Vão ter a experiência.

A parábola do amigo

Hoje vamos, dizia há pouco, mergulhar, mergulhar juntos numa das verdades mais poderosas e até transformadoras do Evangelho. Como é que nós podemos crescer em fé e confiança no nosso Deus? A verdade é que vivemos dias de incerteza. Quantas vezes a nossa alma se inquieta diante do que está à nossa volta, o nosso coração angustia-se até com as lutas e desafios da nossa própria vida, e muitas vezes no meio desta realidade há uma pergunta que acaba por surgir, que ecoa na nossa mente. Senhor, como é que eu posso confiar mais em Ti num mundo tão difícil como este? Mas não se desespere diante destes questionamentos.

Jesus não apenas responde com palavras, mas ele ensina-nos através de exemplos vivos e, claro, com as suas histórias, histórias eternas. Hoje vamos aqui falar sobre esta voz, a voz do Salvador. O meu desafio é que juntos vamos permitir que a palavra de Deus volte mais uma vez a falar profundamente ao nosso coração. Para isso, vamos voltar ao Evangelho, às Escrituras, e vamos agora ao Evangelho de Lucas, onde, aliás, já estivemos no nosso último episódio, mas agora num outro capítulo à procura de uma história bem interessante que Jesus contou.

Para isso o desafio, eu hoje vou abrir a minha Bíblia diretamente aqui para olharmos para esta história e encontrarmos luz nela. Bom, vamos ao Evangelho de Lucas, como lhe dizia. Vamos procurar aqui. Vamos hoje ao capítulo 11. E encontramos aqui uma parábola interessante, que muitas vezes é chamada a parábola do amigo importuno. Vamos ver de que forma é que alguém foi importunado e qual é o tema desta história. Vamos a isso. Lucas 11, já lhe tinha dito, eu vou ler aqui a partir do versículo 5. Então Jesus contou-lhes também esta história. Qual de vós terá um amigo e se for procurá-lo à meia noite e lhe disser amigo empresta-me três pães pois que um amigo meu chegou a minha casa vindo de caminho e não tenho o que apresentar-lhe.

E se ele, respondendo de dentro, disser, não me importunes, já está a porta fechada e os meus filhos estão comigo na cama, não posso levantar-me para te os dar. Digo-vos que ainda que não se levanta a dar-lhes, por ser seu amigo, levantar-se há, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que lhe tiver pedido. E eu vos digo a vós Pedi e dar-se-vos-á, Buscai e achareis, Batei e abrir-se-vos-á. História curiosa é esta, dá quase para nos colocarmos no lugar deste homem e imaginar o que seria alguém bater à nossa porta. Um amigo que nos importunasse ali à meia-noite, qual seria a nossa reação?

Jesus conta esta história e diz nem que fosse por causa da chatice de ter alguém ali àquela hora, nós íamos fazer à vontade do nosso amigo.

A lição da oração

O que é que Jesus quis ensinar com esta história? É isso que vamos descobrir e vamos explorar nos próximos minutos. Ora, esta história, claro, ela fala sobre oração. E é sobre a oração, sobre esta fé que persevera e que insiste, que Jesus quis ensinar através desta ilustração. Jesus apresenta-nos um homem comum, à meia-noite, que bate à porta de um amigo. O que é que é isto? Um pedido inconveniente? Quem é que vai bater à porta de alguém à meia-noite? Talvez. Convenhamos que realmente é um pedido algo estranho e inconveniente, mas este homem estava preocupado, ele sabia que precisava muito daquele pão, mas talvez mais importante do que a necessidade daquele homem é ele saber onde devia buscar.

E mesmo diante de uma recusa inicial, que é um pouco hipotética, porque Jesus está a colocar a hipótese de, ainda que ele dissesse que não, para depois dizer que sim, a verdade é que o amigo que vai à casa do seu amigo em busca de pão, de satisfazer a sua necessidade, esse amigo insiste, ele persiste, ele não desiste, mesmo quando encontra uma certa oposição. É por isso. que a primeira lição que esta história nos dá é uma lição sobre fé e sobre oração. A fé verdadeira é perseverante. A fé verdadeira não tem receio, não se afasta. A oração que o homem, a mulher que busca a Deus, a oração não é tímida nem apressada, a oração daquele que realmente precisa de Deus.

É por isso que esta oração que aqui está representada é a de uma alma que clama a Deus com sinceridade e por isso também com perseverança e intensidade. O que Jesus nos mostra aqui é que Deus não é como um amigo que é relutante, mas que Deus está pronto a abrir a porta se batermos com fé. É por isso que eu ainda li ali o versículo 9, que no fundo já é a parte da interpretação de Jesus, e qual foi essa primeira interpretação? O que Jesus mostra nesta interpretação é de que a oração que move o céu é esta oração que não desiste na primeira tentativa.

Por isso é que é bate, é busca ou procura. E a história, mesmo parecendo um pouco estranha, a história coloca essa ideia de um amigo que fica até chateado para colocar a ênfase naquele que intensamente procura até que o seu amigo abre o coração, ou seja, abre a porta, abre a fonte dos seus recursos. Qual é o recurso principal que Deus está desejoso nos dar? Esse pão, essa fonte inesgotável, é sobretudo acerca do Espírito Santo. Deixe-me dizer-lhe isto. O pão, nesta parábola, obviamente não representa alimento físico. Mesmo se nas nossas orações também podemos lutar e buscar em Deus para a sua bênção ser sobre a nossa vida material.

Mas é evidente que nesta história o pão está a representar muito mais o alimento espiritual. Esse é o pão da vida. E nós sabemos que Jesus é ele mesmo, esse pão. Mas, para partilhar esse pão, é claro que nós precisamos de recebê-lo primeiro. É por isso que o homem, nesta parábola, não pedia para si. Note bem isto. Ele não foi dizer, por favor, amigo, dá-me três pães, porque eu tenho fome, à meia-noite. Ele disse, dá-me três pães, porque eu tenho alguém em minha casa com quem eu preciso partilhar. Ou seja, ele não pedia para si, pedia para outro. O que quer dizer que esta história ilustra esta grande verdade? Este homem orava não para ser abençoado egoisticamente, por uma necessidade qualquer, mas para poder ser o canal da benção.

E aqui Cristo mostra-nos, no fundo, algo grandioso. E lembremos destas palavras que agora vou partilhar consigo. Jesus dizia, se vós, sendo maus tantas vezes, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai Celestial, o Espírito Santo, àqueles que lhe o pedirem. Onde é que imagina que está este texto? Precisamente aqui na sequência da história que eu acabei de partilhar. Estamos em Lucas 11 e agora no versículo 13. É por isso que podemos saber, por esta interpretação, ou seja, o discurso que Jesus faz a seguir à parábola, que sabemos que a essência deste pão é o Espírito Santo. Nós não oramos, portanto, apenas por coisas ou necessidades ou bens materiais.

Esta oração é por presença. E o que o Pai, o que Deus deseja conceder aos seus filhos, acima de tudo, é o Espírito Santo, porque Ele é o maior dom do céu. E o Espírito Santo é aquele que nos fortalece, que nos consola, que nos capacita, que nos inspira. É isto que a Bíblia diz. É Ele também que transforma os nossos pedidos numa comunhão viva com Deus. Portanto, quem busca pão para outros, para ser uma bênção para outros, para ser um canal dessa presença de Deus, encontra o céu batendo à sua própria porta. Torna-se um espaço de recepção de bênção.

O que é certo é que esta história também nos mostra que a nossa confiança cresce na medida em que temos mais intimidade com Deus.

Intimidade com Deus

Lembremos-nos de Jesus. Como é que Jesus orava? Jesus orava não como um dever, como um ritual litúrgico, como uma forma de cumprir a religiosidade. Não, Jesus orava como uma necessidade profunda. É por isso que sabemos, através dos Evangelhos, que Jesus buscava comunhão com o Pai antes de qualquer outra coisa na sua vida, antes de buscar qualquer outro milagre. E isso diz-nos o quê? que a confiança não nasce do acaso, mas mais, a confiança com Deus também não nasce do mero cumprimento de formalidades religiosas, nasce de intimidade com Deus, como um encontro profundo.

Aliás, vou lembrar-lhe aqui um texto da Escritura que diz o seguinte. O Senhor me deu uma língua erudita para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. E depois continua assim. Ele desperta-me todas as manhãs. Desperta-me o ouvido para que ouça como os que aprendem. texto maravilhoso, Isaías capítulo 50 e o versículo 4, diga-lhe para depois se quiser ler melhor este texto. O que é que nós percebemos aqui? Mesmo para que eu seja uma bênção para os outros, eu preciso desse tempo de encontro e de intimidade com Deus. É por isso que nesta história, nesta parábola, Cristo está a chamar-nos a este tipo de relacionamento, ou seja, uma fé que cresce nesse tempo de silêncio, nessa quietude, que pode ser na madrugada, ou em qualquer outra hora, mas que precisa, sobretudo, de um tempo de separação, um tempo para meditação profunda, na palavra de Deus, numa conversa sincera com o nosso Pai.

E quando acontece esse tempo de encontro profundo, de intimidade, esse pão da graça, então, é nos dado, ele está disponível. Só que ele precisa de ser buscado nesse tempo, nesse encontro, em que a nossa alma se derrama e se encontra com Deus. Acredito numa coisa, a fé que sustenta em público, na nossa vida, no nosso testemunho, essa fé é regada lá no silêncio daquela oração secreta, profunda, silenciosa. E muitos crentes vivem em desertos espirituais porque ainda não encontraram a estrutura na sua vida para esse tempo de encontro profundo e de intimidade com Deus.

É uma das maiores necessidades da nossa vida. E esta oração, claro, que não é uma negociação, não é, bom, eu vou a Deus, apresento-lhe aqui uma lista de coisas, deixa cá ver quais é que Ele me pode dar. Esta oração que estamos a falar O que Jesus depois explicou, a seguir à sua parábola, é uma oração que tem a ver com transformação, não com uma negociação entre o que Deus pode e não pode dar. Nesta parábola, é claro que o amigo bate à porta e bate com urgência. Precisa de algo, mas não se esqueça que a história é uma ilustração. Porque o que o texto nos está a revelar é uma coisa mais profunda do que apenas essa aparente superficialidade. A oração não é uma tentativa de convencer Deus a mudar.

Como se Deus não quisesse uma coisa e depois nós, porque oramos, Deus lá se convence e muda de opinião. Nós sabemos que Deus não é assim, não é a sua natureza. A Bíblia diz isso de tantas formas. Mas o que a oração faz é que nos alinha com a sua vontade. Sabe que às vezes Deus espera para nos dar alguma coisa, para nos conceder uma bênção, porque há algo em nós que precisa de mudar primeiro. Sabe isto? Deus às vezes permite-nos passar até por provações, para que nós possamos ver realmente e compreender qual é a nossa necessidade real e mais profunda.

A oração não muda Deus. A oração muda-nos a nós porque nos aproxima de Deus. É a grande verdade sobre esta oração que tem a ver com intimidade e relacionamento. é que Jesus dizia, e aqui está uma das evidências que lhe vou apresentar para esta afirmação que acabei de fazer. O Mestre dizia assim, se estiveres em mim e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiseres e vos será feito. Uau! O que é isto? João 15,7 tem estas palavras. O que é que isto quer dizer? Que tudo o que nós pedimos será feito. Parece quase a oração estilo carta ao Pai Natal.

O que é que está revelado nesta afirmação extraordinária? Que a oração verdadeira transforma-nos a nós e o nosso coração antes de transformar as circunstâncias. Por isso é que uma fé viva gera frutos visíveis. Deus não está interessado em palavras repetidas, em rezas ou em vãs repetições, como o próprio Jesus lhe chamou. Mas Deus está interessado em corações rendidos, E esse coração rendido manifesta-se precisamente na oração. É, no fundo, um aprendizado sobre confiar mesmo quando não entendemos. Porque nas nossas orações, na nossa relação com Deus, nem sempre a resposta virá no tempo ou na forma que nós esperamos ou desejamos.

Às vezes o silêncio de Deus também é uma resposta, uma espécie de convite para confiarmos mais profundamente. Dizia Jesus, não te disse eu que se quereres verás a glória de Deus? Ou seja, mesmo que a porta pareça fechada, mesmo que seja meia-noite, o desafio qual é? Continua a bater. Porque Deus vê a sua perseverança. E Deus agrada-se de uma fé que insiste. não pelo gozo de ele nos ver ali acabrunhados, mas porque essa fé que procura, que é intensa, que é verdadeira, essa fé não é apenas um sentimento, é uma decisão de confiar e de continuar aos pés de Cristo, mesmo quando tudo diz ou aponta no sentido contrário.

Por isso, ao concluir esta mensagem, deixe-me dizer-lhe o seguinte.

A porta aberta

É aquele que abre a porta. O homem desta parábola finalmente percebe, ou melhor, ele recebe da parte de Deus aquilo que ele precisa e que ele procurava. É a porta que se abre. É o pão que é entregue. E a lição de Deus, então, ela fica clara. Deus não ignora uma fé persistente, sincera. uma fé que o encontra na intimidade, uma fé que expressa a necessidade. Tudo quanto pedirdes em meu nome, eu farei, dizia Jesus, para que o Pai seja glorificado no Filho. João 14, 13. E eu digo-lhe, assim que sente que talvez precise de mais fé, O que é que pode fazer, se tem a perceção que precisa de confiar mais?

Então deixe-me dizer-lhe estas parábolas, esta história de Jesus, está aí para nos dizer isso. O céu está à espera do seu clamor. E hoje Deus ouve. Ele é o pai que ama. Ele é o amigo que supera as necessidades. É como se a porta do Senhor estivesse entreaberta e espera que bata com fé, porque o céu inteiro se move quando um filho de Deus dobra os seus joelhos e clama com fé. Por isso, bata. Bata à porta. Deus está pronto para abrir. Ele é o pai Pai Nosso, e a Ele nós podemos suplicar e pedir as nossas necessidades.

Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome. Teu reino vem à Tua vontade Na Terra e Céu se faça O nosso pão vem hoje a dar Nossas dívidas a quem nos deve.

Mas livre-nos das tentações e dos males deste mundo, pois Deus.

É na oração que nós conseguimos explorar e aprofundar a nossa relação com Deus. E porque falamos de oração, termino este programa dizendo-lhe que temos esta revista extraordinária sobre oração. É um estudo aprofundado na escritura sobre a oração. Deus me ouve. Quer conhecer melhor esta estrutura e esta vida de oração, então envia uma mensagem para nós para receber a revista Deus me ouve. 933-939291 é o número, então, já sabe para o qual envia Este título, Deus me ouve, e teremos a oportunidade de fazer chegar às suas mãos. Foi muito bom termos estado juntos aqui para mais um programa, para descobrirmos mais esta história, esta parábola.

Se Deus quiser, voltaremos a estar juntos no próximo episódio. Até lá. Fique bem. Fique na companhia de Deus. Continue a bater à porta do coração de Deus. Ele vai ouvi-lo. Ele é o Deus que ouve. Que Deus o abençoe.

Sobre este episódio

Neste episódio de "Voz da Esperança", mergulhamos numa das parábolas mais poderosas de Jesus, a história do amigo importuno, para desvendar o segredo de uma fé inabalável. Descobrirá como a oração, longe de ser um mero ritual, se torna um veículo de transformação pessoal e um elo vital com o divino. Prepara-se para uma mensagem que irá desafiar a sua perspetiva sobre a comunicação com Deus e a natureza da Sua resposta.

Vamos explorar juntos os ensinamentos profundos que Jesus nos deixou, focando na importância de uma persistência que transcende a mera formalidade religiosa. Este programa irá guiá-lo na compreensão de: - A importância da fé perseverante e da insistência na oração. - O verdadeiro propósito da oração: alinhar a nossa vontade com a de Deus. - Como pedir e receber o Espírito Santo, o maior dom celestial. - O poder de orar não apenas por nós, mas para sermos canais de bênção para outros. - O papel da oração na nossa transformação pessoal e no aprofundar da intimidade com Deus. - A promessa de que Deus ouve e responde a uma fé sincera e persistente. Não perca esta oportunidade de fortalecer a sua esperança e aprofundar a sua caminhada espiritual.

Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 21
Estreou
08 de Setembro de 2025
Categoria
Outros