28:45Olá, seja bem-vindo. É um prazer estarmos de regresso aqui à Voz da Esperança. Obrigado por se juntar a mim e regressar connosco para mais um episódio. Aqui continuamos para cantar e falar sobre esperança nas suas muitas formas. A Voz da Esperança é um programa que há muitos anos, há mais de 50 anos, vai proclamando as razões pelas quais podemos ter esperança, mas não apenas. Também os fundamentos da nossa fé. Na Bíblia encontramos razões extraordinárias e grandes evidências para entender como é possível viver uma vida abundante aqui nesta terra enquanto nos preparamos para o encontro com o nosso Deus.
Por isso, venha daí, vamos hoje passar aqui mais um bocadinho neste Serão Juntos. Para já vamos escutar a harmonia das vozes do quarteto Voz da Esperança com a direção musical do André Santos. Oh, que esperança! Oh, que esperança Vibra em nosso ser Porta, guarda-mos o Senhor Se possuímos, que Jesus nos dá Até que nos dês Vês que o tempo logo vem Das nações daqui além Vem a lenda, vão cantar Aleluia Aleluia Aleluia Sermos
de Deus e prometo tocar Preves Jesus voltará A todo mundo a missagem levar Prevos, Jesus voltará. Ondas e falas do som e do ar Prevos, Jesus voltará. Ondas do mar, a canção e do ar Breve Jesus voltará!
Breve virá! Breve Jesus voltará!
Amém, Amém. Muito bem, venha daí. Hoje, antes de avançarmos para o tema que quero partilhar consigo, tenho aqui uma oferta muito especial que gostava já de partilhar consigo. Hoje tenho comigo a revista Eu Creio. Na verdade, trata-se de... Como já temos feito aqui noutras ocasiões, este tema, ou esta revista, é um guia de estudo da Bíblia que faz uma viagem através de diversos temas de grande, grande interesse para a sua vida, desde A lei de Deus até à criação ou à existência do próprio Deus e o seu grande plano da salvação.
Mas aqui também falamos sobre os ensinos da Bíblia sobre a morte e a esperança para a morte ou, claro, a volta de Jesus, os sinais da sua vinda para nos prepararmos. São variedíssimos temas. O guia de estudo Eu Creio revela-lhe grandes verdades sobre a Palavra de Deus e hoje estamos aqui a oferecê-lo. Se quiser receber este guia para poder acompanhar todos estes temas, é muito simples, envia uma mensagem para nós, basta escrever lá Eu Creio e o número é o 933-939291. Eu vou repetir aí para anotar, se ainda não tem o número. aqui da Novo Tempo, 933, e depois 93, 92, 91, enviem então uma mensagem para nós. Se porventura estiver a precisar de alguma outra forma de apoio, quem sabe, se gostaria de ser acompanhado de uma forma mais pessoal mesmo para estudar a Bíblia, nós temos uma equipa de instrutores bíblicos aqui que o podem apoiar.
Ok? Queria que soubesse isso. E que nos envie uma mensagem. Ligue para nós, se achar melhor. Precisamente para solicitar essa forma de um acompanhamento um pouco mais personalizado. Mas se estiver com alguma luta aí na sua vida, na sua casa, na sua família e quiser que oremos por si, pedindo a Deus que o abençoe. Então, nós também temos uma equipa de oração. Estamos a orar por si. Envie para nós ou ligue-nos. Partilhe connosco a sua preocupação ou o seu motivo. de oração e iremos orar por si.
Vamos a isso. Hoje tenho um tema muito importante, na verdade, para falar consigo e para partilhar aqui neste Voz da Esperança. Quero falar-lhe sobre um tema que posso dizer que ele vai mesmo ao âmago, à essência da nossa vida cristã, a obediência da fé. Quem tem fé, obedece. Que experiência é esta? Trata-se de uma experiência que podíamos designar como seguir a Deus e a sua palavra. Seguir a Deus mesmo quando não sentimos vontade de o fazer. É disso que se trata, a obediência pela fé. É continuar a andar mesmo quando o coração está seco, como num deserto.
É obedecer mesmo quando o sentir não acompanha. É disso que se trata, é disso que lhe vou falar. No mundo de hoje nós ouvimos muitas vezes, em diferentes contextos, frases do género. Segue o teu coração. Ou faz o que sentes. Ou se não sentes, se não é a tua verdade, então não faças. E tantas outras fórmulas para esta mesma ideia. Mas a fé cristã não funciona assim. Deus nunca disse na sua palavra, Deus como Criador, nunca disse ao ser humano, olha, obedece, ouve a minha voz, mas quando te apetecer. Deus nunca nos revelou, ama-me, se te sentires inspirado para isso.
O verdadeiro discípulo aprende a andar por fé, não baseado em sentimentos, emoções ou impressões pessoais. A obediência a Deus não nasce de um momento, de uma impressão pessoal. A obediência nasce da confiança. Se é verdade que a obediência não é o caminho nem o instrumento para a salvação, a obediência a Deus é o resultado de um relacionamento com Ele. C.S. Lewis, que ainda no último programa aqui lhe citei, hoje mais uma vez vou citá-lo. Este grande autor cristão escreveu sobre este assunto e partilha consigo uma frase que achei particularmente interessante. E a frase diz o seguinte.
A obediência no meio da aridez espiritual é muitas vezes mais valiosa do que as ações feitas com grande fervor. Porquê? Porque quando seguimos a Deus sem ver Quando nós obedecemos, mesmo quando não sentimos esse impulso natural, o que nós estamos a dizer, na verdade, é isto. Senhor, meu Deus, eu confio em Ti. Eu confio mais em Ti do que em mim. Eu confio mais na Tua Palavra e na Tua Vontade do que nas minhas emoções ou sentimentos. E é muito interessante porque a Bíblia ensina-nos isto repetidamente. E hoje vou mostrar-lhe, como sempre aqui, algumas evidências disso.
Vamos começar precisamente por ler a Bíblia. Vamos ao Apóstolo Paulo, como tantas vezes aqui fazemos, 2 Coríntios, no capítulo 3, ou melhor, no capítulo 5 de 2 Coríntios, assim aqui é, e o versículo 7 está lá, esta célebre frase que agora partilho consigo. Porque andamos por fé e não por vista. É uma frase belíssima que eu gosto muito. Andamos por fé e não por vista. Isto quer dizer que a vida com Deus não depende das circunstâncias visíveis, nem do nosso estado emocional, pessoal. Não, depende apenas da nossa confiança nele. O que nós precisamos de fazer é de decidir se queremos ou não seguir A palavra, o exemplo do nosso Deus, mesmo quando não compreendemos tudo.
É ali que entra o exercício da fé. A verdade é esta. Muitos confundem fé com sentimentos religiosos. A fé verdadeira resiste ao vazio. A fé verdadeira não se trata apenas do cumprimento de rituais. como se eles em si mesmo fossem válidos ou necessários. A fé verdadeira, ela age, ela está conectada com a ação porque eu avanço com fé, resultado da minha confiança no meu Deus. Como dizia o apóstolo Tiago, vou citar agora, já há algum tempo que não lia aqui palavras do apóstolo Tiago, uma carta que ele escreveu, muitíssimo importante, que ajuda muito bem a conciliar, precisamente, a compreendermos bem esta dupla dimensão do que é viver pela fé, mas agindo em função da fé.
O capítulo 2 da carta de Tiago, versículo 26, diz assim, porque assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta. Ou seja, a obediência é uma das expressões mais puras da fé. Não se trata de um conflito entre dois conceitos antagónicos. Agimos por fé não porque sentimos, como já lhe disse, mas porque confiamos. Penso comigo em Abrão, o grande pai da fé, tantas vezes assim designado, o pai das nações, um extraordinário homem, um patriarca, do qual a Bíblia nos conta a sua história, e a sua história, aliás, é tão importante para toda a narrativa que encontramos na Bíblia.
Quando vamos lá à história de Abrão, do seu chamado original, lá em Génesis, o primeiro livro da Bíblia, no capítulo 12, o que é que Deus disse a Abrão? Vamos pensar nisso. A ordem de Deus foi, sai da tua terra e vai para a terra que eu te mostrarei. Este foi o mandato, esta foi a ordem, foi a palavra que Deus revelou a Abraão. O que é que Abraão fez? É tão simples no fundo quanto isto. Abraão foi. Abraão foi sem mapa. Abraão foi sem um plano completo. Abrão foi sem saber como é que tudo iria acontecer, mas foi. É isso que nós podemos chamar de obediência.
Não é um caminho de comprar Deus. A obediência que a Bíblia mostra em homens, como Abrão e tantos outros, não é uma ideia de negação da graça divina como meio através do qual nós somos salvos. Não se trata do preço da salvação. Trata-se de uma lógica de relacionamento com Deus que nasce da minha confiança e da minha capacidade de ouvir a sua voz e fazer a sua vontade, como Abraão fez, mesmo sem entender tudo. O que é que encontramos na carta aos Hebreus que nos recorda precisamente esta verdade? Lá no célebre capítulo da fé, Hebreus 11, No versículo 8, Veja como estamos num capítulo que exalta o papel da fé e essa fé que se manifesta em obras, ou seja, Mais uma vez, obras que compram o favor divino, não.
Obras que refletem um relacionamento de confiança. Por isso, ali, Abraão é relembrado como um grande herói da fé porque obedeceu. Porque foi. Quando Deus disse o quê? Vai. Repare que o apóstolo aqui usa esta expressão. Sem saber para onde ia. E esta expressão é muito importante. Quantos de nós paramos e às vezes deixamos de avançar e hesitamos só porque não temos tudo esclarecido. Mas a obediência verdadeira a Deus, ela não espera que tudo esteja claro. A obediência nasce de confiança em quê? No Deus que chama.
Mesmo quando o caminho parece escuro e sombrio. É esta fé, uma fé que é obediente, Por isso é que estas duas palavras são muito importantes estarem conectadas. E às vezes, sejamos honestos, eu não sei a sua experiência que está aí desse lado, nem o consigo ver, mas sei que muitos crentes, até muitas pessoas já com o caminho no mundo cristão, vivem uma espécie de conflito, ou como se existisse um conflito, entre estas duas dimensões, entre ter fé e viver uma experiência de fé e ser obediente. Mas é que a fé que é obediente, essa é a fé à qual Deus nos chama, é a fé que agrada a Deus.
Porque é a fé que produz efeito, não é porque Deus queira essa fé, porque é bom para Ele. É bom para nós. Vamos voltar ao Antigo Testamento. 1ª de Samuel, encontramos aí um relato interessante. É o capítulo 15 e o versículo 22 que nos diz o seguinte. Temos porventura o Senhor, tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à sua palavra, eis que o obedecer é melhor que o sacrificar, e atender o Senhor melhor do que a gordura de carneiros. Reparou como aqui colocam sem oposição, na verdade, os rituais religiosos com a obediência?
Por isso é que alguns têm esta impressão negativa da obediência, como se a obediência fosse uma forma de ritualização. E é o contrário. Há pessoas que querem impressionar Deus. Ah, isso há. E vou-lhe dizer, isso aí é que não é hipótese. Impressionar Deus com grandes gestos, sejam eles quais forem, não é nunca o chamado de Deus. Só que esquecem-se que o que Deus procura é o coração, como aliás lá em Samuel encontramos, por exemplo, na história de Davi. Deus procura homens segundo o seu coração. E esses são homens que têm corações obedientes, que estão inclinados para ouvir a voz de Deus. Isto, aliás, conecta-se totalmente com o ensino de Jesus.
Não poderia ser de outra maneira. Jesus, ele próprio, disse que não veio para abrugar ou destruir tudo que estava escrito, mas veio cumprir, ilustrar, mostrar. Jesus o que é que disse? João 14, 15. Se me amais, guardareis os meus mandamentos. Jesus não disse, se sentirem intensamente no vosso coração. Jesus também não disse, se estiverem muito inspirados, então guardem os mandamentos. Não, Jesus disse, se me amais, guardem os mandamentos. A obediência é o derradeiro ato de amor. O amor verdadeiro não é uma emoção. Mesmo que o amor também implique emoções ou a dimensão emocional da nossa vida.
Nós somos seres completos, holísticos, não nos separamos em partes. Mas o amor verdadeiro é muito mais do que uma emoção. É essencialmente uma decisão. Ainda podemos dizer mais do que isto. A obediência não é um momento. A obediência não é um acontecimento de circunstância, a obediência é um estilo de vida. Por isso é que nós vemos, ainda há pouco vimos no caso de Abrão, quando Deus pede ou chama ou convoca um seu filho, uma família, um povo para algo, Ele está a fazê-lo envolvendo a vida como um todo. A obediência não é algo que nós fazemos apenas em momentos especiais, em conferências, num retiro, num culto qualquer marcante ou quando estamos muito aflitos na vida e então vamos a correr obedecer para ver se as coisas correm melhor.
Não. A obediência acontece no dia-a-dia. A obediência acontece no quotidiano. A obediência a Deus acontece na rotina. A obediência a Deus acontece na segunda-feira de manhã. Quando se levanta, vai para o trabalho, começa a rotina da semana. É lá, nessa rotina normal. É no silêncio de uma oração que às vezes parece estar sem resposta. E permanecemos obedientes. A obediência acontece na escolha de ser fiel quando ninguém está a ver ou a olhar. Jesus contou uma parábola que ilustra muito bem esta realidade. Em Mateus, no capítulo 21, versículo 28, em diante, Jesus disse assim.
O que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse, filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. E ele respondeu, não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E chegando-se ao segundo filho, falou-lhe da mesma forma. E ele respondeu, eu vou, meu pai. E depois, não foi. A pergunta que se impõe aqui é muito simples e direta. Qual dos dois filhos fez a vontade do pai? O que disse que ia ou o que acabou por ir? Percebe? A obediência não é uma conversa. A obediência é um caminho. Há uma bênção reservada para aquele que persevera nesse caminho. A obediência não apenas nos faz amadurecer, faz-nos crescer, a obediência torna-nos parecidos com Cristo.
Porque ela não é o caminho para ser recompensado, é o caminho. É o processo de andar com Cristo. Em Hebreus capítulo 5, versículo 8, a propósito de Jesus e da sua experiência aqui nesta terra, nós lemos algo absolutamente extraordinário. O apóstolo escreveu assim, ainda que ele era filho, aprendeu a obediência por aquilo que padeceu. Veja, até o próprio Jesus na sua humanidade mostrou-nos que a obediência é um processo, é uma entrega contínua. E qual é a recompensa deste caminho? A paz, o fruto da nossa vida de poder caminhar com Deus e a presença de Deus connosco.
Por isso, Jesus dizia, se guardares os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Isto significa que ser fiel a Deus é, na verdade, imitar Jesus no seu caminho,
nas suas escolhas. A obediência da fé. caminhar com Deus todos os dias, é ser-lhe fiel, é saber que Ele nunca nos deixará e que nós caminhamos com Ele. Vejo as tuas maravilhas, vejo o lindo entardecer E pergunto assim calada o que fiz para merecer Este amor tão declarado Este amor que vem de Deus Meu desejo é ser fiel Meu desejo é ser fiel É viver o dia a dia Jatunhando com o céu Se amigos meus me deixarem E do teu nome até zumbarem Ainda assim eu não te
deixarei Senhor Eu só vou poder dormir em paz E só vou descansar Se comigo Tu ficares Só o brilho dos teus olhos é capaz de devolver a esperança já perdida, a vontade de viver.
Só teu braço tão amigo é capaz meu abrigo onde eu posso me esconder meu desejo é ser leal meu desejo é ser fiel é viver o dia a dia já sonhando com o céu Se amigos meus me deixarem E outro não me desembarque Eu não te deixarei Se não me abençoares, Senhor Eu só vou poder dormir em paz E
só vou descansar Hoje. Convido-O a fazer esta oração. Senhor, hoje não me sinto forte, mas eu sigo-te, eu vou. Hoje, Senhor, não consigo ouvir a tua voz, mas eu confio que estás comigo. Hoje, pai, não vejo o milagre que gostava de experimentar e de ver, mas eu prossigo até que a tua mão se estenda sobre mim.
Avance pela fé, caminhe com Jesus. A obediência é uma experiência de benção todos os dias da nossa vida. Eu desejo essa benção para a sua vida e, se Deus quiser, desejo também que estejamos juntos no próximo episódio da Voz da Esperança. Até lá, que Deus o abençoe.
Obediência pela Fé: Caminhar com Deus em Todos os Dias
Neste episódio, exploramos o significado profundo da obediência pela fé na vida cristã. Descubra como a verdadeira fé se manifesta na ação e como podemos seguir a Deus mesmo quando o caminho parece incerto ou quando não sentimos um fervor imediato. Aprenda a importância de confiar na palavra e na vontade de Deus, mesmo acima das nossas emoções e sentimentos. Vamos analisar histórias bíblicas, incluindo Abraão, que ilustram como a obediência é uma expressão de confiança e um estilo de vida.
A obediência não é um ato isolado, mas sim um processo contínuo de entrega e caminhada com Deus. Veja como Jesus exemplificou a obediência, aprendendo através do sofrimento e mostrando-nos que a verdadeira fidelidade é mais do que emoção. É uma decisão de amar e seguir a Deus em todos os momentos, na rotina do dia a dia, no silêncio da oração e na escolha de ser fiel quando ninguém está a ver.
Prepare-se para refletir sobre como a obediência pela fé nos torna mais parecidos com Cristo e nos permite experimentar a paz, o fruto e a presença de Deus em nossas vidas. Descubra como a obediência não é um meio de comprar o favor divino, mas sim um resultado de um relacionamento de confiança com o Criador.