29:36Sejam bem-vindos a mais um programa A Mensagem, um programa da Novo Tempo Portugal. Para introduzir a mensagem de hoje, escolhi uma passagem que se encontra no Evangelho de São Mateus, no capítulo 5, versículo 3, e que se apresenta como sendo a primeira bem-aventurança do Reino de Deus. Ela diz, bem-aventurados os pobres de espírito. Algumas versões dizem os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Esta primeira frase das bem-aventuranças pronunciadas por Jesus num monte das oliveiras, na realidade reflete um segredo no caminho para o Reino dos Céus. Mas como é que ser bem-aventurado ou feliz, pobre de espírito, como é que isto reflete uma bem-aventurança?
O que significa? Como pode esta condição ser o caminho para o reino dos céus? Ser pobre de espírito não tem a ver com a falta de inteligência ou de valor pessoal. Pelo contrário, é uma expressão de uma virtude profundamente espiritual e cheia de significado. Quando a Bíblia fala, bem-aventurados os pobres de espírito, refere-se aos que reconhecem humildemente serem espiritualmente carentes, dependentes da graça divina. É o oposto, por outras palavras, do orgulho espiritual. Estas pessoas reconhecem ser incapazes, ao irem a Jesus e ao confessarem a sua condição, permitem que ele possa suprimir as suas necessidades. Assim, neste caminho de humildade, longe do orgulho, da veidade e da autossuficiência pessoal, eles buscam Deus e eles encontram.
Por isso, reconhecer a nossa condição e, muitas vezes, a nossa mediocridade pode, talvez, no caso humano, das relações pessoais, pode afastar as pessoas ou até mesmo nos desqualificar por um emprego. Mas não é isso que ocorre com Deus. Deus, na sua omnisciência, sabe todas as nossas dificuldades, conhece todas as nossas quedas, todos os nossos pecados e anseia mudar profundamente a nossa vida para uma vida de sucesso, de vitória e de crescimento. É aquilo que nós encontramos no livro de Jeremias, quando o Senhor nos transmite Essas ideias.
Jeremias, no capítulo 29, nos diz esse que é um desejo profundo do Senhor para cada um de nós. Jeremias, 29, 11, quando ele diz esta frase tão interessante. Eu é que sei que a pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor. São pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Há uma outra versão que diz para vos dar um futuro e uma esperança. Se pelo orgulho ou pela vaidade pessoal caminhamos para a destruição, Deus não pode deixar de agir, de nos alertar, filho, não é este o caminho. Porque há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim deles são o caminho de morte.
Então fica sabendo que bem-aventurado é aquele que reconhece ser pobre de espírito. Esta consciência da nossa pobreza espiritual não deve dar lugar à passividade, nem à derrota. É verdade que não temos solução em nós mesmos. A palavra do Senhor nos diz também, na sua palavra que diz, mesmo que nos lavemos com o melhor produto, com salite, e usemos muito sabão, detergente, seja o que seja, qualquer mancha das nossas iniquidades, continuam diante do Senhor. estão na busca pela justiça de Deus. Sabendo que o nosso melhor é ineficaz, e como Isaías 64 nos diz, versículo 6, que não passa de um trapo de imundícia, devemos ir ao Senhor, mas sem que achemos que isso é, ao reconhecermos o nosso pecado, que isso é o fim que marca o fim, a derrota ou a distância.
Pelo contrário, Deus nos diz bem-aventurado é aquele que reconhece esta sua necessidade. E isso deve ser, sim, um ponto de partida. Um ponto onde partimos na busca de algo maior, mais verdadeiro e eterno. Logo, não passa por nós mesmos. É claro que, como cristãos, a busca de algo maior, mais verdadeiro e eterno só nos pode levar à pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas porquê Jesus e não outro? Ou porquê não todos?
Essa é uma pergunta profunda e central para a fé cristã. quando em Atos 4, 12, que é um dos versículos mais contundentes sobre este assunto, nos diz de uma forma clara, em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos. A afirmação de que em nenhum outro há salvação reflete a convicção de que Jesus Cristo é o único em sua missão, natureza e obra redentora. A pergunta que nos podemos perguntar e fazer é, mas porquê que só Jesus pode salvar? O Senhor nos diz em João capítulo 14, versículo 6, Portanto, nesse quarto evangelho, João 14, versículo 6, ele diz, eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém veio ao Pai senão por mim. Esta é talvez uma das mais diretas confirmações de Atos 4.12. Jesus não se apresenta como um caminho, mas o caminho, o único e absoluto. Nenhum ser criado, nem mesmo um anjo de Deus, poderia dizer, eu sou o caminho, a verdade e a vida. Mas Deus, Filho, despilso da sua divindade, encarnou como homem, nasceu da Virgem Maria e viveu uma vida nesta terra sem pecado. Sim, a Palavra do Senhor nos apresenta que Deus, Jesus Cristo, existe desde a eternidade e por isso Ele pode ser o seu caminho, a verdade e a vida.
Numa profecia com várias centenas de séculos, em Isaías 53, versículo 3, A 7, temos uma profecia conhecida por muitos, muito bela, na sua profundidade. Isaías, capítulo 53, quando ela nos diz, a partir do versículo 3. e falando profeticamente sobre Jesus, ele era desprezado e o mais rejeitado entre os homens. Homem de dor e que sabe o que é poder ser, comum de quem os homens escondem o rosto, era desprezado e dele não fizemos caso. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores, levou sobre si, e nós reputamos por aflito, ferido Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades.
O castigo nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca, e como cordeiro foi levado ao matador e como ovelha muda perante os seus criticadores, não abriu a boca. Esta é a realidade daquilo que foi dito há muitos séculos e aquilo que hoje transcreve a realidade daquilo que Jesus fez. Jesus, Jesus Cristo, ele que era o Messias prometido, levou sobre si os pecados do povo. Mais do que uma morte na cruz, ele levou sobre si as nossas transgressões e morreu por elas.
Por isso, a sua morte na cruz é diferente de toda e qualquer morte que possa ter. ocorrido. É verdade que a palavra do Senhor nos disse que ele morreu, mas também nos diz que ele morreu e ressuscitou três dias depois. Em Romanos, no capítulo 10, versículo 9 e versículo 10, diz-se, se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus e em teu coração quereres que Deus o ressuscitou dentro dos mortos, serás salvo. Então a salvação está diretamente ligada à fé em Jesus Cristo e à confissão, à crença de que ele ressuscitou. Em 1 Timóteo 2, versículo 5, sabendo que Ele hoje vive, Ele apresenta que há um só que está entre nós e Deus, Jesus Cristo.
Em 1 Timóteo 2,5, porque diz que há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. Só Jesus é a ponte entre a humanidade e Deus. Nenhuma outra figura no universo tem esse papel. Nenhuma outra pode desempenhar. É bom saber que Jesus está à nossa disposição e que faz essa ligação entre nós e Deus. Mas, para nós que todos os anos, de alguma maneira, nos lembramos do Natal, nessa memória, independentemente da altura do ano que possa ter ocorrido, mas que Jesus um dia veio a este mundo. Há uma outra verdade também que faz com que o Senhor Jesus seja o único. Ela encontra-se em João, no capítulo 14, quando Ele diz, não se perturbe, não se preocupe o vosso coração, credes em Deus, creda também em mim.
Na casa do meu Pai há muitas moradas, se assim não fora, eu vou-lhe teria dito. Pois eu vou preparar-vos lugar, e quando eu for e vos preparar o lugar, voltarei, e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Então a palavra do Senhor nos diz não somente que Ele veio uma vez como criança, mas que Ele virá muito em breve, com grande poder e glória, buscar tudo aquilo que o buscou, pois Ele foi preparar um lugar para que onde Ele estiver, um dia nós possamos estar também. Se puder resumir o que pudemos descobrir até aqui, ou relembrar, Podíamos dizer que nós não temos solução, mas Deus na pessoa de Jesus Cristo tem. Não temos vida eterna, estamos condenados à morte eterna pelo pecado, mas Jesus, que não pecou, tem essa vida eterna e oferece a todo aquele que a buscar nele.
E, finalmente, num reflexo dessa mesma ideia, o Senhor nos diz, em 1ª de João, capítulo 5, versículo 11 e 12, E o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna e esta vida está no seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho não tem a vida. Assim, não sendo o Jesus pecador, não tinha de morrer a morte eterna, mas decidiu morrer. Não o fez porque perdeu a razão ou como ato de loucura.
Fez-lo por amor, fez-lo por mim, por ti, fez-lo para cada um de nós. possamos ir a Ele, lhe entregámos a nossa vida e não tínhamos morrer a morte eterna. Finalmente, não temos também justiça, mas Jesus Cristo tem essa justiça para nós, porque tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo, por meio de Jesus Cristo. Isto é o que nós encontramos em 2 Coríntios 5, 18, 19 e 21. Diz esta passagem que Deus não toma em conta os nossos pecados, E como é que isto é possível? Porque Ele, aquele que não conheceu Jesus Cristo, aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feito justiça de Deus.
É importante que compreendamos que a perdição eterna não é tanto devido a sermos indignos e pecadores. Pois Deus tem a solução para isso em Jesus Cristo. Nem tão pouco tem a ver contigo ou comigo, mas mais a ver com quem é Deus. É o seu amor que é maior do que a nossa indignidade. E ele diz na sua palavra em Tito 2,11 que a graça de Deus, este perdão, esta misericórdia se manifestou trazendo salvação a todos os homens. É mais uma passagem que se harmoniza com uma outra que nós encontramos também na Palavra de Deus, em Hebreus 7, 25, onde é dito que Cristo pode salvar perfeitamente os que por Ele se cegam a Deus.
Descobrimos que não há limite ao que Deus pode fazer pelo pecador, que a ele recorre para ser purificado. Não interessa quão longe possamos ter ido na nossa queda, não interessa quantas vezes possamos ter caído, Jesus pode salvar-nos. Jesus nos levanta e Ele pode fazê-lo perfeitamente. Não somente pode, como está disposto e desejoso de o fazer. É por isso que Ele deu a sua vida, para que eu pudesse, você pudesse ter o privilégio de irmos a ele e ele nos poder salvar. O Senhor nos diz, buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto, deixe o ímpio o seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos e se converta ao Senhor que se compadecerá dele.
Tome para o nosso Deus porque é grandioso em perdoar. É maravilhoso poder efetivamente descobrir isto. Mas se é assim, porquê que tantos se perderão? Porquê que tantos, na realidade, não escolherão este caminho? A realidade é que a maior parte desprezará a graça do perdão e da misericórdia e da justiça que há em Cristo por um outro caminho, por uma outra ideia ou uma entidade qualquer, ou simplesmente porque estavam demasiado distraídos e ocupados. Mas naquilo que a Bíblia diz, Jesus é o único pelo qual a humanidade poderá ser salva. E não porque Deus assim decidiu. Não porque Deus é um Deus de caprichos, de ideias fixas ou de teimosia.
Jesus é o único, porque só Ele é o caminho, a verdade e a vida. Nós recebemos vida derivada de Deus, mas Cristo como Deus é vida, não o recebeu de ninguém. Sendo um pecador, não sendo pecador, não está sujeito à morte eterna. Só Ele morreu por nós e ressuscitou e só Ele hoje intercede entre nós e Deus e nos une a Deus. É Jesus Cristo, por isso Ele é o único. E por isso a Palavra do Senhor diz, bem-aventurado o que reconhece a subpobreza e a busca ajuda em Deus. Ele está, quando assim faz, no caminho da salvação. Há um outro texto que resume muito bem esta realidade. Ele encontra-se em Efésios no capítulo 2, versículo 4 e versículo 5 e depois nós ainda leremos mais alguns versículos que nós encontramos a seguir.
Quando o Senhor nos diz em Efésios capítulo 2, versículo 4, nós podemos encontrar o seguinte. Efésios 2, versículo 4. Mas Deus, sendo rica em misericórdia por causa do grande amor com que nos amou, estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo. Pela graça sois salvos. E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar em lugares celestiais, em Cristo Jesus. para mostrar nos séculos vindores a suprema riqueza da sua graça em bondade para connosco em Jesus Cristo. Versículo 8 ainda. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie.
Porque somos feituras dele, criados em Cristo Jesus para a boa obra, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. Quando nós olhamos para este texto, nós podemos compreender que Deus é riquíssimo em misericórdia, é Ele que age, é Ele que é movido por muito amor. Age quando ainda estávamos perdidos no meio do nosso pecado, mortos espiritualmente, ou seja, incapazes de reagir por nós mesmos. A vida nova vem do companheirismo com Cristo, não é algo que possamos conseguir pelos nossos atos, não é algo que possamos fazê-lo por uma reforma exterior, não é uma compra, não é uma troca. É por isso que ela é pela graça, é nos oferecida e dada pela ação do Espírito Santo nas nossas vidas.
Ele nos fez e tudo o que Ele nos oferece ao ressuscitar é poder-nos levar a esse privilégio de nos levar até ao Pai. Ao ressuscitar, Ele concedeu-nos uma nova vida e nos colocou numa posição de honra nos lugares celestiais. Quando antes estávamos mortos em nossos pecados, E isto não é uma realidade apenas no futuro, é uma realidade espiritual no presente. Qual é o seu objetivo? Mostrar para sempre a riqueza da sua glória, que tudo pode. Como é que isto acontece? Pela graça, por esse favor imersido, por meio da fé, ou seja, pela confiança, pela entrega da nossa vida. E como a Bíblia nos deixa bem claro, não vem de nós, não é por obras para que ninguém se colorie. Muitos se perdem aqui, crendo que as boas ovas, as boas ações, sejam elas quais foram, até mesmo a guarda dos mandamentos de Deus, possam, de algum modo, de
algum jeito, conquistar e fazer-nos merecer ou comparar a salvação. E, dessa forma, fazer-nos entrar no favor de Deus. Talvez alguém mesmo diga hoje, mas é exatamente o que os Adventistas fazem ao falarem da importância de guardarem, de obedecerem aos mandamentos de Deus. Ou talvez tenha ouvido alguém dizer que é isso que os Adventistas ensinam e que, de alguma maneira, eles desprezam a graça de Jesus e tentam ganhar a salvação pela obediência. Porque, no pensamento dessas pessoas, ou bem que escolhemos a fé, na graça de Deus, ou bem que escolhemos os mandamentos. se for esse o seu pensamento. Minha proposta não é que oiça os Adventistas, mas tal como os Adventistas no sétimo dia procuram fazer, que oiça a Bíblia.
Vamos rapidamente a Romanos no capítulo 3, versículo 31, e procuremos ver se efetivamente a fé em Jesus Cristo é efetivamente inválida a crença ou a nossa obediência. Romanos capítulo 3, versículo 11, diz-nos assim, Reparem bem como a palavra do Senhor é clara. Versículo 31, perdão, Romanos 3, 31. Um outro texto interessante, onde tantos procuram dizer que os mandamentos foram abolidos, que os mandamentos não são importantes, porque o importante é termos fé em Jesus Cristo, e é verdade, a fé é superimportante, fé na graça de Cristo.
Ainda assim, convidam um outro texto, no último livro do Novo Testamento, em Apocalipse, que nos fala sobre, que nos mostra como a fé não invalida a obediência à vontade do Senhor. Um dos textos encontra-se em Apocalipse, capítulo 12, versículo 17, quando, ao falar sobre O povo de Deus, ele diz, irosse o dragão contra a mulher e foi plejar contra os restantes da sua descendência. E podemos nós perguntar quem são eles? Os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. Então, vemos aqui que os mandamentos continuam. Ou ainda em Apocalipse 14, versículo 12, quando ele nos diz, falando dos santos de Deus, ele diz, 14, 12, Aqui está a perseverança, a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus Cristo.
Ainda assim, ao guardarmos a lei como Deus nos convide e como Jesus fez, porque Ele é nosso exemplo em todas as coisas, qualquer leitura da nossa literatura ou estudos bíblicos confirmará que não fazemos para merecer a salvação, porque a salvação é, sem dúvida, pela graça, é um dom de Deus. mas fazemo-lo com a sua ajuda, guiados pelo seu Espírito, por amor e gratidão. Então, nós guardamos a lei. Conjugar a fé em Jesus Cristo, pela qual somos salvos, e a graça na qual Ele nos convida a guardarmos a lei, não é algo incoerente. Afinal, a palavra do Senhor nos diz que aquilo que vive com ele, deve andar como ele andou. E aquele que o ama, se o ama, se o conhece, deve guardar os seus mandamentos.
Porque aquele que diz que o ama e não guarda é mentiroso. É o que nós encontramos em 1 João, no capítulo 2 em diante. Assim, nós descobrimos que a fé não anula. a obediência e, em consequência, pela ação do Espírito, nós nos tornamos feitura sua. Ou seja, nós somos uma obra prima de Deus. É de onde vem realmente a palavra do grego. Diz que nós somos um poema. Então, Cristo nos salva para algo especial. Fomos, em Cristo, criados para as boas obras, não como causa de salvação, mas como fruto da mesma. Assim, se antes de Cristo vivíamos na desobediência da sua vontade, na desobediência aos seus mandamentos, ou seja, vivíamos como iníquos na prata de iniquidade, hoje nós somos convidados a não caminhar nesse caminho.
Essa não é uma alternativa, esse é um caminho de satanás, é um caminho enganador, é um caminho que nos afasta de Deus. É isso que Deus nos diz quando em Isaías 59, 2, diz-nos que a iniquidade separa o homem de Deus. É por isso que o Senhor Dirá alguns que fizeram, pregaram o seu nome, expulsaram demónios e ele diz, apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. E em 1ª de João 3, 4 diz, quem pratica o pecado também pratica a iniquidade, também transgrida a lei, porque o pecado é a iniquidade, é a transgressão da lei. Temos de compreender que a graça do Senhor é grande, o Senhor na sua Bondade não nos perdoa no sentido de nos fazer esquecer.
Se eu no caminho de Lisboa a Porto, 309 quilómetros, transgredir e passar por um risco contínuo, por exemplo, o agente de autoridade acabará por me olhar e dizer que eu sou transgressor do Código de Estrada. Se eu ao pedir e implorar para não pagar, na imagem daquilo que nós pedimos a Deus, para nós não pagarmos a nossa desobediência à lei de Deus, pedirmos o Senhor Jesus não somente nos reconhece que estamos confessando. Talvez reconheça que nós também não desejamos pagar, não podemos pagar. Jesus não diz, vai, embora. Ele diz, deixa que eu pague por ti. E imaginemos que esse agente da autoridade diz, tu transgrediste, mas eu vou pagar por ti, já que tu não tens como pagar essa coima, essa multa.
Como é que acham que ficaríamos diante de um amor tão grande, de um agente da autoridade que nos perdoa e que paga no nosso lugar? Será que devíamos sair dali e voltar a transgredir diante dele? Não é isso. Assim, do mesmo modo, também quando somos alvo da graça e do perdão e da salvação de Cristo, nós sabemos que Ele nos salva. E nós, ao querer na Sua Misericórdia, apenas dizemos, Senhor, que queres que eu faça? E então nós procuramos salvar. Neste avançar, neste caminhar, nós sabemos que a consequência natural da transgressão é a morte. E ele não diz, como nós possamos dizer, vai embora que eu vou esquecer, não, não. Ele próprio pagou e sofreu essa disciplina no nosso lugar.
E agora, diante de um feito tão grande ao pagar por nós, a realidade é que o Senhor Jesus pergunta-nos, e o que queres que eu faça? É diante desta realidade, diante de uma tão grande salvação que o Senhor nos apresenta, que nós aceitamos e nós demos ao Senhor o que queremos. E há a luz de uma mulher que nós também temos em João, no capítulo 8, que nos fala que foi apanhada em adultério, quando o Senhor nos diz, alguém te condena? E ela diz, não, Senhor. E ele diz, então, tampouco te condeno. Com isto, nós encontramos a salvação. E depois ele diz, vai e não peques mais. Este vai e não peques mais é o desafio que o Senhor tem, para que efetivamente possamos escolher um outro caminho, um caminho da obediência, não o caminho da iniquidade.
Assim, amados, quando nós procuramos obedecer à vontade do Senhor, não é para anularmos a graça do Senhor, é crendo, é em gratidão, é em reconhecimento e é por Ele que podemos fazer. Que o Senhor nos abençoe, porque chegará o dia em que muitos quererão efetivamente caminhar no caminho da salvação, mas descobrirão, talvez que na sua vida praticaram o pecado. O Senhor disse que não veio para anular a sua lei, veio para cumprir e que bem-aventurado é aquele que ensina a guardarmos a lei. Esse será chamado o Grande no Reino dos Céus. Que o Senhor nos guarde, que o Senhor nos abençoe, não somente ao aceitarmos Jesus como Salvador, aí Ele nos salva. mas também aceitá-lo como Senhor da nossa vida.
E como Senhor da nossa vida, devemos-lhe obediência na sua vontade, na sua lei, por gratidão. Que Deus nos abençoe e que Deus nos conduza dessa forma.
A mensagem de amor e esperança aos homens por onde for. Pra fazer o Teu querer Aprofundando Em Teu poder e graça E novo meu Senhor Jesus Já não quero ser igual E novo meu Senhor Jesus Põe-me
em. Teu. Porque tudo que há dentro de mim Necessita ser mudado, Senhor Porque tudo que há dentro do meu coração.
Neste episódio de "A Mensagem", somos convidados a uma profunda reflexão sobre o verdadeiro significado da felicidade e da salvação, começando pela intrigante ideia de ser "pobre de espírito". Descobrimos que não se trata de carência material ou intelectual, mas de uma virtude espiritual profunda: o reconhecimento humilde da nossa total dependência da graça divina. É uma atitude que nos afasta do orgulho e da autossuficiência, abrindo o caminho para uma relação genuína com Deus. Num mundo que muitas vezes nos afasta de quem realmente somos, a mensagem é clara: Deus conhece as nossas dificuldades e anseia transformar a nossa vida para um caminho de vitória.
É aqui que a figura de Jesus Cristo se revela essencial. Abordamos a razão pela qual Ele é "o caminho, a verdade e a vida", o único mediador entre Deus e os homens, e como o Seu sacrifício na cruz, profetizado séculos antes, nos oferece um perdão completo e uma nova vida através da Sua ressurreição. A salvação, percebemos, não é conquistada por obras, mas é um dom imerecido da graça de Deus, recebido pela fé. Contudo, essa fé não anula a obediência; pelo contrário, inspira-a, guiando-nos a abandonar o caminho da iniquidade e a viver em gratidão, aguardando o Seu prometido e glorioso regresso para nos levar para o lar eterno que nos preparou.
Tópicos abordados: * O verdadeiro significado de ser "pobre de espírito" e a importância da humildade perante Deus. * A promessa de um futuro e uma esperança através do amor e desejo de transformação de Deus. * Jesus Cristo como o único Caminho, a Verdade e a Vida para a salvação e a eternidade. * O sacrifício singular de Jesus na cruz, a Sua morte e ressurreição. * A salvação como um dom da graça de Deus, recebido pela fé, e não por mérito das nossas obras. * A relação inseparável entre a fé em Jesus e a obediência grata aos mandamentos de Deus. * A promessa do regresso de Jesus e a preparação de um lugar para todos os que O buscam.