26:34Bem-vindo a mais um programa Ser Família. Hoje temos um programa muito especial. Vamos conhecer um verdadeiro testemunho e passar da redundância do que é ser verdadeiramente uma família. Para além dos Daniéis habituais que compõem este programa, hoje temos o pastor Alessio Barbosa connosco. Daniel, por favor, podes fazer as honras da casa e dizer-nos porque é que hoje temos um convidado especial entre nós? Com muito gosto, com muito gosto, Daniel. O Alassie é um amigo da nossa juventude. Nós, além de termos estudado, termos feito a nossa formação universitária na mesma escola, nós fomos colegas num projeto de verão de promoção de literatura na cidade de Maringá.
Reencontrarmos-nos depois de todos estes anos é um prazer enorme. O pastor Alice Barbosa tem dedicado a sua vida a trabalhar em favor das famílias. Ele fala em toda a América do Sul, tem viajado por todos estes países juntamente com a sua esposa, Tininha, que infelizmente não pode estar conosco hoje, mas é um prazer tê-lo agora aqui no nosso programa Ser Família. Bem-vindo, Alice. É um privilégio, é uma alegria poder participar com vocês, poder compartilhar um pouco do que Deus tem operado na nossa vida.
E nós, ao bem jeitinho português, aproveitamos a presença do Alassie aqui em Portugal para o explorar ao máximo. E vamos fazer, não um programa, mas quatro programas. Mas Alassie, começamos, eu diria... muito lá atrás no tempo, antes mesmo de perceberem que esse seria um ministério não só para o Wallace, mas também para a esposa. É um ministério da família. Tudo começa, eu diria, com uma tragédia, uma notícia para um casal recém-casado, com pouco mais de 20 anos. Conte-nos um pouquinho como é que tudo começou. Como o Daniel falou, a gente estudou junto. Eu sou do Amazonas, bem no norte do Brasil.
E fui para São Paulo estudar. E nesse momento eu encontrei lá a minha esposa, que se chama Maria Cristina, que eu chamo de Tininha porque ela é bem pequenininha, ela é bem baixinha. E nos formamos, nos casamos e fomos trabalhar no campo missionário na área de educação. E no dia 4 de maio de 89, então já faz 36 anos, 35 anos, Tininha Um belo dia acordou com uma dor muito intensa em todo o seu corpo. Um pouco de antes ela sentia uma dor muito intensa nesse dedo do meio, mas naquele dia, 4 de maio, porque foi tão forte que ficou marcado na minha cabeça a data, ela não conseguia mover-se. O corpo dela inteiro, cada articulação foi afetada por artrite reumatóide de uma forma muito intensa, aguda.
Nós tínhamos 21 anos de idade, casado há um ano e três meses e, de repente, eu entrei em desespero e eu não consegui nem sair de casa e o médico veio e colheu o sangue, uma cidade muito pequena, com 10 anos de existência, no meio da floresta, assim, bem desafiador. Tanto é que na escola que a gente trabalhava não tinha nem energia elétrica, não tinha nem água. A casa de banhos era numa igreja perto, que a gente tinha que ir com as crianças. Era um desafio, começando. A gente dando o nosso melhor naquele momento. E, de repente, o médico diz assim, olha, sua esposa tem uma doença que não tem cura e nem tem tratamento. E eu entrei em desespero. E aí nós fomos pra São Paulo, que tem mais condição de tratamento, mas não tinha tratamento.
Então, Tininha teve que ficar... uma cama o tempo inteiro, cadeira de rodas o tempo inteiro, eu tive que... que o cuidador dela para dar comida na boca, para escovar os dentes, para pentear os cabelos, ela só chorava de dor o tempo inteiro, não conseguia se mover, se mexer. Foi algo extremamente desesperador, porque o pior não era o que a gente enfrentava, que era muito duro. O pior era olhar para frente e não ter nenhuma perspectiva. Ela tem tratamento, tem uma cirurgia, tem esse remédio, mas não tinha nada. Então foi assim uma coisa desesperadora para um casal jovem que estava começando a vida com muitos sonhos, de repente tudo foi pelo chão.
Isto foi uma revolução na vossa vida. Vocês tiveram que fazer, reinventar-vos, não é? Como é que foi essa vida? Como é que isto também vos afetou em termos da vossa fé? Daniel, é desesperador, porque a Tininha ficava internada tipo 15 dias, ficava 60 dias, 12 meses internada. Eu lembro que quando eu fui visitá-la uma vez, porque assim que nós chegamos em São Paulo, eu tive que voltar para essa província, no Mato Grosso. a 48 horas de distância de ônibus, de autocarro. Então, quando eu volto, porque lá a escola tinha que avançar, ela Ela simplesmente não conseguia mover-se, não conseguia quase falar, não conseguia comer, não conseguia...
tudo estava afetado. Então você entra em desespero, e eu tinha que começar a aprender agora como caminhar com ela. Então eu colocava ela nos meus pés, né? Como ela é pequena, então ficou mais fácil. Colocava nos meus pés, passava pelas costas, pra levar a casa de banhos, pra tirar a roupa, pra colocar a roupa, pra escovar os dentes, pra pentear o cabelo. Então, eu tive que aprender, por exemplo, como cuidar dos cabelos, como escovar os dentes, como fazer a comida, como cuidar da roupa, lavar a... Eu tive que aprender tudo. Então, virou uma revolução. Você dizia, Deus, será? Isso não é justo, eu dizia assim. Eu era muito garoto. Isso não é justo. Ela sempre foi uma pessoa tão boa. Uma filha dedicada, uma estudante dedicada, uma cristã dedicada.
É uma esposa, foi pouco tempo, mas super dedicada. E, de repente, isso acontece. Eu também me esforcei para ser um bom filho, para ser um bom estudante, para ser um bom ser humano, um bom cidadão. E mudei minha vida, porque abracei. A igreja com muita força, com muita... Abandonei tudo, morei na favela por dois anos pra poder estudar. Fui com o Daniel, que era meu líder. O Daniel não era meu colega, ele era meu chefe, meu líder. Pra aprender com ele como fazer um trabalho dessa forma que fosse útil pra comunidade, que pudesse gerar recursos pra eu poder me manter estudando. Eu dizia, Deus, é isso que eu ganho de volta? Eu chorava debaixo dos pés de Kaki, aqui chama não é Kaki? Diospiro. Diospiro, né?
Eu tinha internado, eu de madrugada olhava para o céu aberto, um frio terrível naquele lugar onde eu estava. Eu dizia, Deus, isso não é justo, é assim que eu recebo o pagamento? Era revoltante aquilo. Sendo que a Tininha passou por um processo muito similar. Não, tinha sofrido demais, porque ela chorava, angustiada, e o que mais me machucava era essa angústia de vê-la desesperada e, graças a Deus, nunca entrou em depressão, mas eu dizia, Deus, por que isso comigo? Por que isso comigo? Olha, a minha vida está começando. Estou em lua de mel ainda, minha vida está começando. E era um desespero muito grande, era uma dor muito intensa de não compreender a dor física, a dor de parecer a orar e não ser atendido.
Eu posso ser muito honesto com vocês? É bem honesto mesmo? Quando completou 25 anos que eu estava orando por sua cura, que nunca aconteceu, mas ela tem uma vida muito melhor hoje, Eu dizia, Deus, eu vou parar de orar por esse assunto. Eu vou orar só por ombros fortes, para poder avançar. E aí um dia eu falei para ela, vou parar de orar por sua cura, porque... Ela falou, não, não para de orar não por minha cura, por favor, continue orando por minha cura, mas ora por ombros fortes. E aí, ao longo do caminho, a gente foi entendendo que quando a Bíblia fala que todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus, é todas as coisas de verdade.
Só que a gente imagina assim, Daniel, de que uma coisa boa é bom para mim, uma coisa ruim não vai ser bom para mim. A gente entendeu ao longo do caminho que o nosso desafio não era desfrutar de coisas boas ou coisas ruins, era confiar no amor de Deus todo o tempo. E se eu confio no Senhor todo o tempo, aquilo que é ruim também vai se tornar uma bênção para mim, vai gerar aprendizado e crescimento para mim. E aquilo que é bom também vai ser, né? Podemos dizer que uma dessas bênçãos foi a ligação que os dois criaram um com o
outro. Ah, muito, muito intenso, né? Porque eu tive que aprender como lidar com isso. Se eu quiser ser muito honesto com vocês aqui, e eu já fui continuando muito honesto com relação a isso, eu tive que matar você. Porque a esposa que eu idealizei na minha cabeça, a esposa que eu conheci, ela não poderia existir mais. Então, essa mulher linda, forte, que estava nascendo, eu tinha que dar espaço para ela, porque aquela que levantava todo dia de manhã e fazia atividade física todas as manhãs, ela não existiria mais. Então, isso nos tornou muito mais fortes, porque eu dizia assim, Deus, como é que eu vou?
Eu prometi para ela que eu vou amá-la. Só que aquela perspectiva que eu tinha, ela agora é diferente. Então, por favor, me ensina a amá-la. Eu quero muito que ela se sinta amada, não um ser humano amado, mas uma esposa amada, mesmo que ela fique aí onde eu tenho que movê-la na cama. Posso fazer inconfidência? Pode. Porque essa sua maneira de pensar, ela acaba a ser até contra aquilo que são vozes dissonantes à sua volta, porque segundo sei, recebeu várias sugestões para largar o barco. Muitas pessoas me diziam assim, entende uma coisa, ela vai ficar assim o resto da vida, entendeu?
Então ela não vai mais ser a esposa que você precisa. Então você tem que... não é que abandona os amigos mais novos, né? Como é a sua vida sexual, emocional, espiritual? E é muito boa hoje, todas essas dimensões. Como é que você vai fazer? Então, não é que você vai abandoná-la, mas toma a sua esposa, com muito cuidado e amor, e leva pros pós dela. Há um ponto de o meu sogro vir, Na minha casa um dia, na nossa casa um dia, assim, eu vou levá-la pra casa. Porque eles estavam receptivos a essa ideia. Não, não estava a essa ideia, mas eu penso que depois a gente percebeu que ele, assim, ele não vai aguentar. Então, é melhor levar pra casa.
Então, eu vou levá-la pra casa pra dar espaço pra que ele saia. Entendeu? Então ele foi na minha casa e disse, não, seu João, meu senhor se chama João, um nome muito correto, João Pinto, né, de descendência portuguesa, por sinal. Falei assim, olha, eu não, não, eu vou levar, porque como é que vai ser a sua vida? Você vai morrer, você vira a noite inteira cuidando dela. E durante o dia era diretor de uma escola? Durante o dia ela ficava sozinha. E eu era diretor de uma escola, com 1.500 alunos, e ela sozinha em casa. Quando eu voltava, Dani, ela estava esperando para eu levá-la à casa de banho a manhã inteira, para dar água na boca, para escovar os dentes dela ainda, para dar a comida que eu tinha feito no domingo. Olha que coisa cruel, né? Congelada a comida.
Aí meu sogro me disse, ó, eu vou levar, a mãe cuida. Eles moravam a duas horas de carro. E aí, depois de uma boa conversa, eu falei, tá bom. Mas, todo final de semana eu vou estar lá. Então, eu trabalhava, você me ia pra lá. E aí, quando deu três meses, eu falei, seu João, eu agradeço, eu já tô muito descansado, vou levar a Tininha pra casa, que é o lugar dela. Ele não me falou assim, não, não leve. Não, ele falou, tá bom. Porque, tipo assim, eu já dei o tempo e você não fugiu, não sumiu, é sinal de que você vai cuidar dela mesmo. Então, alguns desafios, por exemplo, dizer, Deus, como é que eu vou fazer para a Tininha voltar a sorrir? Coisas tão simples quanto isso, né? A coisa mais linda, Dani, a coisa mais linda do mundo, na minha perspectiva, depois de 35 anos lutando com esse tema e aprendendo e desfrutando e sendo feliz com essa situação, É de que a coisa mais linda na minha casa, depois do amor de Deus, é o sorriso de Tininha.
Quando Tininha sorri, a Dani passou o final de semana junto comigo e com ela. Quando ela sorri, tudo se ilumina. Mas se ela não sorri, a nossa casa fica escura. Só que essa não é a minha casa. Essa pessoa que está nos ouvindo agora, a mãe e esposa, quando não sorri, a casa fica escura e sombria. Então, o homem, o esposo e pai tem o privilégio de criar condições de que a esposa sorria. Quando ela sorri, tudo se ilumina. Quando ela não sorri, tudo fica escuro e cinza. Entende? Então, como que eu posso fazer? Aí começa a gerar um monte de aprendizado. Eu prometi pra ela que eu iria amá-la. no nosso casamento, de que em todas as condições, menos na riqueza, porque isso não ia ser rico mesmo, né?
Mas na pobreza, né? Na pobreza, na situação mediana da vida financeira, na saúde, na doença, eu prometi pra ela, ela acreditou. E agora eu tinha que ser um homem de verdade? a ponto de comprimir as promessas, porque uma das marcas mais fortes de um homem e de uma mulher também é que eles fazem promessas a ponta da outra pessoa acreditar e entregar os seus sonhos, os seus planos, o seu corpo, a sua vida. De repente agora eu tenho que ser um homem forte ou uma mulher forte, quando isso acontece do contrário, para cumprir o que eu prometi. Muito bem. Vamos agora fazer um pequenino intervalo e já a seguir vamos conhecer o ministério que se tornou ministério desta família.
TV Novo Tempo, o canal da família, o canal da esperança. Estamos de volta, chegou a altura de lhe oferecer a revista Entre Família. Falámos de desafios, de problemas, certamente que esta é uma família muito especial, com um problema muito especial, mas todos nós, nas nossas casas, enfrentamos desafios e enfrentamos problemas. Pois bem, Esta revista, este guia de estudo, tem um conjunto de dicas bem práticas para o ajudar a superar e também a lidar com esses desafios, bem como também conhecer a vontade de Deus para a sua família, para a sua casa. Para receber esta revista totalmente gratuita é muito simples.
Basta entrar em contacto connosco, mandar uma mensagem com as palavras ENTREFAMILIAS, para sabermos que é este o guia de estudo que se está a referir, para o 933 93 92 91.
Vou repetir. 933 93 92 91. Então vamos continuar a nossa conversa. Alassi, ao contrário das expectativas, que não eram muito ou nada otimistas, um cenário muito negro, as coisas acabaram por melhorar e até surgiu uma bebé, não é? Sim, foi um privilégio. Mas depois as coisas parecem que voltaram a piorar outra vez. O que é que aconteceu? Hoje em dia, a gente entende que essa doença que tinha, a testosterona hematóide, quando era uma situação severa e muito aguda, a mulher não vai engravidar. Hoje a gente entende isso, mas naquele tempo a gente não sabia, os médicos não sabiam disso. Então, não era para ter um filho.
Nós não tivemos na nossa vida um contraceptivo, porque o filho não viria. Mas um belo dia apareceu um bebê, a nossa filha, que hoje tem 33 anos. Estamos casados há 36 anos, 7 meses e 20 dias, completados no dia que gravamos o programa. E a nossa filha nasceu no dia do nosso aniversário de 30 anos de casamento. E aí, as coisas mudaram, porque a tinia ficou melhor. Eu disse, Deus, que coisa boa, se eu fosse um cientista, eu começaria por aí, buscar a cura por isso. E eu fiquei super empolgado, super animado. Mas depois que a Emily nasceu, dois dias depois, a situação era pior do que estava antes. E aí agora eu tinha uma esposa naquela situação.
Hoje eu entendo por que isso aconteceu, porque o corpo voltou para a normalidade. Um bebê. Outro bebê, dois bebês pra cuidar e o trabalho pra cuidar. Então foi desafiador, porque daí, por exemplo, praticamente nunca pude segurar a filha nos braços pra amamentar. Não tinha força pra segurar. Então eu colocava as almofadas, os travesseiros, chama travesseiros aqui? Travesseiros, e colocava o bebê em cima e ficava segurando o bebê. Para amamentar, para a minha filha. Filha, as suas fraldas, ela tem quatro filhos hoje, tem quatro netos. Filha, as suas fraldas eu lavei todas, porque quando eu voltava do trabalho as fraldas estavam me esperando para lavá-las todas à mão, não tinha máquina, à mão para lavar as suas roupas.
Isso foi uma coisa desafiadora para mim. Mas foi fantástica, porque a minha relação com a minha filha é uma coisa fora do comum a nossa relação. É uma relação muito forte, porque eu tinha que ser o pai, tinha que ser em alguma dose o irmão, a babaca, era um negócio muito interessante. E todos esses desafios que a família enfrenta, que cada família enfrenta diferentes desafios, se você soubesse conectar com Deus, na minha perspectiva, e olhar com amor para o outro e buscar aprender como abençoar o outro, como eu prometi no namoro, no noivado e no casamento, então todos esses dramas se tornarão coisas fortalecedoras da sua relação.
E como é que, da vossa experiência, acaba por vocês investirem também ajudando agora, não vocês, mas outras famílias e fazendo disso o Ministério? Foi muito engraçado, porque eu nunca esperava isso. Quando eu tinha 24 anos, já estava três anos nessa situação, uma pessoa chegou para mim no ano de 1993, portanto fazem 31 anos. Em março, até guardei a data, ela chegou e falou assim, olha, você podia fazer um sermão na nossa igreja, uma semana de família na nossa igreja. Eu digo, não, mas eu não sei nem pregar direito. Ela falou, não, pode sim. Conte-nos como está sendo o desafio de lidar com a dor da sua esposa para fortalecer a sua família.
Aí eu disse, eu vou lá. O Daniel conheceu lá no Brasil, já vim de lá. Aí eu fui lá e fiz oito sermonetes. durante uma semana inteira, de sábado a outro sábado, sobre o tema de família. Aí as pessoas gostaram, aí me convidaram para outro lugar, aí o outro para outro lugar, aí o outro para outro lugar. Aí eu comecei a partilhar as coisas que eu estava aprendendo. Porque no dia que eu prometi para a Tininha que o Itaco era até o final, nós tínhamos 24 anos de idade, ela chorando muito um dia, ela disse assim, eu estou com medo. Com medo de quê, Tininha? Com medo de como vai ser o fim dessa história. Mas como assim? Ela falou, olha, para mim eu tenho 24 anos, olha como eu estou. Como vai ser o fim? Eu falei, Tinha, eu vou estar lá com você.
Eu também tenho medo, mas eu vou estar lá com você. Só que eu não sabia como fazer isso, daí eu comecei a estudar muito, muito, muito a Bíblia, especialmente, e muitos livros para descobrir como é que eu tinha que viver para fazer o que eu tinha prometido para ela. Eu tenho uma caixa na minha casa gigantesca, tudo escrito à mão, ela escreveu na mão, tentando encontrar forma de cumprir o que eu tinha prometido. Quando a Bíblia me dava um conselho, eu disse, não, mas tem que fazer uma ação para que ela perceba esse conceito, porque só o dizer não vai resolver. Comecei a partilhar, aí começaram a me chamar para fazer encontro de casais, aí começaram a me chamar para fazer para grupo de pastores, e começaram a me chamar para ir no outro bairro, aí na outra cidade, aí no outro estado, aí no outro país, aí no outro continente.
Então, eu nunca esperei que fosse se tornar um ministério, eu apenas estava tentando salvar a minha casa, a minha família e o meu casamento. E quando você tentar salvar sua casa, se tornando a bênção que a sua casa precisa, é impossível você não se tornar também, apesar de todas as suas
limitações, todas as suas falhas, você também abençoar quem está ao seu redor. Alassie, a vossa experiência dura, difícil, acaba por se tornar uma inspiração tremenda para todos aqueles que vos têm ouvido ao longo de todo este tempo. Eu imagino alguém a ouvir-nos e a passar por uma luta tremenda, um marido numa dificuldade grande ou uma esposa. Que conselho é que deixas para quem nos está a ouvir que possa estar a passar também pelos seus problemas lá em casa? Ontem a gente conversava sobre isso, eu e Tininha ontem. As palavras, talvez as mais fantásticas para nós, eu colocaria três palavras.
Número um, seja grato pelo que você tem. A gratidão pelo que você tem é fundamental. Quando eu tinha 37 anos, eu achava que ia enlouquecer. Porque a minha filha teve uma doença gravíssima, ela ficou sete meses internada, teve dia-morte. Um dia eu construí esse assunto e eu dizia, Deus, tudo que eu passei com a Tininha, agora eu vou ter que passar com a filha. E a filha que veio como presente de Deus para mim, eu vou perder? Eu achei que eu ia perder. Chegou o momento que eu aceitei que eu ia perder. E eu descobri depois que a forma mais fantástica era ser grato pelo que eu tinha. Eu disse, Deus, obrigado pela esposa que eu tenho e obrigado por uma filha que eu tive por 11 anos. E ele está lá, tem quatro bebês, tem quatro filhos, uma pessoa, a nossa princesa.
A segunda palavra fundamental para isso e a ação é conectar-se com Deus para que você possa aprender a ter a paciência de suportar as lutas. E a outra palavra é resiliência. Resiliência. Quando você quer e quando você se coloca na mão de Deus e você põe na sua vida para aprender, você vai avançar. Então, meu conselho, tenha paciência, seja grato, aprenda com tudo isso que vai se tornar na sua vida uma grande benção. A família que passa por luta e aprende a lidar com ela se tornará muito mais forte, muitas vezes, do que uma família que nunca enfrentou lutas. Alessio, muito obrigado por esta testemunha.
De nada. É sem dúvida um verdadeiro testemunho do que é ser família. E se a mãe quiser criar do seu lar, da sua família, um pedacinho do céu, pois bem, temos uma ajuda. Sendo que a principal ajuda vem lá do alto, mesmo de Deus, mas nós temos um guia, o Guia Entre Família para lhe oferecer, com um conjunto de dicas bem práticas, também com os ensinamentos bíblicos de como fazer da sua família um bocadinho do céu. Também com dicas para que possa lidar com os desafios, aqueles desafios que todos nós, todos os nossos lares enfrentam. Dizer-lhe também que este programa estará disponível em podcast, em radiorcs.novotempo.pt e se não teve a oportunidade de ouvir, pois bem, basta fazer o download ou então subscrever as diferentes plataformas de podcast e depois receber o programa totalmente gratuito e automático nos seus aparelhos.
Também dizer-lhe que se gostaria que no programa Entre Família pudéssemos abordar algum assunto, tenha alguma sugestão que gostava de ver debatida aqui no programa, estamos disponíveis também para receber o seu conselho, para receber a sua sugestão, basta fazê-lo para o mesmo número de telefone, o 933 939291. Como já percebeu, hoje tivemos um convidado especial aqui no programa, mas ele vai estar conosco também nos próximos programas. Queremos falar-lhe também de sexualidade, um assunto que traz muitas vezes conflito no seio da família, a comunicação e também a parte financeira. Contamos consigo. Voltamos a encontrar-nos no próximo Ser Família. Até lá, se Deus quiser.
Neste episódio emocionante do "Ser Família", mergulhamos numa história real de superação e amor incondicional. Prepare-se para conhecer a inspiradora jornada de um casal que enfrentou desafios inimagináveis, testando os limites da sua fé e do seu compromisso. Descubra como uma reviravolta inesperada na saúde transformou radicalmente a sua vida, obrigando-os a reinventar o seu relacionamento e a sua visão de futuro. 🤔
Através de um testemunho honesto e vulnerável, exploramos os momentos de desespero, as dúvidas e as provações que surgiram no caminho. Mas também celebramos a força da união, a importância da gratidão e o poder transformador do amor em tempos difíceis. Acompanhe-nos nesta reflexão profunda sobre o verdadeiro significado de família e descubra como a fé pode ser um farol de esperança mesmo nas situações mais sombrias. ✨