28:59Sejam bem-vindos. Estamos de regresso aqui à Voz da Esperança, na Novo Tempo Portugal. É um prazer estar aqui na sua companhia. Talvez possam escutar-me também na rádio, nesta hora, quem sabe está aí no seu computador ou até no telemóvel, com o telemóvel na mão, no sofá ou até já na cama, porque a Novo Tempo também está nos meios digitais e hoje, se calhar até muitos, é assim que consumimos e vemos o conteúdo. Bom, os canais são muitos, mas é um prazer estar de novo consigo. e podermos hoje, mais uma vez, voltar a explorar a esperança. Aqui sempre estamos à procura de entender melhor de que forma Jesus enche a nossa vida de esperança, que exemplos Ele nos deixou, que ensinos. E hoje vamos a uma das grandes histórias, uma das mais conhecidas, mas também com mais significado que encontramos em todo o Evangelho.
Hoje voltamos até ao Evangelho de João para descobrir Jesus como a fonte da vida. a fonte da verdadeira vida, da ressurreição e da vida. Esta é a voz da esperança. Aqui cantamos, falamos e apelamos a que a sua vida também seja um lugar de esperança. Obrigado por estar connosco. Esta é a voz da esperança. Pouca esperança Vibra em nosso ser Pois abordamos o Senhor Perpetuímos que Jesus Vejo que o tempo logo vem E as nações daqui além Vêm alerta, vão cantar Aleluia!
Aleluia! Aleluia! A todo mundo a mensagem levai Preve Jesus voltará Ondas e balas, o som e o coelho Breve Jesus voltará Ondas do mar, a canção e o coelho Breve Jesus voltará Dê-me Jesus, voltei-a Dê-me Jesus, voltei-a Oh, que esperança
Para as pessoas que creem em Deus e que têm fé, às vezes o silêncio de Deus, o aparente silêncio de Deus, parece uma coisa insuportável. Porque quando parece que o pedido que fazemos, a mensagem enviada, a oração que erguemos ao céu, simplesmente parece que não produz nenhum efeito e que Deus não está, que não aparece, como se Ele não estivesse sequer a ouvir-nos. E enquanto esperamos, às vezes, a vida vai desenvolvendo-se, as lutas acumulam-se. Às vezes é aquele que estava doente, que finalmente perdeu a luta e partiu. Aquele que estava em risco, que desmorona mesmo. E diante destas, aparentemente, não respostas, nós ficamos ali diante apenas da dor que ficou.
E a pensar, porquê é que Deus não me respondeu? Esta é uma realidade que nós vivemos na nossa vida espiritual e na nossa experiência com Deus muitas vezes. Hoje vamos viajar até uma história da Bíblia em que duas mulheres, duas irmãs, se sentiram exatamente assim como eu acabei de descrever aqui. Marta e Maria. As célebres irmãs amigas de Jesus. Irmãs de Lázaro também. E hoje este é o nome central que vamos falar aqui. Lázaro. Lázaro também era um bom amigo de Jesus. Não era apenas um conhecido de passagem, alguém com quem Jesus se cruzou na rua. Os Evangelhos mostram-nos que realmente esta era uma família muito próxima de Jesus e Lázaro era um amigo profundo.
Alguém a quem o Salvador amava, podemos dizer, com um laço especial. Esta casa, o lar desta família, ficava em Betânia. E era ali, na casa destes irmãos, o lugar onde Jesus muitas vezes descansava das multidões. Onde ele podia, se calhar até abrir o coração, falar livremente. Talvez um lugar onde Jesus se sentia realmente acolhido e em casa. Uma vez que ele próprio era como se não tivesse a sua casa. Aliás, é isso que os evangelhos dizem. E foi deste lar, desta família, que chegou uma mensagem muito dolorosa. A mais dolorosa que, com certeza, uma irmã, neste caso, podia ouvir. Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.
Foi a mensagem que foi enviada por estas irmãs para Jesus. Hoje estamos em João, voltamos ao Evangelho de João e ao capítulo 11, onde está toda esta história. Elas não pediram que Jesus viesse imediatamente, não exigiram, mas enviaram apenas uma mensagem com aquela confiança de quem conhece Jesus. Porque elas sabiam que Jesus amava Lázaro e, portanto, acreditavam que esse amor de Jesus seria suficiente para o fazer agir E Jesus ouviu, claro, só que ficou onde estava. Dois dias completos. Dois dias de total silêncio. Enquanto as irmãs cuidavam e velavam praticamente já o irmão que estava a morrer.
Dois dias também que os discípulos não entenderam bem. dois dias, que Marta e Maria passaram a olhar para a porta, não havia telemóvel para ligar ou dizer estou a caminho, e elas olhavam para a porta à espera de o ver chegar, como a fonte da esperança. Só que Jesus não veio nesses dias, não chegou, e Lázaro morreu. Lázaro foi enterrado e Jesus sem aparecer. Quando finalmente Jesus se pôs a caminho, Disse aos discípulos uma frase que os deixou meio perturbados. E disse-lhes, folgo, fico contente em saber a isso, por amor de voz, de que eu lá não estivesse, para que acreditais.
Por amor de voz, dizia Jesus, como se houvesse uma intenção a ele não ter ido e por causa disso Lázaro perdeu a vida. Mas esta frase, no versículo 15 de João 11, já mostra que a demora de Jesus não foi uma indiferença. Foi um propósito. Jesus tinha uma razão. Também não foi abandono. Só que o amor de Jesus via mais longe do que aquela dor do momento, obviamente, podia ver. Quando Jesus, então, finalmente chega a Betânia, a história é que nos diz que Marta correu ao seu encontro. E Marta corre, mas com o seu coração cabrantado. E disse a Jesus, agora, ali, olhos nos olhos, aquilo que ela tinha estado a repetir durante quatro dias.
Senhor, se tu estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido. Bom, soa um pouco uma acusação, mas nós percebemos que Maria não dizia isto com acusação. Era uma expressão da sua dor, claro. A dor de alguém que acredita que Jesus pode, mas não compreende porque é que não fez. Era uma expressão de quem ama, mas não vê. De quem confia, só que está no limite para deixar de confiar. Interessante porque Jesus não a repreendeu. Jesus olhou para ela, claro, como um amigo, com o seu olhar de mestre, este ser humano e divino.
E Jesus disse-lhe, o teu irmão há de ressuscitar. Mas Marta respondeu, respondeu com, podemos dizer assim, com a teologia que ela conhecia. Portanto, ela provou que conhecia alguma coisa das Escrituras. E Marta respondeu assim, eu sei que o meu irmão há de ressuscitar na ressurreição do último dia. Ou seja, Marta fala de uma verdade correta, ela conhece a verdade da Bíblia. Um parêntese para lhe dizer que esta é uma das grandes mensagens da Bíblia, que um dia o Senhor Jesus voltará e há de ressuscitar os vivos e os mortos. Mas para Marta isto era uma verdade distante, portanto não lhe resolvia nenhum problema. Era uma esperança, só que era uma esperança futura, muito futura.
Não era uma esperança para agora, não era uma esperança para a dor, não era uma esperança para aquele dia. Então Jesus disse-lhe algo que mudaria tudo. E é realmente a primeira grande afirmação de Jesus que como que vira o curso desta história. Não apenas para Marta, na verdade para toda a humanidade. Jesus vai dizer a esta mulher. Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. E depois desafia Marta com uma pergunta. Crês tu nisto? Jesus disse eu sou.
Jesus não disse eu dou. Não disse eu prometo. Não disse, eu posso fazer alguma coisa. Jesus disse, eu sou. A ressurreição, portanto, segundo Jesus, não é um evento. Não é uma coisa que Deus administra. A ressurreição é a própria natureza de Jesus. É o que ele é. E isto é muito importante. A vida não é um dom que Jesus possui num frasco e distribui. A vida é uma coisa que Jesus tem nele. Porque ele é o Criador. Ele é a fonte da vida. Em Cristo há o que podíamos dizer a vida original. A vida que Jesus tem não é emprestada, não é derivada de alguma coisa.
Porque ele não foi criado nem derivou de ninguém. Jesus é Deus. É também o grande ensino desta história. Por isso é que ele dizia que quem tem o Filho tem a vida. Porque ele é autor da vida. Marta então respondeu a este desafio, talvez com uma das confissões mais belas que nós encontramos aqui no Evangelho. E Marta disse, sim, Senhor, eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. Então, como crente, Marta não compreendia tudo, mas confiava em quem Jesus era. Por isso ela declara sobre a sua essência. E esta era a confiança de Marta.
Mas depois veio Maria. E agora Maria vai novamente, também ela, ajoelhar-se aos pés e vai dizer as mesmas palavras da irmã. Ah, Senhor, se Tu estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido. Podemos imaginar as lágrimas que corriam. Os que rodeavam estas irmãs também choravam. E então aconteceu alguma coisa que talvez poderia fazer parar qualquer coração que duvidasse do amor de Deus. Porque o versículo 35, estamos sempre em João no capítulo 11, vai dizer este curto versículo, talvez o mais curto de todos. Jesus chorou.
Porquê? O Filho de Deus, aquele que estava prestes a ressuscitar Lázaro, Aquele que sabia exatamente o que aqui ia acontecer e, dali a poucos minutos, diz o texto que chorou. E porquê que Jesus chorou? Não por ignorância. Jesus não chorou por sentir-se impotente diante da realidade. Jesus chorou Porque a dor daquelas pessoas era real para ele. O sofrimento humano sempre comoveu o coração de Jesus. Quase que podíamos dizer que Jesus chora com os que choram. Porque o amor verdadeiro não fica de fora da dor.
Entra nela. Reconhece a dor. E Jesus chorou ao sentir e perceber essa dor. Só que ele depois avançou para o sepulcro.
Quando Jesus chega ali ao sepulcro, ele dá uma ordem. Uma ordem que muda toda a ordem estabelecida. Porque os mortos estão no lugar dos mortos. Mas a ordem de Jesus foi, tirem a pedra. A situação era tal que Marta até hesitou. Porquê? Porque quatro dias era tempo demais. Por isso ela hesitou. Só que Jesus voltou a confirmar-lhe. Não te disse eu que, se creres, farás a glória de Deus?" E assim aconteceu, então. A pedra foi removida. Cristo ergueu os olhos ao céu e orou ao Pai. Depois, com uma voz que atravessou, não apenas os metros daquele lugar, mas uma voz que atravessou a morte.
Jesus disse, Lázaro, sai para fora. Resultado. Lázaro saiu. Lázaro saiu daquele lugar onde há quatro dias estava morto. Lázaro não saiu fraco, não saiu vacilante. Lázaro saiu no vigor da vida. Com os seus olhos brilhantes, com o seu coração agora ainda mais repleto de amor pelo seu Salvador. Jesus já não era só o seu amigo, era o seu Salvador. Esta história é uma evidência de que a morte recuou. O sepulcro devolveu aquilo que ele tinha tomado e toda a multidão ficou em silêncio.
Agora não era Jesus que estava em silêncio, todos em silêncio antes de depois irromperem numa alegria, claro, que nós até dificilmente podemos descrever. Este milagre podemos considerá-lo ou chamá-lo como a coroa de todos os milagres de Jesus. Porque aqui não está apenas a história de Lázaro. Aqui está uma declaração, talvez a mais clara que Jesus fez alguma vez sobre quem ele é e sobre o que é que ele veio fazer, qual é a sua missão. Porque esta ressurreição de um homem que estava morto há quatro dias é uma espécie de quê? De prenúncio! Da ressurreição de todos aqueles que creem e que já morreram ou que ainda vão morrer até que Jesus venha.
Por isso, a história de Lázaro é a garantia de que a morte não tem a última palavra. Mas também há aqui uma outra lição que eu acho que é importante nós não deixarmos passar hoje. Durante os dois dias em que Jesus ficou, lá onde estava, as irmãs de Lázaro, em luto e em sofrimento, não compreenderam. Por isso podemos dizer que a sua fé foi posta à prova quase até ao limite. E é exatamente daqui que muitos de nós também nos podemos encontrar ainda hoje. Quem sabe você aí desse lado? Vou explicar. Talvez já tenha enviado a sua mensagem a Jesus algumas vezes. Através de uma oração, uma súplica, através de uma lágrima, de um clamor.
através só da fé, que às vezes já nem consegue expressar as palavras. Só que o silêncio continuou, a situação piorou. E talvez comece a perguntar-se, será que Deus ouviu? Será que Deus ainda se importa? Será que Deus de alguma maneira vai sequer se manifestar? Jesus, lembra-se há bocadinho, eu dizia-lhe que Jesus, quando explicou aos discípulos, quando estava a sair para a Britânia, disse, é por amor de vós. Foi como se ele dissesse, esta demora e este silêncio tem um propósito, não é o abandono. Eu hoje queria dizer-lhe que se Deus às vezes parece estar em silêncio na sua vida, isso não significa que ele o abandonou.
porque Deus nunca está ausente das suas horas mais escuras e difíceis. Deus está presente nelas, a trabalhar algo que muitas vezes só pode ser feito precisamente nesse contexto. Há coisas que nós podemos viver, há profundidades que podemos atingir que só num momento destes. O momento do maior desânimo, muitas vezes, é o momento em que mais perto está a presença de Deus e de nós sentirmos a sua presença. Talvez olhe para trás um dia, para uma parte sombria do seu caminho e ali vai reconhecer que a mão de Deus esteve ali consigo.
Jesus hoje ainda opera, se quiser assim, da mesma forma. Com a mesma voz, esta voz poderosa. Ela hoje podemos não ouvi-la fisicamente, mas é uma voz que sim, que entra na nossa vida. A voz que tirou Lázaro da morte. Hoje é uma voz que também pode chamar pelo seu nome. Eu tenho cruzado no meu caminho muitas pessoas que sentiram Deus chamá-las como se fosse pelo nome. E eu posso dar-lhe o testemunho, que já o senti muitas vezes. Como se Deus me chamasse a mim. E Deus muitas vezes chama o que está morto na nossa vida E Deus chama para sair. Deus chama a esperança que foi sepultada. Às vezes, a fé que ficou bloqueada no meio dos nossos caminhos, do desânimo.
E diante dessas coisas que às vezes estão a morrer na nossa vida, Jesus diz, tirem a pedra. Tirem a pedra. Meu querido amigo, desprezado amigo, hoje que estão aí desse lado, há algo que Jesus lhe pede para fazer. Pode ser um ato de fé, uma obediência à sua vontade, à sua palavra, uma rendição, uma entrega que ainda não fez. Mas eu hoje quero dizer-lhe que quando fizer essa entrega, quando a pedra, uma pedra que hoje separa talvez Jesus da sua vida, quando essa pedra for removida, então a voz de Jesus vai soar claramente, como se calhar nunca, e vai dizer, anda, sai para fora.
A ressurreição e a vida hoje estão a chegar à tua vida. E por isso hoje, pergunte-lhe. Deixe consigo esta pergunta, que é aquela que Jesus poderia hoje fazer. Crees tu nisto? Crees tu que Jesus pode transformar a tua vida, trazer vida àquilo que hoje está em trevas, está morto? Eu hoje desejo profundamente que aceite, que escute e abra o seu ouvido para a voz do Senhor que o chama.
anunciando sua vida trovões A luz do seu olhar Cobrirá os que esperam E nós o veremos Em esplendor Os anjos cantarão Canções de vitória Os mortos casou
serão transformado num só momento nós o reveremos Nós o veremos, nós o veremos Forte, forte em toda a Tua glória E a ponte vai morrer E vai espanhar Vai espanhar Vai morrer
se crê, se quer ouvir a voz que o chama. Então, essa oportunidade de estar sempre diante da sua vida. Na verdade, hoje, para o ajudar a fazer isso, trouxe-lhe este guia de estudo chamado Eu Creio, que pode ser uma forma, precisamente, de o ajudar a responder de forma mais profunda. às perguntas de Jesus na sua vida, ao chamado de Deus. Se quiser receber este material, esta revista, para o ajudar nesse caminho, envie uma mensagem para nós. Qual é o número? 933 93 92 91. É sempre este o nosso número, 933 93 92 91. E nós vamos fazer chegar até sim. Eu creio, tal como Marta e Maria aprenderam a querer, como Lázaro aprendeu a querer, também a sua vida hoje pode precisar desta crença profunda.
Nós ficamos por aqui. Foi uma benção termos estado juntos. Obrigado pela sua presença mais uma vez aqui conosco. Nosso encontro, já sabes, está sempre marcado, se não for nos canais da Novo Tempo, onde pode até voltar a ver os episódios anteriores, se perdeu algum. Se não, na próxima semana já estaremos juntos, se Deus quiser. Até lá. Deus o abençoe.
Já sentiu que as suas orações ficam sem resposta e que o silêncio de Deus parece insuportável no meio da dor? Neste episódio, viajamos até ao Evangelho de João para descobrir uma das histórias mais marcantes da Bíblia: a emocionante jornada de Marta, Maria e Lázaro. Vamos explorar como a aparente ausência de Jesus não foi um abandono, mas sim o cenário perfeito para revelar a Sua verdadeira essência como a fonte da vida e da ressurreição. Venha perceber como a esperança pode renascer mesmo quando tudo parece perdido e descubra o que significa ouvir a voz que desafia a própria morte.
Neste programa, abordamos temas como: o significado do silêncio de Deus nas nossas lutas, a profunda relação de amizade entre Jesus e a família de Betânia, a famosa declaração 'Eu sou a ressurreição e a vida', o emocionante momento em que Jesus chora com os que choram, e o milagre transformador que prova que a morte nunca tem a última palavra.