A Verdade do Juízo - Parte 1

A Verdade do Juízo - Parte 1

31 de Janeiro de 202253 min 22 s

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Seja muito bem-vindo a mais um programa Em Busca da Verdade. É um prazer tê-lo desse lado para continuarmos nesta fantástica pesquisa sobre os grandes temas da Bíblia, estas grandes verdades que trazem conhecimento da salvação, do plano de Deus à nossa vida e nos ajudam a viver de acordo com a sua vontade. Por isso, muito obrigado, porque está em busca de conhecer a vontade de Deus para a sua vida e eu estou aqui neste papel que Deus me dá essa oportunidade de o ajudar, não de ser eu a revelar-lhe, mas de olharmos para o que a Bíblia revela e ser ela a falar. Para isso, vamos precisamente pedir a presença de Deus para que Ele nos ajude a entender a voz da palavra de Deus. Junte-se a mim, por favor, nesta oração.

Pai do Céu, na Tua presença suplicamos a bênção do Espírito Santo, para que Ele seja tradutor, para que Ele nos ajude a compreender aquilo que Ele mesmo revelou aos profetas, aos apóstolos, aos Teus servos. Que a grande verdade que vamos descobrir hoje na Tua Palavra traga, ó Senhor, um sentido e um propósito à nossa vida, a de todos nós, a cada um daqueles que me escutam nesta hora em especial. É a minha oração em nome de Jesus. Hoje temos um tema que provavelmente, para aqueles que não conhecem tão profundamente a Bíblia, vai ser talvez de grande revelação e acredito que este tema tem uma grande importância para a compreensão do plano global de Deus para este planeta e para a nossa vida.

É por isso, aliás, que dividimos este tema em duas partes. Vamos falar sobre o juízo de Deus. de como se processa esse juízo, de que forma estamos implicados nele, como é que ele vai acontecer, as suas diferentes fases. Ora, a verdade do juízo, por isso, vamos dividi-la em duas partes, com duas dimensões distintas. A segunda delas que veremos no próximo programa, o número 17, na verdade hoje vamos introduzir o tema que depois vamos explorar de maneira mais específica no próximo programa. Hoje vamos realmente descobrir o que é que Deus tem revelado na sua palavra sobre o juízo Prepare-se por isso, esteja atento ao programa, porque já sabe que no final pode ir ao nosso site, novotempo.pt em busca da verdade, para realizar ali um pequeno teste e poder receber então também, além de testar os seus conhecimentos e sua compreensão do tema, receber então esta apresentação, mas também pode no nosso site enviar-nos perguntas, sugestões de temas que eu gostaria de ver aqui tratados e também pedir para receber o apoio de algum instrutor bíblico no seu estudo de bíblia, se quiser fazer um estudo mais personalizado.

Três verdades centrais

Vamos então descobrir o que há para descobrir neste fantástico tema. Vamos começar com 3 verdades centrais, aliás tem sido este mais ou menos o nosso método, eu formulo algumas das grandes verdades que podemos encontrar na bíblia e começamos por elas, como se fosse com o zoom mais alargado para compreender o aspecto mais global deste tema e depois vamos explorar passo a passo na bíblia, nos detalhes que estão revelados sobre o tema. Quais são então as três grandes verdades centrais sobre o juízo de Deus? A primeira delas, Deus é juiz. Deus tem essa prerrogativa, essa capacidade e está a exercê-la e vai exercê-la até ao final.

Porque sabemos que um juiz decide, delibera, executa sentenças. E Deus é juiz sobre todo o universo, mas é particularmente juiz sobre a vida dos seus filhos, das suas criaturas. Em segundo lugar, o ser humano será julgado. Eu poderia colocar este verbo até noutro tempo e dizer que o ser humano está a ser julgado, está em julgamento. Projeto aqui no futuro, no sentido mais executivo do termo, ou seja, todos os seres humanos terão que conhecer uma sentença proferida pelo Deus que é juiz. Portanto, todos estamos implicados neste processo.

E em terceiro lugar, não pode haver confusão sobre isto porque a Bíblia é muito clara. Já vamos ver isso. Haverá salvação para uns no julgamento. Poderíamos usar a expressão absolvição para uns, num termo um pouco mais legal. E haverá condenação para outros. Quer dizer que o resultado do juízo de Deus sobre esta terra e sobre a humanidade não será igual para todas as pessoas. O amor de Deus incondicional é certo, não vai absolver e salvar todas as pessoas. Deus não é um ser castigador que tenha vontade de castigar e, portanto, não vai condenar todas as pessoas.

Há resultados e sentenças diferentes. Agora, da ligação entre estas três verdades, encontramos realmente o sumo do que a Bíblia nos ensina e é isso que vamos descobrir. Vamos começar nesta primeira fase, como temos feito sempre no Que Há Para Descobrir, vamos começar por elencar um conjunto de textos que basicamente, só por si, já fundamentam estas três afirmações, que obviamente eu não estou a fazê-las de forma gratuita, estou a basear-me nos textos que agora lhe vou mostrar. Vamos começar com um texto que está em Isaías, no capítulo 33. Vamos abrir então a nossa Bíblia. O profeta Isaías, se quiser abrir a sua Bíblia, também o pode fazer. Claro que às vezes faça a leitura um pouco mais rápida no nosso quadro, pode não dar tempo de abrir a sua Bíblia, e se for o caso, pode preferir escutar apenas a leitura, segui-la no quadro, se está a ver-nos na Novo Tempo, Ou, claro, escutar na rádio RCS.

Isaías capítulo 33, versículo 22, lemos então. Porque o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso rei, Ele nos salvará. Portanto, aqui está uma afirmação clara de que Deus é juiz e Deus é juiz sobre o seu povo. Esta afirmação de confiança de que Ele, como juiz, como legislador, nos salvará é, obviamente, uma afirmação feita do ponto de vista do povo de Deus, aqueles que querem estar debaixo da soberania deste rei e, portanto, têm a confiança de que o juízo será para salvação e não para condenação. Mas a afirmação é clara.

Deus é juiz. E essa é uma das características e, portanto, uma das funções que Deus tem e vai executar. Vamos aos salmos e agora eu vou ler aqui no salmo 75 e no versículo 7. E o salmista diz-nos então o seguinte. Salmo 75 e versículo 7. Mas Deus é o juiz. A um abate, a outro exalta. Além da repetição da condição de juiz da parte de Deus, introduzimos agora aqui através deste texto, deste salmo, a ideia de que o juízo de Deus vai provocar resultados diferentes na vida das pessoas. Uns serão abatidos pela sentença, outros serão exaltados.

Vamos já aprofundar estas ideias. Vamos agora ao Novo Testamento, vamos a Tiago, no capítulo 4. E o apóstolo Tiago tem uma afirmação também muito clara acerca desta realidade de Deus como juiz. Vamos lê-la. Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão, fala mal da lei e julga a lei. E se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz. Há um só legislador que pode salvar e destruir. Este texto coloca-nos diante desta realidade que o legislador, que é o juiz, ele é aquele que estabelece a diferença entre o que é estar debaixo da sua vontade e fora da sua vontade, que é isso que a lei estabelece.

Este é, aliás, mais um dos textos na Bíblia que nos ajuda a compreender que ser observador da lei é o projeto de Deus para nós. Por isso é que a exurtação é que nós não sejamos juízes dos outros, mas observadores da lei, porque esse é que é o nosso papel. Porquê? Porque o papel de ser juiz cabe àquele que legislou, que estabeleceu a lei para o ser humano e, portanto, o resultado da ação legisladora, podemos dizer assim, do juiz é que os serão salvos pela sua sentença e outros destruídos. Vamos ler agora ainda em Atos, no capítulo 17, os versículos 30 e 31, que dizem o seguinte. Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens e em todo lugar que se arrependam, porquanto tem determinado um dia em que, com justiça, há de julgar o Vemos, portanto, aqui expressa de uma maneira muito clara a ideia de uma universalidade do julgamento de Deus e, portanto, da sua ação como juiz e é por isso que Deus nos exorta a que nos arrependamos.

Ou seja, está nas nossas mãos tomar decisões ou fazer escolhas que vão determinar também o resultado desta sentença. Ou seja, há um dia em que o juízo será final e executivo e, portanto, Deus não tem em conta o tempo da ignorância porque dá a oportunidade a que, na medida do conhecimento que vamos obtendo da verdade de Deus, passamos, claro, a ser cada vez mais responsáveis pelas escolhas que fazemos. Ora, este conjunto de textos que acabamos de ler ajudam-nos a compreender esta verdade que, digamos, deriva destes textos, destas revelações, é que a consciência de que nós estaremos um dia na presença do tribunal divino e que na verdade já podemos estar debaixo do escrutínio desse juízo, já vamos ver isto a seguir, isto tem implicações na nossa vida.

Isto dá-nos como que um propósito, eu designo aqui como um horizonte moral. O que é que isto quer dizer? Que nós temos que compreender, de acordo com o que acabamos de ler, que há uma responsabilidade que cada um de nós tem diante de Deus e diante dos homens, os nossos semelhantes. Essa responsabilidade tem uma natureza moral. Ou seja, há uma lei, há um plano, um projeto estabelecido por Deus e cabe-me a mim, a cada um de nós, fazer escolhas morais. No fundo, distinguir entre o que é certo e o que é errado. E o juiz terá em conta essas escolhas para determinar a nossa sentença. Agora, com base nestes três grandes princípios, que serviram de pontapé de saída, vamos então procurar de uma maneira um pouco mais exaustiva e alargada na

O registro da vida

bíblia o que é que ela revela sobre o juízo de Deus. Nós seremos julgados, todos os seres humanos, com base num registo. Existe um registo. Esta ideia de estar registado é uma ideia profunda, significativa, porque implica as nossas escolhas numa base permanente. Vamos à Bíblia explorar a ideia de que há um registo. O que é que isto significa e onde é que isto está revelado? Temos ampla revelação sobre este tema. Vamos começar por ler no livro do profeta Daniel que numa visão, registado no capítulo 7, ele vê as condições próprias do julgamento, que é o juiz que aparece numa sala onde há o trono, que é o lugar da autoridade do juiz, e vamos ver que a natureza do registo foi vista precisamente nesta incrível visão.

Então lemos em Daniel capítulo 7, versículos 9 e 10. Eu continuei olhando, dizia Daniel, até que foram postos uns tronos. E um ancião de dias se assentou. A sua veste era branca como a neve e o cabelo da sua cabeça como a pura lã. E o seu trono era de chamas de fogo e as suas rodas de fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele, milhares de milhares o serviam e milhões de milhões assistiam diante dele, assentou-se o juízo e abriram-se os livros. Repare que nós encontramos aqui uma referência a um conjunto de circunstâncias que são muito importantes para determinar que estamos realmente num momento de julgamento.

de juízo. Nós temos o trono, o lugar do tribunal, nós temos aquele que se senta para julgar, nós temos testemunhas que estão ali para observar e testemunhar esse acontecimento e agora temos alguma coisa muito importante, temos livros. Nesta visão, livros foram abertos e os livros abertos são, vamos dizer, o ato que determina que o juízo começou. Enquanto o livro estava fechado, não estava evidente que havia um registro sobre o que se deveria julgar.

Esses livros abriram-se para que o juízo pudesse começar. Portanto, a pergunta que se pode colocar é, o que são estes livros? e o que é que está registado neles. Portanto, Daniel 7 dá-nos uma visão do momento em que o julgamento começa, mas a Bíblia dá-nos mais revelação sobre exatamente o que são estes livros, o que é que neles está registado e o que é que não está registado. Vamos então fazer esta pesquisa na Bíblia. Vamos começar por Apocalipse no capítulo 20 e vamos ler os versículos 11 e 12. E vi um grande trono branco. Repara agora também a semelhança que podemos fazer com precisamente a descrição de Daniel 7 que acabamos de ler.

Uma visão em que aparece mais uma vez um trono. E o que estava assentado sobre ele, sobre o trono, de cuja presença fugiu a terra e o céu e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus. Portanto, testemunhe as pessoas que viam. E abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. Encontramos, portanto, aqui uma referência clara à existência de livros e agora temos a especificidade de nos falar de um livro que é o livro da vida. E o julgamento aconteceu com base nas coisas que estavam registadas nesse livro.

Vamos ler mais textos que nos ajudam, de uma forma comparada, a ter um quadro mais preciso sobre o que é o livro da vida e o que são estes registros. Vamos continuar em Apocalipse, que um pouco mais à frente, no capítulo 21, no versículo 27, continuam nas visões de João a aparecer. Veja, não entrará nela. na Nova Jerusalém, portanto, é uma referência neste texto à Nova Jerusalém, o que é que não entrará nela? Coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Repare que o nome do livro tem agora alguma coisa que lhe é adicionado. Nós já tínhamos percebido que era um livro, ou livros, no texto anterior percebemos que ele é designado como o livro da vida, porque os nomes que estão registados são nomes para a salvação e agora sabemos que é o livro da vida do Cordeiro.

É interessante porque nada nos indica que ele regista a vida do Cordeiro. Nós sabemos que o Cordeiro é uma referência a Jesus Cristo na sua qualidade de salvador, aquele cujo sacrifício foi em substituição daqueles que mereciam a culpa. Já, aliás, tratámos aqui no nosso programa estes temas. O livro é o da vida do Cordeiro porque as vidas que aí estão registadas estão em ligação direta à vida do Cordeiro. Significa, portanto, que aqueles que estarão na Nova Jerusalém, aqueles que estarão entre os salvos, esses, os seus nomes, estavam registados no livro da vida do Cordeiro. Leia ainda agora comigo, vamos dar um salto atrás para perceber que esta dimensão, esta compreensão sobre os livros que registam as escolhas e as obras dos homens é uma compreensão muito antiga.

No livro do Êxodo lemos o seguinte, O seguinte, no capítulo 32, versículos 32 e 33, ora leia comigo. Esta esta narrativa já tão antiga e ao mesmo tempo tão inspiradora de um homem, Moisés está a interceder de uma maneira tão séria a respeito do povo que estava em profunda rebeldia contra Deus e Moisés vai interceder dizendo que Se Deus não perdoar o pecado deste povo, é como se Moisés pedisse uma substituição.

Então risca-me do teu livro. Está aqui uma confirmação que depois as palavras do próprio Deus confirmam que os nomes que estão escritos nos livros são nomes para a salvação, porque os que pecam são os que são riscados. O que é que isto nos diz? Que os nomes que estão registados nesses livros dos céus e as obras de cada um, esses nomes implicam uma vontade de estar debaixo da vontade de Deus e que o afastamento da vontade de Deus é que faz que o nome possa ser retirado. Ora, vamos ver uma outra referência, agora ainda no Velho Testamento, no livro do profeta Malaquias. Vamos ler no capítulo 3 e no versículo 16 uma referência de uma natureza um pouco diferente, mas refere-se.

à mesma circunstância. Note. E o senhor atentou e ouviu e um memorial foi escrito diante dele para os que temeram o senhor e para os que se lembraram do seu nome. Há uma beleza poética e de formulação neste texto, mas que na verdade, mais do que apenas palavras bem escritas, ajuda-nos a ter uma compreensão clara sobre qual é a natureza do registro dos livros, o registro dos nomes nos livros dos céus. É que Deus regista o nome daqueles que se lembraram do seu nome. E há, portanto, aqui uma profundidade e uma beleza nesta ideia que é muito importante para nós compreendermos. Deus lembra-se do nome e essa memória do nome, para que não haja esquecimento, não é que Deus se vá esquecer, mas é para que fique um registo, porque nem todos no universo têm a memória que Deus tem.

Logo fica um registro dos nomes de que Deus se lembra. E Deus lembra-se e guarda a memória desses nomes porque são aqueles que não se esqueceram dele. Logo este texto responde à pergunta, quem são os nomes, quem são as pessoas cujos nomes não podem entrar no livro da vida? São aqueles que não se lembram do nome de Deus. Ora, se eu não quero o nome de Deus na minha vida, ele não me vai obrigar a ter o meu nome no seu próprio livro. É como se Deus, permita-me aqui uma metáfora dos tempos modernos, respeitasse os nossos dados. Ora, se nós não queremos dar os nossos dados, Deus não os vai registar.

É por isso que esta compreensão do registro dos nomes em função de uma memória de Deus realmente ajuda-nos a ter esta perceção de que o registro tem a ver com uma escolha. A escolha do quanto nós desejamos que Deus seja o juiz, o senhor da nossa vida. Mas não terminamos ainda este périplo sobre a compreensão do que são os livros e o registro no livro da vida. Note que o próprio Jesus Nós estamos a confirmar, no fundo, ao longo de toda a Bíblia, já confirmamos nos registros proféticos de Daniel e de Apocalipse, aí os livros foram vistos de maneira profética acerca de tempos futuros, quando o trono se colocar diante dos homens e os livros forem abertos, mas já vimos também que no Antigo Testamento temos uma confirmação da compreensão de que estes registros existem e agora veja que Jesus também o confirma.

Lucas capítulo 10 versículo 20. Não vos alegreis, porque se vos sujeitem os espíritos, alegrai-vos antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus. Veja como Jesus dizia aos seus discípulos que a verdadeira alegria da sua existência não era terem manifestações sobrenaturais ou até exercerem algum poder, mas que a alegria das suas vidas tinha que vir do facto de que enquanto fizessem a vontade de Deus, os seus nomes estariam escritos nos livros dos céus. E agora vamos às cartas, ao trabalho de reflexão e teologia de instrução dos apóstolos e vamos encontrar o apóstolo Paulo aos filipenses no capítulo 4 e no versículo 3 a mostrar que ele também tinha perfeita consciência desta realidade.

Como é que ele o formulou? Vamos ler. Peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no Evangelho e com Clemente e com os meus outros cooperadores. E agora Paulo vai afirmar destes que cooperavam com ele, cujos nomes estão no livro da vida. Esta expressão aqui aparece numa lógica de Paulo dar a segurança a estes homens e mulheres que o acompanhavam e o ajudavam na obra, de que ele tinha a profunda convicção ou mesmo a revelação da parte de Deus que aquelas pessoas, com as escolhas que faziam na sua vida, certamente os seus nomes estavam registados no livro da vida. E agora voltamos finalmente à Apocalipse, onde lemos no capítulo 13 e no versículo 8 uma revelação muitíssimo importante, porque nos dá um contexto para perceber que o registro nos livros ou o não registro tem a ver com escolhas que nós fazemos, ou seja, a quem submetemos a nossa vida, a quem damos autoridade e no livro do Apocalipse há um enorme confronto.

dizer ao longo da bíblia, mas que no livro do Apocalipse é nos profeticamente revelada de uma maneira muito mais evidente um confronto que existe entre a quem nós adoramos e quem escolhemos como soberano. E a existência de poderes que são religiosos ou mesmo da natureza mais secular ou civil, esses poderes designados no capítulo 13 do Apocalipse particularmente como grandes poderes ou bestas, porque foram animais vistos como exercendo uma tremenda autoridade, e esses poderes têm atraído muitas pessoas para uma falsa adoração. Uma falsa adoração a líderes religiosos ou a líderes políticos e civis que se sentam nos seus tronos, com as suas vestes de autoridade, com os seus cetros na mão, mas, na verdade, exercem um poder falso, um poder que é uma contrafação em relação ao poder de Deus.

Por isso, na revelação sobre esses grandes poderes, é-nos dito o seguinte, todos os habitantes da Terra adorarão a besta. a saber todos aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro. Esta expressão, portanto, em relação ao livro da vida, em Apocalipse 13, é uma expressão pela negativa. Porquê? Porque nos ajuda a compreender que os que não vão ter os nomes escritos no livro da vida do Cordeiro, não o vão ter porque escolheram uma adoração alternativa. Essa adoração alternativa prende-se com ensinos, doutrinas de homens que têm sido pregadas e proclamadas ao longo de séculos e séculos na história da igreja cristã E essas mentiras, falsidades que enganam homens e mulheres ao ponto de adorarem falsamente homens que não são dignos de adoração.

Essa falsa adoração é uma escolha porque ninguém é obrigado a fazer. E por isso os registos no Livro da Vida são tão importantes para nós. O Livro da Vida regista o nome daqueles que amaram e seguiram o Cordeiro, Jesus Cristo. Por isso é que ele é chamado o Livro da Vida do Cordeiro. Esta é uma escolha que cabe a cada um fazer. e seguir o cordeiro. Logo, isto significa que Deus terá em conta, o quê? As obras de cada um. As obras são as escolhas que cada pessoa faz. Essas escolhas são feitas ao longo da vida e o que nós compreendemos do estudo comparado de todos estes textos é que estas obras, na verdade, têm a ver com a quem nós adoramos.

Esta é a essência. Não é uma mera observação de quantas esmolas demos ou as boas obras, por vezes num sentido muito pragmático, talvez falso pragmático, num sentido em que as boas obras seriam apenas fazer alguns favores e se a gente contabilizasse um conjunto de boas obras isso poderia ser válido diante de Deus. Isto é tão falso que nós já tivemos oportunidade aqui, no programa em busca da verdade, Se não tive a oportunidade de o ver eu sugiro que possa vir a alguns dos programas anteriores onde falámos sobre a salvação, sobre a conversão, sobre a lei de Deus e onde mostrámos claramente que não são as nossas boas obras no sentido de que nós somos salvos por causa das coisas que fazemos. Caso contrário, nós tentaríamos compilar ou listar o máximo de boas obras possível na nossa vida para ver se isso nos ganharia a salvação.

Ora, nós somos salvos pela fé na graça que há em Jesus Cristo e isso é um dom gratuito. Mas aqueles que escolhem ser salvos, portanto que escolhem seguir e amar o Cordeiro, esses não se submetem à falsidade de uma adoração contrafeita. Uma adoração que é contra a vontade do Senhor. Por isso é que as nossas escolhas são tidas em conta no juízo. Poderíamos afirmar a seguinte, esta verdade muito importante e eu peço muito a

O tribunal de Cristo

sua atenção para esta formulação que é bíblica, que é o resultado de tudo o que acabamos de ler. Sabemos que todos vamos ser salvos por Jesus Cristo, pela nossa fé nele, mas vamos ser julgados pelas escolhas que fazemos. Isto é tão verdade que a Bíblia afirma, em Eclesiastes no capítulo 12 e no versículo 14, porque Deus há de trazer a juízo toda a obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau. As nossas escolhas serão reveladas. Por isso, aqueles que me escutam neste momento, estaremos nós incluídos neste juízo? Alguém estará fora desta condição?

A bíblia é muito clara na resposta a esta pergunta. Vamos ler em 2 Coríntios, no capítulo 5 e no versículo 10, a afirmação clara do apóstolo Paulo. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. O que é que vou comentar a este texto? Todos vamos comparecer diante o tribunal de Cristo. O apóstolo Paulo explora esta ideia de uma forma, com uma nova formulação, ou diferente, em Romanos no capítulo 14. Acompanhe-me neste texto, também ele tão importante. Versículos 10 até o 12. Mas tu, porque julgas o teu irmão? Ou tu também, porque desprezas o teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo, porque está escrito, como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim e toda a língua confessará a Deus, de maneira que cada um dará conta de si mesmo a Deus.

Veja como nestas palavras do apóstolo Paulo, mais uma vez, fica diante de nós a evidência clara de que a salvação tem a ver com escolhas e essas escolhas implicam adoração. Nós adoramos a Deus não é simplesmente quando vamos a uma igreja, a um templo e dobramos os joelhos ou cantamos hinos. Isso é parte da nossa adoração. Mas esta adoração que está registada nos livros e que traz efeitos para a nossa salvação ou perdição eterna, é uma adoração muito mais ampla, que tem a ver com a nossa vida, tem a ver como eu vivo, todo o joelho se dobrará diante de mim. Tem a ver com uma vida que está dobrada diante do Senhor.

Ora, como em qualquer julgamento, o juízo no Tribunal Divino tem um processo.

As fases do juízo

E eu gostaria agora de o ajudar a compreender como a Bíblia descreve de uma forma maravilhosa e clara, mesmo se precisa de pesquisa bíblica, pode não ser tão evidente abrir a Bíblia e encontrar isso porque a Bíblia, como sabemos bem, não está sistematizada por temas, mas procurando claramente nós entendemos que, aliás, como em qualquer julgamento, há um processo Quer dizer, tem que haver etapas para que o julgamento possa ser justo. Ora, o juízo de Deus também tem etapas. E eu vou mostrar-lhe que a Bíblia tem esta revelação, que existem três grandes fases no processo de juízo de Deus, no qual todos estamos envolvidos. Vou descrever-lhe, essencialmente com textos da Bíblia, essas três fases. A primeira fase é que nós podemos designar, não é o termo que está na Bíblia,

O juízo pré-advento

Isto é um termo que ajuda a compreender a revelação na bíblia, é o juízo pré-advento, ou seja, o juízo que está antes da volta de Jesus, do seu advento. Este juízo tem uma natureza. é um tipo de juízo investigativo, é um processo no qual os nomes dos filhos de Deus estão em processo de investigação. Quais são as características deste juízo? Ele acontece antes da segunda vinda de Jesus, não é deste juízo, é desta fase, ok? A primeira fase do juízo. Está antes da segunda vinda de Jesus, tem o início revelado profeticamente, sabemos quando começa ou começou esta fase do juízo, ela coincide com aquilo que a bíblia chama o tempo do fim e este processo, esta fase do processo investigativo é a favor do povo de Deus.

E finalmente Este juízo pré-Advento usa os registros do livro da vida do Cordeiro. Isto é o que nós podemos dizer de acordo com o que está revelado. Ora, deixe-me partilhar então consigo alguns textos da Bíblia que nos ajudam a entender a noção de um juízo que acontece antes do Advento. Vamos ler em Daniel, capítulo 12, o versículo 1 e depois o versículo 4. Lemos assim. Naquele tempo se levantará Miguel. o grande príncipe que se levanta a favor dos filhos do teu povo e haverá um tempo de angústia qual nunca houve desde que houve nação até àquele tempo, mas naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E tu, Daniela, encerra estas palavras e sela este livro até ao fim do tempo.

Muitos correrão de uma parte para a outra e o conhecimento se multiplicará. Este texto ajuda-nos a compreender precisamente esta ideia de que haverá um tempo especial e que nesse tempo o nome daqueles que se acham escritos no livro estará a ser observado. Esta é como que uma primeira referência clara que nós encontramos. nas revelações do profeta Daniel acerca da necessidade ou do facto mesmo, podemos dizer, de que os nomes escritos nos livros serão observados. É neste mesmo contexto que aparece a designação de tempo do fim. Ora, em Daniel no capítulo 7 e no versículo 22 nós lemos Lembra-se que há pouco falámos sobre aquele, já vimos aqui Daniel capítulo 7, aquela grande visão do trono e dos livros que se abrem.

Veja o que diz o versículo 22. Até que veio o ancião de Dias e fez justiça aos santos do altíssimo e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino. Quer dizer que o resultado dessa fase ou desse processo de julgamento vai resultar em justiça para os santos de Deus. Quer dizer que para que haja justiça feita a estes santos, os seus casos tiveram que ser analisados. Isso é o que deduzimos de forma clara a partir deste texto. Mas vamos ainda ter evidência mais clara em Apocalipse, no capítulo 14, e vamos ler apenas os versículos 6 e 7, que nos revelam precisamente um acontecimento que coincide profeticamente com o tempo do fim.

Um momento em que uma proclamação acerca do juízo deveria ser dada ao mundo. Ora, leia comigo. Ora, este texto revela que chegou naquele momento desta proclamação a hora de juízo. Jesus não voltou, precisamente porque quando nós lemos o capítulo 15, que vem a seguir, o final mesmo do capítulo 14, nós percebemos que será depois desta proclamação deste anjo, e não apenas, mas dos três anjos, que trazem uma mensagem que deve ser proclamada ao mundo durante um tempo especial, antes desse acontecimento, portanto pré-Advento, é chegada a hora do juízo.

Logo, este texto é uma referência clara e direta a uma fase do juízo que acontece antes do senhor vir seifar, ou seja, buscar o seu povo. A chave para compreender o juízo pré-advento é Cristo e Cristo no santuário, ou seja, o que Cristo está a fazer no seu santuário. Ora, eu não vou hoje responder exatamente a esta pergunta, ou aprofundar este tema por uma razão, porque ele tem peso suficiente para nós o estudarmos de uma maneira profunda. Ora, no próximo programa, nós estaremos juntos, o programa 17, nós vamos precisamente estudar Cristo no Santuário e compreender o juízo de Deus, particularmente através do Ministério de Cristo no Santuário.

Mas a verdade é que Daniel 8.14 é uma revelação profética na qual lemos que o anjo disse a Daniel até 2300 tardes e manhãs e o santuário será purificado. Ora, nós vamos compreender precisamente que esta é uma referência profética exatamente ao momento em que um juízo que tem uma natureza investigativa se inicia. O povo de Deus vai ser purificado com o santuário. Ora, no final desta fase, Se ela é uma frase pré-advento, isto significa que no final desta fase todas as decisões terão que estar tomadas. Ora, é exatamente isso que a Bíblia nos revela.

Vamos ler Apocalipse no capítulo 20, 22 e os versículos 10 a 12. E disse-me, não celes as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo. Quem é injusto, seja injusto ainda, e quem é sujo, seja sujo ainda, e quem é justo, seja justificado ainda, e quem é santo, seja santificado ainda. E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um um segundo a sua obra. Consegue compreender o alcance incrível destas palavras? Elas dizem-nos que exatamente antes que o galardão, que é a retribuição que Jesus vem dar ao seu povo na sua vinda, antes dessa retribuição todas as decisões foram tomadas. É por isso que a afirmação que é feita é que chegaremos a um momento em que quem é justo estará justo, quem não é justo continuará na sua injustiça.

Quem não é santo continuará a não estar santificado. Porquê? Porque todas as decisões estão tomadas. No céu há essa evidência pela análise dos livros, mas na terra também há. Nós não temos a evidência de quem Nem podemos fazer julgamentos, mas cada um, quando chegar este momento, sabrá qual é a decisão que tomou sobre quem vai adorar. Por isso é que esta afirmação de que chegará um tempo antes ainda da vinda de Jesus, em que cada um já terá tomado a sua decisão, que nos ajuda a reforçar esta compreensão de que o juízo pré-advento tem de acontecer antes deste momento, para que fique claro a escolha que cada um faz.

Ora, os resultados da investigação, esta investigação que acontece durante um período que a Bíblia designa como tempo do fim, estes resultados quando é que serão revelados? Obviamente, na segunda vinda. Nessa, Jesus virá como rei, mas também como juiz, ele vem com o cetro, vem no seu trono e aí os resultados serão revelados. É por isso que a própria vinda do Senhor Jesus quase que a poderíamos considerar como uma fase do julgamento, mas talvez seja mais correto colocá-la como o momento que determina que todo o processo de investigação dá o seu resultado. Ora, vamos ler precisamente em Daniel 12, versículo 2, temos evidência disto.

Multidões que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha eterna, para o desprezo eterno. Percebemos, portanto, que há uma natureza executiva que vem depois do juízo pré-advento estar estabelecido. E Jesus deixou isto de maneira muito clara revelado em Mateus no capítulo 25, no seu grande discurso profético, em que ele diz, quando o Filho do Homem vier em sua glória e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória e todas as nações serão reunidas diante dele. E apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita. Vindo, benditos de meu pai, possui por herança o reino que vos está preparado."

Desde a fundação do mundo. Depois desta fase do juízo, entramos então na segunda fase. Esta segunda fase, obviamente, porque vimos até aqui, ela está já depois da segunda vinda.

O juízo milenar

de Jesus. Ela é pós-advento. Vamos chamar-lhe o juízo milenar. Porquê? Porque ela acontece durante um período que a Bíblia designa como milénio, depois da segunda vinda de Jesus. E qual é a natureza? Se o juízo, ou a fase do juízo que aconteceu antes do advento, tinha uma natureza de investigação, Esta fase do juízo tem uma natureza de confirmação. Porquê? Porque, na verdade, todas as decisões já estão tomadas, como nós acabámos de ler. Mas vamos ver a evidência bíblica disto. Apocalipse 24 e 5 dá-nos uma revelação sobre a existência deste tempo chamado milénio e o que vai acontecer nele. João viu. O que é que ele viu? Vi tronos e assentaram-se sobre eles e foi-lhes dado o poder de julgar e vi as almas daqueles que foram degulados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus e que não adoraram a besta nem a sua imagem e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos, mas os outros mortos não reviveram até que os mil anos se acabaram.

Ora, a visão do apóstolo João é claro o suficiente para nos mostrar que durante mil anos Todos aqueles que foram achados no livro da vida do Cordeiro e, portanto, ressuscitaram, ou se já dormiam no pó, tudo o que nós já lemos, ou subiram com o Senhor Jesus nas nuvens dos céus, esses reinarão com Cristo durante mil anos e durante esse período estarão a julgar. Ora, não é um julgamento para decisão, uma vez que as decisões já foram tomadas, Naturalmente, senão não estariam na eternidade já na presença de Deus. Esse julgamento, portanto, tem um caráter confirmativo.

Eles estão a reinar com Cristo durante esse tempo e vão compreender o quê? As decisões que tomaram aqueles que adoraram a besta e a sua imagem. A contrafação em relação à vontade soberana de Deus. Ora, nós temos confirmação disto na Bíblia, não apenas em Apocalipse. Veja, o próprio Jesus confirmou isto. Mateus 19.28 diz o seguinte, Jesus disse-lhes, em verdade vos digo que vós que me seguistes quando na regeneração o filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vós assentareis. Vos assentareis sobre doze tronos para divulgar as doze tribos de Israel. Jesus dizia aos seus discípulos que quando ele estivesse já no trono, depois da execução do juízo, a quando da sua vinda, neste caso sobre os justos, aqueles, mais uma vez, que têm o seu nome no livro da vida, os outros, os que não tiveram o seu nome no livro da vida, serão julgados.

Mais uma vez, este julgamento é para compreender e confirmar a justiça de Deus. E ainda temos mais um texto para mostrar que, além do apóstolo Jó nas suas visões, Jesus tinha esta compreensão revelada por Deus, mas o apóstolo Paulo, por exemplo, também. 1 Coríntios, capítulo 6, veja os versículos 2 e 3. Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Dizia ele à sua igreja, não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? E agora talvez se questione, vamos julgar os anjos? Claro que vamos. Já tivemos aqui a oportunidade de estudar que o pecado, portanto a rebeldia aberta contra Deus, começou no céu e começou com os anjos.

Lucifer, o diabo, assim designado o dragão, o inimigo de Deus, foi o pai dessa rebeldia, dessa mentira inicial e, portanto, ele e os seus anjos vão ser julgados. É claro que a sentença deles já está determinada, portanto este julgamento será, mais uma vez, confirmativo, mas também para compreendermos o quão Deus foi justo na maneira como julgou.

O juízo final

E, finalmente, temos a última fase do juízo, aquele que podemos designar como o juízo final. E, segundo o que a Bíblia revela, este juízo final, que natureza é que tem? Já não é uma natureza investigativa, não há nada a investigar já, não é uma natureza confirmativa, porque todo o universo e os filhos de Deus, os salvos, já terão confirmado e compreendido a natureza da justiça de Deus, então este juízo final É final. Ele tem uma natureza executiva. Não haverá mais retrocesso possível. Veja como isto é revelado de uma forma incrível no livro do Apocalipse. Vamos ler aqui dois textos que são de uma... São revelações tremendas. Elas em nada devem servir para nos assustar ou causar temor, porque os que adorarem a Deus e seguirem o Cordeiro não estão sequer incluídos nestes acontecimentos, ou pelo menos em parte do grupo destes acontecimentos.

Vamos ler então juntos para perceber melhor o que eu quero dizer. Apocalipse 21, vamos ler versículo 2 e 3 e depois o 27. Vi a Santa Cidade, a Nova Jerusalém, que da Deus descia do céu, adressada como uma esposa, ataviada para o seu marido, e ouvi uma grande voz do céu que dizia, eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará. E eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e serão o seu Deus. E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro." E acabando-se os mil anos, lemos agora em Apocalipse 20, entre o versículo 7 e o 13, satanás será solto da sua prisão e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gog e Magog, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.

E cercaram o arraial, ou a cidade, dos santos, a cidade amada, e de Deus desceu fogo do céu e os devorou. E deu o mar os mortos que nele havia, e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia, e foram julgados cada um segundo as suas obras. O que é que compreendemos destes dois textos clemos? A cidade de Deus, a Nova Jerusalém, ela descerá como uma cidade santa, bela, magnífica, onde Deus habitará com o seu povo, aqueles cujos nomes estiveram no livro da vida. Mas quando isto acontecer, Satanás será solto da sua prisão, essa prisão foram mil anos em que não havia vida nesta terra, os salvos estavam, nesse período milenar, a confirmar a justiça de Deus, e agora há um ataque final à cidade de Deus que a Bíblia descreve claramente que deixará sobre esta terra.

Quando isso acontecer, Deus enviará, através do fogo, uma destruição que será momentânea, única, num acontecimento e que destruirá para sempre Satanás. A morte? E todos aqueles que escolheram adorar a besta, a sua imagem, portanto, ficar fora do padrão da adoração a Deus. O que é que Deus vai fazer aqui neste momento? Respeitar a escolha de cada um. Porque registar o livro nos nomes do céu, no livro da vida, é uma escolha, como eu já lhe expliquei. Jesus protege os nossos dados. Os que querem os seus nomes no livro da vida fizeram essa escolha, Deus vai respeitar essa escolha.

Os que não querem o seu nome no livro da vida, não amam o Cordeiro, não seguem Jesus Cristo, não se submetem à sua lei e à sua vontade, Jesus vai respeitar a sua escolha e a sua vontade e é por isso que o juízo final executará. Não os deixará sofrer algures porque Deus não é um ser maquiavélico ou que tenha prazer no mal e no castigo. responderá de forma efetiva e categórica à escolha que cada um fez. E agora, que implicação é que isto tem na nossa vida?

A justiça de Deus

Tem muitas implicações, mas elas são positivas, porque o juízo de Deus é uma boa nova. Eu espero que tenha ficado claro, no fim desta apresentação, que o juízo de Deus é uma boa nova. Sabe que é por isso que em Apocalipse 14, que já lemos aqui, esta boa nova que diz, temei a Deus e dá-lhe glória, porque é vinda a hora do seu juízo, essa boa nova é chamada de Evangelho Eterno. É uma boa notícia para todo sempre, porque o juízo de Deus vem trazer o quê? Vem trazer justiça. Nós podemos confiar e alegrar-nos no juízo de Deus? Claro que podemos. Vou terminar este nosso estudo com uma descrição belíssima que se encontra no Salmo 73, que talvez seja a pergunta que hoje se coloca.

Eu vou ler uma série de versículos para resumir, porque poderíamos ler todo o Salmo, mas vamos perceber qual é o propósito deste Salmo. Agora acompanhe-me nesta leitura. Dizia o salmista assim, quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram. Pouco faltou para que escorregassem os meus passos, pois eu tinha inveja dos nécios, quando via a prosperidade dos ímpios. Eis que estes são ímpios e prosperam no mundo, aumentam em riquezas. Quando pensava em entender isto, foi para mim muito doloroso, até que entrei no santuário de Deus. Então entendi eu o fim deles, pois eis que os que se alongam de ti ou se afastam de ti parecerão. Mas para mim bom é aproximar-me de Deus." Que texto maravilhoso.

Este homem ficava perplexo vendo que os ímpios prosperavam no mal que faziam. Isso causava-lhe um sentimento de injustiça, até de revolta, contra o próprio Deus. Mas, finalmente, quando ele se achega à presença de Deus, ele entende duas coisas. Entende que o fim dos ímpios, com essas escolhas que fizeram, ainda que nesta terra prosperassem, o fim deles será destruição. E também entendeu que aproximar-se de Deus é a melhor coisa que nós podemos fazer. O juízo de Deus vai trazer justiça e liberdade. Por isso, o que é que devemos fazer? Qual é o apelo que neste momento a palavra de Deus lhe faz? O que nós devemos fazer é seguir o Cordeiro para onde quer que ele for.

E temer e adorar o Criador. Temer o Criador não é ter medo dele. Temer o Criador é submeter-se à sua vontade. É reconhecê-lo como soberano. Temer o Criador e adorá-lo é ter prazer na sua vontade. É seguir a sua vontade, na pessoa do seu filho, em tudo o que ele nos pediu. Eu desejo que Deus o ajude a si e me ajude a mim também a fazermos isto mesmo e podermos antecipar com alegria o dia do juízo. Que Deus o abençoe. Até ao próximo programa, se Deus quiser.

Série
Em Busca da Verdade · 20 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1
Estreou
31 de Janeiro de 2022
Categoria
Espiritualidade