3:42Olá, seja bem-vindo a mais um programa Em Busca da Verdade. Este não é apenas mais um, é o último programa desta primeira série do Em Busca da Verdade, programa número 20. 20 programas com de grande diversidade de temas, os quais tivemos a oportunidade de explorar na palavra de Deus respostas claras. para estas grandes verdades que nos estão reveladas. Hoje temos mais uma grande verdade para descobrir. Antes disso, antes de a revelar, vamos orar, pedir a presença de Deus connosco para estudarmos a Bíblia. Por favor, junte-se a mim nesta oração. Pai do céu, voltamos os nossos pensamentos para ti neste momento porque ao abrirmos a tua palavra desejamos profundamente que ela traga luz e verdade à nossa vida porque sabemos que a verdade liberta.
Por isso, liberta-nos das trevas de todas as formas possíveis e, Senhor, permite que a ação do Espírito Santo em todos nós, os que estão a assistir e a mim próprio aqui neste momento, Senhor, nos elevem e nos ajudem a compreender a Tua Palavra. Oramos e pedimos estas coisas em nome de Jesus.
Amém. E vamos terminar esta série com um tema absolutamente decisivo no que é a dinâmica da nossa relação com Deus. Vamos falar sobre a verdade da fidelidade. Talvez lhe evoque algumas questões, comparativamente a outros temas que já abordamos aqui, como e porque é que a fidelidade em si mesma pode ser um tema a ser explorado, mas eu gostaria de lhe mostrar exatamente a importância deste tema, por isso vamos descobrir, em primeiro lugar, introduzir este tema com dois ou três grandes princípios. O primeiro deles é uma, na bíblia, é uma verdade, lá para ali se diríamos, mas não para menosprezá-la, é uma verdade absolutamente estruturante e essencial.
Deus é fiel. E Deus é fiel, independentemente das circunstâncias do tipo de relacionamento que temos com ele, porque Deus é fiel e a sua própria natureza, a essência do seu caráter. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo na 2ª carta, capítulo 2 e versículo 13. É o 1º versículo que vamos ler das muitas dezenas que ainda vamos ter a oportunidade de ler juntos neste programa. Dizia o apóstolo Paulo Se formos infieis, ele permanece fiel, não pode negar-se a si mesmo. Acerca da natureza do nosso Deus e a maneira como ele lida com a nossa infidelidade, tantas vezes, o apóstolo dizia claramente, Deus não se pode negar, logo ele permanece o que é, fiel em qualquer circunstância.
Numa frase, talvez para ficar mais clara, a ideia, como é que podemos dizer o que significa Deus ser fiel? Eu proponho-lhe esta expressão que resume o contexto bíblico, a revelação bíblica. Deus é consistente com os seus valores? e os seus compromissos. Valores é o que ele é como ser, como entidade, compromissos aquilo que ele estabelece no pacto com as suas criaturas. Deus é fiel porque ele é sempre coerente, sempre consistente, nunca muda a relação ao que é e ao que promete ser e fazer. Mas depois temos o conceito de fidelidade numa perspectiva humana. Como é que nós podemos identificar a fidelidade?
Na verdade a bíblia diz-nos que nós devemos ser fiéis. Que no fundo é o mesmo que dizer que nós devemos responder a Deus na mesma moeda. Neste caso uso o ditado, não no sentido negativo como às vezes usamos. sim, responder a Deus na mesma moeda, responder à sua fidelidade como? Tal como o livro do Apocalipse nos exorta. Vamos ler Apocalipse 2 e o capítulo 10. Esta é uma exortação aliás do próprio Jesus, que ele fazia a uma das igrejas do Apocalipse, das 7 cartas que foram escritas pelo próprio Senhor Jesus e ele dizia ser fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida. Veja, portanto, um apelo a nos mantermos fiéis ao pacto que estabelecemos com Deus e a fazermos o mesmo que Deus faz, que é sermos fiéis até às últimas consequências, independentemente das circunstâncias.
Por isso, para nós, como seres humanos, a fidelidade à qual Deus nos chama Porque não é uma obrigação o nosso livre-arbítrio, e sabemos bem, já tivemos a oportunidade de estudar aqui também, em diversas ocasiões no nosso programa, o nosso livre-arbítrio e a nossa capacidade de fazer escolhas é inviolável, porque Deus criou-nos e colocou-nos nesse sistema de liberdade. Portanto, a fidelidade é uma resposta. Uma resposta voluntária, mas é uma resposta de submissão a Deus, ao seu amor que nos é assegurado e à benção que Deus nos quer dar. Aliás, como o próprio texto diz, dar-te-ei a coroa da vida. Deus quer abençoar nesta terra, das muitas formas que o pode fazer e na eternidade. Portanto, a nossa fidelidade é uma resposta.
Portanto, nós podemos entender na Bíblia, e este é o centro do nosso estudo, a
fidelidade como uma relação. Uma relação estabelecida entre Deus e o homem, o ser humano. Logo, como é uma relação, ela tem dinâmica. Na Bíblia, Nós encontramos dois grandes pilares que sustentam esta dinâmica relacional entre Deus e o ser humano, o ser humano e a sua criatura e esta dinâmica acontece com base nestes dois pressupostos que lhe proponho. Primeiro deles, tudo é de Deus. Deus é o Senhor de todas as coisas. Não há nada possamos dizer que está fora da autoridade e da soberania de Deus. Portanto, tudo é dele. A Bíblia afirma isto claramente.
Vamos ler um exemplo, existem muitos textos da Bíblia que têm afirmações mesmo claras sobre esta grande verdade, este pilar da nossa relação com Deus, mas vamos ler em 1ª de Crónicas no capítulo 29 e os versículos 11 e 12 onde lemos. Porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra. Riquezas e glória vêm de diante de ti e tu dominas sobre tudo e na tua mão há força e poder. Veja que esta ideia-chave é dita e redita neste texto. Tudo é de Deus. Tudo vem dele. Toda a glória e riqueza são sua posse. E ele tem a sua mão sobre todas as coisas. O segundo pilar que vai complementar este, nesta dinâmica de relação de fidelidade à qual somos chamados por Deus, é este o segundo pilar.
O homem administra o que é de Deus. Nesta terra, logicamente. Porque Deus possui a vastidão do universo que lhe pertence. Mas nesta terra, o homem administra o que é de Deus. Nós lemos isto ou compreendemos esta grande verdade, este pilar, logo desde o início da revelação na Bíblia. E sobretudo a revelação de como Deus queria interagir e relacionar-se connosco, como raça humana. Vamos por isso ler o que está revelado em Génesis no capítulo 1 e no versículo 28. Leia comigo. Deus os abençoou e Deus lhes disse frutifiquai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a e dominai." Sim, Deus deu ao ser humano, e note que é muito importante o facto, eu vou dar esta ênfase nesta nota, o facto de que Deus estabeleceu esta relação de autoridade sobre o resto da criação, a Adão e Eva.
a raça humana. Portanto, Deus, o corolário disto é que Deus não deu autorização ou não criou um sistema no qual homem e mulher tivessem domínio um sobre o outro, sobre alguma forma. O que Deus fez foi aos dois, homem e mulher, colocá-los ambos, aqueles que deveriam frutificar, multiplicar e encher a terra, Uma ação que depende precisamente da complementaridade e então Deus vai dar a este casal esta natureza da sua forma de agir com o planeta, interagir com todas as criaturas, que é uma forma de sujeição e domínio. Estes dois verbos são extremamente ricos e importantes, talvez por isso eu utilizo um outro verbo que pode resumir esta ideia, talvez numa linguagem mais próxima do que usamos habitualmente hoje em dia, que é uma capacidade de administrar.
Por isso, se no primeiro pilar nós percebemos que tudo é de Deus, percebemos que a vontade de Deus foi deixar esta terra sob domínio do ser humano, homem e mulher, portanto, cabe ao ser humano a capacidade, porque Deus lhe deu, de administrar o que é de Deus. Ora, a isto que eu acabo de explicar, com este fundamento bíblico, é o que nós podemos chamar de uma relação de mordomia.
O que é que isto quer dizer? Quer dizer, noutras palavras, que Deus provê e o homem administra. Uma relação de mordomia implica que Deus é que possui, mas o homem é que usufrui. Finalmente, dizer que Deus é o Senhor de todas as coisas e o homem é o mordomo do que pertence ao seu Senhor. Isto é uma relação de mordomia na qual o homem é mordomo do que pertence a Deus. E Deus criou-nos para este tipo de relação. É claro que por isso mesmo grande parte do que nós vamos estudar neste momento na Bíblia é compreender o que é que significa ser mordomo.
Quais são as características, o que deve fazer um mordomo, porque isto é uma relação de mordomia. Portanto, ser mordomo é, antes de tudo, já vamos ler alguns textos da bíblia, mas uma vez que estamos a estudar o grande tema da fidelidade, entendemos que ser mordomo é ser fiel depositário das coisas que Deus colocou na nossa mão. Eu proponho-lhe por isso um texto que me parece ser um dos textos da bíblia que melhor resume este conceito. São palavras do apóstolo Paulo. 1ª de Coríntios, capítulo 4, versículos 1 e 2. Aqui uma pequena nota para lhe dizer que proponho a leitura deste texto na nova versão internacional. que não é a versão que habitualmente utilizo aqui, que utilizo as versões mais tradicionais, que são um pouco mais literais em relação aos textos originais do hebraico, aramaico ou do grego, mas neste caso, como sabe, a bíblia, temos diversas traduções numa linguagem mais corrente.
Isso não as torna menor como traduções, são boas traduções, claro que num ou noutro texto podemos pôr em causa, enfim, a liberdade com que a tradução é feita, mas são traduções, naturalmente, que para muitas pessoas são até úteis no sentido de ajudar a compreender o que diz o texto. Proponho-lhe precisamente este texto, na nova versão internacional, que traduz da seguinte forma. que todos nos considerem como servos de Cristo, encarregados dos mistérios de Deus, o que se requer destes encarregados é que sejam fiéis. Palavras profundas, muito sábias, que realmente ajudam a definir a ideia de ser mordomo. Com estas três palavras é que dei aqui ênfase.
Ser mordomo é ser servo, portanto é estar debaixo da autoridade e estar encarregado de uma obra. Ora, essa obra deve ser feita com fidelidade, porque alguém pode ficar encarregue de fazer uma obra e depois ser infiel, ou seja, tentar enganar o seu senhor. Portanto, há uma complementaridade que tem a ver com ser servo, ser encarregado e fazer a obra do encarregado de forma fiel. É isto que é ser um mordomo. Agora, vamos avançar no nosso estudo, vamos procurar fazer, como temos feito, uma viagem profunda na Palavra de Deus à procura de encontrar resposta para o que é esta relação de fidelidade com Deus. Em que áreas é que Deus nos pede fidelidade como resposta à sua autoridade, ao seu amor e à sua vontade de nos abençoar?
Vamos para isso encontrar cinco áreas que podemos designar como áreas de
mordomia cristã. Ou seja, 5 áreas em que somos chamados por Deus e, de acordo com o seu plano, a sermos seus mordomos. A administrarmos aquilo que é dele, mas que está debaixo do nosso domínio. Vamos então descobrir, na palavra de Deus, quais são estas 5 áreas. Primeira, a mordomia do corpo. A mordomia da nossa saúde. Não pense de forma nenhuma que Deus desconsidera o nosso corpo ou a nossa saúde e que, portanto, nós deveríamos apenas estar preocupados com a nossa dimensão espiritual, como se o corpo fosse alguma coisa que está aqui, é passageira e que, olha, vamos administrando o nosso corpo de qualquer maneira até que um dia Deus nos dê um corpo melhor. De maneira nenhuma essa é a revelação bíblica.
Antes de mais, talvez aquele grande fundamento para a nossa administração, a boa mordomia do corpo e da nossa saúde, são as palavras do Apóstolo Paulo. 1 Coríntios 6, 19 e 20 que diz Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos, porque fostes comprados por bom preço? Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. o nosso corpo pertence a Deus, isto significa que cada tecido, cada célula do nosso corpo existe para lhe dar glória e para que o Espírito Santo possa habitar em nós. Logo, a única forma de o Espírito Santo poder agir em plenitude é cuidarmos do nosso corpo.
Por isso mesmo, O mesmo apóstolo Paulo, aos Coríntios, no capítulo 10 e no versículo 31 da primeira carta, dizia também um outro princípio muito importante. Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazeis tudo para a glória de Deus. Este princípio que se aplica à dimensão do estilo de vida e da saúde, mas claro, a muitos outros, se não mesmo a toda a nossa vida, mas aqui o apóstolo Paulo vai usar o exemplo de facto de comer e de beber para nos revelar que nós não podemos dizer que quando nos sentamos à mesa estamos a fazer alguma coisa da vida física ou secular e que não há mistura com Deus ou com a espiritualidade ou com Deus como Senhor e Criador. Ao contrário, quando comemos e bebemos temos uma oportunidade de dar glória a Deus como honrando o corpo que Ele nos deu como suas criaturas.
Por isso podemos dizer que o que nos cabe fazer como mordomos do corpo e da nossa saúde é, em primeiro lugar, adotar um estilo de vida que preserve a nossa saúde. Essa é a responsabilidade do mordomo, do que é crente do que tem Deus como Senhor. Em segundo lugar, podemos dizer que devemos, portanto, afastar-nos de tudo aquilo que diminua o controle do Espírito Santo. E é por isso que, de forma muito particular, Nós devemos administrar e ser mordomos do nosso corpo, afastando-nos totalmente de tudo aquilo, seja substância, hábito ou comportamento que escravize, portanto que cause vício, ou seja, que nos retira a capacidade de estarmos no controlo para que o Espírito Santo possa habitar.
Por isso é que precisamos de entender um conceito bíblico, aliás, mas que tem uma aplicação muito especial na área do nosso estilo de vida e da nossa saúde, que é o conceito de temperança ou domínio próprio. Repare que domínio próprio, temperança, vai ser um conceito que a bíblia, no caso o apóstolo Paulo mais uma vez, vai revelar como fazendo parte daquele fruto do espírito. Ora lá está, se nós somos templos do espírito santo, quando ele age em nós, ele vai produzir efeito. É isso que o apóstolo Paulo chama o fruto do espírito. Recorda-se qual é o fruto do espírito? Quais são os seus sabores, se podemos dizer assim? Vamos ler Gálatas 5, 22 e 23. Mas o fruto do espírito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança.
A capacidade de ter equilíbrio em todas as coisas. Algumas traduções usam mesmo a expressão domínio próprio. Eu proponho, aliás, uma frase, uma expressão que é até hoje aquela que me parece ser a melhor definição, embora diferentes fórmulas podíamos usar para explicar o que é a ideia de, em relação à nossa saúde, ao nosso corpo, ter temperança. Mas esta frase é tremenda. A que lhe proponho, ela diz que domínio próprio é o uso equilibrado de tudo o que é bom E a abstinência do que é prejudicial. Porque se nós dermos como exemplo, e eu trago-lhe um exemplo concreto que pode ajudar a facilitar a compreensão. Pensemos no consumo de álcool.
O consumo de álcool, sabemos quais são as consequências que potencialmente estão associadas ao consumo de álcool. Por isso é que a Bíblia, na sua sabedoria, nos revela, nas palavras do sábio Salomão, por exemplo, o que está no provérbio no capítulo 23 e o versículo 31, precisamente a propósito da bebida alcoólica. E dizia o apóstolo, não olhes para o vinho quando se mostra vermelho. quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Porquê este conselho do sábio? Precisamente porque aquilo que é prejudicial, a forma equilibrada de usar é abster-se completamente. Este é que é o princípio bíblico.
E é um princípio porque se o Espírito Santo quer ter controle sobre o nosso corpo, sobre a nossa mente, sobre a nossa vida, existem comportamentos, substâncias, aqui poderíamos obviamente incluir todo o tipo de drogas, estupefacientes, substâncias que criam uma visão Mas mesmo comportamentos aditivos em várias áreas, o que eles são capazes de fazer é isto, é retirarmos a capacidade de respondermos por nós próprios. Por isso é que as substâncias que são prejudiciais, mesmo que se pudesse debater o nível, se um pouquinho ou um pouquinho mais seria admissível, o princípio do domínio próprio diz-nos que devemos usar equilibradamente o que é bom, porque até o que é bom, se for usado desmesuradamente faz mal, mas porque é bom precisa de ser usado e aquilo que manifestamente prejudica deve ser alvo de rejeição.
Aqui temos então grandes princípios sobre a mordomia do nosso corpo e da saúde. Mas há uma segunda área muito importante também, que a Bíblia dá-lhe uma grande ênfase. É a área da mordomia dos nossos talentos. Ou seja, de capacidades e aptidões que podem ser até naturais ou herdadas, mas que, porque são talentos que nos foram confiados, estão debaixo da nossa administração. Ora, a Bíblia, ela explora muito este conceito de que Deus, através do Espírito Santo, mais uma vez, E, por isso, uma pessoa saudável, com uma mente esclarecida, vai ser capaz de fazer melhor uso das capacidades e talentos que Deus lhe deu e, por isso, permitir que eles sejam, na verdade, dons espirituais. Ora, como é que nós somos exortados a administrar estes talentos?
Vamos ler as palavras do apóstolo Pedro no capítulo 4 e no versículo 10. Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros. administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Ora, a graça de Deus, ela obviamente manifesta-se de muitas formas porque cada pessoa tem talentos diferentes, pode usá-los de forma diferente para servir os outros. Somos por isso chamados essencialmente a administrar capacidades e talentos que temos de forma altruísta e para o bem comum. Por isso é que podemos dizer que na Bíblia existem dois grandes princípios no que diz respeito à mordomia dos talentos. São os seguintes, Deus abençoa para que possamos abençoar.
Portanto Deus não nos quer egoístas, nem é para apenas auto-satisfação que recebemos graça, carisma da parte de Deus. Mas em segundo lugar, podemos ter a certeza que quanto mais servirmos, mais dotados vamos ser. Quer dizer, as nossas capacidades e os nossos talentos aumentam na medida em que os aplicamos. Por isso é que Jesus resumiu perfeitamente estes princípios na parábola dos talentos que Jesus contou e que está registada em Mateus no capítulo 25. Precisamente a parábola fala de um senhor que deixa talentos aos seus servos e depois parte. E quando o senhor volta, ele pede prestação de contas.
Lá está, porque os servos ficam a administrar não o que é deles, mas o que lhes foi confiado pelo seu senhor. E o que é que Deus vai revelar quando o Senhor volta e vai elogiar o trabalho, o investimento, a mordomia dos talentos? Então Jesus conta dizendo o seguinte, esse Senhor que veio, o Senhor lhe disse, bem está, servo bom e fiel, sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor. Por isso nós compreendemos que Deus deixou a cada um de nós capacidades, dons, recursos mesmo que estão sob nossa administração. Terceira dimensão, a mordomia do tempo.
E se em relação aos talentos, Deus claramente não dá os mesmos talentos nem da mesma forma a todas as pessoas, isso é uma evidência, já o tempo tem uma natureza totalmente diferente. O tempo está sob nossa gestão, mas ele é dado de igual forma. Ninguém pode dizer que tem mais ou menos tempo. Embora com frequência usamos este tipo de expressão, não tenho tempo, É como uma pequena lápis de língua no sentido em que, na verdade, do tempo todos o temos igual. Agora, a forma como administramos esse tempo e como o usamos para as diversas atividades, tarefas e missões que temos a cumprir é que faz uma diferença. Claro, a pergunta é, será que Deus nos dá indicações de como devemos ser mordomos do tempo?
Claro que sim. Vamos descobri-las na Bíblia. Vamos começar pelo Salmo 90 e o versículo 12. Diz o salmista, numa oração a Deus, dizendo, ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios. De facto, é possível viver os nossos dias e eles passam a ocorrer e parece que o tempo nos escapou das mãos. Quantas vezes usamos este tipo de expressões? Passou uma semana e eu nem notei. Passou um ano. Às vezes, mesmo em etapas longas da nossa vida e nós dizemos, parece que nem dei pelo tempo passar. Ora, é possível pedir a Deus que ele nos ajude a contar os dias, ou seja, para lhes dar valor e sentido.
Quando conseguimos fazer isso, na verdade, alcançamos sabedoria. Por isso, a primeira forma que recebemos de instrução para a mordomia do nosso tempo é avaliarmos os dias. É isso que significa contar, não é apenas numericamente, é pensar e refletir sobre os dias que passam, sobre o que fizemos, como podemos melhorar e, portanto, tornar-nos sábios e maduros à medida que o tempo passa. A este propósito, talvez um dos grandes preceitos ou princípios bíblicos sobre a mordomia do tempo estão nas palavras de Jesus, que nos falava, no fundo, sobre prioridades. Vamos ler Mateus, no capítulo 6, e o versículo 33, palavras muito conhecidas do mestre.
Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Jesus refere-se a estas coisas, precisamente às preocupações desta vida, como o que comer, o que vestir, como sobreviver. Jesus diz-lhe, essas coisas todas são importantes e têm o seu lugar, mas busquei primeiro o reino de Deus. Portanto, Jesus ensina-nos aqui, antes de mais, a priorizar as atividades da nossa vida. Elas não têm todas o mesmo valor. E muitas vezes dedicamos demasiado tempo a coisas que têm mesmo muito pouco valor e depois, além de nos ensinar a priorizar, Jesus diz-nos claramente qual é a mais importante de todas as coisas e essa é buscar o reino de Deus.
Ora, um bom exemplo prático na Bíblia de como Deus tem uma proposta para nós, seres humanos, em termos de mordomia do tempo, é o princípio do sábado. Um princípio estabelecido por Deus desde o princípio, logo Adão e Eva, aliás, já tivemos a oportunidade aqui de estudar bem a fundo. Se porventura está a ver este programa e não assistiu aos programas anteriores, eu desafio desde já a ir procurar no YouTube da Novo Tempo Portugal ou mesmo no nosso canal específico, no site específico do nosso programa em Novo Tempo barra em busca da verdade e aí vai encontrar todos os temas. Ora, nós já estudamos profundamente o princípio do sábado, mas hoje podemos entender neste contexto que o sábado como princípio tem muito a ver com o amor do meio do tempo. Por isso Deus pede à partida de todos os seus filhos que retirem um sétimo do seu tempo para dar prioridade a Deus e à relação com Deus.
Por isso, lembremos-nos do que está registado precisamente no mandamento, o 4º mandamento, o êxodo 20. Vamos ler apenas os versículos 9 e 10, onde Deus diz 6 dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o 7º dia é o sábado do Senhor teu Deus, não farás nenhuma obra. Repara como Deus tem aqui um exemplo, uma referência clara de como devemos fazer mordomia do tempo. E esta já está definida por Deus.
É muito mais simples para nós. E que benção que é saber que um dia por semana podemos de facto parar e dedicar-nos àquilo que é prioritário. Em quarto lugar, temos uma outra área de mordomia, a mordomia do planeta. E note que, se é verdade que no século XXI vivemos tempos em que parece estar na agenda, de facto na agenda mediática, mesmo política e das preocupações, o olhar, o ter um cuidado tremendo com o planeta, porque vemos que ele está de muitas formas a desintegrar, Nada disto é novidade para aquele que crê na palavra de Deus. Talvez se surpreenda com as palavras que lhe vou mostrar já em primeiro lugar.
Mas veja três princípios bíblicos sobre a mordomia do planeta, do mundo natural, o lugar onde vivemos e do qual somos mordomos, portanto. Primeiro princípio, a terra sofre por causa da maldade do homem, por causa da intervenção do homem. Se pensa que isto é uma descoberta recente, de cientistas, não. A Bíblia di-lo claramente. Veja a revelação profética de Jeremias, no capítulo 12, versículo 4. Até quando estará de luto a terra e se secará a erva de todo o campo, por causa da maldade dos que habitam nela, parecem os animais e as aves, porquanto dizem, ele não verá o nosso fim.
Por causa da sua ganância, do seu egoísmo, nós sabemos que o ser humano está num processo de destruição de si próprio, mas de maneira particular deste planeta e dos seus recursos. Por isso a terra gema e a revelação profética já a revelava claramente. A terra gema, a terra está de luto, a erva seca-se. Até a temperatura estava revelada como estando previsto. que ela iria subir, mas nós percebemos que o ponto principal é que é a intervenção do homem que justifica. Mas há um segundo princípio muito importante nesta mordomia do planeta, que o homem recebeu um mandato de Deus para cuidar desta terra, não para a destruir.
Lembre-se das palavras que foram ditas ao homem no princípio. Génesis 2 capítulo e o versículo 15. Tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. É um mandato para cuidar do planeta. E, finalmente, terceiro princípio sobre a mordemia do planeta, o homem será julgado pelo cumprimento deste mandato. Ou seja, se cuidamos ou não cuidamos do nosso planeta, será uma das fortes motivações no juízo a que todos os homens, aliás, estarão sujeitos. A Bíblia é muito clara sobre isso. Quando o Senhor Jesus voltar, o seu juízo separará os homens, o ser humano em dois grupos. E esses dois grupos, a Bíblia revela o seguinte, Apocalipse 11, versículo 18.
Veja como, neste texto, são identificados estes dois grupos E um grupo receberá o galardão, a bênção da salvação da parte de Deus, aqueles que são chamados os santos. E quando Deus diz que os outros receberão a destruição, inclui aqui aqueles que destroem a terra. Por isso nós somos chamados por Deus para um mandato não de destruir, mas de cuidar deste planeta.
E vamos chegar à última destas áreas de mordomia, vamos dedicar-lhe aqui um pouco mais de tempo porque ela é muito importante e tem um impacto muito grande na nossa vida, no nosso dia-a-dia e há muita revelação na Bíblia sobre a
mordomia dos bens materiais. O que podemos dizer sobre a forma como Deus nos chama a administrarmos as riquezas que acumulamos e os bens materiais? Venha comigo aqui então descobrir esta grande verdade bíblica. Temos alguns princípios fundamentais. Primeiro, os recursos de Deus são ilimitados. Veja o que disse o profeta Ageu. Capítulo 2 do seu livro e o versículo 8 diz o seguinte. Minha é a prata e meu é o ouro, disse o senhor dos exércitos. Não há nenhuma dúvida que os recursos, mesmo materiais, para Deus são ilimitados. Segundo princípio bíblico é que é de Deus que vem a força e a benção que todos nós seres humanos temos para adquirirmos bens materiais.
Mais ou menos. Os recursos, portanto, que o ser humano tem, materiais, não são ilimitados. São limitados. Claro que há pessoas que têm imensos recursos e infelizmente há pessoas com pouquíssimos recursos ou bens materiais. De qualquer forma, Uma coisa que devemos ter absoluta certeza é que a graça de podermos conquistar bens materiais, a inteligência, a sabedoria e a força para trabalharmos e os conquistarmos vem de Deus. Não depende da nossa própria força. Por isso lemos em Deuteronómio capítulo 8 e versículo 18.
Antes te lembrarás do Senhor teu Deus que Ele é o que te dá força para adquirires riqueza. E agora um terceiro grande princípio bíblico que se vai juntar a estes dois. É que Deus estabeleceu um sistema de administração dos nossos bens materiais que é o dízimo. É um sistema estabelecido por Deus. E o dízimo foi estabelecido por Deus como forma de nós experimentarmos precisamente estes dois princípios que acabamos de enunciar. Que Deus é o dono de tudo e os recursos de Ele são ilimitados, mas que nós precisamos de reconhecer que tudo o que temos vem de Deus e da força que Ele nos deu. Esse é o sistema de dízimo. O que é o sistema de dízimo?
A Bíblia revela, Levítico 27.30, também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor, santas são ao Senhor. Neste contexto, o Senhor dizia ao seu povo que 10%, que é isso que é o dízimo, de todos os bens que eram recolhidos e que eram, portanto, os bens materiais que o povo, cada família conquistava para a sua sobrevivência, o Senhor dizia claramente A décima parte, o dízimo daquilo que conquistas e recebes da terra são santos ao Senhor, são separados e são-lhe consagrados. Este é o sistema do dízimo.
É claro que para quem nunca ouviu falar dele ou tenha dúvidas, quem sabe até alguém tenha preconceitos para com este sistema, Precisamos de o entender melhor. Eu proponho-lhe agora entender biblicamente como é que nós podemos entender o sistema do dízimo. Tome nota bem nestes princípios. Vamos fazê-lo de uma forma muito simples. Vamos enunciar princípios que estão, que têm fundamento bíblico para que o sistema do dízimo e das ofertas Ou seja, a forma de administrarmos, de acordo com a vontade de Deus, os nossos bens materiais, são parte do plano divino. Vamos começar então a entender o sistema de dízimo. O dízimo é uma manifestação de dependência de Deus. E é também uma manifestação de reconhecimento de todos os que querem servir a Deus.
Reconhecemos que ele é Deus e reconhecemos que dependemos dele. E o 10º, o separar 10% do que ganhamos com o nosso trabalho é a manifestação dessa dependência. Por isso, É que até um patriarca como Abrão, podemos encontrar a seguinte descrição. Génesis 14, 18 a 20. Melquisedeque era sacerdote do Deus Altíssimo e abençoou e disse, bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra. E deu-lhe o dízimo de tudo. Abraão, na presença de Melquisedeque, um homem enviado por Deus, sabemos pouco dele, mas sabemos o mais importante, ele era sacerdote do Deus Altíssimo e, portanto, ao receber Abraão da parte de Melquisedeque uma benção divina, a resposta de Abraão vai ser entregar àquele homem 10% o dízimo de tudo o que possuía.
Reconhecendo, portanto, que as bênçãos que lhes questava a receber da parte de Deus tinham que ter uma resposta. Este é o primeiro princípio sobre o dízimo. O segundo princípio é que o dízimo é uma resposta à fidelidade com Deus. Ou seja, o dízimo faz parte da aliança, de uma vida de pacto ou, se quisermos, uma vida de parceria com Deus. Por isso é que lemos em Génesis, no capítulo 28, portanto um pouco mais à frente na história da família de Abraão, que Jacó, no capítulo 28, está registado um encontro com Deus num sonho que ele teve durante uma noite. E Deus apareceu-lhe, e Deus fez-lhe promessas, e Deus prometeu abençoá-lo. Qual foi a resposta de Jacó?
Vamos ler. Jacó fez um voto, o Senhor será o meu Deus e esta pedra que tenho posto por coluna será a casa de Deus e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo. Portanto, Jacó estabelece no seu coração, repare que Jacó não está aqui a obedecer a nenhuma lei que estivesse escrita. A lei de Moisés, neste momento, estamos muito longe ainda de existir, há séculos de existir a lei de Moisés. Talvez algumas pessoas pudessem pensar que o dízimo apenas foi um sistema que Deus estruturou para organizar o povo de Deus, o povo de Israel. Mas não! Estamos muito antes disso. Um servo fiel a Deus, quando percebe que Deus o quer abençoar, entra num pacto com Deus.
E como parte desse pacto, porque sabia e pediu a Deus que o abençoasse, então Ele faz a sua promessa em resposta e essa resposta é dar o dízimo a décima parte de tudo quando Deus lhe viesse a dar. Então, o que é que nós podemos dizer em terceiro lugar? Que o dízimo é anterior à lei de Moisés. Isso está claro. Mas quando vamos à lei de Moisés, ela ajuda-nos a compreender melhor como é que Deus estruturou este sistema, percebemos que o dízimo No contexto da organização do povo de Deus, ele tem fins ou propósitos muito específicos, muito importantes e que estão revelados. Quais são esses princípios ou esses propósitos? Vamos ler então o que Deus instruiu o seu povo em números no capítulo 18 e o versículo 24.
Veja, porque os dízimos dos filhos de Israel que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas. Ora, os levitas eram os homens da tribo que Deus tinha estabelecido para servir no templo. Eles nem tinham herança, como as outras tribos tinham heranças de terras e bens materiais. Os levitas não tinham. Eles dedicavam-se exclusivamente ao templo, ao santuário, à obra de Deus, ao alimento espiritual do povo. E, por isso, o Senhor instruiu que os dízimos que eram trazidos pelo povo, de facto, eram dedicados a esta causa. Portanto, há um propósito específico. Portanto, podemos dizer, agora, num princípio, para elaborarmos este princípio, o dízimo provee sustento à obra de Deus na Terra, em todo o tempo.
Por isso é que Malaquias 3.10, que é um dos textos mais claros na Bíblia, em que Deus revela ao seu povo a importância e a utilização deste sistema, veja o que foi revelado. Portanto, Deus vai claramente associar o dízimo e o levantamento do dízimo entre o povo ao a manutenção da casa, do templo, portanto da obra de Deus nesta terra. Alguém poderia dizer, bom, está certo, mas isso era no Antigo Testamento, no Novo Testamento já não há templo. Logo, o dízimo já seria desnecessário. Mas, na verdade, a Bíblia revela que o sistema do sustento dos obreiros de Deus na Igreja foi mantido no Novo Testamento.
A este propósito há um texto muito importante através do qual o apóstolo Paulo faz claramente a ponte entre o sistema do Antigo e do Novo Testamento. Vamos ler 1ª de Coríntios, capítulo 9, versículos 13 e 14. Note bem estas palavras. Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o Evangelho que vivam do Evangelho. Note que o apóstolo Paulo faz uma claríssima referência ao que se passava no Antigo Testamento, ou seja, em que aqueles que administram o que é sagrado, portanto, os sacrifícios, enfim, e todo o sistema litúrgico no templo, esses comem do que é do templo.
Lembra-se que o senhor dizia que o dízimo era de tudo o que era colhido da terra? Precisamente, num sistema em que ainda não se recebia em valores como nós hoje recebemos, em que o valor do nosso trabalho é traduzido em moeda, o dízimo era trazido em valores concretos, em alimento, para que pudesse haver sobrevivência. Ora, o que é que o apóstolo vai dizer? Que da mesma maneira, agora estamos a falar da igreja cristã e da sua organização, aqueles que anunciam o evangelho, que esta é hoje a forma de trabalhar na igreja, já não dependemos de um templo que está num lugar só, A igreja está espalhada por toda a face da terra, quer existam espaços físicos ou não existam, aqueles que anunciam e se dedicam exclusivamente a proclamar o evangelho devem viver do evangelho tal como acontecia no templo.
Ora, o dízimo é o sistema que Deus providenciou, por isso é que o apóstolo Paulo diz, assim ordenou também. Este também faz precisamente a ligação entre a ordem que Deus sempre deu para sustentar a sua casa, é também a ordem que Ele dá para sustentar a sua igreja. Em 6º lugar, estamos a entender o sistema do diz e na Bíblia, podemos dizer que Jesus, o próprio Jesus, reconheceu este princípio de que temos obrigações E essas obrigações implicam a nossa vida material e financeira e temos obrigações para com Deus, nomeadamente o Dízimo. Por isso é que num texto em que o contexto dele não é o Dízimo, o contexto é uma advertência aliás tremenda a fariseus e líderes religiosos, e note que nessa advertência Jesus vai fazer a seguinte referência.
Mateus 23, 23. Há de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois quedais o dízimo da hortelã, do endro, do cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé. Deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas. Repare que nestas palavras, Jesus faz uma claríssima advertência e um julgamento à forma de agir destes líderes religiosos, mas diz-lhes que eles deviam fazer essas coisas, ou seja, preocupar-se com o dízimo e com serem minuciosos no dízimo, mas no entanto diz, façam essas sem esquecer as outras. Deus, portanto, não vai dizer que eles não deviam dizimar ou que o dizime não faria sentido.
Se fosse esse o plano de Jesus Cristo, este era o momento perfeito para o revelar. Jesus vai antes dizer que devem fazer essas coisas, mas sem esquecer as mais importantes. Ora, este princípio mantém-se mais do que ativo. Há coisas prioritárias, centrais na vida do crente, mas isso não anula, ao contrário, isso dá sentido a todas as ordens que Deus estabeleceu. Mas há um texto ainda que é importante no reconhecimento das obrigações que temos para com Deus e a sua casa, que vem também num contexto muito particular. Vamos ler Mateus 22, versículos 20 e 21. Ele lhes perguntou, de quem é esta FG inscrição?
E responderam, de César. Então lhes disse, dai pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Com uma moeda na mão, Jesus reconhece que nós temos deveres de cidadania para com as autoridades terrenas. Neste caso, se a Éfis na moeda era de César, então alguma coisa era preciso dar a César, mas ele, Deus, Jesus Cristo, reconhece também a necessidade de obrigações e compromissos para com Deus e por isso diz, dai a Deus o que é de Deus. O que significa que na nossa administração, como mordomos dos bens materiais, nós temos obrigações para com a terra, autoridades, os nossos impostos, nomeadamente, e temos obrigações para com o céu, para com Deus, o nosso dízimo.
E, finalmente, sétimo princípio do sistema do dízimo, o dízimo revela fidelidade. É o que está em causa no sistema do dízimo. É o quanto queremos ser fiéis ao Deus que nos deu tudo e possui tudo. E, claro, o dízimo faz parte de um projeto de vida que aqueles que o querem ter não podem pôr de lado. Esse projeto é viver em aliança com Deus. Por isso, o dízimo aparece na Bíblia de forma consistente nesse contexto de aliança, de pacto com Deus. Vamos completar um texto, já lemos há pouco uma porção dele, Malaquias, no capítulo 3, vamos ler os versículos 8 e 10, são muito claros. Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais e dizeis, em que te roubamos?
Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos. se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança." Nós percebemos então que o propósito de Deus é abençoar e que Deus coloca o diésimo, embora com um fim muito específico, que já aqui analisámos, o mantimento da casa de Deus, mas no que diz respeito ao indivíduo e a sua relação com Deus, é uma questão de fidelidade e de aliança com Deus. Queria ainda completar este estudo sobre a mordomia dos bens materiais, dizendo-lhe também que a Bíblia provê um sistema de ofertas, que é um sistema de
administração dos nossos bens materiais, mas muito distinto do dízimo. Distinto em quê? É isso que eu gostava de mostrar com um conjunto de textos da Bíblia, a Palavra de Deus. E vamos começar por ler precisamente um texto que está em primeira crónicas no capítulo 29. E vamos ler aqui alguns versículos do 6 ao 9 que nos dão um contexto particular na história de Israel em que nós vamos entender o que Deus o projeto de ofertas e como Deus colocava esse projeto na experiência do povo. Vamos ler. Dizia o texto que voluntariamente contribuíram para o serviço da casa de Deus. 5 mil talentos de ouro, 10 mil dracmas, 10 mil talentos de prata, 18 mil talentos de cobre e 100 mil talentos de ferro. E o povo se alegrou do que deram voluntariamente, porque com coração perfeito, voluntariamente deram ao Senhor.
Davi, então, louvou ao Senhor perante os olhos de toda a congregação e disse, porque tudo vem de ti e da tua mão te damos. Um magnífico texto para mostrar como o conceito ou o sistema de ofertas, ele nasce de um coração tocado por Deus e é uma experiência de profunda alegria. O que pode parecer estranho, talvez, para algumas pessoas pensar na ideia de que dar ofertas do nosso dinheiro poderia ser visto como uma espécie de sacrifício, mas a Bíblia coloca-o num contexto de profunda alegria, de reconhecimento, por isso um reconhecimento voluntário para poder participar do tanto que Deus nos dá. Ora, a Bíblia tem um sistema princípios claros para como deve funcionar este sistema de ofertas.
Vamos ver rapidamente esses princípios. Eles são belos, mas muito claros e fáceis de entender. Primeiro princípio, a oferta, bem, o próprio nome o diz, mas não é demais dizê-lo e mostrar como isso está na Bíblia. A oferta é pessoal e é voluntária. Veja o que diz, deu-te o nome no capítulo 16, versículos 16 e 17, precisamente sobre o conceito de oferecer. Não aparecerá vazio perante o Senhor, cada qual conforme o dom da sua mão, conforme a bênção que o Senhor, teu Deus, te tiver dado. Deus chamava o povo, isto fazia parte da liturgia, das celebrações de Israel, e havia um tempo específico em que o povo vinha ali à presença de Deus, no santuário, e Deus dizia, não apareçam de mãos vazias, mas cada um voluntariamente, com sua anteabenção que tem, traga uma oferta ao Senhor.
Portanto, a oferta era pessoal, e voluntária. A Bíblia também ensina, aliás o texto que lemos já o revelava, mas eu quero mostrar-lhe um texto talvez mais claro para mostrar que a oferta, este é um grande princípio, deve ser proporcional à benção. Enquanto no dízimo o valor está estabelecido, é proporcional, claro, ao ganho, por isso é 10%, seja qual for o valor recolhido, o ganho, a oferta deve ser proporcional à benção. E claro, aqui, portanto, há uma subjetividade. Pode ser a forma como eu me sinto abençoado ou como eu avalio essa benção. Mas a verdade é que, no Novo Testamento, o apóstolo Paulo diz, 1 Coríntios 6, 1 e 2. Não podia ser mais claro.
A oferta é proporcional à prosperidade de cada um. Em terceiro lugar, o outro princípio é que a oferta deve ser preparada. Não apenas casuística ou confuso. Concentre-te, olhamos à volta. A oferta deve ser preparada e, portanto, faz parte de um pacto com Deus. Porque se eu preparo, eu reflito e medito sobre ela. Veja o que lemos em 2 Coríntios, no capítulo 9 e no versículo 5. Lemos aqui na nova versão internacional. Assim achei necessário recomendar que os irmãos os visitem antes e concluam os preparativos para a contribuição que vocês prometeram. Então ela estará pronta como oferta generosa e não como algo dado com avareza. Por isso o princípio da preparação liberta-nos da nossa própria avareza.
porque exige reflexão e consideração. Em quarto lugar, a oferta deve ser regular e deve ser administrada por quem? Estamos a oferecer a quem? Já vimos como acontece no dízimo e o seu propósito. Neste caso, a oferta ensina à Bíblia também deve ser administrada pela liderança, pela organização da Igreja de Deus, precisamente para que a obra avance, a obra de Deus na Terra. Por isso nós lemos no Êxodo, no capítulo 36 e o versículo 3, um exemplo claro de como Deus exortava o povo a fazer ofertas e quem as administrava. Veja comigo. Estes receberam de Moisés todas as ofertas que os filhos de Israel haviam trazido para a obra do serviço do santuário, para fazê-la, e ainda cada manhã o povo trazia a Moisés ofertas voluntárias.
Neste momento específico, o santuário estava a ser construído, homens foram contratados para a parte de artesanato e de construção de uma parte daquela magnífica obra e então o povo trazia as suas ofertas e Moisés recebia as ofertas e pagava a quem tinha que pagar e administrava os valores que eram trazidos. Portanto, nós percebemos a importância de haver regularidade na oferta para que a obra possa avançar e que tem de haver uma organização que está personificada aqui em Moisés, portanto, na liderança da obra de Deus. Em quinto lugar, a oferta deve ser dada com alegria e com generosidade. Este é o último grande princípio sobre o sistema de ofertas.
Oferta não é um sacrifício, um peso que alguém coloca sobre nós. Por isso o apóstolo Paulo dizia, segundo a Coríntios 9, versículos 6 e 7, e isto afirmo, aquele que semeia pouco, pouco também seifará, e o que semeia com fartura, com abundância também seifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama a quem dá com alegria. Note que o texto diz claramente que nós não damos por necessidade, como se Deus precisasse de nós. Nós damos com alegria e nós damos porque sabemos e reconhecemos o amor de Deus e
por isso o nosso amor responde com ofertas sabendo que elas vão ser úteis. Depois de termos compreendido estas 5 áreas de mordomia e de uma forma particular como é que Deus ordenou um sistema no qual podemos ser participantes da sua obra, eu deixo consigo Uma nota, talvez, prática. Neste caso, começando com um resumo. Repare que nós verificamos na Bíblia que somos mordomos. Somos mordomos do corpo, dos talentos, do tempo, do planeta e dos bens materiais. Deus não nos deixou, como quer o acaso, ou perdidos. Na verdade, para sermos bons mordomos destas cinco áreas, Deus providenciou ajudas, soluções, oportunidades.
Vamos resumir quais são. Porque somos mordonos do corpo, Deus previdenciou princípios e leis de saúde. Essas leis, boa parte delas estão registadas na Bíblia e outros são princípios gerais que nos ajudam a fazer escolhas. Deus deixou-nos como mordomos dos talentos e o que é que Ele nos previdenciou? Dons espirituais, para que apliquemos esses talentos e possamos ver o fruto deles. Deus tornou-nos mordomos do tempo e o que é que Ele nos previdenciou para nos ajudar a administrar o tempo? O sábado, um sétimo do tempo para priorizar o que é mais importante, o Reino de Deus.
Somos mordomos do planeta e o que é que Deus nos previdenciou? Uma ordem expressa para cuidar, mas Algo muito mais, algo ainda acima disso, Deus providenciou-nos a beleza e a maravilha do mundo natural para que nós possamos usufruir e ter a recompensa de cuidar do nosso planeta. E finalmente, Deus estabeleceu-nos como mordomos dos bens materiais e o que é que Ele nos providenciou? Um sistema ordenado e fundamentado, o sistema de dízimo e de ofertas. Por isso, Porque Deus nos ajuda a sermos bons mordomos, eu deixo com as palavras do Apóstolo Paulo, palavras belas e profundas, como que um apelo ao nosso coração, a sabermos dar e administrar da forma correta.
Veja, o Apóstolo Paulo diz e eu o exorto a que leia, ouça estas palavras de facto como se elas fossem para si. Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedónia, porque eles, testemunho eu, na medida das suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus. O grande princípio sobre fidelidade Tal como a Bíblia nos revela, é resumida nesta frase, nesta ideia do Apóstolo Paulo e que eu agora aqui lhe resumo. A dádiva de nós mesmos a Deus é a essência do que ele pede de nós e é aquilo que na verdade pode produzir não apenas na nossa vida mas também à nossa volta.
Isto vai produzir felicidade e prosperidade. Se anseia por felicidade para si, para o mundo, para o planeta e para quem o rodeia, se anseia prosperidade, cumpra. o propósito de Deus para a sua vida, aceite o roteiro, o projeto de Deus. Isto vale para o tema da fidelidade como para todos os temas que tivemos a oportunidade de estudar nesta primeira série do programa Em Busca da Verdade. Em todas essas dimensões do conhecimento da palavra de Deus, uma coisa é certa. Fazer a vontade de Deus, tal como está revelada na sua palavra, a Bíblia, é certeza de felicidade e de prosperidade.
Que Deus o abençoe. Se quiser receber esta apresentação ou todas as outras, já sabe, vá ao nosso site www.novotempo.pt em busca da verdade e ali pode pedir, preencher um pequeno teste e pedir esta apresentação. Que Deus o abençoe no estudo da sua palavra.