A Verdade da Segunda Vinda de Jesus

A Verdade da Segunda Vinda de Jesus

25 de Janeiro de 202251 min 30 s

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Olá, seja mais uma vez bem-vindo ao nosso programa Em Busca da Verdade. Mais uma oportunidade que nos é dada de abrirmos a Bíblia, a Palavra de Deus, e de encontrarmos nela conhecimento que seja inspirador para a nossa vida, mas também nos traga esclarecimento sobre alguns dos grandes temas que Deus deixou revelado. revelados na sua palavra. Antes de lhe revelar qual é o tema de hoje, eu convido-o a juntar-se a mim numa próxima oração ao nosso Deus, para que ele nos inspire e esteja connosco neste momento. Oremos. Nosso bom Deus e Pai, queremos agradecer-te mais uma vez a oportunidade que nos dás. De aqui, em plena liberdade, usando este canal, que é a Novo Tempo, Senhor, podermos debruçar a nossa atenção sobre a tua palavra.

Te pedimos que nos inspires neste momento, para que ao descobriremos este maravilhoso conhecimento, o nosso coração seja tocado e a nossa vida moldada, Senhor, de acordo com aquilo que Tu deixaste revelado aos Teus servos, os profetas. Por isso, que o Teu Santo Espírito agora esteja connosco, Te pedimos em nome de

A segunda vinda

Jesus. Amém. Um tema fascinante que lhe proponho hoje Este, que é o nosso oitavo estudo desta primeira série do programa Em Busca da Verdade, hoje vamos descobrir a verdade da segunda vinda de Jesus. Um tema que é absolutamente central, claro, na Bíblia, que temos vastíssima informação, aliás, hoje vai verificar aqui que nós vamos ler muitas, provavelmente dezenas de textos, e vamos fazê-lo porque talvez seja a maneira mais clara e simples, ao mesmo tempo, de mostrarmos a evidência da centralidade deste tema na Bíblia. Fique, portanto, atento, vá seguindo, tomando as suas notas, quem sabe até dúvidas que venham ao seu espírito, já sabe, pode entrar em contacto connosco, o meio principal para esse contacto é o nosso site específico do programa, vá a novotempo.pt barra em busca da verdade.

Aí pode enviar para nós dúvidas, pedir para estudar a Bíblia de uma maneira até pessoal, se quiser ser acompanhado por um instrutor bíblico, mas claro, já sabe que no final do programa pode preencher um pequeno inquérito com dez perguntas sobre este tema e o que aqui vamos abordar na Bíblia, para depois também, assim, pedir para lhe enviarmos toda a apresentação sobre este tema. Vamos então começar a descobrir o que há na Bíblia revelado sobre a segunda vinda de Jesus. A primeira grande informação que partilho consigo, a vinda de Jesus à Terra, é, podemos afirmá-lo, a promessa mais clara da Bíblia. É uma promessa que tem tanta evidência e clareza que estão catalogados, se podemos dizer assim, um conjunto de um pouco mais, mas arredondemos para 1800 referências diferentes na Bíblia à volta de Jesus.

Claro que há diferentes termos que a Bíblia usa para se referir a este grande acontecimento, uns absolutamente diretos, como vamos ver já a seguir, outros um pouco mais indiretos ou implícitos, mas veja a quantidade de referências a um tema na Bíblia para que precisamente não possa ficar nenhuma dúvida. Vamos talvez iniciar esta nossa pesquisa bíblica começando com um texto na bíblia que é dos mais relevantes sobre a vinda de Jesus, uma vez que é uma afirmação que aconteceu num momento muito especial e isso torna esta revelação que encontramos no livro de atos no capítulo 1, portanto no primeiro capítulo do livro de atos, quando Jesus ainda está na terra, recorde-se que as últimas palavras de Jesus aos seus discípulos não estão relatadas nos Evangelhos, mas no livro de Atos, e é precisamente nesse contexto em que Jesus está a subir aos céus, portanto a deixar esta terra, depois da sua primeira vinda, que vão aparecer então dois enviados de Deus que vão fazer uma declaração muitíssimo importante.

Vamos ler isto então, Atos 1, versículos 9 até 11, onde lemos. E quando dizia isto, vendo eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando aos seus olhos. E estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram, varões galileus, porque estáis olhando para o céu. E esse Jesus que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu, ouviste dizer. Veja, portanto, a clareza. deste relato, que vai colocar numa espécie de ponte entre a primeira vinda de Jesus à Terra, que neste momento, neste incrível relato que nós temos aqui, está a terminar essa primeira passagem de Jesus na Terra, mas esta promessa vinda da parte de Deus, estes dois varões, dois anjos, que são enviados da parte de Deus, fazem aos discípulos uma promessa que, como dizia, faz uma ponte entre a primeira vinda e a segunda.

Ou seja, é assegurado aos discípulos e, portanto, a todos os crentes, que Jesus voltará outra vez, mas que Ele poderá ser visto exatamente naquele mesmo contexto em que os discípulos agora ouviam subir. Portanto, o céu seria através do céu que ele seria visto, que os homens na Terra teriam a oportunidade de testemunhar esse evento e que seria, claro, personalizado exatamente no mesmo ser, Jesus Cristo, Deus, o Verbo Eterno, que voltaria a esta Terra uma segunda vez. Podemos, portanto, afirmar ainda que a vinda de Jesus é o evento ou acontecimento que dá sentido a tudo o que a Bíblia conta. No fundo, à história da salvação, que poderíamos dizer que seria uma expressão que resume bem a ideia da grande história, a grande narrativa que nos está contada na Bíblia, que vai desde a criação do homem, nós já aqui tivemos a oportunidade no nosso programa de analisar com profundidade o que foi o início, o relato da criação e as condições em que fomos criados, e este relato bíblico vai até, no livro do Apocalipse, à recriação final, quando Deus trará a oportunidade O seu grande desejo, desde o princípio, que é restaurar a vida nesta terra e este planeta às suas condições perfeitas iniciais.

Ora, entre estes dois grandes momentos, a grande narrativa da Bíblia é o plano da salvação de Deus. Neste sentido, a volta de Jesus é o clímax desta narrativa. porque será o momento que permite ir à fazer, de facto, a conclusão do projeto de salvação de Deus, uma vez que é o momento em que ele vem buscar os seus filhos, os remidos. Vamos ler Apocalipse 4, e no versículo 8, um texto que nos vai, em certa medida, ajudar a compreender a própria identificação que o próprio Jesus faz da sua pessoa, com este acontecimento. Eu abro aqui a minha bíblia, pode acompanhar-me também, claro, na sua bíblia, se estiver a abri-la, ou então escutar a leitura, especialmente aqueles que me ouvem na rádio RCS.

Apocalipse capítulo 4, vamos ler o versículo 8, que nos diz e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo, santo, santo, santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era e que é e que há de vir. Note, portanto, esta condição particular, que o Senhor Jesus, que é adorado nesta visão que João está a ter no Apocalipse, ele está no céu, a ser adorado por um conjunto de seres que estão na sua presença, que adoram o Senhor Deus Todo-Poderoso e que lhe atribuem este título, um título que Jesus é o portador dele. Porquê? Repare que no livro de Atos nós acabámos de ler aquela promessa daqueles dois varões que diziam da mesma forma que o vistos subir ele ad vir.

Ad vir, a expressão ad vir, tornou-se, portanto, um mote, quase poderíamos dizer, do que vai ser o regresso de Jesus a esta terra. Ora, no Apocalipse, precisamente, para além de ser um mote, ad vir é uma expressão que se cola ao próprio Jesus, uma vez que ele é designado como o Deus que é, que era, que é e que ad vir. E é interessante porque se calhar olhando para esta expressão, para o verbo ser, aqui conjugado em dois tempos, o que era passado e o que é presente, naturalmente o que se deveria esperar para este futuro seria o que será. É interessante que o texto não vai dizer que Jesus é aquilo que será, porque poderíamos afirmar que o futuro de Jesus é vir.

Porque a sua história está ligada para sempre a esta terra e ao projeto de Deus encarnar, ter vindo a esta terra e agora voltar para buscar o seu povo, o seu rebanho, do qual ele é o verdadeiro e bom pastor.

Ensinos tradicionais

Por isso Jesus é aquele que Há de vir. Agora, vamos avançar na nossa explicação, no nosso conhecimento bíblico, e antes de abrir a Bíblia e elencarmos um conjunto vastíssimo de textos bíblicos, talvez seja útil ver consigo quatro ensinos, doutrinas, podíamos dizer, que são tradicionais, particularmente no mundo cristão, até porque esse é o mundo onde, com certeza, a maioria dos que estão comigo aqui neste momento no programa identificam-se como tal, mas de qualquer maneira vamos olhar de uma forma abrangente e encontrar quatro ensinos tradicionais no mundo religioso, cristão e não só, que contradizem a verdade da vinda de Jesus.

E talvez olharmos já para estes quatro ensinos, quem sabe alguns daqueles que neste momento estão connosco podem identificar-se como tendo sido ensinados ou acreditando mesmo nestes ensinos que eu chamo tradicionais, porquê? Porque não são ensinos bíblicos, portanto não podem ser chamados ensinos revelados ou inspirados, são ensinos tradicionais característicos de diferentes igrejas cristãs, ou até de grandes religiões, e que nós, a partir da compreensão de quais são estes quatro ensinos, poderemos então ficar mais elucidados sobre como a Bíblia está tão longe destes quatro ensinos. Quais são? O primeiro deles, o ensino de que na morte, quando o ser humano morre, recebe a recompensa eterna.

e o ensino tradicional é de que existe um lugar de recompensa para os bons, os santos, e um lugar de recompensa imediata para os ímpios, na linguagem bíblica. Isto seria o céu e o inferno. Uma grande maioria, podemos dizer, dos cristãos de tradição, particularmente católica romana, mas também em diferentes circuitos já do mundo protestante, entre o cristianismo, acreditam que é na morte do ser humano que a recompensa é dada. Ora, este ensino, como é evidente, invalida o ensino da vinda de Jesus, uma vez que Jesus não teria que vir para ninguém, uma vez que as pessoas na morte recebem a sua recompensa. Outro ensino tradicional em alguns meios cristãos é o designado arrebatamento secreto.

Significa que, em determinado momento, os escolhidos de Deus simplesmente são isoladamente levados para a presença de Deus. Outro ensino que não corresponde ao ensino bíblico sobre a vida de Jesus. Em terceiro lugar, temos também dimensões e práticas no mundo cristão, religioso, que acreditam que professam que a vinda de Jesus é de natureza espiritual. Portanto, a vinda de Jesus não é literal, não é visível, passa-se através de um entendimento espiritual de que Jesus já se manifestou e, portanto, a vinda de Jesus, no fundo, acontece para, neste mundo, nesta terra, melhor dizendo, instaurar um reino eterno. E, em quarto lugar, devemos, claro, fazer referência ao ensino da reencarnação, muito característico de certas grandes religiões no mundo, algumas bem antigas, mas que tem sido de alguma forma também como que reciclado em alguns movimentos mais espiritualistas, já em tempos mais modernos, e o conceito da reencarnação é, vamos dizer, uma perpetuação da vida.

E, portanto, há uma alma imortal que essa vai reencarnando de indivíduo para indivíduo. Quatro grandes ensinos que estão absolutamente distantes fora do padrão do ensino bíblico. E é isso que vamos agora procurar fazer, encontrar evidência bíblica que nos ajude a fundamentar. o ensino sobre a vinda de Jesus. E nós vamos começar, precisamente, olhando para sete pilares sobre o ensino

Sete pilares

bíblico da vinda de Jesus. São sete afirmações claras e nós vamos, para cada uma delas, encontrar um versículo que seja o mais claro e simples possível em que, de uma forma literal, sem necessidade de qualquer tipo de interpretação, o texto afirme estes sete grandes pilares do ensino de Jesus. Vamos começar. Primeiro, a vinda de Jesus será Literal. Vamos, acompanhe-me agora na leitura rápida destes versículos porque será muito importante. Mateus capítulo 24, um capítulo importantíssimo para o conhecimento sobre a vinda de Jesus. Vamos usar aqui hoje vários versículos deste incrível capítulo da bíblia, lemos em Mateus 24, no versículo 30, as seguintes palavras de Jesus. Portanto, uma identificação clara, a vinda de Jesus será literal e nós encontramos neste texto várias dimensões e termos que claramente identificam a literalidade.

O Filho do Homem será visto, todas as tribos, que é uma expressão típica da Bíblia para falar de todas as nações e todas as pessoas, e acontecerá nas nuvens, portanto, uma identificação física de uma realidade do mundo natural que nós conhecemos, associada naturalmente ao céu e, portanto, haverá poder e glória. Portanto, estamos a falar de uma vinda literal. Foi isto que Jesus afirmou categoricamente. Jesus também afirmou que a sua vinda será visível. Temos vários textos que o afirmam, vamos ler novamente em Mateus 24 e no versículo 27 lemos o seguinte, porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até o Ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem.

O relâmpago aqui serve como uma imagem clara de como acontecerá a vinda de Jesus a esta terra e o relâmpago que vai do Oriente até o Ocidente é uma metáfora para a realidade da vinda de Jesus que será visível. Quer dizer, é impossível não estar diante da glória, do brilho e da realidade da sua vinda. Depois, terceiro grande pilar do que a Bíblia ensina, a vinda de Jesus será universal. O universal significa que todos os seres humanos terão a oportunidade de testemunhar e de ser parte deste acontecimento. Apocalipse, logo no primeiro capítulo e no versículo 7 diz-nos com clareza, eis que vem com as nuvens e todo olho o verá até os mesmos que o traspassaram.

Falando de Jesus Cristo e da sua vinda, logo na abertura do livro do Apocalipse encontramos esta declaração, todo olho Houverá, portanto, uma declaração da universalidade da vinda de Jesus. Quarto pilar, a vinda de Jesus será precedida de sinais. Quero dizer, a vinda de Jesus não acontecerá de uma maneira completamente disruptiva sem que nós, seres humanos, aqueles que estiverem vivos no momento desse grande acontecimento, pudessem estar preparados ou ter evidências. Portanto, Jesus Cristo deixou com clareza a natureza de várias dessas evidências que muitas vezes são designadas como os sinais da sua vinda. Na verdade, nós vamos fazer um próximo estudo, será já o nosso próximo estudo, que vai versar-se exclusivamente sobre os sinais da sua vinda.

No fundo é como se agora vamos pegar neste quarto pilar e vamos estudá-lo com profundidade, porque é muito importante fazê-lo, especialmente no tempo em que vivemos, por isso hoje não vamos entrar em detalhe dentro dos sinais, mas um dos grandes pilares do conhecimento bíblico sobre a vinda de Jesus é que ela será precedida de sinais. Vamos ler em Lucas, no capítulo 21, e vamos ler aqui alguns versículos, do 25 até ao 28, onde está escrito. E haverá sinais no Sol, na Lua e nas Estrelas, e na Terra, angústia das nações. Há homens desmaiando de terror na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo. E então verão vir o Filho do Homem Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima.

Nós encontramos aqui uma descrição de alguns desses sinais, mas talvez aqui o conceito-chave seja que é possível chegar a um momento e perceber que estas coisas que estão a acontecer à nossa volta apontam para a redenção que está próxima. Portanto, os filhos de Deus nesta terra não estão sem luz acerca da sua vinda. Mas o quinto pilar, também muito importante, é que a vinda de Jesus, ela será, terá uma natureza executiva, ou seja, vem para executar um juízo. A vinda de Jesus é em si mesma uma sentença. Como é que podemos afirmar isso? Vamos ler as palavras de Jesus mais uma vez.

Mateus capítulo 16, versículo 27, onde lemos. Porque o filho do homem virá na glória do seu pai com os seus anjos e então dará a cada um segundo as suas obras. O que quer dizer que no momento da sua vinda o juízo é já estabelecido, uma vez que cada pessoa esteja viva nesse momento. ou já dormindo no pó da terra, cada pessoa receberá o galardão, que é uma expressão bíblica que significa a consequência do que foram, no fundo, as suas escolhas. Obras representam, na linguagem bíblica, o conceito de escolhas permanentes que conduzem a uma sentença. Sexto pilar, estamos a chegar ao fim desta primeira explicação que resume, nós quase que se ficássemos por aqui já teríamos clareza, mas ainda temos muito para descobrir.

Mas vamos ao sexto pilar, a vinda de Jesus não tem uma data revelada. Isto significa que em qualquer momento da história, isto já aconteceu no passado em diferentes ocasiões, tem acontecido no tempo em que nós vivemos e com certeza que vai continuar a acontecer, existirem crentes, pessoas que estudam a Bíblia e que procuram marcar datas. Ora, a marcação de datas Seja que uma boa intenção, através de um estudo diligente, conduza alguém a essa conclusão, ou seja que uma má intenção de enganar e controlar pessoas, a verdade é que a marcação de datas concretas para a vinda de Jesus está fora da revelação da Bíblia. Ora, o próprio Jesus já tinha esclarecido isso. Vamos voltar a Mateus 24, no versículo 36, onde lemos.

Porém, daquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu pai", dizia Jesus quando estava nesta terra e revelava, portanto, aos discípulos que não haveria possibilidade desse dia ser conhecido, nem ele, o filho, naquele momento, assumindo a sua natureza humana, poderia saber a hora, essa hora, esse dia que estava determinado pelo pai. Portanto, isto significa que Deus nunca iria, nem antes, em qualquer profeta do Antigo Testamento, nem depois de Jesus, em qualquer apóstolo ou profeta do Novo Testamento, Jesus daria revelação sobre a hora e o dia da sua vinda. Sétimo e último pilar, a vinda de Jesus não está atrasada.

Não há um plano que esteja a falhar, mesmo se para muitos, quem sabe até muitos de nós, porque sentimos anseio por Jesus vir a esta terra e colocar um ponto final no sofrimento e na dor, como ele próprio prometeu. E a própria Bíblia reconhece que muitos poderão ter essa perspectiva. seja com boa intenção, porque sentem vontade e parece-lhes tempo demais, ou com a má intenção, veja as palavras do apóstolo Pedro, podemos ler isto em 2 Pedro no capítulo 3, os versículos 8 e 9 dizem-nos o seguinte, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenham por tardia, mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se." Note, portanto, que nós estávamos no primeiro século da Era Cristã, o apóstolo Pedro estava vivo, estava a escrever a sua segunda carta a uma igreja e repare que já havia, segundo a sua revelação, havia já nesse tempo alguns que consideravam que a vinda de Jesus estava tardia.

Quem sabe alguns que até tinham ouvido Jesus diretamente falar e dizer da sua vinda e, portanto, isso criou uma compreensão de que seria algo que estava para muito breve. Repare nesta curiosidade, poderíamos dizer, de isto ter sido escrito trinta ou quarenta anos depois de Jesus ter feito as suas promessas de vir a esta terra e já nessa altura o apóstolo dizia que para Deus um dia são como mil anos. Ora, nós vivemos hoje já para lá de dois milénios, bem, não dessas palavras, mas do início da marcação do tempo tal como o conhecemos no nosso calendário e, portanto, vivemos já quase dois milénios depois destas palavras serem ditas.

Portanto, para nós, no tempo em que vivemos, fará muito mais sentido esta expressão, que talvez a quem leu a Igreja que o apóstolo Pedro escreveu, pareceria um exagero dizer que um dia são mil anos. Ora, nós que vivemos dois mil anos depois, podemos entender melhor este conceito de que Deus não está atrasado, porque o tempo para Deus tem uma natureza, uma perspectiva totalmente diferente na sua dimensão. Usando esta imagem, poderíamos dizer que para Deus passaram dois dias. Talvez isto nos ajude a compreender que não há um atraso. A promessa de Deus vai manifestar-se e revelar-se no momento certo, portanto a vinda de Jesus não está atrasada. Temos então sete grandes pilares que deve reconhecer e aceitar, pelo que já

Antigo Testamento

lemos, como a revelação clara da palavra de Deus. Agora, convido-o a fazer comigo o seguinte nos minutos que ainda temos. Uma viagem. Será uma viagem rápida, mas muito extensiva, através de muitos textos da Bíblia que desde o início da história bíblica. nos revelam que os filhos de Deus, os seus profetas, os seus patriarcas, ao longo da história, tiveram conhecimento, compreensão, de que seria através de um grande acontecimento da manifestação de Deus a esta terra, que a história desta terra, tal como a conhecemos, iria terminar. A isso nós chamamos a segunda vinda de Jesus a esta terra. Vamos fazer esta viagem? Vamos começar com o Antigo Testamento e o que ele revela sobre a vinda de Jesus.

Em primeiro lugar, Os patriarcas tinham revelação sobre a vinda de Jesus. Patriarcas significa que estamos a falar nos primeiros séculos da história desta terra, depois de Adão e Eva e depois do pecado. e homens ainda num tempo tão longínquo, homens que não tiveram nenhuma revelação escrita. Nesse tempo tínhamos revelação oral. No entanto, Deus, de alguma maneira, se manifestou a esses homens para que eles tivessem consciência, precisamente, de que Jesus iria voltar. Vamos começar pelas palavras de Jó. Podemos afirmá-lo como um dos primeiros patriarcas, uma das histórias mais antigas que a Bíblia revela, e em Jó, no capítulo 19, é ele próprio a passar o grande sofrimento que experimentou na sua vida, a perceber a realidade da morte que se aproximava e veja a compreensão que Jó tinha.

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão. Basta ligar estas palavras tão antigas àqueles sete grandes pilares que nós acabámos de ler, a maior parte delas nas palavras de Jesus, e nós vamos identificar muita dessa revelação já aqui nas palavras deste patriarca. Uma compreensão de que Jesus se manifestaria fisicamente e visivelmente nesta terra e que seria ele próprio que teria oportunidade de ver a Deus novamente. E, portanto, esta literalidade, mas também aqui uma referência já à ressurreição, que nós já abordaremos daqui a pouco de uma maneira um pouco mais clara.

Portanto, fica claro que os patriarcas, num tempo mais longínquo que é possível ir na história bíblica, tinham consciência desta revelação. Também podemos afirmar acerca do conceito de um juízo vindouro, que foi um conceito muito claro já para, neste caso, o salmista. Vamos ler o Salmo 50, versículos 3 e 4. chamará os céus e a terra para julgar o seu povo". Uma referência, é claro, àquele conceito de um juízo executivo que acontecerá num grande acontecimento que será visível, uma manifestação de grande poder num acontecimento no qual Deus julgará o seu povo.

Outra grande dimensão que o Antigo Testamento já nos dava é que o povo de Deus, os seus escolhidos, aqueles que fizeram aquelas obras que nós lemos há pouco e que permaneceram fiéis a Deus, esses aguardam o seu Senhor. Portanto, têm consciência de que há um momento no qual Deus se manifestará, é a sua vinda. Repare que o apóstolo, o profeta Isaías já dava clara declaração sobre esta verdade. Veja estas magníficas palavras. Isaías 25, versículos 8 e 9. Aniquilará a morte para sempre e assim enxugará o Senhor Jeová as lágrimas de todos os rostos. E naquele dia se dirá, eis que este é o nosso Deus a quem aguardávamos e ele nos salvará. Este é o Senhor a quem aguardávamos. Na sua salvação exultaremos e nos alegraremos.

A verdade da ressurreição, que já encontramos, de alguma maneira, nas palavras de Joque, que lemos ainda agora, mas veja nas palavras agora do profeta Isaías uma clara declaração sobre um conhecimento, ou uma revelação que o profeta recebeu sobre a verdade da ressurreição. Isaías 26, 19. Os teus mortos viverão. Os teus mortos viverão. ressuscitarão. Despertai e exultai, vós que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. A terra dará, como que abrindo-se as sepulturas, a terra dará os seus mortos para a nova vida, que é a ressurreição. um conhecimento claro que lemos aqui nas palavras do profeta Isaías.

Mas também os sinais proféticos que anunciam e que levam o povo de Deus a preparar-se para a sua vinda também estavam revelados já no Antigo Testamento. Veja as palavras do apóstolo Joel, Profeta, hoje estou a chamar apóstolos aos profetas, profeta Joel capítulo 2 e os versículos 31 e 32 dizem, o sol se converterá em trevas e a lua em sangue antes que venha o grande e terrível dia do Senhor e há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Uma designação muito típica do Antigo Testamento que, em diversas ocasiões, designa esse dia da manifestação de Deus como o grande e o terrível dia do Senhor. Este adjetivo terrível não pode ser lido um pouco com a conotação que a palavra terrível veio a adotar na nossa língua portuguesa, que é essencialmente um adjetivo negativo.

No caso, é um adjetivo que tem a ver com a grandiosidade e o impacto tremendo deste dia. É um dia terrível porque o impacto que ele terá será, sem dúvida, incomparável com qualquer outro acontecimento. É isso que torna este o grande e terrível dia do Senhor. Veja, portanto, que toda esta informação é-nos dada no Antigo Testamento e nós vamos terminar ainda este périplo com o perfecto Isaías que nos fala desta realidade de uma recriação Deus fará nesta terra depois da sua vinda. Algo que depois no Novo Testamento, particularmente no livro do Apocalipse, vamos descobrir com mais clareza. Mas aqui em Isaías 65, vamos ler o versículo 17 e depois o 25.

Porque eis que eu crio céus novos e nova terra. e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. O lobo e o cordeiro se apresentarão juntos e o leão comerá palha com o boi. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor." Vejam uma descrição do que será a vida depois do acontecimento da vinda de Jesus, que coincide naturalmente com a criação de novos céus e nova terra. Vamos agora olhar para a vinda de Jesus, mas no ensino que o próprio Cristo fez.

Ensino de Cristo

Claro que há pouco, quando falámos dos sete pilares, já lemos grande parte dessa informação, mas podemos agora ir buscar outros detalhes do muito ensino que Jesus teve sobre a sua própria vinda. E repare que aqui é um testemunho na primeira pessoa. porque é Jesus a dizer que virá, como virá e a afirmar a segurança dessa promessa e também, claro, a exortar os seus filhos, os seus discípulos a se prepararem. Vamos então analisar alguns detalhes do que a Bíblia ensina sobre Jesus nas suas próprias palavras. Vamos começar com esta primeira afirmação. Jesus está, neste momento, a criar as condições para a sua vinda. O que é que isso significa? Vamos àquelas talvez das mais conhecidas palavras da Bíblia.

João 14, os primeiros três versículos, diz a promessa do Senhor. Na casa do meu pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu voluntaria dito, pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." A promessa é clara, virei outra vez e Jesus está a criar as condições para que essa vinda aconteça. Vamos olhar agora em particular para algumas das revelações de Mateus 24. Analisaremos no próximo programa, especialmente, as revelações sobre os sinais da sua vinda, mas hoje, neste discurso profético, vamos analisar aqui, pelo menos, duas grandes revelações.

A primeira delas, fenómenos religiosos e espirituais falsos têm uma relação com a vinda de Jesus. Lemos em Mateus 24, claro, agora nos versículos 23 e 24, então se alguém vos disser em que o Cristo Está aqui ou ali, não lhes deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. O ponto central que eu quero chamar a sua atenção é que Jesus associou à verdade da sua vinda a ideia de que alguns, especialmente líderes, falsos líderes religiosos, enganariam as pessoas a propósito da sua vinda. E esta é uma informação muito importante.

Mas Jesus também advertiu, neste discurso profético, que nós podemos antecipar e preparar-nos para a sua vinda. Lemos isto agora nos versículos 32 e 33 deste discurso, onde Jesus disse Portanto, Jesus usa aqui uma imagem, como que uma parábola, para nos ajudar a compreender que é possível antecipar a sua vinda, tal como na figueira nós antecipamos o fruto. Mas, por outro lado, Jesus faz uma segunda advertência, que vamos dizer que faz o reverso da medalha.

é que nós podemos ser surpreendidos pela sua vinda. Qual é a imagem que Jesus vai usar para dizer isto? Mateus 24, versículos 43 e 44. Mas considera aí isto. Se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso está em vós apercebidos também, porque o filho do homem há de vir à hora em que não penseis." Então, se vimos primeiro a imagem da figueira, que podemos ver nela o anúncio dos frutos, também vemos aqui a imagem do ladrão. Quer dizer que algumas pessoas poderão ser surpreendidas pela sua vinda. Mas vamos continuar ainda no ensino de Jesus sobre a sua vinda com mais um aspecto importante.

Jesus vai reconhecer os seus filhos. Ou seja, a sua vinda, ela representa uma lógica de reencontro. mesmo aqueles que nunca estiveram fisicamente com Jesus, como é o nosso caso, mas vamos nos reencontrar com aquele a quem esperamos, a quem aguardamos. Jesus dá evidência disso no capítulo 25 de Mateus. Eu proponho lermos aqui vários versículos entre o versículo 31 e o 36, alguns versículos que nos dão com clareza. Leia comigo. Quando o Filho do Homem, dizia Jesus, vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória, e todas as nações serão reunidas diante dele. Então dirá o Rei aos que estão à sua direita, vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo, porque tive fome, e deste-me de comer, tive sede, e deste-me de beber.

Era estrangeiro e hospedaste-me, nu e vestiste-me, adoeci e visitaste-me, estive na prisão e fostes ver-me." Jesus vai reconhecer os seus filhos, vai chamá-los para si, juntá-los e percebemos que Jesus vai reconhecê-los também em função do que foi a sua vida de altruísmo. de serviço, de bem para com todos. Porquê? Porque essa foi precisamente a natureza da própria experiência de Jesus quando esteve nesta terra. E terminando este períplo no conhecimento de Jesus, o que ele ensinou sobre a sua vinda Jesus ensinou que a sua vinda é uma promessa de bem-estar e que esse bem-estar será eterno, por oposição àquilo que nós vivemos nesta terra, que muitas vezes é mal-estar de tantas maneiras e tudo muito transitório.

Será, portanto, uma grande a disruptura, aquilo que vamos viver, que será permanente e maravilhoso com aquilo que vivemos nesta Terra. Veja Jesus afirmar isto, João 16, 22. Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza, mas outra vez vos verei, cá está a promessa da sua vinda, outra vez vos verei e o vosso coração se alegrará e a vossa alegria ninguém volatirará. E agora, vamos ainda ao Novo Testamento. Portanto, fora do ensino específico de Jesus, ao ensino dos apóstolos, nas suas cartas, nos textos que escreveram, o que é que encontramos aí de informação sobre a vida de Jesus? Encontramos algumas coisas muito preciosas e importantes.

Novo Testamento

Veja quais são. Primeira, há uma ligação muito importante entre a vinda de Jesus e a ressurreição dos mortos. O tema da ressurreição, daqueles que estão mortos, que portanto, como já vimos, e ao contrário de um ensino muito tradicional, não vão para lugar nenhum quando morrem, nem para o céu se são bons, nem para o inferno se são maus, os mortos aguardam no sono da morte, na sepultura, e por isso o apóstolo Paulo escreveu estas incríveis e reveladoras palavras. A primeira carta que ele escreveu aos De Salonicensos, vamos ler no capítulo 4, a partir do versículo 15 até o 17. Dizemos-vos pois isto pela palavra do Senhor, que nós os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, repara que o apóstolo aqui tinha a fé de que ele próprio ainda poderia estar vivo, nós não precederemos os que dormem, ou seja, os que estão vivos não vão à frente dos que estão mortos.

Porquê? Porque o mesmo Senhor deixará do céu com alarido, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus. E os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens a encontrar o Senhor nos ares. E assim estaremos sempre com o Senhor. Eu penso que nem vale a pena comentar. O melhor que posso fazer é não comentar estas palavras, deixar que a clareza da verdade que está revelada seja transparente como a água no seu coração. Mas também nos diz o Novo Testamento que há uma relação entre a primeira e a segunda vinda de Jesus. Como é que vemos essa relação? As palavras do apóstolo que escreveu aos hebreus no capítulo 9 e no versículo 28.

Assim, também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, uma referência à sua primeira vinda, aparecerá segunda vez sem pecado aos que o esperam para a salvação. Fica esta nota de relação entre a primeira vinda e a segunda. como que uma missão que Jesus veio desempenhar, que agora pode ser completada. Na primeira vinda de Jesus, o pecado de muitos foi tirado, portanto, a possibilidade de perdão para o pecado, porque o pecado condena-nos à morte, isso é o que a Bíblia ensina. Ora, a morte de Jesus em nosso lugar veio permitir essa substituição, mas esse processo Se Jesus não voltar, não está completo. Porque nós poderíamos ter acesso, nesse caso, ao perdão, à reconciliação com Deus, mas então ficaríamos aqui sempre à mercê do pecado nas suas muitas consequências.

Por isso, a segunda vinda de Jesus vem fazer o quê? Vem trazer a plenitude, o cumprimento do plano da salvação para aqueles que esperam a salvação de Jesus. Mas a Bíblia, no Novo Testamento, também ensina que a segunda vinda é a grande esperança dos crentes. Quer dizer que um crente que não crê na segunda vinda de Jesus é um crente que pode ter conhecimento da Bíblia e ter uma relação com Deus, mas a falta de um conhecimento sobre a vinda de Jesus retira aos crentes esperança e sentido para a sua fé. Por isso o apóstolo Paulo, quando escreveu a Tito, disse-lhe o seguinte, Tito 2.13, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus, e o nosso Senhor Jesus Cristo.

Esta é a bem-aventurada esperança, portanto é a esperança que nos alegra, que nos motiva e que nos fortalece, porque é ela que dá sentido à nossa fé e à nossa experiência cristã. Eu quero terminar esta incrível viagem na Bíblia, no conhecimento sobre a segunda vinda, olhando agora para a profecia bíblica. Porque é que eu estou a dissociar? Claro que a profecia bíblica está no Antigo Testamento, que já olhámos, e no Novo, mas a profecia bíblica tem uma natureza muito particular porque trata-se de revelação, muitas vezes escondida ou impossível de compreender no momento em que ela foi dada, revelação que aponta para o futuro e, portanto, é uma revelação que tem um significado especial à medida que nos aproximamos da vinda de Jesus.

Até porque muitas dessas profecias, também teremos a oportunidade de analisar isso mais à frente, elas realmente serviam para preparar o povo para esse grande acontecimento e analisar a história e os acontecimentos que nos apontam ou encaminham para esse último e final acontecimento. a vinda do Senhor Jesus.

Profecia bíblica

Vamos então à luz da profecia, embora vamos fazê-la de uma maneira muito simples, apenas para lhe mostrar como nas profecias, particularmente em Daniel, no Antigo Testamento, e Apocalipse, no Novo Testamento, já tínhamos conhecimento sobre a vinda de Jesus. Vamos começar com esta magnífica revelação do capítulo 2 de Daniel. A famosa estátua de Daniel, na verdade foi a estátua que Nabucodonosor o rei de Babilónia, do Império dos Caldeus, ele viu essa estátua e depois o profeta Daniel vai-lhe revelar os detalhes. Ele viu, mas na verdade o que ele viu foi uma enorme estátua com diferentes metais. Estes vários metais eles representavam, tal como Daniel depois ajudou Nabucodonosor a compreender, representavam diferentes reinos que ao longo de séculos, milénios de história governariam e seriam senhores sobre esta terra.

Isso começaria com o próprio Nabucodonosor e depois iria numa descrição dos vários reinos, incluindo a Medopérsia, a Grécia, Roma e, finalmente, um império esse já muito disperso que estava associado aos pés desta estátua. Veja que eu estou a fazer aqui apenas um resumo, poderemos ver isto mais à frente com mais detalhe, mas a grande revelação desta visão encontramos lá onde? Nos últimos versículos, vamos ler os versículos 44 e 45, quando Daniel revela a Nebuchadnezzar como é que os reinos desta terra finalmente serão terminados. E o texto diz o seguinte. Nos dias desses reis, o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído.

E esse reino não passará a outro povo, esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre, ao contrário dos reinos humanos terrestres, da maneira como visto, que do mundo foi cortada uma pedra sem mãos e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro. Ora, o que é que Daniel mostrou? Daniel mostrou que o sonho apontava para uma pedra que vinha do céu, não cortada por mãos, portanto, que vem da presença de Deus, que destruirá os reinos desta terra e, na verdade, apontará para a implantação de um reino eterno que vem da parte de Deus. Esta é, talvez, a primeira grande profecia que, de uma maneira muito clara, aponta para um grande acontecimento final que vem do céu, qual é a volta de Jesus.

Mas mais à frente, no capítulo 7, Daniel tem mais uma visão, agora não a revelar um sonho de outro, mas uma visão que Deus lhe deu sobre diferentes animais. Esses animais representavam, na verdade, estes mesmos reinos. Portanto, o conceito dessa visão, embora agora lhe dê mais detalhes, mas o conceito é o mesmo. Deus está no controle e conhece os detalhes da história. Mas qual é o clímax dessa visão? É nos versículos 13 e 14 onde lemos o seguinte. Eu estava olhando, diz Daniel, as minhas visões da noite e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem e dirigiu-se ao ancião de Dias e o fizeram chegar até ele e foi-lhe dado o domínio e a honra e o reino para que todos os povos, nações e línguas o servissem e o seu domínio é um domínio eterno que não passará e o seu reino o único que não será destruído.

O que é que Daniel vê depois dos reinos desta terra e de todas as suas ações, muitas delas contra o povo de Deus, ele vê um que é um filho do homem que vem nas nuvens e que estabelece um reino eterno. Isto diz-lhe alguma coisa? Depois de tudo que vimos até aqui, é uma referência claríssima à vinda de Jesus. Mas agora temos ainda no livro de Daniel a expressão tempo do fim, muito importante para compreender os sinais que apontam para a vinda do Filho do Homem, de Jesus. Em Daniel 12, versículo 9, vamos encontrar esta declaração importantíssima. E ele disse, o anjo que acompanhava Daniel nas visões, vai Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim.

Quer dizer que foi revelado a Daniel que haveria um tempo que chegaria em que as profecias e o conhecimento particularmente da profecia e da volta de Jesus seria como que reaberto e esse seria uma das marcas do início do tempo do fim. Portanto, o tempo do fim significa que há um tempo a partir do qual entramos numa contagem regressiva em que o próximo grande acontecimento que esta terra vai conhecer será a vinda do Senhor Jesus. E ainda o deixo, finalmente, com visões no Apocalipse, o último grande livro profético da Bíblia, que apontavam em visão profética para a vinda de Jesus. A visão da foice e da colheita.

No capítulo 14, um capítulo importantíssimo no livro do Apocalipse, que revela precisamente a ação e a mensagem do verdadeiro povo de Deus no tal tempo do fim, portanto uma relação com Daniel no capítulo 12, mas agora veja, depois dessa descrição, que agora não vamos ler, de qual é a mensagem que é proferida nesta terra, No tempo do fim, quando terminar o clamor dessa mensagem, o que é que vai acontecer? Veja comigo. É uma profecia, mas fica tão clara a sua interpretação. E olhei e eis uma nuvem branca, veja como a nuvem está sempre presente, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao filho do homem. Não lhe diz alguma coisa? que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice aguda, e outro anjo saiu do templo clamando com grande voz ao que estava sentado sobre a nuvem, lança a tua foice e cega ou colhe.

É já vinda a hora de cegar, porque já a seara da terra está madura. Uma claríssima referência à volta do Senhor Jesus, aquele que vem para ceifar, colher o seu povo. E deixo com as últimas palavras de Jesus, reveladas precisamente neste livro da

A última promessa

profecia. E quais são essas últimas palavras? Elas aparecem no Apocalipse e neste final como quase um refrão, um hino que se repete. Vamos ler aqui alguns versículos do capítulo 22, o último capítulo da Bíblia. Diz o Senhor. Eis que cedo venho. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. E porquê que as palavras da profecia deste livro são tão importantes? Porque a promessa é clara. Eis que cedo venho. E o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o alfa e o omega, o princípio e o fim. Aquele que testifica estas coisas diz certamente cedo venho. Amém. Ora vem Senhor Jesus.

É este o apelo que todos somos chamados a fazer depois de compreender a verdade sobrevinda de Jesus. Ora vem Senhor Jesus. Eu apelo ao seu coração que ouviu esta mensagem a que se comprometa a fazer o mesmo que fizeram os patriarcas, os profetas, o Senhor Jesus Cristo e os seus

Amar a sua vinda

discípulos, e todos os apóstolos, a amar a sua vinda, a ansiar e clamar pela vinda do Senhor Jesus, porque é esse o centro da nossa preparação, é amar a sua vinda. Por isso o apóstolo Paulo disse a Timóteo, quando lhe escreveu a sua segunda carta, capítulo 4, versículo 8, Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, o justo juiz, me dará naquele dia. E não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. Esta é, na verdade, a marca da preparação para este glorioso e maravilhoso acontecimento. Nós precisamos de amar a sua vinda. Quer dizer que as nossas forças e o nosso coração têm de estar focados nesse maravilhoso acontecimento.

Ame a vinda de Jesus, porque ela é segura. Acabámos de o ver na Bíblia de uma forma tão clara. Prepare-se para a sua vinda. Ela pode acontecer enquanto estivermos vivos, porque nos aproximamos desse tempo e veremos isso já no próximo programa. Mas mesmo que a nossa vida terminasse, por alguma razão, antes da vinda do Senhor Jesus, o Senhor virá chamar todos aqueles que amarem a sua vinda. Que seja essa a sua experiência. Até ao próximo programa, se Deus quiser.

Série
Em Busca da Verdade · 20 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1
Estreou
25 de Janeiro de 2022
Categoria
Espiritualidade