A Família é um bom investimento
Ser FamíliaT1 · E8

A Família é um bom investimento

26 de Maio de 202525 min 49 s

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Mais uma vez, bem-vindo ao programa Ser Família. É mesmo um prazer estar na sua companhia. Cumprimento todos aqueles que nos escutam através da rádio, nos 91.2 ou também nos assistem através da TV, no canal 186 da Mel. A todos, bem-vindos. Daniel, também mais uma vez, bem-vindo. Obrigado. Começo por te perguntar que assunto escolheste para o programa de hoje e porquê. Bem, nós vivemos num período de grande dinamismo, alguma incerteza em relação ao futuro e com certeza que todos temos que escolher bem onde investir.

Não faltarão agentes comerciais, bancos e outras instituições a nos convidarem para fazermos lá o nosso maior investimento. Mas com este programa, e porque o programa é Ser Família, Nós queríamos dizer que existe um outro local melhor para investir aquilo que temos de mais valioso, o nosso tempo, os nossos talentos, as nossas capacidades e este é o nosso tema, a família, o nosso melhor investimento.

A família como investimento

Apesar de já ser dedutível aquilo que provavelmente vais partilhar connosco, é inevitável a pergunta de que forma é que a família pode ser o nosso maior investimento. E quando eu digo família, eu estou a falar sobre relacionamentos, essencialmente. Eu tinha um amigo, e tenho, que costumava dizer que a coisa mais importante é fazer com que a coisa mais importante seja a mais importante, não é? Quase que nos perdemos com a redundância das palavras. Mas ela, esta frase, ela tem uma verdade solena.

Nós, no nosso dia-a-dia, temos uma dissonância entre aquilo que nós acreditamos e aquilo que depois fazemos. Juramos a pé juntos que a família é o mais importante, mas ela deixa de ser o mais importante e os relacionamentos vão perdendo cada vez mais a sua importância numa sociedade extremamente materialista, individualista. e muito centrada nos valores que muitas vezes não são exatamente estes que nós estamos com este programa a defender.

Mas tu falaste em valores e às vezes pode parecer até que a gente está a ver e a ouvir, que essas pessoas são destituídas desses valores. Mas, por outro lado, é precisamente em nome desses valores que as pessoas fazem muitos outros sacrifícios, trabalham muito mais horas, têm mais do que um emprego, querem dar o melhor à sua família, o melhor aos seus filhos, a melhor educação, os melhores colégios. É muitas vezes em nome desses valores que se está a fazer tudo totalmente errado e depois se perde o mais importante que é os relacionamentos. Exatamente. Porque nós acreditamos que estamos a fazer aquilo que é a coisa certa.

Mas é quando nos sentamos para refletir, para ouvir um programa ou para ler um livro sobre estas temáticas que nos damos conta quão facilmente deixamos de dar importância àquilo que é mais importante. Exatamente. E falhamos no nosso objetivo. E isto, quanto mais cedo for detectado, melhor para benefício e prevenção de amarguras e de sabores muito graves que podem vir no futuro, não é? Até porque não é incomum vermos pessoas no seu fim de vida olhar para trás e dizer, se eu soubesse o que sei hoje, teria feito tudo de forma diferente. Ora bem. Exatamente. É impressionante como muitas vezes nós precisamos de passar por algumas experiências para nos darmos conta disto que estamos aqui a falar.

Nós pensamos que estamos a fazer a coisa certa. Afinal, nem estamos. Um livro que me foi recomendado, muito interessante, tem este título, A Terceira Xícara de Chá. É assim que a tradução portuguesa é. Em inglês, Three Cups of Tea, mais ou menos. Greg Mortensen é o personagem que é principal deste livro. Trata-se de um alpinista que, em determinado momento, impõe-se um desafio que é de subir o K2, que é a segunda montanha mais alta e é uma das mais perigosas, certamente, para quem quer subir.

O que aconteceu foi que as coisas não correram exatamente como ele tinha esperado e foi até para socorrer outros alpinistas. O certo é que ele vê-se inibido de atingir o seu objetivo. E, de alguma forma, desamparado, é socorrido por uma pequena aldeia, pelas pessoas de uma pequena aldeia, no Paquistão, em território talibã. É interessante isto. E como uma dívida de gratidão a estas pessoas, que aliás viviam em extrema pobreza, ele compromete-se a fazer alguma coisa por aquelas pessoas.

E o que ele faz é recolher fundos e o seu objetivo é construir uma escola. Só que, sobretudo para as meninas, mas para as crianças em geral, Só que ele, quando, depois de já ter conseguido o seu objetivo de recolher o fundo, ele percebe-se que as pessoas parece que não estão tão motivadas como ele, não são cooperantes, não ajudam. E ele, no seu espírito muito ocidental, muito pragmático, muito determinado, ele começa a irritar-se com aquelas pessoas pela sua falta de cooperação, até que um idoso Diz-lhe isto, olha Greg, nesta aldeia ninguém faz nada sem antes ter bebido três chávenas de chá.

E cada chávena é intermeada por uma conversa, por um diálogo, não é? Porque ele explica, na primeira chávena tu és um estranho, na segunda tornas-te um amigo e na terceira és família. E Greg aprende esta lição com humildade, põe em prática, senta-se com a população local para tomar pacificamente as suas chávenas de chá e o resultado é que as pessoas vão cooperar porque estabeleceram um relacionamento com ele E o resultado disso é que 171 escolas são construídas, 64 mil crianças são beneficiadas com este esforço, das quais 54 mil eram meninas.

A história tem uma lição, uma lição que é uma história real, mas a moral da história é, de facto, que Greg conseguiu aprender com um povo de outra cultura que os relacionamentos têm que vir antes. Há muitas coisas boas para se realizar, mas se os relacionamentos falharem, Finalmente, tudo falhará. Todos nós, em algum momento mais dramático da vida, eu já vivi isso, naquilo que parecia ser um acidente de aviação, mas que não aconteceu, não é?

Porque o tempo era péssimo. Mas naquele momento, a única coisa que eu pensei foi na minha família, foi em Deus. Em consciência, todos sabemos o que é mais importante. O desafio é pôr o mais importante como o mais importante. Muito bem. Eu vou agora aproveitar essa tua mecha para fazer algo bastante importante. que é oferecer a quem está lá em casa, quem nos assiste, quem nos ouve, a revista, o Guia de Estudo Entre Família. E neste Guia de Estudo vai encontrar precisamente dicas muito práticas para ajudar nos seus relacionamentos e até algumas atividades que pode desenvolver em contexto familiar para fortalecer esses relacionamentos.

E não menos importante, um conjunto de textos bíblicos para que também possa desenvolver, eu diria, o relacionamento máximo, o seu relacionamento com Deus e perceber a vontade de Deus para a sua família. E, acima de tudo, é totalmente gratuito. é apenas utilizar o seu telemóvel para nos fazer chegar uma mensagem para o 933 939291. Vou repetir 933 939291 com as palavras ENTREFAMILIA e depois entraremos em contacto consigo para sabermos a melhor forma de lhe fazer chegar, nem que seja pelo correio, este guia de estudo totalmente gratuito.

Vamos fazer um pequenino intervalo e já voltamos. Estamos. De volta. Lembro, mais uma vez, que estou a guardar os seus contactos para que lhe possamos oferecer a revista.

O impacto intergeracional

É o 933-939291. Não hesite, estamos à sua espera. Daniel, vamos continuar a falar de família, vamos continuar a falar da importância dos relacionamentos e esta importância é fundamental porque aquilo que resulta do fortalecimento dos relacionamentos acaba por ter um impacto duradouro que se estende depois também para as gerações seguintes. Exatamente. A experiência que eu vivo hoje não apenas vai-me fazer mais infeliz ou infeliz, vai afetar o meu cônjuge, vai afetar certamente os meus filhos, mas o que demonstram alguns estudos muito interessantes é que vai afetar os filhos dos meus filhos, portanto aquilo que está que está a acontecer hoje, poderá perpetuar-se no seu impacto pela terceira geração e até pela quarta.

Alguns estudos feitos mesmo em laboratório demonstram isso. Por exemplo, Uma cobaia, em particular, foi exposta a um determinado produto químico. Cada vez que este ratinho sentia este cheiro, levava um choque elétrico. O interessante da coisa é que seria previsível que cada vez que o cheiro surgisse, ele começasse a tremer, porque tinha feito a associação com o choque elétrico. Depois de o choque deixar de ser administrado, o ratinho continuou por toda a sua vida a sentir temor cada vez que ele era exposto àquele cheiro, porque tinha sido feita uma associação.

O interessante aqui é que os filhos, os netos deste rato, que nunca tinham levado um choque elétrico, Cada vez que estavam num ambiente com aquele cheiro em particular, eles temiam também, eles tinham medo, eles tinham ficado traumatizados. Eles não existiam quando a primeira experiência tinha tido lugar. E, a ser verdade, o que acontece nos animais também ter a sua equivalência nos homens, Eu diria que nós reagimos, temos reações, temos comportamentos, em determinadas ocasiões, não sabemos porquê, mas quem sabe estão ligadas.

Há algo que aconteceu, experiências negativas que tiveram lugar. Uma outra experiência deste género foi também feita por outros dois investigadores, que separaram um ratinho bebê da sua mãe, depois de duas semanas. dele ter nascido, e então o que aconteceu foi que tanto a mãe como o bebê, como é natural, experimentaram depressão, ansiedade, e isto manteve-se durante muito tempo. alterando inclusivamente a expressão genética dos genes ligados ao stress, à depressão, à ansiedade.

E o que se reparou é que esta mesma característica genética se mantinha nas gerações seguintes. As experiências negativas vão ter um impacto que pode perpetuar-se por muito mais do que o tempo da nossa existência. O que é positivo também, um outro estudo com uma cobaia que tinha sido geneticamente modificada para ter problemas de memória. Pois, a cobaia é colocada num ambiente extremamente rico, com muita brincadeira, com muitas...

E o que acontece, e também por um período de duas semanas, o que acontece é que este ratinho deixa de ter problemas, tem ali um despertamento, tem ali um incentivo e a sua memória passa a funcionar normalmente. É possível quebrar o ciclo? É possível quebrar o ciclo. Depois, os filhos, netos deste rato, que também herdaram esta deficiência a nível de memória no campo genético, também não têm problemas genéticos, quando tudo se levaria a que tivessem. Portanto, experiências positivas e negativas poderão, de alguma forma, condicionar para bem ou para mal a experiência futura.

E essa é uma responsabilidade muito grande que qualquer um de nós deve ter quando pensa na forma como está a ser família, na sua participação na vida das outras pessoas. E aquilo que escolhe como prioridade, não é? Exatamente. Esta questão de escolhermos a prioridade é onde nós colocamos o foco. Cada um de nós tem um determinado foco e mesmo nós pensando na família, podemos ter uma carreira profissional, uma casa para construir. Muitas das famílias abdicam até do seu próprio conforto em função da educação dos filhos quando vão estudar para fora, esta noção de saber exatamente o que é mais importante, como dizias no início do programa, onde colocamos o foco, onde nós colocamos a nossa atenção, é fundamental nós ficarmos concretos, ficarmos esclarecidos, não é?

Temos que ter consciência do que estamos a fazer. E a intencionalidade. E a intencionalidade, porque a vida hoje, Daniel, é demasiado rápida. E nós não nos apercebemos sequer o que é que estamos a fazer e para onde é que vamos. E a esse respeito, eu tenho aqui uma citação de um autor, ele, já não existe, David Foster Wallace, ele nem sequer era crente, tanto quanto eu saiba, mas ele escreveu, eu vou ler Porque ele tem aqui uma citação muito interessante, muito profunda, com muita sabedoria. Ele diz qualquer coisa como isto. Nas trincheiras cotidianas da vida adulta, na realidade não existe o ateísmo.

Ora, eu penso que a família dele tinha esta orientação espiritual ou filosófica. Não há coisa como não adorar. Todo o mundo adora. A única opção que temos é o que adorar. Se adoras o dinheiro e as coisas, se é aí que encontras o significado real da vida, então tu nunca terás suficiente. Nunca sentirás que tens suficiente. Esta é a verdade. Adora o teu corpo, a tua beleza, a tua atração sexual e sempre te sentirás feio. E quando o tempo e a idade começarem a mostrar-se, morrerás um milhão de mortes antes que finalmente te chorem.

Adora o poder e terminarás sentindo-te débil e temeroso, e necessitarás cada vez mais de poder sobre os demais para insensibilizar-te do teu próprio medo. Adora o teu intelecto, sendo visto como inteligente e terminarás sentindo-te estúpido, uma fraude, sempre a ponto de seres descoberto. E agora ele termina, e esta é a parte que eu destaco, o mais insidioso de tudo isto, de todas estas formas de adoração, é que são inconsistentes. São configurações pré-determinadas, são o tipo de adoração para o qual deslizas gradualmente, dia após dia.

E te tornas cada vez mais seletivo sobre o que vês e como medes o valor sem estares completamente, e aqui é a palavra-chave, sem estares completamente consciente do que é que estás a fazer. Então, as prioridades invertem-se sem que nós nos Percebamos disso. Por isso é que esta intencionalidade, esta consciência do que queremos, do que é

Conselhos práticos

importante, é absolutamente essencial. Conselhos práticos. Na prática, já que estamos a falar de intencionalidade, o que é que é possível fazer? Ok, Daniel, nós certamente que iremos explorar ao promenor cada um destes conselhos práticos que nós poderíamos hoje avançar. Há muito que se pode dizer sobre as relações familiares. Nunca poderia começar esta lista de conselhos sem dizer am-me. É claro. Am-me. Quando falamos num outro programa, atrás, sobre esta tendência humana à rebelião ou à contra-vontade, os investigadores descobriram que o que anula unicamente isto são relacionamentos, relacionamentos de afeto.

É importante que o outro saiba que é querido, que tu te preocupas com o seu bem-estar, tu queres o melhor para o outro. Amar de uma forma prática. Prática. Então, a primeira coisa é amar. Um outro conceito que hoje nós precisamos de ter também, e que falta muito na sociedade, é perceber a necessidade da disciplina. Disciplinar. Eu penso em homens como Ben Carson, que foi educado por uma mãe, solteira ou sozinha, se quisermos, mas que foi sábia na forma como disciplinou, educou e fez dos dois filhos.

Ben Carson é uma pessoa conhecida, sobretudo na América, ele é um neurocirurgião, também envolveu-se em política recentemente, mas um homem notável, brilhante, um afro-americano. E a história da forma como a sua mãe o educou é absolutamente notável. Hoje, os pais precisam de aprender a como conduzir com sabedoria os seus filhos. Este é um aspecto sobre o qual nós precisamos de voltar a falar aqui. Um outro elemento importante seria estimule autonomia. Às vezes, o outro extremo é esta proteção exagerada, não é?

Super protecionismo. Super. A mãe galinha, ou o pai galinha, ou o pai galo. Não. Desde o início, o objetivo é criar autonomia, dar liberdade. deve ser um lugar para boas memórias. E, por último, nunca esquecer que Deus deve estar no centro de tudo. E é a presença de Deus que depois vai aproximar os vários membros de cada família. Como dizia a Bíblia, Deus nos chamar, aquela oração importante para o povo de Israel, Deus deve ser lembrado em cada momento da vida.

Muito bem, Daniel. Mais uma vez, sempre pertinente. Obrigado. Marcamos encontro no próximo programa. Para si que está desse lado, hoje falámos de muitos assuntos, até de uma forma mais sucinta, certamente com oportunidade para os estendermos em programas futuros, mas falámos de disciplina, falámos de comunicação. E, curiosamente, A oferta que temos para si, este Guia de Estudo Entre Família, com um conjunto de vários estudos, tem precisamente um estudo completo sobre a disciplina, como dela deve ser assertiva, o que fazer e o que não fazer, e também sobre a comunicação. É apenas um exemplo que lhe gosto de dar e, sobretudo, tem a vantagem de ser totalmente gratuito. É uma oferta que temos de ser família para si.

Basta enviar-nos uma mensagem com as palavras Entre Família para o 933-939291, 933-939291 e depois faremos chegar esta revista pelo correio a sua casa totalmente gratuita. Dizer-lhe também que este programa, bem como os outros que foram mencionados aqui ao longo do programa, estão disponíveis em podcast em rado.rcs.novotempo.pt e que ainda estamos a aguardar a sua sugestão, a sua dica, para que num dos programas futuros possamos abordar esse tema. Mais uma vez foi um prazer enorme estar na sua companhia. Marcamos encontro no próximo programa.

Até lá, se Deus quiser.

Sobre este episódio

A Família: O Nosso Melhor Investimento 👨‍👩‍👧‍👦

Neste episódio, exploramos a importância da família como o nosso maior investimento. Num mundo onde somos constantemente bombardeados com oportunidades financeiras e materiais, muitas vezes negligenciamos o valor inestimável dos relacionamentos familiares. ⏳ Este programa desafia-o a reavaliar as suas prioridades e a direcionar o seu tempo, talento e recursos para onde realmente importa.

Daniel partilha insights valiosos sobre como o dinamismo e a incerteza do mundo moderno podem desviar o nosso foco do que é essencial. Descubra porque investir nos seus entes queridos é mais gratificante do que qualquer retorno financeiro. Através de histórias inspiradoras e conselhos práticos, aprenda a cultivar laços familiares fortes e duradouros, que resistem às pressões do quotidiano. 🤝

Descubra como a família pode ser o porto seguro em tempos de tempestade e a fonte de alegria e realização que enriquece a sua vida. Este episódio é um convite para redefinir o sucesso e encontrar a verdadeira felicidade nos relacionamentos que moldam quem somos. 🥰

Série
Ser Família · 66 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 8
Estreou
26 de Maio de 2025
Categoria
Família