No Deserto da Tentação

No Deserto da Tentação

26 de Janeiro de 202250 min 23 s

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Olá, seja bem-vindo a mais um programa. Estamos juntos para o quarto episódio do programa Em Busca da Verdade desta segunda temporada. Muito obrigado por fazer esta escolha de hoje se juntar a nós para abrirmos a palavra de Deus e irmos à procura de algumas grandes verdades, de conhecimento que traz verdade à nossa vida e por isso, como dizia Jesus, quando conhecemos a verdade, também a liberdade é uma das bênçãos que nos traz a Palavra de Deus. Vamos pedir a presença e a ação do Espírito Santo connosco, uma vez que vamos abrir a Sua Palavra, para que Ele nos traga luz e inspiração neste momento. Por favor, junte-se então a mim nesta prece. Nosso Deus, nosso Pai, queremos agradecer-te pela alegria de podermos, neste momento, abrir a Tua Palavra.

E que graça é esta de podermos ter a revelação que tu deixaste aos teus servos, os profetas, os apóstolos, que neste momento, aqui reunidos, onde quer que estejamos, o teu Espírito Santo esteja connosco e traduza, interpreta para nós, nos ajuda a compreender estas verdades maravilhosas.

No deserto da tentação

É isso que eu te peço em nome do Senhor Jesus. Hoje vamos então descobrir mais um tema e como temos feito vamos partir de uma história de um momento da vida de Jesus. E hoje um momento muito especial, por isso chamamos a este programa No Deserto da Tentação. Vamos olhar para o texto que se encontra em Mateus no capítulo 4 e nos primeiros 11 versículos e descobrir aí ou redescobrir este momento no qual Jesus viveu um momento de tentação tremenda na presença do inimigo e nós vamos refletir a partir desta história e do muito que ela também tem para nos ensinar. Acompanhe-me então na leitura deste texto.

Vamos a Mateus no capítulo 4, logo a partir do primeiro versículo. Então foi conduzido Jesus pelo espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo e, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome. E chegando-se a ele, o tentador disse, se tu és o filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse, está escrito, nem só de pão vivrá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo transportou-o à cidade santa e colocou-o sobre o pináculo do templo e disse-lhe, se tu és o filho de Deus, lança-te daqui abaixo porque está escrito, aos seus anjos dará ordens a teu respeito e tomar-te-ão nas mãos para que nunca tropeces em alguma pedra.

Disse-lhe Jesus, também está escrito, não tentarás o Senhor teu Deus? E novamente o transportou o diabo a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. E disse-lhe, tudo isto te darei se por o estrado me adorares. Então disse-lhe Jesus, vai de Satanás, porque está escrito, ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás. Então o diabo o deixou e eis que chegaram os anjos e o serviram.

O significado do deserto

Vamos agora passar aqui algum tempo olhando com um bocadinho mais de cuidado para esta história, para os detalhes destes versículos e até alguns detalhes sobre este momento e o espaço onde aconteceu esta história. O versículo, logo o primeiro versículo que lemos diz-nos que Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto. O que significa isto? Este texto pode criar-nos alguma dúvida. porque a verdade é que nós sabemos que desde sempre Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo. No seu batismo, por exemplo, nós sabemos que o Espírito Santo, o Deus Espírito, desceu sobre Jesus em toda a sua plenitude, na forma de uma pomba, aliás, para enchê-lo de sabedoria, para capacitá-lo para Jesus cumprir a missão.

No entanto, o texto diz que além de ser conduzido pelo Espírito, o texto diz para ser tentado pelo diabo. É claro que esta expressão pode suscitar alguma dúvida, porque pelo menos tal como ela foi traduzida do grego para o português, é claro que nós ficamos com a ideia de que Jesus, ao ser conduzido pelo Espírito, ele foi propositadamente, ou melhor, que o Espírito o conduziu para ele ser tentado. Ora, isto seria alguma coisa não apenas difícil de compreender, como até contrário ao que a própria Bíblia ensina. porque nós sabemos que Deus não tenta ninguém. Portanto, Deus não conduz ninguém, nem Jesus poderia ser conduzido por Deus para a tentação.

Estou-me a lembrar, claro, das palavras do apóstolo Tiago, no 1º capítulo e no versículo 13, onde ele diz claramente que Deus nem pode ser tentado, nem tenta ninguém. Tentar é uma especialidade e é a própria natureza, aliás, de Satanás e das suas forças, o inimigo de Deus. Por isso é que na Bíblia, Satanás é designado como o diabo, o acusador, o tentador. Por isso é que podemos dizer que, na realidade, quando nos debruçamos um pouco mais sobre a ideia, especialmente quando vamos ao grego, língua original, claro, em que foi escrito o Novo Testamento e este texto de Mateus, nós conseguimos entender que o sentido das palavras, ela tem mais um sentido do que Jesus foi conduzido pelo espírito ao deserto, Porque o tempo que Jesus foi passar ali, aliás lembremos-nos, ainda agora lemos, foram aqueles tais 40 dias e 40 noites, portanto Jesus foi para estar num retiro muito profundo com Deus, em profunda comunhão com Deus, foi isso que aconteceu durante esses 40 dias e 40 noites, por isso ele esteve em jejum com certeza que em profunda oração, em separação, ele esteve a preparar-se, aliás, para a obra que ele ia receber e, portanto, o texto faz esta junção, o dizer que foi conduzido para ser tentado, nós poderíamos fazer a leitura que ele veio a estar na presença do diabo para ser tentado.

Ora, o deserto. É interessante nós debruçarmos um pouco sobre esta ideia de que Jesus foi conduzido pelo Espírito, já sabemos que ele foi tentado, mas tudo isto, especialmente aquele tempo que ele passou em profunda comunhão com o Pai, aconteceu no deserto. Ora, o deserto é um lugar muito especial, particularmente dentro do contexto da Bíblia. Muitas histórias e situações acontecem em desertos. Ao ponto de nós podermos dizer que na Bíblia o deserto é um lugar de refúgio. O deserto é mesmo um lugar de especial encontro com Deus. O deserto é também um lugar de preparo. Preparo para uma missão que Deus confie a algum dos seus servos. A tradição pelo menos guardou um registro, é claro que não podemos dizer isto com absoluta garantia, mas há relatos dessa tradição histórica de que o lugar da tentação teria sido num lugar hoje designado como o monte da quarentena.

um lugar conhecido como Jebel Karantal. Este lugar fica a cerca de 4 km a nordeste da cidade de Jericó, pelo menos a moderna Jericó. É um lugar bastante inóspito ainda hoje, sem grandes atrativos. A paisagem é muito monótona, a vegetação é rara. E é um lugar também de animais não muito simpáticos, pelo menos para as relações imediatas como escorpiões ou víboras. em grande parte são estes animais selvagens que ali se encontram porque as temperaturas são altíssimas durante o dia nestes lugares podem encontrar-se temperaturas até aos 40 graus mas sabemos que à noite na verdade faz bastante frio. Ora, uma das curiosidades do deserto da Judeia é precisamente a existência de alguns sulcos, estes sulcos são ramificados, uns mais e outros menos profundos, mas eles estão escavados nas encostas dos montes, naquela região, claro, devido especialmente à grande erosão provocada pelas águas das chuvas, claro, ao longo de séculos.

E, portanto, ao longo de várias quedas de água, esta permanece, a água acaba por ficar em pequenas piscinas na parte inferior de cada queda, E por isso aquela forma estreita, uma forma de canhão acaba por impedir a luz solar de evaporar e formam-se estas piscinas que curiosamente são fonte de água, uma água que acaba por ser potável e confiável num lugar onde em geral a secura, onde a seca é realmente muito grande. Eu trouxe aliás aqui algumas fotografias mais recentes que nos ajudam a perceber mais ou menos o enquadramento deste lugar. Ora, traz-se-ido num lugar com esta configuração que Jesus se encontrou.

Aqui, na Aldarga, o nome dado a este lugar é um dos cinco maiores destes barrancos em todo o deserto da Judeia. Este lugar tem cerca de 43 km de comprimento. Estima-se que ele é capaz de drenar cerca de 89, naqueles 89 km², até uma profundidade de 200 metros. Então ficamos com algumas noções do ambiente no qual Jesus terá vivido este incrível momento. Nós agora vamos, claro, tentar compreender um pouco mais esta história, esta tentação de Jesus, mas também as implicações que nós podemos, a partir dela, descobrir ao folhearmos a nossa Bíblia.

A origem do mal

Vamos usar o método que estamos a seguir ao longo destes nossos programas, vamos colocar perguntas e procurar que a Bíblia seja o mais clara possível a dar-nos estas respostas. A primeira pergunta que eu gostava que nos debruçássemos é, já que falamos sobre o inimigo de Deus e aqui nesta história O diabo tentador, claro, ele tem um papel essencial, aparece-nos como um personagem mesmo central nesta interação com Jesus. Ora, a pergunta que eu deixo é, este inimigo de Deus e também o inimigo dos homens, se Desde quando é que podemos dizer que ele age com esta figura, com esta atitude de tentação, de engano, de ilusão?

E vamos encontrar a resposta, na verdade, desde os primórdios da revelação bíblica, da história da própria humanidade. Temos para isso que ir ao livro do Génesis e é ali que pela primeira vez vamos encontrar uma descrição da atitude e do tipo de interação que este inimigo, o tentador, tem com o ser humano. Vamos ler isto em Génesis, no capítulo 3, e vamos ler uma porção, os primeiros seis versículos, onde lemos o seguinte. Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher, é assim que Deus disse, não comereis de toda a árvore do jardim?

E disse a mulher à serpente, do fruto das árvores do jardim comeremos. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus, não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher, certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer e agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, então tomou o seu fruto, comeu e deu também ao seu marido e ele comeu com ela.

Fica evidente quando lemos ou relembramos estas palavras e este momento tão relevante na história deste planeta e da vida humana, Se há uma coisa que fica evidente é que dar ouvidos ao tentador é a origem, é a essência do mal. O pecado nesta terra, tudo o que é rebeldia contra Deus, tem precisamente origem neste facto. Afastar-se de forma consciente daquele que é o autor da vida é a garantia de um caminho que conduz à morte. Portanto, nós identificamos nesta história que a escolha de Eva foi uma escolha livre e foi uma escolha moral.

Eva e Adão, os nossos primeiros pais, criados por Deus. Ora, a existência desta árvore, que a Bíblia designa como a árvore da ciência do bem e do mal, no meio do jardim, talvez, eu sei que muitas pessoas questionam-se. muitas vezes na primeira abordagem que fazemos à Bíblia e à sua narrativa, porque uma árvore, o que é que Deus pretendia com esta árvore? É uma evidência entendermos no contexto de toda a revelação bíblica que esta árvore não se tratava de uma armadilha, porque uma armadilha é colocada com o propósito de que alguém caia nela. Ora, Deus não desejava o pecado, a desobediência, nem a queda na tentação.

A D. Eva, na verdade, era um alvo do amor de Deus e isso era tão visível que Deus colocou-os num ambiente e num contexto de um jardim magnífico, perfeito, cheio de beleza natural, de capacidade de desfrutar as oportunidades mesmo de ter prazer. Por isso Deus dizia que era tudo muito bom. No entanto, Deus não queria que Adão e Eva se iludissem pensando de que eles eram o centro do universo. Essa é, aliás, uma das ilusões mais fáceis de nós cairmos, mesmo que não de forma consciente ou racional, muitas vezes na nossa atitude, no nosso comportamento, agimos como se estivéssemos no centro.

Ora, Deus não queria, ou queria evitar, Essa queda natural da D. Ieva e, por isso, evitar que eles olhassem como sendo a única coisa importante a satisfação própria. Porque é preciso lembrarmos que este desejo de satisfação própria levou à queda do próprio Satanás. Ele que era um anjo de luz criado por Deus. Esse olhar para si próprio com uma vontade de ser maior, de ser o centro da adoração, Deus não desejava isto para Adão e Eva e para a humanidade. Por isso é que podemos então entender que ao mesmo tempo em que lhes era permitido, como sabemos, comer livremente de todas as outras árvores, a única coisa que estava proibida era o acesso àquela árvore da ciência.

do bem e do mal e Deus estabeleceu de uma forma muito aberta e clara com eles qual era a pena e a consequência. Portanto, o que é que podemos dizer? Que Adão e Eva podiam apreciar a sabedoria, o caráter, podiam apreciar a justiça de Deus e na liberdade de escolha eles podiam obedecer ou desobedecer à vontade de Deus. Infelizmente, o que é que a história nos diz e a Bíblia nos revela? Que apesar dos avisos que Deus lhes deixou, eles foram iludidos pelo tentador. Satanás, o tentador, usou esta serpente e portanto a desobediência manifestou-se ao comer aquele fruto, mas essencialmente era uma manifestação de que a vontade de Deus, o autor da vida, deixou de ser a prioridade.

E, portanto, Adão e Eva olharam para si próprios num convencimento de que, portanto, poderiam alcançar algo que Deus lhes os teria eventualmente. privado e assim compreendemos de uma maneira mais clara o papel que esta árvore ocupava. Ora, para continuarmos nesta reflexão então podemos perguntar de que forma é que

O impacto do pecado

o pecado afeta o nosso relacionamento com Deus. É evidente que isto veio a manifestar-se precisamente no contexto dos nossos pais, no Jardim do Éden ainda, e talvez ao compreendermos ali como o relacionamento entre Deus e Adão e Eva foram, foi afetado, isso ajuda-nos a ter um vislumbre de que maneira o pecado afeta também a nossa própria relação com Deus. Vamos ver o que encontramos no livro de Génesis, agora no capítulo 3 e nos versículos 8 e 9. E o texto diz e ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia. E esconderam-se Adão e sua mulher, da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.

E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe, Onde estás? Agora, depois desta leitura, eu quero que peremos um segundo para pensar nisto. Vamos imaginar 24 horas antes desta desobediência. 24 horas antes deste acontecimento, o momento mais alto do dia naquele jardim magnífico para Adão e Eva, era que no meio daquela perfeição e beleza de toda a criação de Deus, eles tinham a oportunidade de se encontrar com o próprio Deus. E nós percebemos isso nesta simples descrição, embora ela não dá muitos detalhes, mas esta ideia de que na viração do dia Deus veio ao jardim para se encontrar com o ser humano.

Portanto, percebemos que isto fazia parte da realidade que estes nossos pais viviam. 24 horas antes, imagino a alegria que não era para eles poder ter este encontro pessoal com o Criador. Agora, no entanto, com o aproximar-se desta mesma hora, desta mesma oportunidade, Adão e Eva fazem o quê? Escondem-se, ou pelo menos tentam esconder-se. Isto mostra-nos até que ponto o pecado, portanto o afastamento de Deus, quebrou o relacionamento íntimo que eles tinham com o seu Criador. Quase como se pudéssemos dizer que quando eles acordaram Aquela ilusão que lhes foi dada pelo tentador, mas também pela sua própria...

Por esse olhar de tentar colocar-se no centro, como já refletimos, eles agora acordam dessa ilusão e descobrem que, no fim de contas, tinham perdido aquela magnífica harmonia que lhes tinha sido concedida. Agora, no fim de contas, eles estavam sob o domínio de Satanás. Por isso eles se encontravam já sujeitos ao sofrimento, à separação de Deus, à desconfiança, ao medo e nós sabemos, que a Bíblia depois nos conta, que a partir daqui eles ficaram sujeitos à infelicidade e à morte. Portanto, assim como venceu com Adão e Eva, quebrando o relacionamento deles com Deus, Satanás E agora lembremos da história que deu origem a esta nossa reflexão, a este estudo.

Satanás o que é que fez no deserto da tentação com Jesus? Tentou vencer Jesus tentando. De maneira, aliás, muito semelhante. Não nas exatas circunstâncias, mas no propósito final. A diferença, claro, é que com Jesus ele não teve sucesso. Jesus saiu vencedor deste embate espiritual que ele teve com o inimigo, mas o seu propósito foi o mesmo, quebrar o relacionamento com o Por isso uma pergunta que é muito importante refletirmos neste momento é pensar como é que Jesus conseguiu então resistir aos enganos do diabo.

A vitória de Jesus

Como é que Jesus conseguiu ser vitorioso sobre a tentação, neste caso em oposição ao que aconteceu com Adão e Eva. Quando na verdade, lembremos-nos, Adão e Eva à partida tinham todas as condições para não cair na tentação. tal era a perfeição e a maravilha do lugar onde habitavam, a sua confiança em Deus não havia nenhuma razão, aliás, para desconfiarem da palavra de Deus e da sua relação com o Criador. No entanto, Jesus encontra-se agora, desde logo, até fisicamente, numa situação de grande fragilidade. Por isso, encontrava-se também como homem no mundo do pecado, Vamos tentar entender o segredo da vitória de Jesus. Vamos voltar às palavras, aliás, que já lemos em Mateus capítulo 4.

Vamos ler aqui o versículo 4. O que é que diz o texto? Ele, porém, respondendo disse, está escrito nem só de pão vivrá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Pense nisto, com o exemplo da vitória de Jesus na tentação, com o paradigma que nós encontramos ou o padrão nas respostas que Jesus deu ao tentador, nós aprendemos na realidade que a nossa maior segurança encontra-se não em nós, em algo que está fora de nós, mas que é um valor seguro e uma referência a que nós temos acesso. A Palavra de Deus. Jesus defendeu-se fazendo o quê? Reafirmando a importância do que está escrito na Palavra de Deus.

É evidente que Satanás quis aproveitar a debilidade de Jesus. Basta lembrarmos que ele tinha passado 40 dias em jejum. Portanto, Satanás, como tentador, de uma forma maquiavélica, ele maquinou com certeza a ideia de que este seria um momento de grande fragilidade em que ele teria talvez vantagem para poder vencer Jesus. Como criador de todas as coisas, nós sabemos bem Basta pensar nos milagres, nas obras incríveis, nos sinais, como lhe chama o apóstolo João, que Jesus fez, que não é difícil de pensar, que Jesus, no poder do Espírito Santo, ele poderia ter manifestado aquele sinal de transformar pedras em pão e com isso saciar a sua fome.

No entanto, percebemos que dispor de um poder e usá-lo, se quisermos arbitrariamente, de um poder que a humanidade não dispõe, um poder que nenhum de nós tem, podemos dizer até certo ponto que isto desqualificaria Jesus para ele ser o nosso exemplo em todas as coisas. Ou seja, a Bíblia, aliás, é bem clara em mostrar-nos histórias como estas, dá-nos evidência prática disso, que Jesus teve que viver sob o mesmo poder que nos está disponível. E esse poder, como é que o podemos definir? o poder de um relacionamento pessoal com Deus, um relacionamento profundo de onde se obtém inspiração, força espiritual e, em segundo lugar, a firmeza do que está escrito.

Firmeza em confiar no que Deus revelou. Estes foram os dois segredos para a vitória de Jesus. Por isso é que podemos formular a pergunta de uma outra forma. Que grande vitória conseguiu Jesus, não apenas na tentação no deserto, naquele momento, mas em toda a sua vida. Vamos ler o que registou o apóstolo aos hebreus no capítulo 4 e no versículo 15 acerca de Jesus, aquele que é designado aqui em hebreus como o sacerdote, o sumo sacerdote. Diz o texto, porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, Porém, temos um sumo-sacerdote que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Quando Jesus veio a esta terra, ele fez-se homem. Ele veio para vencer onde Satanás, até aquele momento, tinha sido vencedor na vida do povo de Deus, na vida de gerações Milénios de homens e mulheres nesta terra. Ao longo dos séculos, com cada ser humano como que era reafirmada uma mesma evidência. Na luta, no confronto com Satanás, o homem perde. E por isso, repare que era isto que estava em jogo naquela tentação no deserto e também foi isto que esteve em jogo ao longo de todo o ministério, toda a vida de Jesus.

Porquê? Porque se Jesus falhasse, se Jesus cedesse à tentação e caísse no pecado, portanto na separação de Deus e do seu relacionamento com ele e ao afastamento da sua palavra, que é isso que estamos a definir como o segredo da vitória, e então Jesus teria ficado debaixo do jugo do tentador. Isto é o mesmo que dizer que a humanidade e a possibilidade de salvação estaria perdida. Mas graças à força, ao poder exercido pelo nosso Jesus, ele venceu. E com ele nós podemos vencer também. Vencemos com ele porque não estamos sozinhos neste conflito. Um conflito que repara como nós conseguimos perceber esta infeliz coerência ou consistência do conflito que vem desde o Éden.

O tentador conhece-nos. O tentador quer desviar-nos de uma relação profunda, pessoal, de submissão a Deus e ao Criador. E por isso ele fê-lo com Adão e Eva, onde foi vencedor, fê-lo ao longo de séculos e séculos de história, voltou a fazê-lo na vida de Jesus. Mas Jesus venceu os desafios e as tentações com o poder e a sabedoria, com a força do seu relacionamento com o Pai, com a unção do Espírito Santo e por isso Jesus Cristo serve-nos de exemplo, de referência. Foi a comunhão com Deus que susteve Jesus neste período da sua vida de uma exigência tremenda e particularmente naquele deserto da tentação.

O tempo da paciência divina

Ora, quando Jesus venceu Se estamos aqui a afirmar que ele venceu totalmente Satanás, será justo ou, para menos lógico perguntar, porquê que Jesus não estabeleceu de imediato, no final da sua vida, ele foi vencedor sobre Satanás, sobre a tentação, porquê que ele não instalou de imediato o seu reino nesta terra? O apóstolo Pedro responde a esta pergunta, na verdade. Podemos ler em 2ª de Pedro, 2ª de carta de Pedro, no capítulo 3, vamos ler os versículos 8 e 9. Diz o apóstolo, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns até importar dia, mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.

Isto quer dizer que, de acordo com a sua perfeita sabedoria, Deus escolherá o momento certo para estabelecer o seu reino eterno. Em Deus não há adiamento. Nós aqui é que temos, por vezes, o hábito de adiar coisas, objetivos que não conseguimos cumprir, simplesmente circunstâncias que se alteraram e nós adiamos. Nós também somos muito dados a atrasos. surgem imprevistos ou não gerimos bem o nosso tempo e atrasamos-nos em relação a coisas que marcámos ou objetivos que definimos, mas isto não acontece com Jesus. Não. Chegará o dia em que o tempo para este arrependimento no qual ainda nos encontramos chegará o dia em que ele vai esgotar-se.

Mas hoje, no momento em que me ouve, que eu Aqui estou a apresentar a este estudo a palavra. Neste momento podemos dizer com certeza que hoje ainda é o tempo desta decisão. Ainda é o tempo de nos colocarmos e nos mantermos debaixo do cuidado de Deus, mas sobretudo da sua vontade. Hoje ainda é um tempo suficiente para vencermos a tentação. para, nesta demanda com o inimigo, sermos vitoriosos sobre este conflito. Porque a graça de Jesus ainda nos é oferecida. Porque, se estamos vivos, somos estes seres morais, capazes de decidir e de fazer escolhas. O que este texto nos assegura, nas palavras do apóstolo Pedro, é que Deus é paciente.

E não apenas. Deus está cheio de misericórdia. Como sempre esteve, desde o Éden, cheio de misericórdia para com o pecador. Por isso é que ainda não terminou esta história de conflito e de pecado na Terra. Agora, nenhum de nós está em condições de dizer que amanhã ainda é tempo suficiente para vencer este conflito. Porque nós não temos o tempo nas nossas mãos nem as circunstâncias. Por isso é que hoje é o tempo dessa decisão para ser possível a vitória sobre o tentador. Por isso, na última fase deste nosso estudo, eu quero ainda ler alguns textos da palavra de Deus consigo, que nos ajudam a fazer agora, para a nossa vida, uma aplicação mais concreta.

O que é que acontece quando nós fazemos uma escolha de obedecer a Deus ou,

O campo de batalha espiritual

infelizmente, nos colocarmos debaixo do jugo de Satanás, o inimigo de Deus? Vamos ler o que nos diz o apóstolo Paulo. Na carta aos Romanos, no capítulo 6, temos esta declaração no versículo 16. Note bem na profundidade, no alcance destas Quando nós pensamos em Jesus no deserto e as tentações que ele ali viveu naquele confronto com o diabo, nós percebemos que estas tentações, elas revelam a ousadia que o inimigo de Deus tem contra Deus e contra os seus filhos.

Pense nisto por um segundo. Se Satanás teve a ousadia, a coragem, o atrevimento para tentar Jesus, que ele sabia perfeitamente que era Deus connosco, o verbo feito carne, imagina então a ousadia que Satanás não tem para nos tentar a nós. E quer estejamos conscientes ou não, Nós encontramos-nos naquilo que podemos designar como um campo de batalha, autêntico campo de batalha. Só que este campo de batalha é muito maior e mais vasto do que a realidade visível à nossa volta, as circunstâncias, as pessoas, os acontecimentos. No fundo, o que é que a Bíblia revela? O que é que nós estamos a ler ao olhar para estes textos e a ver que um ser poderoso, sim, muito poderoso, tenta e chama a rebeldia contra Deus.

É evidente que se trata de uma luta cósmica, porque as forças de Satanás, as forças que ele regimenta, são forças maléficas das trevas do sobrenatural. Por isso esta luta é cósmica. É uma luta entre forças sobrenaturais desde logo, as forças que pertencem a Jesus Cristo, E o mal e as forças do mal? Nós, como seres humanos, estamos numa permanente tensão entre estas forças e são as nossas escolhas que determinam a vitória, pelo menos na nossa vida. Tantas vezes invisível aos nossos olhos, a verdade é que este conflito manifesta-se E ele manifesta-se em todas as áreas da nossa vida.

Por isso é que podemos dizer, e esta é uma declaração muito importante que eu gostava de fazer-lhe, com base no que estamos ali nas Escrituras, não há campo neutro. Não há neutralidade na nossa vida e nas escolhas que fazemos. Tal como Adão e Eva, depois da desobediência do afastamento de Deus e do pecado, Se nós ficarmos abandonados diante da nossa realidade, se nós não fizermos nada, se nada decidirmos, a condenação é inevitável. Porque o inimigo de Deus, ele apela-nos não para nos salvar, mas para nos destruir. Foi precisamente para evitar esta destruição ou esta aniquilação mesmo, eterna, da espécie humana, Foi precisamente por isso que Jesus veio a esta terra e é por isso que Jesus nos chama e, como desde o Éden, Ele pergunta onde estás, porque Ele está em uma procura permanente para que o possamos aceitar como Senhor da nossa vida.

É claro que mediante esta consciência do chamado que Jesus nos faz, nós poderíamos perguntar se, ok, se eu tomar esta decisão, será que há alguma força capaz de me afastar desta salvação eterna, deste plano de salvação que Jesus me quer oferecer? E nós temos uma confirmação da palavra de Deus. Leia comigo essa confirmação. Romanos, no capítulo 8. Nós vamos ler aqui alguns versículos deste incrível capítulo, que eu desafio a ler todo ele. Vamos ler o versículo 35 e depois o 37 ao 39. Lemos esta declaração. Quem nos separará do amor de Cristo? É a pergunta. Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores por aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem aspodestados, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Não há nenhum poder superior ao de Deus. No entanto, Deus não vai forçar ninguém com base no seu poder, senão ele já o teria feito. O convite de salvação e este poder para estar arraigado em Cristo é como que um convite que nos é feito, mas ele tem de ser aceito de livre vontade, numa base de um relacionamento que é uma escolha pessoal.

que tem o amor a Deus e ao seu plano e à sua vontade como o grande sustentáculo. E se assim for, então podemos dizer que nem Satanás, com todas as forças do mal, podem impedir esta experiência. É isto que o apóstolo Paulo está a dizer. Nada nos poderá separar do amor de Deus se nós escolhermos esse amor. Nenhuma força humana, nenhuma lei natural, nenhuma força sobrenatural do mal. Eu posso resistir, no entanto, à influência do Espírito Santo. E se eu resistir a essa força que me convence, que me chama, e se eu não me entregar em submissão à vontade de Deus, é claro que o resultado vai ser diferente. Porque Deus deseja profundamente a nossa salvação, mas por causa disso Ele alerta-nos.

Como diz a escritura aos hebreus, é um texto que está no capítulo 2 que diz como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação. Ou seja, se nós realmente não escolhermos o plano da salvação, por incrível que pareça, nós vamos perdê-lo. Ora, Jesus fez tudo para que esta salvação se tornasse possível e para que ela se concretizasse na nossa vida, mas a decisão é nossa, sendo que esta garantia nos é dada.

A promessa de vitória

Ao terminar, eu quero lembrá-lo ainda que há uma promessa. Há uma promessa que Deus dá aos seus filhos a respeito, precisamente, do tentador e da nossa luta contra o tentador. Esta promessa, mais uma vez, são palavras do apóstolo Paulo. Romanos capítulo 16 e o versículo 20, uma declaração fortíssima que eu gostava de o desafiar a ler estas palavras ou ouvi-las e a pensar na aplicação que elas podem ter na sua vida. O apóstolo Paulo disse, o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. Esta declaração é tremenda, é uma certeza para nós de vitória que tem que nos inspirar.

O apóstolo Paulo escreveu isto certamente para os crentes da igreja que estava em Roma. Mas nós não temos nenhuma razão para acreditar que esta possibilidade de vitória, esta promessa de que Deus esmagaria Satanás debaixo dos pés deste povo, que isto era uma coisa que só pode acontecer ou podia acontecer para eles e que para nós não pode de maneira nenhuma. Nós sabemos, portanto, que a vitória sobre este inimigo é possível e é real. Satanás, temos que ter consciência disto, Satanás não deixa sem luta nem uma alma, uma vida para Cristo, nenhuma. Mas Satanás é um ser que já está vencido e mais, já está condenado.

É por isso que é possível afirmar, como o apóstolo Paulo fez, de que Satanás já está esmagado debaixo dos vossos pés. Ora, isto não quer dizer que Satanás foi morto pelos crentes da Igreja de Roma. Era bom sinal para nós, se assim tivesse sido. Mas não foi. Esta afirmação, no entanto, significa que a derrota de Satanás, como já está assegurada, porque ele está vencido, nós podemos apropriar-nos dessa vitória e experimentá-la. Para isso nós precisamos de estar alerta, porque o inimigo de Deus vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance, para que o nosso destino seja igual ao seu. Na verdade, essa é a luta do diabo. E essa luta é a luta que ele tem na sua vida e na minha.

Ele quer para nós o mesmo destino que sabe que já lhe está traçado, destruição. E é por isso que ele nos ilude. Ele ilude-nos com o quê? Com o pecado. Esta afirmação constante, ardilosa, que pode, no fundo, adotar várias formas. Adotou uma forma no Éden, porque ali era um jardim onde Deus tinha colocado aquela árvore. Na sua vida, essa árvore pode adotar muitas outras formas, mas em qualquer uma delas será o inimigo a tentar destruí-lo e ardilosamente atraí-lo para o afastamento de Deus, da sua palavra, da sua vontade e do seu relacionamento com Ele. No entanto, o Criador tem o plano alternativo a este, que é o plano original de Deus e por isso Ele chama-nos para caminharmos com Ele num caminho de alegre e de voluntária submissão à sua vontade.

Estes estudos que temos estado a fazer ao longo das últimas semanas estão muito ligados, todos eles, na verdade, até este ponto, a esta ideia de submissão a Deus e à sua vontade. Porque essa foi a forma como Jesus viveu. Lembre-se que nós estamos a adotar neste estudo Esta forma de olharmos para as histórias da vida de Jesus e perceber os horizontes que elas nos abrem, não apenas na Bíblia, para irmos a outros textos, mas os horizontes que lhe abrem para a nossa própria existência. Ora, Jesus abriu-nos o caminho para a vitória. É este o caminho da vitória. É este o caminho no qual Deus torna-se o Senhor da vida e da nossa vida. em Cristo nós podemos experimentar aquilo que eu vou designar aqui como a excelência da liberdade perfeita, a verdadeira liberdade.

Onde é que está essa liberdade? Onde Cristo venceu, nós também podemos vencer. Por isso é que não nos podemos iludir Porque nós somos muito mais fracos que Satanás. Por isso é que se alguém se convence que pode enfrentar Satanás e vencer, já está condenado. Porque nem Adão e Eva foram fortes o suficiente para o fazer. Mas Deus é mais forte. E se nos sujeitarmos a Deus e à sua vontade e caminharmos nessa estrada que Jesus abre diante de nós, mesmo se ela é estreita, nós podemos resistir ao diabo. É isto, aliás, que diz, por exemplo, o apóstolo Tiago em tantas outras passagens da Bíblia.

Porque em Cristo nós somos mais do que Vencedores. Somos mais do que vencedores. Então, se somos, como é que eu me posso apresentar vencedor diante de Deus? É com base em quê? Eu agora vou diante de Deus, ouvi esta mensagem e agora digo, ok, sou vencedor, apresento-me como um vencedor, apresento-me como um ser perfeito. É isto que eu estou a dizer, que me apresento como um ser santo que, na minha vida, nada, nem o diabo, nem ninguém pode afastar-me de Deus. A essência desta mensagem não é que eu me apresento na minha perfeição, mas é que diz o apóstolo João, na primeira carta, no capítulo 5, vamos ler os versículos 11 e 12, e o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho.

Quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. É tão belo e tão profundo e claro ao mesmo tempo. No fim de tudo encontramos com esta grande verdade. A justiça nunca vem para nós, nunca será dada porque temos bons atos, porque somos perfeitos na nossa conduta. A justiça também não vai chegar à nossa vida porque nós temos muita fé ou muito

A escolha de cada um

amor. A justiça, ela pode ser real na nossa vida porque nós temos Cristo. E quem tem o Cristo, o Filho de Deus, tem a vida. Sem Ele como Senhor, sem Ele como Sobrano da nossa vida, estamos perdidos. Sobre isto não pode haver a mínima dúvida e nós temos milénios de história atrás de nós a mostrar-nos isso. Sem Cristo, sem Ele ser Senhor da nossa vida, estamos perdidos. O mal é uma consequência da ação direta e pessoal de Satanás. Foi assim na vida de Jesus e naquele deserto da tentação.

Na sua sabedoria, não entanto, Deus não destruiu Satanás porque se o fizesse, Ele não destruiria aquilo que é mais importante que seja destruído eternamente, que é a dúvida que o inimigo de Deus criou sobre Deus e sobre o seu caráter. Talvez ficasse, portanto, essa dúvida permanente, essa dúvida que tinha levado à rebelião, a dúvida se Deus é um ser justo e bom nos seus desígnios. Portanto, apesar de ele ser o soberano do universo, Deus concedeu tempo que a nós parece-nos uma eternidade, mas já hoje aqui lemos que mil anos são como um dia.

E esse tempo que Deus está a dar, Ele será necessário para que a natureza do reino satânico, podemos dizer, o reino do mal, que se caracteriza, no fundo, porquê? Um reino que está fora da vontade de Deus, fora da sua palavra, que assenta em valores contrários àquilo que Deus fez. Ora, Satanás, ele é o senhor desse reino. Portanto, ele o que é que faz? Promete um reino melhor. É isto que Satanás faz. Ele promete um reino melhor, mas isto trata-se, na verdade, de uma ilusão. Uma ilusão porque cada vez que o reino de Satanás e os seus valores são revelados, aí aparece morte, destruição, trevas.

O reino de Satanás é um enrano, é um reino de destruição e de morte. E um dia, ah sim, um dia, Deus vai colocar um fim total a esse reino. Mas até lá, nós temos a possibilidade de analisar, de fazer escolhas e até de nos envolvermos num ou noutro reino. Por isso há pessoas pessoalmente envolvidas no reino das trevas, na desobediência e no que é diabólico. Há pessoas envolvidas diretamente. Mas também há pessoas fortemente envolvidas na proclamação e no avanço do reino de Deus. É uma escolha. É uma escolha que fazemos de forma livre e autónoma.

É uma escolha, no fundo, sobre quem queremos servir. Deus, já vimos, em Cristo, faz tudo o que é possível para que cada um de nós tenha a oportunidade de fazer uma escolha sábia. Para isso é que Jesus veio, para isso é que Jesus esteve entre nós e por isso é que Jesus venceu. Venceu lá no deserto da tentação, venceu em todos os momentos da vida, da sua vida, mas agora o mais incrível é que Jesus quer continuar a vencer. Onde? Na sua vida e na minha. E cada vez que um homem e uma mulher, mesmo que dois mil anos depois de Cristo, se submetem à sua vontade e são vitoriosos sobre o tentador, Jesus vence.

É como se a sua vitória, aquela que ele teve no deserto, aquela que ele teve na cruz e em todos os momentos da sua vida, é como se essa vitória se voltasse a manifestar e Satanás é novamente esmagado. Faça por isso essa escolha. Eu também estou comprometido em fazê-la, para que em Cristo eu possa dizer sou mais do que vencedor, porque estou firmado no Senhor Jesus e submeti-me à sua vontade que está revelada na sua palavra. Apelo de todo o meu coração a que, por favor, faça essa escolha também. Uns podem ter que fazer essa escolha pela primeira vez porque nunca assumiram um compromisso com o reino de Deus. Outros, quem sabe, já conhecem há muito tempo a palavra de Deus, estão a vir-me neste momento e talvez precisem de reconhecer que precisam de submeter-se mais à vontade de Deus em qualquer área da sua vida.

Que Deus o ajude nesse propósito. Nós continuaremos aqui a abrir a palavra de Deus a cada domingo aqui no Em Busca da Verdade ou sempre que quiser na internet. Se quiser receber este estudo que agora aqui terminamos, já sabe, vá ao nosso site novotempo.pt embuscadaverdade e aí tem algumas perguntas sobre o estudo que acabámos de fazer e pode pedir então ou para contactar connosco para orarmos por si, para o acompanharmos ou simplesmente pedir para receber esta apresentação. Que Deus o abençoe. Até ao próximo programa, se Deus quiser.

Série
Em Busca da Verdade · 15 episódios
Temporada e episódio
Temporada 2
Estreou
26 de Janeiro de 2022
Categoria
Espiritualidade