41:02Olá, seja mais uma vez muito bem-vindo ao nosso programa Em Busca da Verdade. É um prazer estarmos de novo reunidos, eu aqui deste lado e cada um de vós aí deste lado. Seja onde for neste momento que nos encontramos, talvez nas ondas da Rádio RCS ou claro aqui na Novo Tempo Portugal. De uma maneira ou de outra em qualquer momento damos graças a Deus pela oportunidade de hoje mais uma vez Sobretudo, abrirmos a sua palavra e deixarmos que a revelação que o Senhor nos deixou, através dos profetas, dos apóstolos, seja uma grande inspiração para nós. Vamos, por isso mesmo, antes de desvendar qual é o tema deste nosso programa, vamos orar e pedir a benção de Deus para este estudo. Chante-se a mim, por favor. Pai do céu, Que grande alegria podermos estar na Tua presença, debaixo da Tua influência, do Teu cuidado, especialmente quando abrimos a Tua Palavra, Senhor.
E por isso te pedimos que o mesmo Espírito que ungiu e abençoou aqueles que a escreveram, Senhor, que ele esteja connosco também. Para que ao lermos e interpretarmos a Tua Palavra traga luz à nossa vida. Por isso, eis-nos aqui neste momento nas Tuas mãos. Em nome de Jesus nós oramos. Amém. Já sabe que para, no final deste programa, fazer um pequeno teste que lhe vai permitir verificar até que ponto entendeu claramente os grandes conceitos do nosso tema de hoje, a verdade sobre a Igreja. Dirija-se, portanto, ao nosso site em novotempo.pt barra em busca da verdade e aí, claro, ao preencher esse pequeno teste pode também pedir para lhe enviarmos esta apresentação que vai hoje, que vou usar aqui para o nosso estudo.
O tema da igreja é um tema que tem muita relevância e vamos, eu hoje gostava de
mostrar-lhe antes de mais porque é que estudar a igreja e o que a Bíblia ensina sobre a igreja, porque talvez ao contrário do quem sabe, se em particular alguém ou lhe tenha dito ou da desconfiança que algumas pessoas tenham manifestado, talvez até da sua própria desconfiança, que pode ser compreensível para com o fenómeno religioso e as igrejas em particular, eu gostava de mostrar-lhe que De acordo com o que a Bíblia revela, nós podemos dizer que a igreja é um tema central em toda a Bíblia, mas de uma maneira especial. O tema da igreja é mais atual e mais relevante do que nunca. Se se questiona porquê, antes de entrarmos na Bíblia propriamente dita, eu gostava de propor-lhe uma análise, podemos dizer, à sociedade, particularmente a esta sociedade contemporânea em que nos encontramos, em pleno século XXI, e à medida que vamos avançando nas características e nas peculiaridades da sociedade do tempo em que vivemos, há pelo menos duas grandes tendências que marcam o percurso dos últimos 10, 20 anos em particular.
A primeira delas é uma grande tendência para o individualismo. Bem, eu não vou entrar aqui em grande profundidade sobre o tema, embora seja um tema que a mim pessoalmente até tenho grande interesse nele, mas é muito simples de identificar que ao longo das últimas décadas nós passámos de uma organização da sociedade muito baseada na comunidade, por exemplo, nas comunidades familiares, ainda muito patriarcais ou até matriarcais algumas, no trabalho muito baseado na cooperação entre as pessoas, para uma forma de organização da sociedade extremamente individualizada. Quer dizer, a maior parte de nós podemos trabalhar, divertir-nos, ter o lazer e cumprir as nossas tarefas quase todas no âmbito do nosso isolamento.
Portanto, o individualismo é uma das grandes marcas deste tempo pós-moderno, talvez até já estamos para lá deste pós-modernismo, é de facto o individualismo. Mas por outro lado há uma outra tendência que em certa medida complementa muito a tendência ao individualismo que é uma fortíssima tendência ao relativismo. Como é que isto se manifesta na sociedade? Muitos valores, princípios que durante muitas décadas, para não dizer alguns muitos séculos, eram muito claros e a sociedade estava muito organizada à volta de certos grandes princípios, que por diversas razões foram caindo E a tendência da sociedade tem sido, até mesmo da nossa própria observação da realidade, é para relativizar imenso tudo aquilo que durante muitas décadas nos foi dito como sendo correto ou sendo a verdade ou que era aceite globalmente por todos.
Portanto, repare, numa sociedade altamente individualizada, E numa sociedade profundamente relativista em relação às grandes verdades, nós podemos dizer que a Bíblia, na verdade, oferece uma alternativa a esta tendência. No fundo, ao afirmar isto, é o mesmo que dizer que a Bíblia está em contraciclo com algumas das grandes tendências do nosso tempo. Isto para muitos poderá ser justificação para dizer que se trata de um livro simplesmente antiquado, eu acredito que é muito mais do que isso. Porque não creia que todos os valores que vão, vamos dizer, marcando a sociedade contemporânea, não vamos acreditar ou aceitar simplesmente que todos esses valores são ótimos, são muito melhores e que vieram resolver todos os problemas do passado.
Em muitas áreas da vida, do conhecimento e da ciência, É claro que tivemos uma evolução positiva, mas em muitas outras, especialmente no que diz respeito a valores, nós podemos dizer que na verdade tem havido uma perca significativa. Repare portanto que, para a tendência do individualismo, a bíblia propõe um conceito de comunidade. Podíamos dizer também de fraternidade entre as pessoas. Já para a tendência ao relativismo, a Bíblia oferece uma alternativa clara, que é a revelação. Ou seja, existe verdade Existe verdade objetiva, moralidade objetiva e sobretudo essa verdade está revelada.
Não cabe a cada pessoa interpretá-la ou sobretudo defini-la. Agora, eu gostaria de mostrar-lhe dois textos da bíblia que ajudam a mostrar
como estas duas grandes alternativas, de facto, são a revelação bíblica claríssima. Vamos começar com o valor da comunidade, lá está por oposição ao individualismo. João 13, vamos ler os versículos 34 e 35, que são palavras do próprio Jesus. Jesus disse o seguinte. Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." Repare que Jesus falava aos seus discípulos e mostrava-lhes como o sentido de comunidade e de amor fraterno seria uma marca identificativa da comunidade que eles deviam formar enquanto discípulos.
Portanto, a Bíblia, particularmente Jesus, tem um conceito de sociedade, particularmente a sociedade cristã, ou feita de seus discípulos, portanto, aqueles que seguem Jesus, e essa sociedade está baseada num conceito claramente comunitário. Já no que diz respeito à revelação, por oposição ao tal relativismo, Repare que Jesus também disse o seguinte, numa resposta a uma demanda que, um debate digamos que estavam a ter com ele, vamos ler João no capítulo 7 e os versículos 16 e 17. Jesus disse, a minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo.
Repare, portanto, que Jesus está a admitir, ou a declarar de uma forma muito afirmativa, que existe uma doutrina. um ensino. Curiosamente a palavra original aqui no grego que temos é a palavra didasque que nós em português temos várias palavras derivadas desta ideia de tudo que é didático. Portanto, existe uma didática, existe um ensino, poderíamos dizer, talvez numa tradução mais clara ou mais simples de entender, para muitos a doutrina também é uma palavra claramente compreensível. Sim, existe uma doutrina. E Jesus afirma, mesmo que ele dissesse que era dele, para nós, sendo ele Senhor, nós já admitiríamos, como sendo uma doutrina verdadeira e válida, Jesus colocando-se sempre nessa posição de quem trouxe uma revelação da parte de Deus, que está no céu, o Pai, Jesus diz claramente, eu recebi essa doutrina, portanto é uma revelação da parte de Deus, portanto não pode ser alterada, portanto nem Jesus se admitiu à possibilidade de ele mesmo alterar alguma coisa na revelação, na doutrina, no ensino que lhe foi revelado.
Ora, eu gostava agora de lhe revelar eu aquilo que podemos dizer que é a solução ou a proposta bíblica para estes dois grandes desafios. Comunidade e revelação são dois termos que na bíblia podem ser identificados como a identidade ou os pilares, se quiser, da igreja. Por isso é que lhe disse há pouco, na introdução a este tema, que o fenómeno e o conceito de igreja na bíblia é um tema mais atual e mais relevante do que nunca, porque a igreja é promotora destas duas grandes verdades ou pilares que a sustentam e o seu projeto, comunidade e revelação.
Vamos então procurar agora encontrar na Bíblia de uma maneira muito extensa mais informação e mais luz para compreendermos coisas essenciais sobre o que é a Igreja, sobre a sua natureza e também sobre as características da Igreja de Deus. Vamos começar por dizer agora, neste aspecto, que na Bíblia igreja não é uma opção. Não é uma coisa que, vamos dizer, uns crentes podem até gostar mais de ir à igreja, outros gostar menos. Igreja não é apresentada como uma, vamos dizer, uma alternativa, uma atividade
que nós podemos fazer de vez em quando. A igreja também não é apresentada como apenas para momentos especiais, muitas pessoas acabam por desenvolver, particularmente entre o cristianismo, este fenómeno de aceitar que existe uma igreja, mas que a igreja existe para certos momentos especiais no nosso percurso religioso, a igreja também não é uma ajuda, vamos dizer, em caso de necessidade. Ok, se eu precisar de um apoio espiritual ou outro aspecto, a igreja existe para eu ir lá recorrer nessa altura. Nada disto corresponde ao que a Bíblia ensina de facto. A Bíblia ensina que a igreja é um projeto divino. Mas particularmente quando falamos de igreja cristã, é um projeto fundado por Jesus.
Vamos ler isso num texto muito importante que se encontra no Evangelho de Mateus, no capítulo 16 e o versículo 18. Acompanhe-me nesta leitura. Palavras de Jesus. Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." Repare portanto que Jesus afirma que a igreja é dele, portanto ele é o seu autor, se quiser o seu fundador, porque ele chama-lhe a minha igreja e diz edificarei. Portanto, o processo de edificar e criar o conceito e a realidade da igreja é uma coisa que estava neste momento a acontecer, podemos dizer que neste momento Jesus ainda a colocava no futuro.
no sentido em que ele estava a criar as condições, naquele momento, para que depois da sua partida desta terra, a sua igreja pudesse plenamente cumprir a sua missão. É interessante também olhar para este conceito de uma pedra sobre a qual é edificada a sua igreja. Historicamente, uma parte muito significativa dos cristãos têm assumido que a igreja cristã foi edificada sobre Pedro, o apóstolo Pedro, e portanto nessa leitura Pedro teria sido como que o primeiro dos líderes máximos da igreja e que seria sobre ele que a igreja estaria fundada. Esta interpretação clássica, histórica, entre o cristianismo católico romano em particular, de facto, não corresponde, e não corresponde de todo, à revelação bíblica e, portanto, ao que Jesus aqui queria ensinar.
Se porventura ainda lhe permanecesse alguma dúvida sobre quando Jesus diz esta pedra sobre a qual ele ia edificar a sua igreja fosse porventura o apóstolo Pedro, então talvez seja útil nós respondermos claramente a esta pergunta lendo textos da bíblia, claro, nomeadamente textos do próprio apóstolo Pedro. E a pergunta é quem é a pedra sobre a qual a igreja é edificada? leia comigo, vamos ler basicamente aqui três textos seguidos para que a resposta seja cavalo e não deixe dúvidas para si. 1º de Pedro, capítulo 2, versículos 4 e 6, dizia o apóstolo, e chegando-vos para ele pedra viva, reprovada na verdade pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa.
Por isso também na Escritura se contém, eis que ponho em Sião a pedra principal de esquina, eleita e preciosa, e quem nela querer não será confundido." O apóstolo Pedro diz claramente que Jesus, ele é a pedra viva e vai citar os profetas do Antigo Testamento para atualizar esse texto, dar-lhe o seu perfeito sentido, dizendo Jesus é a pedra principal de esquina. Ou seja, usando a linguagem e a metáfora da construção, particularmente a construção no tempo antigo, de facto a pedra de esquina Era sobre ela que as forças de construção do edifício se faziam e a igreja está edificada sobre esse pilar, essa pedra de esquina que pode sustentá-la.
Mas o apóstolo Paulo também diz, em 1 Coríntios capítulo 3 e versículo 11, porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo, mais uma vez, Jesus Cristo é o fundamento sobre o qual se constrói a sua igreja. E ainda em 1 Coríntios, mas agora no capítulo 10, no versículo 4, lemos, e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia e a pedra era Cristo. E é interessante porque o apóstolo Paulo refere-se a Israel, o povo de Deus, durante o período do Antigo Testamento e vai, ainda referindo-se ao tempo de Israel, referia-se a eles e à organização do povo de Israel, cometendo de qualquer maneira Cristo como a pedra e a sustentação.
Tendo agora consciência de que existe uma igreja, de que Jesus é que fundou aquela que ele chamou a minha igreja e é que a edificou e que ele funciona como o sustento e a pedra angular, a pedra de esquina e o fundamento desta igreja, agora temos condições para, vamos dizer, sobre este fundamento, construir mais
algumas paredes, mais alguns pilares. Vamos começar por aqui. O significado bíblico de igreja. Ou seja, quando a bíblia Se usa a palavra igreja, a que é que ela se refere? É claro que há uma diversidade de utilizações, aliás, como é natural na utilização da linguagem, em qualquer língua que seja, as palavras podem ser utilizadas, as mesmas palavras em diferentes contextos. O mesmo acontece na Bíblia, onde no grego língua em que foi escrito o novo testamento, nós vamos encontrar o termo Eclésia. Provavelmente já ouviu este termo em diversas ocasiões, é uma palavra grega mas com... relativamente conhecida e usada no nosso meio cristão. E Eclésia, na verdade, é uma conjugação de dois termos que podemos traduzir por um chamado para sair.
Ora, a igreja, de que forma é que ela representa um chamado para sair? Para sair de onde? Nós podemos dizer que na bíblia a igreja é uma realidade concreta. Essa realidade concreta é uma entidade para a qual as pessoas são chamadas. Portanto, as pessoas são chamadas a fazer parte da igreja, a comungarem do que é a igreja. Essa comunhão é de valores, claro, de princípios, mas é uma comunhão real entre pessoas que que partilham de um conjunto de valores que os sustentam. Por isso é que são chamados a sair de onde? A sair de qualquer outra forma de organização em que esses valores, os valores do reino de Deus, em que Jesus é o fundamento principal, não existam.
Ora, vamos agora olhar para esta realidade, esta realidade de uma igreja concreta que existe. Leia comigo um texto lindíssimo, um dos textos que eu gosto muito na Bíblia, até porque sou pastor, e este texto tem um significado muito especial para quem exerce um ministério de tipo pastoral. Veja porquê. Leia comigo, Actos 20, no versículo 28. Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho, sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apacientardes a igreja de Deus, que ele resgatou com o seu próprio sangue. É um texto lindíssimo. Repara, eu para facilitar a compreensão coloquei aqui, de alguma maneira, uma identificação do que é que este texto nos revela.
Em relação à igreja, este texto revela cinco coisas muito importantes. Primeiro, a igreja tem uma autoridade e essa autoridade é o Espírito Santo. Por isso é que ele diz que aqueles que são líderes na igreja, Eles estão no porque o Espírito Santo é que constituiu essas pessoas como líderes. Logo, o Espírito Santo é a autoridade da Igreja. Mas também nos diz qual é a filiação da Igreja, ou seja, de onde é que ela vem. Por isso é que ela é chamada a Igreja de Deus. Portanto, a igreja pertence a Deus, é a sua filiação. Mas a igreja tem uma identidade na terra, a identidade, neste caso usando uma metáfora, é a identidade do rebanho. Por isso, lá está o tal, o conceito de comunidade, de pessoas que partilham de um certo ADN que metaforicamente as coloca no papel de ovelhas de um rebanho.
Portanto, a nossa identidade como crentes de uma igreja é de um rebanho. Logo, existe liderança para que o rebanho possa ser conduzido, que é uma das necessidades absolutas da igreja. Essa liderança é designada aqui pelo apóstolo Paulo pelo termo bispos. Poderíamos, claramente, usar também a terminologia pastores. O sentido é o mesmo porque estamos a falar de apassentar. Por isso é que a ação destes líderes é de apassentar. Porquê? Porque a igreja precisa de ser apassentada. Com base nestas 5 grandes áreas nós percebemos o que é a igreja, de onde é que ela vem, quem é que tem a autoridade e a inspira e como é que humanamente ela funciona.
Portanto, com base numa liderança para que o rebanho seja apachecentado. Notem ainda que o apóstolo Paulo, quando escreveu a Timóteo, para o instruir como líder, precisamente, da igreja, disse-lhe o seguinte no capítulo 3, versículos 14 e 15. Notem bem, escrevo destas coisas... O versículo 15 dizia, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade. O apóstolo Paulo declara, portanto, que existe uma igreja, chama-lhe neste caso, usa uma outra metáfora, que é a casa de Deus, e esta que é a igreja do Deus vivo, aqui o apóstolo vai fazer uma incrível e muito profunda relação entre a igreja e a verdade.
Ou seja, o que ele coloca é a igreja numa posição de ser o sustentáculo, o termo que o apóstolo Paulo usa é coluna e firmeza da verdade. É como se a verdade fosse um valor que ainda está acima do que é a igreja enquanto entidade e a igreja funciona como baluardo, como coluna, como sustentáculo e firmeza da verdade. Por isso é que a igreja cumpre o tal papel tão importante de revelação. Não só o tal papel de comunidade, por isso é que somos um rebanho e temos de ser apachentados, mas também o papel de revelação. Porquê? Porque existe uma verdade e a igreja sustenta e é coluna dessa verdade. Agora, se olharmos em termos de terminologia, é muito interessante, eu quis trazer-lhe também este detalhe porque acho que ele é relevante, que na bíblia o termo igreja, ele pode designar, não diferentes realidades, porque a igreja é
uma, mas claro que o termo pode designar diferentes dimensões da maneira como a igreja existe. Vejo aqui algumas, muito rapidamente podemos ver isto. Por exemplo, o termo igreja na bíblia, em certas ocasiões, no novo testamento, refere-se a crentes que estão reunidos num certo lugar. Por exemplo, vamos ler primeiro de Coríntios capítulo 11 e o versículo 18, palavras do apóstolo Paulo. Dizia ele, porque antes de tudo ouço que quando vos ajuntais na igreja há entre vós dissensões. Reparem então, o apóstolo Paulo quando diz, quando vos juntais na igreja, a que é que ele está a referir-se à igreja? Como um espaço no fundo, crentes reunidos num certo lugar. Poderíamos dizer que seria a utilização da igreja, como nós ainda hoje fazemos quando nos referimos a um lugar.
Pode ser o templo mesmo, um espaço, dizemos, vamos à igreja. De facto, o termo igreja também refere-se a esse lugar onde os crentes saem dos outros lugares, lembre-se, igreja é esse chamado para sair, saímos dos outros lugares, da nossa própria casa, dos nossos trabalhos e vamos a um lugar diferente, é a igreja. Mas não é apenas isto, a igreja não é essencialmente na bíblia um espaço físico, embora também se possa referir a ele. é que, na bíblia, a igreja também se refere a comunidades que têm uma certa localização geográfica. Portanto, o termo igreja, sobretudo, ele tem uma identificação de comunidades como um todo, que se encontram em diferentes lugares. Repare, por exemplo, em 1 Coríntios, mais uma vez, mas no capítulo 16. No primeiro versículo dizia o apóstolo Paulo, quanto à coleta que se faz para os santos, portanto este era o tema que ele queria abordar, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da galáxia.
Portanto, Veja que aqui mais do que agora nos referimos ao tema, portanto lembre-se que as cartas epístolas do apóstolo Paulo, além de fundamentar a teologia, a doutrina cristã, obviamente eram cartas pastorais também. Lá está um líder de igreja que dava conselhos e ajudava a que aquela comunidade resolvesse os seus problemas. Aqui sobre um problema concreto da igreja, ele vai referir-se às igrejas da galáxia, portanto uma zona e as igrejas correspondem, portanto, ao conjunto das comunidades de crentes. Mas também vamos encontrar o termo igreja para se referir a crentes que se reúnem em casas e portanto neste sentido igreja é como um núcleo familiar de crentes.
Colossenses, mais uma vez o apóstolo Paulo, Colossenses no capítulo 4 e no versículo 15. O que é que ele diz? Saudai aos irmãos que estão em Laodiceia e a Ninfa, uma irmã em concreto, e à igreja que está em sua casa. Quer dizer que havia um grupo que se reunia na casa desta irmã e o apóstolo vai chamar-lhe a igreja que se reúne em sua casa. Portanto, um grupo de crentes num ambiente mais familiar, mas também A igreja, obviamente, o termo igreja, refere-se a um sentido mais global, ou seja, a igreja como um movimento. Repare, por exemplo, o que o apóstolo Paulo disse aos Efésios, capítulo 1, versículo 22. Falando do propósito de Jesus Cristo, ele diz que sujeitou todas as coisas a seus pés e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja.
Repare que quando a Bíblia afirma que Jesus é a cabeça da igreja, esta igreja não está a referir-se obviamente a uma comunidade em particular, ou a um grupo de crentes, ou a um espaço físico. Está-se a referir a esta igreja global. Esta tal comunidade, neste caso universal, de crentes, seja onde for, que estão unidos debaixo de um conjunto de valores e de princípios. Agora, gostaria que fôssemos a uma nova dimensão, porque o que estou a fazer consigo hoje neste estudo é tentar aprofundar o mais possível aquilo que a Bíblia revela sobre igreja em diferentes dimensões. Ora, a Bíblia também nos ajuda a compreender qual é a natureza da igreja, a sua essência enquanto movimento. Ora, o conceito de igreja tem a sua raiz no Antigo Testamento.
Por isso é que talvez pudesse pensar, bom, para falar de igreja não recorremos ao Antigo Testamento, o que de todo não é verdade, porque o conceito de igreja, os tais que são chamados a sair de algum lugar para formarem uma comunidade de valores, E esses valores são essencialmente aqueles que estão revelados por Deus. Estou agora a fazer aqui uma espécie de um sumário do que vimos até aqui. Por isso é que a igreja é coluna da verdade, são esses valores de verdade revelada por Deus que unem os crentes e estes princípios existiam todos no Antigo Testamento. Mas eles existiram ou consumaram-se de uma maneira muito especial naquilo que foi o chamado de Deus. a partir do qual se gerou uma nação e um povo escolhido ou chamado por Deus, como nós designamos muitas vezes o povo de Israel.
Vamos ler o texto em particular onde pela primeira vez esta noção de chamado para constituir igreja se pode identificar na Bíblia. Génesis no capítulo 12 e os versículos 1 a 4 diz o seguinte. Ora, o Senhor disse a Abrão, saí-te da tua terra, da tua parentela e da casa do teu pai para a terra que eu te mostrarei e far-te-ei uma grande nação e abençoar-te-ei e agradecerei o teu nome e tu serás uma bênção e abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Assim, partiu o Abrão como o Senhor lhe tinha dito. Repare que eu disse há pouco que o conceito de igreja é um conceito que vem do Antigo Testamento, vem do início da história bíblica.
Mesmo se o termo e o conceito é depois explorado de maneira muito profunda, no cristianismo. Mas o conceito essencial que nós encontramos no Antigo Testamento e na noção de um povo escolhido, o povo de Israel, essa noção é a de aliança. Podemos mesmo dizer que aliança é o tema central do Antigo Testamento. Porque a aliança feita com Abraão, e que depois é reproduzida, repetida, até reformulada de diversas maneiras e em diversas ocasiões, é na verdade a essência do que Deus procurou construir com o seu povo. Agora note, como é que nós podemos perceber o conceito de aliança para vermos que esses princípios de aliança não se alteraram em nada na igreja cristã?
Os princípios da aliança. Aquilo que eu vou neste momento chamar, para ajudar a compreender isto, os pressupostos. Existem quatro pressupostos que estão, que fundamentam o conceito de uma aliança. Foi Deus que os criou e que os projetou. Estes quatro pressupostos estão exatamente no texto que nós acabámos de ler. Eu vou mostrar-lhe isto. Enfim, controlei-me para não lhe mostrar mais dois ou três textos porque isto é um tema fascinante e na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, nós vamos encontrar várias vezes quando Deus faz aliança ou propõe ou reformula a sua aliança com o seu povo. Isto depois vai acontecer com reis, com profetas, com outros patriarcas, como por exemplo os filhos de Abraão. Vamos sempre encontrar aqui estes 4 elementos, mas vamos fixar-nos neste primeiro chamado Abrão para percebermos que o princípio é claro.
O princípio qual é? É que existem 4 pressupostos na aliança. Dois dizem respeito a Deus e dois dizem respeito ao homem, ao ser humano, aquele a quem é proposta a aliança. Quais são os dois pressupostos que estão do lado de Deus? Primeiro é que Deus é soberano. Ou seja, é Deus que dá as ordens, é isto que significa soberania. Deus é que tem autoridade e, portanto, quem vai estipular as regras da aliança, que é um contrato ou um pacto, é Deus que vai promover a aliança. Logo, primeiro pressuposto, Deus é soberano. Onde é que isto está no texto que acabámos de ler? Deus é que diz, sai da tua terra, vai para a terra que eu te mostrarei. É Deus que diz. O segundo grande pressuposto é que Deus abençoa.
Portanto, numa aliança, o propósito de Deus é abençoar. Por isso é que nós vamos encontrar Deus, é dizer a Abrão, eu sou soberano e quero que isto aconteça e atenção, eu vou abençoar-te. Por isso lemos abençoar-te e abençoarei os que te abençoarem. Mas depois, existem outros dois pressupostos que são a resposta do homem enquanto ser a quem Deus propõe uma aliança. Quais são os dois pressupostos? A primeira, o primeiro pressuposto é que o homem cumpre a vontade de Deus. Por isso é que, em Génesis 12, onde é que vamos encontrar isso? No final diz que partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito. Repare que o texto nem sequer perde tempo a explorar, claro que muita coisa aconteceu aqui, Abraão com certeza foi falar com a sua esposa, falou-lhe da revelação que Deus lhe deu, falou com, enfim, ele era um patriarca, com todas as pessoas que trabalhavam para ele, com ele faziam parte do seu clã e, portanto, todos fizeram parte desta aliança, mas foi preciso cumprir a vontade de Deus.
Se Abraão escolhesse não cumprir a vontade de Deus, a aliança caía por terra, porque um dos pressupostos não existiria. E o segundo pressuposto é que o homem, como recebe benção da parte de Deus, ele agora vai responder, à medida que é abençoada, abençoando outros. Por isso é que o texto diz, tu serás uma benção. E como lemos há pouco, o Senhor disse mesmo, em ti e na tua família serão abençoadas todas as famílias da terra. Ora, aqui estão os quatro grandes pressupostos. Este é o conceito de aliança no Antigo Testamento. Ora, o que é que podemos dizer sobre isto? É que quando entramos no Novo Testamento, de facto, entramos numa nova fase, não apenas da aliança, mas uma nova fase deste relacionamento com Deus.
Mas o conceito de aliança não se alterou. Por isso é que podemos dizer que a Igreja é herdeira desta raiz. a raiz de uma aliança que Deus fez com o seu povo e o conceito de aliança não se destruiu. Repar que, porque isto é tão verdade, que o apóstolo Paulo escreveu uma coisa muito importante, Romanos 11, 16 a 18. Se as primícias são santas, e ele está a falar daquilo que deu origem a nós, no fundo ele está a falar Repara, do que Deus estabeleceu com Israel, se as primícias são santas, também a massa o é. Se a raiz é santa, também os ramos o são. E se alguns dos ramos foram quebrados e tu, sendo zambugeiro, foste encertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiba da oliveira, não te glories contra os ramos.
E se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Bom, palavras de uma sabedoria e também de uma beleza extraordinária porque o apóstolo Paulo quase poeticamente, podíamos dizer, está a usar uma metáfora e nessa metáfora ele está a revelar à igreja cristã, neste caso a igreja de Roma, que ela, na verdade, está assente numa raiz. Essa imagem também é usada entre a raiz e depois os ramos. Portanto, o cristianismo funciona como os ramos e A aliança e tudo o que Deus revelou a Israel, que está, portanto, na nossa Bíblia, no Antigo Testamento, é aquilo que podemos considerar a raiz.
Portanto, a raiz é que sustenta. Agora, é evidente, e aqui é muito importante completar esta dimensão e esta reflexão. A Igreja assenta, portanto, numa nova aliança. Ela não anula os conceitos do que Deus quis fazer desde sempre com o seu povo,
mas na verdade a igreja cristã vive uma nova aliança e tem uma nova identidade. Como é que nós podemos afirmar isso? Na verdade, a Bíblia ajuda-nos a compreender isso. Há, sobretudo, duas grandes novas identidades, se quisermos, que fazem parte da nova aliança. Essas duas identidades renovadas na Igreja Cristã são as seguintes. Primeiro é que a identidade da Igreja Cristã é universal, não nacional. Enquanto a identidade da primeira aliança feita com Israel Portanto, rapaz, não se anulam os seus pressupostos, mas anula-se o facto de que essa aliança era feita com uma nação. Agora não. Na igreja cristã, aliança é feita com quem?
Vamos ler o que Jesus disse em Mateus 28.19. Portanto, id, fazei discípulos de todas as nações. Não há uma identidade nacional, há uma identidade universal. Em segundo lugar, a outra esfera da nova aliança do que caracteriza a identidade cristã é o sangue e o sacerdócio de Jesus. Portanto, tudo o que dizia respeito ao sangue de animais e ao sacerdócio cumprido em Israel, no santuário, com a liderança espiritual que existia, tudo isso é substituído pelo sangue e pelo sacerdócio de Jesus. Por isso é que Jesus já advertiu para isso, precisamente quando celebrava a Páscoa, a última Páscoa, com os seus discípulos, em que ele introduz o ritual, aliás, da ceia, E vai introduzi-lo porquê?
Porque ele estava precisamente naquele momento, a horas da sua morte, a fazer como que uma transferência do que era a antiga para a nova aliança. E o que é que vai acontecer aí? Jesus vai dizer, depois de sear, tomou o cálice, dizendo, este é o cálice da nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vós. Este voz vai incluir quem? Todos os homens e mulheres em todo o tempo, em todos os lugares que queiram o poder e os méritos do sangue de Jesus na sua vida. É isto que caracteriza a nova aliança. Agora, à medida que nos aproximamos do final do nosso estudo, temos ainda algumas perguntas muitíssimo importantes. E esta que talvez seja aquela que desde que eu estou aqui a apresentar-vos todo este tema, se calhar está a aflorar à mente de muitos de vós.
Onde é que está a Igreja de Deus na Terra, ok? Esta Igreja com esta identidade, com tudo o que já vimos até aqui, mas onde é
que ela está? Eu gostaria então de, para concluir, este estudo, a última fase deste estudo, de mostrar-lhe a realidade bíblica de uma igreja, o termo não é bíblico, sou eu que estou a criar ou a usar neste momento um termo, que é a igreja visível e a igreja invisível. Vou ajudá-la a compreender o que isto é. A igreja invisível, ou se quiser dito de uma outra forma, a igreja que é universal, ela é composta por quem? Logo, porque é que ela é invisível. Ela é invisível porque ela é constituída por todos os que sinceramente adoram e buscam a Deus.
E agora, a pergunta parece aqui óbvia, antes de lhe mostrar o texto bíblico. Será que só há crentes verdadeiros, só há cristãos sinceros que buscam a Deus numa certa denominação? Alguém se atreveria, não importa se aqueles que neste momento me estão a ver. Assim que está desse lado. Qual é a denominação cristã a que pertence? Talvez haja aqui muitas pessoas que são evangélicas, das várias denominações até ramos evangélicos. Quem sabe irmãos que estão na igreja católica, apostólica romana. Ou em tantas outras dominações, quem sabe, algumas pessoas me veem neste momento que nem sequer se identificam com uma igreja cristã. E a pergunta é, haverá uma igreja que tenha exclusividade de pessoas que sinceramente adoram e buscam a Deus?
de maneira nenhuma. Por isso é que há uma igreja invisível ou universal que não depende de denominações ou organizações humanas ou formas de organização. Por isso é que Jesus dizia à mulher samaritana nesse famoso encontro, João 4.23, mas vem a hora e já chegou em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade porque são estes que o Pai procura para ser os adoradores. Os que adoram a Deus em espírito e em verdade estão em todo lugar. Por isso é que ela é invisível, esta igreja, no sentido em que não é possível determinar ou identificar uma denominação em particular ou uma crença em particular. São todos os que sinceramente adoram e buscam a Deus que estão, eu vou dizer de forma clara, estão em todas as igrejas e até mesmo em todas as grandes religiões do mundo.
Em segundo lugar, esta igreja universal ou invisível, ela está espalhada em qualquer religião ou denominação. Portanto, agora vou identificar aquilo que eu já estava a afirmar. E porque é que podemos dizer isto? Porque Jesus disse, João 10 e versículo 16, ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco, a mim me convém conduzi-las, elas ouvirão a minha voz e então haverá um rebanho e um pastor. Claro que Jesus disse estas palavras num momento específico do tempo e portanto elas aplicavam-se ao tempo em que ele vivia e ao aprisco a que ele se referia, mas é evidente que há uma universalidade nas palavras de Jesus. O que quer dizer que Jesus procura as suas ovelhas para lá das fronteiras das religiões e das denominações.
O que quer dizer que mesmo em termos de identidade religiosa, Jesus busca as suas ovelhas em todas as identidades. E, em terceiro lugar, temos que identificar, isto para fazer até, se quiser, uma justiça histórica ao que está para trás e ao que pode ou vai acontecer, porque está revelado profeticamente que acontecerá no futuro, temos que nos referir ao que a Bíblia nos indica como sendo os fiéis em tempo de perseguição e intolerância. Repare que, por exemplo, durante muitos séculos, Particularmente se fixarmos, se quisermos, a atenção na Idade Média, por exemplo. Do nosso calendário, como nós o designamos. Na Idade Média, quantos crentes verdadeiros não foram perseguidos? Podia lembrar-me dos valdenses, por exemplo, homens e mulheres que queriam agarrar-se firmemente à Bíblia, fugir de muitas das tradições religiosas que lhes eram impostas e outros grandes reformadores, ao longo da história, que procuraram ser fiéis a Deus e ao que estavam a descobrir na Palavra, mas foram perseguidos.
Ou cristãos, ainda no mundo atual, que para serem fiéis a Deus têm que andar escondidos. Esta é uma realidade que existiu na história contemporânea e ainda existe em alguns países do mundo onde não há de toda liberdade religiosa e onde quem quer seguir, por exemplo, a Jesus é obrigado a esconder-se. Logo, não pode pertencer a uma denominação de forma aberta. E podemos acreditar, porque a Bíblia revela profeticamente, que haverão tempos ainda num futuro em que muitos dos verdadeiros filhos de Deus terão que andar escondidos e perseguidos. Logo, estas pessoas não podem estar filiadas a uma denominação, mas são crentes desta igreja invisível. Por isso é que Jesus, advertindo precisamente para estes acontecimentos proféticos, o que é que ele dizia?
Mateus 24, 9. Então sereis atribulados e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Ora, isto aconteceu no tempo de Jesus ainda, pouco tempo depois de Jesus deixar esta terra, os discípulos, eles mesmo todos, padeceram estas perseguições e como disse, isto aconteceu ao longo praticamente de toda a história.
No entanto, agora que já vimos o que é que se refere a esta ideia de uma igreja invisível e universal, mas agora eu quero terminar mesmo. ainda dentro deste último tema, com a compreensão do que é uma igreja visível. E eu gostaria de dizer-lhe, pesado amigo e amiga, que há uma igreja visível. Essa igreja visível é um movimento que é organizado que é identificável e que tem uma missão muito clara. O que quer dizer? Que a Igreja Visível vai ser aquela que em termos de identidade e de denominação vai assumir as características que na Bíblia estão reveladas como sendo as características da Igreja de Deus. É claro que as grandes perguntas parecem evidentes.
Que igreja é esta? Talvez você esteja com uma curiosidade muito grande em perceber qual é a resposta que eu vou dar. Quem é que faz parte desta igreja? Visível? Identificável? Já existe esta igreja ou é uma coisa que só vai acontecer no futuro? Como é que eu posso identificar este movimento organizado na Terra? para o ajudar a fazer isto, vamos embarcar aqui numa viagem. Mas é uma viagem rápida, porque eu quero que seja a Bíblia a falar. E como não quero falar, eu vou autocontrolar-me, se me permite a expressão, para fazer o mínimo de comentários e mostrar-lhe 7 características que são visíveis identificáveis e que nos ajudam a compreender qual é a igreja verdadeira nesta terra e vou desafiá-lo a juntar-se a essa igreja.
Esta igreja visível a que me refiro, ela tem características baseadas no que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina. Não em tradições de homens, mas numa sim está escrito o que é a Bíblia diz. Eu vou, portanto, mostrar-lhe quais são estas sete características. Em primeiro lugar, a igreja visível é uma igreja que aceita e promove toda a Bíblia como autoridade. Vamos ler o que a Bíblia diz. Efésios 2, 19 e 20. Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, sois da família de Deus, a Igreja, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo Cristo Jesus a pedra angular.
A igreja está edificada sobre o fundamento, repita comigo ou leia comigo novamente, dos apóstolos e dos profetas. O fundamento dos apóstolos e dos profetas é a Bíblia. É o Antigo Testamento escrito por profetas e o Novo Testamento escrito pelos apóstolos. Uma igreja que não aceite a Bíblia como um todo, que não promova a Bíblia como um todo, uma igreja que coloque tradições, lideranças humanas ou formas de organização, acima ou ao mesmo nível, que a palavra de Deus é uma igreja que não promove a Bíblia como autoridade, porque a Bíblia diz que ela toda é inspirada. se conhece, faz parte de alguma maneira de uma igreja que não promove a Bíblia como autoridade e tem outras formas de autoridade humana e de tradição, automaticamente essa igreja já não pode ser a igreja visível e é a minha obrigação ser hoje bastante claro com isto.
Segunda característica, a igreja visível, verdadeira, crê na salvação pela fé, e na dependência da graça de Cristo. Não somos salvos pelas nossas obras, não há penitências que nos salvem, nem é com obras humanas que a salvação pode ser alguma vez alcançada, seja por quem for. Por isso o apóstolo diz, Atos 4, capítulo 4, versículo 12, em nenhum outro há salvação porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos. Qualquer outra forma de colaborar para a salvação, aniquilando os méritos de Cristo, é uma forma Enganosa e não bíblica, logo nenhuma igreja que promova a salvação através do pagamento de obras.
ou de penitências individuais pode ser uma igreja verdadeira. Em terceiro lugar, a igreja visível ensina a prática dos 10 mandamentos como norma de vida. Porquê é que podemos afirmar isto? Primeiro porque Jesus diz, se me amais, guardai os meus mandamentos. É uma ordem, não tem hesitação. Está em total coerência com os comentários que o apóstolo Tiago, por exemplo, fazia quando dizia que quem violar um dos 10 mandamentos é culpado de os violar todos. Por isso é que ele dizia, se alguém não mata, mas adultera, também é culpado de matar. Porquê? Porque os mandamentos são uma entidade só. E por isso é que Apocalipse 14, versículo 12, a propósito da igreja que Jesus tem nesta terra, o que é que é dito?
Aqui está a paciência dos santos, aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Aqueles que não guardam estas duas coisas, não podem ser a igreja visível. Por isso eu lembro-lhe em particular que o 4º mandamento diz que o sábado é o dia do Senhor. Uma igreja que substitua o mandamento de guardar e santificar o dia de sábado porque Deus o abençoa e o substitua pelo domingo e dias de festas não é a igreja visível de Deus na Terra. É uma igreja humana construída na base da autoridade humana. Porque o mandamento diz que nós não faremos imagens de escultura nem nos curvaremos diante delas.
Ora uma igreja que, por alguma razão, ou na sua história e na sua doutrina, ensine e promova a prática de adorar imagens de escultura, automaticamente não pode ser a igreja visível de Deus. Em quarto lugar, a igreja de Deus proclama a breve vinda de Jesus e a ressurreição dos mortos. Onde é que a Bíblia diz isto de forma clara? 1ª De Solenicenses 4, 16. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alerido na sua vinda e com voz de arcanjo com a trombeta de Deus. e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Logo, a igreja visível é uma igreja que vai estar à espera dos senhores dos Voltar. Alguns terão a graça de estar vivos quando os senhores dos Voltar. Esses vão receber o seu senhor.
muitos estarão mortos e vão ressuscitar primeiro. Logo, uma igreja que ensina que quando as pessoas morrem vão para o céu ou para o inferno ou para qualquer lugar, essa não pode ser a igreja visível de Deus, porque a igreja visível de Deus Nessa é que crê aquilo que a Bíblia diz, que os mortos vão ressuscitar, logo não estão em lugar nenhum a não ser no sepulcro, no pó da terra. Em quinto lugar, a igreja verdadeira crê e pratica o batismo por imersão, mergulho depois de uma decisão pessoal. Onde é que nós podemos encontrar isto na Bíblia? Mateus 3, vamos ler alguns versículos do 11 até ao 16, basicamente é o texto do batismo de Jesus Cristo.
Veja, e eu, em verdade, dizia João Batista, eu vos batizo com a água para o arrependimento, mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu. E depois o que aconteceu nesta ocasião? Então veio Jesus da Galileia ter com João junto do Jordão para ser batizado por ele. E sendo Jesus batizado saiu logo da água e eis que se lhe abriram os céus. Por isso a igreja visível na terra é uma igreja em que as pessoas são batizadas por imersão na água, mergulho, E as pessoas que são batizadas fazem-no com base numa decisão pessoal. Por isso, a pessoa que se batiza tem que ter a idade suficiente para decidir batizar-se e, portanto, aceitar o arrependimento.
Uma igreja que não batize por imersão, mas espregindo água sobre a cabeça de alguém, E particularmente uma igreja que batize crianças, bebés, com dias de idade, não pode ser esta igreja visível. Porque esta igreja visível tem esta característica, ou seja, imita o Senhor Jesus. Sexta característica, são sete, a igreja visível e verdadeira crê no sacerdócio de Cristo no céu, e no sacerdócio de todos os crentes na terra. Há uma conjugação no exercício do sacerdócio. Há o sumo sacerdote, Jesus Cristo no céu, e os sacerdotes que são todos os homens e mulheres que fazem parte do povo de Deus. Vejam o que é que a Bíblia diz. Hebreus 7, versículos 22 e 24 a 25.
De tanto melhor aliança Jesus foi feito o fiador, porque permanece eternamente tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. E agora veja o que diz 1 Pedro 2.5. Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Portanto, é tão claro através destes textos que a igreja verdadeira de Deus, crê que Jesus está no santuário no céu a interceder como sumo sacerdote e que nós aqui na terra, enquanto igreja, corpo, somos pedras vivas num santuário.
Esse santuário é a igreja e cada um dos seus crentes homens e mulheres, jovens, crianças, idosos, todos são sacerdócio santo, sacerdotes. Isto quer dizer que uma igreja que tenha uma classe sacerdotal que se distinga do resto do povo e em que o povo tenha que ir à presença de sacerdotes para receber perdão dos seus pecados, para receber qualquer tipo de sacramento, para confessar e receber penitência, essa igreja não pode ser a igreja de Deus na Terra, porque a igreja de Deus na Terra não pode distinguir quem ou que classes tem direito ao sacerdócio, uma vez que ele é exercido por Deus no céu e todos os crentes na terra.
E, finalmente, a Igreja Verdadeira na Terra é revisível, tem um mandato profético de pregar o Evangelho de todo o mundo, portanto de chegar a todas as nações. Lemos isto em Mateus 24, lá está o discurso profético de Jesus e o versículo 14. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo em testemunho a todas as nações e então virá o fim. E Apocalipse 14, o versículo 6 declara-nos qual é Essa missão, via outro anjo voar pelo meio do céu, tinha o evangelho eterno para o proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda a nação, tribo, língua e povo. Logo, uma igreja, a igreja verdadeira e visível, está totalmente empenhada a empregar o evangelho eterno e a todo o mundo e a todas as nações, como uma responsabilidade de todos os crentes.
Eu fui bastante claro, espero eu, pela graça de Deus, e assertivo na minha apresentação e na diferenciação das características. E hoje deixo consigo uma palavra, é resposta àquela pergunta e agora, o que é que faremos, o que é que fará, apresado amigo ou amiga, o que é que fará com todo este conhecimento bíblico que acabamos de receber?
Sinto-me hoje na obrigação solene e espiritual de lhe dizer que existe na Terra uma Igreja visível e organizada que tem estas sete características que eu lhe apresentei. Não se confunda. Eu não digo que existe na terra uma igreja perfeita, onde as pessoas não têm falhas ou pecado. Essa igreja só se a procurar no céu eventualmente ou no outro planeta. No planeta terra ela não existe, mas no planeta terra existe uma igreja com estas sete características. É a igreja adventista do sétimo dia. E é por isso que o desafio que eu lhe faço se não pertence ou não conhece esta igreja, é que procure uma igreja adventista do sétimo dia, procure os seus líderes, procure algum crente, pode usar os nossos meios de contacto aqui na Novo Tempo que estamos disponíveis para ajudar a esclarecer alguma pergunta, Alguma questão mais profunda que tenha e a conhecer melhor a identidade desta igreja.
Mas nesta terra, com as 7 características bíblicas que eu acabei de lhe apresentar, só existe uma igreja. Por isso ela é visível, organizável e identificável. É a Igreja Adventista do 7º dia. Há um chamado para si. Lembre-se que Eclésia e Igreja quer dizer ser chamado a sair. E é por isso que Apocalipse 18 tem um tremendo chamado, um sulento chamado, que diz, sai dela povo meu. E, por isso, o meu apelo é que, se pertence, tem pertencido a alguma outra igreja que não tenha estas sete características ou os tenha ferido na sua doutrina e na sua crença, ou se não pertence a nenhuma igreja e vai procurando espiritualidade e procura a Bíblia, eu chamo neste momento, em nome do que está escrito na Palavra de Deus e no nome de Jesus Cristo, a aceitar este chamado.
Saia! saia de qualquer lugar na sua vida, seja organização ou não organização, em que estas características não façam parte da igreja, do projeto de Deus para a sua vida, porque Ele quer viver em aliança consigo. E a igreja é o lugar onde é possível dar corpo a este chamado e a esta aliança. Que Deus o abençoe a encontrar a Igreja de Deus nesta terra. E a minha oração. Até ao próximo programa, se Deus quiser.