50:23Olá, seja bem-vindo mais uma vez. Estamos juntos para mais um Em Busca da Verdade, um programa onde a Bíblia é o centro das nossas atenções. Mais uma vez estamos juntos para o sétimo programa desta primeira série do Em Busca da Verdade. Temos um tema fascinante para mais uma vez pesquisarmos. e encontrarmos luz sobre aquilo que Deus deixou revelado na sua palavra. Por isso, venha daí comigo para mais alguns minutos em redor da palavra de Deus. Vamos suplicar a presença de Deus através de uma oração, por isso convido-a que se junte a mim neste momento para pedirmos a bênção e a presença de Deus entre nós. Nosso bom Deus, nosso Pai, queremos agradecer-te porque tu és Deus e Senhor e porque tu és aquele que inspirou ao longo de tantos séculos, homens para escreverem, inspirados por ti, a palavra que traria vida às nossas vidas.
Por isso, neste momento, te pedimos que o teu espírito também nos traga vida espiritual e entendimento para compreender esta grande verdade que tu tens para nos revelar mais uma vez. É a nossa prece, em nome de Jesus. Já sabe, ao longo deste programa, como temos feito em todos os programas, fique atento, tome as suas notas, se for esse o seu método de estudar a Bíblia connosco, mas anote também desde já o nosso site novetempo.pt barra em busca da verdade. Este é como uma plataforma do nosso programa onde pode encontrar diversos conteúdos, Talvez o mais importante é que no final de cada programa pode responder a um pequeno teste com 10 perguntas de escolha múltipla, muito rápidos, para apenas, ninguém vai corrigir o teste, o grande objetivo é testar realmente os seus conhecimentos e o quanto integrou aquilo que nós aqui estudamos juntos.
fazendo esse teste, pode então pedir também que lhe enviemos esta apresentação, que eu irei usar aqui neste estudo, mas também um texto por escrito com todo o tema explorado de maneira a poder também ler e aprofundar aquilo que estudamos aqui juntos. Claro que também terá aqui no site em busca da verdade, em novotempo.pt, encontrar também outras formas de nos solicitar apoio, se quiser um apoio mais personalizado para estudar a Bíblia, ou mesmo enviar as suas perguntas ou sugestões de temas para estudarmos aqui. Hoje vamos estudar um tema que é absolutamente central para compreender a Bíblia como um todo. Por isso, em certo sentido, o tema do grande conflito, a verdade do grande conflito, é um dos temas que mais importância tem para compreender a globalidade da revelação que está na Bíblia.
É por isso um tema que tenho particular interesse em mostrar-lhe e em procurar, com a ajuda de Deus, que ele traga muito esclarecimento, muita luz para si acerca deste tema tão importante para nós. Vamos então avançar o que é que há para descobrir sobre a verdade do grande conflito. Vamos começar com uma nota de destaque. Aliás, durante este estudo, o relato da criação, o relato do Génesis nos seus primeiros capítulos, será muito importante para compreender este tema, por isso A minha primeira nota de destaque vai para o facto de que quando lemos o relato da criação, que se encontra essencialmente no 1º e no 2º capítulo, mas especialmente no 1º capítulo, onde é feita uma descrição daquilo que Deus criou dia após dia, durante os seis dias literais da criação de Deus, que consumaram tudo aquilo que nós conhecemos particularmente nesta Terra, e as condições para a vida nesta Terra.
Ora, quando o Senhor chegou ao final desta magnífica criação, o que é que o texto nos diz no capítulo 1, portanto, e no versículo 31? Que Deus viu tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom. É claro que esta exclamação da parte de Deus tem um grande interesse para nós porque é como se Deus estivesse Ele próprio a avaliar a obra que fez e em certo sentido podíamos dizer a forma como todos estes elementos que Deus criou interagiam e complementavam-se de uma maneira absolutamente perfeita. É por isso que a avaliação que o Senhor, o próprio Deus vai fazer é de que a criação foi muito boa.
A grande questão a que se coloca é quando nós hoje olhamos para a mesma criação, nós vamos ficar com a sensação de que há aqui um problema ou uma contradição. Não é espanto nenhum se eu disser que o mundo tem conhecido ao longo da história, etapa após etapa, século após século, novas formas de encontrar o caos, a violência, a destruição, Como se o ser humano em particular tivesse descoberto ou desenvolvido esta capacidade de destruir, de criar problema, de tornar a vida humana nesta terra muitíssimo difícil. E claro que pode parecer muito difícil conciliar esta ideia de Deus que olha para a criação, para este planeta e vê que tudo é muito bom, com aquilo que na verdade o planeta se tornou e a nossa vida por consciente.
Em certo sentido podíamos dizer que tentar conciliar a realidade do mundo tal como nós a vemos, e a expressão de Deus de que este planeta é muito bom, só há uma de duas hipóteses. Ou isto não é verdade e portanto o relato da bíblia seria um relato, enfim, como tantos outros, mitológico, quase um romance, uma maneira de interpretar a realidade e portanto onde temos que estar preocupados se é verdade ou se não é. Ou uma segunda alternativa, porque esta primeira claramente não satisfaz à luz das evidências, sobretudo do nosso relacionamento com Deus e da coerência que a Bíblia tem. de uma forma plena da sua mensagem. Há uma segunda hipótese, é que alguma coisa correu mal entre o tempo da declaração de Deus.
Isto é muito bom, e note que essa declaração foi feita mesmo no final da criação, portanto estamos a falar após seis dias, antes quase de qualquer hipótese de corrupção e de caos naquilo que inicialmente Deus criou por oposição total ao caos. Ou seja, um lugar de ordem O que nós vamos estudar aqui, neste estudo, a propósito do grande conflito, é que, precisamente, alguma coisa correu muito mal. E sobre isto, duas coisas podemos dizer. Primeiro, é que a Bíblia não esconde a realidade deste caos. Ou seja, a Bíblia não termina no capítulo 1 de Génesis e no versículo 31. Se assim fosse, nós teríamos que dizer que alguma coisa estaria incoerente.
Mas a Bíblia não termina, como sabe. A revelação de Deus continua e Deus foi revelando, ao longo da história e dos acontecimentos, que de facto a realidade de um caos muito distante da ordem perfeita que Deus estabeleceu, é uma evidência e a Bíblia vai, na verdade, fundamentar essa evidência. Fazendo o quê? A Bíblia revela e a explica as origens deste caos, como estamos a chamar-lhe, mas também a Bíblia revela a solução porque ela existe para esta tremenda realidade. Eu convido, portanto, a olharmos agora, a partir desta dupla afirmação, para o que a Bíblia ensina sobre este facto.
Na verdade, o ensino bíblico sobre a diferença entre o muito bom de Deus e o caos que nós conhecemos, ela já está expressa nos primeiros capítulos do Génesis. Podemos, portanto, afirmar o seguinte.
Quando analisamos os primeiros quatro capítulos da Bíblia, eles são de extrema importância para a nossa compreensão do que se passa nesta Terra, porque são duas secções que estão não em contradição, ao contrário, que ajudam a explicar esta realidade. Génesis capítulo 1 e 2, vamos fazer aqui um resumo, nós obviamente não teríamos tempo aqui para ler o texto de forma completa, portanto eu preparei-lhe aqui um resumo que pode ver agora no nosso quadro, claro para os que estão a escutar-me também neste momento RCS, não podem ver o quadro naturalmente, mas a todos os nossos ouvintes na Rádio RCS podem obviamente ouvir a explicação que vou dar. Estamos portanto a olhar para, e eu vou fazer agora um breve resumo das ideias fortes, das ideias-chave nos primeiros dois capítulos do Génesis.
São dois capítulos onde basicamente nos é revelada esse conceito de muito bom, o que é que Deus criou, como é que era a ordem que Deus estabeleceu. Vejamos então. A nota dominante dos primeiros dois capítulos é a pessoa de Deus. Deus é o agente, é o autor de tudo aquilo que vamos ler e, portanto, Deus é apresentado essencialmente como o Criador de todas as coisas. Os dois primeiros capítulos revelam-nos que tudo que saiu da mão do Criador era bom, Outra ideia muito forte nestes dois primeiros capítulos é a ideia de benção e de descanso, particularmente associada ao sábado, o primeiro sábado, como o primeiro ciclo semanal depois dos seis dias da criação.
E, portanto, vamos encontrar estas duas notas fortes e dominantes no sábado, um tema que também haveremos, com certeza, de ter a oportunidade de estudar aqui no nosso programa. Deus, portanto, abençoou e descansou. E depois claro que existe uma nota muito dominante nestes dois primeiros capítulos que é a criação do homem e da mulher, portanto o ser humano nesta dimensão complementar de macho e fêmea, como lemos no próprio relato, e em relação ao homem e à mulher depois vários detalhes nos são dados. Eu vou realçar aqui pelo menos quatro deles. A ideia de que o homem enquanto ser humano, homem e mulher foram criados à imagem de Deus. a ideia de que foi dado ao ser humano a capacidade de dominar sobre a obra criada e de aguardar, mas também dois aspectos muito importantes, por um lado de que o homem foi chamado à obediência, portanto Deus colocou ao ser humano um desafio de obediência, a autoridade de Deus e finalmente a ideia de que homem e mulher foram criados para serem uma só carne, portanto para viverem não apenas uma relação muito especial entre eles, como homem e mulher, mas de viverem nessa lógica de complementaridade, de unidade perfeita.
Ora, aqui temos portanto as notas dominantes de Génesis 1 e 2 e o que nós encontramos aqui é exatamente a descrição do paraíso, podíamos dizer, mas dito de outra forma, do ideal de Deus para este planeta. Já quando lemos os capítulos 3 e 4 começamos a perceber uma lógica de tensão ou de diferenciação nesta história ou nesta narrativa. Qual é a narrativa de Génesis nos capítulos 3 e 4? Eu faço-lhe então um resumo. Agora, o agente principal destes capítulos, vai aparecer logo no início, é a serpente. A serpente vai ser, portanto, um elemento, um personagem, um ser. que vai desafiar Deus, em oposição, portanto, ao capítulo 1 que começa precisamente com Deus como o agente da ação.
Por outro lado, vamos ter outra nota dominante nestes capítulos, é a promessa feita ao ser humano de que ele poderia ser imortal, de que não morreria. Outra nota importante é que Adão e Eva, vão confiar na serpente, em resultado disso eles vão esconder-se de Deus. Portanto há uma mudança muito significativa na dinâmica relacional. Nos primeiros dois capítulos o homem e a mulher estão na presença de Deus, desfrutam dessa presença, aliás é Deus que os junta, agora os dois vão esconder-se de Deus porque deram ouvidos à voz dessa serpente. Vamos encontrar também a primeira experiência de acusação mútua.
Se nos primeiros capítulos vemos Adão a dizer, esta, falando à sua mulher Eva, é osso dos meus ossos, carne da minha carne, agora vamos ouvir Adão dizer adeus A culpa do que aconteceu foi da mulher que tu mudaste. A acusação mútua inicia-se nestes capítulos, depois Deus vai descrever as consequências dramáticas, todas elas, do pecado, ou seja, da desobediência à autoridade de Deus, e finalmente no capítulo 4 vamos ter um relato de Cain, aí já depois de Adão e Eva terem concebido filhos, e Cain, o primogénito nesta terra, o primeiro filho dessa relação entre homem e mulher, Cain vai matar o seu irmão Abel.
Repare portanto que esta é a realidade que nos é descrita nos dois primeiros capítulos da Bíblia, nos quatro primeiros capítulos da Bíblia. Nesta espécie de tensão entre estas duas grandes verdades, a de que Deus criou tudo perfeito e muito bom, mas de que algum elemento veio perturbar essa perfeição e essa ordem, nós podemos afirmar, a partir apenas da análise destes quatro capítulos, de que a Bíblia só pode ser entendida plenamente, eu risco mesmo a dizer que há muita narrativa dentro da Bíblia que só pode ser compreendida à luz deste tema que nós vamos designar como grande conflito.
É por isso que grande conflito não é um termo que esteja na Bíblia dito desta forma, grande conflito é um título através do qual podemos designar esta ordem que desde os primeiros capítulos fica evidente. Deus a criar um estado de absoluta perfeição de ordem que é substituído pela ação do homem, claro, das suas escolhas e desta serpente, já vamos analisar tudo isto, que criam as condições para o caos. Esta luta entre a ordem estabelecida por Deus e a desordem estabelecida pelo
inimigo de Deus é o que nós podemos designar como grande conflito. E, portanto, o grande conflito na Bíblia, e é isto que eu agora lhe proponho a irmos descobrir de uma maneira mais profunda, é que o grande conflito tem três intervenientes, O grande conflito tem duas grandes questões em jogo, em disputa, e há um resultado que está assegurado em relação a este conflito. Vamos então começar a responder ou a esclarecer o que é que está por trás destes números, perguntando o que é que está em disputa no grande conflito. E para isto, agora sim, vamos começar, como temos feito sempre, a folhear a nossa bíblia à procura de encontrar estas respostas.
Vamos então ver quais são as duas grandes questões que estão em jogo no grande conflito. A primeira delas é a aceitação da soberania de Deus. A nota com que a Bíblia se coloca logo na sua abertura é de que Deus, como temos dito aliás, já hoje disse aqui, mas também noutros dos nossos estudos, É de que Deus não se justifica à sua existência, Deus aparece como sendo o Senhor, o Criador e, portanto, o Soberano sobre o Universo, a Terra, todas as suas criaturas. Deus é Senhor. E a primeira grande questão em disputa no grande conflito, tal como a Bíblia apresenta, é a aceitação da soberania de Deus.
Onde é que vamos ler isso? Agora, vamos ao Génesis, no capítulo 2, vamos ler, porque até aqui o que fizemos foi uma análise das ideias-chave nestes dois, nestes quatro capítulos, e agora sim vamos ler uma porção no capítulo 2 e depois uma no capítulo 3. Na verdade, entre, mais uma vez, nestas duas secções, vamos encontrar as duas grandes questões em disputa e por isso eu lhe dizer que estes quatro primeiros capítulos da Bíblia são muito importantes para compreender o grande conflito. Ora, no capítulo 2, nós vamos ler os versículos 15 até ao 17, e é o Senhor que diz diretamente a Adão e Eva o seguinte, vamos ler. Tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
Mas da árvore da ciência do bem e do mal, Perdão, agora vamos ler o 16, que eu já estava a saltar. O versículo 16. O que é que este texto tão importante nos indica? que Deus criou as condições perfeitas e a ordem estabelecida para que o ser humano pudesse desfrutar e usufruir de uma experiência absolutamente extraordinária, mas o que a Bíblia nos revela nestes versículos que acabámos de ler é que Deus se colocou diante do homem como o soberano e, portanto, o homem tinha que aceitar a soberania de Deus.
A Bíblia não nos apresenta, portanto, um Deus que tenha criado esta terra, desaparecido dela e deixou a terra a seguir o seu curso. Aliás, esta é uma ideia que há muitos séculos têm tido alguns adeptos. Portanto, é de um Deus criador, mas depois não em relação com a sua criação. Ao contrário, a Bíblia coloca-nos, desde o seu início, este grande parâmetro. É necessário aceitar a soberania de Deus. Ora, quando Deus diz a Adão e Eva que eles precisam de obedecer a este requisito, a este mandato que foi estabelecido nesta árvore da ciência e do bem e do mal, fica associado a essa árvore a ideia de que fora da soberania de Deus, a morte é uma garantia.
A segunda grande questão que está em disputa no grande conflito, já não tem a ver agora com o homem, que é o que está em disputa na primeira parte, é se o homem aceita a soberania de Deus, agora é o próprio Deus que está em causa. E para compreender porque é que o caráter de Deus está em causa, nós precisamos de ler agora no capítulo 3, quando O tal interveniente, que já há pouco eu referi, vai realmente surgir. Vamos ler agora um texto um pouco maior, vamos ler os primeiros cinco versículos do capítulo 3 de Génesis, que dizem o seguinte. Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher, é assim que Deus disse, não comereis de toda a árvore do jardim?
E disse a mulher à serpente, do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus, não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher, certamente não morrereis, porque Deus sabe que no dia em que dele comerdas, se abrirão os vossos olhos e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. Repare portanto que não apenas este ser aqui na forma de uma serpente vai claramente contradizer a palavra de Deus, portanto vai chamar a Deus mentiroso, mas mais do que isso vai pôr em causa as intenções de Deus, portanto o seu caráter, ao dizer ao ser humano que na verdade Deus escondeu deles uma verdade que não interessava a Deus que o homem soubesse, e era que o homem podia ter os olhos abertos e ser igual a Deus.
O que quer dizer que foi semeada uma dúvida sobre o caráter de Deus e as suas intenções. Nós vemos, portanto, nestes dois relatos que acabamos de ler, que há uma árvore e um fruto nessa árvore que vão ter um papel absolutamente central na história, no arranque do grande conflito. Isto é muito interessante, a descrição que a Bíblia nos faz. Sabemos que muitas pessoas, incluindo pessoas crentes e até teólogos estudiosos da Bíblia, têm colocado em causa muitos dos relatos da Bíblia, particularmente o relato da criação. Talvez muitos, por causa disso, olhem para esta história de uma árvore que foi colocada ali e que o futuro da humanidade se jogou naquela árvore, pode talvez a muitos parecer uma espécie de uma fábula, um conto apenas ilustrativo.
Nós precisamos de compreender, antes de mais, que se o relato dos Génesis, da criação e do papel desta árvore como um elemento central na escolha da soberania de Deus e uma revelação do carácter de Deus, com a ausência deste relato, na verdade, muito do que está escrito na Bíblia cairia como um castelo de cartas. É por isso que entender o papel desta árvore como O início da história do grande conflito é extremamente importante para compreender muito do que está revelado na bíblia e por isso, fazendo fé no relato bíblico, nós vamos ter oportunidade ainda de compreender como esta árvore cumpriu um papel absolutamente essencial.
Ora, nesta altura nós já podemos responder a um questionamento que eu coloquei há minutos atrás. O grande conflito, já podemos ver que tem três intervenientes. E os textos que lemos e comparamos mostram-nos isto. Deus, o homem, aqui enquanto ser humano, naturalmente, e uma serpente, tal como é revelado no Génesis. Um ser que agiu na forma de uma serpente. E também já percebemos quais são as duas questões que estão em jogo no grande conflito. Primeiro, a soberania. Portanto, quem é que o homem coloca como soberano sobre a sua vida? E em segundo lugar, o caráter. de Deus.
Agora, precisamos de entender, obviamente, de uma maneira muito mais clara quem é esta serpente, porque se, mais uma vez, como eu muitas vezes digo, ou uso como ilustração, se nós isolássemos a bíblia e a bíblia só tivesse estes três primeiros capítulos, nós poderíamos até questionar-nos quem é esta serpente. Vamos imaginar que alguém está a ouvir-me neste momento, neste programa e nunca leu a bíblia, nunca tinha ouvido este relato e com certeza a primeira pergunta é, mas o que é isto? Uma serpente que fala? Estamos a falar de quem? Por isso é muito importante compreender quem é a serpente. Na verdade, Jesus, ele próprio confirmou a sua identidade e a Bíblia, de uma forma muito clara, confirma-nos quem é este ser que aqui apenas agiu na forma de uma serpente.
Eu convido a abrir a Bíblia no Evangelho de João e nós vamos ler aí no capítulo 8 e vamos ler o versículo 44. E são estas as palavras do próprio Senhor Jesus Cristo. João 8, 44. Vós tendes por pai ao diabo? E quereis satisfazer os desejos do vosso pai? Ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele prefere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira." Neste texto, Jesus afirma com clareza que a identidade desse ser que desde o princípio mentiu é o diabo.
um ser, portanto, absolutamente inimigo de Deus, que põe em causa a palavra de Deus, mas que ao fazê-lo apresenta-se, portanto, e neste caso o Senhor Jesus disse claramente desde o princípio, que é um termo um pouco abrangente, mas que na Bíblia aparece muitas vezes como uma referência precisamente aos primeiros episódios e momentos da história desta terra, e particularmente a expressão princípio está na Bíblia muito associada ao relato da criação, precisamente, e por isso o diabo, ele é homicida desde o princípio. E porquê que ele é homicida? Porque Deus tinha dito a Adão e Eva que a desobediência, a retirada da soberania de Deus que estava expressa naquela árvore e naquele fruto, conduziriam à morte, Mas o diabo, na forma de uma serpente, disse-lhes que de maneira nenhuma eles morreriam, portanto ele foi o primeiro homicida, porque trouxe a morte com a sua mentira.
Ora, o diabo é portanto a serpente do Éden, porque ele é a serpente desde o princípio. Nós encontramos esta referência, de uma maneira agora mais clara ainda, na linguagem de revelação do Apocalipse, muito própria do Apocalipse, eu proponho que possamos ler Apocalipse 12.9, onde nos é dito claramente, a propósito da identidade, já vamos ler um pouco mais neste capítulo, mas agora apenas para identificar a identidade deste ser, repare que o apóstolo vai chamar-lhe a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, aquilo que engana todo mundo. Portanto, aqui é como se o mistério, se ainda existisse algum, de figura por trás dessa serpente, uma antiga serpente, lá está, porque ela é uma serpente enganadora desde o princípio, na verdade a sua identidade é esta, trata-se do diabo satanás, o inimigo de Deus.
Ora, como explicar o aparecimento de um ser que é enganador, inimigo de Deus, como é o diabo apresentado na bíblia. Como é que se pode explicar isto? Porque alguém, mais uma vez, que não conhecesse o relato da bíblia poderia dizer, então, mas aquela serpente, ok, é o diabo, é um ser, apenas estava na forma de uma serpente, mas como é que ele aparece naquele lugar perfeito, naquela ordem que Deus estabeleceu? Foi Deus que o criou?
Foi Deus que o colocou ali como parte de uma tentativa de enganar ou testar o ser humano? A Bíblia tem uma revelação clara sobre isso. Vamos por isso responder a esta pergunta. E vamos respondê-la em alguns pontos para que isto fique muito claro para nós. Primeiro, Deus criou seres muito especiais que na Bíblia são designados como anjos. que seres são estes? Vamos ler alguns textos que nos ajudam a explicar isto. O Salmo 113, e no versículo 20, diz-nos o seguinte, Só este texto nos ajuda a compreender que os anjos são seres magníficos, criados por Deus com grande poder, seres de glória, e seres que estão às ordens de Deus de uma maneira muito particular.
Portanto, são como que um exército, como também são chamados, não um exército no sentido bélico do termo, mas um exército como um grupo muito grande de soldados, no sentido que Deus é o senhor deste grande batalhão. Mas a Bíblia também nos diz, e agora voltamos ao Apocalipse no capítulo 5 e o versículo 11, diz-nos o seguinte, numa visão que teve o apóstolo João. Esta revelação ajuda-nos a compreender, portanto, que estes anjos são seres em grande abundância de número, E portanto são seres de grande quantidade, mas como vimos nos Salmos e noutros textos, estamos a selecionar aqui alguns, também seres de uma enorme qualidade.
Ora, qual é a revelação da Bíblia? Uma revelação importantíssima, particularmente dentro deste contexto que é o grande conflito, é que houve um anjo, um destes magníficos seres em poder que iniciou um conflito com Deus. E é a partir daqui que nós podemos compreender a dinâmica de um conflito onde Deus se envolve e onde o seu carácter está posto em causa. É que foi um dos seus seres mais magníficos e poderosos e perfeitos que foi o originador deste conflito. Vamos ler isto num incrível relato profético que nós podemos encontrar no profeta Ezequiel. Vamos ler no capítulo 28, do versículo 12 até ao 17.
Assim diz o Senhor Jeová, tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus, toda a pedra preciosa era a tua cobertura. Depois continua. Tu eras querubim ungido para proteger e te estabeleci no monte santo de Deus. Estavas no meio das pedras afogeadas. Andavas. Perfeito eras nos teus caminhos desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio se encheu o teu interior de violência e pecaste. e levou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor.
Fica, portanto, claro, repara bem, que este era um anjo, um anjo até com uma função muito especial entre esta ordem que Deus estabeleceu, mas o mais importante aqui nestas palavras de grande revelação é compreender que Deus criou este ser de forma, como todos os seus seres. criou livre, mas perfeito, dotado de grande magnificência e poder, no entanto, no seu coração, quer dizer, no seu interior, se acharam estas características tão próprias do que é o conflito, violência. O orgulho, que podemos no fundo explicar orgulho com a expressão que te corrompeste por causa do teu resplendor.
Um olhar centrado sobre si próprio é a origem deste conflito. Mas ainda encontramos uma passagem noutro profeta, o profeta Isaías, que nos ajuda a compreender algo mais. É que não apenas este anjo foi o iniciador do conflito, mas o conflito, a natureza desse conflito, foi a vontade de ser como Deus. Leia comigo as palavras do profeta Isaías no capítulo 14, versículos 12 até o 14. como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva, como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações, e tu dizias no teu coração, eu subirei ao céu e acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono e no mundo da congregação me assentarei, da banda dos lados do norte, subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.
Nós entendemos aqui uma descrição profética, que nos revela algo de um tempo e de uma realidade insondável para a mente humana, mas que nos é revelada na escritura. Este ser magnífico, chamado aqui estrela da manhã, daí ele ser designado depois na expressão latina lucifer, aquele que é portador de luz, aquele que brilha como uma estrela, Na verdade ele desejou ser igual a Deus. A origem do grande conflito que estamos a estudar e a descobrir é precisamente esta, a rebeldia contra a autoridade de Deus.
Isto não é de espantar, portanto, que à nossa volta nós encontremos tantas vezes esta realidade. Sempre que a autoridade daqueles que têm, possuem essa autoridade, sempre que ela é posta em causa e que há rebeldia contra uma autoridade estabelecida com ordem e de vida, nós vamos encontrar problemas, caos e desordem. Portanto, o princípio é o mesmo, mas a escala foi aqui infinitamente maior. Portanto, qual é a consequência, o que é que aconteceu por causa disto? Esta rebeldia. no coração deste anjo, tornou-se num conflito aberto. E este conflito aberto, portanto, teve consequências literais.
Vamos ler precisamente uma descrição dessas consequências no relato que nos é feito em Apocalipse, no capítulo 12. Vamos ler aqui alguns versículos, do 7 ao 9 e depois o versículo 12. A descrição é clara. Houve batalha no céu, Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamado Diabo e Satanás, que engana todo o mundo. Ele foi precipitado na terra e os seus anjos foram lançados com ele. Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas... Infelizmente o relato diz, ai dos que habitam na terra e no mar, porque o diabo desceu a voz e tem grande ira sabendo que já tem pouco tempo.
Nesta incrível descrição profética nós compreendemos que houve uma batalha, um conflito real no céu que esse conflito fez com que este anjo e outros, uma terça parte daqueles milhões de milhões de anjos que se juntaram a esta rebelião e que, segundo a autoridade e a vontade de Deus, fizeram nesta terra o lugar da sua habitação. Aliás, este texto que acabamos de ler foi confirmado nas palavras de Jesus. que tem esta incrível declaração que lemos em Lucas no capítulo 10 e no versículo 18. Jesus disse, eu vi Satanás como o raio cair do céu. É claro que Jesus o viu, porque Jesus esteve nessa contenda, sendo ele Deus.
e estando nesse conflito que fez com que este anjo da luz saísse do céu. Talvez agora seja mais fácil compreender a realidade que ainda há pouco falávamos daquela árvore que foi colocada ali no jardim do Éden. Era absolutamente necessário para o ser humano ter este elemento porque ele representa um dos princípios fundamentais do governo de Deus e esse princípio é o livre-arbítrio.
O homem foi criado com a capacidade de fazer as suas escolhas, tal como este anjo e aquela terça parte dos anjos também tenham sido. Esta árvore foi, portanto, o lugar do conflito descido agora à terra, porque o ser humano tinha também ter a oportunidade de demonstrar o quanto desejava a soberania de Deus na sua vida. Por isso, eu queria deixar-lhe agora uma imagem mais clara do que é o grande conflito, de como é que podemos compreender esta narrativa do grande conflito na Bíblia, apenas fazendo o seguinte, mostrando-lhe quatro cenas. E estas quatro cenas ajudam-nos a compreender a verdade do grande conflito.
Venha comigo. Quais são elas? Primeira, Deus governa o universo com base no amor. Por isso é que Deus dá liberdade a todas as suas criaturas, porque o amor é a base, é o pilar do governo de Deus. Veja-se a Bíblia e não confirma esta grande verdade nas palavras que João, o apóstolo, deixou registadas. Primeira carta de João, capítulo 4, vamos ler aqui alguns versículos, o 10, o 16 e o 19. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho. Deus é amor e quem está em amor está em Deus e Deus nele. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. Aí usa a primeira grande cena para compreender o grande conflito.
Deus governa o universo e Deus quer ser soberano sobre todas as suas criaturas com base no amor. A segunda cena neste filme do grande conflito é que o diabo podemos designá-lo como o inimigo de Deus, ele opera em total oposição aos valores do governo de Deus. Ou seja, o ódio é a base do governo. do diabo. Por isso é que a Bíblia revela, por exemplo, em Apocalipse 12, onde já estivemos e vamos agora voltar, que no final, aliás, dessa grande descrição profética é-nos dito que esse dragão irou-se contra a mulher, uma referência profética ao povo de Deus, e foi fazer guerra ao resto da sua semente.
Quem são estes? Os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. O ponto central, por agora, Noutros programas vamos voltar a este texto, mas o ponto central é que a natureza do diabo, aqui designado como dragão, é fazer guerra, porque o ódio e a violência são a base do seu governo. Ora, nós temos portanto dois lados. A existência do conflito agora depende da escolha de quem tem a oportunidade de fazer, porque nós já temos dois lados, claro, muito claros. Temos dois reinos que assentam em valores totalmente distintos. O reino de Deus assenta numa lógica de amor e o reino de Satanás numa lógica de ódio e violência.
A terceira cena do grande conflito é de que o homem deixou-se dominar pelo reino do ódio. Na verdade, nós já lemos isso aqui, neste estudo, quando vimos o momento exato em que homem e mulher se deixaram engudar e enganar precisamente pelaquela ideia odiosa contra Deus, de que Deus era mau, de que Deus queria fazer mal, de que Deus não queria deixar o homem reinar em liberdade. o homem deixou-se dominar por uma ideia de ódio. Por isso lemos, por exemplo, nas palavras do apóstolo Timóteo, do apóstolo Paulo a Timóteo, capítulo 2, versículo 26. O apóstolo Paulo estava a dizer a Timóteo que ele deveria pregar a palavra de Deus e o Evangelho para fazer com que aqueles que estavam presos em que, nos laços do diabo, através da verdade de Deus, essa verdade do evangelho de amor, pudessem ser libertos.
Porque o reino do diabo, esse reino de ódio e violência, ele não cessa de fazer isto, de aprisionar. Mas também lemos nas palavras do próprio Jesus, João 16 a 11, que disse, ou chamou ao diabo, o príncipe deste mundo. Ele é o príncipe deste mundo porque ele tem a capacidade, porque nós lhe concedemos desde o princípio, mas também somos cada um de nós, que não estivemos lá no Éden, mas somos coniventes com esta capacidade do diabo ser príncipe, de ter autoridade neste mundo. Por isso, este domínio que nós subjugámos ou deixámos que acontecesse afeta-nos irremediavelmente a todos e é a origem do caos em que nós vivemos.
Mas a quarta e última cena do conflito que lhe apresento é esta. Jesus veio derrotar o domínio de Satanás. Jesus é a fonte de esperança de que é possível também na nossa vida dominar Ou permitir que Deus domine novamente e, portanto, que o domínio de Satanás seja derrotado. Veja as palavras do apóstolo Paulo aos Gálatas no capítulo 5 e versículo 1. Estas palavras significam, portanto, que é possível já nesta terra, embora estando no meio de um caos que está à nossa volta e que nos afeta, mas na nossa vida é possível fugir desse domínio de ódio e manter-se agora na liberdade com que Cristo nos libertou.
Mas voltemos à Apocalipse 12, onde aí temos então uma confirmação de que Jesus veio derrotar esse domínio. Onde é que está essa confirmação? Leia comigo os versículos 10 e 11. Agora chegada está a salvação e a força e o reino do nosso Deus e o poder do seu Cristo, porque já o acusador dos nossos irmãos é derribado, o qual, diante do nosso Deus, os acusava de dia e de noite. e eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. Porque é que Satanás já antecipadamente pôde ser aqui claramente designado como derrotado, derribado, por causa do sangue do Cordeiro? A vinda de Cristo a esta terra, portanto podemos agora começar a compreender melhor que Jesus veio à Terra como parte de um projeto de derrota total de Satanás para que nós, seres humanos, pudéssemos deixar de estar debaixo desse domínio.
naquele drama que nós vimos há pouco de Génesis 3, já nessa altura,
profeticamente nos foi revelado que a vitória estava assegurada. Por isso eu quero convidá-lo agora a voltar a Génesis no capítulo 3. Esse capítulo onde nós, há pouco, no início deste estudo, encontramos as raízes deste reino de caos e de violência. Na verdade, ali, o Senhor deixou, noto bem, esta grande palavra profética. A vitória ficou profetizada, anunciada. Leia comigo Génesis 3, vamos ler o final do versículo 14 e o versículo 15. Portanto, esta, a semente da mulher, te ferirá a cabeça e tu, a serpente, lhe ferirás o calcanhar.
O que é que pode querer dizer este texto? Porque é que eu digo que aqui está revelada profeticamente a essência da vitória que Jesus traria? Vamos entender este texto profético, vamos fazê-lo de uma forma clara. A serpente, já sabemos, é o diabo e por isso Deus neste momento antecipou ao diabo a garantia da sua derrota. Mas também nos fala da mulher. Essa mulher não é apenas Eva, era Eva naquele momento, mas isto iria acontecer para a história da humanidade. Portanto a mulher, como depois se vem a confirmar em todos os relatos proféticos, ela vai representar povos, mas particularmente aqui, o povo de Deus.
A mulher é o povo de Deus. Porque Eva, a mãe de todas as nações e de todos os viventes, obviamente é dessa mulher que saiu a descendência de todos aqueles que foram fiéis a Deus. Mas depois vem aquele que é chamado a semente, em algumas traduções, a descendência. E essa é uma uma abordagem àquele que seria a sementa descendência da mulher ou do povo de Deus, porque ele surgiria não apenas a partir também de uma mulher, mas surgiria entre, no seio do povo de Deus. Quem é esse? Jesus, o Cristo. E por isso a descrição de que a serpente, o diabo, iria ferir o calcanhar desse, o descendente da mulher, é uma referência à cruz do calvário.
Porquê? Porque a cruz seria um meio de infligir um mal, e um mal terrível, mas que não seria letal. Seria no equivalente, nesta linguagem profética, simbólica, a uma picada de uma serpente no calcanhar. É uma picada que dói, que tem consequências, mas que não destrói. Mas nesse processo, ou seja, por causa do momento em que Jesus estaria na Cruz do Calvário a ser ferido pelo diabo, na verdade o diabo estaria condenado nesse momento porque a sua cabeça seria ferida. Logo, a ferida na cabeça é a destruição eterna do diabo, feita através da obra de Jesus.
Aqui foi, portanto, antecipada Esta grande verdade sobre o grande conflito é que no cenário de um conflito como este que nós vivemos e experimentamos na nossa carne e que na bíblia percebemos que existe desde o princípio, desde esse início que o cenário do grande conflito está colocado diante de nós. A contenda é entre o diabo. E o diabo pode ser designado como o guerreiro, porque ele é guerreiro e luta. Mas ele é um guerreiro vencido. Jesus é o guerreiro. Mas ele é o guerreiro que vence pelo amor. Ele venceu entregando-se, dando a sua vida. Sendo aquilo que ele próprio disse, o filho do homem veio para servir.
Por isso é que lemos nas palavras do próprio Jesus, no capítulo 12 de João, no versículo 31 e 32. Agora é o juízo deste mundo. Agora será expulso o príncipe deste mundo, que nós já aqui vimos que é uma referência ao diabo. E Jesus disse, se eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim". O que é que isto quer dizer? Que referência é esta? Quando Jesus for levantado da terra? Aliás, o próprio versículo seguinte, eu já não o coloquei aqui, mas ele o diz claramente, é uma referência à morte de Jesus, que seria levantado da terra numa cruz, mas que ao fazê-lo, Nesse ato de contrissão de dádiva de si mesmo e de amor abnegado, o príncipe deste mundo, o satanás, seria julgado e, portanto, a sua sentença estaria eternamente estabelecida.
Podemos dizer, portanto, que na cruz Todas as mentiras de Satanás, o diabo, o inimigo de Deus, aquelas mentiras que ele disse desde o princípio no Éden, na cruz todas essas mentiras foram destituídas do seu fundamento, foram reveladas como infundadas, porque na cruz o amor de Deus pelo homem, pelo ser humano, foi totalmente estabelecido. Eu quero, por isso, deixar-lhe, a partir deste estudo que acabamos de fazer
sobre o grande conflito, deixar-lhe algumas certezas muito importantes para a sua vida, mas também algumas decisões que estão nas suas e nas minhas mãos. A primeira delas é que o palco do grande conflito, neste momento, já não é o Jardim do Éden. E o palco do grande conflito não é uma árvore com uma serpente. Mas é o equivalente, o palco do grande conflito é um órgão que aqui está, que está na sua vida também, no seu corpo, o seu e o meu cérebro. O cérebro de cada homem e mulher é o palco onde se joga esse conflito. É por isso que o inimigo o que quer fazer é ocupar esse espaço, é ocupar o cérebro no sentido em que ele representa, mas também física e literalmente é o lugar onde As ideias, as convicções e as decisões são plantadas.
Por isso, repare, o inimigo quer plantar vergonha. onde deveria haver inocência. O inimigo quer contaminar moralmente a sua mente, onde deveria haver pureza. O inimigo quer hostilidade e violência, onde deveria haver amor. O inimigo quer medo, onde deveria haver confiança. O inimigo quer vícios, onde deveria haver o controle e a possessão do Espírito Santo. Por isso, meu prezado amigo, ao estudar o tema do grande conflito, nós podemos ter uma garantia que a Bíblia nos dá. E essa garantia encontramos nas palavras do apóstolo João, na sua primeira carta, capítulo 3 e versículo 8. Para isto o Filho de Deus se manifestou, para desfazer as obras do diabo.
Sim, as obras do diabo, todas estas e outras tantas que eu acabei de descrever, podem ser desfeitas na sua vida. É possível vencer e destruir essas obras. Nós temos essa garantia. Mas para que isso aconteça, nós percebemos que alguma coisa tem que acontecer. E o que é? É que para que a soberania de Deus na sua vida e o caráter de Deus sejam questões que deixem de estar em jogo, essa vitória implica uma decisão. Deus não impôs essa vitória a Adão e Eva, não impôs essa vitória ou essa decisão ao anjo Lúcifer no céu e também não vai impô-la assim nem a mim.
É por isso que eu deixo neste estudo com as palavras do salmista no capítulo 34 e no versículo 14. Aparta-te do mal e faz o bem. Procura a paz. e céguea. Procura aquilo que Deus designou como sendo paz, a plenitude de Deus, a ordem que Deus estabeleceu. Se nós nos apartarmos do mal e buscarmos essa paz, seguramente que já nesta terra começaremos a transitar para a realidade de Génesis lá no capítulo 1 e 2. aquela realidade de ordem perfeita. E vamos nos afastar progressivamente do caos que é a vida sem Deus.
Que Deus o ajude a ser vitorioso neste conflito, ficando ao lado do Senhor. Que Ele o abençoe nesse propósito e nas suas decisões. Voltamos a ver-nos no próximo episódio. Até lá. Que Deus o abençoe. e aí.