O que Estava Perdido foi Achado

O que Estava Perdido foi Achado

26 de Janeiro de 202253 min 38 s

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Olá, seja bem-vindo. Mais uma vez estamos de regresso para o programa Em Busca da Verdade. Muito obrigado pela sua presença aqui connosco. Continuamos neste exercício de estudarmos a Bíblia abrindo os Evangelhos, descobrindo histórias maravilhosas da vida de Jesus ou parte do seu ensino e a partir desses ensinos descobrirmos grandes e maravilhosas verdades para a nossa vida. Vamos por isso mesmo orar, pedir que Jesus esteja connosco em seu nome, como ele nos ensinou, pedir-lhe que nos dê o seu auxílio para este momento de estudo da palavra de Deus. Juntes-te então a mim nesta oração. Te agradecemos muito, oh Pai eterno, Deus dos céus e da Terra, porque estás aqui connosco neste momento, porque nos achegamos à Tua Palavra, queremos estudá-la, refletir sobre ela, aplicá-la na nossa vida.

Te pedimos por isso que o Teu Espírito Santo, mais uma vez, esteja aqui connosco, com todos aqueles que se juntam a mim neste momento, ao estudarmos a Tua Palavra. É a nossa prece nesta hora, em nome de Jesus. Muito obrigado por mais uma vez estar connosco. Queremos abrir a palavra de Deus. Hoje temos um novo tema e um tema fantástico, com enormes implicações. Um tema que percorre, aliás, a Bíblia de uma ponta à outra. Vamos precisamente descobrir do que se trata. Hoje vamos falar sobre a salvação, o plano da salvação e vamos falar sobre aquilo que estava perdido e foi achado. Já sabe que pode sempre entrar em contato connosco, agora que vamos iniciar esse estudo. Fique atento, se tiver alguma dúvida, quiser esclarecer ou aprofundar algum ponto do que vamos aqui estudar ou quem sabe até outro tema, estamos à sua disposição.

No final também vai poder pedir, eu vou relembrar-lhe, se eu não me esquecer, no final relembrar-lhe que pode pedir também esta apresentação. Tenho os nossos contactos neste momento disponíveis num ecrã, o nosso número de telefone para entrar em contato connosco, até através do WhatsApp. se for mais fácil ou, claro, através do nosso endereço novotempo.pt barra em busca da verdade. Tem ali todos os instrumentos necessários para entrar em contato connosco. Vamos então hoje descobrir qual a história dos Evangelhos e da vida de Jesus que nos vai guiar neste estudo. Vamos hoje a uma parábola que ainda não tínhamos usado aqui em nenhum destes nossos encontros da segunda temporada deste programa.

A parábola do filho pródigo

Hoje vamos ao Evangelho de Lucas E vamos ler a partir do capítulo 15, os versículos 11 ao 24, a célebre, muito conhecida parábola do filho pródigo. Leia comigo então. E disse, um certo homem tinha dois filhos e o mais moço deles disse ao pai, pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. E havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome e começou a padecer necessidades. E foi. E chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apastentar porcos.

E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam e ninguém lhe dava nada. E caindo em si, disse. Quantos trabalhadores do meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pareço fome. Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e dir-lhei, pai, peguei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho, faz-me como um dos teus trabalhadores. E levantando-se foi para o seu pai, e quando ainda estava longe, viu o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e correndo lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse, pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos, trazei de pressa a melhor roupa, e vestilho, e pondo-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado e matalho, e comamos e alegremos-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado, e começaram a alegrar-se.

História absolutamente fantástica esta que Jesus nos contou. Vamos tentar dissecar um bocadinho as implicações desta história antes então de abrirmos a Bíblia em outras passagens. Se nos focarmos aqui no versículo 11 e 12, começamos com esta primeira afirmação daquele filho dá-me tudo o que me pertence. Numa visão quase profética, Jesus conta esta história, não tão rara aliás nos tempos ainda que hoje correm. Ora, estamos a falar de quê? De um jovem que deixou de reconhecer as suas obrigações e o respeito para com o seu pai. Podemos até depreender nas palavras de Jesus esta imagem de um filho um bocado farto daquelas restrições da casa paterna, talvez em busca de liberdade. É claro que muitas vezes esta busca de liberdade é sem regras.

E, portanto, por causa disso ele destruiu a imagem do próprio pai no seu coração e vai exigir-lhe herança. E a história mostra-nos, tal como Jesus a contou, que para poder usufruir de prazeres superficiais e efémeros. Foi, na verdade, isso que acabou por acontecer. Ora, ele estava tão iludido com a ideia de que o passado já passou, o futuro, na verdade nunca o temos, então vamos viver o agora. Talvez isto seja uma ideia que podemos admitir que, embora esta história seja tão antiga, esta ideia não está nada ultrapassada. Ora, a história, se nos focarmos agora nos versículos 13 e 16, nós já fizemos a leitura, o relato, claro, do que aconteceu àquele jovem e a verdade é que o relato vai dizer que ele chegou ao ponto de ter que comer ao lado de porcos e com fome.

Ora, não importa a quantidade de riqueza acumulada por uma pessoa, a verdade é esta, quem vive em função do uso, sobretudo o uso imoral do dinheiro e dos bens materiais, um dia, muito provavelmente, acabará por se encontrar na miséria. O jovem desta história, talvez, podemos imaginar, se a história fosse real, lembremos-nos que é uma parábola, mas numa situação real não seria difícil de imaginar um jovem destes incitado pelos amigos, até em terceiros, começou a viver, enquanto pôde, viveu com tudo o que o seu coração lhe dizia. É claro, finalmente foi-se afundando mais e mais na miséria e no pecado, podemos dizer mesmo. ao ponto que então os seus olhos, claro, começaram a abrir-se e normalmente nós abrimos os olhos quando alguma coisa começa a correr mal ou quando andamos uma cabeçada, às vezes, como costumamos dizer.

Neste caso, o jovem começa a perceber que gastou tudo quanto herdou do seu pai, que era um bom amigo, um pai no sentido verdadeiro da palavra, então a tragédia leva-o ao ponto de ele começar a ter que cuidar de porcos. Jesus não contou esta história, claro, de uma maneira casuística. É que nós sabemos que os porcos eram animais que o próprio Deus, aliás, na sua palavra, tinha declarado como animais imundos, que não eram próprios para a alimentação nem para o convívio humano. Ora, esta história Jesus contou para judeus e num contexto judaico. Portanto, isto mostra-nos que é uma ilustração de que a condição a que aquele filho chegou era uma situação irreparável, podíamos dizer, de uma vergonha total.

A busca inútil por algo tinha-o conduzido não apenas para longe do seu pai, é no fundo isto que a história nos mostra, mas este caminho de afastamento do projeto de vida do seu pai conduziu a onde? À escravidão? É uma terra desolada, uma terra que foi atingida pela fome, onde até os porcos tinham mais para comer do que ele próprio tinha. Mas a história depois tem esta expressão, aliás, muito significativa, caindo em si. Esta experiência, claro, foi criada por Jesus, a experiência deste personagem, mas foi criada porque ela representa mais do que uma simples historieta ou fábula. É uma metáfora, na verdade, do amor de Deus.

É disso que se trata, um amor que nunca desiste dos seus e, sobretudo, daqueles que se afastam dos pecadores. Buscando amorosamente, nós sabemos que o Espírito Santo procura convencer os filhos de Deus, mesmo daqueles que se afastam dele, procura convencê-los do pecado, da justiça e do juízo, como dizia Jesus. Ora, quando o filho pródigo, na sua miséria, voltou a si, como que acordou daquele sono, a ilusão do pecado então foi vencida. Ele percebeu a realidade dessa ilusão. Ele nunca tinha merecido as dádivas que ao longo da sua vida tinha recebido o seu pai. Mas agora estava consciente da sua total indignidade. E então, o grande segredo talvez da mudança nesta história, na vida deste personagem, é que ele não se vai desculpar.

Ele não vai colocar a culpa em alguém, no mundo inteiro, na injustiça. Não. Ele viu que o sofrimento que estava a enfrentar era consequência. da sua própria loucura, dos desvarios do seu coração. Então restava-lhe agora uma coisa, claro, a confiança. A confiança de que talvez, na bondade do seu pai, nem que fosse para ser tratado como um trabalhador, como lemos na história, o pai poderia recebê-lo. Portanto, ele, como costumamos dizer em bom português, engoliu o seu orgulho, levantou-se e partiu de volta. Ora, a história diz-nos que, no final, o pai acabou por reconhecer que o seu desejo sempre foi receber o seu filho e, por isso, ele vai dizer alegremenos porque o meu filho estava morto e reviveu.

Tinha-se perdido e foi achado. Esta história parece indicar que aquele pai, um pai de extremo amor e cuidado, nunca tinha deixado de buscar o seu filho, muito menos tinha deixado de desejar o seu regresso. Por isso é que ele faz esta festa. Então dá para imaginar esta cena. Ao longe, o pai espera pelo filho, acaba por distinguir a imagem do seu filho e então move-se de íntima compaixão. E corre e lança-se-lhe ao pescoço. É tremenda esta descrição. E dá-lhe aquele abraço profundo, terno, amoroso. Nós compreendemos então o que é que Jesus estava a querer ensinar aqui. Não importa a miséria que ele tinha vivido ou a realidade do seu passado, ele voltou.

Então as palavras de reconhecimento da sua indignidade, que ele acabou por dizê-las, são interrompidas. E são interrompidas porque o pai quer trazê-lo à plena restauração da sua condição de filho. Em vez dos trapos que ele veste, o pai vai agora dar-lhe as melhores roupas. E estas roupas vão restaurá-lo, vão esconder a nudez, a vergonha da sua pobreza. Em vez dos pés descalços, que neste tempo eram, aliás, característica própria dos escravos. O pai vai dar-lhe umas sandálias e vai colocar-lhe um anel no seu dedo, um símbolo de autoridade. Aquele pai, portanto, que muitas vezes, e neste caso, para este jovem, outrora, no passado, era visto talvez como um pai inflexível e austero.

Podemos imaginar isto da história, porque se ele queria ir embora é porque não se sentia bem na companhia do seu pai. Agora ele vai finalmente reconhecer que o seu pai era um homem cheio de compaixão. podemos, a partir daqui, começar a tirar as nossas conclusões. Nós não estamos longe, muitas vezes, de estarmos na posição deste filho pródigo. Tantas vezes, diante do nosso Deus, o nosso Pai Eterno, Aqui neste mundo, no percurso da nossa vida, muitas vezes deixamos ficar iludidos pelos prazeres do pecado. E muitas vezes mesmo, note nisto, vemos Deus como um limitador da felicidade humana. Como se a vontade de Deus fosse uma espécie de tirania. Ou como se Deus fosse um ser inflexível. E sabe qual é o resultado quando nós acabamos por olhar para Deus desta maneira?

É muito semelhante ao do filho pródigo. Acabamos por nos encontrar sufocados pelas correntes, as cadeias do mal, da miséria. E é nessa condição que muitos acabam por reconhecer, com humildade, que como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Como dizia o salmista no Salmo 103, que eu citei aqui. Vamos agora aprofundar este tema na Bíblia. E quando digo este tema, não estou tanto a falar da história especificamente, a

O santuário e o plano

parábola do filho pródigo, mas a essência do que ela evoca. E gostava de o convidar agora a pensar comigo no seguinte. Esta parábola, que é muito conhecida, aliás, como a parábola do filho pródigo, Na verdade é uma magnífica ilustração da nossa condição pecaminosa, nossa, eu digo, seres humanos, e do grande esforço e do plano de Deus para nos salvar ou oferecer salvação. Esta verdade, esta grande verdade de um plano de salvação, Ela é expressa por Deus desde o Antigo Testamento, especialmente através de ilustrações ou figuras de uma realidade maior, que essa realidade é que precisa de ser bem compreendida na vida do crente. Ora, a Bíblia apresenta Jesus como o Cordeiro, aquele que tira o pecado do mundo, dizia João Batista.

O Senhor então recorreu a esta realidade visível. Quando olhamos para o Antigo Testamento, E hoje proponho-lhe analisarmos a realidade do santuário. O santuário que Deus deu ordem ao povo de Israel para construir. Neste santuário os cordeiros inocentes eram mortos. Porquê? Porque apontavam para um inocente, o filho de Deus, Jesus Cristo, e o seu sacrifício na cruz. É por isso que podemos dizer que o santuário não é apenas um tema, uma coisa do passado, talvez com alguma graça, poder ler certos detalhes, não se trata apenas disso. A relevância do santuário, do tema do santuário, na Bíblia, ao longo da história do povo de Deus, na realidade estava fundamentada sobretudo nisto.

O santuário era um instrumento estabelecido por Deus para uma compreensão mais plena, mais abrangente e profunda do plano da salvação do ser humano. Ora, a liturgia, os rituais que eram feitos em Israel, eles tinham o santuário como o centro dessa vida religiosa e tudo nessa construção, que era bela, riquíssima em significado, praticamente tudo ali apontava para quê? Para Cristo, o Messias, o Salvador. Então, o que é que é isso do santuário? Alguns poderão estar a perguntar, se eventualmente se me está a ouvir neste momento e não está tão familiarizado. que a Bíblia ensina sobre este tema, mas nós vamos olhar isso com um pouco mais de atenção. O que é que nós podemos aprender com o santuário que traga luz sobre a história do filho pródigo contada por Jesus?

É este o desafio que eu hoje gostava de lhe fazer. Vamos, como temos feito, fazer algumas perguntas e vamos procurar respostas através do que está escrito na Bíblia e depois fazemos alguns comentários. A primeira pergunta é esta. Que indicação é que foi dada a Moisés para salvar ou estender salvação aos filhos pródigos deste mundo? Vamos ler é isso no capítulo 25 e o versículo 8. Diz o texto. E me farão um santuário e habitarei no meio deles. O santuário era portanto um lugar da habitação de Deus. O santuário conheceu diferentes formas, durante a sua história, durante diferentes fases, mas desde aquela tenda que Deus deu essa indicação a Moisés, a tenda da congregação, ao tabernáculo móvel, que era isso que era, que acompanhou o povo na sua peregrinação pelo deserto até à conquista da terra prometida, mas claro, também passando pelo templo de Salomão e, aliás, das várias reconstruções que acabaram por acontecer, por Zerubabel ou por Herodes, O santuário sempre cumpriu um propósito, representar de forma visível e simbólica todo o plano de Deus para se encontrar, para restaurar, perdoar e salvar os seus filhos, o seu povo.

Ora, antes ainda de todos estes exemplos que acabei de dar da construção de um templo ou de um santuário, na verdade no livro de Génesis, desde o início da revelação da Escritura, nós encontramos já desde esse período a instituição de um sistema baseado no sacrifício. Lembre-se, por exemplo, que ainda no Jardim do Éden, Foi através da morte injusta de um animal inocente que Adão e Eva viram o que ia acontecer. A sua nudez foi coberta. quando Deus lhes deu roupas feitas da pele de animais. Ora, para a pele dos animais poder ser tornada numa roupa que os tapasse da sua nudez, então teve que haver sangue derramado. E, portanto, eles perceberam logo desde aí a possibilidade e a realidade de haver sacrifício para cobrir a sua nudez.

A fé no Messias prometido Aquele que haveria de sofrer a consequência no seu lugar, aliás, foi dado imediatamente ali no Génesis, no célebre capítulo 13 e no versículo 15. Não me vou aprofundar agora nisso, mas para tomarmos consciência como esta ideia do sacrifício simbolizado estava desde o início. A instituição do santuário e, portanto, do sistema sacrificial, que implicava o quê? Morte. não revela, ao contrário do que pode até parecer numa leitura mais superficial, isto não revela um Deus que gosta do sofrimento, por exemplo. Poderia ser essa a leitura? Ou que Deus não se importa que os animais tenham que sofrer? Note, o derramamento do sangue e a morte destes animais inocentes cumpriam um papel essencial.

E podemos dizer o seguinte, se houvesse uma alternativa a este meio, Deus com certeza teria estabelecido essa alternativa. Talvez me questionam, mas porque é que eu digo que não haveria alternativa a haver morte? Deixe-me dizer-lhe o seguinte, se houvesse uma alternativa à morte de Jesus, ele também teria tido esse plano, mas não houve. Então, nós sabemos que Jesus foi ele mesmo que orou em agonia quando ele dizia ao Pai, Pai se queres, se possível, passa de mim este cálice, mas não se faça a minha vontade, mas a tua. Ora, o desejo de restauração do plano original, aquele plano perfeito no qual Deus e o homem se encontravam face a face, não havia um caminho alternativo a este sacrifício.

E o santuário representava isso. Ora, o santuário então foi estabelecido como o quê? Um centro de adoração, um centro de mediação, de sacrifício. E ali, todos os homens, mulheres, crianças, Todo o povo de Israel eram como filhos pródigos, porque eles podiam aceder à graça do perdão dos seus pecados e isto acontecia independentemente da sua classe, do estatuto, da condição social ou de vida que tivessem. Da mesma maneira, o que é que a Bíblia nos diz? Que a salvação em Jesus, ela é oferecida todos. Continuemos agora o nosso estudo e as nossas perguntas. Que importância que nós podemos atribuir ou ver no santuário que merece a nossa

O santuário celeste e Cristo

atenção, se afinal Jesus já morreu na cruz? Leia comigo o texto que está em Salmos no capítulo 27 e no versículo 4 vai nos ajudar a fazer esta reflexão. O salmista diz assim, uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei, que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formulsura do Senhor e aprender no seu templo. Esta oração, no fundo, do salmista expressa o quê? A importância que pode ter um templo, um santuário, no relacionamento com Deus. Neste caso, o santuário terrestre, ele é uma cópia, feita por mãos humanas, mas uma cópia do verdadeiro santuário celestial. Esse santuário celestial é o lugar da habitação de Deus.

Deixa-me resumir-lhe aqui o que é que a carta que o apóstolo Paulo escreveu aos hebreus, uma carta bem conhecida, que em grande medida trata do sacerdócio de Cristo, da aliança e, portanto, vai buscar muita informação e inspiração ao santuário. Eu vou fazer-lhe aqui um resumo, até por uma questão de ganharmos tempo, poderá depois fazer a leitura, eu sugiro-lhe até a leitura dos capítulos 7 e 8 do livro, ou da carta aos hebreus. Ali, nestes dois capítulos, encontramos o seguinte ensino. Eu vou resumir aqui. Era no santuário que ministravam homens que eram inferiores aos anjos. É-nos dito que estes homens ofereciam sacrifícios todos os dias e que por isso conseguiam redenção diária para eles e para o povo.

Que eles tinham uma vocação terrestre, porque eram sacerdotes que ministravam uma aliança que não era perfeita. Porquê? Porque esta aliança continha sangue de animais. Ora, este sangue não era ele diretamente que removia o verdadeiro pecado, ainda que ele fizesse o quê? Apontasse para o precioso sangue de Jesus. Mas além disso, o que é que a Hebreus diz? Que os próprios ministros do santuário, os sacerdotes, eles próprios eram pecadores, eram sujeitos a fraquezas. Eles morriam, aliás, e portanto o seu ministério era interrompido quando eles morriam. O texto da Hebreus também diz que estes homens pertenciam a um sacerdócio que era transitório. Porquê? Porque ele teve fim. O sacerdócio em Israel deixou de ser válido e necessário.

Então, apesar destas limitações, o santuário era o meio estabelecido por Deus para o seu povo ter a oportunidade de fazer uma coisa muito importante, antecipar o maior de todos os sacrifícios. Qual era ou qual foi a morte de Jesus Cristo? O Santuário como tema bíblico, portanto, ele é fonte de um ensinamento espiritual muito importante e por isso ele mantém a sua plena relevância. Porque o Santuário está intimamente ligado ao Ministério de Cristo e, portanto, ele continua a revelar ao povo de Deus e ao mundo o mais admirável de todos os projetos, o Plano de Salvação. Com Cristo nós temos agora, se quiserem, não é propriamente em oposição, mas em complemento do que era este sacerdócio que Hebreus descreve, o sacerdócio do antigo Israel, em Cristo nós temos um sacerdócio muito mais excelente.

Ele é, na verdade, o sumo sacerdote permanente. Por isso é que o apóstolo vai dizer que a ordem de Jesus como sacerdote é diferente da ordem dos sacerdotes em Israel. Vai, aliás, chamar essa ordem a ordem de Melquisedec. O que é que a carta aos Hebreus volta a ensinar sobre Jesus no santuário? Em complemento ao que já vos disse que é ensinado sobre o santuário e o sacerdócio dos homens. É-nos dito que Cristo é ministro num santuário que está no céu, criado pelo próprio Deus. É-nos dito que o seu sacrifício é eficaz e é completo, que foi feito uma vez e para sempre, e que conseguiu por isso uma redenção que é eterna. que Cristo, como nós somos sacerdote, Ele é santo, porque Ele é inculpável, Ele é sem mácula, está separado, portanto, dos pecadores, e por isso é que Ele está no mais alto dos céus e Ele ministra uma aliança que é superior.

E essa aliança é superior porquê? Essencialmente por isto, porque Jesus ministra com o seu próprio sangue. E este sangue purifica, remove o pecado. Mas o livro aos Hebreus ainda diz o quê? Eu estou praticamente agora a citar-lhe aqui Textos de Hebreus 7 e 8 diz-nos que em tudo Jesus foi tentado, mas sem pecado. Logo, ele morreu, só que ressuscitou. E por isso ele tem um sacerdócio que é imutável. Ora, hoje, se ele está vivo, onde é que ele está? No santuário. E ele vive, diz Hebreus 7 e 25, ele vive sempre para interceder por nós, seu povo. por meio do ministério de Jesus no santuário, o que é que nós hoje temos a oportunidade de fazer? Diz Hebreus agora no capítulo 10, que nós podemos ir até à presença de Deus e podemos ir com ousadia.

Ora, tudo isto que eu acabo aqui de descrever, explora esta ideia de que nós temos oportunidade de estar na casa de Deus, de receber o ministério que o próprio Cristo exerce ali. Mas agora vamos perguntar, vamos tentar aprofundar um pouco mais o que se passava no santuário. A pergunta que faço é esta, quando os sacrifícios eram feitos, os sacrifícios diários no santuário, quando é que eles eram feitos e o que é que eles

Os sacrifícios diários

representavam? Vamos ver o que nos diz o texto que está em números no capítulo 28 e os versículos 4 e 6, que nos descreve diretamente um pouco do que ali se passava. Diz assim, um cordeiro sacrificarás pela manhã e outro cordeiro sacrificarás de tarde. Este é o holocausto contínuo, instituído no Monte Sinai, em cheiro suave, oferta queimada ao Senhor. Ora, o livro aos Hebreus, que tenho estado aqui a referir-me, ele menciona que os diversos sacrifícios oferecidos no tempo de Israel, dividiam-se precisamente em sacrifícios diários e sacrifícios anuais. Os sacrifícios da manhã e da tarde, que, portanto, são esses tais sacrifícios contínuos ou diários, eram oferecidos todos os dias do ano, sem exceção, o livro do Ezo diz isto claramente.

Estes sacrifícios, o que é que eles perfiguravam, apontavam para quê? Para o sacrifício de Cristo, porque ele é eficaz todos os dias e está acessível constantemente. Portanto, nós podemos até dizer que estes sacrifícios não era um sacrifício que alguém oferecia a Deus, como se Deus tivesse a querer sangue de animais, mas era um sacrifício que Deus oferecia em favor de qualquer pessoa do seu povo. Portanto, isto acontecia independentemente do que os israelitas ou o povo de Israel fizesse individualmente com essa possibilidade. Ou seja, quer eles procurassem os benefícios desse sacrifício ou não procurassem, o sacrifício era feito. Os sacrifícios da manhã e da tarde, portanto, eles apontavam para o sacrifício universal de Cristo.

E é universal porquê? Porque é feito a favor de todos os homens. Porque ele provou a morte por todos. Mais uma vez, diz exatamente isto a Carta aos Hebreus no capítulo 2. Logo, o que é que Jesus fez? Ele tornou-se aquilo que a Bíblia chama de propiciação. Ele cobriu os nossos pecados. Não somente os nossos próprios pecados, diz o apóstolo João, aliás, mas os pecados do mundo inteiro. Então, estas ofertas, estes sacrifícios da manhã e da tarde, eles introduziam no coração e na mente do povo aquela provisão divina que Deus estendia para a sua salvação. Isto era o meio de libertação do pecado.

revelavam o caminho para a liberdade. E a liberdade do quê? Da servidão do mal, do pecado. Mas também ajudavam a compreender a necessidade de confissão e de arrependimento permanente. Ninguém pode chegar a uma situação que diga, bem, eu já não preciso de confessar nada nem de ser perdoado de nada. Estes eram então os sacrifícios diários, contínuos. Mas podemos perguntar, para além do sacrifício diário, havia um outro sacrifício

O dia da expiação

que acontecia uma vez no ano muito importante. Que significado podemos descobrir neste sacrifício? Vamos ler no livro do Levítico, no capítulo 23, e vamos ler os versículos 27 e 28. Acompanhe-me aqui que diz assim. Mas aos 10 deste mês sétimo será o dia da expiação. Tereis santa convocação e afligireis a vossa alma e oferecereis oferta queimada ao Senhor e naquele mesmo dia nenhuma obra fareis porque é o dia da expiação, para fazer a expiação por vós perante o Senhor vosso Deus. Então, o sacrifício do dia da expiação, como lemos no texto, ou o sacrifício anual, era um dia único e culminante de todo o ano e de todo o cerimonial que acontecia no santuário.

Este ritual, ele completava todos os sacrifícios que eram oferecidos diariamente ao longo do ano. Então, neste dia, decorria também o habitual sacrifício da manhã e da tarde, é interessante, porque esse, como era diário, nunca podia parar. Mas entre esses dois sacrifícios, então, decorria este serviço que era anual, apenas um dia no ano, o serviço da expiação. Ainda antes deste serviço, sabe-me o que acontecia? O sumo sacerdote, ele próprio, precisava de estar purificado para poder cumprir esta responsabilidade sagrada. Por isso, o que é que ele fazia? Ofrecia sacrifícios em favor de si mesmo e da sua família. Então, este ceremonial começava. Eram trazidos dois bodes e sobre estes dois bodes eram lançadas sortes, ou seja, como que eram, era sorteado o que aconteceria com qualquer um, com os dois.

Um seria designado ou escolhido, portanto as sortes determinavam que um era escolhido como sendo o bode para o Senhor, como diz o texto Levítico 16, e o outro era escolhido como, o texto diz, um bode emissário ou o bode azazel. Prepara agora o seguinte, o lançar sortes implicava então o quê? Que havia uma distinção entre estes dois animais. O que nos mostra logo à partida que eles representavam o quê? Uma natureza distinta no que eles estavam ou era suposto eles representarem neste processo. Logo, este é um momento muito importante em que pela primeira vez Comparando com os de tais sacrifícios diários, podemos dizer que estes dois animais não eram os dois figuras ou representações de Cristo.

Porquê? Veja comigo, o primeiro animal ele representava Cristo, com certeza, por isso ele era enviado para ser morto e ele era identificado, aliás, como o bode para o Senhor. Portanto, era morto e havia derramamento do seu sangue, logo apontava para sacrifício, Cristo. Mas o outro animal, o bode emissário, ele desempenha aqui um papel totalmente diferente neste processo, que é o processo de expiação. O que é que lhe acontecia? O sangue não era derramado. Logo, podemos dizer claramente que aquele animal não servia para fazer expiação dos pecados. Porque é que podemos dizer isto? Porque no contexto da linguagem bíblica, sem derramamento de sangue, não há expiação.

Isto diz o apóstolo Paulo em diversas ocasiões. Então, este animal, ele acaba por ser uma figura de quê? Do verdadeiro culpado do pecado. Daquele que é culpado da rebelião contra Deus. Podemos mesmo dizer do conflito universal que nos afeta a todos. Estamos a falar de quem? Quem é o único que pode representar estas características? Satanás, o diabo, o inimigo de Deus, o inimigo do povo de Deus. Ele vai surgir neste ritual, representado na simbologia do santuário, porque a obra deste dia muito importante era também uma figura ou uma ilustração, podemos dizer, do momento da grandiosa obra de Deus em favor do homem, do ser humano, e da revelação muito importante de que o culpado do conflito e do pecado não é Deus.

mas Deus, através de Jesus Cristo, ele é, na realidade, a solução para o pecado. Tudo isto estava representado neste dia. Então, pode-se perguntar, com que espírito é que Israel, o povo de Israel, vivia esta Este dia da expiação e que relação é que nós podemos ver entre isto e a experiência do filho pródigo, já agora? Foi esse o texto de partida para a nossa reflexão. Vamos voltar a Levítico e ler aqui o final do versículo 27 e vamos ler o versículo 29. Diz então, é o dia da expiação, esse é o contexto, para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus, porque toda a alma que naquele mesmo dia se não afligir, será astirpada do seu povo.

Então pense no seguinte, no antigo Israel este era um dia muito solene, era um dia de juízo, de introspeção. Nesta cerimónia era determinado quem devia viver e quem devia morrer. Ora, ninguém precisava de morrer, na verdade, porque o meio de salvação estava disponível, mas se esse meio fosse ignorado, se fosse desprezado, então A pessoa ficaria sujeita à consequência da sua escolha. Tal como o filho pródigo precisou de reconhecer a sua condição e afirmar o seu pecado e experimentar a tristeza dessa consciência, também no dia da expiação o povo era chamado a fazer isto. Que é o quê? Uma contrissão, uma humildade de espírito.

Aquele bode que era entregue como sacrifício pelo pecado no dia da expiação, ele era uma oferta fora do comum. Ou seja, não havia nada semelhante a isto em toda a sequência dos sacrifícios. E porquê esta diferença? Veja, em primeiro lugar porque este bode provia expiação para o povo. O texto Levítico de Zazéis diz o seguinte. para fazer expiação uma vez por ano pelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. Diz Levítico 16.34 a propósito do que acontecia neste dia. Mas em segundo lugar, ele era usado pelo Senhor na purificação do próprio santuário. Esta purificação era necessária porquê? Porque ao longo do ano, claro, simbolicamente, eram para ali, para o santuário, eram transferidos o quê?

Todos os pecados que o povo tinha levado perante Deus e eram confessados. Um detalhe muito importante aqui é que no sacrifício deste bode para o Senhor, o sacerdote não confessava os pecados sobre a cabeça do animal. Então o que acontecia é que o sangue deste animal não tinha pecados, ou seja, ele não contaminava o santuário, porque não havia essa cerimónia de como que passar simbolicamente os pecados do povo, na verdade ele entrava e o seu sangue purificava o santuário, não o consporcava. Esta cerimónia, que era muito solena, podemos então afirmar claramente, era uma figura, uma parábola se quiserem, da morte de Jesus, essa morte que satisfazia totalmente a exigência da lei.

e havendo sido o sangue de Jesus derramado em substituição de todos os pecadores, era necessário haver, claro, arrependimento. O sangue deste animal era levado então para onde? Para dentro do santuário e o sangue era aspargido sobre o propiciatório, que no fundo é o símbolo que é de Cristo e da sua misericórdia. E então fazia-se ali expiação por todas as transgressões de Israel e pelo santuário. O animal ia ao santuário para fazer o quê? Para resolver um problema. O problema do peixe. Então podemos dizer que uma vez que cada sacrifício realizado no santuário apontava para a morte de Jesus e para o seu sangue derramado, se tudo acabasse aqui, ainda que o povo, cada crente, ficasse limpo dos seus pecados confessados, no fundo, qual era a ideia que isto poderia dar?

Que a culpa do mal, afinal, era de Jesus. Então, se até aqui ele era o único a sofrer pelos pecados do mundo inteiro, parece que ele estava simplesmente a assumir uma culpa que era dele. Mas não é assim. E é por isso... que voltamos atrás, é por isso que é tão importante a figura do bode emissário. Para que fique claro que Jesus purifica os pecados, assume os pecados, mas ele não é o culpado deles.

O significado do bode emissário

Podemos até continuar esta reflexão, este estudo, perguntando então o que é que acontecia com o bode emissário. E o que é que esse acontecimento nos ensina? Vamos a Levítico. Vamos a Levítico novamente ao capítulo 16, que nos descreve o que acontecia. Diz o seguinte. Havendo, pois, acabado de espiar o santuário e a tenda da congregação e o altar, então fará chegar o bode vivo. E Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados, e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo ao deserto pela mão de um homem designado para isso. Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária, e o homem enviará o bode ao deserto." Então este era o ato culminante deste grande dia.

Só depois de ter sido provida esta completa expiação em favor do povo, e estando salvo e livre dos ardis do enganador, é que então entra, ou entrava em cena, na cerimónia, o bode emissário. Este bode, que como já lhe propus, nós podemos entender que ele representa Satanás. Logo, ele não é morto. Ele não derrama o seu sangue. Ele não faz a expiação. Jesus é que nos remeu, Jesus é quem nos purifica, foi Ele que cumpriu a pena que nos reabilita até à presença de Deus. No entanto, para completar o processo de expiação, não basta o inocente morrer injustamente. Também é necessário um outro aspecto muito importante, é apontar o verdadeiro culpado. para que ele sofra as consequências e, sobretudo, seja responsabilizado por ter concebido o mal, por ter induzido o homem à rebelião contra Deus, por ser o pai da mentira e do pecado.

Então era assim que, para que Israel, no dia da expiação, o pecado voltava para o seu originador, o diabo. E na figura deste bode emissário estava aqui, então, simbolicamente revelada esta grande verdade. Era através deste animal que Deus dava ao seu povo uma visão antecipada de uma coisa muito importante que nós não podemos passar ao lado. É que Deus vai destruir completamente o pecado do seu Universo, desta Terra e do Universo. Neste caso, de maneira figurada, O diabo, o pai do pecado, Satanás, na figura deste bode emissário, ele era detido e julgado. Sobre ele caía o pecado e toda a culpa.

Então, toda a culpa que trouxeram a esta terra e às nossas vidas, dor, sofrimento, morte, exclusivamente pelo sangue expiatório de Cristo, é que nos é assegurada a salvação. mas aquele que introduziu a iniquidade no governo e no plano de Deus, esse vai receber o isolamento que ele merece ao ir para aquele deserto. E assim como este bode era enviado para o deserto para morrer, a Bíblia, aliás, revela-nos claramente, numa visão profética tremenda, que quando chegarmos ao culminar da história deste mundo, Deus vai destinar Satanás exatamente ao mesmo, ao abismo, à completa destruição, eterna destruição.

E vai ser assim que se vai completar o ciclo do pecado. E este ciclo não é contínuo. É um ciclo no qual nós estamos envolvidos mas vai terminar. E vai terminar com este drama que nós vivemos de um conflito entre o bem e o mal. Portanto, em Israel, no fim deste dia, um dia tão soleno, um dia de aflição, o povo podia alegrar-se com gratidão pela graça de Deus. Porque simbolicamente o verdadeiro culpado, o que é que tinha acontecido? Tinha sido encontrado. E agora vamos a algumas notas finais e sobretudo que tornem um pouco mais pessoal esta reflexão que estamos a fazer sobre o Santuário. A verdade é que, ainda que não nos seja muitas vezes agradável reconhecermos a nossa indignidade, tal como não foi para o filho pródigo, este reconhecimento do quão indignos e pecadores somos é preferível do que refletirmos aquele espírito satanás.

Qual é esse espírito satânico? É uma postura de crítica e de intolerância, como foi, aliás, manifestada na história pelo filho mais velho, de não aceitar o arrependimento e o regresso do pecador. Ora, acerca de cada um de nós, Deus deseja dizer isto, que nós somos aquele que

Cristo como nosso advogado

estava morto e que reviveu, que se tinha perdido e foi achado. Isto é um plano de Deus para nós, todos os que já caímos na terrível desgraça do pecado. Eu agora pergunto, hoje, onde é que nos espera Jesus? Onde é que Ele está? Onde é que Ele oficia em nosso favor? Vamos ler o que diz a Bíblia, meus filhinhos. Estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se alguém pecar, temos um advogado para culpar, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados. E não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. Isto escreveu 1ª de João, lemos em 1ª de João capítulo 2 versículo 1 e agora vamos ler já de seguida em Hebreus no capítulo 9 e versículo 24.

Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figuras do verdadeiro, porém no mesmo céu para agora comparecer por nós perante a face de Deus. Repara que o santuário terrestre que já aqui falámos era uma cópia do verdadeiro santuário. O Santuário Terrestre, ele deixou de ser o lugar de ofício para o povo de Deus. Mas o que é que a Bíblia nos ensina? Que ainda a obra de salvação que Jesus está a realizar, ela continua. Ela é realizada em nosso favor, só que agora acontece literal e poderosamente no Santuário Celestial. A cada um daqueles que buscam a Deus, ele reconhece como seu filho, como sua filha.

E por isso é que ele se encontra agora no santuário, numa disponibilidade que é permanente para fazer o quê? Para nos acolher tal como o pai esperava ansioso o seu filho no regresso ao lar

O convite ao arrependimento

na história do filho pródigo. Por isso é que podemos perguntar, então, se Deus é esse pai Que convite é que ele nos estende para que nós possamos usufruir da sua presença? Vamos ver qual é esse convite. Vamos ler Atos, no capítulo 3, versículos 19 ao 21. Ouça com atenção. Arrependei-vos, pois, convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor, e enviei-lhe a Jesus Cristo, que já d'antes vos foi pregado, o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas desde o princípio.

O arrependimento muitas vezes é visto como uma coisa dolorosa, até pode parecer degradante. Mas eu vou lhe dizer isto, degradante e doloroso é permanecer no pecado, não fora do pecado. O convite ao arrependimento é o convite de Cristo ao pecador, para que o pecador não se mantenha nos seus erros, nas suas misérias. Não há volume nem dimensão de pecado que possa fazer Jesus desistir ou afastar-se de nós. Porque Ele é aquele Pai que espera pelo Filho. O Filho pode estar lá a comer comida com os porcos, mas o Pai espera. Cristo, Ele não pode salvar-nos só numa condição. Se nós permanecermos agarrados ao nosso pecado. Mas Ele pode, Ele deseja. E Ele está aliás empenhado, por isso é que está no Santuário, Ele está empenhado em salvar-nos dos nossos pecados.

Por isso é que podemos perguntar qual importante mensagem é que hoje deve ser proclamada ao mundo e uma mensagem que nós precisamos de compreender e de aceitar. Leia comigo o que diz o texto de Apocalipse no capítulo 14 e vamos ler os versículos 6 e 7. Eu vi outro anjo voar pelo meio do céu e tinha o evangelho eterno para o proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda a nação e tribo e língua e povo, dizendo com grande voz, tomei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu e a terra e o mar e as fontes das águas." Sim, Deus é o juiz. Tem que ser proclamado que o juízo está a chegar.

Todos passaremos pelo julgamento de Deus. Todos seremos julgados com justiça, isso podemos ter a certeza. Se fizermos de Jesus o nosso Salvador, o Senhor da nossa vida, uma coisa também é certa, o nosso nome é inscrito no livro da vida, o livro do Cordeiro. No santuário isto corresponderia a quê? A os sacrifícios diários, que eram a figura do sacrifício de Jesus, da primeira fase do juízo de Deus, a qual requer o quê?

O juízo de investigação

Fé em Jesus. Cristo como Salvador. Aqueles que não aceitam esta primeira fase de Cristo, do seu ministério, já estão condenados, estão julgados pelas suas próprias escolhas. Ainda lhe vou contar aqui um pormenor sobre o dia da expiação. nos 10 dias que antecediam o dia da expiação, que já estivemos a descrever com aqueles dois animais, isso acontecia na festa das trombetas, o povo era alertado pelo som das trombetas, para quê? Para se prepararem para o dia do juízo, que era o dia da expiação, que era visto como um dia de juízo final naquele ciclo de festas anuais, de celebrações. Cada homem e cada mulher o que é que deviam fazer?

Sondar o seu coração. Perguntar-se se a sua entrega, a sua obediência a Deus era verdadeira. O arrependimento do pecado precisava de ser refletido se estava a acontecer. A pergunta que cada homem e mulher era chamado a fazer nesse período de preparação era se cada aspecto da sua vida estava em harmonia com a vontade do Salvador. Portanto, o povo, como fazia esta análise séria, Isto ajudava-os, claro, a entender que precisavam de viver uma experiência de verdadeira entrega. Logo, será que nós não devemos hoje fazer exatamente o mesmo? Nós vivemos num tempo diferente. Podíamos dizer uma segunda fase do juízo.

Esta fase, aliás, do tempo que vivemos, pode ser designada como um juízo que está a investigar. Porquê? Porque durante este período de tempo que nós vivemos, antes da volta do Senhor Jesus, Estão a ser investigados aqueles que têm os seus nomes nos registros da vida, daqueles que aceitaram Jesus e o sangue do Cordeiro de Deus. Isto é para o povo de Deus, os que querem fazer parte do povo de Deus que vive nos dias de hoje. Este é um juízo de investigação. E é um juízo que se inicia antes da volta de Jesus, por isso ele está a acontecer neste tempo tão soleno que vivemos. É claro que Deus sabe quem são os seus filhos, mas o universo não sabe.

Não tem a omnisciência divina. Quando Jesus morreu na cruz, o que ele fez foi ele comprou o direito de perdoar todos os homens, só que nem todos escolheram. E hoje ainda é o mesmo, nem todos desejam ou nem todos se mantêm nesse caminho de perdão e de salvação. Assim, durante este período que antecede a vinda de Jesus, o processo de Deus em perdoar os que buscaram o seu perdão é justificado, é provado, é explicado e até é legitimado. Quando não restarem dúvidas diante de todo o universo, o resultado será este. Jesus virá. E ele virá para buscar os seus.

Segundo o apóstolo Paulo, são aqueles que amaram a sua vinda. Por isso que eu tenho aqui uma última pergunta para lhe deixar, um desafio. Qual é a posição decisiva que nós temos que tomar antes de Jesus terminar a sua obra? Esta obra como sacerdote no santuário. Qual é a decisão pessoal que nós temos que tomar? Leia comigo. Quem é injusto Faça injustiça ainda. E quem está sujo, suje-se ainda. E quem é justo, faça justiça ainda. E quem é santo, seja santificado ainda. Deus determinou um dia no qual Ele vai julgar o mundo. A pergunta é, como é que nos apresentaremos diante de Deus?

Apesar do mundo inteiro poder usufruir da graça de Jesus, é muito importante compreendermos que só os que se apresentavam no santuário é que podiam partir limpos e perdoados dos seus pecados. Simbolicamente, eles eram retidos no santuário e ficavam ali até ao dia da expiação para finalmente serem eliminados.

A decisão final e conclusão

Se alguém não fosse ao santuário, mesmo que pudesse usufruir dessa graça, ela não alcançava a sua vida. Da mesma maneira, hoje, os que quiserem viver assim. Nós podemos viver sem tomar posse da graça de Jesus. Podemos perfeitamente. Se o fizermos, claro, vamos sofrer a penalidade do pecado, que a Bíblia é clara em dizer desde o princípio. É a morte. Ao sair do Santuário Celestial, o que é que Jesus vai fazer? Ele não será, nesse momento, o advogado. Ele será o juiz. Ele vem executar a sentença. Hoje, o Pai do Céu, esse amoroso Pai, está de braços abertos e está disponível. Os seus braços de amor estão estendidos, porquê?

Para que nós, tal como um filho pródigo, mesmo que estejamos no meio da sujidade do pecado, basta um pensamento de arrependimento, um gesto de regresso ao Pai, para que a Sua Graça nos alcance e nos restaure. E hoje, antes que seja tarde demais, na sua vida deve refletir que este é o momento. Esta é a hora certa para entregar a sua vida a Jesus, para confiar na sua graça, para viver na certeza da salvação o plano maravilhoso que Deus criou para si e para mim. Oro para que Deus o abençoe e ajude a tomar esta decisão. Já sabe que Nós podemos auxiliá-lo na tomada dessa decisão. Se quiser entra em contato connosco, através dos meios que temos à sua disposição, nomeadamente o nosso site, onde pode fazer todos esses contactos.

NovoTempo.pt em busca da verdade. Mas hoje aceito fazer parte deste chamado. Que Deus o abençoe. Até ao próximo programa, se Deus quiser.

Série
Em Busca da Verdade · 15 episódios
Temporada e episódio
Temporada 2
Estreou
26 de Janeiro de 2022
Categoria
Espiritualidade