28:55Olá, estamos de regresso para mais um programa em busca da verdade. É um gosto estar consigo e muito obrigado por ter escolhido passar estes próximos minutos aqui na nossa companhia, aqui na Novo Tempo Portugal ou na Rádio RCS, na Antena, aqui especialmente na região da Grande Lisboa. É um prazer podermos voltar a abrir a Bíblia à Palavra de Deus e buscarmos nela mais um tesouro sobre um grande tema destes maravilhosos estudos que a Bíblia nos proporciona para conhecermos a vontade de Deus e aquilo que ele deixou revelado para nós. Vamos por isso mesmo numa breve oração pedir a Deus que esteja connosco neste momento ao estudarmos a sua palavra. Junte-se a mim. Te agradecemos, ó Pai do Céu, porque Tu és Deus e Senhor, soberano sobre este universo inteiro e também sobre a nossa vida.
E obrigado porque nos dás o privilégio agora de abrirmos a Bíblia à tua palavra e descobrirmos tesouros incalculáveis, Senhor. Tesouros de grande valor para a nossa vida. Agradecemos-te por isso e pedimos-te que nos inspires mais uma vez para que possamos deste tesouro tirar proveito para a nossa vida. Em nome de Jesus nós oramos. Hoje vamos estudar um tema, também ele essencial, como tantos outros que temos tido oportunidade aqui durante estes programas. Este é o décimo primeiro programa desta série e nós vamos estudar a verdade da salvação. Uma verdade que nos ajuda realmente a compreender como é que o plano de Deus de restaurar esta terra e as nossas vidas, aquilo que era o seu projeto original, como é que isto é possível?
No mundo onde vemos tanta desgraça e também muita dessa desgraça nasce na nossa própria vida, nas nossas escolhas. Como é possível um projeto de salvação? É isso que nós vamos descobrir. Agora que vamos começar a abrir a Bíblia, já sabe que pode fazer planos para pedir este estudo. se tiver vontade de receber, ficar, de o guardar, mas também poder estudar um pouco mais a fundo, pessoalmente, por isso já sabe, vá a novotempo.pt em busca da verdade, aí pode realizar um pequeno teste e pedir para receber precisamente Então, toda a informação sobre este estudo, mas também neste site, que é um site dedicado a este programa, também pode sugerir temas para estudarmos ou dúvidas que tenha, lançar as suas próprias perguntas, mas também, se for esse o seu desejo, pode pedir para receber um estudo ou acompanhamento mais personalizado.
Nós temos uma equipa de instrutores bíblicos, que estão disponíveis para poder ajudá-lo nesse caminho, se for a sua vontade, já sabe, vá a novotempo.pt em busca da verdade para podermos ajudá-lo e acompanhá-lo no seu estudo da bíblia. Vamos então saber o que há reservado na palavra de Deus sobre este grande tema,
vamos descobrir a verdade da salvação. Eu vou começar por apresentar-lhe verdades centrais sobre a salvação. Neste caso eu vou optar por fazer estas afirmações, formulá-las e depois vamos a cada uma delas obter revelação da bíblia que nos ajudam a provar que o que estou a dizer não é da minha autoria mas é a verdade, segundo o que está revelado na bíblia. Primeira grande verdade sobre a salvação, o homem é pecador e está condenado. Ou seja, nós não podemos fugir desta condição de pecadores e a condenação é o resultado natural e imediato segundo a ordem que Deus estabeleceu.
Esta é a primeira grande verdade. Felizmente não é a única nem a última. A segunda grande verdade sobre a salvação na bíblia é de que o homem não tem mérito que o livre da condenação. Porque, repara que uma possibilidade seria de que o homem, ok, é pecador e está condenado, mas o homem pode tentar fazer alguma coisa para livrar-se da condenação, quem sabe comprar a possibilidade da salvação ou adquirir algum tipo de mérito que dessa Deus uma prova de que finalmente nós estaríamos num estado tal que já éramos dignos de receber a salvação. Portanto, essa hipótese não é balizada no que está na Bíblia porque a verdade central, a segunda, é de que o homem não pode fugir da sua condenação através dos seus méritos.
Terceira grande verdade da Bíblia, Jesus é ele que provê solução. Porque há solução para estes dois problemas formulados em primeiro lugar e essa solução está em Jesus e nos seus méritos. Ele sim pode apresentar alguma coisa como mérito, como sendo digno de oferecer salvação. E em quarto lugar, pela fé, e aí entra o campo da nossa ação ou escolha, pela fé o homem apropria-se da salvação que há em Cristo Jesus. Aqui estão quatro pilares, quatro verdades centrais que resumem o ensino da Bíblia sobre a salvação.
Sabe que a utilidade que pode ter olhar para a verdade da bíblia de uma forma sistematizada, aliás como temos feito aqui em todos os nossos estudos, é que estas verdades formuladas de uma forma clara e organizada permitem-lhe assim ir depois confrontar a bíblia com estas afirmações, mas também confrontar quem sabe afirmações de líderes religiosos, textos que tenha lido, tradições religiosas nas quais quem sabe tenha sido ensinado ou tenha ouvido E com estas afirmações claras nós podemos então confrontar com outros ensinos, mas especialmente com o ensino da bíblia. Antes de ir provar-lhe ponto a ponto aquelas quatro grandes verdades, eu gostava de introduzir o tema, biblicamente, com dois textos que são chave para
compreender o plano da salvação. Eu digo São Chave porque é como se em cada um destes textos a grande verdade sobre a salvação estivesse como que encerrada ali e por isso vamos lançar este estudo a partir destes dois textos. Romanos 6.23, um texto central para compreender a salvação e o plano da salvação. É nos dito pelo apóstolo Paulo, porque o salário do pecado é a morte. Mas, e este mas realmente coloca-se aqui como uma conjunção central. Mas, apesar disto, o dom gratuito de Deus é a vida eterna.
Por Cristo Jesus nosso Senhor. Repare que o que este texto nos ensina com clareza é que nesta luta ou neste confronto entre morte e vida eterna, que são duas coisas obviamente que estão em oposição, há um dom gratuito e este dom gratuito é que acaba por ser o eixo da decisão entre morte e vida eterna. Portanto, morte e vida eterna são duas possibilidades de saída para esta vida. Jesus Cristo e o dom gratuito são o meio através do qual algum ser humano pode esperar ascender à realidade da vida eterna.
Daí eu mostrar-lhe ou dizer-lhe que este é um texto central. E o segundo? texto que lhe propõe, talvez daqueles textos mais célebres na Bíblia e no mundo cristão em especial, lêmo-lo nas palavras do próprio Jesus Cristo, que quando falava com Nicodémus, um líder religioso que o buscou precisamente para conhecer o plano da salvação de uma maneira mais plena e Jesus revelou-lhe as grandes verdades sobre esse plano. E é aí que lemos estas palavras que se este sabe de cor ou se quiser acompanhar-me na leitura, quem sabe em casa ou onde estiver neste momento, pode dizer estas palavras em voz alta comigo. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigénito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Repara que podíamos Resumir este texto encontrando nele claramente os três grandes pilares nos quais assenta o plano da salvação. O amor de Deus, a dádiva de Jesus Cristo e a escolha de querer nele. No fundo é um resumo daquelas quatro grandes verdades, que agora já vamos explorar uma a uma, mas que é como se estivessem condensadas aqui na forma de três eixos centrais. Deus ama o mundo, tudo que criou. Deus ama todos os seres humanos. O amor de Deus, aí podemos ter a certeza que há incondicionalidade.
E, portanto, a dádiva de Jesus, aquilo que já leímos em Romanos 6 como sendo o tal dom gratuito, é uma coisa que não depende de nós, não é pelos nossos méritos, não somos nós, é Jesus. Portanto, o plano da salvação assenta na pessoa de Jesus Cristo. Ele está no centro deste conhecimento, mas o homem, o ser humano, Entra nesta equação, não com os seus méritos, mas com a sua escolha. Por isso é que o texto diz aquilo que nele crê. Porque aquilo que nele não crer, obviamente não tem a vida eterna. E não tem o quê? Por um castigo? Porque Deus fica chateado? É simples de entender.
Não tem porque não o escolheu. E se Deus, desde nunca, desde o princípio, nunca obrigou os seus seres criados Não seria numa vida eterna que agora Deus mudaria a sua integridade e te faria com que alguém tivesse que viver eternamente um plano que não quis. Por isso é que estes são os três pilares do plano da salvação. E vamos então agora, na nossa viagem, procurando na Bíblia até encontrarmos respostas para as tais 4 verdades fundamentais. Já não preciso de leí-las novamente, vamos agora, uma a uma, encontrar.
Será um estudo muito simples e ao mesmo tempo, espero eu, muito esclarecedor. Porque vamos olhar para estas 4 verdades e encontrar os tais bíblicos que as fundamentam ou que me permitem neste momento as afirmar. Primeira grande verdade então, o homem é pecador e está condenado. Não há nada a fazer. Esta é a condição do homem, do ser humano. Vamos ler Romanos 3.23, texto no qual o apóstolo Paulo diz, porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Portanto, não há um ser humano que possa dizer, ah, pois eu sei que os outros todos são pecadores, mas não é o meu caso. Nenhum ser humano pode dizer, eu sei que o resto da humanidade está destituída da glória de Deus, mas vejam como eu tenho a glória de Deus.
Ninguém pode dizer isto, a Bíblia é clara, o pecado é uma condição da humanidade como um todo E esta destituição de glória, uma glória aliás com a qual Deus nos criou, essa destituição passou a todos. Eclesiastes no capítulo 7 e no versículo 20 é um texto do sábio Solomão, bem mais antigo que o texto de Paulo, para mostrar como esta verdade é coerente ao longo de toda a Bíblia. Vejam o que dizem as palavras do sábio. Na verdade, que não há homem justo sobre a terra. Que faça o bem. e nunca peque. Este homem não existe. Se procuramos um homem com estas características, que seja ele próprio justo e que nunca peque, o que o texto diz é que não o podemos encontrar.
E vamos ainda ler 1ª de João, no capítulo 1, a 1ª carta de João e o versículo 10, em que o apóstolo reafirma esta grande verdade. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso a Deus e a sua palavra não está em nós. Portanto, se algum homem, ou que o texto é dedução do texto evidente, é que se algum homem ou mulher se apresentar como já não pecando é mentiroso, porque nesse caso significaria que Jesus já não faria falta. Portanto, é como se pudéssemos dizer, se algum homem pudesse afirmar que vive fora do pecado, sem pecado, seria o mesmo que dizer que já não precisaria de Jesus.
Portanto, o homem é pecador, está condenado. Está provado na Bíblia esta primeira afirmação.
Vamos provar a segunda afirmação de que o homem não tem mérito que o livre da condenação. Porque poderíamos dizer que tudo o que lemos anteriormente fala-nos da condição do homem, o homem está nessa condição mas pode conseguir de alguma maneira pagando obtendo algum favor, cumprindo, quem sabe, algum tipo de sacrifício. E note que o mundo cristão tem sido muito marcado por esta prática de sacrifícios ou formas de pessoalmente tentar pagar ou compensar o pecado. A Bíblia vai mostrar-nos que isso é impossível. Vamos começar por ler Isaías no capítulo 64 e no versículo 6. Diz o perfeta.
Todos nós somos como o imundo e todas as nossas justiças como trapo da imundícia e todos nós murchamos como a folha e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam. Portanto, mesmo as coisas que nós pudéssemos querer apresentar como sendo justiça ou provas de que somos justos, para Deus seriam, na verdade, como imundícia, quer dizer, alguma coisa de suja, que a Deus com certeza não iam limpar, nem seriam prova de limpeza, porque nem a nós nos limpam. No Novo Testamento encontramos esta verdade afirmada, por exemplo, na Carta aos Efésios do Apóstolo Paulo. Veja aqui porções do capítulo, do versículo 8 e 9.
Pela graça sois salvos. Esta é uma afirmação, mais à frente já vamos voltar a este texto de uma maneira um pouco mais plena, mas Repare que o texto diz claramente que nós somos salvos pela graça e o texto no versículo 9 diz que isto não vem de vós, é dom de Deus, não vem das obras para que ninguém se glorie. Eu quero fixar a nossa atenção, em relação a este texto agora, nesta ideia de que a possibilidade da salvação, porque ela existe, senão nós não estaríamos aqui a debater este tema, essa possibilidade nunca vem das obras, portanto, de alguma coisa, gesto ou prática que o homem possa apresentar a Deus, caso contrário, isso seria o quê?
Glória para quem executa essas obras. Mas podemos ler ainda, no Salmo 116, e repare que agora vou colocar-lhe aqui, não em confrontação, ao contrário, em complementaridade, duas expressões de Davi, o salmista. Veja que no Salmo 116, ele diz o seguinte, no versículo 12, que darei ao Senhor por todos os benefícios que me tenho feito. Eu escolhi, propositadamente, trazer-lhe só o questionamento, mais para lhe mostrar uma certa lógica de que este questionamento do apóstolo, do salmista David, do rei David, é, obviamente, um questionamento justo e adequado, porque quando nós estamos diante das bênçãos, da graça de Deus, ou mesmo quando sentimos que o que fazemos e o que somos não está à altura do que Deus é, nós sentimos uma vontade, claro, de responder positivamente a Deus.
E quem sabe muitas vezes estaria dando-lhe alguma coisa. O que é que eu posso fazer para pagar por aquilo que Deus tem feito por mim? E agora apresento-lhe as palavras do apóstolo, do salmista, já lhe chamei duas vezes apóstolo, salmista Davi, que diz num dos salmos mais conhecidos, o salmo 51, no versículo 16. Nesta oração de confissão, porque Davi está na verdade a confessar o seu pecado, portanto o contexto é muito útil para o que estamos aqui a falar, que é a possibilidade do homem como mérito, ter mérito para se libertar da condenação, ora Davi acaba de reconhecer o seu pecado e a fragilidade da sua vida e ele vem a Deus com confissão, com arrependimento, claro, e é no meio dessas palavras belíssimas, aliás, e sinceras de um coração contrito que tinha de vir neste momento que nós vamos ler esta afirmação muito importante em Davi.
Pois tu não desejas sacrifícios, diz ele a Deus, senão eu os daria. Tu não te deleitas em holocaustos. Sabe que, uma nota um pouco pessoal, eu tenho uma grande admiração por David, pela sua história, mas particularmente mais até do que a biografia, que há outros homens na bíblia, porque eu tenho até talvez uma apreciação especial em relação à sua biografia. aquilo que me inspiram, mas há uma coisa que eu aprecio particularmente ainda vi é que há várias demonstrações ao longo da sua vida de que era um homem que tinha uma compreensão do evangelho e do relacionamento com Deus muito à frente do seu tempo, poderíamos dizer assim. É como se fosse um homem que tinha uma compreensão, para facilitar, mostrar-lhe aquilo que eu quero dizer-lhe, é que devia ter, em certo sentido, uma compreensão do evangelho, como se ele tivesse acesso àquilo que nós, no novo testamento particularmente, temos acesso que foi em completar, obviamente não anular, nem retirar nada do que estava escrito, como aqui se nota.
Mas Davi tinha uma compreensão realmente muito avançada do Evangelho, podemos dizer assim. Por isso é que Davi poderia afirmar que sabia perfeitamente que Deus não queria sacrifícios. Porque ele tinha oportunidade de os fazer, se fosse dinheiro, se fosse alguma dádiva, se fosse um sacrifício pessoal, David estava disposto a fazê-lo, mas ele tinha uma compreensão de que era algo muito mais profundo e que no fundo era isto, os méritos nunca seriam dele, porque senão ele até tinha capacidade de, de
alguma maneira, apresentar méritos. Vamos então agora à terceira afirmação. Uma vez que nós estamos condenados pelo pecado e que já vimos que não é pelos nossos méritos, nem por boas obras, nem por sacrifícios que lavamos, então Jesus sim apresenta-se como tendo mérito. Jesus provê solução e os seus méritos dão-nos acesso a uma solução para o nosso problema. Qual é essa solução? Como é que Jesus nos dá essa solução? Vamos ler uma série de textos muito esclarecedores. Vamos começar com um texto do Apóstolo Paulo. 1 Timóteo capítulo 1 versículo 15. Esta é uma palavra fiel e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores dos quais eu sou o principal.
Talvez aqui a única coisa da qual eu possa dizer na Bíblia que não concorda exatamente com o que está escrito, é que cada vez que eu leio este texto, a vontade que tenho, genuína, digo-lhe de todo o coração, é substituir esta última palavra. Paulo dizia dos quais eu sou o principal e eu digo, meu Deus, se Paulo era o principal dos pecadores, o que é que eu direi de mim? Então eu sinto vontade de me colocar a mim, eu aqui. Eu sou o principal dos pecadores. Mas pela graça de Deus o resto do texto eu também quero aplicá-lo a mim. Que diz que Cristo Jesus veio para salvar os pecadores. Aqui eu poderia ter-lhe trazido o texto no qual Jesus ele próprio diz acerca dele que veio para salvar os que precisam de salvação.
Os pecadores, não os justos. ou os que se façam passar como tal. Por isso fica claro de que há uma solução e essa solução é para os pecadores, ou seja, são os que precisam de solução e é em Jesus que se encontra essa solução. É interessante notar que esta ideia de que Jesus veio para salvar pecadores fez parte da sua própria identidade no momento em que Jesus veio a esta terra. Por isso é que foi revelado a Maria Note, antes de Jesus nascer, Mateus 1.21 foi revelado o quê? Dará-los um filho e chamarás o seu nome Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
O próprio nome de Jesus e, portanto, a sua identidade estão ligadas umbilicalmente a este projeto de salvação que é salvar o povo dos seus pecados, porque o povo não pode salvar-se por si mesmo. Jesus foi dado para esse propósito. Veja o que diz ainda Atos, livro de Atos no capítulo 4 e no versículo 12. Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos. Nenhum outro nome, inclui o meu, lá está mais uma vez, eu não me posso salvar, essa solução está em Jesus e nos seus méritos, mas este texto também implica que não há nenhum outro nome, quer dizer, nenhum outro ser, nenhum outro que possa ser colocado no lugar de intercessão e de salvação que Jesus ocupa.
Ninguém pode ser colocado na posição de um santo ou de alguém a quem eu vou recorrer, ou orar, ou pedir, ou confessar. Porque Jesus é que está no lugar da salvação. E debaixo do céu nunca viveu nenhum homem, nem nenhuma mulher. através do qual a salvação pudesse ser dada. Ainda há pouco lemos o texto de Jesus a anunciar à Mãe de Jesus, ao Pai de Jesus e a dizer-lhes que Ele salvaria o povo dos pecados. A Mãe de Jesus nunca pôde salvar ninguém dos seus pecados, nem nunca foi, esteve ou estará na posição que ocupa o Filho de Deus, Jesus Cristo.
Ele é o nome através do qual há salvação. Mas repara ainda que Romanos 5.8 completa este pensamento. O apóstolo Paulo diz, mas Deus prove o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. que poderia haver alguma dúvida de como é que Jesus faria isto, não é só dizendo ou anunciando que ele o faria. Está claro na palavra de Deus que foi na cruz, foi através da sua morte de que nós, ainda pecadores, passamos a ter possibilidades de salvação porque os méritos de Jesus vêm-lhe precisamente da sua morte. E ainda vamos completar, porque esta afirmação, claro, é charneira, precisa de ser muito bem entendida na bíblia, com o texto de 1ª de João, agora no capítulo 5 e veja o que diz o apóstolo nos versículos 11 e 12.
E o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna. E esta vida está em seu filho. Quem tem o filho tem a vida. Quem não tem o filho de Deus, não tem a vida.
A possibilidade de vida eterna, ela existe através do filho de Deus, Jesus Cristo. Sem ele, não há possibilidade de vida. E finalmente, quarta grande verdade ou afirmação sobre a salvação. Pela fé o homem apropria-se da salvação. E note como eu tenho aqui, nesta frase, duas palavras talvez chave. E essa é o homem que a exerce. E apropriar-se. Porque mesmo uma dádiva só pode ter efeito na minha vida se eu me apropriar dela. Porque nem uma dádiva é uma coisa obrigatória.
Vamos voltar agora a Efésios capítulo 2 e agora com um pouco mais de detalhe vamos ler os versículos 8 e 9. Diz o seguinte, pela graça sois salvos. por meio da fé. E isto não vem de vós. É dom de Deus. Não vem das obras, como já lemos, para que ninguém se glorie. Isto significa o quê? Que os méritos são todos de Cristo. É por isso que nós somos salvos pela graça. O conceito de graça na bíblia é um conceito profundo, de muitas implicações. Para o tornar o mais simples possível, olhemos para a literalidade da palavra. Sabe que às vezes a melhor maneira de entender a bíblia, esse é um dos princípios para entender, é ler tal qual ela se apresenta.
E se é graça, Quer dizer que é de graça, é por isso que ela se chama graça, porque é uma coisa que é concedida, que é uma oferta. Os méritos são todos de Cristo, por isso é que para mim é de graça. E a fé é o meio pelo qual eu me aproprio desses méritos que me são oferecidos. Quer isto dizer o quê? Que os méritos de Jesus na sua vida e na minha não são uma obrigação. os méritos de Jesus podem ter o poder de salvar aqueles que por meio da fé se apropriarem destas dádivas que Deus fez. Então, quem é que teve obras dignas da salvação?
Jesus. As suas obras dignas de salvação foram a sua vida impoluta, sem pecado e a sua morte que conquistou o direito à salvação. Cabe-me a mim pela fé, por meio da fé que eu exerço a Cristo e essa fé faz-me apropriar desses méritos. Vamos ler ainda Romanos, no capítulo 1 e no versículo 17, um texto que nos vai mais uma vez ajudar a aprofundar este conceito. Diz o apóstolo, porque nele se descobre a justiça de Deus, de fé em fé. Como está escrito? Mas o justo viverá pela fé. O apóstolo Paulo está a citar palavras que já vêm do Antigo Testamento, aliás no profeta Abacuque, o que nos ajuda aliás aqui a compreender a ideia de que o projeto de salvação não se alterou entre o Antigo e o Novo Testamento.
Talvez algumas pessoas tenham já afirmado e tenham isto como proposta, mas o plano de salvação, as condições da salvação não se alteraram. alterou-se o facto de que Jesus, durante o tempo e o período do Antigo Testamento, ainda não tinha vindo e, portanto, as obras de Jesus e os seus méritos eram potenciais. Era também pela fé nesses méritos que estavam para vir. Daí que até os sacrifícios de animais, os holocaustos e todo o santuário são exemplos de representações que apontavam para o sacrifício de Jesus e os méritos do seu sangue. aplicada agora no conceito ou no contexto do novo testamento, continua a ser válida esta grande verdade de que a salvação não é uma fatalidade.
Ou seja, não é porque Jesus morreu e porque Deus me ama que eu vou ser obrigado a salvar-me. Isso seria a fatalidade da salvação. Todos serão salvos, quer queiram, quer não queiram. É por isso que o justo vive pela fé, porque a fé é um caminho, a fé é uma escolha. As pessoas que vivem pela fé, as escolhas que fazem no seu percurso de vida refletem essa fé. e portanto agora resta-nos alguma coisa a fazer e agora, com este tremendo conhecimento, o que é que eu posso fazer?
Eu termino por isso hoje dizendo-lhe que sim, há alguma coisa que podemos fazer. O que nós não podemos confundir, e por isso, agora já não há hipótese, espero eu, pela palavra de Deus, com tudo o que acabamos de ver, já não é possível confundir que nunca será pelos nossos méritos, nem pelas nossas obras, nem pelos nossos sacrifícios, mas que nós exercemos fé. Agora, a pergunta, no fundo, poderia ser colocada de outra maneira. Então, o que é que faz um homem de fé? Como é que vive uma mulher de fé? Como é que eu me aproprio pela fé das graças e dos dons e das obras que são de
Jesus? Eu vou-lhe mostrar em 5 passos que são os 5 passos da salvação. Nós temos que crer em Jesus. Não há solução. Eu não posso não crer nele e esperar que os seus méritos me atinjam. Vamos ler Atos 16, 31. Eles disseram, quem eram eles? Paulo e Silas, que estavam presos de forma milagrosa, foram libertados, mas eles disseram ao homem que os prendia e os guardava, crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. Portanto, Paulo e Silas não disseram, olha, a partir de hoje a salvação é tua, estás salvo, quer queiras, quer não queiras. Não. Crê no Senhor Jesus.
Se creres és salvo. Tu e a tua casa. Se a tua casa crer contigo. Por isso os apóstolos jamais diriam, olha, queres ser salvo? Então olha, faz isto, cumpra aquelas obras. Não são de obras, portanto, nem de méritos. Mas crê no Senhor Jesus e nas obras que ele fez. Mas também é necessário sincero arrependimento e mudança. Mudança é um termo que na Bíblia é conhecido por conversão. E nós vamos falar no nosso próximo programa, fique atento, precisamente sobre conversão. Mas o caminho da salvação, esse tal viver pela fé, implica arrependimento. Porquê arrependimento?
Porque nós já sabemos que somos pecadores, já percebemos isso. Por isso é que Atos capítulo 13 e o versículo 19 diz-nos claramente. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados." Nós temos estado a falar precisamente sobre pecado, sobre como nós somos pecadores por condição e porque não conseguimos libertar-nos dessa condição. Mas precisamos de arrepender-nos do pecado, não confiar no pecado, nem nos habituarmos no pecado, nem gostarmos do pecado. Infelizmente muitas pessoas vivem Chegam por vezes a este ponto e Deus nos livre de ser algum de nós que aqui estamos hoje a fazer este estudo. Mas muitas vezes a experiência humana é esta, é de começarmos a gostar do pecado.
E por isso tantas pessoas vivem vidas completamente depravadas, de trevas, de vícios, de horrores mesmo, porque se habituam ao pecado. Ora, a forma de nós nos desabituarmos do pecado é nos arrependermos dele. É cada vez que percebemos que o pecado está a afetar a nossa vida, arrepender é reconhecer que é mau. e obviamente comprometer-me com a mudança, que é isso que é a conversão, é o compromisso com a mudança. Em terceiro lugar, para que eu, de facto, mostre o meu arrependimento, há um processo, há um passo, se quiser, neste caminho, sem o qual eu não posso continuar, que é confessar humildemente e de forma sincera a confissão.
1ª de João 9 diz, se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça. Não há, portanto, nenhum pecado que se possa dizer, isto é tão grave. Não há nenhum comportamento humano, por mais reprovável que seja, do qual uma pessoa não se possa arrepender e mudar. Mas para isso precisa de ter confissão humilde e sincera. Que é dizer, Senhor, sim, eu sou pecador. Sim, tem misericórdia de mim. Fazendo isso, Deus pode então usar os méritos e as obras de Jesus. Em quarto lugar, nós temos que procurar fazer a vontade de Deus.
Descobri-la. Que é o que eu estou a fazer neste momento aqui, a abrir a Bíblia consigo? É aquilo que está a fazer em sua casa ao ver este programa, ao abrir a sua bíblia, ao tentar entender a vontade de Deus. É exatamente isto que já estamos a fazer. Mais uma vez não se trata de obras para comprar a salvação. Trata-se de viver pela fé. Aquele que vive pela fé procura fazer a vontade de Deus. Em nenhum lugar a bíblia diz que a salvação pela graça e as obras e os méritos de serem de Jesus, nunca vai encontrar na bíblia um texto que lhe diga que isso torna a sua vida uma vida de libertinagem e que lhe é lícito fazer tudo e mais alguma coisa? De forma nenhuma. Ao contrário que Jesus disse foi isto, eu vou ler consigo, Mateus 7,21.
Nem todo o que me diz Senhor, Senhor entrará no reino dos céus. A tal vida eterna, a salvação. Mas aquilo que faz a vontade do meu pai que está nos céus. Note que não há nenhuma incoerência entre esta afirmação de Jesus e tudo o que estivemos a ver aqui. Porque Jesus não está a dizer que são os méritos das obras que fazemos que nos salvam. Mas Jesus claramente afirma, como toda a Bíblia, nos revela isso. de que aqueles que amam a Deus, que aqueles que reconhecem a sua dependência dele e a sua fraqueza, esses querem conhecer a vontade de Deus e querem fazê-la.
Mesmo que não consigam em algum momento, entram no processo novamente porque nunca saíram dele. Arrependem-se. Entregam-se, mudam o seu caminho, confessam e procuram conhecer melhor e melhor, mais e mais a vontade de Deus para a poderem viver e desfrutar dela. A isto podemos chamar viver pela fé. Que Deus o ajude a si a tomar esta decisão e a procurar que a sua vida seja isto mesmo, uma conduta permanente de viver. pela fé, de acordo com a vontade de Deus, porque se fizer isso e se perseverar nisso, então verá a salvação.
Por isso Jesus disse, aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. Tome decisões, busque conhecer a palavra de Deus e conhecer a vontade de Deus para a sua vida. Confie em Jesus como seu salvador e persevere até ao fim nesta decisão. e Jesus não o abandonará e a vida eterna ser-lhe-á concedida. E o plano da salvação há de cumprir-se também na sua vida. Que Deus o abençoe. Vemo-nos no próximo programa, se Deus quiser. Até lá, já sabe, não esqueça, pode procurar-nos agora em novotempo.pt em busca da verdade para aprofundar o seu conhecimento, receber esta informação para aguardar e poder estudar sempre que precisar de voltar a ela.
Deus o abençoe. Até breve.