Humildes como Crianças

Humildes como Crianças

31 de Janeiro de 202245 min 32 s

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Abertura e despedida

Olá, seja muito bem-vindo. Estamos de regresso com o programa Em Busca da Verdade e hoje é um programa especial porque é o último, o último desta segunda temporada. Muito obrigado a todos aqueles que têm estado connosco ao longo destes, neste caso, 15 episódios. desta temporada. Se Deus quiser, havemos de ter a oportunidade de continuar juntos, quem sabe, noutras temporadas. Mas chegamos ao final deste ciclo, aproveito para lembrá-lo também que temos também a primeira temporada do Em Busca da Verdade, que são 20 episódios, outros temas e outra abordagem também ao estudo da Bíblia, que esse aqui é o ponto comum e será, não importa quanto tempo por aqui estivermos a estudar a Palavra de Deus, o que vai guiar o programa Em Busca da Verdade é esta ideia de abrirmos a Bíblia, folhearmos textos do Antigo e do Novo Testamento em busca de inspiração e de descobrir a verdade tal como Deus a deixou revelada.

Por isso é um grande privilégio podermos fazer isto juntos. Antes de descobrir o tema de hoje, deste último episódio, vamos pedir a Deus, como sempre fazemos, a sua presença aqui connosco. Vamos orar. Te damos muitas graças, Nosso Deus e Pai, pela oportunidade de estudarmos a Tua Palavra, de nela encontrarmos revelação da Tua parte. Obrigado por termos chegado até aqui, ao final de mais este ciclo nesta temporada. Que Tu abençoes este estúdio e este momento em que vamos abrir a Tua Palavra e que o Teu Espírito Santo nos dê sabedoria e inspiração. É o que te pedimos em nome de Jesus. Amém. E vamos terminar esta série da melhor maneira, olhando para o melhor e o maior de todos os exemplos, as crianças, a partir do ensino de Jesus e, por isso, vamos hoje refletir sobre ser humildes como crianças.

Humildade de criança

Vamos para isso, ao Evangelho, e vamos descobrir hoje uma história que está registada no Evangelho de Mateus, a partir do primeiro versículo. O que é que o Senhor Jesus nos deixou nesta passagem? Vamos ler então em conjunto. Naquela mesma hora chegaram os discípulos ao pé de Jesus dizendo quem é o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles e disse, em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E qualquer que receberem meu nome uma criança, tal como esta, a mim me recebe.

Já pensou na pergunta? E esta não é uma parábola. Foi uma pergunta real, um acontecimento de facto da vida de Cristo, em que os discípulos perguntaram quem é o maior no reino dos céus. A verdade é que podemos dizer que nada é mais ofensivo a Deus do que um espírito, uma vida cheia de si mesmo. Aqueles que de forma humilde se assemelham às crianças, é claro, são aqueles que podem ser ensinados por Deus. porque estão em condição de permitir uma obra profunda do Espírito Santo na sua vida. E a grandeza que é tão desejada por muitos, a grandeza que Jesus ensina, que é a grandeza do seu reino, é totalmente contrária.

Ela manifesta-se pelo anseio de ser, de servir, muito mais do que ser servido. Ora, A manifestação de grandeza no Reino de Deus, então, está manifestada nestas palavras que Jesus ensinou. No Reino de Deus, sabemos que Jesus um dia referiu-se ao facto de que no seu reino também há os primeiros lugares e há o ser servido, mas estes são concedidos a quem nunca os buscou. mas antes àqueles que com alegria se consagraram a fazer exatamente o contrário, ao serviço dos outros. Por isso Jesus afirmava, claro, nesta história, o centro desta história que lemos, Precisamos de olhar para as crianças.

Ora, Jesus naturalmente deseja ver maturidade nos seus discípulos e conhecimento mesmo entre o seu povo. Portanto, não pode haver confusão. Não é ao nível da maturidade que o Senhor espera ver-nos a ser como crianças. Aliás, As cartas, por exemplo, dos apóstolos têm algumas advertências para nós não sermos como meninos de leite. Mas aí trata-se de maturidade espiritual. Mas já no que diz respeito ao conhecimento do mal, à maldade, à vontade de ser maior e melhor, Jesus convida-nos a sermos inocentes como as crianças. Elas, de forma natural, são simples, são humildes mesmo nos seus pensamentos, nas suas atitudes. E, infelizmente, nós muitas vezes valorizamos de tal maneira a superioridade e a grandeza, que às vezes até aos nossos filhos transmitimos estes valores.

Ora, Jesus foi um homem ilustre, foi um homem seguido por muitos, mas não foi pela procura de superioridade ou de grandeza. Aliás, a sua vida manifestou-se foi pelo amor, pela entrega generosa de si mesmo e da sua vida, na morte por homens pecadores como todos nós. Ora, numa sociedade que está cada vez mais centrada no indivíduo, então Jesus vem e ele estabelece o exemplo perfeito. Ele encarnou, na verdade, este princípio que ele aqui enunciou, o de ser como uma criança. Por isso ele dizia, qualquer que me receber ou em quem meu nome receber uma criança, é a mim que me recebe. Então, a verdade sobre quem nós somos e o tipo de cristianismo que nós vivemos, ela vai ser revelada onde?

Em grande parte na forma transparente, na forma como nós amamos aqueles até com quem não temos laços de sangue ou até com quem não temos afinidade. Por isso é que é sempre muito inspirador ver como Jesus se identificava com aqueles que tinham mais necessidades. Ora, segundo o próprio ensino de Jesus, aquilo que nós fazemos a um destes pequeninos é a ele, diretamente, que o fazemos. E por isso pode ser interessante, claro, visitar e percorrer os caminhos que Jesus trilhou e conhecer até os lugares que marcaram a sua vida. Esse pode ser um exercício interessante que às vezes é possível fazer, por exemplo, em Israel, mas mais excelente do que os caminhos físicos é percorrer os caminhos de Jesus no trato, nas relações, no cuidado, na valorização que Jesus mostrou aos outros e principalmente aos mais pequenos, aos olhos do mundo, que muitas vezes estão desfavorecidos ou até ignorados.

Estes são, digamos, os grandes temas quando olhamos para esta história. mas hoje eu gostava de o desafiar a irmos um pouco para lá na nossa procura.

A comunidade cristã

Porque esta história também abre os nossos horizontes para temas que vale a pena refletir, grandes verdades da Bíblia. Jesus, ele deixou fundamentos para nós percebermos a importância da existência de uma comunidade de crentes, ou seja, pessoas que aprendem e que vivem em conjunto os valores do seu reino. A estes, que Jesus explicava que o seu reino era ser como crianças. Lembre-se que os discípulos perguntavam-lhe quem é que é o maior no teu reino. No fundo, Jesus estava a ensinar a estes homens o segredo de viver em comunidade. E Jesus ensinou-nos, então, que existe uma comunidade para os seus filhos, o seu povo.

E como é que se chama essa comunidade no Novo Testamento em particular? Ela é a Igreja. Jesus identificou a igreja, a sua igreja, quando ele disse aos discípulos, por exemplo, sobre esta pedra edificarei a minha igreja, dizia Jesus a Pedro, especialmente em Mateus 16. Ora, Jesus fundou a sua igreja para ser um lugar onde todos podem ser acolhidos, integrados e para criar, portanto, uma família. A igreja é a família de Deus. E uma família trata-se de um conjunto de irmãos, irmãos em Cristo, que têm uma coisa em comum. Além desse irmão, tem o seu pai. Portanto, são filhos do mesmo pai.

E nós encontramos ideais que Jesus realmente estabeleceu e grandes valores para a experiência de viver em comunidade. Ora, vamos então refletir sobre isto. Primeira pergunta, qual é o ideal que Jesus deseja que seja vivido na sua igreja? Vai compreender? Por isso eu comecei com este texto de Jesus e os valores do seu reino, que estão tipificados nas crianças. Em João, no capítulo 17, quando Jesus fazia esta belíssima oração ao Pai, uma oração de intercessão pelos seus discípulos, nessa oração Jesus dizia e orava assim. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim, para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti.

que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim deste, para que sejam um como nós somos um." Veja que, nas próprias palavras da oração de Cristo, é através da união com Cristo que nós podemos conseguir união entre os homens. E isto Jesus projetou para a sua igreja. E é maravilhoso ver que realmente Deus não incentiva nem apoia nenhuma forma de elitismo, de separação. Deus estimula a uma união profunda entre os homens e os homens com Ele. Porque nele, em valor, realmente somos todos iguais.

A união então entre Jesus e o Pai equivale a que é ter a mesma mente, a mesma vontade, o mesmo propósito, a mesma verdade. É isso que faz a união entre Jesus e o Pai. Ora, na igreja, então, nós somos chamados a experimentar esses mesmos valores e esta forma de união. Uma união que nos congrega na mesma verdade, no mesmo propósito. Então, na igreja, na comunidade, na família de Deus, enriquecidos com dons e guiados pelo Espírito Santo, cada membro da família de Deus faz o quê? Tem um papel a desempenhar e contribuir para que haja riqueza.

para que o todo seja mais forte e harmonioso, tal como Jesus orava. No reino de Deus, que está manifestado onde? Hoje, na sua igreja. Quando Jesus chegou à Terra, ele disse, o meu reino chegou. Mas hoje, esse reino, ele está a expandir-se e a manifestar-se na sua igreja. Ora, na sua igreja, todos são importantes, todos são úteis, acima de tudo, todos são preciosos aos olhos de Deus. E Deus sonhou, orou por esta realidade para a sua igreja. para que ela fosse um lugar de benção, um lugar de felicidade para todos os crentes. São estes crentes que são movidos pelo Espírito Santo. E os que não o são, lá está, os que buscam os primeiros lugares, os que querem saber como é que se pode ser o maior no Reino de Deus, esses prejudicam o plano de Deus, porque causam divisão Então, nós podemos perguntar qual é a importante advertência que a Igreja Primitiva recebeu.

Essa igreja que se formou, claro, a partir dos pilares que Jesus estabeleceu. Vamos ler o que está registado aqui em Atos, no capítulo 20, e vamos ler os versículos 29 e 30. Porque eu sei isto, que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho, e que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas para atraírem os discípulos após si. Então, não é Deus apenas e a sua verdade que se manifestam na sua igreja, porque ela é constituída por homens e mulheres e, por isso, ela tem que estar alerta para aqueles que podem estar no meio desta comunidade, sendo mal intencionados, porque querem afastar do propósito que Jesus estabeleceu para a sua igreja.

Por isso é que já no tempo dos apóstolos, este rebanho, que é obviamente uma imagem, este rebanho era atacado por lobos. E, por isso, a Igreja precisa de estar advertida para aqueles que querem realmente distraí-la e, sobretudo, trazer engano.

Verdade e unidade

E este engano é, sobretudo, em relação à verdade que está revelada na Escritura. Mas vamos continuar. O que é que é mais importante? É a verdade ou a unidade? Porque, na verdade, até aqui já falámos sobre a importância da unidade, da fraternidade, mas também da importância de estarmos alerta contra aqueles que vêm para enganar. Será que temos de optar entre estas duas coisas? Que às vezes, historicamente, na história da Igreja Cristã parece haver aqui uma espécie de tensão entre esta ideia de haver uma unidade, por exemplo, entre todos os crentes. E o que é que se faz com a verdade? Mas a Bíblia resolve esta tensão, se podemos dizer assim. Em 1 Timóteo, no capítulo 3, lemos no versículo 15.

Repare que a Igreja de Deus na Terra É chamada para ser coluna e firmeza da verdade. E, portanto, é ao permanecer na sua palavra que nós somos verdadeiramente seus discípulos. Isto era o que Jesus ensinava. Então, resistir à verdade ou à sua palavra e aos seus mandamentos é resistir ao próprio Deus. E, portanto, esta compreensão em nada diminui a importância da unidade entre os crentes, aquela unidade pela qual Jesus orava ao Pai.

Mas isto significa que esta unidade que Jesus orava não pode ser alcançada pondo em causa a firmeza na verdade, porque isso também está revelado na Escritura. E é aqui que encontramos realmente este equilíbrio. Lembra-se que Jesus dizia, das suas palavras mais famosas, ele também dizia, Jesus também deu evidência de que no caminho de Deus as coisas não são relativas. As verdades não são, enfim, flexíveis, como muitos às vezes parecem querer fazer-nos acreditar.

Existem caminhos de verdade e existem caminhos de mentira. Por isso é que nós não temos de optar entre a unidade entre os crentes ou a unidade na Igreja e a verdade. O que a Bíblia nos ensina é que a Igreja tem que estar firmada na verdade e essa verdade, que é o que está revelado na Escritura, Esse é o pilar inamovível onde, então, se pode construir unidade. E essa unidade vai manifestar-se, sobretudo, no amor fraterno entre os crentes. Então, alguém perguntaria, mas afirmar a verdade não pode, muitas vezes, ser sinónimo ou até ser visto como intolerância para com quem não pensa, ou não crê, ou não pratica o mesmo que eu?

É uma pergunta prática e muito útil, naturalmente. Vamos procurar aqui luz na Sagrada Escritura, à Bíblia, sobre este assunto, para responder a esta pergunta. E vamos recorrer ao apóstolo Paulo, quando escreveu aos Colossenses. Vamos ler aqui os versículos 12 a 14 do capítulo 3. Diz o apóstolo, revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, de humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros. Se alguém tiver queixa contra outro, assim como Cristo vos perdoou, assim fazei-vos também. E sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. Então, o crente que foi genuinamente transformado por Cristo, esse crente vai sempre manifestar o fruto do Espírito, que nós encontramos lá em Gálatas, no capítulo 5.

E esse fruto vai manifestar-se na vida da pessoa. Aqui, o apóstolo usa esta expressão muito interessante, as suas entranhas, quer dizer, o que está no mais íntimo do seu ser, tudo isto estará inclinado ao mesmo sentimento e à mesma atitude que houve em Jesus, foi o que ele manifestou. Então, desta forma, nós podemos seguir o exemplo de Cristo, que é o quê? Ser intransigente na afirmação da verdade que está revelada, mas fazendo isto, manifestando amor para com todos, humildade e misericórdia. E fazendo isto, nós podemos tornar a firmeza nos princípios e fundamentos que Deus estabeleceu como verdades que estão cheias de graça, não verdades que existem para destruir ou amesquinhar seja quem for.

Agora uma pergunta importante, se eu já sigo e adoro a Cristo, há alguma importância na maneira como eu o faço? Haverá alguma forma da qual eu devo estar alerta?

A verdadeira adoração

Ou simplesmente se aceito Cristo, isso me basta? Nós encontramos palavras de Jesus que são importantes para responder a esta importante pergunta. João no capítulo 4 e no versículo 24, na conversa com a mulher samaritana, Jesus disse o seguinte, Deus é Espírito e importa que os que o adoram, o adorem em Espírito e em verdade. Veja como é importante aliar estas duas dimensões. Se há uma verdade que está presente nas Escrituras, da primeira à última página, podemos dizer que é esta, é que existem falsas formas de adoração. Repara, a história de Israel tem centenas de momentos, de afirmações, de advertências dos apóstolos, dos profetas, em relação à falsa adoração que por vezes se metia entre o povo de Israel.

Mas nós vamos até ao fim, na igreja pelos apóstolos, até no livro do Apocalipse, tremendas advertências em relação a falsas formas de adoração. É por isso que a forma e, portanto, a verdade na adoração, como Jesus disse, são tão importantes para fazer o seguinte, para nos afastar da mentira e do engano. Por isso é que é importante nós sermos realmente honestos quanto a isto. Quando compreendemos que nós não estamos firmados na palavra de Deus, quem sabe até quando chegamos à conclusão que podemos estar sinceramente errados, Ou seja, alguma coisa que aprendemos, alguma prática cristã ou religiosa, que vamos descobrir na Bíblia, que aprendemos assim mas que não está de acordo com o que está revelado, nós somos desafiados por Jesus a fazer o quê?

A mudança. E há mudança para ter um compromisso com uma coisa apenas, com a verdade que está revelada. O apóstolo Paulo dizia assim, aquele pois que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. Eu disse Paulo? Não, o apóstolo Tiago. Por isso, aquele que sabe fazer o bem, que aprendeu o bem é o que está revelado na Palavra de Deus, não pode continuar a fazer o mal. Por isso é que a maneira como nós adoramos a Cristo é muito importante. É claro que o espírito da nossa adoração é central e é decisivo, mas o espírito tem que estar aliado à verdade. E a verdade não é subjetiva. Nós não podemos dizer que há a tua verdade e a minha verdade. Existe a verdade. Isto para quem crê na Escritura como a fonte de verdade.

Então eu vou aferir a minha prática cristã? a minha religião, ela tem que ser aferida a partir da verdade. É isso que permite unir o espírito e a verdade. E agora pergunto ainda, será que é possível ser zeloso nas coisas de Deus, talvez até ser uma pessoa piedosa e religiosa nas suas práticas, mas ainda assim estar longe da verdade? Temos que admitir que sim. E temos que admitir que hoje, como ao longo da história, muitos crentes sinceros, zelosos de fazer a vontade de Deus, trilhavam caminhos de engano e de erro. E esses caminhos porque foram enganados, seja em que contexto for.

Mas quero ver um exemplo bíblico disto que é dado na primeira pessoa. É o próprio apóstolo Paulo que dá testemunho de que esta foi a verdade ou a realidade da sua vida. Vamos ler o que o apóstolo nos diz em Atos no capítulo 22, versículos 3 e 4. É um testemunho muito importante. Diz o apóstolo, quanto a mim sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei dos nossos pais, zeloso para com Deus, como todos vós hoje sois. E persegui este caminho até à morte, prendendo e metendo em prisões tanto homens como mulheres. Veja bem, o apóstolo Paulo, Saulo, era o seu nome hebraico, Ele era um homem dedicado à causa de Deus.

Ele mesmo diz que era um homem zeloso, instruído, religioso. Ele era um bom fariseu. Era um homem conhecedor das escrituras e obediente a tudo o que a lei, aparentemente, podia dar-lhe. Apesar de toda esta formação, de toda esta capacidade que ele tentou colocar ao serviço de Deus, agora veja mais, apesar de toda a sinceridade e do zelo de Paulo, que ele levava tão a sério, estamos a falar de um homem que praticava a fé judaica, e a fé judaica, em grande parte, ela estava firmada em muitas verdades da Bíblia, no entanto, ele estava tão distante da completa verdade de Deus. E isto foi ao ponto de ele ter rejeitado Jesus como Senhor da sua vida, mas pior do que isso, ele resistiu muitas vezes até aos sinais que Deus tinha colocado na sua própria vida.

Ele esteve lá, por exemplo, quando Estevão foi apedrejado. E foi necessário ele receber um chamado direto, ao ponto, recorda-se, de cair do seu cavalo? Ficou cego até, teve que acordar para uma dura realidade. E a dura realidade é esta. Ele queria ser um instrumento de Deus, mas estava iludido. E mesmo na sua sinceridade, no seu zelo, ele era um poderoso instrumento do inimigo de Deus. Sabe que às vezes... Permita-me usar aqui a imagem do apóstolo Paulo. Porque quando Jesus lhe apareceu, como eu lhe disse, ele ia nesse cavalo, caiu ao chão. E aí foi chamada a atenção para o erro do seu zelo. cair do cavalo é doloroso.

Mas há uma coisa que eu lhe posso dizer, é que é mais agradável do que continuar uma cavalgada rumo à cegueira espiritual, à morte espiritual, ao engano, que era o que acontecia na vida de Paulo. Então, quando ele foi confrontado com a revelação de Jesus, o que é que Paulo teve? E por isso ele é um exemplo magnífico para nós. Paulo teve a coragem de se questionar, de analisar se o caminho, se a religião onde ele tinha andado todos estes anos, onde ele tinha sido instruído, ele teve de questionar se aquilo era verdade. E Deus mostrou-lhe que não era. Não era tudo o que ele aprendeu que era mentira. Até porque ele aprendeu, como lhe disse, a partir da Escritura. Mas ele teve que aceitar que muito do seu zelo estava enganado.

E o que é que ele fez? Aceitou humildemente o seu erro. Do ponto de vista humano, o que é que lhe aconteceu? Perdeu. Claro, perdeu muito. Perdeu riqueza, perdeu autoridade, perdeu prestígio. E, na verdade, o que é que trouxe este caminho à vida dele? Sabemos? Trouxe o privilégio de ser um pregador do Evangelho. Mas também lhe trouxe muitas lutas. Ele mesmo teve a coragem de afirmar um dia aquilo que para mim era ganho, reputeio por perda, por causa de Cristo. Então o apóstolo Paulo serve-nos nesse aspecto como um tremendo exemplo de que se descobrimos que mesmo de forma sincera e zelosa estamos enganados e fora da verdade da Escritura e de Cristo, então somos chamados a uma mudança.

Ora, que alerta é que Jesus deixou aos seus discípulos para perigos que a sua Igreja enfrentaria? Nós lemos isso em Mateus 24, no capítulo 24. Jesus disse... Então,

Discernir a verdade

diante destas palavras de Jesus, nós podemos perguntar... Então como é que podemos discernir a verdade? Como é que podemos não nos deixar enganar, se nós até temos tantas alternativas, se sejamos honestos? Há tantas denominações no mundo cristão que afirmam que estão firmadas em Cristo, que têm a verdade. A possibilidade de engano é certa, ou é evidente, e por isso é que Jesus nos advertiu que haveriam falsos Cristos e falsos profetas, que é o mesmo que dizer falsos ensinos. Aliás, deixe-me dizer-lhe uma coisa. A contrafação em relação à verdade de Deus sempre foi a filosofia do inimigo de Deus. E muitas vezes ele faz isso, sabe como? Com uma perigosa mistura entre verdade e mentira, que acaba por iludir, até por seduzir, mas que acaba por conduzir à destruição.

Foi exatamente isto que aconteceu com Eva, lá no Jardim do Éden, e ainda hoje é exatamente isto que acontece. E também foi o que aconteceu com o apóstolo Paulo, na verdade. Ele não estava completamente no erro. No meio de algumas verdades, até da escritura, Havia ali coisas que eram totalmente contrarias à vontade de Deus. Qual é então a salvaguarda que nós temos? Como é que podemos, no meio destas artimanhas do inimigo, como é que podemos estar a salvo? A solução é esta. E a solução, estamos aqui no programa Em Busca da Verdade quase um ano a tentar salvaguardar-nos disto. Eu digo-lhe, a solução é um apigo à Bíblia. É uma busca permanente pela verdade.

É uma busca permanente em compreender a verdade que está revelada. Aquela verdade que Jesus encarnou. E quando fizermos isto, apesar da contrafação de Satanás, que sabemos que ela também está presente ao longo de toda a história, Deus, na verdade, sempre teve homens e mulheres que, mesmo em tempos de trevas tremendos, sobretudo em termos espirituais, homens e mulheres que estiveram disponíveis para a obediência e para a fidelidade. Deixe-me dizer-lhe isto. O livro do Apocalipse Fala-nos que vai haver um período da história em que haverá um remanescente, ou seja, um resto que ficará na história do povo de Deus e esse remanescente vai chegar e estar presente na história deste mundo no fim, nesse tempo final.

Quero dizer que apesar da confusão espiritual até doutrinária que existe no mundo cristão, Deus revelou na sua palavra algumas características distintivas. que são para nós como guias, faróis, que nos ajudam a identificar quais são as características que Deus tem no seu povo nesta terra. E eu hoje gostava por isso de, embora de uma forma breve, E eu desafio, aliás, aqui de uma maneira muito clara. Se a Proventura está a ouvir-me hoje, não consegue claramente identificar este povo remanescente, as características de um povo que esteja firmado na Palavra de Deus, eu sugiro-lhe que entre em contato connosco. Nós podemos deixar os nossos contactos para que possamos estudar este assunto contigo.

Consigo. Mas, hoje, eu gostaria ainda assim, ainda que de uma forma leve, mas o suficiente para irmos à Bíblia e podermos perceber, será que a Bíblia afirma-nos que há um povo para este tempo especialmente? Eu acredito piamente que sim. Vou ler-lhe Apocalipse 12, 17 e Apocalipse 14, 12. Num conjunto profético, nestes dois capítulos, sobre acontecimentos que terão lugar precisamente num período final da história que nós vivemos neste momento, foi revelado o seguinte, que o dragão hirou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.

E Apocalipse 14.12 diz, aqui está a paciência dos santos, aqui estão os que aguardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Veja que a palavra profética de Apocalipse revela que depois de sucessivos ataques que Satanás fez ao longo da história aos filhos de Deus, àqueles que foram fiéis a Deus, é-nos dito que na última etapa da história desta terra, que é aquela que Daniel, o profeta Daniel, designa como o tempo do fim, lá desde Daniel capítulo 12, haverá um resto, um remanescente que vai manter-se fiel a Deus e à sua palavra. Por isso é que este povo tem uma identidade clara e até podemos dizer distintiva.

Qual é? A primeira delas é o apego aos mandamentos de Deus e à manifestação do testemunho de Jesus, que o apóstolo João, em Apocalipse, no capítulo 19, versículo 10, diz que o testemunho de Jesus é o Espírito que orofecia. Este povo, além destas duas características, é também um povo de perseverança. Uma perseverança, uma paciência em quê? Porque é preciso ter perseverança para se poder separar do mundo e ficar fiel aos mandamentos de Deus. E os que se separam do mundo, aqueles que têm a fé de Jesus como fundamento da sua crença, são exatamente este povo.

O povo remanescente

Ora, Por isso é importante perguntar qual é o desafio que Deus lança ao seu povo remanescente, ou seja, a todos aqueles que querem estar firmados nesta verdade. Claro, Deus diz-nos. João 10, 16. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. Também me convém agregar estas e elas ouvirão a minha voz e haverá um rebanho e um pastor. Ou sim, há muitos que anseiam ainda para um encontro profundo com Deus e com a Sua Palavra. Entre estes, há alguns por tradição, outros até por falta de tempo ou tantas outras razões. Há crentes sinceros, na verdade, em todos os quadrantes do mundo religioso.

E a estes? É a estes mesmo que Deus, que o Senhor deseja revelar o seu amor e chamar para este povo, um povo que esteja firme na sua palavra, um povo que esteja firme na verdade tal como ela está revelada. E por isso os que estão nessa verdade, eles são chamados a dar testemunho, a proclamar ao mundo a importância destas verdades. E esses então poderão ter a alegria de fazerem parte do rebanho que Jesus quer ter nesta terra. E esse rebanho, quando é que ele vai estar junto? Qual será o momento mais importante da história deste rebanho de Deus? É claro, na gloriosa vinda do Senhor Jesus.

E agora, é claro, quero deixar-lhe uma palavra final. Prezado irmão, prezado amigo, na fé, todos os que de forma sincera amam a Deus, todos os que desejam viver segundo a sua vontade, não podem ter medo de partir nesta busca pela verdade. Porque esta verdade, ela está na Palavra de Deus. E ainda que muito daquilo que quem sabe, alguém que me ouve neste momento, muito daquilo que tenha aprendido e praticado ao longo da sua vida cristã venha a revelar-se como um engano à luz do que a Bíblia ensina, acredite, mesmo que isso implique algum esforço, alegria de descobrir o que Deus deixou revelado para si e para o seu povo, essa bênção vai superar qualquer esforço ou sacrifício que aparentemente seja.

Por isso é que eu deixo, ao terminar este estudo, com um apelo. É um apelo de misericórdia, posso designar assim, que Deus faz a todos nós. E é um apelo que merece a nossa atenção, a nossa consideração. Em Apocalipse, no capítulo 18, esse apelo foi dado. Eu vou ler para si, aqui no capítulo, no versículo 4. Nós não podemos selecionar na Bíblia aquilo que nos convém e desprezar aquilo que nos desagrada, ou que é diferente do que nos ensinaram ao longo da nossa vida.

Tenham sido os nossos pais, ou a tradição, ou líderes religiosos, não importa. Deus, no seu grande amor, por causa disso, Ele faz um alerta. É como um clamor, um chamado. Sai dela, povo meu! Sai dela de onde? Isto é um apelo a sair do erro, a sair do engano, a sair da confusão espiritual, a sair de tudo aquilo que seja uma mistura de mentira e verdade. E temos que dizê-lo com clareza que no mundo cristão esta realidade tem-se manifestado muitas vezes. Então, como é que eu posso saber sair de onde? Ir para onde? Lembremos-nos, por isso, daquilo que o profeta revela. o profeta Isaías, que dizia, a lei é o testemunho, que é segundo aquilo que está escrito.

Se não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva. Por isso, o que necessitamos de fazer é provar tudo, o que qualquer denominação, não importa o nome da denominação, mesmo seja a denominação que eu próprio faço parte dela e professo. Não importa qual seja o credo, a corrente religiosa, O que nós precisamos é de comparar tudo e estudar tudo à luz da pura e cristalina verdade que Deus deixou revelada na Sua Palavra. E o fundamento de qualquer afirmação, de qualquer doutrina, de qualquer prática que sejam ensinadas e professadas, não importa por que igreja, elas têm de estar baseadas numa coisa muito simples e muito poderosa e que nós encontramos muitas vezes na Bíblia.

Está escrito! Assim está escrito! Foi com esta expressão que o próprio Jesus combateu e venceu os enganos do diabo. Está escrito. Por isso, existe uma imagem que pode ajudar-nos a definir qual é o caminho, a

A porta estreita

senda à direção daqueles que estão firmados na Palavra de Deus. Esta imagem é muito útil para nós. Mateus, capítulo 7, versículos 13 e 14, Jesus abriu-nos a mente para essa imagem. É uma ilustração, mas muito importante. Leia comigo. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. E porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida, poucos há quem a encontre. Já reparou? A porta estreita, ela representa o caminho de submissão à verdade que a palavra de Deus revela. E a porta larga, claro, representa a grande diversidade de caminhos que existem, baseados na tradição, em interpretações humanas, pessoais, que são todas, obviamente, justas no sentido em que podem existir.

mas afastam o povo de Deus e o seu rebanho da verdade de Deus e da sua palavra. Deus chama o seu povo, portanto, a fazer isto, a manter-se fiel ao seu caminho, a não se desviar nem para a direita nem para a esquerda, como dizia o profeta Isaías. Esse caminho de não se desviar da verdade às vezes é um caminho estreito. Mas nós somos chamados a viver uma fé cristã que retém esta palavra, que é uma palavra firme e fiel. Não uma qualquer doutrina dos homens, mas aquilo que o apóstolo Paulo, quando falava a Tito, dizia que é a sã doutrina. Há muitos, temos de admitir e dizê-lo, que têm sido iludidos, e muitas vezes não é que seja a sua responsabilidade pessoal ou direta, claro, mas muitos são iludidos pelos enganos que o inimigo vai espalhando.

E por isso a fé de muitos acaba por ser pervertida. Mas hoje eu deixo-lhe este apelo de todo o coração. Com toda a verdade e sinceridade eu faço-lhe este apelo de todo o meu coração. Enquanto é tempo, Deus tem o seu povo em qualquer lugar onde há homens e mulheres sinceros, o povo de Deus é chamado E segundo o ensino de Deus e da sua palavra, o povo de Deus é chamado, se for necessário, a corrigir a sua doutrina, a caminhar naquilo que é o pleno conhecimento da verdade. Por isso, nós podemos ter uma certeza. Aqueles que aceitam o chamado do Senhor, esses têm uma bênção para receber.

E essa bênção que temos para receber é encontrá-la na afirmação de Jesus. E Jesus dizia, eu vou hoje dizer-lhe aqui estas palavras, se vós permaneceres na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jesus falava precisamente aos que criam na sua palavra. Mas porque esta é uma decisão que pode ser esquecida ou às vezes até abandonada, Jesus estava a reafirmar-lhes o facto de que a única forma de ser discípulo é permanecendo na palavra de Deus. E quando nós conhecemos e permanecemos na verdade, a verdade que está revelada na sua palavra, podemos ter uma certeza.

É uma promessa. Ela liberta-nos. Liberta-nos do engano, liberta-nos da escravidão, que é o pecado e a mentira. Crer na verdade de forma genuína é uma característica daqueles que são como crianças. Foi esse o texto que lemos aqui neste estudo. Por onde começámos? Os que podem ser grandes no reino de Deus. Porque temos que reconhecer, é preciso ser muito humilde e quase como uma criança. para poder deixar para trás tradições vãs, que tantas vezes são aceites, proclamadas, aqueles que reconhecem que têm estado fora da verdade, da palavra de Deus. Esses são chamados, como crianças, a ter entusiasmo, o entusiasmo para abraçar a verdade e também abraçar as mudanças que a verdade traz à nossa vida.

Hoje, no planeta Terra, existem mais de 2 mil milhões de cristãos.

Consagração final

E estes são cristãos, são aqueles que sabem uma coisa, que Jesus pode salvar todos aqueles que se chegam a Deus. Mas apesar disto, destes mil milhões, o inimigo, e aquele que é o inimigo do povo de Deus, ele tem muitas formas de nos manter, a muitos destes, apenas como nomes de cristãos. não por consagração de vida, muito menos por obediência fiel aos princípios da Palavra de Deus. Por isso é que podemos dizer, ao caminharmos e ao caminharmos a passos largos para o fim da história deste mundo, a Bíblia diz-nos que Satanás vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance.

Ele vai colocar em marcha um plano para, se possível fosse, aliás já lemos hoje aqui este texto, enganar até os escolhidos de Deus. Quer dizer que muitos que crentes, ainda que sejam sinceros na sua fé, serão enganados por esse encanto, que é o encanto de estar firmado noutras ideias que não a palavra do Senhor. Ora, Deus concede-nos os recursos, Deus concede-nos o poder, a sabedoria e tudo o que precisamos para não sermos enganados. Para isso, precisamos de fazer uma coisa. É submeter-nos à sua palavra. E irmos por esse caminho, mesmo quando ele é estreito. Porque ele é estreito, mas é cheio de luz. E aponta-nos uma direção.

Essa direção é a vitória que nós vamos ter em Cristo, Jesus. E eu o desejo de todo o meu coração. Que na sua vida, apresado amigo, querida amiga, que Deus encontre realmente o lugar para que a sua palavra frutifique, para que na escolha de ser fiel a Deus, coloque-se como uma criança nas mãos de Deus e junte-se ao seu povo, à sua igreja, que proclamam a verdade, os mandamentos de Deus nesta terra, a fé e o testemunho de Jesus. Deus o abençoe. Se deseja fazer este estudo de uma maneira mais profunda ou recebê-lo, pela última vez hoje eu digo então, peça-nos através do nosso contacto novotempo.pt barra em busca da verdade para que possa acompanhar ou fazer este estudo de uma maneira mais profunda e, se quiser mesmo, pedir para receber todos estes estudos que fizemos ao longo destas últimas semanas, meses já, uma vez que estamos a chegar ao final desta segunda temporada.

Foram 15 temas diferentes que encontramos na Bíblia. Se por acaso hoje está a ver-nos, não pôde vê-los todos até aqui, Vá aos canais da Novo Tempo, por exemplo, o canal da Novo Tempo Portugal, no YouTube, e aí facilmente poderá encontrar toda a sequência dos programas em busca da verdade para o ajudar, então, neste caminho de regresso. Não é a mim, nem a minha voz, eu regresso à palavra de Deus. Que Deus o abençoe. Fica o encontro marcado para em breve, se Deus quiser, para quem sabe podermos continuar a explorar juntos a palavra de Deus em busca da verdade. Que Deus o abençoe.

Série
Em Busca da Verdade · 15 episódios
Temporada e episódio
Temporada 2
Estreou
31 de Janeiro de 2022
Categoria
Espiritualidade