29:02Bem-vindo mais uma vez a este seu consultório médico-família aqui na Novo Tempo Portugal. Hoje vamos voltar a falar do cancro. Depois de termos visto o que é o cancro, hoje vamos conhecer as causas do cancro. O que é que pode estar na origem do cancro? Este é realmente um assunto bastante complexo, mas contamos com as explicações sempre claras e objetivas da Dra. Cláudia Neves. Cláudia, mais uma vez, bem-vinda. Obrigada, é um prazer estar aqui contigo e com os nossos espectadores e ouvintes. Depois já temos falado no que é o cancro, um programa, enfim, bastante interessante e até aconselho a todos aqueles que não tiveram a oportunidade de ver que o possam ver para até compreendermos melhor o programa de hoje. Mas quando falamos no que é que pode provocar um cancro, por um lado, nem sempre se pode atribuir uma causa ou, pelo menos também, uma causa direta ou, se quiseres, também uma única causa, não é?
Mas, por outro, O conhecimento científico tem-nos trazido bastantes evidências que há comprovadamente agentes cancerígenos que podem provocar o câncer, como por exemplo o tabaco. Em que é que ficamos então? Ok. É verdade que realmente existem fatores de risco. Circunstâncias, hábitos de vida que podem aumentar a probabilidade de Mas é verdade que nós não podemos atribuir a um único fator. A causa é multifatorial. Tem que haver várias circunstâncias para realmente levar à chamada carcinogénese, à formação do cancro. Claro que nesta origem são importantes os fatores genéticos, aquilo que eu herdo dos meus pais, dos meus avós geneticamente, mas também o estilo de vida.
E o que dizem as estatísticas é que realmente o estilo de vida, os fatores ambientais, ou seja, os fatores externos, determinam 90 a 95% da origem do cancro, enquanto que a parte genética só 5 a 10%. Pensando nestes fatores de risco, estas causas de cancro, dividimos assim não genéticas e genéticas. Vamos falar um bocadinho das mais frequentes. Das não genéticas nós temos o estilo de vida e os fatores ambientais. Dentro do estilo de vida temos aqueles fatores que interferem em quase todas as doenças mais comuns no mundo, incluindo, por exemplo, as doenças cardiovasculares, a nossa alimentação, são realmente o tabaco, o álcool, o stress, a obesidade, fármacos, drogas, a falta de sono.
a inflamação crónica e isso no estilo de vida. Nos fatores ambientais temos partículas em suspensão, incineradoras, pesticidas, radiações, raios ultravioleta, campos eletromagnéticos, o gás radão e as doenças infecciosas. E claro, temos as causas genéticas, mas que só interferem 5 a 10% dos cancros.
Falando dos mais frequentes, claro que tinha que começar pelas não genéticas, que já vimos que interferem em 90 a 95%. Temos a inflamação e podemos pensar assim, o que é que a inflamação tem a ver com o cancro? A inflamação é um mecanismo de defesa do nosso corpo. É uma resposta para favorecer a cura de algo que sai do equilíbrio. Quando nós temos uma ferida, Surge a inflamação no local, são chamados ao local diversos fatores, entre eles do sistema imunitário, células dos glóbulos brancos, para promover a cicatrização. Mas é uma inflamação. E resolve-se o problema? É uma inflamação aguda. A questão é quando esta inflamação se prolonga excessivamente no tempo.
Isto pode ser produzido por infecções que não desaparecem, que são constantes ao longo de anos, ou por reações imunitárias exageradas anormais do nosso corpo a determinadas circunstâncias, como por exemplo a obesidade. Ou seja, A própria obesidade é uma doença e já lá vamos e é, por assim dizer, também uma das causas não genéticas. Mas a inflamação crónica, que pode estar associada à obesidade ou não, favorece porque vai desequilibrar o sistema imunitário, aquela inflamação que se prolonga no tempo. E isto leva realmente a que aumenta a probabilidade de haver as mutações, as tais alterações no nosso código genético, no ADN que está no núcleo das nossas células. E já sabemos que maior mutações, maior a probabilidade de uma célula se tornar cancerígena.
E porquê? Porque a inflamação vai ativar os genes que podem expressar câncer, que são oncogénes, vai inibir os genes oncosupressores, aqueles interruptores que nós temos desligados para suprimir que esses genes não se manifestem, que podem dar cancro, e favorece ainda mais a proliferação das células, a própria inflamação. Temos ainda dentro das causas não genéticas a infeção. Alguns microorganismos específicos, vírus e bactérias, estão comprovadamente associados a alguns tipos de cancro. Já vimos que cancram um conjunto de doenças diferentes na sua gene, nos seus fatores de risco e também na forma como se desenvolvem.
Por exemplo, o papiloma vírus humano, mais conhecido por HPV, as siglas, está associado a maior risco de cancro do qual do outro. Tanto que, desde há uns anos para cá, no nosso país, a vacina para o HPV está incluída no Plano Nacional de Vacinação. Todos os meninos e as meninas com 10 anos já têm esta vacina. Porquê? Porque mulheres que tenham este vírus, sobretudo alguns tipos de vírus, que existem dentro deste tipo de vírus também algumas tipos diferentes, tem maior probabilidade de vir a ter este cancro. Portanto, a vacinação é importante como forma de prevenção do cancro do colo do útero, exatamente porque este vírus é uma causa não genética. Temos, por exemplo, os vírus da hepatite B e da hepatite C, que aumentam a probabilidade de cancro hepático, cancro no fígado. Temos, por exemplo, uma bactéria, agora não é um vírus, que existe no estômago de muitas pessoas, que se chama Helicobacter pylori.
Muitas pessoas têm, não quer dizer que tenham cancro, mas aumenta a probabilidade de ver alterações nas células. Exatamente, do estômago. Temos ainda uma outra causa, que é o stress. Stress é a reação de adaptação que nós somos obrigados a ter mediante uma circunstância que é nova. Logo, uma coisa boa. É uma coisa boa, é uma forma que nos ajuda a adaptar, a reagir. Coisas boas, coisas más. A manter-nos alerta. Exatamente. A produzir. Se surge uma circunstância, o que é que eu vou fazer? Um casamento é um fator de stress, apesar de ser um fator positivo na vida. Ter um filho, perder um emprego, uma doença grave, são fatores negativos. Tudo isso obriga-nos a adaptar. A questão é que... Quando nós temos fatores stressantes agudos, não interfere tanto com o nosso sistema.
O nosso sistema depois volta ao equilíbrio, em termos de químicos e em termos hormonais. O problema é que quando nós estamos stressores crónicos, seja porque temos um emprego que não está a correr bem, seja porque estamos com problemas familiares, seja porque temos uma doença prolongada, este stress crónico vai gerar realmente maior risco de outras doenças, entre elas cancro. Crónico ou prolongado? Sim, prolongado no tempo nós consideramos crónico. Vai interferir com o sistema imunitário, diminui a irrigação sanguínea aos tecidos, em geral, e promove a modificação das células que podem desenvolver outras doenças, entre elas o cancro. Portanto, stress prolongado no tempo, maior risco de cancro também.
Depois temos, ainda nas causas não genéticas, os produtos químicos. Existem aqueles, nós às vezes também temos a ideia que tudo o que é química é mau, não é bem assim. Mas existem aqueles que comprovadamente estão associados a alguns tipos de cancro. Por exemplo, o benzeno está associado à leucemia. A leucemia é um cancro do sangue, não é um cancro como massa sólida, por assim dizer. É um cancro de células do sangue e está associado a este produto que é o benzeno. O amianto está associado ao cancro do pulmão e ao cancro da peleura, porque estamos a inhalar realmente essa substância. A peleura é a membrana que revesta o pulmão. O cloreto de vinil está associado a um tipo de cancro do fígado que é o angiocercom hepático, um tipo específico também.
Mas dentro das substâncias químicas que podem ser cancerígenas ou não, a Agência Internacional para a Investigação de Cancro, que é um organismo da OMS, a Organização Mundial de Saúde, tem critérios e define, caracteriza as substâncias químicas em grupos. Grupo 1, 2 e 3. O grupo 1 são aqueles que são comprovadamente cancerígenos para o ser humano. estando nós expostos a eles, seja inalando, seja ingerindo, seja na pele. De menor a maior quantidade, o próprio produto em si é cancerismo. Exatamente. Grupo 2, os que são provavelmente cancerismos para o ser humano. E dentro do grupo 2, subdivide 2A e 2B. 2A, provavelmente cancerismos. O 2B, possivelmente cancerismos.
E o 3, são produtos que não são cancerismos para o ser humano. Isto, se quiserem consultar, tem na internet e tem a lista de todos os produtos químicos em cada um destes grupos. Não são. Há o conhecimento científico atual, não é? Sim. O que tem evoluído ao longo dos anos e alguns químicos, alguns produtos que não eram considerados cancerígenos, hoje em dia já o são. E vice-versa. Portanto, a informação vai evoluindo.
Claro que temos que falar, dentro das causas não genéticas, aquilo que é a principal causa evitável de cancro no mundo, que é o tabaco. Exatamente. Diz que é o fator de risco responsável por mais de 25% de todos os cancros de origem não genética, o que é substancial, é um quarto. Claro que também não é só o tabaco, quando há outros fatores associados também aumenta o risco. Desculpa interromper-te, porque ainda vais falar de outros fatores, mas porque mencionaste isso, é que estes fatores não se somam. Quando temos mais do que um, eles multiplicam-se. Aumentam exponencialmente o risco de câncer. Sim. Quando temos mais do que um fator. Por exemplo, o tabaco e o álcool. Por exemplo. Tabaco, álcool, obesidade, enfim.
Sim, sim, sim. E no tabaco, é importante desmistificar aqui alguns conceitos. Não existe uma dose segura de tabaco. Há pessoas que dizem isto muitas vezes na consulta. Ah, eu não sou fumador, só fumo dois, três cigarros por dia. Basta um cigarro e já é fumador. Portanto, não há uma dose segura, mas seguramente o tabaco provoca cancro. Exatamente. Não existe uma quantidade mínima de cigarros para dar início aos danos pelo tabaco no organismo. Não existe uma dose mínima. Assim que não existe uma quantidade máxima abaixo da qual não há nenhum risco. Não existe. Portanto, é um fator de risco, independentemente da dose, independentemente realmente da quantidade de cigarros que o fumador fuma por dia. E até do tipo, não é? Sim. Mesmo os eletrónicos, não deixa de ser fator de risco.
Muito bem. Está bem? Ok. Já vimos que é responsável por 25% de todos os cancros da origem não genética, portanto, causa evitável. O principal cancro associado ao tabaco, toda a gente sabe, é o pulmão. mas é muito importante salientar que existem outros cancros em que o tabaco é um fator de risco essencial. Cancro da garganta, da laringe, cavidade oral da boca, do bacinete renal, que é uma estrutura excretora logo a seguir ao rim para onde vai a urina, o esófago, o ânus, do pênis, da bexiga, do rim, do pâncreas, do colo do útero, do estômago, do útero e da vulva. Todos estes tumores têm como um dos principais fatores na sua origem o tabaco.
Eu não sei se alguém me está a ouvir neste momento que fuma, mas eu acho que só do teu ouvir, se eu fumasse já parava hoje. É impressionante. É preciso ter vontade. É impressionante. Sim. E não bastam os avisos, o próprio Banco de Tabaco tem essa informação, mas parece que por mais informação que haja, que não se está bem presente da realidade que tu nos trazes hoje, não é? É realmente um flagelo. Estamos a falar de um quarto de todos os cânceres. É substancial. Invitáveis. Por isso é que estamos aqui, é para informar. Exato. Depois temos o álcool, e quando falamos de álcool estamos a falar do álcool etílico, o etanol. É prejudicial para a saúde em qualquer uma das suas formas e em qualquer quantidade. Não há dúvida, ponto. E atua como uma potente droga psicoactiva, portanto, a nível do sistema nervoso central, e produz, claro, toxicidade celular.
É comprovadamente uma substância cancerígena desde 1988 pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro e pelo Fundo Mundial para a Investigação do Cancro, inclusivamente abaixo do limite mínimo de consumo considerado hoje em dia. O álcool está relacionado com seis em cada 100 cânceres devidos a causas ambientais não genéticas. 6 em cada 100 devem-se ao álcool. Aproximadamente 10% de todos os cânceres no homem e 3% nas mulheres. E está relacionado com mais de 5% dos cânceres da mama. Pensando agora só na mama. Eu preciso mesmo fazer esta pergunta. Teremos certamente a oportunidade de fazer um programa sobre o álcool em si, mas é comum ouvirmos aquela expressão de dizer que um copinho de vinho até faz bem para evitar o cancro.
Como é que lidas então com estas duas realidades? Essas conclusões surgiram do estudo que foi feito há uns anos em França, hoje em dia é chamado Paradoxo Francês, e várias entidades científicas já vieram dizer que esses estudos não se podem aplicar à população em geral, Porque mediante a população que foi estudada e mediante o tipo de ingestão que foi feita. Porque realmente a uva preta tem substâncias boas para a nossa saúde, mas então é mais vale comer as uvas do que beber o vinho. Que não tem o prejuízo do álcool. Exatamente. Antes de continuarmos, porque ainda temos muitos fatores ainda para nos trazeres, vamos só parar um pouquinho, só mesmo alguns segundinhos, para fazer um intervalo. Voltamos já já a seguir. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança.
Estamos de volta nesta segunda parte para trazer uma novidade. Para si que pela primeira vez está a assistir este programa e está a olhar para este guia de estudo, a máquina humana, e sobretudo no contexto de hoje que estamos a trazer vários fatores que são causas ou possíveis causas do cancro, fica a saber que neste guia de estudo vai encontrar oito remédios naturais. Precisamente estes oito remédios como o descanso para a questão do stress, a alimentação saudável, a água, tudo fatores que já mencionámos no programa de hoje e aqui vêm trabalhados de forma a nos ajudar a evitar doenças, por exemplo, como esta que estamos a falar no programa de hoje. E o melhor de tudo é que é totalmente gratuito.
Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291. Nessa mensagem deve conter as palavras máquina humana, para sabermos que é este o guia de estuda que se refere. Depois entraremos em contacto consigo para que lhe possamos enviar gratuitamente a revista para a sua casa pelo correio. Não hesite, ligue-nos já, mande-nos já a mensagem, estamos à sua espera. Cláudia, foram apenas alguns segundinhos, por favor, desculpa ter-te interrompido. Continua, por favor. Continuando ainda nas causas de cancro não genéticas, no álcool, só dizer que
normalmente também é um fator que as pessoas associam mais ao cancro do fígado, mas não está só associado ao cancro do fígado, também ao cancro da faringe e da laringe, do esófago, da mama, do pâncreas, do cólon e do recto. Continuando nas causas não genéticas, temos a obesidade. A obesidade é uma doença em si mesma, afeta mais de 650 milhões de adultos no mundo e é uma causa não só de cancro, mas de outras doenças, hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, doenças cardiovasculares, apnea do sono e por aí fora. 5% dos casos de cancro, em geral, são atribuídos à obesidade. 5%. 3,5% nos homens e a porcentagem aqui é maior nas mulheres, 6,5% nas mulheres.
Principais tipos de câncer evitáveis relacionados com a obesidade. Cólone reto, mama, endométrio, que é a camada mais interna do utero, e a vesícula biliar. Estes são realmente os cânceres mais associados à obesidade. Temos que falar também de drogas, apesar de não ser tão comum, mas o uso nas várias formas, seja de cocaína, seja de canábis, anfetaminas, barbitúricos, opioides ou outras drogas, está relacionado com aumento não só de doenças psiquiátricas, mas também vai afetar o sistema imunitário, afetando o sistema imunitário maior risco de cancro. Claro, temos que falar também de fármacos, medicamentos. De alguma forma também são drogas, não é? Exatamente, todo tipo de drogas. Os medicamentos são importantes para tratar muitas doenças, mas a própria Organização Mundial de Saúde promove o uso racional dos medicamentos.
devemos tomá-los quando realmente são mesmo necessários e sempre mediante prescrição médica. Aqueles fármacos que são citotóxicos, que são tóxicos para as células, e vou-vos dar o exemplo da quimioterapia, que são fármacos utilizados para destruir as células cancerígenas, também têm efeitos secundários nas células saudáveis. E todas estas situações são sempre pesados os riscos e os benefícios. Fazer tratamento, não fazer tratamento, a dose do tratamento, o tipo de tratamento, E são decisões normalmente tomadas por uma equipa multidisciplinar, não é só por um profissional de saúde, mas por vários. E depois de baixa vigilância, mesmo a pessoa que está no tratamento está de baixa vigilância a ser acompanhada para, se for necessário, cancelar o tratamento ou mudar o tipo de tratamento.
E aproveito para dizer que falaremos num outro programa sobre os tratamentos que existem para o cancro. Outra causa não genética é a falta de sono. Já sabemos que o sono reparador deve ser de 7 a 9 horas para um adulto, nunca deveria ser menos de 6 horas e, normalmente, o nosso sono não deveria começar nunca depois da meia-noite. E vários estudos comprovam que a falta de sono está relacionada com cancro. Estudos em populações, sobretudo, que trabalham por turnos, por exemplo, mulheres que não dormem as horas suficientes têm maior probabilidade de obesidade, e maior risco de câncer da mama. Vejam como os fatores estão interrelacionados. E claro, teríamos que falar da alimentação.
A alimentação é a principal, uma das principais, o tabaco é talvez dos cânceres evitáveis a principal, mas a alimentação é uma das principais causas de câncer não genética e nós cada vez que entramos em contato com os alimentos estamos a ingerir substâncias que podem ser cancerígenas. Não podemos esquecer que os próprios alimentos, quando bem escolhidos e preparados de forma saudável, também têm substâncias que são protetoras. Mencionaste algo bastante interessante, que pode ter passado assim mais ao leve, que é a forma como são confeccionados, não é? Porque isso também pode implicar e muito se são ou não propensos para o cancro, não é? Exatamente, porque as substâncias que estão nos alimentos, a forma como os preparamos, podem realmente tornar-se cancerígenos.
Claro que é diferente quando ingerimos sempre o mesmo tipo de alimento, o mesmo tipo de alimentação, ou variamos. Porque se nós realmente temos sempre o mesmo tipo de alimentação e estamos a ingerir inadvertidamente substâncias cancerígenas, temos maior risco, se estivéssemos a variar. Quem nos está a ouvir pode achar estranho o que é que os alimentos têm a ver com o câncer. Eu vou dar um exemplo simples. Há países onde a forma como conservam os cereais e os frutos secos não é mais adequada e cria, por exemplo, fungos. Alguns fungos são cancerígenos. Estou a dar um exemplo. Nos frutos secos ou nos cereais. Como são embalados, por exemplo. Exatamente. Como são embalados, como são preservados, por assim dizer. Claro que também é essencial a forma de preparação dos alimentos. Temos que falar aqui de algumas substâncias que são substâncias que as pessoas pensam que são potencialmente cancerígenas, que são os edulcorantes.
São substâncias realmente de baixo ou inexistente supostamente valor energético, que são utilizados nos alimentos processados para dar sabor ao alimento. Existem naturais e artificiais, os edulcorantes. Ainda não há certeza da relação entre edulcorantes artificiais e cancro. Não há estudos que digam a 100% que estão relacionados com. Exemplos de edulcorantes artificiais, aspartame, sacarina, sucralose e silclamato. De certeza que o que está aqui à cabeça, que todos já ouviram falar, é o aspartame. Claro que ainda não há certeza, mas na dúvida devemos evitar consumir regularmente ou em grande quantidade alimentos que tenham realmente edulcorantes artificiais. Por isso é que a nossa alimentação deve ser o mais natural possível, não é?
Apesar de ainda não estar aí naquele grupo dos possivelmente cancerígenos. Exatamente. Para já não se sabe. Dentro das causas não genéticas e do meio ambiente temos muitas outras substâncias, teríamos muito o que falar, mas não temos tempo aqui, as partículas em suspensão que nós não vemos no ambiente, seja pelas fábricas, seja pelo trânsito dos veículos que circulam nas estradas, as incineradoras, os pesticidas, as radiações, o raio de ultravioleta, E aqui é muito fácil de explicar, algo que as pessoas também já ouviram falar, o sol tem vários tipos de raios ultravioleta, e que ao incidir na nossa pele, e se for em quantidade exagerada, e à hora em que realmente os raios são mais perpendiculares com a terra, maior risco de câncer da pele. É um exemplo que as pessoas normalmente conhecem.
Tem a ver com a radiação ultravioleta. Campos eletromagnéticos, gás radão, que existe em algumas minas no nosso país, em determinada quantidade, e doenças infecciosas. Doenças infecciosas que já falámos um bocadinho há pouco, quando falámos do HPV,
falámos do vírus da hepatite B, da hepatite C, e o Helicobacter pylori, uma bactéria comum no nosso estômago. Claro que teríamos de terminar com as causas genéticas, que são causas que interferem 5 ou 10% dos tumores. Mas existem e têm que ser consideradas. Exato. São genes alterados que realmente causam alguns tipos de cancro. Os mais associados são o cancro da mama, Alguns tipos de câncer da mama têm mais uma tendência genética que outros. Por isso é que qualquer mulher que tem câncer da mama é estudada em termos desse tipo de tumor. É importante porque pode ter uma tendência genética ou não. Aliás, como tu estavas a dizer, não há alguns cancros como deste exemplo do cancro da mama, mas há outros. Se nós percebemos que há ali uma grande prevalência de cancros em termos históricos familiares, normalmente é pedido um estudo para perceber se há algum tipo de prevalência genética ou não, não é?
Sim, sim, sim. Ou quando uma pessoa da família tem cancro que tem tendência genética, é feito um rastreio nos familiares direitos. Imediatamente. Irmãos, pais ou mães. E muitas vezes é usado até tratamento de prevenção. Muitas senhoras acabam por tirar, na questão do câncer da meia, automaticamente uma questão de prevenção, se for detectado, precisamente, que há ali uma relação direta com... Mama. É um deles, o ovário, a próstata, o cólon e o reto, um tipo de câncer da pele que se chama melanoma, também relativamente frequente no nosso país, o do pulmão, um tipo de câncer do olho que se chama retinoblastoma, o câncer da tiroide e outros. São estes que podem ter mais uma causa genética ou hereditária, embora numa porcentagem muito pequena. Já vimos que a origem é sempre multifatorial.
Eu não posso dizer que este cancro foi passado pelo meu pai ou pela minha mãe. Tem que haver outros fatores. Ainda mais que surgiu realmente a epigenética e que nos demonstra que nós podemos ter os genes para ter determinado cancro, mas temos interruptores ligados ou desligados. E o ligar ou desligar esses interruptores vai depender dos meus hábitos. Vai depender do meu estilo de vida e o meio ambiente a que estou exposta. Voltamos ao mesmo. O principal fator continua a ser o estilo de vida e o meio ambiente. Para terminar, acho que ficaríamos para um outro programa a falar sobre isso. É bastante interessante o estudo de epigenética, até por termos a noção de que estamos no controle. Mudando os nossos hábitos, podemos ser transmissores de melhores géneros para aqueles que nos seguem.
Para si que está desse lado, antes mesmo de terminar, estamos mesmo no fim, mais uma vez quero lembrar o guia de estudo que estamos a oferecer. e que tem vários conselhos muito práticos, sobretudo aquilo que estamos a falar no programa de hoje. Já viu que são múltiplos os fatores que podem gerar o cancro e é precisamente aqui neste guia de estudo que vai encontrar esses mesmos fatores, o que fazer, como fazer e até como adaptar para mudar o seu estilo de vida para um estilo de vida mais saudável. E o melhor de tudo é que é totalmente gratuito. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933-9392-91, 933-9392-91, com a mensagem Máquina Humana. Depois entraremos em contato consigo para lhe enviar pelo correio. Mesmo a terminar, dizer-lhe que só teve a oportunidade de escutar este programa na íntegra, ou o programa anterior, que falávamos sobre o que é o cancro, pois bem, estão disponíveis no YouTube da Novo Tempo Portugal.
Marcamos o encontro consigo no próximo programa. Até lá, se Deus quiser.
No programa "Médico de Família" de hoje, mergulhamos num tema crucial: as verdadeiras causas do cancro. Prepare-se para desvendar a complexidade por trás desta doença, compreendendo que a sua origem é multifatorial e que, contrariamente ao que se pensa, a genética desempenha um papel muito menor do que o nosso estilo de vida e o ambiente em que vivemos. Descubra como fatores diários podem influenciar drasticamente a sua saúde e o que a ciência nos revela sobre os agentes carcinogénicos mais comuns, muitos deles presentes no nosso dia a dia.Este episódio revela a vasta gama de elementos que podem contribuir para o desenvolvimento do cancro, dividindo-os entre causas não genéticas – que representam a esmagadora maioria – e as tendências genéticas. Fique a saber mais sobre o impacto da inflamação crónica nas mutações celulares; o perigo de certas infeções, como o HPV, hepatites B e C, e a bactéria H. pylori; como o stress prolongado afeta a sua imunidade; a influência de diversos produtos químicos presentes no ambiente e em produtos que utilizamos; o tabaco e o álcool, os principais vilões evitáveis; a obesidade, uma doença por si só e um fator de risco significativo; o uso de drogas e a toma de medicamentos; a importância vital do sono reparador; a alimentação e as formas de preparação dos alimentos, incluindo a controvérsia sobre os edulcorantes artificiais; e, finalmente, a epigenética e o poder que temos de controlar a expressão dos nossos genes, transformando a forma como vemos a prevenção e a gestão da nossa saúde.