26:46Bem-vindo mais um Médico de Família. Começo por cumprimentar todos aqueles que nos veem, nos escutam nas diferentes plataformas, quer através da TV, na rádio e também que subscrevem as diferentes plataformas de podcast. Comigo tenho mais uma vez a doutora Cláudia Cláudia, mais uma vez bem-vinda. E mais uma vez muito obrigada pelas boas-vindas e é um prazer estar aqui no programa Médico de Família. Hoje eu diria, inevitavelmente, voltamos a falar de diabetes, depois de já termos definido o que é que são as diabetes, os diferentes tipos de diabetes, hoje eu diria, talvez para o mais importante, o tratamento, e ainda mais importante, a prevenção. E eu começo, desde já, por te falar sobre o tratamento e a vigilância, porque quer uma coisa, quer outra, no caso específico da diabetes, são muito relevantes, não é?
Claro que sim. Uma pessoa pode ter diabetes. Nós já vimos que a maioria das pessoas diabéticas não têm sinais nem sintomas, mas realmente o grande objetivo do tratamento é evitar que as pessoas tenham esses sintomas, aqueles que os têm, que tenham as glicémias controladas nos níveis normais e que tenham assim uma boa qualidade de vida e uma boa esperança de vida, apesar de serem diabéticos. Esse é o grande objetivo realmente do tratamento. Por falar em tratamento, do que é que consiste o tratamento? Depende do tipo de diabetes. Há coisas que são em comum, há outras coisas que não. E vamos aqui separar um bocadinho na diabetes tipo 1, que já vimos que é diabetes insulino-dependente, inevitavelmente, são pessoas em que o próprio organismo destruiu o pâncreas, não têm insulina que é produzida nesse órgão e precisam da administração diária de insulina.
Portanto, tratamento da diabetes tipo 1, sempre com insulina. A diabetes tipo 2, que é aquela diabetes que surge mais com a idade, associada muito ao excesso de peso e à obesidade, Inevitavelmente é importantíssimo o estilo de vida e o tratamento numa fase já mais avançada, em alguns no diagnóstico, porque infelizmente muitos quando são diagnosticados já estão se calhar diabéticos há anos, com medicação, comprimidos ou insulina. E este tratamento incide essencialmente aqui, eu vou dividir em duas linhas de atuação, por assim dizer. Temos os conselhos para um estilo de vida saudável e temos o tratamento farmacológico, por assim dizer, com medicação.
No estilo de vida, eu diria para a maior parte das doenças crónicas não transmissíveis é essencial alimentação saudável, exercício físico, ter um peso corporal adequado, que já vimos que na diabetes tipo 2 é essencial, evitar o consumo de tabaco e ter uma tensão arterial e um colesterol controlados. Mas, ó Cláudia, quem te está a ouvir neste momento até pode pensar que estás a falar apenas e só na prevenção. Mas não, estamos a falar efetivamente no tratamento e a forma como lidamos com o estilo de vida tem também uma forma muito eficaz na parte do tratamento. Não é só na prevenção. Mesmo no tratamento, qualquer diabético, falamos sempre nestes itens, nas consultas tanto de informagem como consultas médicas.
Para um diabético que consiga ter este estilo de vida saudável, pode não precisar de medicação. Atenção. Eu vou dizer aqui uma coisa, se calhar para alguns pode ser até um bocado estranho. A diabetes tipo 2 pode ser reversível. A pessoa pode deixar de ser diabética, se fizer isto tudo que acabei de dizer. Atividade física regular, alimentação saudável, ter um peso adequado para a sua altura, não fumar, ter uma tensão controlada, colesterol controlado. e pode manter a sua diabetes controlada durante anos sem precisar de medicação. Portanto, o estilo de vida é essencial. E mesmo na fase em que possa vir a precisar de medicação, é importantíssimo manter este estilo de vida saudável. Isto, agora falando um bocadinho mais de cada um destes itens.
Atividade física regular, pelo menos os 150 minutos por semana, isto para um adulto, de uma atividade física moderada repartida ao longo da semana, como diz a mesma Organização Mundial de Saúde, para um adulto ser considerado ativo. Gostaria aqui de abrir um parênteses para relembrar que há diabéticos, sobretudo os tipo 1 que fazem insulina ou alguns tipo 2 que fazem alguns tipos de comprimidos que podem dar hipoglicémias, que é baixa de açúcar. Ao fazer exercício é bom ter atenção aos sintomas de hipoglicémia, que já vou falar mais adiante. E há pessoas que ao fazer exercício mais intenso podem precisar de comer antes ou depois ou durante o exercício ou logo a seguir ao exercício. Porque, ao fazer exercício, vamos diminuir o nível de glicose.
Vamos gastar. E isso vai implicar, em alguns casos, em alguns tipos diabéticos, a hipoglicémia. Importante, como já falámos, ter um peso adequado para a sua altura. E o que é que é isto? É ter um índice de massa corporal inferior a 25, a relação peso-altura. Peso em quilos sobre a altura em metros ao quadrado. Calcula-se então este valor, índice de massa corporal. Até 25 é normal, entre 25 e 30 excesso, peso acima de 30 obesidade. A perda de peso é essencial não só para controlarmos a diabetes durante mais tempo, mas até para retardar ou evitar as complicações da diabetes, já aqui falámos também noutro programa.
Nalguns casos, e muitos infelizmente, nós temos pessoas com dificuldade em perder peso. Nesses casos, temos boas notícias atualmente, temos antidiabéticos orais, medicação para diabetes tipo 2, que ajudam a perder peso. e são utilizados nesse sentido. E, em alguns casos de obesidade mais complicada, pode-se enviar para uma consulta de obesidade, é uma consulta multidisciplinar com vários profissionais associados, não só endocrinologista, cirurgião, psicólogo, nutricionista, para ajudar a pessoa a perder peso e, em alguns casos, pode ser necessária a cirurgia bariátrica para reduzir o estômago, para a pessoa realmente conseguir emagrecer, porque a obesidade é uma doença.
Em termos de alimentação, os conselhos que eu vou dar podem parecer estranhos. Porquê num diabético isso? A alimentação saudável é igual para um diabético, para um hipertenso, a pessoa com colesterol elevado. Essencial, consumir hidratos de carbono. E digo isto porque há uns anos as pessoas tinham aquela ideia. Ah, não posso comer arroz, não posso comer massa, não posso comer batata. Devem. Porque os hidratos de carbono é o que nos dá energia. Devem escolher bem os hidratos de carbono. E as quantidades, claro. E as quantidades. Não exagerar. E devem ser, acima de tudo, os mais complexos. As leguminosas, feijão, grão, lentilhas. O pão devem escolher integral. Assim como as massas, o arroz, todos os cereais. porque é uma boa fonte de hidratos de carbono, são complexos, ou seja, eles não são logo transformados em glicose no nosso organismo e mantém a glicose mais estável ao longo do tempo.
Importante também as fibras destes alimentos, se forem integrais, os cereais, mas consumir sempre fruta ou artículos cereais integrais, porque as fibras, além de ajudar e retardar a absorção de glicose, ajudam também a controlar mais o colesterol, a tensão, por aí fora. É importante também escolher as gorduras que ingerimos. Precisamos de gorduras em pouca quantidade, menos que os hidratos de carbono, e devemos escolher gorduras saudáveis. Ou seja, vou dar um exemplo, o azeite. E o azeite, nós somos bons produtores de azeite, em Portugal temos essa vantagem, temos bom azeite. Evitar então as gorduras que são prejudiciais, que são as gorduras saturadas e as gorduras trans, que se calhar, dita assim, as pessoas não sabem o que é.
Eu vou só dizer alguns alimentos, vão logo relembrar. Charcuteria, as batatas fritas dos pacotes, os bolos, bolachas à venda, chocolates. Vejam rótulos e vão perceber isso. Gordura trans e gordura saturada. Evitar sempre. Evitar também alimentos ricos em açúcar, como refrigerantes, bolos, chocolates, compotes, rebozados. que já vimos que são alimentos em que o açúcar, os hidratos de carbono são mais simples, mal chega ao nosso organismo, a glicose aumenta rapidamente. E evitar bebidas alcoólicas de qualquer espécie. Bebida por excelência água. para qualquer tipo de pessoa, fora das refeições de preferência. Escolher refeições confeccionadas de forma simples e saudáveis.
Preferir os cozidos, os grelhados, as sopas, em cruas, saladas. Utilizar especiarias e ervas aromáticas para reduzir o sal, porque o sal também interfere com a tensão arterial. Importante o intervalo entre as refeições. E vão-me dizer assim, conheci-se muitas vezes, tem que comer duas, três em três horas. O ter que comer muitas vezes as refeições fracionadas é uma teoria que não está comprovada cientificamente. Mas é efetivamente uma teoria difundida de uma forma muito abrangente até. É verdade. Mas está a cair por terra. É importante as pessoas comerem direitinho as refeições, fora das refeições beberem água. E entre as refeições passar pelo menos 5 horas.
Não há também aquela questão de que as pessoas, quando comem menos vezes, tendem a comer mais vezes e criar ali picos de glicêmia. Portanto, se a pessoa, apesar de comer menos, comer, eu diria, de uma forma temperante, não corre esse risco. É importante ter as refeições passadas de 5 horas, como eu já disse, e o que vai comer nestes snacks à meia-da-manhã, comer, por exemplo, ao pequeno-almoço. Em vez de comer uma peça de fruta à meia-da-manhã, comer essa peça de fruta ao pequeno-almoço. E à meia-da-manhã, beber água. Há pessoas a dizer assim, pois têm hipoglicémias, não se controlar bem as doses de insulina, nos doentes diabéticos tipo 1 que fazem insulina, nos diabéticos tipo 2 que podem fazer insulina, numa fase também de controle da sua doença. É possível ter as três refeições e fazer insulina.
É possível. Nalguns casos podem pedir ajuda à nutricionista para controlar este plano nutricional e há doentes insulino-autratados que precisam mesmo fazer o que nós chamamos de uma contagem dos hidratos de carbono. Eles aprendem por tabelas, mediante a quantidade e o tipo de hidratos de carbono que estão a pôr no prato, mais ou menos quanto é que vão precisar de insulina, quanto é que isto vai precisar em termos de exercício para gastar. Eles aprendem a fazer a chamada contagem dos hidratos de carbono. Depois vamos ao tratamento farmacológico, não é? Mas queres fazer um intervalo, já sei. Estavas a ler a minha mente. Já nos entendemos. É isso mesmo, já agora que desta deixa, aproveito lá para casa, estamos mais ou menos sensivelmente no meio do programa, para lhe dizer que temos uma revista, um guia de estudo para lhe oferecer a máquina humana e que para além das dicas que tem sobre saúde, até como preparar as refeições, é disso mesmo que estamos a falar.
Nesta revista vai encontrar também a melhor forma de preparar as refeições. E falamos de diabetes, precisamente a lição 5 desta revista fala desta doença silenciosa que chamamos diabetes. Aqui está então várias dicas e deixas para que possa solicitar esta revista e o melhor é que é totalmente gratuito e pode chegar simplesmente à sua casa pelo correio. Para receber a revista é muito simples, basta enviar-nos uma mensagem com a palavra máquina humana, porque queremos ter a certeza que é este o guia de estudo que está a se felicitar, e depois, na mensagem para o 933 939291, vou repetir, 933 939291, depois entraremos em contacto consigo para lhe podermos enviar a revista gratuitamente para a sua casa.
Cláudia, não te interrompi, tu mesma te interrompeste, por favor, continua.
É verdade, estávamos ainda dentro do tratamento, agora na parte dos medicamentos. Já lembrámos que na diabetes tipo 1 tem que ser com insulina, várias vezes ao dia, é administrado, pode ser na parede abdominal é o mais frequente, nos braços ou nas coxas, subcutânea, são agulhas finíssimas, indolores, e a administração tem que ser várias vezes ao dia. É importante para estes doentes, normalmente eles são instruídos nesse sentido pela equipa de saúde, avaliar a glicémia várias vezes ao dia. Pode ser por picada no dedo. Hoje em dia temos sensores que são colocados no braço com leitores por aplicações no telemóvel ou leitores mesmo do sensor e podem ter uma avaliação ao longo do tempo mais vezes desta glicema. Até com avisos em caso de haver algum tipo de descontrole. Exatamente. E é importante nestes doentes sempre salientar, manter a alimentação saudável e exercício físico regular.
Na diabetes tipo 2, essencial o estilo de vida, como já referimos. Nalguns casos, infelizmente, a grande maioria temos que introduzir medicação. em comprimidos e, em algumas fases mais tardias, em alguns doentes, quando os diagnosticamos, já estão tão elevados, em termos de valores médios de glicose, que temos que introduzir logo insulina. Mas o normal é começar com comprimidos e, quando os comprimidos já não atingem os objetivos de controlo da diabetes, aí então passar para a insulina. O tratamento inicia-se normalmente com comprimidos. Existem várias formas de medicamentos que atuam em formas diferentes no nosso corpo. Pode ser uma toma por dia, pode ser duas tomas por dia. Existem comprimidos que num comprimido já têm duas substâncias diferentes.
Eles podem ajudar a produzir insulina, podem ajudar a estimular as células a ouvir a informação da insulina, se mais sensivas à insulina. Eles podem ajudar a glicose a ser eliminada mais pela urina, temos antidiabéticos mais recentes nesse sentido, todos têm ações diferentes e cada doente é medicado mediante o seu perfil de diabetes, a forma de controlo, e vai-se avaliando ao longo do tempo. Recentemente tem surgido também, além de incomprimidos, medicação injetável, que é administrado uma vez por semana, que além de controlar a diabetes, também ajuda a reduzir o peso, a controlar mais a parte ponderal. Essencialmente no tratamento é isto, partes de ouvida e medicação.
Tu mencionaste várias vezes ao longo do tratamento uma espécie de autorregulação. Isso é importante porque apesar da eficácia dos tratamentos esta autovigilância e também a visita regular ao médico traz com que haja constantemente uma monitorização por parte até do próprio. Qual a importância desta monitorização? É essencial para a pessoa ter a qualidade de vida, para prevenir as complicações ou odiá-las ao máximo. Para nós sabermos como é que está a diabetes. A pessoa é aconselhada, além destes cuidados que nós acabámos de dizer, a fazer a sua autovigilância. Nalguns casos são os cuidadores, das pessoas mais dependentes ou dos idosos, que fazem essa vigilância, através das glicémias.
Até para as pessoas terem a noção, mediante aquilo que comer, uma determinada refeição, Vamos lá ver aqui a minha glicemia e se isto aumentou muito. E as pessoas, fazendo isso regularmente, passam a ter uma noção de que tipo de refeições é que aumentam muito a glicose no sangue. Ou vão fazer uma caminhada, fazem uma picadinha a ver como é que está, para terem a noção, caminhada, quanto é que gastou mais ou menos, e se isto ajuda, se não ajuda. É importante. E acima de tudo, diabetes controlada, diabetes que vivemos mais tempo e sem complicações. Logo no momento do diagnóstico da diabetes tipo 2, as consultas do diabético ficam marcadas e são essenciais da vigilância. Isto na equipa de saúde, médico e enfermeiro de família. No diabético tipo 1 também, mas só se faz rastreio das complicações cinco anos depois, pelo menos.
Porquê? Porque as complicações do diabético tipo 2 são mais precoces. E o que é que se faz normalmente nesta vigilância? Faz-se pelo menos duas vezes por ano, a um diabético que esteja controlado, análise de sangue. Para ver como é que está, uma análise específica que nós chamamos de hemoglobina glicada, que na análise, se forem ver dos vossos papéis que vêm dos laboratórios, aparece como hemoglobina A1c. Dito de uma forma simples, dá a média da glicose nos últimos três meses. Ou seja, isto é independente. Os doentes às vezes gostam de chegar à consulta, a picar meio dedo a ver como é que está. é independentemente do total valor naquele dia da consulta. É mais importante eu ter a média dos últimos meses. Mas também acontece o contrário, que é muitos doentes com diabetes sabem que vão fazer análise ao sangue e tendem, nos últimos dias, a ter um...
eu diria serem mais certinhos na forma como reagem as suas células de vida. A verdade é que essa análise não vai definir só esses dias, vai fazer a média de todos os três meses e esse descontrolo dos últimos dias vai-lhe estragar a média. Exatamente. Aqui não funciona. O tentar ser certinho... E é verdade que às vezes acontece isso. Até tomar os comprimidos só nos dias antes de ir à consulta. E alguns depois admitem isso. Mas aqui não funciona. E esta análise é uma oglobina glicada. O grande objetivo é que esteja inferior a 6,5%. Isto é como se fosse a quantidade de glicose que circula no nosso sangue agarrado aos nossos globos vermelhos. Pronto, dito assim de uma forma simples. Tem que estar abaixo de 6,5%. Além de avaliarmos isso duas vezes por ano, pelo menos, atenção, se um diabético está muito descontrolado, fazemos esta avaliação mais vezes, pelo menos 3 em 3 meses.
Se um diabético está mais ou menos descontrolado, fazemos então 6 em 6 meses. Normalmente vai a uma consulta, fica logo marcada a seguinte. Uma vez por ano, pelo menos, se estiver controlado, fazemos a avaliação do colesterol e da função renal. Isto tudo nas análises. Ou seja, de uma forma simples, de seis em seis meses faz a análise hemoglobina glicada e, pelo menos uma vez por ano, umas análises gerais. E o colesterol tem que ter determinados objetivos. Aproveito para dizer que somos mais audaciosos, queremos valores mais baixos de colesterol num diabético do que alguém que não é diabético, porque ser diabético é logo um risco elevado. O cardiovascular deveria ter um infarto ou um AVC. E então o colesterol tem que estar mais baixo do que os 190 que as pessoas normalmente têm na carreira.
Ou seja, o nível normal é mais baixo do que... Do colesterol total e. Do colesterol chamado mal, o LDL. E avaliamos também umas análises que indicam a parte renal, porque uma das complicações a médio e longo prazo de uma diabetes descontrolada são a doença renal crónica, chamada nefropatia diabética. Então nessas análises avaliamos também a parte renal. Aparece como a creatinina. E se estiver alterada, podemos pedir creatinina e ureia. São duas análises para avaliar a função renal. Uma vez por ano podemos pedir, e normalmente pedimos, eletrocardiograma, por causa das complicações também cardíacas. Uma vez por ano é feito o rastreio da retinopatia diabética. É um exame que é feito à vista, aos olhos, e pode ser chamado a um centro de rastreio, que cada centro de saúde tem um local diferente.
E os utentes são convocados uma vez por ano, tem um técnico, que faz o exame aos olhos, os doentes que estejam normais são convocados anualmente. Os doentes que já tenham a chamada retinopatia diabética são orientados automaticamente para o hospital da área daquela unidade local de saúde, para uma consulta de oftalmologia, para ser tratado o mais precocemente possível. Porque a retinopatia diabética em Portugal é das doenças que mais leva à cegueira, Mas se for detectada precocemente, é possível tratar. Por isso é que se faz o rastreio, para detectar o mais cedo possível. Uma vez por ano, naqueles que também estão bem, fazemos o exame dos pés. É feito na consulta de enfermagem e ou médica. Avalia-se a sensibilidade térmica, tátil, a parte da circulação dos pulsos dos pés.
Não se admire se chegar a uma consulta de enfermagem pela primeira vez que a sua enfermeira, ela pedir para descalçar os pés e fazer uns testes aos pés. É importante. porque já vimos que uma das complicações de diabetes é mesmo a neuropatia diabética, a pessoa deixa de sentir. Se tiverem grandes problemas nos pés, já com má circulação, algum problema de sensibilidade, este exame pode ser feito também mais vezes por ano. Cláudia, eu queria te fazer uma pergunta sobre a hipoglicémia. Tu mencionaste no programa. Há às vezes algumas dúvidas, mas eu estou com alguma preocupação em termos de tempo e como para mim acho bastante relevante irmos à questão da prevenção, se me permitires, se der tempo, falemos sobre esse assunto, senão passaremos num outro programa para irmos à questão da prevenção. O que é que nos podes dizer sobre a prevenção, visto que já no início do programa também abordaste a importância do estilo de vida até para, eu diria, vigilância e uma melhor qualidade de vida já para quem é diabético.
Claro. A diabetes como doença crónica pode-se prevenir, independentemente da nossa genética, e essencialmente, como já disseste Daniel, pelo nosso estilo de vida? E isto aparece não só nestes cuidados que acabámos de dizer para o tratamento. Aplica-se também à prevenção, o ter o peso corporal adequado, o exercício regular, que já falámos nisso, a alimentação saudável e variada, evitar o consumo de gorduras saturadas e de açúcar, aumentar a ingestão de fibras, não fumar, evitar as bebidas alcoólicas. Isto para quê? Para controlar todos os fatores de risco que podem levar a diabetes. Atenção, o chefe de peso e obesidade, o sedentarismo, Controlando estes fatores de risco, temos menos probabilidade de vir a ser diabéticos e estamos a prevenir a diabetes.
Sim, estamos a falar claramente de um estilo de vida saudável que não só nos vai trazer benefícios, quer na diabetes, quer noutras doenças. Como a tua resposta foi quase telegráfica, então vamos à hipoglicemia, porque tu mencionaste. Mas eu acho que a maior parte das pessoas não têm noção que a importância da vigilância, da monitorização, sobretudo do controle dos valores, a maior parte pensamos que é por causa da IPER e não por causa da IPO, só que efetivamente a IPO pode trazer consequências também muito graves e por isso eu te pedia que falasses sobre isso, por favor. A hipoglicémia ocorre essencialmente nos doentes insulinotratados ou que fazem algum tipo de antidiabética oral em comprimidos que pode dar hipoglicémias. A hipo, como o próprio nome indica, é baixa de açúcar e é considerada em termos de valor abaixo de 69 mg por decilitro.
Quem já teve uma hipoglicémia dos diabéticos que nos estão a ver ou a ouvir sabe o que é. A sensação de tonturas, perda de visão, suores frios, palpitações e, em alguns casos, mesmo o desmaio. Eu lembro de um caso de um doente que tive que enganou-se e deu dose excessiva de insulina e foi tanta que infelizmente ele teve uma hipoglicémia grave. Ou seja, em caso de hipoglicémia, ingerir açúcar rapidamente. Alguns diabéticos até já sabem disso e andam com o kit preparado para esse momento. Importante sempre andar com doces, não para ingerir regularmente, mas para a hipoglicémia. E a tentação no bolso. Existe à venda nas farmácias e nas parafarmácias já mesmo glicose em saquetas ou em gel, para pôr debaixo da língua é mais rápido. E nesse momento que isso acontece, pôr a glicose ou o açúcar, açúcar simplesmente, e comer qualquer coisa, bolo, um bocado de pão, para depois manter o açúcar num nível estável.
Nalguns casos, atenção, pode ser preciso ir ao centro de saúde ou hospital e dar glicose pela veia endovinosa, em casos extremos. Sendo que também em caso de familiares, sobretudo de alguns doentes diabéticos que já precisam de cuidado, de alguém que cuide, de terceiros que cuidam deles, também essas pessoas devem estar prevenidas com esses kits ou com uma solução de imediato porque é preciso agir imediatamente, não é?
Correto. Se a pessoa vê que a pessoa está com um estado de consciência diferente, está a ficar confusa, avaliar a glicémia e administrar o açúcar. Normalmente os cuidadores já sabem, estão preparados. Muito bem, se quiser saber mais sobre esta doença e outras doenças, temos para lhe oferecer a Máquina Humana. É um guia de estudo com muitas dicas, conselhos, formas também de poder cozinhar os alimentos e preparar os alimentos da forma mais correta. São um conjunto de várias lições em que tem, por exemplo, oito remédios naturais como a alimentação, que falámos hoje, o descanso, entre muitos outros. e é totalmente gratuito. Tem também a particularidade de poder, através deste guia de estudo, saber qual é a vontade de Deus para a sua vida, para que tenha uma vida plena e, sobretudo, com saúde.
Para receber a revista é muito simples, entre em contacto connosco, mande uma mensagem escrita com as palavras MÁQUINA HUMANA para o 933 939291933 Antes mesmo de terminar quero convidá-lo também a nos poder deixar a sua sugestão ou também se tem alguma dúvida que surgiu ao longo do programa ou que gostaria que fosse tratado aqui no Médico de Família, a sua consulta está marcada, faça-nos chegar a sua dúvida para o mesmo número de telefone, teremos todo o gosto em que oportunamente aqui abordemos o assunto no programa. Lembrar também que se não teve a oportunidade de escutar este programa e de o ver na íntegra, estará disponível em podcast nas nossas redes de podcast, mas também no site, concretamente da rádio, em radiorcs.novotempo.pt.
Pode também subscrever nas diferentes plataformas que existem de podcast, então receberá o programa de uma forma automática. Mais uma vez quero agradecer a sua companhia. Marcamos encontro na próxima consulta para mais um médico de família.
Bem-vindo a mais um episódio de Médico de Família! 👨⚕️ Neste programa, vamos aprofundar o tema da diabetes, focando-nos no tratamento e, crucialmente, na prevenção. Depois de termos definido o que são as diabetes e os seus diferentes tipos, é hora de abordar o aspeto mais importante: como lidar com esta condição.
Vamos explorar as diversas abordagens para o tratamento da diabetes, desde a diabetes tipo 1, que exige a administração diária de insulina, até à diabetes tipo 2, onde o estilo de vida desempenha um papel fundamental. Descubra como a alimentação saudável, o exercício físico e a manutenção de um peso corporal adequado podem influenciar positivamente o controlo da diabetes e até mesmo revertê-la em alguns casos. 🍎🏋️♀️
Acompanhe-nos enquanto desmistificamos o tratamento farmacológico da diabetes, discutindo os diferentes tipos de medicamentos disponíveis e como eles atuam no organismo. Abordaremos também a importância da monitorização regular da glicemia e da vigilância das complicações associadas à diabetes. Saiba como prevenir a diabetes através de hábitos saudáveis e como controlar a doença para ter uma vida plena e com saúde. 💧💪