Colesterol

Colesterol

11 de Junho de 202529 min

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Apresentacao do tema

Abrimos mais uma vez as portas do consultório deste médico de família e, como sempre, tenho comigo a Dra. Cláudia Neves. Cláudia, mais uma vez, bem-vinda. Obrigada, é um prazer estar aqui. Tu, para o programa de hoje, decidiste falar de colesterol, mas, mais concretamente, de colesterolomia. Porquê é que tu decidiste escolher este assunto para o programa de hoje? Pegando nas principais causas de doença e de morte em Portugal e no mundo, sabemos que a principal causa são as doenças cardiovasculares. Os dados que nós temos é de 2019. No nosso país, a taxa de mortalidade por estas doenças foi de 28,4%, seguida de óbitos causados pelo cancro, os tumores malignos de 25%.

Pensando na principal causa de morte, eu acho que é essencial, para reduzirmos esta mortalidade e esta morbilidade, a frequência destas doenças cardiovasculares, incidirmos sobre as causas e os fatores de risco. Colesterol elevado é um deles. Sendo que eu até diria que este é um assunto que tem que ser tratado de forma séria e urgente, apesar de ouvirmos falar muito sobre este assunto, eu diria que é preciso, é cada vez mais relevante abordarmos estes assuntos. Sim. Não só a nível do que estamos a fazer, formação à população em geral, mas é crucial também o papel dos médicos de família na prevenção destas doenças, vigiando realmente os fatores de risco das doenças cardiovasculares, o risco das pessoas virem a ter um evento cardiovascular e nós temos tabelas para calcular esse risco em todos os adultos que vão à nossa consulta, é essencial, e um dos fatores que aqui podemos fazer é informar, dar informação, insistir nos fatores de risco, insistir nos hábitos de vida saudável, realmente para que conseguimos prevenir estas doenças, este risco cardiovascular.

Muitas vezes a palavra hiperclostalomia não é usada, nós ouvimos é o colesterol e dá a sensação que quando ouvimos falar em colesterol, que o colesterol em si mesmo é uma coisa má, mas pelo contrário.

O que e o colesterol

Podias começar por aí, por nos explicar o que é o colesterol. O colesterol é um tipo de gordura que circula no nosso corpo. É fundamental para o funcionamento de todos os organismos. Portanto, eu faço falta. É verdade. Só que, é como tu acabaste de dizer, Daniel, na grande parte das vezes as pessoas veem-no como o vilão, que é algo que é mau. Mas não podemos esquecer dois fatores importantes. O colesterol circulante vem de duas fontes. Vem daquilo que nós comemos, portanto, fonte externa. da alimentação, essencialmente e exclusivamente dos alimentos de origem animal, porque o colesterol é produzido no nosso corpo pelo fígado, vem dessa origem endógena também, assim como dos animais.

Portanto, tudo o que nós comemos dos animais ou derivados animal é que tem colesterol. Aí vem a fonte exógena, e como eu já referi, daquilo que o nosso próprio fígado produz. É importante aqui salientar que a fonte endógena que o nosso fígado produz contribui para cerca de 75 a 80% do colesterol circulante. Claro que é essencial aquilo que nós comemos, mas vemos que grande parte está determinada geneticamente. Ele é um grande fator de risco cardiovascular porque quando está elevado, superior ao normal, aumenta a probabilidade de mortalidade por aquelas doenças cardiovasculares. Sobretudo quando o colesterol elevado, a hipercolestrolema, está associada a outras doenças como a diabetes, tipo 2, a hipertensão arterial.

Este risco ainda aumenta mais. E, claro que, se nós tivermos uma produção endógena já elevada, mas associarmos uma alimentação inadequada, com excesso realmente de ingestão de colesterol, se formos hipertensos, se tivermos excesso de peso e obesidade e se fumarmos, temos os fatores de risco base para estas doenças cardiovasculares. Por isso é que realmente o colesterol é importante, mas com peso e medida. O problema é o excesso de colesterol. Exatamente.

Tipos de colesterol

Nós normalmente conhecemos pelo menos dois tipos de colesterol, que eu acho que comumente chamamos o bom e o mau colesterol. Quais são os tipos de colesterol e já agora explica-nos qual é a diferença entre ambos. O colesterol, no geral no nosso corpo, é essencial para várias coisas. Mas o colesterol, como a própria definição de gordura, não é solúvel na água. E todos nós já fizemos a experiência de tentar pôr num copo água e azeite. Eles separam-se automaticamente. E o colesterol, realmente, para circular no sangue, tem que andar juntinho a outras estruturas que sejam hidrossolúveis, que são chamadas lipoproteínas. As principais fatores é como realmente ele é gordura, o nosso corpo utiliza essa característica de não ser solúvel na água para outras coisas interessantes.

As membranas das células. É uma barreira importante, por exemplo, nas membranas das células. Ajuda a produzir as vitaminas que são solúveis na gordura, que são essencialmente a vitamina A, a vitamina D, a vitamina E e a vitamina K. A produzir não, ajuda no seu metabolismo, por assim dizer. Ajuda também na produção de hormonas que dependem essencialmente de gordura, como por exemplo a prosterona, o cortisol ou a testosterona. Ajuda também na produção dos ácidos biliares que são produzidos pelo nosso fígado e que são essenciais à digestão dos alimentos, também precisam de colesterol pelos próprios serem produzidos. Mas, dentro dos tipos que nós temos de colesterol, já vimos que é uma gordura que, para circular no sangue, tem que andar juntinho às estruturas que sejam solúveis na água, porque o sangue, essencialmente, a sua constituição, em grande quantidade, é líquido, é água, é o plasma.

E essas lipoproteínas, dependendo do tipo de lipoproteínas que se vai juntar à moléculazinha de colesterol, vão tornar esse colesterol diferente na sua constituição e também na sua função, por assim dizer. Assim, quando o colesterol é produzido no fígado, ele vai aderir esses tipos diferentes de combinação de fósfos lípidos, que tem um fósfos lípido e tem também uma proteína, lipoproteínas. Quando se junta uma lipoproteína de baixa densidade, Low Density Lipoproteins, temos o colesterol LDL, a sigla vem do inglês. e a principal característica deste colesterol acumula maior quantidade de gordura nas artérias. É o chamado mal colesterol vilão. Exatamente.

Depois temos, quando é uma lipoproteína de alta densidade, HDL, é do inglês High Density Lipoprotein, nós temos um colesterol bom porque ajuda a remover gordura das artérias. para trazê-lo para o fígado para a sua posterior excreção. E pensando nestes tipos principais, existem outros. Existe muito baixa densidade, os quilomícronos, existem outros tipos. Mas pensando nestes principais. Eu diria que seriam os dois grandes grupos. Sim. Quando nós pedimos umas análises, nós pedimos essencialmente o total o bom, o HDL, e um outro tipo de gordura, que não estamos aqui a falar, mas também é importante, que é os triglicéridos ou triglicerídeos, pode-se dizer das duas maneiras.

E depois existe uma fórmula que podemos calcular o mau pegando nestes valores, apesar de que nas análises também podemos pedir o LDL, o chamado mau colesterol. O ideal é que o total esteja abaixo dos 190 mg por decilitro, nas análises de um adulto. O mau esteja abaixo de 115, sempre em miligramas por decilitro. E o HDL, que é o bom, esteja acima de 40 no homem e de 45 na mulher, sobretudo depois da menopausa. Isto daria para um outro programa. A mulher depois da menopausa aumenta o risco deste tipo de doenças cardiovasculares. No entanto, cada vez mais estes números não são o estándar. Ou seja, eu não posso aplicar estes valores a toda a população. Pelo contrário, os estudos mais recentes mostram que até é mais individualizado, não é?

Muito individualizado. Todos os adultos deveriam ter o mau abaixo de 115. Pronto. Ponto. Independentemente de outros fatores de risco. E depois, nós calculamos o tal risco cardiovascular com vários scores que nós temos para calcular. Temos scores para o adulto, temos scores para um diabético. E o que é que entra em fatores de linha nesse score? Entra realmente o colesterol mau, o bom, a tensão arterial daquela pessoa, a sua idade, o género, se é um homem, se é uma mulher, se fuma, se não fuma. São estes os principais fatores. E depois, dependendo do risco, que pode ser baixo, pode ser moderado, pode ser alto ou muito alto, é que nós vamos dizer ou pôr um objetivo para aquela pessoa que colesterol é que nós temos.

Ou seja, vou dar um exemplo prático. Alguém que já teve um AVC ou um enfarte. É um elevadíssimo risco. E nós temos, no adulto, temos que ter abaixo de 115 do mal. Nessas pessoas temos que ter abaixo de 55, para teres uma ideia. Um diabético, igualmente. Um diabético é como se fosse o equivalente a já ter tido uma doença cardiovascular. Somos muito mais exigentes. Tem que ter o colesterol bem abaixo também. Portanto, isto aqui entra em linha de conta com vários fatores. Olhamos para as análises, claro, mas as análises são um dos fatores para calcular esse risco cardiovascular. Claro que quanto maior o LDL, porque é que ele é mau? Porque ajuda a levar o colesterol que é produzido no fígado para as artérias, acumula, cria a chamada aterosclerose e vai ali acumulando e maior risco de entupir as nossas artérias, não é?

O bom tem a função inversa, vou repetir-me um bocadinho, que é tirar esse colesterol das artérias, trazê-lo para o fígado e ajudar na sua excreção, por assim dizer. Portanto, A pessoa até pode ter, imaginemos, 115 do mau, mas se tiver o bom a 80, já é um fator protetor. Que compensa. Exatamente. Sendo que muitas vezes as análises são feitas de forma simplista, sobretudo se usarmos aqueles aparelhos, se até tivermos, enfim, a possibilidade de ter um aparelho em casa, é verdade que as fitas não são assim tão baratas quanto isso. O que importa é que, através do seu médico de família, perceba qual é que é o colesterol ideal, os níveis de colesterol ideal, e depois, através das análises regular, ir fazendo essa vigilância.

Sim, e essencialmente os doentes hoje em dia pela minha experiência com médica de família, eles já entendem o conceito. Eu explico sempre. O seu colesterol é este. Vamos aqui calcular o risco cardiovascular, que é o risco de vir a ter ou vir a falecer por uma doença cardiovascular nos próximos 10 anos. Essa é uma linguagem que quase que todos percebem, diretamente. E aí as pessoas entendem, porque às vezes as pessoas estão muito na dúvida, tratar, não tratar, tomar medicação, não tomar medicação, mas assim já entendem um bocadinho mais. Nós temos um pensamento como profissionais de saúde e é importante de uma forma simples e objetiva tentares transmitir a ideia porque é que nós estamos preocupados com o colesterol daquela pessoa, não é só por aquele valor.

É pelo risco que tem de vir a ter outro problema. E explicando normalmente as pessoas aceitam. É importante aqui também salientar que Estas análises, estes valores que eu estive a referir, são em análises em jejum do sangue venoso. Portanto, pelo menos 8 a 12 horas de jejum. Quando fazemos uma picada ao longo do dia, os valores podem diferir bastante, sobretudo tão dependentes do que comemos nas últimas refeições também. E que pode alterar substancialmente os resultados. Sendo que, gostava de ouvir sobre este assunto, eu percebi ali, já não consigo precisar, que também níveis de stress, pessoas com sentimentos de depressão ou questões depressivas, também altera estes valores?

Não há uma prova, por assim dizer, científica. Mas podemos explicar um bocadinho fisiologicamente. Quando aumentam as hormonas do stress, altera o metabolismo, altera a metabolização, incluindo a produção de colesterol, maior acumulação do LDL nas artérias. É nesse sentido. Claro que não é se for um fator de ansiedade ali do momento, agora se for algo ao longo do tempo, mas não existe nada científico que comprove isso. Muito bem. Vamos só fazer uma pequenina pausa porque tenho uma oferta especial para si. Já conhece certamente este guia de estudo, a máquina humana. E como tenho dito sempre, é um conjunto vasto de estudos que tem precisamente um estudo que aborda os cuidados que tem a ter com o seu coração.

O coração, o risco do seu coração, é o destino ou uma escolha? Será que nós temos alguma coisa a fazer? Será que podemos controlar aquilo que é os problemas do nosso coração? Está tudo aqui e é gratuito. Tem também a possibilidade, com alguns estudos, de conhecer, através de alguns textos bíblicos, o sonho de Deus. A palavra que vai encontrar aqui é mesmo o sonho de Deus para que tenha uma vida plena e com saúde. E o melhor de tudo é que é totalmente gratuito. Para o poder receber gratuitamente em sua casa, basta enviar-nos uma mensagem a dizer MÁQUINA HUMANA para o 933-939291933 939291.

Alimentacao e tratamento

Não se esqueça, Máquina Humana. Ficamos à espera da sua mensagem. Cláudia, vamos falar de algo sério. Visto que muitas pessoas têm este problema, sofrem. Também ele é um problema de saúde pública. Tratamento. O que é que se pode fazer? Claro que, como quase todas as outras doenças que nós costumamos falar, nós temos que pegar sempre no estilo de vida e medicação e ou medicação. Pegando no estilo de vida e como já aqui explicámos qual é a origem do colesterol, claro que a alimentação é essencial e o exercício físico para reduzir o mau colesterol. É difícil subir o bom colesterol. Há muita gente que pergunta. Não existem ainda especificamente indicamentos para isso.

Não existem alimentos específicos que aumentem o bom colesterol, o HDL. Sabemos que a atividade física é um fator que pode, em algumas pessoas, ajudar a melhorar esse valor. Mas quando falamos aqui no tratamento, vamos falar essencialmente para reduzir o LDL, o chamado mau colesterol. Gostaria só de salientar aqui, como já referi no início, pela origem, pelos tipos de colesterol e os fontes de colesterol que nós temos, que aquilo que nós comemos ou não comemos vai interferir em 20 a 25% no valor do colesterol. Ou seja... Parece pouco. Parece pouco. E porquê é que eu saliento isto? Porque há uns anos não se referia muito isto. Salientava-se, batia-se muito na dieta. Eu tenho a noção, tenho a noção, por doentes que vejo ao longo dos anos, que mesmo com a dieta direitinho eles não conseguem.

Portanto, não desanima-se assim é, já lá vamos, mas a dieta é sempre essencial, mesmo precisa de medicação. É essencial juntar uma dieta pobre em gorduras, chamada hipolipídica. Vem de lípides, que é gordura. E, normalmente, quando nós dizemos a retirar as gorduras, como médica de família, eu acho que é essencial nós sermos práticos e transmitir a informação aos nossos utentes. Normalmente, eu costumo dar uma folha com isto escrito, porque é muita informação numa só consulta. Então, mas o que é que eu vou comer ou não comer para reduzir o colesterol? E há uns anos encontrei uns folhetes que são muito práticos das recomendações da Fundação Portuguesa de Cardiologia, ao que é nosso português. E eles são muito práticos, eles dão tipo de grupos de alimentos, o que preferir e o que evitar.

em termos de grupos alimentares. Antes de entrar por aí, eu gostaria de salientar mais uma vez que o colesterol, sendo uma gordura produzida pelo fígado, só vem de origem animal. Tudo o que é de origem vegetal. E saliento isto porque as pessoas às vezes dizem, não posso comer nozes que aumentam o colesterol. Nozes não têm colesterol. E já me disseram isto mais que uma vez. Tá bem? Colesterol só vem dos alimentos de origem animal. Sem a gordura. Existem alimentos de origem vegetal, como abacate, as azeitonas têm gordura, mas é gordura monossaturada ou polinsaturada, não é gordura de colesterol ou gordura saturada. E é importante dizer que se nós estamos a ingerir alimentos vegetais que tenham colesterol, é pela forma como os preparamos se acrescentamos alguma coisa que tenha colesterol.

Se eu vou cozinhar uns vegetais salteados... Não, se vou cozinhar manteiga ou bem, é claro que vou-lhe pôr colesterol, não é? Vamos começar, ou seja, quem é 100% vegetariano tem muito mais probabilidade de ter um colesterol controlado. Começamos por aqui, não há dúvida. Quem não é vegetariano Vou entrar por aqui porque, infelizmente, é o grosso modo da nossa população. Quem compra, por exemplo, carne e peixe? Então, nas carnes, preferir as mais magras. Eu penso de uma forma geral, já toda a população está informada nesse sentido. Portanto, as aves, essencialmente, o frango e peru, e mesmo assim tirar peles e gorduras quando estamos a preparar para cozinhar. Não ultrapassar os 180 gramas por dia num adulto.

Por dia, não é numa refeição, por dia. De uma forma geral, nas sociedades ocidentais cada vez se consome mais carne e peixe. A quantidade é exagerada, não precisamos de tanto. Evitar o porco, as asas e o pescoço das aves, que alguns preferem o que tem mais gordura, mais colesterol, os produtos de charcuteria em geral e as miudezas, também são mais ricos em colesterol, e os produtos pré-cozinhados, que às vezes não nos lembramos disso, que também têm. Sejam rissóis, pastéis, folhados, croquetes, almôndegas e hambúrgueres. Também têm mais colesterol. Dentro dos ovos, de preferência dois a quatro por semana, cozidos ou escalfados, que não acrescentemos gordura. Eu sei que existe muita informação na internet, eu já aviado, podemos comer até 20 ovos por dia.

Tudo bem, então vejam a quantidade nutricional de um ovo, existem tabelas online de todos os alimentos, o que é que tem, a quantidade de colesterol tem uma gema. Está bem? Estou a verem para pesquisarem em casa. Leite e derivados. Claro que o leite não tem fígado, mas é produzido pelas vaquinhas que têm fígado. Logo, é expelido também com colesterol. Preferir magros sempre. Leite e derivados. O queijo, os iogurtes. De preferência, queijo fresco ou requeijão. Tem menos colesterol. Não está ainda curado o queijo. Dentre o peixe, preferir sempre o peixe à carne, tem menos colesterol, menos gordura em geral. Os mais benéficos são o salmão, a sardinha, o atum e o carapau. E não é difícil de encontrar a pensão nenhum destes no nosso país.

Evitar os mariscos e os moluscos, as lulas e o polvo, que são muito ricos em colesterol. E claro, atenção às conservas que já estão em óleo ou pré-cozinhados fritos, como panados, rissóis e pastéis. Mais uma vez. As chardinhas, os atums. Exatamente. Em lata, queria dizer. As gorduras líquidas, por assim dizer, preferir os que aguentam maior quantidade de temperatura sem se tornarem prejudiciais. Como o azeite, por exemplo. O azeite, os óleos de milho, de girassol, de amendoim. e evitar as gorduras sólidas, não só a manteiga, mas também as margarinas, em termos de colesterol. Se não, preferias 100% vegetais. Mas mesmo nessas, vejam a quantidade que tem de gorduras trans, que são muito prejudiciais.

Dentro das leguminosas e produtos hortícolas, de uma forma geral, não tem colesterol. Quando falamos das leguminosas, o feijão, o grão, as ervilhas, as lentilhas, as favas, os próprios termoços, que também usamos muito em Portugal, são boa fonte de proteína que não tem colesterol. A não ser que Quando estamos a fazer uma feijoada, vamos-lhe pôr carne, estamos a pôr colesterol no nosso prato. E assim como os legumes, os tubérculos, os vegetais, os verdes, os vermelhos, laranjas e amarelos, são todos ótimos, não têm colesterol e ricos em vitaminas e minerais. Dentro dos cereais, preferir sempre os integrais, como estamos a falar do arroz, da aveia, do trigo, e claro, os derivados, as massas e o pão.

Preferir sempre os integrais. Evitar, e porque podemos pensar, mas isto não tem nada de origem animal. É, agora vamos dizer, evitar os pães que têm validades grandes, como por exemplo, pão de forma, pães de leite. Porquê? Porque têm gordura acrescentada. E essa gordura acrescentada muitas vezes já estamos a acrescentar colesterol. Não é tão saudável assim. Inclui os croissants, pizzas, bolachas ricas em gordura e açúcar. Atenção, às vezes aquelas bolachas que dizem próprio para diabéticos ou próprio leite, que não têm açúcar, para ser mais saborosas têm mais gordura. Porque, infelizmente, aquilo que nos dá prazer a comer é o que associa estas coisas. Normalmente é gordura, açúcar e sal. E quando conjugam duas delas é mais atraente ao paladar. Mas também é mais posicional.

Exatamente. Dentro das frutas devemos consumir sempre duas, três peças de fruta por dia, habituar-nos a comer fruta a todas as refeições, incluindo o pequeno almoço. Podemos dizer que o coco e abacate, sim, têm gordura, mas claro que o abacate tem gordura saudável, não tem colesterol, mas mesmo assim não devemos exagerar. Como diz a palavra temperante, nós devemos evitar o que é prejudicial e comer moderadamente aquilo que é saudável. O abacate incluído. Não vamos comer dois abacates todos os dias, é excesso de gordura. Mas o abacate não tem colesterol. E, essencialmente, da alimentação é isto. Mas tu mencionaste há bocado, e eu repetive, que não é só o que comemos, mas a

Dicas de confeccao

forma como confeccionamos. Ainda temos alguns minutinhos. Podias nos deixar algumas dicas, alguns conselhos, porque também é importante a forma como os cozinhamos. Ou seja... Vamos dar uns conselhos rápidos. Muito cuidado com o consumo total de gorduras. Nós precisamos de gorduras. Gorduras ou lípidos é um tipo de nutrientes. Nós temos hidratos de carbono, gorduras e proteínas os nutrientes que precisamos na maior quantidade. Vitaminas e minerais em menor quantidade. Mas tudo tem com peso e medida. As gorduras devemos escolher as mais saudáveis. Aquilo que não tem gordura, evitar acrescentar gordura quando estamos a preparar o prato, quando estamos a cozinhar. E nesse sentido, evitar então tudo aquilo que já tem gordura acrescentada ou pré-feito.

Os folhados, como já referi, tudo o que é charcutaria, carnes gordas, maionese, natas, chantili, chocolates, queijos gordos, fritos e assados em gordura. Evitar. E cada vez mais nós temos recipientes, robôs de cozinha, frigideiras, que nós não precisamos assim tanta gordura, para termos um cozinhado mais saudável. Depois, quando por exceção se fazem fritos, assados ou refogados, utilizado de preferência gorduras mais estáveis com o calor, como falámos já um bocadinho há pouco. O azeite é a gordura preferencial, ou o óleo de amendoim. E quando usamos, por exemplo, numa fritura, esporadicamente, não usar mais que uma vez. porque há maior produção de gordura muito prejudicial para a nossa saúde.

Fugir das gorduras naturalmente sólidas, não só nas carnes, não é, e das artificialmente solidificadas, tipo os concretes, as margarinas, os caldinhos para pôr na comida, que lhe é gordura solidificada. Estou-me a lembrar de um conceito bastante recente que tivemos, que são as air frys, que as pessoas conseguem fritar sem colocar gordura, mas muitas vezes esquecemos que quando fritamos muitos dos alimentos pré-fritos, que eles já foram pré-fritos com gordura. Ou seja, o facto de estarmos a usar air fry não significa que estejamos a consumir alimentos isentos de gordura, não é? Devemos evitar aquilo que já é pré-cozinhado, o mais natural possível. Vamos dar o exemplo que se calhar é o mais usado, as batatas. O ideal é descascarmos a batatinha, ou até com um casco que é excelente, bem lavadinho, cortado aos palitos, um bocadinho de sal, um bocadinho de azeite, envolver bem, secar primeiro as batatas, depois pôr sal e o azeite e pôr na airfryer.

Fica excelente e saboroso. Até porque é preciso... a experiência que eu tenho é que a batata frita na airfryer precisa de menos sal. Sim, sim. Porque não estamos a utilizar dentro de um líquido que se vai dissolver, por assim dizer. E fica excelente. E fica mais saudável do que as pré-fritas, por assim dizer. Porque já tem gordura. Sim. Para temperar em cru, utiliza-se sempre o azeite. Essencial. E nós em Portugal temos essa grande vantagem, essa riqueza que é o azeite. Para cozinhar, preferir o azeite. Não exagerando, atenção. Nós, adultos, precisamos no máximo de uma colher de sopa de azeite por dia, incluindo tudo o que temperamos e que cozinhamos. Comer-se sempre bastante fruta hortaliça, as saladas, as sopas, a fruta fresca, que devem representar 40 a 50% do total daquilo que comemos diariamente.

É importante reduzir a quantidade do que comemos em calorias, a vida das gorduras, dos açúcares e não exagerar também nas proteínas. Os vilões muitas vezes são os hidratos de carbono por causa do peso. São bons os hidratos de carbono, é o que nos dá energia de preferência integrais. Importantíssimo, comer apenas o suficiente para não engordar. Quantidade do que comemos. O exercício físico regularmente é essencial. Deixar de fumar não porque aumenta o colesterol, mas é um fator de risco associado ao que o colesterol aumenta o risco cardiovascular. E perder peso se tiver excesso de peso. mais peso, maior probabilidade de colesterol elevado. E, claro, falando aqui na origem do colesterol em dós, não podemos esquecer que,

Conclusao e conselhos

apesar de todos estes conselhos postos em prática, grande parte da nossa população, muitas pessoas, precisam de um medicamento para o colesterol. Está bem? Se tiver o colesterol elevado, converse com o seu médico e pode salvar-lhe a vida tomar um comprimidinho por dia para reduzir o seu colesterol. Aqui estão não só muitas dicas, mas muitos conselhos. E a oferta que eu tenho para si tem precisamente um conjunto alargado de conselhos para montar um prato saudável e também vai encontrar aqui precisamente muitos dos conselhos que a Dra. Cláudia trouxe para nós hoje de como preparar de forma saudável os seus alimentos. Está tudo aqui e é gratuito. É de graça. Basta enviar-nos uma mensagem para o 933 939291 Vou repetir 933 939291 com as palavras máquina humana para sabermos que é este guia de estudo a que se refere e depois entraremos em contacto consigo para lhe enviar o guia de estudo gratuitamente para a sua casa.

Dizer-lhe também que para que este médico de família seja o seu médico de família precisamos de conhecer quais são as suas dúvidas, os seus problemas. O que é que gostaria que abordássemos aqui no programa? Faça-nos chegar as suas sugestões também para o mesmo número de telefone ou também através das nossas redes sociais. Lembro também que todos os nossos programas, não só este como todos os outros, estão disponíveis no nosso podcast em rádio rcs.novotempo.pt. Cláudia, mais uma vez, muito obrigado e até ao próximo programa. Até à próxima. Hoje vamos dar a consulta como encerrada, mas no próximo programa contamos com todos, porque aqui todos têm médico-família.

Sobre este episódio

Colesterol: O Que Precisa de Saber Para Proteger a Sua Saúde Cardiovascular 🫀

Neste episódio do programa Médico de Família, abordamos um tema crucial para a saúde de todos: o colesterol. Junte-se a nós enquanto exploramos o que é o colesterol, os diferentes tipos existentes e, mais importante, como os níveis elevados podem afetar o seu sistema cardiovascular. Descubra as causas, os riscos associados e as estratégias eficazes para manter o colesterol sob controlo.

Neste vídeo, aprofundamos o impacto do colesterol na saúde cardiovascular, analisando como o excesso de colesterol "mau" (LDL) pode levar à formação de placas nas artérias, aumentando o risco de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Explicamos de forma clara e acessível como identificar os fatores de risco e adotar medidas preventivas para proteger o seu coração.

Aprenda a importância de uma alimentação equilibrada, rica em fibras e pobre em gorduras saturadas, bem como o papel fundamental da atividade física regular na manutenção de níveis saudáveis de colesterol. Fornecemos dicas práticas e conselhos úteis para fazer escolhas conscientes no seu dia a dia, promovendo um estilo de vida que favoreça a saúde do seu sistema cardiovascular. Descubra também como os exames de rotina e o acompanhamento médico adequado podem ajudar a monitorizar os seus níveis de colesterol e prevenir complicações futuras.

Série
Médico de Família · 74 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 10
Estreou
11 de Junho de 2025
Categoria
Saúde