Novidades em Saúde

Novidades em Saúde

14 de Maio de 202528 min 7 s

Capítulos

Transcrição

Gerada automaticamente

Abertura

Estamos de volta, mais uma vez, e com muito gosto, para lhe trazer mais um médico de família. E volta a ter, também na minha companhia, a Dra. Cláudia Neves. Cláudia, mais uma vez, bem-vinda. Obrigada. Olá a todos os espectadores e os ouvintes. Hoje, Cláudia, vamos ter um programa um pouquinho diferente daquilo que normalmente o costumamos trazer. Tu intitulaste este género de programas, novidades em saúde, e que periodicamente vais trazendo aqui um programa com aquilo que são as descobertas mais recentes na área da saúde. Explica-nos um pouquinho o contexto deste programa. Nós médicos precisamos estar sempre atualizados. Há coisas que quando eu tirei o curso eram verdade, que agora já não são verdade.

E recebemos periodicamente, seja via internet, revistas em formato digital, seja revistas em papel, mas essencialmente hoje em dia é mais formato digital, e recebemos informações de estudos recentes na área da saúde, na área da medicina, atualizados. E eu achei interessante partilhar isto com todos aqueles que nos estão a ver e a ouvir, Sobretudo, eu tento escolher estudos que estão relacionados com as doenças mais frequentes, a Oncologia, portanto, as doenças oncológicas, os tumores, com as doenças cardiovasculares e com o estilo de vida das pessoas, os hábitos e o que é que existe de estudos a nível mundial, essencialmente, acerca destes assuntos. Tento trazer temas que eu acho que seriam interessantes para mim, mas também para todos aqueles que nos estão a ver e a ouvir. Eu começo já por aí mesmo, até porque eu vou fazer uma inconfidência e alguns dos estudos que tu trazes hoje, no mínimo, eu vou chamar-me muito curioso.

Por isso, conta-nos lá que estudos é que tu selecionaste. Ok. Então, selecionei cinco estudos. Um deles chama-se Tatuagens e Linfoma. O segundo, Excesso de Peso em Crianças e Adolescentes. Depois, o Sono e as Doenças Digestivas. o risco da puberdade precoce nas meninas e, por último, a posição do braço nas avaliações da tensão arterial. Eu bem disse, para si que está desse lado, que alguns deles eram bastante curiosos. E começo já com o primeiro, que tem a ver com as tatuagens.

Tatuagens e linfoma

O que é que nos diz esse estudo? Estes estudos são todos vistos em áreas muito diferentes. É para ter mais uma dinâmica no programa. Foi um estudo realizado na Suécia com adultos suecos que tiveram linfoma. Linfoma é um tipo de tumor do sistema linfático. É um cancro. Portanto, é um tumor maligno. E eles pegaram nos adultos que tiveram linfoma, entre os 20 e os 60 anos de idade, entre 2007 e 2017, na Suécia. no seu Registro Nacional de Cancro da Suécia e tiveram um total de 11.905 casos. Desses casos, eles tentaram perceber os que tinham tatuagens ou não tinham tatuagens e chegaram a duas conclusões interessantes.

Primeira, os participantes tatuados tiveram 21% maior risco de linfoma dos que os que não tinham tatuagens. Portanto, a tatuagem aumenta o risco de cancro. Isto explica-se porque a própria tinta é carcinogénica. A tinta que é utilizada para fazer as tatuagens estimula as células a tornarem-se células malignas. A segunda conclusão foi que não foram encontradas evidências de que o risco de linfoma esteja associado à extensão das tatuagens. Ou seja, o risco de tatuagem, seja uma tatuagem ou seja o corpo todo tatuado, é igual neste estudo que foi feito na Suécia. O que é impressionante. É interessante. Não estava à espera que fosse assim, não é? Ou seja, resumindo, o risco aumenta em 21% de linfoma nos utentes tatuados, mas

Excesso de peso infantil

a extensão das tatuagens, da superfície do corpo que está com tatuagens, não está relacionada com o risco de linfoma. Muito bem. Vamos para mais dois estudos. Excesso de peso em crianças e adolescentes. A obesidade e o excesso de peso é um problema cada vez mais comum no nosso país e no mundo. e também nos mais novos. Então pesquisaram artigos associados com obesidade, excesso de peso, crianças, adolescentes. Pesquisaram estas palavras em várias plataformas de motores de busca na net de estudos científicos. Incluiu a Medline, a Web of Science, a Embase e o Cochrane. e foram feitas estas pesquisas em estudos publicados desde janeiro de 2000 até março de 2023.

Portanto, durante 23 anos. A pesquisa foi realizada por médicos do Departamento de Cirurgia do Hospital da China Ocidental, na Universidade de Sichuan, na China, e este artigo foi publicado numa publicação médica no Reino Unido em junho de 2024. A análise destes 23 anos incluiu 2.033 estudos com este tema, bastante abrangente, e envolveu uma população de 45.890.555 crianças e adolescentes, de 154 países diferentes. E a prevalência da obesidade neste estudo foi de 8,3% a 8,5%, ou seja, Pegando nestes estudos todos, chegou-se à conclusão que nas crianças e adolescentes, 8,3 a 8,5% têm obesidade.

Os países considerados desenvolvidos tinham uma prevalência maior da obesidade, 9,5%. E os fatores de risco mais associados foram os hábitos alimentares inadequados, o sedentarismo, falta de exercício físico e também as características das mães, características maternas, influenciaram assim a prevalência da obesidade. A principal doença associada a estas crianças com obesidade foi a hipertensão, com uma taxa combinada de 28%. Estamos a falar de hipertensão de crianças e adolescentes. Sim, mas com a obesidade. Uma coisa estar ligada à outra é que já não é surpresa, não é? Sim, é verdade. A obesidade aumenta o risco de várias doenças, entre elas a hipertensão.

Sono e doenças digestivas

Isto foi só considerar a obesidade. A prevalência do excesso de peso foi de 22% destas crianças, o que já é considerável. E o outro estudo foi sobre o sono, que é um outro fator importantíssimo para a nossa saúde. Temos um descanso adequado. e devido realmente aos problemas cada vez mais generalizados do sono e também cada vez mais doenças digestivas e mais prevalentes em todo o mundo, pesquisadores decidiram ver se havia alguma associação entre a qualidade do sono e as doenças digestivas. Este estudo foi prospetivo, pegaram no Biobank do Reino Unido, que é como se fosse uma base de dados de utentes, é a maior base de dados que existe no mundo para estudos médicos, e foram feitos com uma população de 410.586 pessoas, também uma amostra considerável.

Este estudo foi apresentado no dia 20 de maio de 2024, na reunião anual de Digestive Disease Week, quando foi publicado. Para avaliar os comportamentos do sono, eles consideraram cinco fatores. A duração do sono, a insónia, a roncopatia ou ressonar ou não, a sonolência diurna e o cronotipo da pessoa. Ou seja, para ser um sono saudável, destes cinco fatores tinha que pelo menos ter dormido 7 a 8 horas por noite, Não ter a história de ronco, de ressonar. Portanto, zero roncos. Sem insónia, sem problemas à adormecer, sem ter o problema de despertar-se noturnos ou de acordar muito cedo e não voltar a adormecer.

Não ter insónia. Não ter sonolência diurna. Não sentar no sofá e adormecer logo. Isso não acontecer. E ter um cronotipo matinal. O que é que é cronotipo? É a preferência de ciclo circadiano da pessoa. Normalmente dizemos que é diurno, não é? É. Existe o matinal, o da tarde e o da noite. E é considerado mais saudável o cronotipo matinal. Gosto de levantar mais cedo, normalmente. Levantar mais cedo, levantar mais cedo. Exatamente. Ou seja, pegando nestes 5 fatores que eu vou repetir, a duração do sono, insónia, roncopatia, sonolência diurna e o cronotipo, para ser considerado um sono saudável, tinham que ter um cronotipo matinal, dormir 7 a 8 horas, não ressonar, não ter sonolência diurna e e não ter insónias.

Estamos a falar de cumulativos, tinha que ter os cinco. Tinha que ter os cinco para um sono saudável. O que é que eles fizeram? Eles monitorizaram estas pessoas durante 13 anos, portanto considerável, e avaliaram a prevalência ao número de 16 doenças digestivas diferentes. No estudo, eu fui ver o resumo do estudo e não vi quais são estas doenças, mas já vou explicar as mais frequentes. Além das pontuações do som de saudável, ou seja, o som de saudável daqueles 5 fatores era 5 em 5, considerado 5 em 5, os pesquisadores também consideraram a suscetibilidade genética de cada um e os seus problemas gastrointestinais que já pudessem ter, para tentar ver se não havia associação com esses fatores.

Os participantes com uma pontuação de sono saudável tiveram menos 28% de probabilidade de desenvolver qualquer doença digestiva do que aqueles em que a pontuação de sono era 0, daqueles fatores, ou 1. Ou seja, menos 28%. É considerável. Das 16 doenças digestivas analisadas, a que teve maior redução do risco associada a um sono saudável Em 50% foi a Síndrome do Cólono Irritável. Alguns dizem Síndrome do Indestino Irritável, que é as pessoas que têm frequentemente dores abdominais de tipo cólica, que é aquela dor que dá o espasmo forte, depois alivia, depois vem e depois alivia, e está associado a alterações dos hábitos indestinais frequentes.

São pessoas que ora estão uns dias com obstipação, prisão de ventre, alternando com dias de digestões diarreícas. dá mau estar e má qualidade de vida. Síndrome do cólon irritável. E vemos que foi a doença mais associada ao sono. Portanto, sono saudável, menos 50%. Síndrome do cólon irritável, 50%. Considerável. Uma pontuação do sono saudável também foi associada a uma redução de menos de 37% por aluidade de esteatose hepática, que é o fígado gordo, a acumulação de gordura no fígado, e cada vez também é mais frequente, e está muito associado à obesidade na gordura abdominal, maior risco de diabetes, colesterol elevado, e vemos que ter um sono saudável diminui em 37% a gordura no fígado.

Diminui 35% a úlcera gástrica ou do adenal, úlcera do aparelho digestivo. Diminui em 34% a dispepsia, as gastrides, a má digestão. E diminui em 25% a diverticulose, que é ter muitos divertículos no intestino. O intestino é um tubo, E os divertículos é como se fossem bolsinhas na parede em que facilmente acumula restos de produto do bolo alimentar dentro daquelas bolsas dos divertículos e pode dar diverticulite, que é a inflamação. Acontece com pequeninas sementes que não são digeridas, como a de linhaça, nas pessoas que tenham diverticulose frequente. Portanto, também diminui em 25%. O risco genético elevado para estas doenças e as más pontuações do sono aumentaram as chances destas doenças em 53 a 200%.

A 200%, impressionante. É verdade. O risco genético elevado para estas doenças e más pontuações do sono. É interessante que o sono saudável também diminuiu o risco destas doenças, independentemente da suscetibilidade genética. Independentemente da genética, ter um sono saudável é sempre bom para evitar estas doenças. Enfim, vamos só fazer uma pequena pausa, se permites Cláudia, para, se está lá em casa, fazer-lhe uma oferta que já é habitual aqui no Médico Família, a máquina humana. Acabámos de ouvir falar sobre dois estudos, um deles falava sobre obesidade e outro sobre o sono. Pois bem, aqui na revista, neste guia de estudo, vai encontrar precisamente dois capítulos que lhe vão falar sobre isso.

Sobre o descanso e depois, no capítulo 4, sobre a obesidade. E terá oportunidade não só de saber mais sobre estes dois assuntos, mas muito mais, porque todo o estudo está preparado com dicas, com conselhos práticos para que possa ter uma vida saudável e, sobretudo, saber o que Deus também quer para que tenha uma vida plena e, eu diria, também com saúde. Para receber gratuitamente este guia de estudo, o que tenho que fazer é enviar-me uma mensagem com a palavra máquina humana, é tão simples quanto isso. No seu telemóvel, até pode fazer desde já, vai ao seu telemóvel, provavelmente já estava com ele na mão, basta escrever máquina humana, o número de telefone Digo-lhe já, é o 933-939291.

Vou repetir, 933-939291. Depois entraremos em contacto consigo para lhe enviar gratuitamente a revista para casa pelo correio. Cláudia, tu mencionaste já três estudos, tens mais dois que preparaste para nós hoje e eu digo-te já que esses dois traem para mim, assim, alguma coisa de muito

Puberdade precoce

curiosa porque o risco da pobredade precoce feminina deixou, pelo menos com muita curiosidade, e depois a posição do braço da tensão arterial. É verdade que Nós sabemos que há ali uma posição mais comum. Mas haver um estudo, sobretudo, sobre a posição é muito curioso. Conta-nos tudo e não escondes nada. Ok. O estudo do risco da puberdade precoce foi feito na China. Isto porquê? Porque cada vez nós temos mais meninas com a puberdade mais cedo. E é importante que percebemos quais são os fatores de risco para tentar evitar. É considerado uma puberdade precoce quando é antes dos 8 anos nas meninas. Este estudo foi conduzido por pesquisadores entre outubro de 2019 e agosto de 2022 para tentar perceber quais os potenciais fatores de risco e quais os que eles estudaram.

O tempo de ecrãs, a atividade física, a ausência da atividade física neste caso, e o excesso de peso ou obesidade. E eles pegaram para estudar em 177 meninas com este diagnóstico de puberdade precoce feminina, num centro de saúde infantil e feminina de Tiajin, na China, e em 354 meninas com o desenvolvimento pubertário normal. e foram tentar comparar umas e outras. Os dados acerca dos seus comportamentos, da sua alimentação, foram colhidos com as próprias crianças, sobretudo com o foco no ecrã, tempo do ecrã e na atividade física, e com os seus cuidadores, os seus pais, fizeram então as entrevistas, as consultas.

E, claro, fizeram também o exame objetivo às meninas, o exame físico. E conclusões a que chegaram. Uma combinação de quaisquer destes três fatores, tempo de ecrã, excesso de peso ou obesidade e pouca atividade física, já é associada ao aumento do risco da puberdade precoce nas meninas. Ou seja, O elevado tempo de ecrãs e pouca atividade já é um aumento de risco. Ou, elevado tempo de ecrãs e excesso de peso ou obesidade já é um elevado risco. Ou, pouca atividade física e excesso de peso ou obesidade. Associar qualquer... Combinação de qualquer uma das três... Dos. Três em dois já aumenta o risco da pobredade precoce feminina. Mas o fator que foi mais preponderante foi o excesso de peso e obesidade.

Isoladamente, diz-se que as meninas com este problema só apresentaram maior risco de puberdade precoce feminina do que aquelas sem nenhum dos três fatores de risco. Tanto o tempo elevado de écrans como o sedentarismo, a falta de atividade física regular, isoladamente não atingiram o significado estatístico para o risco da puberdade precoce feminina, quando isoladamente. Ou seja, dos três fatores, isoladamente foi o excesso de obesidade o fator preponderante. Em associação de dois, qualquer associação possível nos três fatores aumentou o risco desta puberdade precoce. Interessante e claro que estudos são publicados para nós tirarmos conclusões acima de tudo o que é que podemos fazer para mudar isso.

E já vimos que reduzir o tempo de ecrãs, atividade física dos meninos também, mas aqui este estudo era das meninas, é essencial, e evitar o excesso de peso e a obesidade.

Pressão arterial

E que estão os três associados, se repararmos bem. Depois, porquê a posição do braço nas avaliações de tensão? É verdade que nós, quando aprendemos a avaliar a tensão e ensinamos aos nossos utentes, tem uma série de técnicas importantes, desde não vir a caminhar e medir logo a tensão, é importante estar em repouso 15 minutos, não ter bebido café, não beber álcool, não fumar nos 15 minutos antes, que também interfere com o valor da tensão, é importante estar sentado, o braço apoiado numa mesa, colocar a braçadeira acima da prega do cotovelo, estar descansado e não falar, não mexer e avaliar a tensão arterial. E podíamos pensar, mas porquê isso? Porque tem a ver com o nível de avaliação da tensão na artéria que nós avaliamos.

Isso tem que estar ao nível do coração. Este estudo teve por objetivo determinar exatamente qual o efeito das diferentes posições dos braços na leitura da tensão. Ele foi publicado no JAMA da Medicina Interna em 7 de outubro de 2024. Nós sabemos quais são as diretrizes, então o que é que eles fizeram? Eles pegaram realmente, em várias pessoas, foi um estudo realizado em Baltimore, Maryland, de 9 de agosto de 2022 a 1 de junho de 2023. Eles recrutaram adultos entre 18 e 80 anos nesta localidade. E aqueles que se voluntariaram para fazer o estudo, foram feitas avaliações de atenção nas várias posições.

Diz-se que os participantes foram 133. E então, todos os participantes, eles avaliaram a atenção com o braço posicionado na mesa, depois avaliaram a atenção com o braço no colo e avaliaram a atenção com os braços pendurados. Três posições. Portanto, braço na mesa, braço no colo ou braço pendurado. E para não haver dúvidas, todos os participantes foram avaliados uma quarta vez com o braço apoiado numa mesa. E depois fizeram as avaliações e chegaram a várias conclusões. Primeiro, a idade média destes participantes, destes voluntários, foi 57 anos. 48% 48 participantes, que equivaleu a 36% destes voluntários, tinham uma tensão arterial máxima ou sistólica acima do aconselhado, acima de 130 mm de mercúrio, o que as pessoas vulgarmente dizem o 13.

e 55 participantes, 41% dos participantes, tinham um índice de massa corporal maior ou igual que 30. Portanto, é a definição de obesidade pelo índice de massa corporal que é a relação peso sobre altura ao quadrado, em metros. Ou seja, só destes participantes vemos que havia pessoas que tinham tensão normal, outros com tensão elevada, outros que tinham peso adequado, outros tinham obesidade. Resultados? Desculpa lá. Pelo menos percebemos que foi uma tentativa de fazer uma amostra o mais diversificada possível. Exatamente. Não avaliar só pessoas hipertensas, nem avaliar só pessoas normaltensas. Portanto, tem que ser diversificada até em termos de obesidade. Em qualquer ideal. Exatamente. O mais diversificado possível para tentar perceber se realmente é a posição que importa e não o estado de saúde da pessoa.

Eu digo isto porque até nós, profissionais de saúde, normalmente estamos na secretária, o utente está ao nosso lado ou está à nossa frente e avaliamos a tensão com o braço posicionado. Mas há doentes que é mais complicado. Há doentes, por exemplo, que vamos ver a casa numa visita domiciliária. Os acamados, por exemplo. Há aqueles doentes, por exemplo, que têm algum problema em que estão numa cadeira de rodas e que não é possível... Estou-me a lembrar de um exemplo prático. Chegar a cadeira de rodas para a pessoa posicionar a mão na mesa ou que tem algum problema já do membro superior, por exemplo, alguma MIPARES é a pós-sequela de um AVC que já não mexe bem aquele membro e que não consegue pôr em cima da mesa. Em que, por vezes, podemos tentar facilitar e avaliar a tensão com o braço pendurado ou com o braço no colo. Já vemos que este estudo mostra que vai dar resultados diferentes.

Estamos a lembrar agora, por exemplo, algumas máquinas, sobretudo aquelas maquinazinhas de colocar a moedinha, a posição de colocar o braço também então pode não ser a mais indicada. Exatamente. Não é a pressão mais digna por causa do nível que está o braço em relação ao coração. Claro que se um doente está acamado, aí é diferente. Aqui estamos a falar de pessoas sentadas. Que têm a possibilidade de fazer a postura correta. E é sentado. Porque deitado a pessoa tem o braço ao lado, está ao nível do coração. Agora, sentado, a diferença está em pôr em cima da mesa, pôr o braço no colo ou pôr pendurado. Conclusões. Apoiar o braço no colo aumentou a tensão arterial sistólica máxima em 3,9 mm de mercúrio.

e aumentou a tensão arterial diastólica à mínima em 4 milímetros de mercúrio. Podem dizer-me assim, isto não é nada. Mas é. Equivale, por exemplo, uma pessoa que tinha numa posição 14,5, na outra tem 14. Faz diferença. Sobretudo se essa pessoa, por alguma razão, tiver já uma medição de tensão arterial ou alta ou baixa, ou muito separada, qualquer diferença pode induzir em erro, não é? Exatamente. É importante sempre ser fidedigno e a tensão mais baixa possível, não é? Para a nossa saúde. Isto, portanto, quando o braço no colo, já vemos que o braço no colo aumentou a tensão. Braço pendurado, Na lateral, as leituras aumentaram ainda mais.

A tensão arterial sistólica, ou a máxima, em 6,5 mmHg. E a tensão arterial diastólica, ou mínima, em 4,4 mmHg. E que diz que estes resultados foram consistentes nos subgrupos, mesmo nas pessoas que já eram hipertensas e mesmo nas pessoas obesas. Claro que isto é uma média, não é, deste grupo dos 133 participantes, mas

Higiene do sono

demonstra aqui que faz diferença à posição em que avaliamos atenção. É um pormenor importante e que devemos ter em consideração quando avaliamos atenção a alguém. Cláudia, temos ainda alguns minutos destes estudos. Eu retive que, em grande parte deles, tu mencionaste a questão do descanso, estava diretamente associado, e também a questão da obesidade. Como falaste também do sono com qualidade, que dicas é que nos podes dar? Porque eu quero lembrar que tu falaste cinco fatores que nem sempre é possível nós termos os cinco. Pode acontecer uma situação normal, comemos mais, bebemos mais água, interrompemos o sono para ir à casa de banho. Nem sempre é possível ter, eu diria, esses cinco aspectos garantidos.

Mas quanto mais, melhor, não é? Claro. Que dicas é que nos podes dar em breves minutos? Assim, rapidamente, conselhos para uma boa higiene do sono. Primeiro, ter horas certas para deitar e levantar. É importante as rotinas. Claro que isto é impossível para quem trabalha por turno. Até para regular o nosso próprio relógio. Ciclo circadiano, é verdade. Importante fazer atividade física regular. E não diga atividade física antes de ir para a cama, não. A qualquer altura do dia, evitar até a atividade física vigorosa antes de ir para a cama, porque vai interferir com o sono. Importante evitar ecrãs, estímulos visuais, luzes no quarto ou, sobretudo, nas horas antes de irmos dormir, antes de deitar. Não ter sequer ecrãs no quarto. O quarto, na nossa mente, deve estar associado a descanso, um sono relaxado.

Claro que é importante a temperatura do quarto, evitar luzes, o ruído, um colchão e uma almofada confortáveis. Importante evitar estimulantes que interferem com o sono, o álcool, o tabaco, o café. Importante também não jantar muito, nem jantar tarde, porque vai interferir com a digestão, que por sua vez estivemos a fazer digestão de uma grande jantarada, vai nos dar um sono mais quebrado. E perturbado, eu diria mesmo. Porque não conseguimos atingir bem o sono profundo que deveríamos. Mas é uma boa dica para um dia falarmos do sono. Está combinado, então. Fica já a sua consulta marcada. Para si que está desse lado, se quer saber mais e estar a par das últimas novidades de saúde, pois bem, então o melhor mesmo é acompanhar aqui o médico de família, quer através da TV Novo Tempo, no canal 186 da ML, quer através da Rádio RSS, ou então subscrevendo os nossos canais de podcast.

Quero dizer também que estamos a aguardar a sua sugestão, a sua dica também aqui para o programa. Se tiver alguma dúvida ou até um assunto muito especial que gostaria que fosse abordado aqui neste consultório que chamamos Médico Família, pois bem, não hesite, é o mesmo número de telefone, entre em contacto connosco, teremos todo o gosto em poder oportunamente abordar esse assunto aqui no programa. Por falar em contato telefónico, chegou a altura de mais uma vez relembrar esta oferta que temos para si, esta revista, este guia de estudo, a Máquina Humana, um guia muito completo que aborda as diferentes áreas da nossa saúde e também com dicas muito práticas para o ajudar a ter um estilo de vida mais saudável.

Também, como não podia deixar de ser, a vontade de Deus para a sua vida. Para obter este guia de estudo totalmente gratuito entre em contacto connosco para o 933-939291. Vou repetir. 933-939291. Teremos todo o prazer depois de entrar em contacto consigo para ele enviar esta revista pelo correio para a sua casa. Até ao próximo programa, se Deus quiser.

Sobre este episódio

Descubra as mais recentes inovações e descobertas no mundo da saúde neste episódio informativo. 🚀 Abordaremos cinco estudos impactantes que podem mudar a forma como encaramos o bem-estar. Desde a intrigante ligação entre tatuagens e linfoma, ao crescente problema do excesso de peso em crianças e adolescentes, explorando ainda a crucial relação entre o sono e as doenças digestivas. 🤔

Analisaremos o impacto do sono na nossa saúde digestiva, revelando como um sono de qualidade pode prevenir doenças. Investigaremos também o crescente problema da puberdade precoce nas meninas, identificando os fatores de risco a evitar. 👧 E para finalizar, desvendaremos a importância da posição correta do braço na medição da pressão arterial, um detalhe que pode fazer toda a diferença no seu controlo da saúde. 🩺

Este episódio oferece informações cruciais e práticas para promover um estilo de vida mais saudável e consciente. Prepare-se para atualizar os seus conhecimentos e tomar decisões informadas sobre a sua saúde e a da sua família. Esteja atento às descobertas mais recentes que podem impactar o seu bem-estar. 🌟

Série
Médico de Família · 72 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 6
Estreou
14 de Maio de 2025
Categoria
Saúde