Noites de Oração

Noites de Oração

26 de Janeiro de 202249 min 5 s

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Olá, seja muito bem-vindo ao terceiro episódio desta nova temporada do programa Em Busca da Verdade. Muito obrigado pela sua escolha em estar novamente connosco ou talvez, quem sabe pela primeira vez, descobriu este nosso programa aqui na Novo Tempo Portugal. Também poderá estar a ouvi-lo, claro, na rádio RCS. Por isso, de uma ou de outra maneira, seja bem-vindo, vamos abrir a palavra de Deus e procurar nela a verdade, a grande verdade que Deus deixou revelada para nós em tantos temas e tantas dimensões e é isso que nós nos propomos fazer, abrindo a palavra de Deus consigo ao longo dos próximos minutos. Para termos a bênção de Deus, vamos orar e pedir realmente a sua presença connosco aqui, junto a mim, por favor, nesta oração.

Nosso Deus e Pai, queremos agradecer-te porque temos a certeza que nesta hora, porque vamos abrir a Tua Palavra, Tu estás aqui no meio de nós. E oramos para que o Teu Espírito esteja presente, nos traga compreensão e nos ilumine à medida que vamos lendo e refletindo na Tua Palavra. É esta a nossa prece, em nome de Jesus. Amém. Vamos então para mais um tema e o que estamos a fazer ao longo destas sessões, nesta segunda temporada é focar os nossos olhos em Jesus, em diferentes momentos, episódios, encontros que ele protagonizou quando esteve aqui nesta terra e realmente daí buscamos inspiração porque Jesus em tudo é o nosso exemplo. Como diz o apóstolo João nas suas cartas, nós queremos andar como ele andou.

E é por isso mesmo que o nosso olhar neste estudo bíblico que estamos a fazer começa em primeiro lugar com Jesus. Para isso, hoje vamos chamar, aliás a este estudo, noites de oração. Jesus passou muitas noites em oração e nós vamos, a partir do seu exemplo, procurar realmente retirar lições para nós. Já sabe, depois no fim volto a lembrar-se, não me esquecer, mas eu por isso digo já. Se quiser receber este estudo para poder aprofundá-lo, partilhá-lo com alguém, averiguar por si mesmo os textos, entra em contacto connosco no nosso site novetempo.pt barra em busca da verdade e aí pode ceder a um pequeno teste, muito

O hábito da oração

rápido, para testar um bocadinho o seu conhecimento sobre este tema e depois então pedir esta apresentação e pode também entrar em contacto connosco. Hoje vamos então à Bíblia e o que vamos descobrir na Bíblia hoje vamos centrar-nos numa pequena narrativa que está em Lucas, no Evangelho de Lucas. Vamos ler apenas os versículos 12 e 13. Acompanhe-me então nesta leitura. Diz o apóstolo E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. E quando já era dia, chamou assim os seus discípulos e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos. Repare que segundo este relato que nós acabamos de ler, nós entendemos que Jesus, ele passava tempo em oração.

Mas a verdade é que a Bíblia nos ensina, aliás logo a partir das primeiras páginas, que os nossos primeiros pais, desde logo Adão e Eva, eles tinham o privilégio, antes da sua desobediência, aquilo a que designamos muitas vezes como a queda e o pecado, eles tinham o privilégio de ter um relacionamento absolutamente pessoal e íntimo com Deus, por isso eles podiam ver, ouvir e mesmo falar com Deus numa, enfim, numa intimidade que nós hoje temos dificuldade em compreender. Porquê? Porque hoje estamos limitados, estamos profundamente limitados pelo pecado, porque o pecado é essencialmente separação de Deus e da sua presença e por isso perdemos este privilégio que tinham os nossos pais, é o mesmo que dizer perdemos o privilégio desse sentido original no qual Deus nos criou para termos uma relação muito pessoal com ele.

Mas em alternativa, enquanto estamos nesta terra, nós temos a possibilidade de manter comunicação com Deus. E essa comunicação baseia-se em duas coisas, essencialmente. A primeira delas é que Deus se revela. Deus revela-se a nós. Logo, Deus não está em total silêncio. Como é que Deus se revela? Temos vários exemplos. Eu poderia citar aqui a natureza, o mundo natural. É uma revelação, claro, de Deus. Temos também a sua ação providencial. Portanto, a maneira como Deus age na vida das pessoas, neste planeta, neste universo. Numa perspectiva um pouco mais pessoal, nós temos a ação do Espírito Santo. No entanto, a verdade é que, com toda a influência do pecado, a natureza, por exemplo, ela revela realidades diferentes da perfeição com que Deus criou todas as coisas.

Portanto, nós estamos longe, vamos dizer, do original. Além disso, há outro aspecto importante a considerar, é que a ação do inimigo é uma ação real. E Já falámos, aliás, aqui e vamos continuar ao longo dos próximos programas a abordar, a tentar compreender melhor a maneira como aí o inimigo age na vida dos crentes. Ora, o inimigo de Deus e das nossas vidas, ele é poderoso e tenta por todos os meios enganar-nos e, portanto, promover aquilo que podíamos chamar como uma contrafação ao plano de Deus. Por isso é que podemos ter a certeza que a nossa maior segurança está na revelação divina. E a revelação divina, ela, além destes instrumentos que eu já referi, ela chega-nos de uma maneira mais segura através da palavra escrita, a Bíblia.

É através desta escritura, que nós tantas vezes designamos como a sagrada escritura, que nós podemos aferir-se qualquer outra revelação, por exemplo uma revelação mais pessoal, através de alguma forma que Deus se comunique connosco, mas eu tenho a revelação escrita que me permite ter uma referência e um padrão para saber se alguma outra coisa vem de Deus ou não. Ora, Deus comunica connosco através da Bíblia, a palavra revelada e escrita, ele inspirou os seus profetas e apóstolos para esta revelação e nós podemos estar como numa forma permanente de comunicação com Deus e para isso o grande instrumento que Deus nos deixou foi a oração.

Por isso é precisamente de oração que nós vamos falar neste programa e por isso baseámos-nos neste texto de Lucas no capítulo 6 onde percebemos que Jesus tinha passado uma noite inteira em oração. Falando de oração, têm sido usadas comumente entre os cristãos até duas expressões, rezar e orar. A verdade é que estas duas expressões com frequência são usadas e até entendidas pelas pessoas como sinónimos, mas se estivermos um pouco mais atentos podemos dizer que há algumas diferenças importantes entre estes dois conceitos. Rezar deve ser compreendido como, no fundo, uma prática de repetição.

Por isso é uma reza no sentido em que é um conjunto de palavras, uma formulação que é repetida. A oração nestas rezas, uma oração pode ter sido feita, por exemplo, por alguém ou pode ter sido escrita por outra pessoa e o processo de rezar é a repetição de alguma coisa ou que alguém escreveu ou que alguém disse. Mas a alternativa ao conceito de rezar é precisamente o conceito de orar. E orar trata-se da expressão, nas nossas próprias palavras, e na nossa formulação, daquilo que vai no interior do nosso coração, daquilo que nós sentimos necessidade de partilhar com Deus, portanto trata-se de uma comunicação direta.

Ora, a verdade é uma, é que entre estas duas realidades, a Bíblia claramente valoriza este sentido de uma comunicação direta e pessoal, a oração, em detrimento de uma mera repetição de formulações. E é por isso que nós encontramos, precisamente, referência na Bíblia, essencialmente a esta postura de uma atitude de oração e de comunicação pessoal com Deus, mas também encontramos, aliás, advertências contra as repetições, sobretudo se elas forem vãs repetições. Também podemos dizer a propósito da oração que há aqui um elemento prático em relação à oração. A verdadeira oração, ela não pode levar-nos à indiferença em relação ao que se passa à nossa volta, aos outros, às suas necessidades.

Por isso, Se Deus encontrou no nosso coração sensibilidade, vamos dar um exemplo, para orarmos pelo sofrimento, para orarmos por pessoas que estão doentes, pessoas que passam dificuldades, nós não devemos simplesmente entregar essas pessoas ao cuidado de Deus como se fosse para aliviar a nossa consciência. Na verdade, através da oração, Deus vai encontrar entre os seus filhos e filhas pessoas sensíveis às necessidades, daqueles por quem oramos, para que ele nos use também como veículos e instrumentos da sua própria bênção. Por isso é que podemos dizer que a oração conduz à ação.

O Monte das Oliveiras

E quando fazemos isso, nós estamos a cumprir a missão que Jesus nos deu de amar o nosso próximo como a nós mesmos. Palavras que ele várias vezes repetiu. Agora, focando ainda um pouco a nossa atenção na oração feita por Jesus e o espaço onde ele tantas vezes passou momentos em oração. A Bíblia refere com muita frequência o Monte das Oliveiras, um lugar quase que se tornou mítico. para muitas religiões, aliás, mas, claro, no contexto da Bíblia, em particular, o Monte das Oliveiras, com as suas quatro colinas situadas a leste de Jerusalém. Hoje, por causa disso e das referências bíblicas e a Jesus, é um monte considerado sagrado em muitas das grandes religiões, monotaístas em especial.

Os cristãos, claro, olham para este lugar de uma maneira muito especial. Os judeus, mesmo os muçulmanos. A verdade é que ali, neste lugar, tiveram lugar vários acontecimentos importantes na vida de Jesus. Podemos pensar, por exemplo, na sua ascensão. Mas, antes disso, poderíamos pensar que foi ali no Monte das Oliveiras, num lugar especial, que a Bíblia muitas vezes designa como o Jardim do Gethsemane. Um lugar onde, muitas vezes, Jesus procurou o seu pai em oração e se encontrou em profunda intimidade com ele. Trouxe-vos aqui uma imagem mais atual de onde se situava este espaço e uma curiosidade é que, sendo no passado um lugar coberto por muita vegetação, muitas árvores, sobretudo oliveiras, naturalmente, daí ele ser conhecido como Montas Oliveiras, hoje é um lugar essencialmente mais inóspito, com rochas, com pouca vegetação, e encontra-se hoje, em grande parte da superfície deste Monte das Oliveiras, o cemitério judaico do Monte das Oliveiras, considerado por muitos como um dos mais antigos cemitérios judaicos, ou mesmo o mais antigo cemitério judaico em utilização, digamos, ao longo dos séculos.

É por isso que muitos judeus têm o desejo de aqui serem enterrados os seus corpos, Porque acreditam, de acordo com a profecia de Zacarias no capítulo 14, muitos acreditam ser aqui o palco de acontecimentos finais. E então... O desejo expresso muitas vezes na ideia de o seu corpo poder ser enterrado aqui para descansar, a ideia de estar entre os primeiros a serem ressuscitados para verem a chegada do Messias. Uma nota de alguma curiosidade também a respeito deste lugar. Nós já vamos voltar a falar dele e do que ali se passou. Agora, vamos Procurar de uma maneira um pouco mais abrangente, compreender o que está por detrás deste hábito que nós ainda há pouco lemos em Lucas no capítulo 6.

Jesus tinha este hábito saudável e irregular. Será que temos mais evidência disso na Bíblia? De qual era este hábito que fazia parte do estilo de vida de Jesus? Vamos novamente ao Evangelho de Lucas, mas agora ao capítulo 22. Estamos já, neste caso, na parte final da vida de Jesus. E o texto diz o seguinte. E saindo, foi como costumava, muito importante, como costumava para o Monte das Oliveiras, e também os seus discípulos o seguiram. E quando chegou àquele lugar, disse-lhes, orai, para que não entreis em tentação. E apertou-se deles cerca de um tiro de pedra, e pondo-se de joelhos, orava. Este é um momento tremendo, aliás, na experiência de Jesus.

Ele foi ali buscar a força do Pai para os momentos finais da sua vida. Mas a verdade é que eu escolhi este momento essencialmente para vos mostrar que Jesus foi colocar-se de joelhos em oração e foi para um lugar onde era hábito Ele fazer isso. Jesus sempre manifestou uma fervorosa vida de oração. Mas, dependendo, claro, dos momentos e das circunstâncias, Jesus podia sentir uma necessidade de uma comunhão ainda maior e, nessas alturas, o que a Bíblia nos mostra é que Jesus passava noites inteiras a orar e em comunhão com o Pai. Eram as suas noites de oração. Por exemplo, a escolha dos seus 12 discípulos foi exatamente uma dessas ocasiões.

Também antes da sua morte encontramos a mesma realidade, momentos especiais. De tal forma, este facto sobre o hábito regular de Jesus de orar foi algo tão marcante na sua vida que nós podemos mesmo dizer que Jesus morreu a cumprir, a experimentar este hábito que fez parte da sua vida. Jesus morreu e entregou a sua vida em oração. Lembro-lhe aqui as palavras, aliás, as últimas palavras de Jesus na cruz, que diz o texto dos Evangelhos, que ele clamando com grande voz disse, Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, a inspirou. Palavras, aliás, que estão logo a seguir no capítulo 23.

Compreendemos, então, primeiro esta grande realidade do hábito de Jesus.

Comunhão íntima com Deus

Agora, podemos é questionar, sabendo agora que ele tinha este hábito permanente, qual foi a grande razão para Jesus ter e investir numa vida de oração tão intensa como esta. Vamos, para compreender e responder a esta pergunta, vamos a uma das orações, temos várias orações de Jesus registadas nos Evangelhos, vamos a uma das talvez mais extraordinárias. João, no capítulo 17. E vamos ler esta oração, uma porção, uma pequena porção da oração que Jesus fez aqui nesta ocasião, registada no Evangelho de João. Leia comigo. Dizia Jesus, orava, e eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um como nós somos um, eu neles e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.

Se nós olharmos para a oração como uma opção de vida, quando nós temos dificuldades ou quando alguma coisa não está bem, então, na verdade, nós vamos passar ao lado deste grande privilégio que a oração nos pode conceder. E era exatamente isso que Jesus buscava e encontrava na sua vida de oração. De que estou a falar? De uma comunhão íntima e profunda com Deus. Por isso é que podemos dizer que este é o principal testemunho de Jesus a respeito da oração. Qualquer que fosse a situação, a circunstância da sua vida, o desafio que ele tinha que enfrentar, Jesus desejava viver estas circunstâncias na presença do Pai, para buscar sabedoria, poder e conhecer melhor a vontade do seu Pai.

Isto na Bíblia encontramos descrições de que na vida de Jesus isto podia acontecer em momentos de aflição e de angústia, em momentos de bênção ou de pedir bênção. em momentos de gratidão ou até de testemunho da sua ligação ao pai, também ao enfrentar provações e tentação, ou mesmo na busca de descanso profundo para a sua alma, para a sua vida, na preparação para a luta, na intercessão pelos outros, como acabámos de ler, ou antes de tomar uma grande decisão, ou ao pedir o Espírito Santo, ou na escuridão da noite ao enfrentar a morte, ou a antever a glória celestial.

Tudo isto que eu acabei de descrever são pequenos momentos que eu resumi, nos quais nós, se agora folhássemos aqui página a página os evangelhos, iríamos encontrar cada um destes momentos na vida de Jesus. Quer dizer que fossem os seus dias fáceis ou agradáveis, ou então dias duros e cansativos, Jesus orava. E ele orava para encontrar esta unidade com o pai que inspirava o seu caminho, as suas escolhas e as suas decisões. se podemos compreender até que ponto a vida de Jesus era uma vida de oração, não é difícil de compreender porque é que os discípulos chegaram ao ponto de olhar a eles próprios em primeira mão para o exemplo, este exemplo de Jesus, um exemplo que os inspirava, é claro, que eles queriam aprender com Jesus como orar.

Por isso é que temos este registro desta pergunta dos discípulos. Vamos ler novamente no Evangelho de Lucas, no capítulo 11, e o versículo 1 diz o seguinte. E aconteceu que estando ele a orar num certo lugar, cá está, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos, Senhor, ensina-nos a orar. As orações de Jesus realmente eram inspiradoras. Jesus não colocava a ênfase em si mesmo, mas em Deus, buscando o seu Pai. De tal maneira, ele inspirou os seus discípulos que eles lhe pediram que os ensinasse a orar. Quem, porventura, neste momento me esteja a ouvir. que nunca tenha vivido a experiência desta oração profunda.

Quem sabe, quem apenas tenha vivido a experiência da oração numa lógica quase de uma obrigação repetitiva, de um ritual, dificilmente compreenderá o que é este privilégio que Jesus experimentou na sua vida e que nós, os crentes, também podemos experimentar. A verdade é que se for vivida neste prazer, nesta busca pessoal de um encontro com Deus, nós podemos facilmente descobrir que não é possível, na verdade, ter uma vida espiritual abundante se nós não fizermos da oração uma prática regular. Por isso é que os discípulos, ao olhar para Jesus, perceberam exatamente que esta era a sua necessidade e eles viam que Jesus, a inspiração de Jesus para orar, no fundo, tornava-se como um padrão para ele.

E esta, nós percebemos claramente que esta experiência em Jesus, de uma oração profunda de relacionamento com o Pai, ela não se definia apenas numa questão de palavras bonitas ou de formulações muito eruditas. Não há em lado nenhum na Bíblia, vamos encontrar, como que uma exigência de orar de uma certa maneira, de ter uma certa formalidade ou pompa. A comunhão com Deus, ela é possível quando nós, pela oração, fazemos o contrário. Que é, deixamos de lado palavras pomposas, ou bajuladoras, ou frias. Palavras que, na sua essência, são superficiais. O que Deus deseja, ao contrário disso, é a verdade que há no coração de cada crente.

Ora, se nós soubermos falar com amor, com sinceridade, e se nós conseguimos fazer isso com qualquer pessoa, então nós sabemos orar. Porque podemos falar com Deus trazendo a verdade que há no nosso coração. Podemos dizer, por isso, que o Criador, Ele deseja, desde o princípio, Ele deseja ardentemente mesmo que as Suas criaturas, os Seus filhos, que somos nós, que busquemos a Sua presença. E que pela oração, podemos fazer isto, nós demos esse testemunho de que o anseio mais profundo e mais íntimo da nossa vida é esse encontro. E podemos ter a certeza que se o fizermos, vamos encontrá-lo. E mesmo que não seja na beleza das palavras, ou na nossa capacidade, ou na repetição de alguma coisa que lemos ou que alguém nos mostrou.

Nós também podemos descobrir, na Bíblia, na verdade, orientações úteis quanto à maneira correta de orarmos. E, por isso, podemos continuar a olhar para o exemplo de Jesus para encontrarmos algumas dessas orientações. Vamos, então, procurar fazer isso.

Orientações para orar

Primeira orientação que podemos buscar. A quem é que Jesus se dirigia nas suas orações? Vamos buscar um exemplo prático. Vamos a João no capítulo 14 e o versículo 16. Registrou então o apóstolo esta oração de Jesus. E eu o rugarei ao Pai e ele vos dará outro consolador para que fique convosco para sempre. Cá estava Jesus a dizer, precisamente falando ao propósito da vinda do Espírito Santo, e que em oração Ele iria pedir ao Pai para que Ele viesse o outro Consolador, aquele que é o outro em relação a Ele. Ora, inúmeras pessoas, pessoas sinceras, naturalmente, e eu acredito que muitas delas são pessoas desejosas de buscarem a Deus, elas dirigem sem oração, mas não diretamente a Deus.

Muitas vezes fazem-no, por exemplo, a outras entidades. Sejam pessoas do passado que morreram, sejam até personagens bíblicos, pessoas muitas vezes consideradas como santos ou intermediários. Mas esse não é o exemplo nem o padrão que Jesus nos deixou. Ora, o que é que nós devemos fazer, os que somos cristãos ou queremos entender a verdade de Cristo? Nós devemos seguir o exemplo de Jesus. Caso contrário, nós corremos o risco de estar fora daquilo que Deus nos deu como referência e, no fundo, no risco de adorarmos de uma forma vã a Deus. Ora, toda a oração, então, ela deve ser dirigida diretamente a Deus, não a intermediários.

Ora, Na ausência de intermediários significa, portanto, que nós somos chamados a uma relação direta e pessoal com Deus, tal como Jesus fazia. Outra pergunta importante, e mais uma vez baseada no ensino de Jesus, é a seguinte, em nome de quem é que nós então devemos dirigir-nos ao Pai? Será que vamos ao pai dito de outra forma? Será que ao afirmarmos, a partir do exemplo de Jesus, que nós devemos ter uma oração, que é um relacionamento pessoal, isto significa que nós vamos com a nossa autoridade? Com certeza que não. Repare, o que está escrito, porque é isso que nós aqui fazemos no programa Em Busca da Verdade, é buscar o que está escrito. Fazemos, claro, alguns comentários que nos ajudam a compreender melhor, mas, essencialmente, é o que está escrito que conta.

Não é nenhuma das minhas palavras. Ora, João no capítulo 16, no versículo 23, registra o seguinte. Naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo, que tudo quanto pedirdes ao meu pai em meu nome, ele vou Uma coisa nós podemos ter a certeza pela nossa experiência pessoal e pelo que a Bíblia ensina. Nós, homens e mulheres, não possuímos justiça alguma em nós mesmos. Nem encontramos esta justiça em qualquer outra criatura que nos recomenda Deus. Isto significa que além de Jesus, mais ninguém nos pode levar à presença do Pai.

Ninguém mais está nessa qualidade de intercessor entre nós e Deus. Aliás, deixe-me lembrar-lhe aqui as palavras do apóstolo Paulo, quando escreveu a primeira carta a Timóteo, capítulo 2 e versículo 5, diz o seguinte, porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo. Então não há nenhuma dúvida. É Cristo e no seu nome. Porque só ele pagou este preço caríssimo. O preço da redenção. E por isso ele conquistou méritos que são necessários para estarmos na presença de Deus. Em Jesus e em mais ninguém, nós podemos aproximar-nos do Pai.

E aliás, como diz a Carta aos Hebreus, podemos fazê-lo com confiança. Essa confiança vem-nos de quê? Do nome de Jesus Cristo. Por isso, nós oramos em seu nome, como ele próprio nos aconselhou. Mais uma vez, não estamos a falar apenas de uma mera formalidade. Podemos, claro, nas nossas orações dizer Senhor, eu oro em nome de Jesus ou nos seus méritos. Mas, mais do que a utilização dessa fórmula, que é justa e adequada e de acordo com o que Jesus ensinou, o que está no mais profundo é que orar em nome de Jesus é orar na sua autoridade, não na minha autoridade. Ora, na busca desta comunhão, então, o que é que nós precisamos fazer É como que um apelo que nos é feito.

Se temos estas condições de podermos ir à presença do Pai, se vamos no nome de Jesus, então, claro que há uma ação que nos é pedida. É como que um apelo direto que nos é feito, mais uma vez, por Jesus. Vamos lê-lo em Mateus, no capítulo 7 e no versículo 7. E Jesus disse, pedi e dar-se-vos-á, buscai e encontrareis. Batei e abrir-se-vos-á." Estas palavras são uma evidência de que nós precisamos de reconhecer a necessidade que temos e buscar este auxílio da parte de Deus. Nós não nos podemos esquecer que, no grande amor de Deus e na sua sabedoria, Deus nunca nos prometeu responder positivamente a tudo o que nós pedirmos.

ou a todos os nossos desejos e intenções, como se Deus fosse um Pai Natal que nos dá as prendas se nos portarmos bem. Na verdade aquilo que Deus prometeu cumprir, e por isso é o que está implícito nestas palavras, é que Deus prometeu cumprir todas as suas promessas. Vêem a diferença? Deus não prometeu cumprir o que nós queremos, mas prometeu cumprir todas as suas promessas. Por isso é que se nós buscarmos a Deus e suplicarmos o cumprimento das suas promessas na nossa vida, nós vamos aprender e perceber que, na verdade, isso é tudo o que nós necessitamos. Nós podemos não saber o momento nem a hora do cumprimento da promessa de Deus, mas nós podemos confiar no poder de Deus, na sua sabedoria para saber o tempo e que Deus é fiel e que nunca falha.

Deixe-me dar-lhe talvez aqui um exemplo mais prático e também das Escrituras para facilitar esta compreensão. Se nós orarmos por libertação de coisas que nos aprisionam, eu vou dar-lhe exemplos, coisas como A impureza, a prostituição, a lascivia, a idolatria, as feitiçarias, as inimizadas, as invejas, os homicídios, as bebedices e glutonarias. Eu não sei se reconheceu estas palavras, mas são palavras que estão registadas pelo apóstolo Paulo em Gálatas no capítulo 5. São exemplos de ações e comportamentos dos quais Deus nos quer libertar. Se nós pedirmos a Deus que nos liberte, destas experiências e, ao mesmo tempo, buscarmos de Deus o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fé, a mansidão, a temperança?

Assim, numa lista muito rápida, é a lista do fruto do Espírito, que lá está em Gálatas 5. O que é que nós podemos ter a certeza se pedirmos a Deus isto? Temos a certeza que Ele quer atender a esta oração. Porquê? Porque é a Sua vontade. Então eu posso pedir libertação na minha vida de alguma coisa que eu sei que não está de acordo com a vontade de Deus e digo, Senhor, não é isto que eu quero. Eu quero poder para realizar outra obra na minha vida. Eu peço a Deus e Ele vai cumprir a sua promessa. Ora, como é que então devemos orar a Deus? De acordo com todas estas orientações que estamos a encontrar, temos um texto do apóstolo Tiago muito, muito interessante para nos dar resposta a esta pergunta. Capítulo 1 de Tiago, carta do apóstolo Tiago.

Vamos ler os versículos 5 ao 7. Diz assim, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus que a todos dá liberalmente e o não lança em rosto e ser-lhe-á dada. Agora veja, peça-a, porém, com fé, em nada duvidando, porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para a outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. Bem clara aqui esta descrição. O que é que é necessário? Pedir a Deus e pedir com fé. A fé e a confiança em Deus e no seu amor têm de lançar fora no nosso coração totalmente a dúvida, o medo, qualquer receio.

Pelo relacionamento que nós vamos construir com Deus, um relacionamento diário, ele vai tornar-se cada vez mais real na nossa vida. Nós sabemos bem que Deus é um ser transcendente, mas através da oração. Essa transcendência vai se tornando cada vez mais real para nós e na nossa experiência. Para lá daquilo que os nossos olhos podem ver e do que possa até trazer dúvida e incerteza à nossa vida. É claro que há muitas coisas que nos trazem essas dúvidas. Nós, através da oração, vamos compreender essa presença de um Deus atento e um Deus que abençoa aqueles que o buscam.

Orai sem cessar

Por isso, ainda mais uma pergunta sobre estas orientações globais sobre a oração e a pergunta é com que regularidade é que nós podemos e devemos buscar a Deus em oração? Será que há uma hora certa? Será que há um esquema, vamos dizer, uma agenda que possamos ter de oração que seja o ideal. Será que é de manhã? Que é à noite? Será que basta uma vez por semana? O apóstolo Paulo tem uma expressão tremenda, muito forte, que até nos pode fazer aqui um pouco abanar, se nunca a leu, mas é o que está escrito na escritura. E o apóstolo Paulo escreveu aos de Salonicenses, capítulo 5, aliás, versículo 17, orai sem cessar.

O que acarará isto dizer? Orar sem cessar. Nós devemos perseverar em oração. E devemos querer que se nos mantivermos em Cristo e se as Suas palavras permanecerem em nós, como dizia Jesus, tudo o que pedirmos vai cumprir-se, porque a vontade de Deus vai manifestar-se. Logo, a oração não é um privilégio concedido apenas para algumas pessoas, como lidas religiosos ou quem seja, muito menos apenas para certos momentos na vida. Infelizmente temos de reconhecer que com muita frequência é isto que acontece. Nós usamos a oração talvez em momentos de maior necessidade.

Às vezes somos até mais contidos em dar graças a Deus, em reconhecer o que Deus tem feito. Mas a verdade é que nós podemos ter a certeza que Deus nunca está nem demasiado ocupado, nem demasiado distante para não poder entrar nesta relação pessoal conosco. E apesar das nossas responsabilidades, com certeza do dia-a-dia, nós podemos elevar a nossa mente a Deus. Por esta benção tremenda que é a oração, nós podemos viver na presença de Deus. Nessa luz, nessa proteção que é a sua presença. Aliás, se for de outra maneira, nós estamos sujeitos de uma forma muito mais óbvia a errar. cair na tentação.

Pela oração nós também podemos confessar os nossos pecados. Podemos alcançar perdão. Temos tantos exemplos disso na Bíblia. Pela oração nós podemos adorar e elevar, dar honra ao nome de Deus. Podemos, claro, demonstrar a gratidão por aquilo que Deus já fez na nossa vida. Pela oração, é claro, nós apresentamos a Deus petições a propósito da nossa vida ou de outras pessoas. Intercedemos mesmo junto de Deus a favor de outras pessoas que precisam da sua benção. Com fé. Com fé e na graça de Deus. E se o fizermos de acordo com a sua vontade, Nós podemos receber e ser uma benção para outros. Orar sem cessar não significa, portanto, que nós vamos estar de joelhos em oração, a falar diretamente com Deus, 24 horas por dia.

Aliás, isso é literal e fisicamente impossível. Logo entendemos que orar sem cessar é um apelo a vivermos num permanente espírito de oração. E esse espírito pode estar em tudo o que nós fazemos e o que dizemos. Agora, há um elemento aqui importante que eu gostava de deixar bastante claro hoje para si também. A verdade é que algumas coisas podem impedir que Deus atenda às nossas orações.

O pecado afasta de Deus

E agora, nesta fase mais final do nosso estudo, eu gostava de chamar-lhe a atenção para algumas questões aqui que têm implicação direta com a sua vida. Vamos ler dois textos bíblicos que juntei aqui, que são muito importantes para compreender esta verdade. Eu peço-lhe que tome bem atenção a estas palavras e as considere. O primeiro texto está em Provérbios capítulo 28 e o versículo 9 e depois vamos logo ler a seguir Isaías 59, os primeiros dois versículos. Ora, acompanhe-me nesta leitura. O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei até a sua oração será abominável, escreveu o sábio. E agora em Isaías lemos, eis que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, nem agravado o seu ouvido para não poder ouvir, mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós para que não vos ouça.

O que é que estes dois textos parecem? dizer de uma forma tão clara, é que o pecado faz separação entre nós e Deus. Portanto, se nós permanecermos de uma forma intencional, desejarmos e trilharmos os caminhos do pecado, que é sempre bom dizer ou fazer um parênteses, o caminho do pecado é o caminho do afastamento de Deus, do afastamento da sua vontade. Então podemos ter a certeza de que Deus não atenderá as nossas orações, porque seguramente nós não vamos conseguir ser coerentes nas nossas escolhas com a vontade de Deus. Mas se com humildade nós buscarmos perdão e misericórdia para as nossas falhas, então sim podemos ter a certeza de que seremos abençoados.

Este texto, como em lado nenhum na Bíblia, pode dizer que nós temos que ser perfeitos para orar. Caso contrário, ninguém orava. Agora, o que este texto diz é que se nós temos os ouvidos tapados à vontade de Deus, se o nosso coração se afasta daquilo que nós sabemos que está revelado, então nós estamos num caminho de oposição e rebeldia contra Deus. E é claro que essa rebeldia, ela vai tornar as nossas orações incapazes de produzir efeito. Agora, podemos perguntar se Deus deixou à nossa disposição outros meios para nos ajudar a estar no espírito da oração e da comunhão com Deus.

Claro que há. É por isso que hoje gostava, pelo menos, de lhe mostrar um. E encontramos isto no Salmo 147, no primeiro versículo. Mas tantos outros salmos podiam ser escolhidos, na verdade. Diz o salmista, louvai ao Senhor, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus, porque é agradável e decoroso é o louvor. Cantar, na verdade, a música é um meio tremendo de louvar, de adorar o nome de Deus e por isso é uma forma de orar, uma forma de estar em comunicação. O salmista, há muitos salmistas, na verdade, sendo que devia, o principal de todos eles, o que escreveu mais salmos, depois de esperar no Senhor, de ver as suas orações respondidas, ele disse que o Senhor colocou na sua boca um novo cântico, diz o Salmo 40.

Portanto, a música sempre foi muito importante neste processo de adoração e nós podemos usar a música. através de louvores, melodias, mais simples, mais complexas, mas melodias que nos possam ajudar a elevar o nosso pensamento. Podemos fazer isso cantando nós mesmos, podemos ter o auxílio de música inspiradora, cristã, de valores bíblicos e orar enquanto ouvimos música. Enfim, a música pode ser uma grande ajuda para nós. Agora, é claro que temos uma ajuda preciosa E temos uma ajuda que nos é concedida por Deus quando estamos na prática da nossa oração. Essa ajuda é essencial para tudo aquilo que tem a ver com o relacionamento com Deus.

Também na leitura e no estudo da Bíblia precisamos muito desta ajuda. Qual é? Romanos capítulo 8 e o versículo 26 revelam-nos de onde vem e qual é esta ajuda especial. Leia comigo. Da mesma maneira, também o Espírito ajuda as nossas fraquezas. Porque não sabemos o que havemos de pedir, como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Deus deseja dar boas coisas aos seus filhos e aos que lhes pedirem. Já hoje falamos e lemos isso aqui. Mas nem sempre compreendemos o que pedimos, nem sempre sabemos como pedir, e então temos o auxílio do Espírito Santo, que vem em nosso socorro.

Como é que Ele faz isso? Ele trabalha no nosso coração, trabalha na mente humana, e Ele convence-nos, como dizia Jesus. Lembra-nos e traz-nos essa sabedoria para confiarmos naquilo que Deus nos deixou. Agora, uma pergunta ainda importante ao terminarmos este estudo.

A intimidade do quarto

Quando nós oramos, qual é a atitude ou mesmo qual é o lugar que nós precisamos de adotar quando queremos ter uma profunda intimidade com Deus? Então, vamos ao conselho e à prática de Jesus Cristo mais uma vez. Vamos ler em Mateus, no capítulo 6, nos versículos 5 e 6, Jesus deixou estas maravilhosas palavras. Quando orardas, não sejas como os hipócritas, pois eles se comprasem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão, mas tu, quando orares, entra no teu aposento ou no teu quarto e fechando a tua porta ora a teu pai que está em secreto e o teu pai que vê em secreto te recompensará publicamente.

Note que aqui Jesus realmente chamou a atenção para a hipocrisia e a falsidade religiosa ou espiritual. Nós sabemos bem que, para Jesus então, esta forma hipócrita de estar na vida espiritual era desprezível aos seus olhos. Por isso Jesus atacou às vezes de uma maneira muito direta. Agora, Jesus conhece as intenções e os anseios mais profundos do nosso ser. Por isso é que nós nem precisamos estar muito preocupados. Porque se houver hipocrisia, se pensamos que estamos a enganar a Deus, é melhor de estarmos desenganados. Então, vamos, é com total verdade de coração. As nossas orações, elas devem refletir essa verdade, a verdade da nossa vida.

Não serem um meio de aparência religiosa, ou a tentativa de mostrar isto ou aquilo. Por isso é que o conselho de Jesus era que oremos no nosso quarto, naquela intimidade absoluta com Deus, porque ali nós sabemos Não vale a pena tentar escondermos atrás, deixe-me dizer, dos nossos fatos ou das nossas gravatas, ou das nossas palavras bem formuladas, ou das nossas orações escritas e repetidas. Não. Ali na intimidade do nosso quarto somos nós e Deus. E ali nós podemos abrir o coração, podemos derramar diante dele as nossas orações, e temos que o fazer em total humildade, em total transparência.

A verdade é que nesta Terra, muitas vezes, é-nos negada a oportunidade de nos dirigirmos, por exemplo, a pessoas em posições de autoridade. Às vezes que nós gostaríamos de poder aceder mais facilmente. Quem sabe, às vezes até teríamos razões justas para poder falar com alguém que pudesse abrir uma porta, que nos pudesse ajudar. Em tantas áreas da vida. Mas o Deus do Universo, com o Criador dos Céus e da Terra, não acontece isso. Porque para falarmos com ele não há um plafom, não há um tempo limite. Esse privilégio não nos pode ser retirado por nada que esteja em nós ou que nos falte. Não. Não haverá um momento nem um assunto do qual Deus não esteja interessado ou que o aborreça.

Por isso, ao nos dirigirmos a Deus, nós podemos fazê-lo pela manhã, até pela madrugada? Ele não vai ficar indignado com o nosso aspecto, ainda não estarmos preparados para o dia? Deus não ficará escandalizado porque a nossa roupa não é a roupa certa para a solenidade ou da igreja, ou do templo, ou do lugar, seja qual for? À noite Deus não vai dizer-nos que está cansado e que o assunto deve ficar para o dia seguinte? Não há assunto tabu diante dos homens. Às vezes há coisas que nós sabemos que é melhor não falar. Isso não existe diante de Deus. E ainda que um assunto, um tema da minha vida, possa ser pecaminoso, ou banal, ou polémico se fosse visto por outras pessoas, a verdade é que na presença de Deus, e com sinceridade e humildade, qualquer motivo será excelente para nós buscarmos a Deus.

E o que nós vamos descobrir sempre é que, ao contrário do que tantas vezes acontece com os nossos semelhantes, o Senhor nunca vai abusar da nossa confiança, nunca vai expor a nossa vida a ninguém, nunca se vai enganar no sentido das nossas palavras. Deus nunca dirá que nós não podemos abrir o nosso coração desta ou daquela maneira se nós estivermos dispostos a ouvir Deus e ouvi-lo através da sua palavra, através da voz do seu espírito, nós podemos ter a certeza que nesta relação de profunda comunicação, nessas horas de oração, Deus estará connosco.

Por isso, o apelo que eu lhe deixo depois deste estudo e depois de termos olhado de uma maneira especial para a vida de Jesus, é que saibamos seguir o seu exemplo. e que haja na nossa vida muitas noites de oração, como Jesus também as cumpriu. Que Deus o abençoe.

Oração final

Que busquemos a Deus em oração de uma maneira permanente na nossa vida. Porque que razões teríamos nós para não o fazer? Deixe-me hoje, de uma maneira especial, terminar este momento do nosso estudo fazendo isto mesmo, orando. E hoje vou orar de uma maneira especial por si, que está desse lado. Junte-se a mim nesta oração. Nosso Deus e Pai, que privilégio este de, em oração, eu neste momento abrir o meu coração, saber que Tu estás atento. Senhor, eu quero hoje e sempre orar de acordo com a Tua vontade, no poder e nos méritos de Jesus. E hoje quero fazê-Lo aqui neste momento, orando por aqueles que neste momento me ouvem ou me veem, que estão do outro lado desta tela, e suplicar que a tua bênção repousse sobre a vida daqueles que te buscam, que estão em necessidade da tua bênção e da tua presença.

Que a tua palavra lhes traga consolo e que a tua promessa se cumpra na vida de cada um deles. É a nossa oração, em nome de Jesus. Muito obrigado, mais uma vez, por ter estado connosco neste que foi o terceiro programa desta série, desta segunda temporada do Em Busca da Verdade. Já sabe, entre em contato connosco se quiser que oremos por si. Hoje, quem sabe, seria um dia muito, um dia especialmente importante para isso. Envie-nos o seu nome, o seu pedido de oração e estaremos em oração por si. Se quiser algum apoio no estudo da Bíblia, mais personalizado, também o pode fazer. Ou, claro, receber esta apresentação deste estudo. Tudo isto pode encontrar em novotempo.pt barra em busca da verdade. Faça-o agora mesmo para não esquecer ou não se distrair se for o momento oportuno.

Que Deus o abençoe. Voltamos a estar juntos então na próxima semana, se Deus quiser. Até lá.

Série
Em Busca da Verdade · 15 episódios
Temporada e episódio
Temporada 2
Estreou
26 de Janeiro de 2022
Categoria
Espiritualidade