Deixai vir a mim os pequeninos

Deixai vir a mim os pequeninos

Novo19 de Outubro de 202626 min 23 s

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Abertura do programa

Aqui deste lado as luzes já acenderam, a voz da esperança está a começar e eu desejo que esteja muito bem, sustido aí pela presença de Deus, com muita saúde, felicidade na sua vida, na sua família. E se porventura as coisas têm estado um pouco mais difíceis, então nós desejamos que hoje esta palavra de esperança possa pelo menos trazer-lhe um pouco de conforto enquanto aqui estamos e partilhamos este tempo. Esta é a Voz da Esperança, um programa que em Portugal, há mais de 60 anos, vai sempre partilhando a boa nova, o que chamamos uma boa nova, uma notícia extraordinária, a nossa confiança de que Jesus vai cumprir na nossa vida as suas promessas, sobretudo a da sua vinda, que é a grande promessa que o Senhor nos deixou.

Mas até lá, nós precisamos de aprender de olhar para Jesus, de perceber como é que Ele também nos quer orientar para termos uma vida melhor. E é isso que vamos fazer hoje novamente, continuando aqui a nossa temporada sobre os grandes encontros e ensinos da vida de Jesus. Por agora, vamos escutar as melodias e as harmonias que vão colocar a nossa mente realmente nesta sintonia da voz da esperança. Oh, que esperança vibra em nosso ser Pois é verdadeiro o Senhor Fé possuímos A promessa que nos fez Eis que o tempo logo vem As nações daqui além Vem alegra,

vão cantar Aleluia! Servos de Deus, a trombeta tocai, breve Jesus voltará, a todo o mundo a mensagem levai. breve Jesus voltará.

O som ecoa e breve Jesus voltará Ondas do mar, a canção ecoa e breve Jesus voltará breve Jesus voltará. Breve Jesus voltará.

Oh, que esperança!

Oferta do guia de estudo

E antes de irmos ao tema que preparei para partilhar consigo, já sabe que aqui, na Voz da Esperança e na Novo Tempo, temos sempre ofertas muito especiais a partilhar consigo. Hoje, aqui, um tema que já há algum tempo não partilhava aqui consigo, tratam-se das profecias de Daniel. É toda uma revista, um guia de estudo, dedicado ao livro do profeta Daniel. que não tem só a curiosidade de ser um grande livro profético, mas de realmente nos acompanhar e nos abrir os horizontes sobre grandes mensagens, especialmente para um tempo tão especial como este que vivemos. Este estudo é feito basicamente capítulo a capítulo e depois vamos estudando sobre os grandes temas de cada capítulo, tirando lições e tentando decifrar.

Porque o livro de Daniel é um livro profético e às vezes está um pouco escondido alguma da sua mensagem, mas não é que não se possa revelar. Ela precisa de ser decifrada. Se quiser conhecer melhor, então, as profecias de Daniel, através deste guia de estudo, envie uma mensagem para nós e peça mesmo, profecias de Daniel.

Jesus e as crianças

É o 933 939291. E hoje esta oferta será sua. Hoje não vamos falar de profecia, mas é um tema que não é menos importante do que isso. Hoje vamos falar sobre crianças. É verdade, havia algo nas crianças que tocava de uma maneira muito especial o coração de Jesus. É o mínimo que podemos dizer. Talvez a principal razão fosse que Jesus vivia no meio e estava constantemente rodeado de pessoas que eram tão hipócritas na sua vida, na sua religiosidade sobretudo. Eram adversários que não é que Jesus os tivesse escolhido como adversários, mas eles geravam debates, muitas vezes armadilhados, vinham com intenções veladas e escondidas.

E neste ambiente em que Jesus vivia, as crianças dá para perceber como traziam esse consolo a Jesus, porque as crianças vinham sempre, como ainda hoje, sem agenda. As crianças têm esta maravilha de se achegarem com os braços abertos e o seu coração limpo. Por isso é que Jesus as recebia com uma enorme alegria. Uma alegria que ele nem sequer queria esconder. E foi por isso que a cena de que hoje vamos aqui falar, ela é tão importante e também tão reveladora para nós. O que aconteceu foi isto. Algumas mães tinham saído de casa com os filhos ao colo, outros pelas mãos, com um único propósito. Elas queriam chegar até Jesus e pedir-lhe que ele abençoasse os seus filhos.

Na verdade, era um costume judaico levar as crianças até um rabino para receber uma benção, que poderia acontecer até pela imposição das mãos. Mas estas mães não queriam qualquer rabino. Elas queriam Jesus. com certeza, de alguma forma, tinham ouvido as suas palavras, tinham visto as suas obras, tinham percebido alguma coisa no olhar e nos gestos deste mestre tão diferente de todos os outros. E elas queriam que os seus filhos fossem tocados por ele. Mas depois vêm os adultos, não é? E os discípulos eram esses adultos que estavam perto de Jesus e que neste dia decidiram interceptar as crianças.

Talvez com boa intenção, mas a verdade é que acharam que desta forma estavam a proteger o mestre de aquilo que podia ser, sei lá, uma interrupção desnecessária. Porque Jesus tinha coisas importantes para fazer, isso é seguro. Havia sempre adultos à espera. Havia questões sérias para resolver. Havia doentes, por exemplo, para curar. A ideia seria, bom, as crianças podem esperar. Ou se calhar, talvez ainda mais forte, dizer as crenças não precisam de vir porque Jesus está ocupado com coisas mais importantes. Só que Jesus não ficou nada contente com os seus discípulos por terem barrado as crianças de se chegar a ele. Aliás, Jesus disse-lhes, deixai vir a mim os pequeninos, não os imbeçais, porque é deles que é o reino de Deus.

Então Jesus tomou as crianças nos braços, pôs as suas mãos sobre as cabeças destes meninos e meninas e abençoou-as. Uma a uma estas crianças receberam a bênção e o toque de Jesus. Com toda a atenção, com ternura, com as ações que os discípulos achavam que eram desnecessárias. Foi isso que Jesus fez. Ora, as mães voltaram para casa, dá para imaginar, não é que a Bíblia o conte, mas nós estamos aqui sempre a olhar para o movimento destes personagens com Jesus. Podemos imaginar como as mães vieram satisfeitas, transformadas, elas próprias tocadas, porque não apenas tinham recebido a bênção sobre os seus filhos, mas também, talvez naquele dia, tenham percebido com mais clareza que o seu trabalho como mães era muito importante, porque Jesus tinha valorizado isso.

Jesus tinha visto também o seu trabalho, o seu esforço desde trazer ali. É como se naquele dia as orações destas mães tivessem sido ouvidas. Eu acredito que hoje esta mensagem ela mantém-se muito válida. Não é só uma historiezinha curiosa da vida de Jesus. Porquê? Porque ainda há discípulos Vamos assumir que há alguns até bem-intencionados, muito ocupados, cheios de várias razões, as razões dos adultos, que de alguma forma estão um pouco nesse lugar de impedir às crianças de chegar a Jesus. Olhe, quando pensamos às vezes programas nas igrejas, lugares de culto, às vezes muito longos, outras vezes com uma linguagem que obviamente está totalmente longe das mentes mais jovens, Às vezes a linguagem religiosa torna-se quase inacessível e aqueles que falam de Deus falam de uma maneira às vezes muito conceptual, académica e é por isso que fica muitas vezes os mais pequeninos ficam fora da experiência da fé.

Outras vezes é o caráter áspero de adultos que acaba por representar mal Jesus aos olhos dos mais pequeninos. E nós sabemos que como esponjazinhas eles observam tudo. Às vezes pode ser simplesmente a mensagem que a religião é uma coisa séria para pessoas sérias e que as crianças podem esperar até crescer. Eu, pessoalmente, que vivi desde a minha infância no mundo da fé, frequentando a igreja, aprendendo, crescendo, depois eu próprio, sendo um líder espiritual, a tenho visto esta realidade de muitas maneiras. Por isso hoje pensei que falar desta história e trazê-la para a realidade, porque eu sei que muitos dos que estão comigo aqui na Voz da Esperança obviamente são pessoas de fé, que estão nas igrejas, têm sua prática religiosa, e por isso precisamos lembrar-nos que esta mensagem, esta história de Jesus não é uma coisa só sobre o passado.

Jesus disse, não as impeçam. Foi isto que ele disse às crianças. Elas virão, e se elas vierem, não as impeçam. O coração de uma criança, há uma coisa que nós podemos dizer, é um terreno muito recetivo para a semente do Evangelho. Talvez o mais recetivo de todos os terrenos. Jesus sabia isso. Por isso é que Jesus via nos meninos e meninas que lhe eram trazidos herdeiros do seu reino. Já pensou que alguns destes meninos que Jesus abençoou, anos mais tarde, viriam a ser mártires por amor a Jesus? Jesus sabia que uma semente plantada cedo, na mente fértil de uma criança, pode produzir fruto que dure para a eternidade.

Os mais novos, os pequenos, podem ser cristãos tendo uma experiência em harmonia com a idade que tenham.

O papel dos pais

Obviamente que não precisam de uma crise espiritual dramática para se renderem a Jesus. Eles precisam de quê? Conhecê-lo, ouvir a sua história, sentir o seu amor, aprender a confiar em Jesus, com a mesma naturalidade com a que aprendem a confiar nos pais. É exatamente aí que entra o papel dos pais. Quando uma mãe ensina o filho à obediência, porque ama o seu filho, não por medo, não por obrigação, mas uma mãe e um pai que ensinam a obediência por amor, no fundo estão a ensinar a uma criança a primeira grande lição da própria vida cristã.

o amor de uma mãe e também o amor de um pai. Para uma criança pequena, nos seus primeiros anos de vida, é como se fosse o primeiro rosto visível do amor de Deus. Por isso é que os filhos que aprendem a confiar e a obedecer aos seus pais, no fundo, ainda sem terem nenhuma consciência disso, eles já estão a aprender a confiar e obedecer ao seu Senhor, ao Pai do Céu. Por isso é que podemos dizer que os pais são quais? Jardineiros, se quisermos usar uma metáfora. O jardineiro não dobra o caulo à força para lhe dar a forma que ele quer. O jardineiro tem que regar, proteger do vento, do sol escaldante.

O jardineiro dá atenção permanente. Às vezes em coisas simples e pequenas, mas repetidas todos os dias. E Deus depois é quem faz crescer. e florir. É assim também com os mais novos, os filhos. Não são precisas às vezes exortações longas e pesadas. E sobretudo não é preciso criar, para colocar no coração a fé, no coração de uma criança, não é preciso criar uma atmosfera religiosa que seja sombria e que acabe por associar Deus e a fé às coisas aborrecidas e tristes. Talvez o que seja mesmo preciso é ser capaz de mostrar Cristo tal como ele é. Ele se apresenta, aliás, nos Evangelhos. Na natureza, onde Jesus passava grande parte do seu tempo.

Nas histórias, nas atitudes do dia a dia. No modo como os pais tratam os outros à sua volta e até um ao outro, pai e mãe. E, claro, na maneira como tratam, falam e educam as crianças. A verdade é que as crianças não aprendem de Deus essencialmente através do que lhe dizemos. As crianças aprendem da fé e desenvolvem uma fé profunda através daquilo que veem. E elas veem os mais velhos, obviamente, a começar pelos pais. Jesus, portanto, colocou-se como um modelo para as crianças. Mas ele, claro, era também o modelo, a referência para os seus pais.

Em tudo o que era o trato de Jesus, repara que Jesus, até com pessoas difíceis, que vinham para debates e criar polêmicas, Jesus não usava palavras desagradáveis ou era descortês, porque a graça de Jesus no coração é uma coisa que sempre suaviza aquilo que é áspero. Os pais, portanto, que pedem esta graça para si próprios, estão-me a dar aos filhos, no fundo, o maior presente que podem oferecer. Um lar, uma casa, uma família onde Jesus é visível. Há hoje pais, eu tenho essa convicção, eu também sou pai, já há muitos anos.

Há muitos pais que carregam com certeza no seu coração preocupações muito profundas pelos seus filhos. Olhe, por exemplo, filhos que se afastaram. Filhos que estão numa fase difícil da sua vida. Com rebeldia, por exemplo. Filhos que têm um caráter que está a desenvolver traços que deixam os pais preocupados de ver esse tipo de sentimentos. Jesus olha para as crianças, todas elas, com uma ternura que está para lá do que nós podemos compreender. Jesus vê o que os próprios pais muitas vezes não conseguem ver. E por isso podemos dizer que o que Jesus faz é estender a mão. Sim, é uma imagem do que Jesus faz.

Ele estende a mão. Não apenas para as crianças bem comportadas. Mesmo para aquelas que são mais difíceis ou que têm batalhas mais duras até no seu coração. Nenhuma criança está fora do amor, do alcance do amor de Jesus e das suas mãos que avençoam. E a promessa de Jesus às mães e pais que o buscam e que o buscam a favor dos seus filhos é uma promessa real. Essa promessa é tão real hoje como foi naquele tempo na Judeia. Como aquele filho que devolveu à viúva de Naim que tinha perdido o seu único filho.

E Jesus lembrou-se. Até na cruz, Jesus se lembrou da sua própria mãe. E é este mesmo Jesus que também se comove e está profundamente perto dos pais que têm dores, lutas. Nós sabemos que as portas desta graça maravilhosa de Jesus estão sempre abertas, sempre. E o convite de Jesus não mudou, permanece o mesmo. Deixai vir a mim os pequeninos. Por isso hoje, aos pais, avós, tios, educadores, que hoje possam estar connosco aqui na Voz da Esperança, no fundo a mensagem que hoje vos quero deixar é muito simples. Tragam os vossos filhos a Jesus.

Em oração. De manhã à noite, em qualquer momento. Mais do que na forma como falamos, da forma como agimos. como vivemos na presença dos mais novos, na forma como os abraçamos, como lhes dizemos que eles são amados, tanto por nós como pelo seu Pai do Céu. A verdade é que cada criança que se entrega a Jesus, ainda na infância, no desabruxar da sua vida, é uma grande vitória do amor de Deus e do seu reino. Porque uma coisa nós sabemos, pela Bíblia, pelas histórias da vida de Jesus, que o Salvador contempla cada uma destas mais novas das suas criaturas e Jesus vê que elas foram compradas com o seu sangue e ele reconhece o resultado desse seu esforço.

Por isso Jesus dizia, dos tais é o reino dos céus. E eu também aqui oro para que os seus filhos estejam entre esses mais pequeninos que vão herdar o Reino dos Céus. Vejo as tuas maravilhas, vejo o lindo entardecer E pergunto assim calada o que fiz para merecer Esse amor tão declarado Esse amor que vem de Deus Meu desejo é ser leal Meu desejo é ser fiel É viver o dia a dia Já sonhando com o céu Se amigos meus me deixarem E do teu nome até zumbarem Ainda assim eu não te deixarei E como feja qual Eu não te deixare

Senhor Eu só vou poder dormir em paz E só vou descansar Se comigo Tu ficares Só o brilho dos teus olhos é capaz de te devolver A esperança já perdida, a vontade de viver Só teu braço tão amigo abrigo onde eu posso me esconder meu desejo é ser leal meu desejo é ser fiel é viver o dia a dia já sonhando

Se amigos meus me deixarem Eu não te deixarei Se não me abençoares Senhor Eu só vou poder dormir em paz E só vou descansar Se comigo tu meu

Considerações finais

Foi uma bênção hoje para mim ter estado consigo e ter partilhado uma mensagem hoje um pouco mais focada nos pais, nas famílias, que nem sempre é bem o contexto, obviamente, aqui das nossas mensagens e aqui dos temas que vamos trazer na Voz da Esperança. Mas hoje foi especialmente importante para mim também ter falado aos pais, que com certeza aí estão desse lado. E é para si também que lhe quero dizer que, sim, hoje estamos a partilhar consigo esta revista, as profecias de Daniel, e elas podem ser muito úteis para uma compreensão mais profunda da Palavra de Deus. E havia uma mensagem para nós, já sabe, o nosso número é o 933-939291, e vai receber este material em sua casa para poder aprofundar estas grandes verdades da Palavra de Deus.

Por hoje está tudo dito, o nosso encontro termina aqui, as luzes aqui no estúdio vão apagar-se, mas continuo com a Novo Tempo, com a rádio e, sobretudo, que tenha a certeza que o Senhor Jesus continua consigo aí todos os dias da sua vida. Encontro marcado para o nosso próximo episódio. Que Deus o abençoe.

Série
Voz da Esperança · 69 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 71
Estreou
19 de Outubro de 2026
Categoria
Outros