Novidades em Saúde

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24 de Setembro de 202526 min 27 s

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Abrimos agora mais um consultório, o nosso médico de família aqui na Novo Tempo Portugal, e é mesmo um prazer, uma alegria estar na sua companhia. Comigo tenho também a doutora Cláudia Neves. Mais uma vez, Cláudia, bem-vinda. E mais uma vez, obrigado. É um prazer estar aqui contigo e com os nossos espectadores e os nossos ouvintes. Hoje temos um programa diferente, é aquele tipo de programa onde a Dra. Cláudia nos traz algumas novidades na área da saúde, estudos recentes e por isso Cláudia, sem demoras, conta-nos tudo, não escondas nada. Quais são os estudos que preparaste para hoje? Hoje trago-se cinco estudos em áreas diferentes, já vamos ver. Um é sobre a associação entre ansiedade, depressão e sedentarismo e doença inflamatória intestinal. O outro é sobre os benefícios de deixar de fumar em qualquer idade.

O terceiro é que quase metade dos hipertensos não sabem que o são, como realmente está subdiagnosticada a hipertensão. O quarto é a relação entre sono e hipertensão arterial. E o quinto e último é a duração do sono associada à mortalidade. Primeiro tu mencionaste a ansiedade, foi depressão, sedentarismo e doença inflamatória intestinal. Eu já estou com curiosidade, o que é que esta última, este DII, tem a ver com os restantes? Conta-nos lá. Esta pesquisa foi apresentada num congresso da Organização Europeia de Crohn e Colite, em 2025. e os pesquisadores analisaram um estudo, que foi um estudo gigante, o estudo PREDICT, que é um estudo de pacientes com doença inflamatória intestinal, de 47 centros no Reino Unido, e o objetivo era determinar os fatores associados ao desenvolvimento de uma crise.

Eu vou explicar um bocadinho. Doença inflamatória intestinal inclui a doença de Crohn e a colite ulcerosa. São ambas doenças inflamatórias e existem outras inespecíficas, e que se caracterizam muito por crises, surtos, em que a pessoa tem alterações dos hábitos intestinais com diarreias e perdas de sangue nas fezes. E a dúvida, e este estudo tentou esclarecer um bocadinho, é fatores que possam levar emocionalmente ou do comportamento ao aparecimento do surto. quais os fatores psicossociais que podiam estar associados ao ser preditivos de uma crise de uma doença inflamatória intestinal. Este estudo diz que os participantes tinham uma idade média de 44 anos de idade, a duração média da doença inflamatória foi de 10 anos, a maioria já tinha esta doença há 10 anos, portanto não era recente, e 35% estavam a ser tratados com terapia já avançada para a doença inflamatória intestinal.

Os pesquisadores incluíram neste estudo 1.641 pacientes, 830 com doença de Crohn, 811 com colite ulcerosa ou doença inflamatória não classificável noutro local. E os questionários identificaram aqui uns aspectos muito interessantes e já vão perceber porquê. A ansiedade moderada estava presente em 18,8% dos pacientes. A ansiedade grave em 16,1%. A depressão moderada estava presente em 9,8% destes pacientes com doença inflamatória intestinal. A depressão grave em 5,7%. Perturbações do sono em 46,4%. Depois estudaram também a somatização.

Somatização é as pessoas terem sintomas físicos de alguma perturbação psicológica. Vou dar um exemplo. É quando eu não estou bem, seja com ansiedade, seja com depressão, e tenho, por exemplo, dor nas costas. É um sintoma físico de algo psicológico. 22,8% tinham somatização moderada e 7,9% tinham somatização grave. 22,2% destes pacientes eram sedentários, não tinham uma vida fisicamente ativa. e 24%, considerável, consumiam mais de 14 unidades de álcool por semana. Portanto, mais do que é aconselhado beber moderadamente. Portanto, quase um quarto consumia álcool. Exatamente.

No fundo, nós vemos então que realmente estes problemas, seja a ansiedade, a depressão, a somatização, o sedentarismo ou até a ingestão de álcool, estavam associadas realmente aos surtos. A apresentadora do estudo, a doutora Lohan Derrick, é pesquisadora no Centro Médico da Universidade Erasmus em Rotterdam, na Holanda. E ela disse o seguinte, apesar da remissão clínica, há uma carga significativa de comorbilidade psicossocial em pacientes com doença inflamatória intestinal. Ou seja, apesar de clinicamente, nos sinais e sintomas da própria doença, a pessoa poder estar até ficar bem, há uma grande carga psicossocial associada, como nós vimos aqui. Ou seja, emocionalmente, psicologicamente, a pessoa continuava a não estar bem.

Exatamente. Ansiedade, sono, somatização foram associados a um risco aumentado do surto clínico e a depressão e a falta de exercício foram associados a um risco aumentado de um surto grave. Disse ainda. No geral, isto apoia a grande necessidade da abordagem holística no seu conjunto físico, mental, social, espiritual das pessoas com doença inflamatória intestinal. Porque nós realmente somos seres holísticos. O diretor da medicina comportamental do departamento de gastroenterologia de uma clínica de nutrição em Cleveland, ele não estava envolvido neste estudo, mas ao analisar o estudo ele disse o seguinte, acho que a medicina está num ponto de transição agora.

Estamos a deixar de olhar para as pessoas como estados de doença. E como eu trato a doença? Para? Como eu cuido desse ser humano? Sabendo que tudo o que esse ser humano faz, incluindo tudo o que colocamos na boca, tudo o que vivenciamos, muda o que acontece dentro do nosso corpo e é mensurável. É como se tratasse a pessoa. Exatamente. Nós, como profissionais de saúde, devemos ver a pessoa não pelos seus sinais e sintomas, mas no seu conjunto. Isto é essencial para a grande maioria das patologias e vemos aqui que também para a doença inflamatória intestinal. Mas, digamos que, ao fim e ao cabo, é para o que tem evoluído a própria saúde. Hoje fala-se muito mais em saúde preventiva, mesmo na área clínica, como médica de família, num centro de saúde, enfim, no ELS, ou seja, o que for, trata-se muito mais já de forma preventiva, já se trabalha muito nessa área.

Exatamente porque se percebe que a melhor forma de resolver o problema de uma doença é... não permitir que ela chegue, não é? E ter, sobretudo, uma abordagem completa, integral, do ser humano, não só a parte física, mas também a parte emocional, a parte social. Porque está tudo interligado. Quando uma não está bem, a pessoa já não tem saúde.

Beneficios de deixar de fumar

O segundo estudo que tu nos trazes Falaste em benefícios para deixar de fumar em qualquer idade. Eu imagino que isto não é novidade. Eu penso que isto, enfim, já é de senso comum. Mas acaba por ser um reforço para aquelas pessoas que querem deixar de fumar. Saber que a qualquer altura é boa altura. Claro que sim. Este estudo tem exatamente esse objetivo. ver as pessoas avaliarem o impacto do tabagismo na esperança média de vida de uma pessoa e os benefícios da cessação do tabagismo em qualquer idade. Este estudo foi publicado na Revista Americana de Medicina Preventiva em novembro de 2024 e os cálculos foram tentar perceber qual o número de anos perdidos devido ao tabagismo e anos ganhos ao parar de fumar aos 35, 45, 55 anos por aí fora.

em qualquer idade até aos 75. Este estudo abrangeu. Em comparação com pessoas que nunca fumaram, é esse o termo de comparação, aqueles que fumam atualmente com 35 anos, por exemplo, e que fumaram toda a vida, dependendo da idade em que começaram, até a essa idade. Até aos 35. Neste caso, até aos 35. Se continuarem a fumar o resto das suas vidas, eles vão perder, em média, 9,1 anos da sua vida. O que é considerável. Ou seja, se alguém que agora tem 35 anos fuma, se continuar a fumar o resto da sua vida, vai perder 9 anos de vida. 45. Se continuar a fumar, vai perder 8. Isto independentemente da idade a que começaram.

Vai perder 8 porque já vai ter uma menor esperança de vida, não é? Mas mesmo assim continua a ser significativo. Exatamente. E por aí fora, os 55 anos vão perder 7,3 anos. Os dos 65 anos, 5,9 anos. E os dos 75 anos vão perder 4,4 anos de vida. Podemos pensar assim, isso não é assim tanto. basta estarmos com determinada idade, já percebemos que tudo conta. No entanto, diz-nos que parar de fumar nestas mesmas idades que for feito o estudo, onde incidiu, evita uma perda média de... Ou seja, se parar de fumar aos 35, evita perder 8 anos de vida. Ou seja, vai ganhar 8 anos de vida. 8 anos de vida é muito. Aos 45 são 5,6 anos.

Se deixar de fumar aos 55 são 3,4 e aos 65 1,7 e aos 75 anos 0,7. Ou seja, a probabilidade de ganhar pelo menos um ano de vida entre aqueles que pararam de fumar aos 65 é de 23,4%. E nesta idade tudo é importante. Mesmo que deixe de fumar aos 75 anos tem 14% de probabilidade de viver pelo menos mais um ano do que viveria se não deixasse de fumar. O que acaba por ser substancial. Este estudo mostra que realmente é sempre benéfico deixar de fumar, mas quanto mais cedo, melhor. E reparem, interessante, que o estudo, pelo menos naquilo que tu partilhaste connosco, não menciona a quantidade de tabaco que a pessoa fuma.

Portanto, é se fuma, ponto. E já tem benefícios, eu diria, quase imediatos. Portanto, estamos a falar de benefícios de longevidade. Nós conhecemos aquela expressão, enfim, é muito conhecida, pelo menos lembro-me disso há muitos anos, que o cigarro era quase como prego para o caixão, ou seja, na realidade essa noção sempre esteve presente, mas haver uma ligação direta num estudo em que mostra que parar de fumar também traz logo esses benefícios, eu diria que pelo menos é surpreendente, não é? Claro que sim. O próprio estudo tinha aqui uma expressão que eu achei interessante. Os fumadores podem dizer, ah, eu fumei toda a vida, que diferença faz eu deixar de fumar agora? O que está feito, está feito. É errado. Porque se fumou toda a vida, digamos que começou aos 18, 20 ou até aos 12 anos, mas deixou de fumar aos 35, vai ganhar 8 anos de vida, em média.

Se você parar de fumar aos 65, tendo fumado toda a vida, vai ganhar 1,7 anos de vida. Ele próprio diz, são 1,7 anos de vida com a sua família, com os seus netos, para aproveitar a vida. Se perguntar, ah, que diferença isso faz? Faz uma grande diferença. Portanto, é benéfico em qualquer idade, mas quanto mais cedo, melhor, porque vai ganhar mais anos de vida. Mas, Cláudia, eu preciso dizer isto. É verdade que não é o assunto do nosso programa de hoje. Já fizemos no passado programas diretamente ligados com a questão do tabagismo. É que não é só mais longevidade, mas é mais qualidade de vida. E isso também é muito importante, não é? Claro que sim. Porque nós temos que falar também das consequências do tabagismo.

Não só em termos de carcinogénese, na origem de muitos cancros, mas também da doença pulmonar obstrutiva crónica, que rouba grande parte da qualidade de vida das pessoas que vivem constantemente com tosse, com falta de ar, interfere com a sua vida diária, interfere com o sono. E são doenças que podemos evitar quanto mais cedo deixar de fumar, melhor. Muito bem. Já vamos a mais estúdios. Vamos só fazer um pequenino intervalo, Cláudia, se me permites. Para si que está desse lado, quero lhe dizer que são realmente apenas alguns segundos e logo a seguir estamos de volta para a segunda parte, mas com uma oferta especial para si. Até já. TV Novo Tempo, o canal da saúde, o canal da esperança.

E como lhe disse, estamos de volta para a segunda parte. Temos uma oferta para ser este guia de estudo, a Máquina Humana, com um conjunto alargado de estudos. Tem também, por exemplo, oito remédios naturais. Quer conhecer como é que pode ter uma vida saudável e plena e segundo a vontade de Deus? Pois bem, é só enviar-nos uma mensagem para o 933 939291 com as palavras máquina humana para sabermos que é esta a oferta a que se refere e depois entraremos em contacto consigo para podermos enviar a revista gratuitamente para a sua casa e é como lhe digo totalmente gratuita. Vamos continuar com o nosso programa. Cláudia trouxeste-nos mais um estudo sobre hipertensos mas que não sabem que são

Subdiagnostico da hipertensao arterial

hipertensos. e ainda por cima são a grande maioria. É verdade. Há um estudo que foi apresentado no Congresso Europeu de Medicina Interna, de 5 a 8 de março de 2025, em colaboração com a Sociedade Europeia de Hipertensão, e que demonstrou realmente que quase metade dos hipertensos não sabem que o são. Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se, é uma estimativa porque como vimos muitos não sabem que o são, que 1,3 bilhões de pessoas no mundo sofrem de hipertensão arterial. 46%, que é quase metade dos indivíduos hipertensos, não sabem que são hipertensos, enquanto que, daqueles que sabem, apenas 42% recebem um diagnóstico e tratamento.

que também é grave, ou seja, temos a grande quantidade, 46% que não sabem, e daqueles que têm o diagnóstico que realmente estão a ser tratados. Mesmo entre os tratados, diz que só 21% têm a hipertensão arterial controlada. Isto é muito grave, porque nós sabemos que a hipertensão está na agenda de muitos outros problemas de saúde, como os AVCs, o infarto agudo e o miocárdio. A hipertensão realmente continua a ser uma grande causa não só destas doenças, mas também da mortalidade por estas doenças. Na Europa, aproximadamente 78% dos hipertensos são tratados, mas o controle da tensão arterial é alcançado em apenas 49% dos casos, com variações significativas entre os países.

Qual é a razão para poucos hipertensos estarem controlados? Há muitos fatores para o mau controle da hipertensão. Um deles é a adesão dos pacientes à terapêutica. É difícil com médica de família e pela minha experiência assim falo, nós convencermos alguém que tem que tomar um comprimido diariamente o resto da vida, a não ser que mude os seus hábitos e seja reversível, mas a grande maioria é o resto da vida. Porque as pessoas acham que tomar o comprimido vai baixar a tensão, tem que parar porque já está tratado. Não. A hipertensão está controlada com a medicação. Outro aspecto é às vezes o número de medicamentos que as pessoas têm que tomar para controlar a tensão. Porque existem pessoas que estão a tomar 4, 5 substâncias anti-hipertensoras. A indústria farmacêutica tem-nos ajudado.

Cada vez existem mais o que nós chamamos de associações fixas. Dois, três tipos de hipertensores no mesmo comprimido é um dos fatores que pode ajudar a adesão do doente à terapêutica, porque em vez de andar a tomar um ou dois comprimidos de manhã, ou um de manhã e um à noite, tem várias substâncias num comprimido. São vários fatores. São vários fatores que nós, médicos de família, temos que averiguar. Depende do doente, temos à nossa frente na consulta, cada doente é um doente. Sabemos, como seguimos os doentes há uns anos, já sabemos aqueles que têm uma fácil adesão terapêutica e aqueles que é mais difícil e temos de trabalhar neste sentido. Cláudia, desculpa, antes de passar para o próximo estudo, só para tentar perceber como é que isso acontece. Porque eu imagino que seja uma doença que, como não tem sintomas mais visíveis, ela passa mais despercebida e a pessoa não sabe que é hipertensa.

Mas, por outro lado, se a pessoa for fazer os seus exames regulares e habituais ao longo do ano, vai perceber que há ali alterações. Parece-se contraditório estas duas fases. Portanto, pelo menos essas pessoas que não sabem, à partida não estão a fazer exames regulares para avaliar o seu estado de saúde em geral, não é? Esse é um dos fatores principais, porque a grande maioria dos casos de hipertensão são assintomáticos. Raramente as pessoas têm uma pressão no peito, uma dor na cabeça, na parte posterior, a cefaleia occipital, mas a grande maioria são assintomáticos. Por isso é que é importante regularmente avaliarmos a nossa tensão arterial, seja no médico, no enfermeiro de família, numa farmácia, ou ter um aparelho que é o esfimomanómetro em casa e ir avaliar regularmente.

Claro. Os dois próximos estudos, eu diria que são muito caros, são muito particulares, porque tu falas muitas vezes na importância do descanso, tens falado também

Impacto do sono na saude

muitas vezes na questão do sono, e estes dois são referentes ao sono. Exatamente. O primeiro é sobre o sono e a hipertensão arterial, que acabámos de falar. Este estudo foi orientado pelo médico da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa, juntamente com um outro médico, também da mesma universidade, e foi publicado online, como é que eu vou explicar isto em termos de português, que está tudo em inglês, um jornal de medicina interna. Pesquisadores analisaram 23 estudos para explorar qual era a associação e se havia associação entre a duração do sono durante a noite e o risco de hipertensão.

e os dados foram obtidos de vários bancos de dados que existem a nível mundial até 30 de maio de 2022. Eles pegaram numa amostra considerável 173.734 participantes. Cerca de 174 mil pessoas, adultos, foram incluídos nesta análise e dos quais 41.528 desenvolveram hipertensão durante o período em que estava a realizar o estudo. e os participantes foram agrupados em grupos pela duração média do seu sono noturno. Os que dormiam menos de 6 horas, os que dormiam 6 a 7 horas, os que dormiam 7 horas e os que dormiam 8 horas ou mais. Sendo aqueles que dormiam 7 a 8 horas o grupo de referência, porque é pelo menos o aconselhado.

E as conclusões a que chegaram são, a duração de sono de 6 a 7 horas foi associada a um risco maior, elevado mesmo, de hipertensão arterial. o sono noturno de menos de seis horas foi associada também a um risco aumentado de hipertensão. Ou seja, tanto os que dormiam menos de seis, quanto os que dormiam seis, sete horas, maior risco de hipertensão. E foi realmente, não foi associada nenhum risco naqueles que dormiam oito horas ou mais com a hipertensão. Aqui não há dúvida que realmente a duração do sono é importante no desencadeamento ou não da hipertensão arterial. Mas também nos dás aqui um alerta, ou pelo menos na minha cabeça acendeu assim uma luzinha, que é mesmo que eu aponte para as sete horas como, eu diria, o meu ideal, mesmo assim já estou dentro do fator de risco, não é?

Porque os de oito horas para a frente é que diminuiu consideravelmente o risco. Exatamente. Portanto, o ideal mesmo então é oito horas 8 a 10 horas. O risco mais elevado é dos que dormiram menos de 6. Entre 6 e 7 também tinham risco. E como tu dizes, os de 8 horas não tinham esse risco associado. Exatamente. O outro estudo é a associação entre a duração do sono e a mortalidade. Este estudo foi feito pelo Departamento de Medicina da Universidade de Nashville, Tennessee. Foi publicado a 27 de Fevereiro de 2025. Eles investigaram a associação entre a duração do sono durante cinco anos e a mortalidade por todas as causas. E por causas específicas, em 46.928 pessoas, adultos, nos Estados Unidos da América, com uma idade média de 53 anos, 65% eram mulheres e cerca de 63% eram de raça negra.

E estes participantes foram recrutados, entre aspas, em centros de saúde comunitários de 12 estados do sudeste dos Estados Unidos entre 2002 e 2009. Eles preencheram um questionário, um inquérito, no momento da inscrição, sobre as suas características sociodemográficas, comportamentos de saúde, histórico de saúde, e foram pedidos que eles respondessem a esta pesquisa e que fossem acompanhados desde 2008 a 2013, durante, portanto, os cinco anos. E aqui a duração do sono foi classificada em três categorias, curta, menos de 7, saudável, 7 a 9 e longa, mais de 9 horas de sono por noite.

Mais de 65% dos participantes não tiveram trajetórias ideais de duração do sono durante os 5 anos. Alguns até podem ter tido temporariamente uma boa duração do sono, mas não foram Regulares ao longo dos 5 anos. Mais 65%. E manter durações curtas de sono e fazer transição de durações curtas para saudáveis e vice-versa foram as trajetórias de sono subótimas mais comuns. Ou seja, o mais comum era eles manterem sempre a dormir pouco ou estarem a alterar em dormir pouco e dormir saudavelmente em termos de quantidade. Trajetórias de zona baixo do ideal foram associadas a um risco aumentado de mortalidade por todas as causas.

Comparativamente aos participantes que dormiam às sete a nove horas, aqueles que mantiveram longas durações de sono e aqueles que fizeram a transição de durações de sono curtas para longas e de sono longas para curtas apresentaram maior risco de mortalidade. Ou seja, o estar também a transitar nos hábitos de sono também aumenta o risco de mortalidade. Aqueles que realmente estiveram melhores foi os que dormiram as 7 a 9 horas ao longo dos 5 anos. Ou seja, é mau tanto dormir pouco como não termos hábitos de sono regulares ao longo dos 5 anos neste estudo. O que é substancial porque muitas vezes tendemos a compensar noutros dias, ao fim de semana, por aí fora.

Nunca compensa. Aquilo e na verdade nunca compensa. Também, enfim, conheço um familiar que faço aqui em Confidência que dorme muito pouco e costuma dizer que dorme pouco porque tem que aproveitar a vida porque quando morrer tem tempo todo para dormir. Mas já vimos neste estudo que se queremos viver mais tempo então convém dormir... Dormir em quantidade adequada. Muito bem. Para si que está desse lado, lembro o oferta que temos para si este Guia de Estudo à Máquina Humana. Ela tem um conjunto alargado de lições, com vários conselhos práticos, mas tem também oito remédios naturais. E precisamente um desses remédios é precisamente o descanso, é precisamente o sono. E vimos neste último estudo o quão importante é.

E para receber este guia de estudo, esta revista, o que tem que fazer é apenas enviar uma mensagem com as palavras MÁQUINA HUMANA, para sabermos que é esta revista, que é este guia de estudo a que se refere, para o 933 939291. Não hesite, é totalmente gratuito, depois enteremos em contacto consigo para saber se quer levantar aqui nas instalações da Rádio da Novo Tempo ou se quer também que lhe enviemos gratuitamente pelo correio. Se por acaso até já pediu este guia de estudo, mas quer ter a oportunidade de oferecer a um familiar alguém que sabe que está a precisar de mudar o seu estilo de vida, de ter um estilo de vida mais saudável, faça o favor, entre em contato connosco, é tão simples, mande uma mensagem para o nosso telemóvel 933 939291 e temos todo o prazer, todo o gosto em lhe oferecer.

Foi preparado de especialistas porque queremos que tenha um estilo de vida mais saudável. Dizer-lhe também que se não teve a oportunidade de ouvir o programa na íntegra, ele estará disponível no YouTube da Novo Tempo Portugal e também se nos ouve através da rádio pode até subscrever o podcast e depois receberá automaticamente os programas ou então pode escutar em rado.rcs.novotempo.pt. Mesmo antes de terminar, dizer-lhe que se gostaria que abordássemos algum assunto, tem uma preocupação, que quer trazer a este, que também é o seu consultório, aqui na Novo Tempo, faça-nos chegar, através do mesmo número de telefone, a sua sugestão. Quem sabe, oportunamente, a doutora Cláudia pode trazer esse assunto aqui, à Novo Tempo, aqui ao Médico Família.

Marque o encontro consigo no próximo programa, Não falte. Até lá, se Deus quiser.

Série
Médico de Família · 72 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 21
Estreou
24 de Setembro de 2025
Categoria
Saúde