Hiram Edson

Hiram Edson

17 de Março de 202627 min 31 s

Capítulos

Transcrição

Gerada automaticamente

Abertura

Bem-vindos ao Sol da Escritura, aqui na Novo Tempo Portugal. Hoje, viajamos até o coração da mensagem adventista, para conhecer um homem simples, mas cuja experiência mudou o rumo da história. Chamava-se Irem Edson, era um agricultor de Nova Iorque e, em 1844, vivia um momento marcante num campo de milho, que levou a compreender de forma nova o Ministério de Jesus, lá no Santuário Celestial. A Doutrina do Santuário é uma das verdades mais profundas das Escrituras e neste episódio vamos descobrir como ela foi redescoberta depois do Grande Desapontamento. Fica conosco? Começamos já e no final vamos abrir a Bíblia para confirmar cada ponto aqui no Salto da Escritura.

E

Origens de Hiram Edson

Hoje vamos conhecer a história de Hiram Edson, um homem simples do interior aí de Nova Iorque que Deus usou de forma marcante para a redescoberta da verdade do santuário. A sua vida mostra que grandes mudanças podem começar com corações humildes. Para percebermos quem era Hiram Edson comecemos pelo início. Ruben, fala-nos das origens de Hiram Edson, onde é que ele nasceu, como foi a sua juventude e também como foi a sua caminhada espiritual antes dos acontecimentos de 1844. Arm Edson nasceu a 30 de dezembro de 1806, como disseste, bem no estado de Nova York, numa zona rural chamada de Jefferson County. Ele era filho de Luther e Susan Edson, que eram metodistas praticantes, e cresceu num ambiente de fé e de simplicidade. A sua infância decorreu entre tarefas do campo e os cultos na igreja metodista.

Ainda jovem, casou-se e começou a sua vida de família numa quinta em Port Gibson. Ali ele criava ovelhas e vivia uma fé ativa. Ele era respeitado pela comunidade como sendo um homem honesto e piadoso. Apesar de não sabemos muito bem que estudos é que ele tem, não temos registros escolares formais, mas os seus escritos mostram que ele tinha uma boa formação básica. E ele lia, escrevia e mais tarde até publicou diversos artigos e panfletos com clareza e profundidade teológica. Por volta de 1839, já com 33 anos, tornou-se mordomo da Igreja Metodista e Episcopal de Port Gibson. E nessa altura começou a ter também experiências espirituais muito fortes.

Um autor resuma assim. e ele era amplamente respeitado como um leigo fervoroso, dedicado à conversão de almas. Foi nesse contexto de fé pessoal e serviço local que Ayrton Edson se preparou, sem o saber, para os acontecimentos extraordinários que viriam a seguir.

O movimento milerita

Estamos, portanto, a falar de um homem profundamente crente, comprometido com a fé e também com a sua comunidade. Mas, atirado à altura, algo mudou na sua vida, quando entrou em contacto com a pregação do regresso de Cristo. Ruben, como é que Hiram Edson se envolveu com o movimento Millerita e que tipo de experiências espirituais é que ele passou a ter nessa altura? Bom, foi então no verão de 1843 quando Irem Edson ouviu a pregação dos mileritas, incluindo figuras como o Jocelyn Himes e também do Charles Fitch, que passaram por Rochester, que era lá perto da sua terra. Depois ele leu o jornal Glad Tidings of the Kingdom at Hand e ficou profundamente convencido de que Jesus voltaria em breve. Aceitou essa mensagem com convicção e passou a reunir crentes na sua própria casa.

Ali na sua casa, muitos se converteram. Os encontros eram simples, mas eram cheios de fervor. Nessa mesma altura, começou a ter experiências espirituais muito marcantes. Por exemplo, um dia foi levado à casa de um doente, teve uma convicção de ir lá à casa desse doente para orar por ele. E, na realidade, o doente recuperou imediatamente. estava a preparar-se espiritualmente e também emocionalmente para enfrentar o desafio de 1844, um dos momentos mais dolorosos e, ao mesmo tempo, mais transformadores da sua vida. É impressionante ver como o Edson já vivia uma fé intensa, mesmo antes de 1844, e mesmo também enfrentando a oposição.

A experiencia no milharal

Mas nós sabemos que o momento decisivo da sua vida acontece precisamente após esse grande desapontamento. E Ruben, o que te peço agora é para nos levares um bocadinho até esse momento. O que é que aconteceu nos dias 22 e 23 de outubro de 1844 e o que é que aconteceu à Ira Madsen no famoso Mineral? Então, na noite de 22 de outubro de 1944, Irem Edson, assim como muitos outros seguidores do milerismo, estavam reunidos com outros crentes, neste caso no seu celeiro em oração. Esperavam o regresso de Jesus naquele dia, mas o tempo passou e nada aconteceu. No seu próprio testemunho ele escreveu As nossas mais queridas esperanças e expectativas foram destruídas e veio sobre nós um espírito de choro como nunca tinha experimentado antes.

Na manhã seguinte, no dia 23, estiveram novamente reunidos lá no celeiro, em oração, a tentar que Deus os revelasse o que é que tinha acontecido, o que é que tinha escapado a eles, e então, de seguida, ele e o seu amigo Owen Cruzier decidiram visitar irmãos da FECT que estavam desanimados. para encurtar o caminho, e eles passaram por um milharal em frente à sua casa. E foi precisamente ali, no meio daquele campo, que tudo mudou. De repente, Edson parou, sentiu-se tomado uma forte impressão espiritual. Mais tarde, ele escreveu... que em vez do nosso sumo sacerdote sair do lugar santíssimo do Santuário Celestial para vir à Terra, ele entrou naquele dia pela primeira vez no segundo compartimento do Santuário.

Esta compreensão foi como uma luz. Deu sentido ao desapontamento. A profecia de Daniel 8,14 não se referia à vinda de Cristo à Terra, mas ao início de uma nova fase do seu ministério lá no Santuário Celestial. Essa ideia tornou-se o ponto de partida para a doutrina do Santuário. Foi um momento silencioso, longe das multidões, mas com impacto que atravessou gerações. Esse momento numeral foi, de facto, bastante transformador, mas Ira Madsen não guardou essa convicção só para si. Ele quis confirmar tudo na palavra e também para partilhar com os outros. O que é que aconteceu depois dessa experiência e como é que ele e os seus amigos desenvolveram o estudo do santuário e onde é que o publicaram?

Estudo do santuario

Então, depois dessa experiência, lá em 23 de outubro de 1844, apesar daquilo que o Edson presenciou lá no Milharal, ele decidiu estudar a Bíblia. Então ele reuniu-se com dois amigos próximos, o médico Franklin Hahn e o editor Owen Cruzier. Durante cerca de cinco meses, eles estudaram intensivamente a Bíblia juntos, a estudar a Bíblia dia após dia. especialmente os capítulos de Levítico, Hebreus e Daniel, queriam perceber o que significava, na prática, a entrada de Cristo no Santuário Celestial. O resultado desse estudo foi publicado em março de 1845 numa página do Day Dawn e depois numa edição especial do jornal Daystar Extra, a 7 de fevereiro de 1846.

O artigo foi escrito por Cruzier, mas o conteúdo foi fruto do estudo em conjunto de Edson e Anne, Nele afirmavam, existe um santuário literal no céu, o terrestre era apenas uma sombra. Jesus, o nosso sumo sacerdote, entrou no lugar santíssimo no final dos 2300 dias, a 22 de outubro de 1844, para iniciar a obra de purificação, ou seja, apagar os pecados. Esta explicação foi um divisor de águas. Ela trouxe paz aos crentes apontados e deu fundamento bíblico àquilo que Edson vivera e lançou as bases da doutrina do santuário celestial, tal como entendemos hoje. A partir daí, Edson e os seus colegas tornaram-se vozes centrais num movimento de fé renovada, com base não numa data falhada, mas numa verdade redescoberta.

O estudo do Santuário trouxe nova esperança e é realmente inspirador ver como Edson e os seus amigos procuraram respostas na Bíblia. Mas a jornada doutrinária não ficou por aí. Pois não. Pouco tempo depois, surgiu um outro tema essencial, o sábado. Ruben, como é que Hiram Edson passou, então, a guardar o sábado?

A conferencia do sabado

Então, em 1846, pouco depois da publicação do artigo sobre o santuário, Adam Edson recebeu uma carta de Tiago White e de José Bates, a convidaram para organizar uma conferência com outros crentes lá na sua quinta, em Port Gibson. Edson aceitou e no outono deste ano, o grupo reuniu-se. Estavam presentes nomes como Tiago White, Ellen White, José Bates, os próprios amigos de Edson, o Cruzeir, o Hann, e entre outros. Foi uma reunião simples, mas foi uma reunião decisiva. Durante essa conferência, Krusier voltou a apresentar o tema do Santuário Celestial. Depois, José Bates falou sobre o sábado do sétimo dia e Edson reagiu imediatamente. As suas palavras ficaram registadas. Irmão Bates, isso é luz e verdade.

O sétimo dia, ao sábado, estou contigo para o guardar." Foi um momento de aceitação clara. Edson não só passou a guardar o sábado, como recomendou o panfleto de Bates a todos os que queriam obedecer os mandamentos de Deus. Nos anos seguintes, entre 1848 e 1850, participou em várias conferências chamadas de Conferências do Sábado, realizadas em diferentes estados. Nessas reuniões, pequenos grupos de crentes reuniam-se para orar, para estudar e para clarificar a sua fé. Foi neste contexto que se consolidaram três doutrinas centrais, o Sábado, o Santuário Celestial e a Mensagem do Terceiro Anjo. A conferência que Edson organizou em Port Gibson ficou na história como o local onde se formou a base doutrinária do que viria a ser o movimento adventista do sétimo dia.

Vemos como Hiram Edson teve um papel ativo nas primeiras reuniões veterinárias, ajudando a lançar as bases de uma fé bílica renovada, mas sabemos também que os anos seguintes não foram fáceis.

Ultimos anos e legado

Ruben, como é que foram, então, estes últimos anos do seu ministério, que não foram fáceis, e que desafios é que ele enfrentou? Nos anos seguintes à Conferência do Sábado, Aram Edson continuou muito ativo. Participou em viagens missionárias por Nova York, Pensilvânia e até ao Canadá, colaborando com outros pregadores como José Bates e John Andrews. Em 1850, foi ordenado como ancião local e contribuiu com recursos próprios para a compra da primeira prensa ousada na impressão dos periódicos adventistas. A partir da década de 1860, a sua saúde começou a deteriorar-se, Sofreu de fraqueza física, de febres e depois também de tuberculose. A igreja ajudou-o a fazer tratamentos num centro de hidroterapia lá em Nova Iorque, o que lhe deu algum alívio.

E ele, apesar deste dificulado, nunca abandonou a fé. e em 1878, já com 72 anos, ainda participou num acampamento e conduziu várias pessoas à conversão. Um jovem que o ouviu escreveu, Era o homem mais poderoso em oração que alguma vez ouvi. Iram Edson morreu em janeiro de 1882, com 75 anos, fiel à mensagem que ajudou a descobrir. A sua vida provou que a fidelidade à verdade vale mais do que qualquer reconhecimento humano. Mesmo com dificuldades, Hiram Edson manteve-se fiel até ao fim. Ele realmente foi um homem que não procurou protagonismo, mas deixou uma marca profunda. Ruben, qual é que é afinal o legado de Hiram Edson e o que é que nós podemos aprender ainda hoje com a sua vida e com o seu testemunho?

Bom, o legado de Iron Medicine é discreto, mas é absolutamente decisivo. E ele é lembrado, sobretudo, pelo episódio lá no Milharal, onde compreendeu que Jesus não voltara à Terra porque naquele dia começara uma nova fase no seu Ministério Celestial, mas o seu contributo foi muito além disso. Primeiro, foi um homem que procurou sempre confirmar as suas convicções na palavra, na Bíblia. Não se deixou guiar apenas por emoções, mas aprofundou o seu estudo da Bíblia, reuniu-se com outros irmãos e partilhou publicamente aquilo que encontrou. Segundo, deu um testemunho de coragem. Não era nem teólogo, nem pastor de profissão. mas ofereceu a sua casa, o seu tempo, os seus recursos para que a obra e a verdade avançassem. Como disse um de seus contemporâneos, deu grande parte do seu tempo e dos seus bens para o avanço da obra e o seu nome merece lugar entre os pioneiros.

Terceiro, deixou um modelo de fé prática. Era agricultor, marido, pai, E, ao mesmo tempo, era um pregador, um organizador de reuniões e também um autor. Mostrou que a espiritualidade profunda pode nascer em vidas simples, desde que estejam entregues a Deus. A doutrina do santuário, que hoje continua a ser uma marca distintiva da fé adventista, teve em Adam Edson um instrumento humano para a sua descoberta. Não era a figura mais visível, mas foi o elo essencial entre o desapontamento e a nova esperança. O seu exemplo convida-nos a ouvir a voz de Deus, mesmo quando tudo parece perdido, e permanecer fiéis à luz que ele nos dá, mesmo que os outros não a vejam de imediato.

Hoje estamos a aprender mais sobre Hiram Edson e a doutrina do santuário. No entanto, nós temos uma oferta especial para si, a revista O Grande Conflito. É um curso bíblico gratuito que o vai ajudar a compreender melhor este e outros temas que temos explorado aqui no programa Sol da Escritura. O episódio de hoje que responde ao estudo número 22, que fala sobre a doutrina do santuário. Este estudo mostra, com base na Bíblia, o que significa o ministério de Jesus no céu e como essa verdade foi redescoberta depois do desapontamento de 1844. Se deseja receber a sua revista em casa de uma forma totalmente gratuita, basta enviar uma mensagem por SMS ou por WhatsApp para o número 933-939291 e pedir o seu exemplar. É simples, rápido e sem custos. Não perca esta oportunidade de aprofundar o estudo da Palavra de Deus.

TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança.

O verdadeiro santuario celemial

A doutrina do santuário é profundamente bíblica. Está presente desde o Antigo Testamento, mas ganha o seu significado completo com a obra de Cristo. Na Igreja Apostólica, os primeiros cristãos compreenderam que o templo-terreno era apenas uma sombra. O verdadeiro santuário estava no céu, onde Jesus subiu após a sua ascensão. O apóstolo Paulo escreveu de forma clara, Para os primeiros crentes, Cristo era simultaneamente cordeiro e sacerdote. Tinham a consciência de que depois do sacrifício na cruz, ele começou a interceder por nós no Santuário Celestial.

Com o passar dos séculos, esta verdade foi sendo esquecida. A partir do século IV, com a institucionalização da Igreja, começou a atribuir aos sacerdotes humanos funções que pertencem exclusivamente a Cristo. Surgiu a missa, a confissão auricular, a intercessão dos santos e o culto às relíquias. O foco deixou de ser o ministério celestial de Jesus e passou para os rituais terrenos. O conceito bíblico de que o santuário é um lugar real no céu foi praticamente apagado da teologia medieval. Durante muitos séculos, esta verdade permaneceu escondida e só foi redescoberta depois de um momento de crise, em 1844, quando milhares de crentes aguardavam o regresso de Jesus.

Quando isso não aconteceu, veio o desapontamento. Mas Deus não os abandonou. Na manhã seguinte, Iram Edson, ao atravessar o milharal, teve uma compreensão nova. O versículo de Daniel 8,14 não se referia à vinda de Cristo à Terra, mas sim à sua entrada no lugar santíssimo do Santuário Celestial. Edson partilhou esta ideia com dois amigos e juntos estudaram intensivamente os livros de Levítico, Hebreus e Daniel. Este estudo mostrava que o ministério de Cristo tem duas fases, primeiro no lugar santo e depois, a partir de 1844, no lugar santíssimo, como cumprimento profético do dia de expiação descrito em Levítico 16.

Esta nova luz trouxe paz ao coração dos crentes desapontados e deu origem a uma doutrina que é hoje central na fé adventista. Hoje, a maioria dos cristãos acredita que Jesus é o nosso Salvador e reconhece que Ele está no céu, mas poucos compreendem com clareza o que Ele faz lá agora. Muitas igrejas ensinam que tudo foi concluído na cruz e que agora só nos resta esperar pela segunda vinda. Outros colocam o foco no perdão, mas sem compreender a necessidade de juízo e purificação. Poucos falam do dia da expiação como uma figura do juízo final. Poucos percebem que o santuário do céu é real e que ali Cristo ministra hoje como nosso intercessor e nosso juiz.

Esta verdade convida-nos a viver com reverência, com confiança e com o coração purificado. O juízo começou, o tempo é solene, mas temos um Salvador que nos conhece, que perdoa e que está ao nosso lado.

Profecia e tempo

Chegámos agora à parte referente ao estudo bíblico, que pode encontrar também na revista O Grande Conflito. Ruben, que profecia bíblica fala sobre o santuário e que período representa usando o princípio de Ian? Vamos começar precisamente com o texto que deu origem a todo o movimento milerita, Daniel 8,14. E ele me disse, e até 2300 tardes e manhãs o santuário será purificado. Ezequiel 4 diz, e quando acabarem esses dias, deita-te outra vez pelo teu lado direito e levarás a iniquidade à casa de Judá quarenta dias. Um dia te dei por cada ano. Também em Números 14, 34 diz, segundo o número dos dias em que espiares a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano. Levarei sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e conhecereis o meu afastamento.

Ora, nós demos estes três textos onde fala de um período de 2.300 dias, a profecia de lá de Daniel 8,14. Mas como nós vimos nos dois textos seguintes, nós vimos que em profecia, um dia corresponde a um ano. Ou seja, estes 2.300 dias proféticos, na realidade, representam 2.300 anos literais. Este período apanta para o tempo do juízo e da purificação do santuário. E usando este princípio de Diano, é um método profético e histórico para entendermos, então, a profecia bíblica. Este método que vimos, Tiago, no estudo em que falámos sobre Isaac Newton, que foi o primeiro a usar este método, é realmente o método que nos permite compreendermos estas profecias temporais.

Ruben, quando é que se iniciou este período profético? Então nós já vimos que este período durou 2.300 anos, mas para sabermos as datas, temos de saber quando é que ele começou. E para isso vamos olhar para a profecia, para Daniel 8 e para Daniel 9. Diz em Daniel 8, 16, e ouvimos a voz de homem nas margens do Ulai, a qual gritou e disse, Gabriel, dá a entender a este a visão. E depois em Daniel 9, do versículo 24 a 25, diz, 70 semanas estão determinadas sobre o teu povo. e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão e dar fim aos pecados, e espiar a iniquidade e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia. E um giro santíssimo, sabe e entende. Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até ao Messias, o príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas, as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

À primeira vista, estes textos podem parecer muito complexos, mas o que queremos realmente focar aqui é que este texto mostra o início da profecia. Neste caso, a profecia das 70 semanas. E diz claramente que essa profecia se irá iniciar quando... no início, na ordem, na lei, no decreto, para restaurar Jerusalém. Mas reparem bem o que é que diz este texto. Este diz que, em português, o termo determinado, e esse termo no original, xaká, significa cortado ou separado, ou seja, algo que foi separado de um período maior, indicando que ambas as profecias, A profecia das 70 semanas, ou seja, 490 anos, e a profecia dos 2.300 anos estão conectados, têm o mesmo início.

Indica que o ponto de partida para as profecias é o mesmo. Então, o início da profecia dos 2300 estados e manhãs é precisamente o outono do ano 457 a.C., porque foi precisamente nesta data que foi assinado o decreto para a reconstrução da cidade de Jerusalém, aposta a ser destruída por Babilónia.

O santuario no testamento

E termina quando? Bom, 2300 anos depois, termina precisamente no outono de 1844, marcando o início da purificação do santuário. O que era o santuário no Antiguo Testamento e qual era o seu propósito? Vamos à palavra de Deus em Êxodo 25, diz-nos, O que é que isto quer dizer? Quer dizer que o santuário terrestre era a habitação visível de Deus entre o seu povo. Era o centro espiritual de Israel, onde se realizavam os sacrifícios e também a expiação para o perdão dos pecados.

E todos os seus serviços apontavam profeticamente para Cristo e para os Ministérios de Cristo. Então qual era o verdadeiro santuário mencionado no Novo Testamento? Então, no Novo Testamento, Paulo fala em Hebreus de algo diferente. Olha, vamos ler. Hebreus 8. Ora, a suma de tudo o que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal que está assentado nos céus, à destra do trono da majestade nos céus, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou e não o homem. O que é que isto quer dizer? No Novo Testamento nós estamos a ver, pelas palavras de Paulo e pelas palavras de João, que o verdadeiro Santuário não era o Santuário Terrestre, mas sim o Santuário que está no Céu, onde Cristo ministra como nosso sumo sacerdote.

O Santuário Terrestre era apenas uma figura, era apenas uma sombra, um símbolo do Santuário Celestial. O Novo Testamento confirma claramente que há um Templo Real no Céu onde Cristo hoje intercede por nós. o que significa a purificação do santuário? Bom, vamos ler, e temos que ir ao Levítico 16, claro, que nos diz... E agora vamos comparar com Daniel 7, pela linguagem que lá está. E continuou olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou.

Um rio de fogo manava e saía diante dele. Milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele. Assentou-se o juízo. Abriram-se os livros. E eu estava olhando das minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem, e se dirigiu ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado domínio e honra e o reino, para todos os povos, nações e línguas o servissem. O seu domínio é o domínio interno, que não passará. Para terminar, vamos voltar a Hebreus 9, que diz-nos o seguinte, Santuário Terrestre, falando do Santuário Terrestre, mas agora comparando com o Santuário Celestial, que diz, mas entrando uma vez no ano, o sumo sacerdote, no segundo tabernáculo, não sem sangue, o qual oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo.

Ou seja, o que é que isto nos diz? Nós temos uma comparação direta entre este Santuário Celestial em Hebreus 8 e 9 com o Santuário Terrestre do Velho Testamento. E o que é que isto significa? Significa que a purificação do Santuário refere-se ao Ministério de Cristo lá no lugar santíssimo do Santuário Celestial, iniciado em 1844. Este evento é simbolizado pelo dia da expiação no Antigo Testamento, quando os pecados eram removidos do santuário terrestre. No céu, Cristo atua como sumo sacerdote, removendo os pecados do registro celestial e realizando o julgamento. Este processo antecede a sua segunda vinda. Chegámos ao fim do nosso estudo. Foi uma jornada profunda pela palavra de Deus.

Ruben, tens mais alguma coisa para acrescentar? Hoje aprendemos que Jesus está no céu a ministrar por nós e ele não terminou a sua obra na lágrima cruz. Continua a purificar, a interceder e a preparar um povo. Aceite o convite de Jesus. Confesse os seus pecados. Viva em obediência e confiança. A porta ainda está aberta, mas um dia vai fechar. Decida hoje viver em paz com Deus. Se deseja aprofundar este tema, peça gratuitamente à revista O Grande Conflito. O episódio de hoje corresponde ao estudo 22, o Santuário Celestial. Envie já uma mensagem por SMS ou WhatsApp para o número 933-939291 e receba o seu exemplar em casa sem qualquer custo.

Muito obrigado pela sua companhia. Até ao próximo Só da Escritura, já sabe, aqui na Novo Tempo Portugal.

A nossa oferta

A nossa oferta

O Grande Conflito

Sobre este episódio

Descubra como uma crise de fé em 1844 levou Hiram Edson a uma compreensão que marcaria para sempre a história adventista.

Série
Sola Scriptura · 25 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 12
Estreou
17 de Março de 2026
Categoria
Espiritualidade