Bem-vindo ao Sola a Escritura aqui, no Novo Tempo Portugal. Hoje viajamos até o século XIX, aos Estados Unidos da América, para conhecer a história de uma mulher simples, frágil fisicamente, mas profundamente marcada por Deus. Ellen White. Num tempo de grande confusão religiosa, de desapontamento espiritual e de intensa procura pela verdade bíblica, surge uma pergunta fundamental. Deus ainda fala com o seu povo? E se fala, como podemos reconhecer a sua voz e distinguir o verdadeiro do falso? Neste episódio, vamos conhecer a vida de Alan White, o seu contexto histórico, as experiências que marcaram o seu percurso e o impacto do seu ministério. Ao mesmo tempo, vamos estudar a doutrina bíblica do dom de profecia, para perceber o que a Escritura ensina sobre este dom. Qual é o seu propósito? E como ele deve ser avaliado à luz da Palavra de Deus?
Fique connosco. Hoje não vamos seguir opiniões humanas, vamos seguir a Bíblia, aqui no Sola Escritura. E aí
Hoje viajamos até a América do século XIX. É um tempo de grandes reavivamentos, de muita emoção religiosa, mas também de muitas desilusões. E para percebermos quem foi Ellen G. White, nós temos que iniciar onde tudo começou. Uma rapariga frágil, numa família simples e numa vida marcada muito cedo pela dor e por uma fé também muito pessoal. Ruben, fala-nos dos primeiros anos de Ellen White, como foi a sua infância e que acontecimentos é que marcaram decisivamente a sua vida logo no início. Ellen White, ainda Ellen Harmon, quando nasceu em 1827 em Goreham, no estado de Maine. Cresceu numa família trabalhadora, numa família crente, e desde cedo a vida dela foi marcada por fragilidade física e por lutas interiores. Ainda criança, sofreu um acidente muito sério que lhe deixou sequelas durante muitos anos e que lhe mudou a sua vida por completo.
Aconteceu quando tinha apenas 9 anos de idade, quando Ellen foi atingida no rosto por uma pedra lançada por uma colega de escola. O impacto foi tão violento que ela ficou inconsciente, entrou em coma durante várias semanas e esteve muito perto da morte. Mais tarde, ela própria descreve esse momento de uma forma clara. Cada traço do meu rosto parecia alterado. O osso do meu nariz estava partido. A ideia de carregar esta desgraça pela vida fora era insuportável. Não via prazer algum na vida. As sequelas eram profundas. Ellen ficou com graves limitações físicas, dificuldades respiratórias e incapacidade de continuar os seus estudos. E esse sofrimento levou a uma crise interior muito intensa, mas também a uma procura sincera por Deus.
A beleza e simplicidade de confiar em Deus começaram então a despontar na sua vida. Vimos, então, que ela era uma jovem frágil, com uma fé que foi sendo construída de sofrimento em sofrimento e também, mas ao mesmo tempo, de oração e oração. E é nesse contexto, então, Romano, que nós chegamos a 1844, que nós já vimos noutros episódios, ao período conhecido como o Grande Desapontamento. O que é que aconteceu nessa altura e como é que surge a primeira visão de Ellen White? O ano de 1844 foi um ano de revolução cristã nos Estados Unidos. Muitos cristãos acreditavam que Jesus ia voltar nesse ano, com base no estudo das profecias, especialmente o livro de Daniel. E Ellen Harmon, ainda muito jovem, viveu intensamente essa expectativa. Ela fez parte do movimento militar.
Quando Cristo não voltou na data esperada, o desapontamento foi profundo, não apenas intelectual, mas também espiritual e emocional. Nesse cenário, Ellen fazia parte de um pequeno grupo que, após o dia do desapontamento, não quis abandonar a fé. Então eles juntavam-se, continuavam a orar, a pedir a Deus que lhes mostrasse onde tinham falhado e o que é que deveriam fazer. E foi neste contexto de humilhação e busca sincera que em dezembro de 1844 ela teve a sua primeira visão. Enquanto eu orava no altar da família, o poder de Deus veio sobre mim como nunca antes tinha sentido. Nessa visão, ela viu o povo de Deus num caminho estreito, guiado por Deus e compreendeu que Deus não tinha abandonado aqueles que o buscavam com sinceridade.
A primeira visão trouxe, então, esperança ao grupo, mas isso levantou logo ali outra questão, não é? Como é que uma jovem de 17 anos, frágil e tímida, iria lidar com esta responsabilidade? Ruben, o que pergunto agora é como é que Ellen White reagiu a esse chamado e como é que ela começou a aceitar que tinha mesmo de falar ao público. A reação inicial de Ellen foi de temor. Ela sentia-se completamente incapaz. Ela sentia-se jovem demais. Sentia-se frágil demais para assumir qualquer papel público. Ela não se via capaz nem de viajar, nem de se expor, nem de enfrentar possível oposição. Ela própria confessou mais tarde que tentou resistir ao chamado, porque temia a exposição e a responsabilidade que isso implicava. Num dos seus relatos, ela escreve de forma muito clara, O relato diz que durante dias ela pediu a Deus para retirar esse encargo, mas havia sempre uma frase que voltava à sua mente, como se fosse uma ordem clara, No entanto, à medida que começou a partilhar essa visão a grupos pequenos de crentes, ela começou a perceber que as mensagens afinal traziam encorajamento, correção e esperança.
As pessoas sentiam-se fortalecidas na fé e levadas de novo à Bíblia e à oração. E isso ajudou a compreender que a experiência não era para se exaltar, mas era uma experiência de serviço. Ela estava ali para servir aos outros. Desde o início, ela nunca se apresentou como uma alternativa à Bíblia, pelo contrário, via o seu papel como alguém chamada para apontar constantemente para a palavra de Deus. Essa convicção acompanhou-a desde os primeiros testemunhos públicos. Mais tarde, ao olhar para esse período inicial, ela resumiu assim a sua compreensão do seu chamado. A minha obra foi apresentada diante do povo a grande luz, a palavra de Deus. E então quando ela começa a sair, a viajar e a falar, rapidamente percebe-se que esse trabalho não podia ser feito sozinho, era uma missão exigente demais e contínua.
Quando é que entra Tiago White na história e de que forma é que o casamento e o trabalho conjunto moldaram depois o crescimento deste movimento? Então, Tiago White entra na vida dela num momento decisivo. Ele era um jovem pregador, dedicado. Também estava envolvido num mesmo grupo de crentes que, após o grande desabotamento, continuava a estudar a Bíblia e a anunciar a breve volta de Cristo. Então, elas casaram-se em 1846 e, desde cedo, compreenderam que a sua união seria marcada por sacrifício, por viagens difíceis e por um serviço constante. juntos percorreram longas distâncias, muitas vezes a pé ou até em condições precárias, para encorajar pequenos grupos de crentes espalhados por vários estados americanos. Ela descreve este período como uma vida de grande simplicidade entregue do tal à missão.
Viajávamos de comboio, de carroça e muitas vezes a pé, levando as nossas bagagens nas mãos. Este trabalho conjunto de Ellen e Thiago, e agora sim ela era Ellen White, foi fundamental para dar estabilidade ao movimento. O Thiago destacou-se pela organização, pela pregação e no lançamento das primeiras publicações. Enquanto Ellen oferecia orientação espiritual, conselho e apelo constante à fidelidade bíblica. esta união, este complemento um do outro, ajudou a transformar um pequeno grupo disperso numa comunidade mais unida e também mais organizada. Nós percebemos então que Ellen e Tiago estavam a viver uma fé de sacrifício e de muito trabalho, mas mesmo assim começa a nascer já uma obra escrita muito grande, enorme até.
Ruben, como é que começaram os escritos de Ellen White e qual foi o impacto real dos seus livros e cartas nesse movimento? Os escritos de Ellen White surgiram de uma forma prática, não premeditada, não planeada, e ligados às necessidades reais das pessoas e das igrejas. No início não eram livros, eram cartas pessoais, pequenos testemunhos dirigidos a indivíduos ou a grupos concretos com conselhos espirituais, apelos à fidelidade e chamadas à unidade. Mas com o tempo, essas mensagens começaram a ser compiladas e publicadas à medida que se percebia que respondiam a problemas de outras pessoas, problemas comuns que podiam ajudar e orientar na vida cristã. Ao longo dos anos, escreveu milhares de cartas e dezenas de livros, abordando temas como a vida cristã, a educação, a saúde, a família e a missão.
E estes escritos ajudaram a dar coerência espiritual ao movimento, chamando constantemente à Bíblia, à oração e a uma fé prática vivida no dia a dia. E esse cuidado não ficou só no ensino doutrinário ou até espiritual. Aos poucos, a mensagem toca na vida diária, na saúde, na educação, na forma de
viver. E o que te pergunto agora, Ruben, é como é que surgem essas áreas, como a saúde, a educação e a vida prática, como é que surge no ministério de Ellen White e por que foram tão marcantes no seu tempo? À medida que o movimento crescia, Ellen White começou a perceber que a fé bíblica não podia ficar confinada apenas ao discurso religioso. As mensagens que recebia apontavam para uma vida cristal integral, total, holística, como nós diríamos hoje. que envolve todo o corpo, a mente e o caráter. No contexto do século XIX, isto era profundamente inovador. A sociedade americana da altura vivia marcada por excessos, por falta de higiene, por desconhecimento médico e hábitos que comprometiam seriamente a saúde. E foi neste cenário que surgiram conselhos claros sobre alimentação equilibrada, descanso e exercício, prevenção da doença, sempre ligados a princípios bíblicos.
Ellen explicou que esta orientação fazia parte de uma preparação espiritual mais ampla. Foi mostrado que a relação que existe entre a mente e o corpo é muito íntima e que ambos devem ser mantidos em condição saudável para que o caráter cristão se desenvolva de forma harmoniosa. O mesmo aconteceu na área da educação. Em vez de um ensino apenas intelectual, defendeu que uma educação que unisse o conhecimento, o trabalho prático, a disciplina moral e, sobretudo, o estudo da Bíblia, essa visão levou à criação de escolas, de colégios, de centros de formação que procuravam fazer o quê? Procuravam preparar as pessoas para servir tanto a Deus como à sociedade. O impacto foi duradouro, instituições de saúde e educação nasceram a partir destes princípios e tornaram-se referência em vários países.
Não se tratava apenas de melhorar a qualidade de vida, mas de mostrar que o cristianismo bíblico transforma todas as áreas da nossa existência. Nós já vimos a infância, já vimos o chamado, já vimos também as viagens, a escrita, até o impacto prático do seu ministério. Falta agora juntar tudo e perceber o que é que fica. Ruben, olhando para toda a vida de Ellen G. White, qual é que é o legado histórico e espiritual e o que é que isso nos ensina hoje sobre o dom de profecia? Então, Tiago, o legado de Ellen White não está centrado nela própria, mas na mensagem que constantemente apontou para Deus e para a sua palavra. Ao longo de cerca de 70 anos de ministério, o fio condutor foi sempre o mesmo, chamar as pessoas para a Bíblia, para Cristo, para uma fé vivida com coerência.
Ela nunca se apresentou como autoridade acima das escrituras, pelo contrário, ela deixou claro qual entendia ser o seu papel no meio do povo cristão. Ela disse, a Bíblia é a norma pela qual todas as doutrinas e experiências devem ser provadas. O impacto do seu ministério vê-se em vários níveis. Primeiro, espiritualmente, ela ajudou a restaurar a confiança de que Deus continua a guiar o seu povo. Historicamente, contribuiu para a organização de um movimento com forte ênfase bíblica, missionária e prática. E pastoralmente, as suas mensagens tocaram questões reais da vida, chamando à responsabilidade pessoal, à santidade e ao amor ao próximo. Importa também sublinhar que a atitude com que sempre encarou o dom profético.
Ela própria recusava títulos exaltados e preferia definir-se de uma forma simples, não reivindico o título de profetisa. A minha obra foi designada como a de uma mensageira do Senhor. Se está a acompanhar este episódio e quer estudar este tema com calma, nós temos uma oferta especial para si. A Novo Tempo Portugal está a disponibilizar gratuitamente a revista O Grande Conflito, um curso bíblico simples, prático e muito claro para o ajudar a compreender a Bíblia passo a passo. E o tema de hoje sobre Ellen G. White e o dom da profecia corresponde ao estudo número 23 desta revista. Para pedir o seu exemplar gratuito, basta enviar uma mensagem por SMS ou WhatsApp para o número 933-939291. É um estudo bíblico com perguntas, textos bíblicos e explicações que o vão ajudar a formar convicções firmes, sempre com base na Palavra de Deus.
TV Novo Tempo, o canal da Bíblia, o canal da esperança. Quando falamos do dom de profecia é importante começar por esclarecer uma coisa.
Na Bíblia, a profecia não é apenas prever o futuro. O dom de profecia é Deus a comunicar com o seu povo para orientar, corrigir, advertir e encorajar. Desde o início, Deus nunca deixou o seu povo sem direção. No tempo da Igreja Apostólica, os cristãos acreditavam claramente que Deus concedia dons espirituais à Igreja. O apóstolo Paulo ensina que o Espírito Santo distribui dons para proveito comum e, entre esses dons, inclui o dom de profecia. Em 1 Coríntios 12, vemos que a profecia fazia parte normal da vida da Igreja. E em Efésios 4, Paulo explica que esses dons existem para conduzir os crentes à maturidade espiritual.
Além disso, no dia de Pentecostes, Pedro recorda a promessa de Deus. Nos últimos dias, o Espírito se ia derramado e haveria profecia entre o povo de Deus. Ou seja, para os primeiros cristãos, o dom de profecia não era estranho, não era perigoso nem opcional. Era um meio pelo qual Deus guiava a sua igreja, sempre em harmonia com a mensagem de Jesus e com as Escrituras. Com o passar dos séculos, surgiram dois grandes problemas. Por um lado, apareceram falsos profetas e líderes que usavam supostas revelações para controlar pessoas, impor o medo e ganhar poder. Isso trouxe confusão e descrédito ao dom da profecia. Por outro lado, à medida que a religião se institucionalizou, a autoridade espiritual foi sendo cada vez mais concentrada em estruturas humanas, tradições e decisões hierárquicas.
Com o tempo, especialmente nos séculos seguintes à Reforma Protestante, surgiram vários reavivamentos, marcados por um estudo mais profundo da Bíblia, incluindo das profecias de Daniel e Apocalipse. No século XIX, muitos cristãos voltaram a perguntar, Deus continua a guiar o seu povo? E se sim, como podemos distinguir o verdadeiro do falso? Essa pergunta abriu novamente espaço para o estudo bíblico do dom de profecia, não como substituto das escrituras, mas como algo que precisava de ser cuidadosamente testado por ela, pelas escrituras. Hoje, o mundo cristão vive entre dois extremos. De um lado, há quem aceite qualquer pessoa que diga Deus falou comigo, sem qualquer teste ou discernimento.
O resultado tem sido confusão, abusos espirituais e descrédito do cristianismo. Do outro lado, há quem rejeite por completo qualquer possibilidade de Deus falar ou guiar de forma especial. Tudo o que é espiritual passa a ser visto com desconfiança e a fé torna-se apenas intelectual, fria e distante da experiência viva com Deus. A Bíblia apresentou o caminho diferente. Ela ensina, não desprezeis as profecias, examinei tudo e também provai os espíritos se são de Deus. O critério bíblico é claro, o verdadeiro dom de profecia está em harmonia com as escrituras, exalta a Cristo, chama ao arrependimento e à santidade e produz frutos espirituais coerentes.
Agora, a pergunta é, o que é que ensina a Bíblia? Vamos abrir as escrituras e estudar este assunto.
Vamos agora abrir a Bíblia e deixar que seja a própria Escritura a nos explicar o que é o dom da profecia. Nós não vamos seguir as nossas opiniões nem as nossas tradições humanas. Vamos deixar a Palavra de Deus responder às perguntas mais importantes sobre este tema. Ruben, quem escolhe os profetas? Vamos começar abrindo a Palavra de Deus em Amós 3, 7, que nos diz, Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas. Em Jeremias 1 diz-nos, Então só nestes três versículos nós podemos tirar várias conclusões.
Primeiro é, o profeta não se escola a si próprio. Quem escolhe é o próprio Deus. Deus é quem chama, é quem prepara, é quem planeia, é quem envia o profeta. Então, o dom de profecia não vem de vontade nem de ambição humana, vem apenas de vontade divina. É Ele quem escolhe o profeta, é Ele quem dá a mensagem e é Ele que dirige todas as coisas. E como comunica Deus com os seus profetas? Vamos novamente à Bíblia, Números capítulo 12, versículo 6 diz, E ainda Daniel 2, 19 diz-nos, Ou seja, o que nós vemos de consistente nestes versículos?
É que, em primeiro lugar, Deus comunica ao ser humano, aos profetas que foram escolhidos por ele, de uma forma sobrenatural, ou seja, através de visões e através de sonhos. São estes meios bíblicos que o Senhor diz claramente que usa para comunicar com os seus profetas. E repara, a iniciativa é sempre de Deus, tanto na escolha do profeta, como na visão que é dada ao próprio profeta. O dom de profecia ainda é válido nos nossos dias? É uma excelente pergunta, Tiago. Vamos agora para o Novo Testamento, em Fésios, capítulo 4, diz-nos. E ele mesmo deu uns para apóstolos e outros para profetas, até que todos cheguemos à unidade da fé. Em Atos 2, diz-nos também. E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que o meu espírito derramarei sobre toda a carne.
E ainda em Joel, capítulo 2, há de ser que depois derramarei o meu espírito sobre toda a carne." O que isso significa? Significa, em primeiro lugar, que o Dão de Profecia é um dos dãos que o Espírito Senhor dá à Igreja. E que a promessa não é apenas para a Igreja do passado, mas é para a Igreja ao longo da história. E temos uma promessa especial para a Igrejas nos últimos dias. E este dão existe para a edificação da Igreja. Este dão não foi retirado por Deus. É um dão que é característica do povo de Deus, da Igreja de Deus. E este dão é um dão que está na sua palavra. E devemos nós aceitar todos os profetas? Bom, então, devemos aceitar todos os profetas. Vamos ver o que é que a Bíblia diz.
1ª de João 4.1 diz, amados, não creiais a todo o Espírito, mas provais-se os Espíritos são de Deus. Também em Mateus 7.15 diz, acatelai-vos, pois, dos falsos profetas. Ou seja, respondendo diretamente à tua pergunta, devemos aceitar todos os profetas, a Bíblia diz claramente que não. Porquê? Porque há falsos profetas! A Bíblia não nos ensina a aceitar tudo, nem tudo o que um suposto profeta diz. Mas repara, Deus diz-nos uma coisa. Primeiro, manda-nos provar, manda-nos discernir, ou seja, nós devemos ir à palavra de Deus para ver se aquilo que o profeta diz está de acordo com a palavra de Deus. Porque existem profetas verdadeiros e profetas falsos e só devemos dar ouvidos aos profetas verdadeiros.
Então, se existem profetas verdadeiros e falsos, quais são as características de um profeta verdadeiro? Ok, Tiago, estes são muitos versículos, eu não vou ler os versículos, mas vou citar os versículos e dizer que lição podemos aprender com cada um deles. Primeiro, Isaías 8.20 diz-nos que um profeta deve sempre falar de acordo com a Bíblia. Se contradiz a Bíblia, automaticamente é um falso profeta. Depois em Deuteronómio 13, do versículo 1 a 3, diz-nos que um profeta nunca leva o crente para outros deuses. Então, mais uma vez, está relacionado com o anterior, mas esta questão da adoração ao verdadeiro deus é pertinente. Se um profeta fala em adorar outros deuses, fala de algo diferente daquilo que a Bíblia fala do que é a adoração, é um profeta falso.
Em terceiro lugar, 1 João 4, 2 ensina que Jesus é Deus e veio para nos salvar. Ou seja, um profeta que rejeita a plena divindade de Jesus e rejeita o plano da salvação cumprido na pessoa de Jesus é também, segundo a Bíblia, um profeta falso. Agora, em quarto lugar, Deuteronómio 18, 22. As suas profecias têm de se cumprir. Repara, este texto dá-nos algo de importante. Quando um profeta traz uma profecia, ou seja, quando o profeta traz um acontecimento que ainda não aconteceu e o profeta diz que vai acontecer, esse acontecimento, se não for condicional, tem mesmo de acontecer. Ou então, o profeta é um profeta falso.
Mas reparem. Alguém que diga alguma coisa e isso aconteça, só por si, não significa que seja um profeta verdadeiro. Porque um profeta não pode cumprir apenas esta condição, tem que cumprir todas as condições bíblicas para um profeta verdadeiro. Agora chegámos ao quinto. Qual é o quinto teste bíblico para provarmos um profeta se é verdadeiro ou falso? O primeiro é o de Coríntios 14, 3. O que é que diz? Edifica a igreja e não a si mesmo. Um profeta, que é profeta, mas que traz a glória para si mesmo, ou que aproveita das suas mensagens para arrecadar para si poder, dinheiro, fama, que se edifica a si mesmo e não a igreja, não é um profeta verdadeiro. Porque de acordo com o 1 Coríntios, um profeta tem a função de edificar a igreja e não a si mesmo.
Sexto, Mateus 7,29 diz que um profeta deve falar com autoridade. Ou seja, quando um profeta fala, a sua mensagem deve ser uma mensagem que transmita esta ideia da autoridade. Assim como Cristo, quando falava, quem escutava perguntava-se uns aos outros quem é este que fala com tal autoridade. E em sétimo lugar vamos a números 24-4 e Daniel 10-7-18. Este é um teste fundamental. É que nestes versículos nós vemos que durante a visão o profeta exibe sinais físicos subnaturais que não podem ser imitados por um ser humano. Então todos estes sete testes são fundamentais para nós conseguimos compreender se aquela pessoa é de facto um profeta verdadeiro ou um profeta falso.
Ruben, porque devemos nós seguir as mensagens dos profetas verdadeiros? Mais uma vez vamos à palavra de Deus. 2 Crónicas diz, Ou seja, A profecia traz não para benefício de Deus, mas para benefício do ser humano. Deus quer partilhar uma mensagem especial com o ser humano. E por isso é que a Bíblia diz claramente que aqueles que atendem à mensagem do profeta são pessoas que vão realmente prosperar espiritualmente. Deus usa os profetas para orientar os seres humanos. As suas mensagens trazem-nos segurança espiritual e ignorar a voz de Deus, que obviamente irá trazer consequências espirituais.
Chegámos assim ao fim do nosso estudo bíblico, vimos que Deus escolhe os profetas, comunica com eles e dá critérios claros para distinguir o verdadeiro do falso. Ruben, que desafio esta doutrina nos lança hoje? Hoje vimos que Deus não deixa o seu povo sem orientação. Vimos que Ele fala, que guia, mas também que a Bíblia nos chama a algo muito mais claro. Não aceitar tudo, nem rejeitar tudo, mas provar todas as coisas à luz da Palavra de Deus. Deus convida-nos a abrir a Escritura, a estudar com atenção, a comparar texto com texto e a pedir discernimento ao Espírito Santo. E Ele não pede uma fé cega, pelo contrário, pede uma fé informada, testada e fundamentada na Sua Palavra.
Deus continua a falar e Ele nunca irá contradizer aquilo que já revelou no passado. E se a mensagem for verdadeira, ela levará sempre a Jesus, à obediência, à transformação de vida e a uma fé mais profunda. Hoje, o meu convite é simples e é também um convite pessoal. Decida estudar a Bíblia por si mesmo. Abra a Palavra de Deus, examina as profecias e deixe que a verdade bíblica guie as suas escolhas. Ele prometeu guiar todos aqueles que o buscam com um coração sincero. Que essa seja, hoje, a sua decisão. Obrigado por ter estado connosco. Se deseja estudar este tema com mais calma, peça gratuitamente à revista O Grande Conflito, onde pode ver este, o estudo número 23 da revista.
E pode pedi-lo enviando um SMS ou uma mensagem do WhatsApp para o 933 939291. Até ao próximo Sola Escritura, aqui na Novo Tempo Portugal.