1:00:07Olá, seja bem-vindo mais uma vez ao nosso programa Em Busca da Verdade. É um prazer estarmos juntos e podermos mais uma vez debruçar-nos sobre a Palavra de Deus, a Bíblia, este conjunto de livros inspirados pelo Senhor a profetas e apóstolos ao longo de séculos através dos quais o Senhor revelou verdades essenciais para a nossa salvação, mas também essenciais à nossa vida, à nossa conduta e às nossas escolhas. Por isso, mais uma vez um desafio para, nos próximos minutos, se juntar a mim aqui na Novo Tempo. Estamos também, claro, nas ondas da Rádio RCS e, por isso, vamos neste momento, como é nosso hábito, pedir a Deus que nos abençoe e nos dirija durante este estudo. Junte-se a mim numa pequena prece ao nosso Deus.
Ó Pai, agradecemos-te muito porque podemos estar reunidos, ainda que virtualmente, com muitos daqueles que nesta hora a mim se juntam, mas estamos debaixo da Tua soberania, da Tua autoridade, Senhor, e Te pedimos que a Tua inspiração e a ação do Teu Espírito esteja connosco aqui enquanto estudamos a Tua Palavra e compreendemos coisas tão maravilhosas que Tu deixaste reveladas. Opera essa bênção neste momento, é o que eu te peço, em nome do Senhor Jesus. Amém. Já sabe que, antes de lhe revelar qual é o tema do nosso estudo de hoje, pode seguir-nos particularmente no nosso site novotempo.pt em busca da verdade e aí já sabe que pode, no final deste estudo mesmo, realizar um pequeno teste para testar precisamente o quão bem compreendeu este tema e, claro, pedir que lhe enviemos todo o resumo e a apresentação deste tema.
E também pode, obviamente, entrar em contacto connosco através deste meio que temos à sua disposição. Hoje, vamos, em certa medida, continuar o estudo que fizemos aqui no nosso
último programa. Claro que, dependendo se o está a ver nesta ordem, é o programa número 8, em que falamos sobre a segunda vinda de Jesus. E, claramente, categorizamos esse acontecimento como o mais fantástico. e maravilhoso acontecimento que a Bíblia revela e que nos está profetizado e prometido como um acontecimento, aliás, muito breve. No entanto, nós não poderíamos avançar deste grande tema sem nos focarmos, na verdade, nos sinais da segunda vinda de Jesus. Porque esses sinais dizem-nos muito sobre a nossa preparação, ajudam-nos a compreender e discernir o mundo em que vivemos e o tempo em que vivemos, mas claro, também nos permite estar alerta e vigilantes para o momento da vinda do Senhor Jesus.
Por isso, venha daí para descobrirmos esta magnífica verdade. O que é que temos para descobrir? Vamos obviamente partir deste princípio, para aqueles que ainda não tenham tido a oportunidade de ver o nosso último programa, a grande verdade que podemos dizer que é aquela que na Bíblia, em termos de promessas, mais claramente está estabelecida é a verdade de que Jesus vai voltar. São mais de 1800 referências na Bíblia a este grande acontecimento. Jesus vai voltar a esta terra. relembremos por isso apenas um texto, que parece-me que talvez seja um dos mais relevantes, porque aconteceu no momento em que Jesus estava a deixar esta terra. Foi, aliás, por este texto que começamos o nosso último estudo, portanto, eu gostaria apenas de retomar, vamos dizer assim, para termos aqui um ponto de partida semelhante para todos e esse ponto de partida lemos no livro de Atos, logo no primeiro capítulo, O último momento em que Jesus ainda está nesta terra, ainda fala com os seus discípulos, e no momento em que ele começa a ascender aos céus, aparecem dois varões, dois enviados da parte de Deus, que vão dizer o seguinte aos discípulos e àqueles que testemunhavam a subida aos céus de Jesus, versículo 11 de Atos capítulo 1 diz, varões galileus, porque estáis olhando para o céu?
Esse Jesus que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistezir. E aqui ficou, portanto, uma declaração que já nos diz muito sobre a literalidade da segunda vinda de Jesus, sobre como ela será visível, uma vez que ele virá do céu tal como estava a subir aos céus naquele momento. Sabemos que ele viria para todos os homens e mulheres, os seus filhos, que o quisessem receber. E, portanto, aqui estamos a falar de o início de uma prática e de uma fé cristã que é profundamente adventista no sentido em que o advento tornou-se a marca essencial da fé dos cristãos. Precisamente porque os discípulos viram o Senhor ir e ouviram esta promessa de que Ele há de vir.
Agora, importa focar a nossa atenção num facto muito importante. É que Jesus não apenas assegurou a sua vinda, como nós temos estado a analisar, mas Jesus também foi ele próprio, o autor, podíamos dizer, deste conceito, se quisermos, ou desta grande verdade, a que se tem designado ao longo das eras cristãs pelos sinais dos tempos. Uma expressão, aliás, muito forte em termos até da sua formulação, mas também das implicações, E é curioso porque é uma expressão que tem sido adotada mesmo pelo mundo não cristão. Existem até programas de televisão com este título, artigos e ao longo do tempo tem se tornado como realmente uma expressão idiomática de uma certa forma de olhar a realidade que se passa à nossa volta.
Mas a origem desta expressão é realmente bíblica Foi Jesus que criou este conceito e ele está acima de tudo relacionado com a vinda de Jesus. Onde é que nós podemos encontrar isto? Em Mateus no capítulo 16. Eu vou folhear aqui a minha bíblia, já sabe que junte-se a nós se quiser ter a sua bíblia à mão e rapidamente procurar os textos. Reconheço que às vezes sou rápido aqui na leitura para ganharmos tempo também e pode não ser fácil em casa fazer a leitura, mas claro que pode ir assinalando os textos ou abrindo rapidamente a sua bíblia, se não pode ouvir a leitura que eu faço aqui ou mesmo acompanhar no nosso quadro se nos estiver a seguir na Novo Tempo, a TV Novo Tempo Portugal. Mateus 16, nos versículos 2 e 3, lemos Jesus a dizer o seguinte.
Ele, respondendo, disse-lhes, quando és chegado à tarde, dizeis, haverá bom tempo, porque o céu está a rubro, e pela manhã hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos? Jesus, portanto, estava, de alguma maneira, a exortar estes homens no sentido em que eles eram capazes de discernir o tempo, mas claro, aqui no sentido literal, o tempo que ia fazer, se chovia, se ia estar bom tempo, olhando para o céu, mas Jesus exortava-os a que, na verdade, enquanto crentes e, sobretudo, neste caso, homens conhecedores da palavra de Deus, das profecias em particular, eles deveriam ser capazes de discernir os sinais dos tempos.
Ou seja, olhar à sua volta e perceber que há indicadores do tempo em que vivemos e até dos acontecimentos. Ora, é interessante que no texto ou naquele momento que há pouco, por onde começamos, com a promessa de que Jesus há de vir, Nas palavras que Jesus trucou com os seus discípulos, Atos 1, versículos 6 e 7, vamos encontrar, da boca de Jesus, diretamente, a seguinte declaração. Leia ou acompanhe-me. Aqueles, pois, que se haviam reunido, perguntaram-lhe, dizendo, Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino de Israel? E disse-lhes, Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.
Havia nos discípulos uma grande expectativa de que alguma coisa especial para os tempos próximos acontecesse. Ora, nós sabemos que eles esperavam, apesar de Jesus já lhes ter demonstrado tantas vezes que os seus planos eram outros, continua a perceber-se aqui que os discípulos esperavam um restabelecimento físico, uma grande reforma política em Israel, que estava sob o domínio, obviamente, do Império Romano. Mas Jesus vai mostrar que realmente os tempos e o conhecimento desses tempos pertence a Deus. Ora, podíamos então, assim, à primeira vista dizer que pode aparecer que temos aqui, afinal, uma dificuldade.
Porque se por um lado Jesus dizia àqueles homens que eles não conheciam os sinais dos tempos, agora parece que ele diz que Deus é que é conhecedor do tempo. Portanto, os tempos que Deus estabeleceu, porque no fundo foi isso que Jesus disse, que os tempos estão bem definidos e estabelecidos por Deus. Podemos nós ter uma capacidade de compreender e discernir esses tempos? Temos que ir então a Mateus no capítulo 24. E aí sabemos que estamos num capítulo absolutamente central para a compreensão, por um lado, da vinda de Jesus, mas particularmente dos sinais que apontam para esse grande acontecimento. Jesus no capítulo 24 de Mateus e no 25, porque na verdade é a continuidade, tem um dos seus mais célebres e importantes sermões, muitas vezes chamado sermão profético.
O que é que vai acontecer? Qual é o ponto de partida também deste sermão, destas palavras de Jesus? Vamos ler os versículos 3 e 4. É-nos dito que estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo-lhes, diz-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. E Jesus respondendo disse-lhes, acautelai-vos que ninguém vos engana. Ora reparem, só a partir deste texto, da pergunta que os discípulos colocam sobre se é possível saber exatamente o quê? Saber que se na alavrada vinda de Jesus e do fim do mundo, Sobre este tema, Jesus vai revelar que nós podemos conhecer o que está revelado.
É óbvio que nós não podemos conhecer aquilo que Deus não revelou, mas aquilo que Deus revelou, isso nós podemos conhecer. A tal ponto, isto é verdade, que Jesus afirmou que é possível não sermos enganados. Ou seja, não sermos enganados nem por alguém ou por aqueles que intencionalmente nos queiram distrair ou enganar sobre o tempo em que vivemos, mas também simplesmente não sermos capazes de entender o que se passa à nossa volta. Ora, esta afirmação de Jesus, que não vos deixeis enganar, é suficiente para nos ajudar a compreender E por isso o discurso de Jesus ao longo do capítulo 24 de Mateus e 25, juntamente com muitas outras coisas que depois foram reveladas aos apóstolos, já vamos ler algumas delas, são então suficientes para nos ajudar a compreender estas duas grandes verdades.
Nem tudo é possível saber. É possível saber o dia e a hora em que Jesus vai voltar? Para dar um exemplo, não, não é, porque o próprio Jesus o disse. Mas é possível saber muitas das coisas que vão anteceder essa vinda, é possível saber muito do que se vai passar e das condições em que este mundo estará e como, ou alguns dos episódios que vão conduzir este planeta a esse grande acontecimento, esses sinais no mundo religioso, no mundo político, no mundo social, no mundo natural. Em muitas destas esferas é possível conhecer o que a Bíblia revela e portanto é possível não sermos enganados. Vamos então entrar agora precisamente nesta procura mais densa na palavra de
Deus destes grandes sinais. Mas vamos começar precisamente sobre Jerusalém. um exemplo que nos pode ser, vamos usá-lo na verdade como, não uma metáfora, eu ia dizer uma metáfora, mas não é o termo correto, ele vai servir-nos como um exemplo de como funciona a lógica de entender os sinais dos tempos e entender o que está revelado, como isso pode ter um impacto enorme na nossa preparação para os acontecimentos. Porque, na verdade, Jerusalém foi alvo de palavra profética e revelação do desconhecido. Onde é que nós encontramos isso? Vamos ler algumas das palavras do próprio Jesus sobre a cidade de Jerusalém.
Ora, leia comigo em Lucas, no capítulo 19, os versículos 41 e 42 dizem-nos o seguinte. Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela. Jesus chorou, portanto, sobre a cidade de Jerusalém. Dizendo, ah se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence, mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Nós vemos portanto Jesus com um olhar triste sobre Jerusalém por perceber que Jerusalém não estava capaz de entender a situação em que se encontrava e portanto Jesus lamentava o que ia acontecer em Jerusalém. Mas Jesus vai revelar o que é que ia acontecer, ou parte desses acontecimentos.
Jesus na verdade continua, vamos ler os versículos 43 e 44 do capítulo 19 de Lucas. Porque dias virão sobre ti, dizia Jesus, Jerusalém, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados, e te derrubarão a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação. Repare bem, o quão Jesus aqui é específico sobre acontecimentos que nesta altura ninguém podia prever nem imaginar que acontecesse. Talvez o cenário político naquele momento até estivesse muito distante daquilo que Jesus aqui claramente identifica.
Nós podemos perceber uma descrição muito clara, aliás de uma tática militar, que é fazer um cerco, portanto Jesus vai claramente profetizar um cerco à cidade de Jerusalém, portanto ela estaria sitiada e cercada de trincheiras, estaria estreitada de todos os lados, quer dizer que as pessoas dentro da cidade não conseguiriam sair, portanto a sua vida estava obviamente em grande risco, mas finalmente a cidade seria derrubada, os seus habitantes, portanto os seus filhos, porque obviamente como seria uma coisa para um futuro próximo, talvez aqueles que iriam sofrer mais na pele esta profecia seriam os filhos, precisamente, daqueles que naquele momento ouviam estas palavras e finalmente uma descrição clara de que haveria uma destruição física da cidade de Jerusalém na afirmação não ficará pedra sobre pedra.
Parece haver aqui uma contradição, não sei o que lhe parece, entre por um lado estarmos a dizer que é possível conhecer aquilo que está revelado, mas por outro lado parece haver coisas que são encobertas. Jesus, na verdade, como lemos, dizia a estes homens que o escutavam em Jerusalém, ou um lamento sobre toda a cidade, de que a cidade não conheceu o tempo. Ou seja, não entendeu aquilo que aparentemente estava por revelar, acontecimentos futuros, esses estão sempre por revelar, mas nós compreendemos que é palavra profética. E é por isso que na Bíblia existem profetas e palavras proféticas, porque elas advertem E preparam o tempo por vir.
Na verdade não há nenhuma contradição porque o que Jesus estava exatamente a fazer aqui era a dar conhecimento e revelação sobre coisas que estavam descobertas ou encobertas mas que Jesus queria. desvendar. Voltemos então ao capítulo 24 de Mateus, que eu já me referi aqui e vamos agora fixar-nos um pouco nele porque ele é um discurso precisamente de natureza profética e eu acabei de revelar aqui o que é que podemos entender na Bíblia por um discurso profético. Um discurso que desvenda acontecimentos e portanto que descobre aquilo que pelas razões óbvias históricas, está fechado e selado, porque ainda é, para o futuro. Na verdade, Mateus 24 é um texto que pode ter uma dupla leitura.
Dupla leitura quer dizer que as palavras de Jesus, neste grande discurso, referiam-se a dois acontecimentos distintos. Isto pode, eventualmente, parecer confuso a alguns, que não conheçam tão bem, mas Mas, por um lado, poderíamos dizer o seguinte, para explicar isso, por um lado esta é uma característica de muitos discursos proféticos, desde os tempos do Antigo Testamento, ou seja, há uma leitura mais imediata para o tempo presente e as mesmas palavras têm uma aplicação para o tempo do fim ou para um tempo muito mais à frente, mas neste caso de Mateus 24 não é apenas isso. É algo até mais literal do que isso. É que os discípulos, quando se encontraram com Jesus e o ouviram afirmar alguma coisa sobre Jerusalém e sobre o Templo de Jerusalém em particular, fizeram uma dupla pergunta.
Nós, na verdade, já lemos. Há pouco não dei detalhe, não mencionei com particularidade, mas a verdade é que os discípulos, quando ouviram Jesus dizer, ao olhar para o Templo, não ficará aqui pedra sobre pedra, isso, claro, causou-lhes uma grande indagação e curiosidade. E então eles perguntaram a Jesus, primeira pergunta, quando serão essas coisas, o não ficar pedra sobre pedra, portanto alguma coisa literal, para breve, que acontecerá em Jerusalém, mas também perguntaram porque entenderam que nas palavras e nos discursos de Jesus havia algo mais escatológico, ou seja, mais relacionado com o fim deste mundo não apenas de Jerusalém, por isso também perguntaram que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Por isso é que em Mateus 24 nós vamos encontrar Jesus a dar a resposta muito específica a cada uma destas perguntas.
E aqui, nós vamos encontrar mais uma vez, tal como já lemos em Lucas 19, mas agora em Mateus 24, também há algumas, mais alguma revelação sobre o que iria acontecer em Jerusalém. Repare o que diz, o que disse Jesus profeticamente. Mateus 24, vamos ler partes entre o versículo 16 e 20. Os que estiverem na Judeia fujam para os montes. Judeia, precisamente onde estava Jerusalém. E quem estiver sobre o telhado não deixa atirar alguma coisa de sua casa. E quem estiver no campo não volta atrás a buscar as suas vestes. Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias. E orei para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado.
Não vamos entrar aqui em grandes detalhes, mas repara como Jesus, na verdade, foi muito detalhado sobre o que aconteceria naquele tempo e, sobretudo, na grande perplexidade que estes acontecimentos, quando as tais pedras sobre pedras que não ficariam de pé, Jesus prepara os seus seguidores para o facto de que seriam dias muito difíceis, de grande tribulação, e que seria bom que muitos conseguissem escapar a esses acontecimentos. Não vamos sequer se porventura isto não é do seu conhecimento, não vale a pena esconder mais nada. Estas palavras que nós lemos há pouco em Lucas 19 e agora lemos em Mateus 24 são uma revelação profeta que é uma descrição ao detalhe daquilo que vem a acontecer precisamente em Jerusalém no ano 70 da era cristã.
Um episódio aliás muito conhecido, neste caso o general Tito de Roma comandava as tropas que fizeram um enorme cerco a Jerusalém. Lembra-se das palavras que lemos há pouco desse cerco? Ele na verdade durou praticamente 4 meses nos quais as pessoas não podiam sair nem entrar. morreram de fome, aconteceram coisas drásticas e dramáticas durante esse período e finalmente a cidade é conquistada e mesmo se o próprio general Tito, segundo alguns relatos e enfim, a própria liderança romana não queria que isso acontecesse, a verdade é que havia como que lá está um fogo profético que fez com que os soldados acabaram por lançar fogo e por destruir a cidade, ela foi queimada O Templo de Jerusalém foi totalmente destruído, aliás eu trouxe aqui uma pequena imagem, não em Jerusalém, mas depois de um monumento que foi criado em Roma, que celebrizou, através de dizeres e de algumas esculturas aqui esculpidas neste neste magnífico monumento de estilo romano, onde ficou o registro histórico do que a Roma considerou, claro, para si, como uma grande conquista, porque os judeus tinham iniciado, alguns anos antes, uma guerra, numa tentativa de criarem a sua autonomia e independência.
Aliás, poucos anos antes, tinham tido algumas vitórias que deram, aliás, aos líderes judeus uma perceção de que se calhar poderiam vencer esta guerra e depois foram, realmente, barbaramente e drasticamente esmagados. É interessante também que a história registra que os cristãos, portanto aqueles que tinham dado ouvidos e continuavam atentos à palavra dos discípulos e à palavra de Jesus, os cristãos na verdade estavam advertidos pelo Senhor Jesus para esta realidade e por isso muitos cristãos fugiram a tempo da cidade. E conseguiram escapar a este martírio porque deram ouvidos à palavra profética. Dito de outra maneira, muitos cristãos neste tempo, já assumidamente seguidores de Cristo, da doutrina cristã, foram homens e mulheres que estavam atentos aos sinais dos tempos.
Começaram a interpretar a realidade à luz daquilo que Jesus, enquanto profeta, tinha anunciado e advertido. Ora, repare que eu tomei este tempo para lhe mostrar o significado e um exemplo prático e real que a história tem registro, para lhe mostrar como a compreensão dos sinais dos tempos e uma atenção à palavra dos profetas pode salvar a nossa vida, pode preparar-nos para os acontecimentos, pode dar-nos um olhar completamente distinto sobre o que se passa à nossa volta. Agora, vamos ser claros, se o próprio Jesus deixou palavra e revelação profética sobre um acontecimento específico na história, que não é um acontecimento sequer global, teve a ver com a cidade de Jerusalém, quanto mais a Bíblia nunca nos
poderia deixar sem luz, portanto, em trevas, sobre o mais importante acontecimento da história, incomparavelmente mais relevante e, sobretudo, global, com consequências eternas, falo-lhe, claro, da volta de Jesus. Era impossível a Bíblia deixar a revelação sobre o que aconteceria no ano 70 em Jerusalém, ano 70, e não deixar muito mais profunda e evidente revelação sobre aquilo que acontecerá neste planeta em preparação para a volta do Senhor Jesus. É por isso que eu agora o convido Alguns minutos a fazermos aqui uma viagem, como costumo dizer, porque vamos ler vários textos e entender como eles encaixam, sistematizar este conhecimento que a Bíblia nos deixou sobre os sinais que anunciam, mas não apenas anunciam, nos preparam para a segunda vinda de Jesus.
Vamos começar esta viagem. Primeiro sinal, e aqui a ordem obviamente não é nem de importância nem uma ordem cronológica, uma ordem que eu selecionei talvez para ser o mais claro e o mais fácil possível para nós entendermos. Primeiro sinal que a bíblia nos aponta, líderes religiosos falsos. Portanto estamos a falar de sinais no mundo religioso. que seria um alerta à medida que nos aproximamos do tempo do fim e da manifestação da segunda vinda de Jesus. Lemos isto em Mateus 24, que será o capítulo principal da nossa análise, precisamente porque é a resposta, lembre-se de Jesus, à pergunta que sinais haverão do fim do mundo e da tua vinda, embora vamos também ler outros textos.
Mas em Mateus 24, noto que o versículo 5 e o versículo 24 que diz o seguinte, muitos virão em meu nome, no nome de Cristo, dizendo, eu sou o Cristo, mas enganarão a muitos, porque surgirão falsos Cristos, falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios que se possível fora, enganariam até os escolhidos. Repare que o Senhor Jesus foi muito claro em nos dizer que no mundo religioso haveriam muitas manifestações de engano. A leitura destas pessoas que serão, que enganarão a muitos passando por Cristo, não é uma leitura apenas personalizada em indivíduos que surgem à esquerda, à direita e que dizem, ah, eu sou Cristo, ou sou a encarnação de Cristo.
Na verdade, ao longo da história têm aparecido vários, mas são situações muitas vezes isoladas e às vezes até sem nenhuma relevância à escala global. Por isso devemos olhar para estes falsos cristos e falsos profetas mas como grandes movimentos religiosos que enganam, portanto, a muitos, que são de escala universal, de pessoas, de lideranças religiosas e de movimentos globais e universais cristãos que, na verdade, enganam as pessoas tomando o lugar de Cristo. Esse lugar é tomado por homens. líderes religiosos. A força destas lideranças religiosas falsas que até fariam sinais, apareceriam prodígios, aparições aqui ou ali e aparentes evidências e manifestações religiosas que não fariam senão enganar ou tentar enganar os filhos de Deus e o seu povo.
Em segundo lugar, um outro sinal que fomos advertidos à medida que nos chegamos ao tempo do fim é o ceticismo em relação a Deus, às coisas sagradas e um afastamento de Deus. Repare que é uma espécie de continuidade do sinal anterior. Se por um lado durante muito tempo nós assistiríamos especialmente a este engano no mundo religioso chegaríamos a um tempo em que, como que Numa linha totalmente diferente, os homens seriam conhecidos por serem céticos e se afastarem da fé. Vamos ler alguns textos, neste caso nas palavras do apóstolo Pedro 3, no capítulo 13, os versículos 3 e 4 e também as palavras do apóstolo Paulo Timóteo, 2 Timóteo 3, versículos 1 e 4.
Veja, os últimos dias virão escarnecedores. E quem serão estes homens escarnecedores? Eles vão escarnecer de quê? Escarnecer é gozar, fazer pouco. dizendo, eles vão dizer, onde está a promessa da sua vinda. Homens que olharão para as promessas, para a palavra de Deus, portanto, e a profecia, escarnecerão do que está escrito. Mas Timóteo, a Timóteo Paulo disse, nos últimos dias haverá homens, e depois de caracterizar estes homens, de várias formas, já vamos ler aliás, um dos pontos-chave da característica dos homens nestes últimos dias, é que serão mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. Portanto, um foco no hedonismo, no prazer e portanto o afastamento das coisas sagradas.
Mas a bíblia também revela sinais dos tempos no mundo natural e no mundo natural fomos advertidos particularmente para a força e a intensidade de desastres naturais. Vamos ler duas passagens em Lucas no capítulo 21 e 25 e em Mateus 24. Trata-se do mesmo discurso, mas, claro, os apóstolos deram-lhes algumas nuances ou escreveram detalhes daquilo que ouviram e que se recordavam. Repara, Jesus disse, Havrá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas, Haverá, dizia Jesus, terremotos em vários lugares. Percebemos, portanto, que o conceito deste sinal dos tempos é de como que uma convulsão no mundo natural, como que se a natureza também gemesse e apontasse para acontecimentos importantes.
Por outro lado, Jesus advertiu para a existência de guerras e de conflitos que, diríamos, sempre aconteceram conflitos, povos que guerrearam, mas, nos sinais dos tempos, eles apontam para o fim por trazerem uma nova escala global a estes grandes fenómenos, no fundo, que são fenómenos sociais, políticos, militares, geoestratégicos e políticos. Repara o que Jesus disse a Mateus no capítulo 24, versículos 6 e 7. Ouvireis de guerras e de rumores de guerras. Como? De que forma? Se levantar a nação contra nação, reino contra reino. E estas nações e estes reinos estarão levantados uns contra os outros.
Percebemos, portanto, esta dimensão de conflitos globais. O mundo, ao nível social, também sofrerá de forma dramática acontecimentos e experiências que nos apontam também como sinais deste tempo que se aproxima. Jesus afirmou, Mateus 24, agora no versículo 7, haverá fomes e pestes e terrobotes em vários lugares, porque é a continuidade do texto que já lemos há pouco. Jesus advertiu para estas fomes e pestes que estarão em vários lugares, portanto mais uma vez esta ideia de uma dimensão global, de uma escala nunca vista. Mas a Bíblia também nos adverde para estes tempos de uma maneira mais focada na experiência dos homens, o que serão as pessoas e as sociedades.
Portanto, o apóstolo Paulo fala-nos de um sinal muito importante que são a perda de valores na sociedade, nas relações humanas. Repara o que lemos em Suna Timóteo 3, versículos 1 a 5. Nos últimos dias, lá está, sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes ou sem moderação, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Não olhamos nós para este relato e percebemos como o mundo tem caminhado num sentido de uma perda de valores.
Aparentemente vão-se ganhando certos valores, muitas vezes ditos humanistas, mas nós percebemos que a sociedade e cada homem, aliás numa sociedade cada vez mais individualizada, que é uma característica da evolução dos tempos, que tem permitido as condições para cada uma desta perda de valores. Poderíamos, portanto, falar, ligado a este sinal, de uma forma mais abrangente, a Bíblia fala-nos de um sinal dos tempos que é a decadência moral que será vista na experiência humana. Repare mais uma vez o que Jesus revelou. Mateus 24, vamos ler os versículos 12 e 37. Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. E como foi nos dias de Noé, assim será também na vinda do Filho do Homem.
Ora, não sei se conheço ou não o relato, muitos de vós com certeza, mas o que é que aconteceu nos dias de Noé? Quais eram as condições dos dias de Noé que fizeram com que o Senhor enviasse um dirúvio universal? Nós não precisamos de estar a ler, eu vou apenas relembrar ou citar que foi o próprio Deus que disse a Noé que a maldade, o gênio para fazer o mal era tanto que Deus considerou que tinha de haver como que uma limpeza na terra, um recomeço na terra. Ora, somos advertidos que como acontecimentos que preparam o fim e a volta do Senhor Jesus, a decadência moral será semelhante ou comparável àquela dos dias de Noé.
E o último sinal que lhe vou apresentar nesta lista, antes de depois revelar-lhe algo absolutamente extraordinário que a Bíblia tem para si, eu mostro-lhe que Jesus também profetizou, como um dos sinais dos tempos, a pregação do Evangelho, das boas novas do Reino de Deus, da salvação em Jesus Cristo, mas particularmente uma pregação associada ao anúncio da vinda de Jesus, Uma preparação para o tempo do fim, aquilo que nós podíamos designar como uma pregação global do Evangelho. Jesus profetizou que esse seria um dos sinais de preparação para a sua vinda. Mateus 24, lemos agora no versículo 14. Repare como uma lista de acontecimentos que acabámos de descrever, em oito pontos, nos ajudam a perceber o contexto no qual este mundo vai ser encontrado antes da vinda de Jesus.
Olhando apenas para esta descrição em 8 pontos, naturalmente que qualquer um de
nós facilmente diria, uau, isto parece uma descrição do mundo em que vivemos, sobretudo se olharmos para a história e percebermos a evolução do mundo. Mas claro que há uma pergunta ainda muito importante, quando é que estas coisas seriam vistas? Será que nós podemos encontrar alguma revelação ainda mais específica na Bíblia que nos ajude a entender quando é que nós, a partir de que momento, é que deveríamos estar especialmente atentos a estes acontecimentos? Para lhe mostrar que há uma resposta a esta pergunta, precisamos de entender que os profetas revelaram um sinal dos tempos que é absolutamente central, é uma chave para entender o tempo em que vivemos. Eu proponho lermos esse sinal, talvez naquela que podemos dizer que é a primeira referência bíblica A esse acontecimento chave, lemos isto nas palavras ou na revelação dada ao profeta Daniel, no capítulo 12, o versículo 4, leia comigo.
Tu, Daniel, dizia o anjo a Daniel, o profeta, encerra estas palavras e cela este livro até ao fim do tempo. muitos correrão de uma parte para a outra, o conhecimento se multiplicará. O que é que nós encontramos aqui? Uma referência clara a uma nova era profética. Porquê que é uma nova era? Porque o próprio anjo vai designar essa era a Daniel como o fim do tempo. Reparem que o anjo não está a dizer que a história vai terminar nesse momento ou que Jesus vem. Ele diz que as palavras deste livro, portanto o livro de Daniel, estariam como que encerradas ou seladas ou guardadas até o início desse período profético, que eu estou a chamar-lhe uma nova era profética, E que também nos é dito como segundo elemento de que esse tempo começaria quando o conhecimento se multiplicasse.
Ora, o conhecimento, obviamente, sobre as palavras deste livro que estão seladas. Portanto, nós podemos dizer que um sinal que foi revelado ao profeta Daniel dizia respeito ao início de um novo período profético chamado tempo do fim, o fim dos tempos e que ele coincidiria com uma redescoberta da profecia, precisamente porque essa redescoberta conduziria o povo de Deus, o verdadeiro povo de Deus e todos os que queiram estar atentos a perceber o tempo em que vivemos. Por isso eu gostava hoje de ajudá-lo nesta incrível descoberta para compreendermos quando é que isto aconteceu e que acontecimentos é que estão em causa, porque é possível fazê-lo.
Aliás, é mesmo neste texto, em Daniel capítulo 12, agora veja, logo à frente, no versículo 7, vamos ter aquela que é Realmente a grande revelação em termos perféticos, uma profecia cronológica, portanto que implica tempo e que foi dada a Daniel para que ficasse registada. Nós sabemos que ele não iria compreender, o anjo tinha-lhe dito, isto não é para tu compreenderes, este livro vai ficar selado, mas ficou ali uma referência em relação a esses acontecimentos. Uma referência profética e cronológica. Venha descobrir então comigo qual é. Ouvi o homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio, repara, é Daniel que está a descrever, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para.
Portanto, estes acontecimentos que nós acabamos de ver, o tempo do fim e a redescoberta das profecias, seria para um tempo, tempos e metade de um tempo. Expressão que nós precisamos de descodificar mas que revela um tempo cronológico. Quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas. Nós percebemos então que aqui está uma referência precisamente ao tempo e que os acontecimentos revelados na profecia é neste lugar que vão acontecer. Ora, a expressão um tempo, tempos e metade de um tempo, ela na língua hebraica representa aquilo que nós diríamos de uma forma, se quiser mais clara, um ano, dois anos e metade de um ano.
Porque é isso que as expressões implicam, aliás, até noutras utilizações da própria expressão na Bíblia. Estamos, portanto, a falar de 1260 dias simplesmente fazendo as contas. Talvez alguém diga assim, mas parece um bocadito casual, agora vamos ler aqui 1260 dias de repente. Repara, não é de repente, nem é uma invenção meia louca da minha mente neste momento, ou meia fantasiosa talvez diria, porque na verdade esta profecia é a profecia cronológica mais vezes mencionada na bíblia e portanto que mais clareza tem, foi aquela que Deus quis deixar com maior amplitude para que os profetas pudessem revelar e aqueles que estudam e ouvem as palavras da profecia pudessem descobrir.
Repara, eu não vou fazer aqui a leitura destes textos, mas deixo-lhe esta referência. São 7 textos na bíblia nos quais este tempo é revelado. Daniel 7.25, 12.7 e depois 5 vezes uma referência a estes 1260 dias no livro do Apocalipse entre, e isto é importante, entre o capítulo 11 e o capítulo 13. Nestes 3 capítulos centrais no livro do Apocalipse nós encontramos 5 referências a esta profecia. O que é que estas 7 revelações que aparecem na Bíblia sobre este tempo, o que é que elas nos ensinam? E claro, eu estou a fazer um resumo para que compreendam o que está por trás desta revelação e a seguir já vamos então lê-la com mais detalhe.
As revelações sobre este tempo profético, designado como 1260 dias, implica ou revela-nos o início de um tempo especial que antecede o fim. Portanto, o tempo do fim é um período de tempo que antecede a vinda de Jesus. A revelação nestes 7 textos ajuda-nos a compreender que estes 1260 dias terminam um longo período de perseguição religiosa. É isso que as profecias nos indicam. Portanto, haverá um tempo de 1260 anos de perseguição religiosa que terminará e, portanto, dará início a uma nova era neste planeta, em termos proféticos, uma era de liberdade para o povo de Deus agir.
Podemos saber que tempo foi este? Podemos. Venha descobrir isso comigo. Apocalipse capítulo 12 versículo 6. A mulher fugiu para o deserto onde já tinha um lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante 1260 dias. Eu trouxe-lhe aqui, neste caso, duas referências daquela lista de 7 no livro do Apocalipse a propósito deste tempo. Sabemos, portanto, que é um tempo durante o qual a mulher, que na profecia bíblica significa o verdadeiro povo de Deus, o povo de Deus foi protegido durante 1260 dias, precisamente porque é um tempo de perseguição. E em Apocalipse 13, que nos revela quem serão os agentes dessa perseguição, veja o que nos é revelado mais uma vez sobre este tempo.
Foi-lhe dada uma boca a um grande poder que contendia contra o povo de Deus para proferir grandes coisas e blasfémias e deu-se-lhe poder para agir por 42 meses. Alguns podem dizer 42 meses, parece surpreendente, ainda não tínhamos falado sobre esse termo aqui. Na verdade, Deus teve a graça e a misericórdia de deixar esta revelação com diferentes expressões ou palavras que nos ajudam a compreender assim que não pode haver confusão, refere-se exatamente ao mesmo tempo profético. 1260 dias. Um ano, dois anos e metade de um ano ou 42 meses são referências proféticas que se aplicarmos o princípio profético via ano, ou seja, cada dia na revelação profética, textos como números 14 ou Ezequiel 4 ajudam-nos a entender isto.
Estou apenas a citá-los agora porque este é um princípio claramente aceite e bíblico. Isto significa o quê? que esta profecia de 1260 dias ou 42 meses corresponde na verdade a um tempo real de 1260 anos. E o que é que aconteceu durante este tempo? Foi um tempo de perseguição ao povo de Deus. Foi um tempo que aqueles que procuraram manter a pureza do Evangelho tiveram que se esconder, fugir e manter essa pureza o mais resguardada possível.
Foi um tempo que aqueles que buscaram conhecer a Bíblia Porque esta é a característica daqueles que são em todo o tempo designados como povo de Deus. São aqueles que estão interessados em conhecer e ser fiéis à Bíblia e procuram manter a pureza do Evangelho. Estes foram perseguidos durante 1260 anos. Isto é uma evidência histórica de que a supremacia daquela que foi a igreja histórica com a sua sede em Roma, que dominou durante séculos de diferentes formas, mas que elas foram essencialmente uma aliança entre uma forma de autoridade e supremacia religiosa mas também civil, a igreja concede em Roma com a sua autoridade na figura do papado como liderança mundial e exerceram precisamente, como é reconhecido aliás da história, e exerceram grande perseguição àqueles que consideravam como hereges.
Agora, podemos nós definir o que é que aconteceu e o que são estes 1260 anos? Podemos. E eu vou ajudá-lo ainda a descobrir que podemos identificar os exatos acontecimentos que, repara, a profecia não nos diz os acontecimentos, a profecia diz-nos o tempo histórico e nós Creendo na profecia, temos que olhar para a história. É essa visão historicista da profecia. Ou seja, ela é intensa através da análise da história. Agora, repara o que a história nos revela e nós não temos que tentar forçar a história. Temos que analisar se podemos dizer que durante exatos 1260 anos este poder religioso, que foi ao mesmo tempo civil, e religioso, exerceu este domínio.
Repare agora em dois acontecimentos históricos que eu chamar a sua atenção. No ano 534 d.C. foi concluído ou concluída a formulação daquele que é designado como o Código Justiniano. O que é que aconteceu durante este tempo? Este código estabelecia como lei o Cristianismo Ortodoxo. que estabelecia, portanto, que o cristianismo, na sua ortodoxia, enquanto religião oficial a ser, vamos dizer, acedida pelos Estados, tornava-se como uma lei universal. Este édito, este código colocava o Papa como a cabeça, a liderança global da cristandade e ordenou, portanto, que todos os grupos cristãos e todas as nações se submetessem à sua autoridade, que tinham o poder civil, de sentenciar à morte aqueles que estivessem fora desta autoridade.
Mas, se é verdade que este código foi concluído no ano 534, foi no ano 538 da Era Cristã que este código foi legalmente promulgado e implementado no fim de um cerco que existiu a Roma e este cerco precisamente terminou no ano 538, é chamado a Guerra Gótica Aliás, essa guerra continuou até 553 e esse é o ano em que os ostrogotes foram finalmente expulsos. Mas o ano 538 é, sobretudo mais do que do ponto de vista militar, é do ponto de vista legal o ano em que foi promulgado e implementado o Código Justiniano. A partir do ano 538, de uma forma legal e formal, os cristãos e as nações cristãs estiveram sobre a jurisdição e a autoridade religiosa de Roma.
Mas até quando é que este tempo durou? Este tempo durou até o ano de 1798, depois de Cristo. em que as chamadas revoluções seculares, que obviamente tiveram o seu grande apogeu na revolução francesa e na expansão imperial de Napoleão, fizeram com que o Papa Pio VI fosse capturado e exilado às mãos do General Berthier, General das Armadas de Napoleão, E isto fez com que o código justiniano, que eu já me referi, promulgado e implementado em 538, esse era um código obviamente que tinha uma natureza religiosa e civil ao mesmo tempo, foi substituído pelo código napoleónico, este um código de natureza secular, precisamente promulgado na história como o projeto de lei número 8, no dia 15 de fevereiro de 1798.
E assim nós conseguimos compreender que de forma absolutamente incrível o senhor deixou nas escrituras 7 vezes uma referência a este tempo profético. Ora, este tempo corresponde precisamente aos 1260 anos que o senhor advertiu.
No final destes 1260 anos ainda se lembra o que foi revelado ao profeta Daniel? Que esse seria o início do fim dos tempos. que entraríamos numa era em que este mundo se estaria em preparação para esse grande acontecimento. Podemos nós, agora, considerar, portanto, que o olhar mais atento e importante da história profética, na verdade, não são os 1260 anos, porque durante esse tempo nós sabemos o que aconteceu Perseguição ao povo de Deus, uma supremacia religiosa e civil por um poder religioso que nós sabemos e já o identificamos. Mas neste momento precisamos de perguntar, depois de 1798, podemos nós olhar para o mundo e olhar para aqueles, lembra-se daqueles oito sinais dos tempos que Jesus nos advertiu?
Se for verdade esta interpretação profética, então nós poderemos dizer que depois de 1798, portanto século XIX e século XX, teríamos que conhecer um enorme aprofundamento de cada um daqueles sinais. Eu trouxe para si, por isso mesmo, uma lista de alguns dos sinais mais relevantes que nos mostram que este mundo, este planeta, entrou numa era incrivelmente distinta da era anterior, com sinais e acontecimentos que tornaram evidentes aos olhos de qualquer pessoa que esteja atenta, os sinais que Jesus nos advertiu lá em Mateus 24. em até 1783 nós tivemos a independência dos Estados Unidos como um momento chave para compreender a história e esta nova ordem mundial e profética.
Em 76 obviamente a declaração da independência unilateral no 4 de julho mas que depois no Tratado de Paris é reconhecida em 1783. Repare que é precisamente neste período de tempo, entre 1789 e 1799, que nós temos a Revolução Francesa, que é o momento absolutamente chave para uma nova ordem política, filosófica, humanista no mundo. Os valores alteram-se completamente de uma lógica religiosa para uma lógica secular a partir desse momento. Repare que é neste momento, note que a data é impressionante, 1799, que nós temos a primeira sociedade, vamos dizer, de natureza religiosa, bíblica, que trouxe com o surgimento das sociedades bíblicas, a primeira delas depois em 1804, que vai trazer um rejuvenescimento de quê?
Do conhecimento e do estudo da Bíblia. Em 1844 vamos conhecer o movimento milerita nos Estados Unidos, que é talvez o exemplo mais profundo de um movimento maior que foi um grande revivamento profético, como começou a acontecer precisamente no início e a meados do século XIX. Repare que é precisamente durante este período, em 1848, que nós vamos ter o édito do manifesto comunista de Karl Marx e Engels. Este tratado, este manifesto, sabemos que deu origem a uma nova forma e uma nova revolução social de natureza profundamente secular. Então nós temos por um lado A Bíblia que é aberta, as missões que se vão expandir, mas por outro lado, novos ventos seculares.
Repare que em 1859, mais uma força no sentido de uma visão secular, nós temos Charles Darwin e a edição, a sua primeira edição do livro Origem das Espécies, com tudo o que ele representou na história. Mas precisamente durante este período, a começar em 1793, com as grandes missões à Índia e à China. E até 1875 considera-se que é um período no qual o ressurgimento das missões cristãs, agora não na forma de cruzadas, mas de verdadeiras missões para a proclamação do Evangelho, tornaram-se parte da natureza, vamos dizer, da ação das igrejas, particularmente das igrejas protestantes e da reforma protestante.
Noto agora ainda a terminar esta nota. O crescimento da população mundial, repara que neste quadro, nós até o ano de 1800, portanto, noto bem os acontecimentos e como eles se encaixam na história, até o ano de 1800, A demografia mundial levou-nos ao primeiro bilhão ou milhar de milhões de habitantes na Terra. Repare que a partir daqui, nos 123 anos seguintes, aquilo que levou milénios em termos de demografia a acontecer, levou apenas 123 anos, em 1930 já tínhamos 2 mil milhões de habitantes na Terra, mas note neste quadro como esse número vai-se multiplicar em espaços cada vez mais curtos O terceiro milhar de milhão levou apenas 30 anos e depois 15, 12 e mais 12, 13 para que a demografia multiplicasse.
O que é que esta mudança paradigmática na demografia mundial, precisamente, que acontece a partir do ano 1800, o que é que ela vai provocar? Vai provocar que o século XX, foi o século que teve mais fomes globais e letais de toda a história. Estão estimados que só no século XX morreram 70 milhões de pessoas de fome, tal como Jesus tinha profetizado que no tempo do fim seria o início das dores. Repare que a primeira e a segunda guerra mundiais, e podíamos ainda referir a guerra civil russa e chinesa, Estas quatro guerras são sozinhas responsáveis por mais mortes que talvez todas as guerras da história dos séculos anteriores. E poderíamos ainda olhar para um ressurgimento de catástrofes naturais, fenómenos naturais nunca pensados até então como o caso da poluição e dos seus efeitos devastadores no mundo natural.
Repare que antes da falta-me o termo, antes da importante revolução industrial e todos os fenómenos desenvolvidos a partir da revolução industrial, nós vamos encontrar os fenómenos da poluição e portanto a capacidade do homem de destruir a natureza, coisa que até então era literalmente impossível porque o homem apenas usava de uma forma natural os elementos E aquilo que hoje nós falamos e que temos já fortíssimas evidências científicas que é o aquecimento global. Tudo isto vai acontecer no século XX, tornando este século, depois do tempo profético, um século no qual todos os sinais que Jesus tinha predito e profetizado se vão manifestar como nunca antes na história.
E, finalmente, note que Apocalipse, no capítulo 12 e no versículo 17, deixa-nos
um último e importantíssimo sinal. Diz-nos que o dragão, Satanás, irou-se contra a mulher, o povo de Deus, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. Significa que este sinal particular no mundo cristão se manifestaria no surgimento de um povo fiel aos mandamentos de Deus e fiel ao testemunho de Jesus Cristo. Nós teremos a oportunidade de falar de uma forma mais profunda, mas precisamos de compreender que profeticamente estava revelado que Satanás que na sua história, na história da civilização sempre atentou contra o povo de Deus, finalmente Satanás iria ter uma luta particular contra um povo que se manteria fiel, esse remanescente até quando?
Até à vinda do Senhor Jesus. Depois desta análise claríssima, creio que todos precisamos de compreender que este é o tempo, mas este é o tempo sobretudo de fazermos alguma coisa, de estarmos atentos aos sinais, como Jesus nos disse, aprendei da parábola da figueira. Porque nós olhamos para a árvore e sabemos que o fruto está próximo. Este é o tempo, como Jesus nos disse, de manter uma atitude vigilante. Por isso Jesus dizia, vigiai, porque não sabeis a hora em que há de vir o vosso Senhor. É tempo de vigiar. Mas este é também. o tempo de viver com esperança e com alegria. Porque Jesus disse, quando vires acontecer todas estas coisas, e hoje eu tomei o tempo de as descrever aqui de uma forma tão clara, que eu espero que tenha sido evidente para si, na sua mente, mas também no seu coração.
Porque este não é um tempo para medo do fim, nem para perplexidade. A perplexidade é para quem não conhece os tempos, nem entende a palavra da profecia. Para os que a conhecem, Jesus disse, este é o tempo de olhar para cima e de ter esperança e alegria. Porquê? Porque a nossa redenção está próxima. Jesus está perto. A sua segunda vinda vai cumprir-se muito em breve. Os sinais apontam nesse sentido e por isso este é um tempo de preparação, de vigilância e de alegria. Que Deus o ajude a ter essa experiência. Amém. Até ao próximo programa, se Deus quiser.
e aí.