28:00Olá, seja bem-vindo. Estamos de regresso para o segundo programa desta nova temporada do Em Busca da Verdade, um programa onde nos propomos estudar de uma forma sistemática a Bíblia, tema após tema, para descobrir algumas das grandes verdades que o Senhor deixou reveladas na sua palavra para nós, seus filhos, para o seu povo, a sua igreja e todos aqueles que querem conhecer de uma forma mais profunda o nosso Deus. Por isso, obrigado por estar desse lado. Já sabe que pode ficar em contacto connosco, além dos contactos habituais da Novo Tempo. que podem servir para enviar alguma pergunta, quem sabe até pedir algum esclarecimento sobre algum dos versículos ou das reflexões que vamos aqui fazer, mas aproveita já para lembrar que se quiser receber a apresentação que irei usar aqui neste estudo e ficar, portanto, com todo o estudo, todos os textos bíblicos e alguns pequenos comentários para poder, quem sabe depois em sua casa, poder aprofundar este tema, temos todo o gosto em fazê-lo Temos para isso um link à sua disposição onde pode entrar, responder no final deste estudo, eu sugiro que o faça logo assim que terminarmos o estudo, pode ali responder algumas perguntas para ver até que ponto integrou os conhecimentos e depois então pedir para receber este estudo.
Vá portanto a novotempo.pt barra em busca da verdade.
Vamos, antes de abrir a palavra a Deus, vamos pedir a bênção e a presença de Deus connosco. Convido, por isso, em reverência, neste momento, orarmos ao nosso Deus. Pai do Céu, queremos agradecer-te muito pela oportunidade de aqui estarmos reunidos na Novo Tempo e, através de um ecrã, ainda assim sabermos que estamos uns e outros na Tua presença. Abençoa-nos com a influência do Teu Espírito Santo para que, ao abrirmos a Tua Palavra, ao olharmos para Jesus, o Mestre, sejamos capazes de entender a Tua Palavra e aplicá-la, sobretudo, na nossa vida. Esta oração aprece que Te fazemos nesta hora em nome de Jesus.
Obrigado por estar connosco neste que é o segundo tema desta nova série, segunda temporada do programa Em Busca da Verdade. Serão 15 programas. Estamos neste momento no segundo. O título deste programa, pode já vê-lo no ecrã, Pescadores de Homens. Porquê este título? Porque, na verdade, volto a lembrar, para eventualmente aqueles que não tenham visto o nosso primeiro programa, Se foi o seu caso, pode com certeza, no Youtube da Novo Tempo em especial, fazer a pesquisa e encontrar o nosso primeiro programa. O nosso método para esta temporada está a ser basear-nos em histórias da vida de Jesus, E a partir dessas histórias, então, explorarmos esse conhecimento e o tema que essas histórias evocam ao longo de toda a Bíblia.
Para isso, vamos então descobrir. O que é que há para descobrir hoje? Vamos descobrir através do texto que se encontra em Lucas, no capítulo 5, e vamos ler os primeiros versículos. Do primeiro versículo ao número 11. Vamos então começar com esta leitura. E aconteceu que, apertando a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré. E viu estar dois barcos junto à praia do lago e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes e entrando num dos barcos, que era de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra e assentando-se ensinava do barco a multidão. E quando acabou de falar, disse a Simão, faz-te ao mar alto e lançai as vossas redes para pescar.
E respondendo Simão disse-lhe, mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhámos, mas porque mandas, lançarei a rede. E fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes e rompia-se-lhes a rede. E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para que os fossem ajudar. E foram e encheram ambos os barcos de maneira tal que quase iam a pique. E vendo isso, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo, Senhor, ausente-te de mim porque sou um homem pecador. Pois que o espanto se apodrar dele e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca que haviam feito. E de igual modo também Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão.
E disse Jesus a Simão, não temas, de agora em diante serás pescador de homens. E levando os barcos para a terra, deixaram tudo e o seguinte. Note que, quando olhamos para esta história, nós percebemos que, nesta altura, a popularidade de Jesus estava a dar os primeiros passos. Mas a verdade é que já se fazia sentir. Muitas pessoas já tinham uma possessão clara da obra do ministério de Jesus. Uma multidão, por isso, desejava ouvi-lo. As palavras de Jesus eram palavras, podemos dizer, de vida, como aliás o apóstolo João registou no capítulo 6 de João, em que realmente ali é referida que as suas palavras eram vida e as pessoas que o ouviam sentiam essa vida.
Então, nesta ocasião, vamos agora comentar um pouco e tentar entender um bocadinho melhor este texto e algumas das suas implicações. Jesus viu ali dois barcos, viu os seus pescadores. E viu também que no fim da noite de trabalho, eles estavam na praia, lavavam as redes. Nesta altura, as redes usadas para pescar no mar da Galileia, elas tinham chumbo nas extremidades, de maneira que quando fossem lançadas para a superfície da água, elas afundavam, claro, com o peso dos chumbos. E depois, claro, as redes apanhavam os peixes, que era possível em cada momento naquelas pescas, depois as redes eram puxadas com cordas que se arrastavam, claro, para verificar então que a captura tinha sido feita.
Depois, no fim deste processo, as redes eram lavadas, Até por causa das algas e da vegetação, claro que se acumulava e muitas vezes eram reparadas quando isso era necessário. É portanto este o contexto no qual nós vamos encontrar esta história que acabamos de ler. No versículo 3 é feita então uma referência àquele barco que era, no fundo, um barco comum, como tantos outros pescadores teriam, mas percebemos como o propósito deste barco naquele dia em particular se tornou incomum. Nós sabemos que os barcos eram instrumentos banais, vamos dizer, para os homens da pesca, instrumentos de todos os dias, Instrumentos iguais a tantos outros, claro.
Mas, naquele dia, um daqueles barcos foi usado para um propósito totalmente diferente. O ensino da palavra de Deus. E o interesse privado, é o que podemos dizer, naquela ocasião foi substituído pelo interesse comum, o bem de todo um povo que ali estava. E foi o pedido e a vontade de Jesus, o Mestre, que originou esta nova utilização. Uma curiosidade interessante é que em 1986, talvez já tenha ouvido alguma vez falar desta descoberta, mas foi em 86, num período em que houve uma grande seca no mar da Galileia, que o nível das águas desceu a um tal ponto que dois irmãos que andavam por ali naquelas águas acabaram por descobrir que havia qualquer coisa na lama que estava exposta e depois de 12 dias de trabalho os arqueólogos que se precipitaram para aquele lugar revelaram então uma descoberta muito interessante.
Com quase 2000 anos foi percebido que se tratava de um barco, um barco que era uma espécie de combinação, foi isto que os especialistas acabaram por concluir, uma combinação entre um barco de pesca com um barco de passageiros. Ora, pela datação que foi possível fazer deste barco, percebeu-se que ele com certeza era do tempo das histórias e da presença de Jesus, naqueles lugares e provavelmente um barco muito semelhante àqueles que Jesus utilizou nesta história que acabamos de ler com os seus discípulos. Este barco, claro, levou uma complexa e até muito longa restauração e acabou por ser instalado num museu em Israel.
Eu trouxe hoje aqui uma imagem para podermos, pelo menos, ficar com uma ideia. Encontra-se, portanto, este barco no centro Yagal Alon, em Kubitz Ginosar, em Israel, onde ele está exposto, aliás, e pode ser visitado. Ora, o versículo 4, relembrando a nossa história, fala-nos portanto de um pedido, um pedido que foi muito surpreendente e talvez até inusitado, que foi a ordem, o pedido que Jesus fez, que as redes fossem novamente lançadas ao mar. Claro que Pedro vai argumentar com Jesus. E, portanto, no versículo 5 vai dizer-lhe, mestre, trabalhamos toda a noite e nada apanhámos. É claro que nestas palavras, de alguma maneira, não é difícil de perceber que havia ali algum desalento nesta expressão, porque estávamos a falar de homens que, além de viverem da pesca, era a sua vida, era o seu sustento, eram homens muito experimentados naquelas leads e na escuridão da noite as coisas foram feitas de acordo, claro, com as melhores práticas, que implicavam a pescar à noite, Mas naquela noite em particular foi em vão e agora estávamos no momento em pleno dia, em plena luz do dia, as águas cristalinas da Galileia, portanto, estavam ali de maneira a que os escardumes estavam expostos e, portanto, havia razões de sobra para ficarem quietos e não fazerem nada e esperarem que a noite voltasse.
Mas a verdade é que a ordem e o pedido de Jesus altera aquilo que seria o normal. Por isso, na continuação da nossa história, nós percebemos que o grande feito deste episódio é que sob a ordem de Jesus e da sua palavra aconteceu um milagre. E, portanto, nós percebemos que, mais uma vez, esta história é uma evidência de que Jesus não tinha limites nas suas capacidades, na sua intervenção. Jesus faz coisas maravilhosas e, portanto, a conclusão que podemos tirar disto, nós que queremos no relato da Bíblia, é que não são as pessoas, não são os barcos, não são as redes Mas o comum, quando está nas mãos e sobretudo quando está debaixo da palavra e da autoridade do mestre, são essas coisas comuns que possibilitam o extraordinário.
Portanto, repare que nesta história nós percebemos que não foi a experiência de Pedro e dos outros discípulos, João e Tiago, que eram homens experimentados, não foi a experiência deles como pescadores, não foi a sabedoria e a técnica que eles tivessem. Na verdade, a ciência, a sabedoria, o conhecimento destes homens diria que foi em vão, que seria em vão que esta pesca seria feita em plena luz do dia. Mas a verdade é que como eles deram ouvidos ao comando de Jesus, E embora contra a lógica lançaram a rede, debaixo da autoridade da sua palavra, então nós percebemos que aqui cumpriu-se aquela que é a essência de ser um verdadeiro discípulo.
E neste dia Pedro mostrou, aliás pela primeira vez, que ele estava disponível para aprender esta nova arte, uma arte de confiar na palavra do mestre. O cansaço com certeza que eles tinham, a hora avançada eram coisas de menor importância diante da ordem de Jesus e por isso obedecer tornou-se mais importante que questionar. O resultado nós sabemos qual foi, colheram uma grande quantidade de peixes ao ponto, como dizia o texto, que as redes se rompiam e o barco ficou completamente cheio. Quando avançamos para a parte final da história nós compreendemos que Pedro vai ter uma resposta.
E essa resposta, mais uma vez, não foi uma resposta meramente de natureza técnica, de tentar encontrar uma explicação para porque é que foi possível ter uma pesca tão boa, mesmo naquela hora que não se esperaria. A resposta de Pedro, ela teve uma natureza muito pessoal. Um homem que se colocou prostrado, quer dizer, se jogou em terra aos pés do mestre. Porquê? Pedro com certeza ficou maravilhado com o milagre de Jesus, mas aqui não há só… As próprias palavras de Pedro vão revelar que não foi apenas uma questão de admiração. Ele vai prostrar-se aos pés de Jesus e o que é que ele vai dizer? Ausenta-te de mim porque sou pecador. É interessante esta expressão, ausenta-te de mim.
Dificilmente poderíamos entender ou interpretar estas palavras como se Pedro desejasse que Jesus fosse embora e estivesse longe da sua presença. Não, esta expressão revela, sobretudo, um reconhecimento genuíno, até humilde, da sua indignidade, porque ele coloca-se ou avaliou-se em contraste com o poder, com a santidade que ele viu naquele momento na pessoa de Jesus. A verdade é que, depois deste pedido de Pedro, Jesus vai responder e vai responder-lhe com um apelo ao serviço. perder muito tempo a dizer se ele era digno ou se não era digno, muito menos Jesus foi aqui perder tempo a elogiar-se a si próprio.
Não, Jesus vai responder com um apelo, um chamado para servir. Segue-me. Um segue-me que não era uma coisa transitória, circunstancial, não, era aquele segue-me, vem comigo, muda. para um novo projeto de vida. É por isso que Jesus vai dizer, eu quero fazer de ti um pescador de homens. E, portanto, Jesus criou, na verdade, neste dia, a metáfora perfeita para ilustrar o novo rumo que ele queria dar à vida de Pedro e daqueles discípulos em particular. E porquê uma metáfora perfeita? Porque eles eram pescadores, claro. A sua lida do dia a dia era essa e agora Jesus chama-os para um outro mar.
conquistar o coração e a vida de pessoas para o reino de Deus. O milagre que eles testemunharam, esta é talvez a grande essência desta história, é que aquele milagre não tinha sido sobre pesca. No fim de contas, se formos a ver bem, a pesca até deixou de ser um assunto relevante porque eles, a partir daquele dia, iam deixar tudo para seguir Jesus. E deixar tudo aqui incluía as redes, o barco e a sua vida com pescadores. Só que este milagre era, acima de tudo, sobre a certeza que eles podiam ter de que, ao lado do Mestre, eles não precisavam de temer estes novos desafios que se aproximavam. No fundo, podemos dizer assim, foi como se Jesus tivesse dito, assim como eu estive convosco neste momento e mostrei que a minha palavra tem poder, eu estarei sempre ao vosso lado, para este novo rumo, este novo projeto de vida.
E por isso é claro que a resposta deles foi deixar tudo e segui-lo.
Agora, vamos entrar na segunda fase do nosso estudo e vamos procurar na Bíblia que outras dimensões é que esta história abre na Bíblia, no conhecimento bíblico, que nos implicam a nós e que podem ajudar-nos a compreender um grande tema, se quiser uma grande verdade, porque aqui estamos em busca da verdade. Vamos usar o nosso método nesta temporada, vamos lançar perguntas e encontrar textos bíblicos que nos ajudem a ter respostas muito claras. A primeira pergunta que eu lhe proponho é esta. Que certeza teve Pedro sobre Jesus neste momento que nós podemos dizer que é uma certeza que já estava claramente descrita na Bíblia? Vamos por isso encontrar nas palavras do salmista Davi E vamos ao Salmo 139, um Salmo magnífico, que eu lhe aconselho aliás a ler todo ele se puder.
Mas hoje vamos ler aqui apenas dois versículos, o 1 e o 4. E diz o Salmo. Me dito bem nas implicações desta afirmação. Em relação à pergunta que fizemos, qual é a certeza que estas palavras evocam e trazem à nossa vida? Jesus está atento. Ele conhece até o que está no silêncio do interior da nossa alma, do nosso ser. O milagre desta pesca maravilhosa Não foi, no caso concreto, não foi uma resposta a um grito de angústia.
Não foi que Pedro tenha dito a Jesus, ajuda-me que eu vou morrer à fome, preciso de peixe. Não, não foi disso que se tratou. Por isso, Pedro, ele viu que até uma noite de insucesso na pesca, Até aquele desalento, que podemos dizer que era um desalento silencioso, porque ele não pediu ajuda, mesmo assim aquela realidade que eles tinham vivido não passou despercebida aos olhos de Jesus. Portanto, as palavras aqui do salmista confirmam o quê? Que Deus conhece-nos, que Deus está atento às circunstâncias da nossa vida. Isto leva-me a uma segunda importante pergunta. Se Deus nos conhece, Ele conhece-nos desde quando?
desde o momento em que nos batizámos e depois nos tornarmos adultos? A pergunta, portanto, é desde que momento Deus tem um plano e um propósito para a nossa vida. Jeremias, o profeta Jeremias, ajuda-nos a ter uma resposta clara. Capítulo 1 de Jeremias, versículo 5. Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei, e às nações te dei por profeta". Veja bem o alcance deste texto. Deus tinha um plano para a vida de Jeremias, neste caso era um plano de o chamar para ser um profeta, um enviado, um mensageiro de Deus e Deus vai mostrar-lhe que esse plano, esse projeto já o tinha desde o ventre da sua mãe.
Ou seja, Deus conhece-nos desde antes da nossa existência. E isto tem um significado muito claro. Deus tem um propósito para a vida de cada homem e de cada mulher. E esta realização, ela implica muito na nossa vida. A pergunta que eu coloco, portanto, é que certeza é que nós podemos ter em relação aos planos de Deus quando comparados com os nossos próprios planos? Porque talvez, quem sabe para si, ao ouvir que Deus tem um propósito e um plano para a sua vida, eventualmente o questionamento mais pessoal é então qual é esse plano, porque eu tenho estado a fazer os meus planos e não conheço os dele. Mas a Bíblia dá-nos uma garantia.
O profeta Isaías, vamos ler no capítulo 55, também um magnífico capítulo, vamos ler os versículos 8 e 9. Veja o que nos diz a palavra do Senhor. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Foi exatamente isto que o apóstolo Pedro compreendeu naquele dia, naquela pesca. Os planos de Deus são melhores que os que nós podemos desejar ou idealizar a partir das nossas capacidades, das nossas vontades até.
Por vezes, tal como Pedro fez, nós até podemos argumentar. Não, mas senhor, eu já trabalhei a noite inteira. Que é o mesmo que dizer, não senhor, não é por aí o caminho. Eu já tenho planos para a minha vida. Mas a essência de crer no Deus que se revela na Bíblia e o Deus que conhece todas as coisas e a nossa vida é que ele sabe o fim desde o princípio, como está registado na Bíblia em muitos momentos. Isto quer dizer o quê? Que Deus sabe melhor que nós o que melhor nos convém. Por isso é que um tremendo desafio que o conhecimento da Bíblia e da revelação deste Deus, que é pessoal, é aprender a confiar na vontade de Deus. Aprender a confiar na sua palavra.
Dito de outra forma, é abraçar e acolher os planos de Deus na nossa vida. Este é um enorme desafio de fé que temos diante de nós.
Porque Deus chama-nos e quer dar-nos a conhecer esse projeto. Por isso, nova pergunta, então como é que podemos responder ao chamado do Mestre quando Ele revela os seus planos para a nossa vida? Ok, vamos então partir desse princípio, neste exercício de estudo e de reflexão que fazemos. Ok, eu vou aceitar que Deus tem um plano para a minha vida. Como é que eu posso responder a esse chamado? E vamos evocar aqui o texto que já lemos na história de Lucas de capítulo 5. Vamos relembrar qual foi a resposta de Pedro e dos seus companheiros. Eles levaram os barcos para a terra, deixaram tudo e o seguiram. Pedro, Tiago, João, neste momento eles aprenderam que é melhor confiar e seguir o caminho proposto por Jesus.
Por isso, quando eles foram confrontados com um convite direto, o que eles fizeram foi deixar tudo, este tudo, portanto são os seus planos, o seu projeto de vida, para seguir o Mestre. Talvez possa parecer que se tratou de uma decisão irrefletida ou tomada a quente, Mas quando olhamos para a história da vida destes homens, percebemos que os resultados não foram de todo irrefletidos, tratou-se de confiança de que era o próprio Deus que os estava a convidar para alguma coisa que era maior e melhor do que eles próprios eram e do que era a vida que naturalmente lhe estava destinada.
A certeza, o que eles experimentaram foi a certeza de que quando nós buscamos primeiro o reino de Deus, para frasear aqui as palavras de Jesus, todas as outras coisas serão acrescentadas, diria Jesus em Mateus 6, talvez esteja recordado essa passagem, Mateus 6, 33. Hoje, portanto, importa-nos perceber o seguinte. O próprio apóstolo Pedro, anos mais tarde, acabou por dar evidência de que este milagre de uma nova vida, ou se quisermos, de uma vida transformada, este milagre está disponível a quem? A quantos? É isso que nós vamos encontrar no livro de Atos, no capítulo 10 e no versículo 34.
Nos diz o cinto, abrindo Pedro a boca, disse reconheço por verdade que Deus não faz exceção de pessoas". Sabe que Pedro fazia parte de um grupo de homens que mesmo depois de ter vivido toda esta experiência do chamado e do discipulado com Jesus, mesmo depois de Jesus ter partido desta terra e deixado este grande movimento que estes mesmos homens lideraram e organizaram, este movimento é a sua igreja, nós percebemos que levou algum tempo até eles perceberem que este projeto de transformação de vida não era apenas para judeus, para um grupo de pessoas, para uma certa qualidade de pessoas. Por isso é que ele veio afirmar que Deus não faz exceção de pessoas, ao contrário do que ele próprio pensou durante muito tempo.
Jesus não despreza ninguém. Infelizmente a realidade mostra-nos que algumas pessoas são cheias de confiança em si mesmas e portanto muitas vezes tornam-se menos sensíveis aos apelos de Deus porque a impressão que têm é que não necessitam dele. Outros não são sensíveis pelas mais diversas razões. Mas a verdade que nós encontramos na Bíblia é que Deus deseja estender este chamado, este projeto de transformação de vida a todas as pessoas. Lembramos, por exemplo, da conversão de Paulo, o apóstolo Paulo. Sabemos que este era um homem que realmente tinha imensos talentos e capacidades, um homem de grande instrução e Deus usou as qualidades e a vida daquele homem para torná-lo uma grande benção.
Mas ao mesmo tempo o que é que nós encontramos? Quase em alternativa a esta história, a de Paulo, nós encontramos muitos dos outros apóstolos que à partida eram pessoas com menos talentos naturais, sobretudo com muito menos formação, e no entanto foram usados igualmente com grande poder e foram chamados para serem líderes, para serem homens com uma vida renovada e com um novo projeto de vida. Isto mostra-nos que mesmo aqueles que não possuem alguma coisa neles próprios que lhes trouxesse glória, o que eles precisavam era de estar carentes de aprendizagem e de compreenderem que Deus queria capacitá-los para essa nova vida.
Portanto, uns e outros, e aqui Paulo e Pedro, por exemplo, os dois servem como esta referência, independentemente de qual era o seu percurso de vida, tiveram que aprender com Cristo e a partir do seu exemplo e aceitar o seu chamado. Por isso, Coloca-se a pergunta, que talvez nos chegue um pouco mais diretamente,
então, é que desafio Jesus estende a todos os que fizeram a escolha de o seguir. Porque nesta hora talvez possa dizer, ok, eu o vou aceitar, eu reconheço que posso ter uma vida renovada e um novo projeto de vida em que Deus faça parte desse projeto. Então, a Escritura, nas palavras do próprio Jesus, dizem-nos Como é que isso pode ter impacto na nossa vida? Veja Mateus no capítulo 5, nós vamos ler o versículo 14 e depois o 16. Dizia Jesus, Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Assim, resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.
Lembra-se que Jesus foi ele próprio que disse um dia sobre si mesmo, eu sou a luz, a luz do mundo. Ele disse, eu sou a luz que vinha ao mundo para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. João XII tem o registro destas palavras. Portanto, crer nele, segui-lo, e ao segui-lo abraçar esse projeto de vida, significa viver debaixo da influência dessa luz intensa que vem de Jesus. Essa luz que Ele nos comunica. E por isso é que, como lemos, somos chamados a resplandecer essa luz a quem está ao nosso redor. E fazer isto é uma bênção tremenda, é uma alegria que enche de propósito e de significado a nossa vida.
E quem é que não deseja propósito e significado para a sua vida? Por isso, entrando agora na última fase do nosso estudo, questionamos e agora? O que posso fazer eu? Nota o seguinte, com mais ou com menos talento, para lá das circunstâncias particulares da vida de cada um de nós, ou mesmo das fragilidades da nossa experiência de vida, o que a Bíblia nos ensina e que hoje estamos a explorar é que Jesus tem-nos chamado para a vida de todos os seres humanos, de todos os que querem ser chamados seus filhos. o que move o coração de Jesus. Esta é a pergunta que agora, ao refletirmos sobre o que fazemos agora então, eu questiono-me sobre o que é que move o coração de Jesus para ele ter interesse em nós.
Eu penso em mim e digo, reconheço que Jesus me chamou, mas questiono-me o que é que ele vê em mim. Talvez seja o seu questionamento. Encontro resposta para esta pergunta na palavra de Deus, claro. Jeremias 31 e o versículo 3 Que tremenda declaração. Há muito que o Senhor me apareceu dizendo, porque com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí. Cristo conhece o seu coração e o meu também. Ele conhece-nos melhor do que nós mesmos. Jesus lê os nossos anseios mesmo quando nós não os expressamos. Esta omnisciência de Deus, como podemos chamar-lhe, o facto de Ele conhecer todas as coisas, isso não é uma maldição na nossa vida, como se tivéssemos que ter medo porque Ele conhece todos os segredos.
Na verdade, sabermos isso tem o potencial de trazer libertação, é um conhecimento restaurador, por uma razão, porque se Ele sabe tudo o que há em mim, mesmo o que não é bom, e ainda assim a sua promessa, a sua palavra é que ele me busca com eterno amor, isso significa que o amor de Deus não está dependente das circunstâncias nem dos meus atos, trata-se de um amor incondicional. Por isso é que o plano de Deus, ele é para a vida de todos os homens e mulheres. Como é que Jesus pode conhecer-me tão bem e ainda assim confiar em mim?
Isto se alguns de nós, nesta hora, meditarmos sobre os nossos pecados, quem sabe, as nossas fragilidades, as coisas que ainda nos afastam de Deus. Como é que é possível ele confiar em mim? Será que ele pode mesmo, para mim, ter um plano? O apóstolo Paulo escreveu aos Efésios. Eu convido-o a ler com profundidade estas palavras, entre os versículos 17 e 19. para que Cristo habite pela fé no vosso coração, afim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender com todos os santos, qual seja a largura e o comprimento e a altura e a profundidade, de que?
Conhecer o amor de Cristo, que eis Céu de todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Eu reconheço que talvez seja difícil crer na existência de um amor desta natureza em nosso favor. Talvez alguns de nós tenhamos mesmo duvidado, quem sabe por causa de alguma experiência dolorosa do passado. Mas é por isso mesmo que este amor o apóstolo designa como o amor que excede o entendimento. Ou seja, não depende da nossa compreensão E o amor de Deus não depende sequer se nós cremos nele.
Por isso é que um dos termos que a Bíblia descreve para falar desta realidade é a graça. Porque a graça é uma coisa que nos é concedida, uma dádiva da parte de Deus que
está baseada na sua natureza, no seu coração de amor, não nas nossas características ou virtudes ou defeitos. Por isso o chamado inclui-nos a todos. Por isso o projeto de vida de Deus é para mim como é para si. O apóstolo Paulo é outro exemplo, já que o mencionámos hoje, um exemplo de alguém que descobriu Essa essência do Deus que nos chama, ele descobriu no encontro pessoal que ele teve com Cristo. Por isso é que Paulo deixou este registro, que podemos ler em 1 Timóteo, no capítulo 1 do versículo 15. Esta é uma palavra fiel e digna de toda a aceitação, que a Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.
Eu tenho lido muitas vezes esta passagem da Bíblia e às vezes, nem sei se meio em jeito provocatório, mas no fim de contas, se calhar é porque é verdadeiro, eu costumo dizer que este é o único versículo, o único texto da Bíblia com o qual eu não estou de acordo. Percebe, eu não estou de acordo que Paulo diga que eu sou o principal dos pecadores. Porque eu olho para Paulo, para o exemplo de vida deste homem e digo, não, eu sou muito mais pecador que ele. É esse o sentido de dizer, eu não consigo concordar com estas palavras. Mas a verdade é esta. Jesus, na base do seu humor, não olha para nós e começa a fazer uma escala ou um ranking Na verdade, como o apóstolo Pedro, na presença de Jesus, qualquer pessoa que esteja consciente da sua fraqueza, do seu pecado e sobretudo qualquer pessoa que se coloque em contraste com a santidade de Deus, vai ter exatamente esta percepção.
Se for o seu caso, portanto, o que é que este texto nos está a dizer? O que é que a Bíblia hoje lhe diz? Não desanime, porque este sentimento de indignidade é a primeira reação do coração humano quando Deus, por meio do seu Espírito Santo, quando ele começa a transformar a essência do que somos, a nossa vida, o nosso caráter, é uma perceção de indignidade. Jesus veio salvar os pecadores. Foi ele mesmo que disse isso várias vezes. Por isso é que nós, com muita segurança, Podemos afirmar que jamais algum homem se sentiu pior, jamais algum homem ou mulher sentiu que perdeu o horizonte e o propósito da sua vida quando se humilhou na presença de Deus, reconheceu-lhe a soberania e se colocou debaixo do seu plano.
Não há quem tenha vindo a Cristo por causa da sua indignidade. e que tenha sido rejeitado. Por isso, hoje, eu gostaria muito que fosse possível deixar-lhe uma convicção muito profunda E eu também quero, eu estou a transmitir aqui esta mensagem, a ler a bíblia consigo e a refletir com ela e não penso que estou aqui num exercício meramente teórico. Eu também estou a fazer, no momento em que profiro estas palavras, a fazer o meu próprio exame de consciência e quando digo as palavras digo realmente é exatamente isto que acontece na minha vida. Agora, eu quero ter a certeza e estou a procurar todos os dias fazer esta experiência, de que é possível que este milagre de Deus aconteça na minha vida.
E mediante esse questionamento e essa vontade, no fundo, eu encontro alento e força nas palavras do apóstolo Paulo, registadas aos filipenses. Carta aos filipenses, capítulo 2 e versículo 13. Porque Deus é o que opera em vós, tanto crer como efetuar segundo a sua boa vontade. Jesus revela-se em quê? Ele revela-se na experiência do nosso dia-a-dia. E nesse dia-a-dia nós vamos compreendendo a ação de Deus em nós. Esta operação. Ele é o Deus que teve o controle sobre os peixes cardumes que estavam no mar. Quanto mais ele não vai querer operar alguma coisa e a sua vontade na nossa vida.
O segredo aqui é dispor-me-nos à ação de Deus. Quando nós nos dispomos a essa intervenção, nós vamos descobrir, inevitavelmente, que o sucesso, a verdade, a vida, a realização pessoal, elas acontecem de uma maneira incomparavelmente mais profunda com Jesus e debaixo da sua palavra. Estou a chegar ao final deste estudo que estamos a fazer sobre esta ideia de sermos chamados por Deus. Somos, como dizia Jesus à Pedra, esses pescadores de homens, esse novo projeto
de vida. Se nós pudéssemos saber o que Deus tem para nós, talvez alguns já tenham essa convicção, outros quem sabe estão a descobri-la, na luta por entendê-la. Mas se ainda está à procura de compreender qual é o plano que Deus tem para a sua vida, hoje eu desafio a tomar consciência, vamos dizer assim, de uma verdade. Essa verdade vamos encontrá-la no profeta Jeremias, no capítulo 29 e no versículo 11. Porque eu sei, diz o Senhor, eu bem sei os pensamentos que penso de vós. Coloque aqui o seu nome.
Os pensamentos de Deus são de paz e não de mal, para lhe dar o fim que espera, que deseja. O apelo, portanto, que eu deixo, o desafio que estes textos que hoje lemos na Bíblia deixam diante de nós é tão claro como este. Confiemos. Confiemos, deixemos que Deus nos encontre. Que Deus manifeste em nós a sua sabedoria. Hoje Deus chama-o a se dispor, como o apóstolo Pedro naquele barco, a dispor-se à vontade, à palavra de Deus, ao convite para um projeto de vida renovado, que vai encher a sua vida de propósito e de sentido.
Ele é o Senhor. Não apenas do universo da natureza, da obra criada. Ele é o senhor que quer fazer da sua vida o espaço da sua atuação, da sua operação, do seu trabalho de mudança, do seu milagre. Eu desafio a deixar, a permitir que Jesus faça esta obra na sua vida. Que Deus o abençoe e voltamos a encontrarmos, se Deus quiser, na próxima semana, no próximo estudo. Até lá, que Deus o guie, que Deus o abençoe. Já sabe que pode pedir este estudo em novotempo.pt barra em busca da verdade ou mesmo ficar em contacto connosco.
que teremos grande alegria em poder também acompanhá-lo nesta jornada de transformação. Que Deus o guie e o amençoe. Até lá. Até à próxima, se Deus quiser.