58:25Olá, seja bem-vindo mais uma vez. Estamos reunidos para mais um programa, o décimo quarto desta série em busca da verdade. Obrigado pela sua companhia, mais uma vez, porque se aqui está connosco é porque tem o desejo, certamente, de conhecer melhor a palavra de Deus, aquela que é a sua grande revelação escrita e por isso vamos, mais uma vez, folhear a nossa Bíblia em busca de uma grande verdade. Vamos, antes de revelar qual é o tema deste nosso estudo, vamos pedir a presença de Deus, como fazemos habitualmente, para que o seu Espírito Santo nos abençoe nesta hora. Ora comigo. Nosso bom Deus, Pai amado, damos-te muitas graças pelo dom da vida, mas também o dom da vida espiritual, de podermos estar animados desta fé profunda que nos leva para ti e para a tua palavra.
Te pedimos que ao buscarmos a verdade hoje, esta verdade que está revelada, te pedimos que o teu Santo Espírito nos inspire e nos abra o entendimento àquilo que está escrito. Por isso dá-nos fé, luz, compreensão. São as graças que te pedimos em nome de Jesus. Amém. Muito bem, venha daí porque hoje temos um tema muito importante na Bíblia. Vamos descobrir a verdade do Sábado. Um tema que tem dividido de maneira muito clara o mundo cristão entre uma larguíssima maioria de cristãos que na sua prática e na sua fé, com certeza, não olham para o sábado bíblico de uma maneira literal, E, portanto, foram assimilando ao longo dos séculos mesmo, na história da igreja cristã, uma prática diversa em relação ao sábado, o sétimo dia, como o dia do Senhor.
Mas a verdade bíblica sobre este assunto, ela é, eu atrever-me a dizer, pouco polémica, porque tal a evidência da escritura em relação ao sábado. Mas é um tema que, por isso mesmo, é muito importante porque tem a ver com uma compreensão sobre o projeto de Deus para a sua igreja, o seu povo e a revelação
divina ao homem. Por isso, venha daí para descobrirmos, precisamente, a verdade do Sábado na Bíblia. Vamos começar por uma nota introdutória que eu lhe apresento da seguinte maneira. Crer no Deus Criador tem duas implicações. Portanto, crermos no que a Bíblia revela sobre Deus, e particularmente no relato literal, fidedigno, de que Deus criou todas as coisas tal como a Bíblia o revela, implica duas coisas a partir deste grande pressuposto. A primeira é que assim sendo, Deus é soberano sobre toda a criação. Isto quer dizer que se Deus é soberano, a sua vontade, aquilo que Deus estabelece e Deus faz, é a referência, porque Ele é soberano.
Todas as suas criaturas, portanto, toda a sua criação, está debaixo dessa soberania. A segunda implicação é que o único propósito de Deus é a felicidade das suas criaturas. Ou seja, Deus não foi obrigado ou constrangido por ninguém a criar o ser humano, este planeta ou todo o universo, não importa a escala a que o observamos. E, portanto, temos esta compreensão de que a vontade criadora de Deus foi uma vontade altruísta de produzir felicidade nas suas criaturas para que elas pudessem desfrutar realmente de uma experiência sublime, no fundo uma experiência que lhes revelasse que Deus o Soberano é Senhor e é bom.
Isto tem enormes implicações. Provavelmente a maior parte das pessoas que me escutam nesta hora ou me veem que são crentes em Deus e na Bíblia, com certeza isto parece, vamos dizer, da mais elementar consideração. Deus é soberano e Deus quer o bem e a felicidade das suas criaturas. No entanto, estas duas afirmações, elas Uma vez recebidas e acolhidas, elas vão ter implicações em muitos outros temas da Escritura. Uma vez que nós, a partir destas afirmações, podemos compreender o quê? Que quando vamos à Bíblia e lemos particularmente o relato da Criação, E, portanto, estamos a falar do livro de Génesis nos primeiros dois capítulos, essencialmente, onde nos é feito um relato literal do que aconteceu, particularmente, claro, da criação desta terra.
E nós vemos aí detalhes sobre como Deus criou, a ordem com que criou, a interação entre as coisas, entre as criaturas e claro, sobretudo esta percepção de que Deus criou tudo num estado de harmonia, de perfeição, de acordo com a sua perfeita vontade. Ou seja, o relato da criação, ele é o expoente máximo deste princípio que nós acabamos de enunciar, que Deus é soberano e ele quer o bem das suas criaturas. Logo, quando nós lemos a formulação destes dois capítulos importantíssimos do livro de Génesis, nós passamos a compreender Como é que Deus idealizou a vida nesta terra?
Como é que ele deseja ser soberano? E o que é que promove a felicidade das suas criaturas? Talvez se pergunte, mas eu não disse há pouco que o tema deste estudo é a verdade do sábado? Com certeza que é. Esta introdução é muito importante para que compreenda o seguinte. E agora vamos abrir a escritura para aprofundar e comprovar estas afirmações iniciais que eu faço. O sábado encontra-se no relato da criação e ele é um dos expoentes máximos deste grande princípio. Deus é soberano. Quer dizer que a vontade de Deus não pode ser alterada, questionada pelos homens, suas criaturas? Mas que ao ter dado o sábado como a referência para o estilo de vida do ser humano, Deus estava a oferecer ao ser humano uma oportunidade de enorme felicidade.
Vamos por isso ler então o texto da bíblia que é o texto original sobre o tema
do sábado. Não quer dizer que nós estaríamos obrigados a começar por aqui, mas eu diria que é inevitável, e provavelmente o ideal é mesmo, começar qualquer estudo sobre a verdade do sábado no livro de Génesis, porque é aqui que encontramos o seu sentido original. Acompanhe-me então nesta leitura. Génesis 1, o último versículo do livro de Génesis, do primeiro capítulo, e depois os primeiros versículos, neste caso vamos ler o 2 e 3, do capítulo 2. Porque é um texto que é como uma porção. E viu Deus tudo quanto tinha feito. E eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra que tinha feito.
E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou, porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera. Este é o relato original do sábado. no conjunto do relato da criação. Neste texto encontramos, de uma forma clara, uma revelação ao homem sobre a soberania de Deus e sobre o seu propósito de felicidade. Eu gostava que pudéssemos agora analisar este texto, voltar a olhá-lo e a lê-lo mesmo, mas com uma atenção particular. Para ajudar a seguir o pensamento neste estudo, vamos tentar compreender o sentido original do sábado bíblico.
Porque depois, nós iremos ao longo deste estudo ainda, temos alguns minutos, claro, para ler muitos textos sobre o sábado na bíblia, mas nós poderemos dizer que este texto contém o sentido original do sábado. O que é que significa o sábado? E há duas perguntas que vamos fazer a este texto, ok? E vamos procurar que seja o texto a responder, a olhar para ele agora de acordo com estas duas perguntas que são. Qual é o tema central desta passagem, estes versículos que acabamos de ler? O final do capítulo 1 e o princípio do capítulo 2. E qual é a intervenção, o papel ou o lugar do ser humano o corolário de toda a criação de Deus, qual é o papel do homem neste texto sobre o sentido original do sábado?
Ok, vamos responder a esta pergunta de uma forma muito clara. Vamos voltar a analisar um pouco agora mais na sua estrutura literária para obter resposta a estas perguntas. Comecemos então com a primeira pergunta. Qual o tema central desta passagem? Para facilitar, aqueles que estão a seguir-me na Novo Tempo Portugal, claro, podem neste momento ver no quadro que eu coloco o mesmo texto que acabamos de ler, mas com ênfase naquelas palavras que acabam por nos ajudar a compreender qual é o tema central desta passagem. Talvez assim, à primeira vista, alguns diriam que o tema central é o sábado. mas uma análise mais literal e literária do texto mostra-nos que na verdade o tema central não é o sábado, porque o tema que se repete frase após frase tem a ver com a ação, por isso os verbos fazer, acabar, o nome obra, depois volta a repetir-se fizera o que foi feito, obra criara e fizera.
O tema central deste texto qual é então? O que Deus tinha feito, a obra que Deus fizera e acabara, depois repete-se mais uma vez a obra que Ele tinha feito e finalmente a obra que Deus criara e fizera. Ora, podemos compreender que a resposta a esta pergunta Depois desta simples análise parece clara. O tema central desta passagem é a obra de Deus. É o que Deus faz ou a sua ação. O tema central do texto original sobre o sábado é a intervenção divina. O sábado está, portanto, nesse contexto. Ele é o resultado da intervenção de Deus. O sábado surge numa explicação sobre a obra de Deus e a sua intervenção.
E vamos agora à segunda pergunta. Qual é a intervenção do ser humano no sentido original do sábado? em termos literários, basta olhar para o texto e procurar os personagens. Quem são os agentes da ação? E nós quando procuramos neste texto intervenientes, personagens, nós vamos encontrar, eu sublinhei aqui para ser mais visível, aqueles que eventualmente me ouvem na Rádio RCS, eu vou fazer esta menção, claro, oralmente, e nós percebemos claramente que neste texto só há um personagem, só há um interveniente. Ele é repetido cinco ou seis vezes. Deus viu tudo, depois repete no versículo, ainda no versículo 31, não, já no versículo 2 do capítulo 2, havendo Deus, toda a sua obra, um pronome referente a Deus, o nome Deus é ainda repetido quando há a referência de que ele abençoou o dia de sábado, Deus o abençoou e finalmente descansou da sua obra que Deus fizera.
Portanto, Deus é a única personagem, ele é o sujeito e o agente deste texto. Em relação à pergunta qual a intervenção do ser humano, a resposta é simples, o homem Adão e Eva estão ausentes desta narrativa. Deus é o único interveniente nesta ação. Logo, nós agora podemos compreender de uma forma mais clara, a partir da resposta a estas duas perguntas, qual é o sentido original do sábado bíblico. E podemos responder a isto em diversos pontos que, repara, são apenas uma conclusão, uma dedução a partir da leitura que já fizemos em três ocasiões
diferentes deste texto. Qual é então o sentido original do sábado? O sábado é uma obra de Deus. É por isso que o contexto do sábado em Génesis é a graça divina. Talvez isto possa surpreender algumas pessoas, mas de facto é de graça que se trata. Porquê a graça? Onde é que está o tema da graça? A graça na Bíblia é o favor de Deus a favor de alguém das suas criaturas. Para ser graça não pode estar em causa o homem ou a sua capacidade de fazer ou de obedecer ou os seus méritos. A graça é um contexto no qual Deus é o agente, o agente de salvação o agente de criação, neste caso o sábado aparece num contexto claro e nós mostrámos bem, é a obra divina que está em causa.
Segunda compreensão a partir deste texto é que o sábado é uma consequência indireta da obra criadora de Deus. Deus descansou porque criou. Deus abençoou porque em seis dias fez toda a sua obra. O sábado é uma consequência direta da obra criadora. Quer dizer isto o quê? Que o tema do sábado no seu sentido original bíblico é inseparável do tema da criação. Em terceiro lugar podemos dizer que a referência para a experiência do sábado ou a prática do sábado é Deus. E esta frase, não sei se conseguirei aqui dar-lhe uma compreensão do quanto ela é relevante e central no tema da verdade do sábado na bíblia.
Porquê? Eu vou tentar simplificar ou reformular esta frase. é que quem nos é dado como referência para a prática do sábado, como um dia para descansar, como um dia para usufruir da benção, como um dia para a santificação, Deus é que é essa referência. Repare que neste texto, como nós já vimos, o ser humano nem sequer aparece. O que quer dizer que não podemos dizer sequer que nos Génesis Adão e Eva sejam a nossa referência para a obediência ao sábado. Nós nem sabemos como é que eles viveram o sábado. Porque o que nos é dito é que Deus é que é a referência. Porque Deus é que agiu durante seis dias e descansou. Deus é que tornou aquele primeiro sábado uma benção.
Deus é que o santificou. Logo, a experiência e a prática do sábado assentam na pessoa de Deus. Ele é a referência. Podemos ainda dizer que o sábado não foi dado, e este é um ponto também muito importante, o sábado não foi concedido ao ser humano. Não aparece na revelação bíblica, num contexto judaico, como algumas pessoas afirmam que o sábado foi uma lei para o povo judeu, nem aparece, obviamente, num contexto cristão. Nós estamos a falar da revelação inicial, antes sequer do pecado ter entrado na história desta terra. Logo, o sábado não foi concedido ao ser humano numa lógica circunstancial, a nenhum povo, por nenhuma razão de circunstância.
O sábado foi dado como um princípio soberano dado ao ser humano. Por isso podemos dizer o seguinte, que o sábado é universal. Porquê? Porque ele implica o Criador e toda a sua obra. Adam e Eva representam, eles são, na verdade, potencialmente toda a espécie humana, ainda não tinham tido oportunidade neste relato, no original, no princípio, melhor dizendo, ainda não havia sequer filhos, logo eles representavam potencialmente toda a espécie humana, mas toda a obra criada estava envolvida neste projeto original do sábado. Logo, o sábado é universal.
E, finalmente, repara que são tudo conclusões que podemos tirar a partir do relato original, Génesis. O sábado faz parte do projeto divino desde o princípio. Portanto, até quando, até onde podemos recuar para determinar o sábado como uma verdade que vem da parte de Deus para este planeta, repare que não apenas para o ser humano, para este planeta, esse projeto divino foi estabelecido desde o princípio. Temos então claramente evidenciado o sentido original do sábado. Vamos agora prosseguir neste nosso estudo e vamos, como sempre, agora alargar o campo do nosso estudo para encontrar a verdade sobre o sábado.
Aproveito para lembrar que no final deste nosso estudo, ou nos dias a seguir, em qualquer momento que o possa estar a ver, mas tenha a sua disposição no nosso site, novotempo.pt barra em busca da verdade, ali pode já no final se quiser fazer um pequeno teste com perguntas sobre o estudo. para poder ver até que ponto integrou este conhecimento e através disso, claro, pedir automaticamente, pedir que nós lhe enviamos este estudo para que possa guardá-lo, aprofundá-lo e quem sabe até partilhar. Vamos agora então aprofundar este tema. Vamos voltar a Génesis, porque vai ser ainda o ponto de partida e vamos agora focar-nos nos versículos 2 e 3. Eu tenho aqui no meu quadro este versículo, apenas o dividi de uma forma diferente.
Mas vou fazer a leitura, mais uma vez, literal do texto. Esta forma de o apresentar, dividindo em três áreas ou três dimensões, apenas facilita a compreensão do que lhe quero mostrar. Mas vamos relembrar o texto que diz o seguinte. Ora, havendo Deus completado no dia 7º a obra que tinha feito, vem então as três ações de Deus. Deus descansou nesse dia de toda a obra que fizera, primeira coisa que Deus fez, descansou. Segunda, abençoou Deus o sétimo dia e ainda em terceiro lugar e o santificou. Este texto é de uma profundidade e de uma relevância difícil de descrever em palavras.
Porque, através destas três ações divinas sobre o próprio sábado, a partir deste momento, Deus determinou ou estabeleceu que o sábado cumpriria três propósitos distintos. E, na verdade, eu quero ajudá-lo a compreender que quando nós folhamos a Bíblia e vamos à procura de tudo o que a Bíblia diz sobre o sábado, na verdade, toda a revelação bíblica sobre o sábado vai enquadrar-se dentro de cada uma destas dimensões. Portanto, as ações descansar, abençoar e santificar, elas na verdade são três dimensões que Deus estabeleceu no Sábado.
Eu vou, antes de mostrar-lhe biblicamente então, vou mostrar-lhe ou formular quais são estas três dimensões para que fique mais clara depois a explicação bíblica. Em primeiro lugar, podemos dizer que o sábado na bíblia tem uma dimensão legal,
ou seja, é um princípio com valor de lei, de mandamento estabelecido por Deus. Nós podemos encontrar isto ou associar esta dimensão legal à expressão de que Deus descansou. Porquê? A dimensão legal está associada, neste caso, não na forma de um mandamento, porque já vimos, aliás, que o homem nem aparece neste sentido original, mas Deus coloca-se ele próprio como a referência. Seria como se pudéssemos ter uma interjeição que seria a seguinte, se Deus descansou, eu devo descansar. Porquê? Porque eu sou criatura e Deus é soberano, ele é referência da minha vida.
Portanto, a dimensão legal, Deus descansou, logo ele estabeleceu um padrão, uma referência, é o mesmo que dizer que o sábado é uma ordem da parte de Deus. É um mandamento que Deus estabeleceu, é um preceito dado ou estabelecido para o ser humano. Mas em segundo lugar, depois de Deus descansar e estabelecer esse padrão, o texto diz o quê? Que Deus abençoou o dia de sábado. E aqui temos uma segunda dimensão que a Bíblia também tem diversos textos que exploram esta dimensão. Já vamos mostrar-lhe quais são, mas agora, antes disso ter a explicação, esta é a dimensão existencial do sábado.
Porque o que é que é abençoar? É muito simples, abençoar até do ponto de vista etimológico é tornar alguma coisa um bem. Logo, numa palavra talvez mais simples, quando a bíblia diz que Deus abençoou o dia de sábado, quer dizer que Deus tornou o dia de sábado uma coisa boa. É o próprio sábado que faz bem, uma vez que Deus o declarou, benção. Logo, em relação ao ser humano, isto é uma dimensão existencial. É como dizermos o seguinte, Deus abençoa, logo, é bom para mim. Nesta dimensão existencial, poderemos dizer o seguinte, além de ser uma ordem, que isso é o que estabelece a dimensão legal do sábado, O sábado também é um conselho.
É Deus a declarar ao homem o que é que é bom ou o que é que ele deve fazer. O sábado é um conselho de benefício. Mas ainda há uma terceira dimensão, claro, porque lembre-se, a Bíblia diz que Deus descansou, abençoou e depois santificou. Ora, o ato de santificar o dia de sábado é torná-lo espiritualmente relevante, é tornado único, separado, a benefício espiritual. Por isso há uma dimensão espiritual fortíssima no dia de sábado. É uma declaração que equivale a dizer o seguinte, Deus santificou, logo aproxima-me dele. Por isso é que podemos dizer que nesta dimensão espiritual o sábado é uma forma de relacionamento ou tem um propósito de relacionamento.
Quer dizer, portanto, que olhando agora para estas três dimensões é como se estivéssemos diante de nós aberto um livro ou um quadro que mostra plenamente o propósito ou o projeto divino em relação ao sábado. Deus dá-me uma ordem, Deus estabelece um padrão, Mas Deus não o faz de forma arbitrária. De aí entrarem em campo a segunda dimensão. Deus não diz obedece, não interessa porquê, não interessa se gostas, não interessa se é bom ou se é mau. Faz porque eu quero. Não é assim que Deus estabelece a sua relação de autoridade e soberania. Deus diz obedece. Faz como eu. Descansa. Esta é a ordem que eu te dou porque vai ser bom para ti. Vai ser uma bênção.
Vais desfrutar. e ao desfrutar desta benção vais aproximar-te de mim. É o que diz Deus, é o que o sábado permite. Um tempo e uma oportunidade de profundo relacionamento com Deus. Talvez, depois de ouvir esta explicação diga, bom, mas será mesmo que é isto que a Bíblia diz? Será que este pequeno texto em Génesis 2 consegue dizer tudo isto? Bom, eu vou dizer-lhe agora, o texto tem tudo isto na sua profundidade, mas é claro que se não fosse a Bíblia como um todo a demonstrá-lo, eu não me atreveria a vir aqui dar esta explicação. Mas ela encontra-se comprovada ao longo de toda a Bíblia. Então agora acompanhe-me, que vamos ler alguns versículos e aqui nem é preciso grande comentário, é apenas mostrar-lhe textos da Bíblia, ao longo de toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamento, que nos revelam estas três dimensões.
Vamos aos textos da Bíblia, e eu escolhi dois, que demonstram claramente a tal dimensão legal a ordem que Deus estabeleceu para o ser humano. E, obviamente, vamos começar pelos 10 mandamentos, a lei moral escrita pelo dedo de Deus. Como parte desse código moral, O sábado faz parte dele. Vamos ler, Êxodo 20, versículos 8 a 10. Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado, o Senhor teu Deus. Não farás nenhuma obra, porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou. Portanto, abençoa o Senhor o dia de sábado.
E isso se santificou. Deus vai agarrar nestas dimensões todas, que já tinha colocado no Génesis, vai mais uma vez, como já aqui o provámos há pouco, no seu sentido original, Deus vai relacionar o Sábado com a Criação porque são dois elementos indissociáveis e Deus vai tornar o Sábado e a santificação e o descanso neste dia como uma lei moral, eterna, uma ordem universal para o ser humano. Também encontramos um outro texto, este já num contexto muito mais específico, quando o povo de Israel estava na sua peregrinação, atravessando o deserto em direção à terra prometida, Aqui encontramos, na verdade, a primeira vez na Bíblia que o sábado aparece num contexto legal, ou seja, uma ordem estabelecida que o homem tinha a obrigação de seguir essa ordem.
Êxodo 16, vamos ler os versículos 25 e 26, no contexto do maná, aquele alimento que Deus providenciava miraculosamente ao povo de Israel do deserto. Diz o texto assim, comei-o hoje, falando do maná, claro, porquanto hoje é o sábado do Senhor. Hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado. Nele não haverá. Deus aqui, por isso podemos dizer que é a primeira referência bíblica a uma ordem clara, uma vez que só um pouco mais à frente é que Moisés vai ao monte Sinai e então Deus vai retirá-lo deste contexto específico. E vai colocar o sábado, como já vimos, na lei moral. Mas aqui, antes disso, já o Senhor estava a instruir o povo de Israel a seguir este padrão divino.
Porque este padrão vem do Génesis. E qual era o padrão? Ao sábado não vão colher, não saiam para o campo, para o deserto, não colham o maná. Porque na sexta-feira, portanto o dia antes, o sexto dia, haverá quantidade suficiente. Ficam então aqui dois textos que são um exemplo claro desta dimensão legal. Agora vamos à dimensão existencial, porque Deus abençoou, tornou-o uma benção. Onde é que encontramos isto na Bíblia? Talvez o texto mais forte ou mais significativo encontramos nas palavras do próprio Jesus. Veja comigo o que Jesus disse a propósito do sábado. Palavras importantíssimas. Marcos capítulo 2 versículos 27 e 28. E prosseguiu Jesus. Ele disse o seguinte. O sábado foi feito por causa do homem, não o homem por causa do sábado.
Assim, o filho do homem até do sábado é Senhor. Repare que Deus neste texto, Jesus Cristo encarnado, Deus feito homem, encarna, qual foi a afirmação do Senhor Jesus? Que o Sábado foi uma bênção, uma dádiva concedida ao homem. Por isso Deus vai formular de uma maneira clara esta tal dimensão existencial e ao mesmo tempo ele vai declarar-se, porque o Filho do Homem é sempre uma autoproclamação de Jesus, ele é o Filho do Homem e ele declara-se Senhor do Sábado. Se alguma dúvida houvesse para alguém, qual é o dia do Senhor? O dia do Senhor é o único para o qual Jesus disse, eu sou Senhor desse dia.
Eu sou soberano sobre o Sábado. É óbvio, porque o sentido original, e repare que nós temos sempre que fazer esta ligação ao sentido original, porque a Bíblia, no tema do Sábado, ela não faz mais do que aprofundar estas várias dimensões do sentido original do Sábado. Por isso, Jesus é o senhor do sábado porque o sábado é uma demonstração da sua soberania. Mas ele foi dado para fazer bem, para ser bênção. Ora, precisamente em Marcos, um pouquinho mais à frente, no capítulo 3, versículos 4 e 5, vamos encontrar uma situação real da vida de Jesus em que ele inclusivamente foi acusado pelos judeus de fazer ao sábado aquilo que não poderia fazer. Repara qual foi a resposta de Jesus. Então lhes perguntou, é lícito no sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou matar?
Eles porém se calaram. E depois, mais à frente do versículo 5, então termina assim, Jesus disse ao homem, estenda tua mão, ele estendeu e lhe foi restabelecida. Jesus estava a ser acusado de que fazer um milagre ao sábado era uma forma de profanação para alguns destes judeus mais ortodoxos sobre o sábado, que na verdade não tinham compreendido esta plena dimensão do sábado, esta dimensão existencial. Este é um dia do bem, é um dia da benção. Como é isto que Jesus diz? Como é que eu não vou fazer o bem? Como é que eu não vou abençoar alguém, neste caso curando, no dia que é suposto ser o dia da benção? E ainda um terceiro texto para esta dimensão existencial de fazer bem.
Repare, está no profeta Isaías, um texto lindíssimo, vamos ler o capítulo 58, os versículos 13 e 14. Se ao sábado chamares beleitoso, verbo muito importante, ao santo dia do senhor digno de honra, se o honrares, o sábado, não seguindo os teus caminhos, qual é a promessa associada a esta Palavra de Deus. Então te deleitarás no Senhor. Repare que o verbo deleitar-se, ele aparece aqui duas vezes. Uma associada ao próprio sábado, o homem deve chamar-lhe, considerá-lo como um dia de deleite, note bem, de prazer. E, a segunda vez que o verbo aparece, está agora associado ao homem propriamente.
Ou seja, aquele que guarda, santifica este dia, esse vai deleitar-se no Senhor. O sábado, portanto, é um dia de deleito, de bênção, de gozo e de desfruto. das maravilhas que Deus tem para nós. E, finalmente, a dimensão espiritual. Lembra-se que disse há pouco que esta dimensão tem a ver com a relação, porque este é um dia que permite, ao ser santo, o nosso contacto mais direto com o Deus que é santo, precisamente. Note as seguintes palavras que lemos no profeta Isaías. Novamente, agora no capítulo 55, os versículos 6 e 7 dizem o seguinte. Há os estrangeiros que se unirem ao Senhor para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, todos os que aguardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu pacto, sim, a esses os levarei ao meu santo monte.
Magnífico. O que Deus está a dizer, porque a ideia de santo monte é o lugar da presença de Deus, é o lugar onde Deus se manifesta. Ora, Deus diz que aqueles que amarem o Senhor e que guardarem os seus sábados, que evitarem mesmo a profanação deste dia que Deus declarou bom, santo e dia de descanso, esses Deus vai levá-los ao seu santo monte. Isto representa o quê? Deus vai abençoá-los e vai estar com eles, vai estar na sua presença, é uma dimensão de relação. E lemos ainda, Ezequiel capítulo 20. E vamos ler os versículos 12 e depois o 20 que os dois tratam do tema do sábado de uma maneira muito especial.
Nota bem o que diz o profeta Ezequiel. Também lhes dei os meus sábados, é o Senhor que diz isto, para servirem de sinal entre mim e eles, a fim de que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica. Santificai os meus sábados e eles servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor vosso Deus. Noto bem na profundidade destas palavras que claramente demonstram esta tal dimensão espiritual. Este texto é como se explicasse o que é que significa santificar. Porquê que Deus santificou o dia de sábado ou qual é o resultado desse ato de santificação? O resultado é que, nesse caso, ele serve como um selo, um sinal que liga Deus e o seu povo.
É como se o verdadeiro povo de Deus é portador do seu nome, se quiserem, da sua marca. E essa marca, por isso Deus diz para que saibais que eu sou o Senhor vosso Deus, porque aqueles que têm esse sinal que os liga ao seu Criador, Lá está sempre essa ligação. Esses têm uma marca distintiva de serem povo de Deus. Ora, qual é a conclusão que chegamos? Que estas três dimensões do sábado bíblico são absolutamente complementares e necessárias. Umas às outras, as três dimensões. Porquê? Porque elas revelam a plenitude do cuidado de Deus. Deus não quer apenas que sejamos máquinas para obedecer. Deus quer também que desfrutemos da sua bênção e que tenhamos um forte relacionamento com eles.
Logo, estas três dimensões também respondem plenamente às nossas necessidades. Porque nós, como seres humanos, temos estas três necessidades. Temos necessidade de ser orientados e guiados, que nos digam é por aqui o caminho, mas também temos necessidade de desfrutar de ser abençoados, de ter alguma coisa que nos faz bem e também temos uma enorme necessidade de relacionamento com o nosso Criador. O sábado, ele permite ou confere estas três experiências. E, finalmente, o sábado, estas três dimensões comunicam com a diversidade de experiências de cada crente. Significa que talvez haja algumas pessoas que hoje, quem sabe isso é o seu caso, ao ler estas ou a ouvir sobre estas três dimensões, quem sabe algumas pessoas digam, há realmente a dimensão espiritual é a que mais me toca, porque eu quero, eu sinto muito falta de um relacionamento com Deus.
Mas talvez haja alguns de vós que possam dizer assim, há realmente a dimensão existencial é a que me toca mais porque eu sinto uma grande necessidade de descanso, de desfrutar e de deleite. Para outros talvez o mais relevante seja Eu quero saber qual é a vontade de Deus, ele é o senhor, é a autoridade na minha vida e se ele diz que é assim, é exatamente assim que eu vou fazer. Logo, até nesse aspecto, estas três dimensões do sábado, elas são importantes para comunicar com a diversidade das próprias experiências que nós, como homens e mulheres, temos. Ainda quero que este estudo nos dê a oportunidade agora, de uma forma mais célere, que possamos responder a algumas perguntas muito importantes acerca do sábado. Umas que eu acredito que quem sabe o seu caso já fez, já se colocou algumas
perguntas sobre o sábado. ou porque foi ensinado ao longo de toda a sua vida a guardar o domingo, a prática de uma maioria dos cristãos, e talvez tenha questões sobre isso. Então é preciso colocar as questões à Bíblia. Talvez alguns tenham ouvido explicações de que o sábado está ultrapassado, fazia parte, enfim, era apenas para os judeus. Enfim, há diversas formas de colocar obstáculos ou perguntas perguntas genuinas que devem ser feitas e nós vamos colocar algumas perguntas muito importantes e vamos ter respostas inequívocas. Porquê que eu digo inequívocas? Não é uma sobranceria da minha parte porque não sou eu que quero dar-lhe estas respostas. Daí que eu nem sequer cheguei a... vou colocar as perguntas e nem tenho a resposta escrita. Eu tenho os textos bíblicos escritos agora aqui, que vou partilhar consigo, que respondem diretamente, inequivocamente a estas perguntas.
Está preparado para isso? Venha comigo então para estas 10 perguntas. Primeira. Que dia foi santificado por Jesus? Se ele é o nosso exemplo, se ele é a referência, que dia se santificou Jesus? Vamos ler. Lucas capítulo 4, vamos ler os versículos 16 e depois o 31. Chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado segundo o seu costume na sinagoga e levantou-se para ler. E mais à frente diz, desceu a Cafernaum, cidade da Galileia, e os ensinava nos sábados. Inequivocamente, o sábado foi o dia que Jesus se santificou. Claro, alguns poderão dizer, bem, está bem, mas a seguir aqueles, os seguidores de Jesus, os seus discípulos, mais tarde, que dia é que eles guardaram?
Vamos ler Atos, no capítulo 13, alguns versículos, o 42, depois 44 e 45. Veja o que nos é dito. Saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas. Isto porque os apóstolos os tinham ensinado. E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. Então os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e blasfemando o contra diziam o que Paulo falava. Note bem, porque é que os judeus, portanto, que não tinham aceitado a mensagem de Jesus Cristo, nem o evangelho do reino de Deus, portanto não eram cristãos, continuavam na sua prática judeica? Porquê que o texto nos diz, já na era cristã, na pregação do apóstolo Paulo, que os judeus ficaram com inveja?
Porque o apóstolo Paulo ensinava a palavra de Deus, incluindo os gentios, no sábado. Esse era o dia que aguardávamos os seguidores de Jesus. Outra pergunta importante. Que evidência temos que o sábado continuaria a ser guardado pela Igreja Cristã? Ou será que temos evidências na Bíblia de que no futuro o sábado deixaria de ser importante? Veja qual é a resposta da Bíblia. Vamos ler o que diz Mateus 24, entre o versículo 15 e o 20. Diz que quando pois Virdes, que é a abominação da desolação de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo, isto dizia Jesus em Mateus 24, quem lê entenda.
O que é que ele queria dizer com isto? Ele vai fazer agora uma advertência. Os que estiverem na Judeia fujam para os montes, mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias e orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado. Agora note o seguinte, a que é que Jesus se referia? A um acontecimento no futuro, já na era cristã, E nós sabemos perfeitamente o cumprimento desta profecia de Jesus. Aliás, já me referi a ela aqui, no nosso programa em busca da verdade, num estudo anterior. Ora, Jesus referia-se ao acontecimento do cerco e da tomada de Jerusalém, feita no ano 70 depois de Cristo, sob as ordens do General Tito.
Nesse fatídico acontecimento para os judeus, Jerusalém dizimada, milhares de pessoas morreram, o templo foi destruído e Jesus advertiu os seus seguidores e num lamento quase sobre o que eles iriam passar, ele dizia ai dos que vão fugir nesse tempo e orem para que não aconteça no sábado. Isto quer dizer o quê? Que temos uma evidência da parte de Jesus que para Jesus estava muito claro. No futuro profético o sábado continuaria a ser o dia que os seus seguidores o santificariam e abençoariam, e usufruiriam dessa bênção de guardar o dia de sábado. Quarta pergunta. Há algum texto na bíblia que ensina, ordena ou estabelece o domingo como o dia a ser santificado?
Esta pergunta é extremamente importante porque Uma maioria dos cristãos se santificam o dia de sábado, por isso nós temos que perguntar, o dia do domingo, por isso temos que perguntar, há algum texto na bíblia que diga que é o domingo o dia do Senhor? Pela primeira vez. Estamos no 14º programa, eu estou sem palavras e não tenho nenhum texto bíblico para lhe apresentar, porque a bíblia não tem um único texto bíblico em que haja uma ordem ou em que Deus estabeleça, indique, ordene, dê um mandamento para que os seus filhos, a igreja, guarde o domingo. Você já notou a importância de ter um suposto dia em que devemos adorar a Jesus Cristo e Jesus Cristo não nos advertiu?
E Jesus Cristo não nos diria que o domingo é esse dia? Jesus nunca o disse, ele disse, na verdade, o contrário. Por isso a esta pergunta, a minha resposta, a resposta da bíblia que lhe posso apresentar é exatamente esta. Nenhum. Terá Jesus anulado o sábado na cruz? Este é um ponto importante. Vários cristãos, talvez já não por razões tão da tradição cristã histórica, Olham já por uma forma mais teológica e levantam questionamentos teológicos. Talvez agora, ao estarmos debaixo da graça, o sábado deixe de ser necessário ou de fazer sentido. Portanto, poderíamos perguntar de facto isto. O sábado, a cruz, anulou o sábado? Temos as palavras do apóstolo Tiago, que escreveu muito depois da morte de Jesus, instruiu a sua igreja e disse o seguinte, qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos.
Alguém perguntaria, que lei é que o apóstolo Tiago está a falar? A resposta está no texto, porque aquele que disse não cometerás adulterio, também disse não matarás. Se tu, pois, não cometeres adulterio, mas matares, estás feito transgressor da lei. Permita-me sem nenhuma heresia, usar a mesma lógica do apóstolo Tiago para completar ou complementar este texto. Se o texto diz, não como traz adultério, Também disse, o mesmo também disse senão me atras. Ora, é o mesmo senhor e o mesmo texto, o mesmo mandamento que diz guarda o dia de sábado para o santificar. Logo, anular um dos mandamentos é anular todos.
Dizer que o sábado foi anulado na cruz é o mesmo que dizer que já não temos que obedecer ao sexto, ao sétimo, o oitavo, o nono ou décimo mandamentos. O domingo não é uma celebração da ressurreição de Cristo? Outro facto mais teológico ou bíblico que pode e tem sido levantado para dar a demonstração ou a ideia de que os crentes, mesmo não havendo uma ordem direta para a guarda do domingo, porque isso é uma evidência bíblica, talvez poderíamos pôr assim então, vamos adorar no dia do domingo, Porque é um dia muito importante, porque foi o domingo, ou foi o dia da ressurreição de Cristo. O que é que a Bíblia nos diz sobre isto? Tem uma resposta clara. A resposta é esta. Romanos 6.4, o apóstolo Paulo determinou qual é o significado para o crente da ressurreição de Cristo.
De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte. Para que como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também, em novidade de vida. Não, o domingo não é em nenhum lugar da bíblia considerado ou estabelecido como um dia de celebração da ressurreição de Cristo. O que a bíblia ensina é que o batismo é a celebração que acontece uma vez na vida do crente, essa sim está em associação simbólica à ressurreição de Cristo. Sétima pergunta, como é que o domingo então foi introduzido no cristianismo?
Porque a verdade é que uma larguíssima maioria do cristianismo celebra os seus cultos no dia domingo e considera o domingo como dia santo. E agora, mais uma vez, eu não tenho nenhum texto bíblico para lhe apresentar, para responder a esta pergunta. Ela tem uma natureza histórica de tradição eclesiástica. Eu vou resumir-lhe aqui exatamente quando e como o domingo foi introduzido no cristianismo. Foi introduzido por um homem conhecido da história, o imperador romano Constantino. Isto aconteceu a 7 de março do ano 321, mas foi no ano 364 depois de Cristo, portanto estamos a falar a meados do século IV, que então a igreja cristã de Roma adotou o domingo como o dia oficial, dia santo, dia de celebração.
Ora, Constantino, imperador de Roma, era adorador do sol. Foi essa a educação que ele teve e foi isso que ele foi durante toda a sua vida. Sabemos que ele passou por um processo de conversão ao cristianismo que não se tratou, obviamente, de uma adesão de coração ao evangelho de Jesus, foi antes uma decisão de uma natureza estratégica ou mesmo política. Ora, o domingo era celebrado em Roma, incluindo, obviamente, por Constantino, como o dia do sol. E por isso a celebração do domingo foi introduzida na doutrina cristã como aquilo que nós designamos como um sincretismo religioso. Ou seja, uma maneira de fazer uma conjugação entre uma religião pagã, de Roma, e a religião cristã.
O domingo foi a marca deste sincretismo, desta mistura entre o que vinha de Roma, A Roma pagã enquanto império e agora a Roma religiosa. Por isso o domingo foi introduzido no cristianismo como um processo político e religioso, não como parte de um mandamento ou de uma forma de ler a escritura. Oitava pergunta, até quando o sábado será celebrado? Vail, quando é que vai terminar a celebração do sábado como dia do Senhor? A escritura diz-nos em Isaías, no capítulo 66, versículos 22 e 23. Porque como os novos céus e a nova terra que hei de fazer estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
E será que desde uma lua nova até à outra e desde um sábado até ao outro virá toda a carne a adorar perante mim Diz o Senhor. Esta é a visão que foi dada a Isaías sobre o que se vai passar onde? Na nova terra. E na nova terra o povo de Deus virá a adorá-lo de um sábado até ao outro sábado. Portanto, até quando será celebrado o sábado? pela eternidade na nova terra. Que tipo de apostasia é que nós sabemos que foi revelado que aconteceria na igreja cristã? Alguma coisa foi revelada pelos apóstolos que nos indica que haveriam estas formas de apostasia, ou seja, de mudar pelos homens aquilo que Deus estabeleceu?
Sim. O apóstolo Paulo escreveu o seguinte, note bem nestas palavras, 2ª de Salonicenses 2, 13 e 4. Ninguém de maneira alguma vos engana, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora, de sorte que se assentará como Deus no templo de Deus, querendo parecer Deus. Fomos advertidos que seria introduzido na igreja, na verdade, na pura verdade, da Bíblia, seria introduzida uma apostasia tremenda por aqueles que se passam por Deus, que querem parecer Deus, que se apresentam com um aspecto de autoridade divina e o que é que fazem?
Levantam-se contra tudo que Deus estabeleceu, mas particularmente contra a adoração a Deus. E a última pergunta, a décima. Como é que Jesus vê as práticas da tradição humana? para muitos, e é o caso da igreja cristã tradicional romana, é ela própria que afirma que na sua autoridade a tradição tem valor ao nível da bíblia, mas Deus advertiu-nos contra aqueles que precisamente colocariam a tradição humana como inspirada ou de autoridade, porque na verdade isso já tinha acontecido no próprio povo de Deus, o povo judeu.
Por isso Jesus advertiu-nos dizendo, Marcos 7,6 e 8,13. Jesus respondendo disse-lhes, bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas. Como está escrito, este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém, me honram. O que é que fazem estes que honram a Deus em vão? Ensinam doutrinas que são mandamentos de homens? Porque deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens. invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição que vós ordenasteis. Aquilo que Deus acusou os judeus de terem feito durante séculos foi exatamente o que se veio a reproduzir na história da Igreja Cristã.
E foi o quê? A tradição dos homens e os mandamentos de homens vieram substituir-se para muitos na sua prática cristã, ao mandamento de Deus. E o sábado é, por excelência, esse sinal que faz a diferenciação entre quem quer
estar na tradição dos homens e quem quer estar no mandamento de Deus. Eu deixo-lhe por isso, ao terminar este estudo, um repto muito claro. Posicione-se ao lado da verdade revelada. Isso vai contra aquilo que aprendeu, contra a sua história, vai talvez contra a tradição que recebeu dos seus pais ou da sua igreja. Posicione-se ao lado do que está escrito. Porque foi isso que Jesus nos ordenou. É isso que a Bíblia nos ensina. Aquele que diz eu conheço a Deus e não guardo os seus mandamentos é mentiroso e nele não está a verdade. Tome em consideração este profundo apelo da palavra de Deus. Escolha, por isso, obedecer a Deus, mesmo se isso for contra tradições, contra regras ou doutrinas de homens.
Posicione-se, portanto, ao lado daquilo que Deus estabeleceu. Porque, como dizia o apóstolo, mais importa obedecer a Deus do que aos homens. Desfrute desta oportunidade. Se ainda nunca o experimentou na sua vida, de tornar o dia de sábado como o dia da sua vida, o dia de descanso e de benção, o dia de relacionamento e adoração com Deus. Lembre-se que o sábado foi feito por sua causa, por minha causa, para nosso benefício e a nosso favor. Eu deixo-lhe este desafio e este apelo mesmo, direto e de coração, a que aceite o dia de sábado tal como a Bíblia o ensina, como ele é desde o princípio e como será por toda a eternidade.
E que Deus o abençoe ao tomar esta decisão na sua vida. Até para a semana ou até ao próximo programa, se Deus quiser, que Deus o abençoe. E aí.