A Verdade da Palavra

A Verdade da Palavra

17 de Novembro de 202152 min 48 s

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This is Chapter 02

Seja bem-vindo, estamos a dar início a este novo programa de Novo Tempo, Em Busca da Verdade. É um prazer reunir-me novamente consigo, aí desse lado, e desta vez para passarmos um tempo juntos mesmo em redor da Palavra de Deus. O Em Busca da Verdade não é um programa de conferências ou apenas pregações, mas

This is Chapter 03

um programa de estudo da Bíblia. Por isso, o que eu desafio neste momento é Para aqueles que puderem, se for o seu caso, vá buscar a sua bíblia, seja em papel, para folhear e sentir esse gosto do papel na mão, ou no seu telemóvel ou tablet, pode também obviamente pesquisar. Essa será a melhor forma de fazermos deste tempo realmente um tempo de estudo da palavra de Deus. Naturalmente que eu irei também aqui, com a ajuda deste ecrã, quase como um quadro, ter os textos bíblicos aqui também para nos facilitar e ajudar na leitura. Estamos então prontos para mais esta aventura à volta da Palavra de Deus. Antes disso, dizer-lhe que, para que se prepare o melhor possível, nós queremos criar aqui uma oportunidade também de interação consigo que está a estudar a Bíblia e que está em procura ou à procura da verdade da palavra de Deus, desafio-o a fazer o seguinte.

Vá tomando muita atenção àquilo que vamos fazendo aqui, porque tem um desafio para si no final deste programa. Vá à emissão ao site da Novo Tempo em novotempo.pt barra em busca da verdade. Portanto, a seguir ao site da Novo Tempo, O ponto PT é apenas juntar o nome do nosso programa. E no final deste programa vai encontrar aí um teste, um pequeno teste, com perguntas muito rápidas, vai demorar apenas dois minutinhos a responder essas perguntas. São perguntas sobre o que vamos aprender aqui. não apenas vai permitir-lhe testar o quanto compreendeu e integrou do tema que hoje vamos abordar, na Bíblia, a palavra de Deus, mas também há uma surpresa ou uma oferta especial para todos aqueles que quiserem, seja para aprofundar o estudo ou até para partilhar e estudar com outros, temos uma surpresa muito especial.

Aqueles que preencherem este teste enviam-nos o teste e nós teremos imenso gosto em enviar-vos pessoalmente a apresentação deste programa, tal como vou usar aqui, e em PDF um texto com também o conteúdo deste, o primeiro programa da série Em Busca da Verdade, mas também em todos os programas que se vão seguir. Por isso, terá com certeza todo o interesse nisto em ir em novotempo.pt barra embuscadaverdade. Saúdo também desde já a todos aqueles que estão conosco não apenas na Novo Tempo, em direto neste momento, mas também aos ouvintes da Rádio RCS, que aqui na zona da Grande Lisboa, com certeza alguns estão a esta hora conosco também.

Sem perder mais tempo, vamos ao primeiro tema deste programa. Um programa que pretende estudar tema após tema, pergunta após pergunta, os grandes temas da Bíblia, a escritura, a palavra de Deus. Com certeza, se Deus nos permitir e der vida e saúde para isso, Vamos ter aqui diferentes séries com diferentes temáticas. Nesta primeira série nós vamos abordar alguns dos grandes temas da Bíblia e explorá-los com a maior profundidade possível para ajudar a esclarecer dúvidas que tenha, mas também a aprofundar o seu conhecimento. Hoje vamos estudar precisamente a verdade da palavra, ou seja, vamos compreender o que a Bíblia ensina sobre ela própria enquanto enquanto revelação da parte de Deus.

Vamos então juntos para este estudo. Vamos ter três rubricas, se quiser, três partes distintas, em cada um dos programas do Em Busca da Verdade, e a primeira dessas partes, destas rubricas, é o que há para descobrir. Uma espécie de introdução ao tema. O que é que nós temos essencialmente para descobrir sobre este tema fascinante, a Bíblia? Três notas que eu gostava de partilhar consigo. Em primeiro lugar, dar-lhe nota da permanente procura por Deus, que caracteriza e faz parte da própria essência do ser humano. Nós podemos olhar para trás, para a história da civilização humana, e inevitavelmente vamos encontrar vestígios, relatos e registros desta procura por Deus, pelo transcendente, pelo Criador, quase como um filho que procura pelo a sua origem e os seus pais.

Mas eu acho ainda mais impressionante que hoje, em pleno século XXI, num tempo muito secular, para muitas pessoas de um grande afastamento de uma prática religiosa, mesmo, até diria, num tempo em que está tão em voga, toda uma mentalidade, seja no domínio científico, mas também filosófico e do pensamento, que põe em causa até a existência de Deus, a verdade é que mesmo neste tempo uma larguíssima maioria da população... mundial, as estatísticas mostram isso, continua numa procura por Deus, mesmo às vezes fazendo através de conceitos mais espiritualistas e filosofias de uma natureza não religiosa se quiser ou de prática religiosa, mas que manifestam esta permanente procura por Deus.

Em segundo lugar, Nós estamos à procura de Deus, mas Deus não está em silêncio. Ou seja, Deus não nos deixou sem revelação. Por isso, podemos dizer que a revelação da parte de Deus é uma das grandes evidências da sua presença, do seu projeto, mas também daquela que deve ser a atitude do ser humano, que é procurar por essa revelação. Ora, nós podemos afirmar, e esse é o nosso ponto de partida, é de que a Bíblia é uma revelação escrita da parte de Deus e Jesus Cristo foi, quando esteve nesta terra, a revelação viva de Deus.

Ora, sendo que nós hoje não temos Jesus connosco, podemos afirmar claramente que a Bíblia, mesmo a revelação sobre Jesus, é na Bíblia que nós a encontramos. Eu, portanto, desafio agora a irmos à procura de descobrir uma evidência destas grandes verdades e afirmações que eu acabo de fazer. E vamos realmente agora abrir a nossa Bíblia e começar a desvendar aquilo que ela tem para nós. O primeiro texto que eu gostava de partilhar consigo O que lê-se também comigo encontra-se no Evangelho de João no capítulo 5 e no versículo 39. São palavras de Jesus que eu o convido agora a ler comigo. E nós lemos aqui o seguinte. João 5, 39. Jesus dizia... examinais as escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam." Repare, portanto, que Jesus está a afirmar de uma forma clara, neste caso, num diálogo que ele estava a ter com um grupo de homens judeus que vieram indagar e fazer perguntas a Jesus, e ele afirma claramente que as escrituras, portanto, Jesus está obviamente a falar da Bíblia, e particularmente do Antigo Testamento, já teremos a oportunidade daqui a pouco de falar um pouco mais sobre isso, Jesus afirma categoricamente que é a Bíblia que dá testemunho dele.

Ou seja, é o mesmo que dizer que a Bíblia é, em primeiro lugar, uma revelação da pessoa de Jesus Cristo, da sua obra, da sua vinda, do plano de salvação e de tudo aquilo que foi o ministério e o projeto da revelação de Jesus nesta terra. Ora, a Bíblia é, essencialmente diz Jesus, um testemunho dele próprio. Mas há um segundo texto que me parece muito importante e que, nesta introdução, que estamos ainda a descobrir o que é que a Bíblia realmente tem como proposta, vamos ler agora palavras do apóstolo Paulo, no capítulo 15 da carta que o apóstolo Paulo escreveu aos romanos, e vejam aqui o versículo 4. Lemos o seguinte. porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito.

O apóstolo Paulo está, portanto, a assegurar-nos que tudo aquilo que nós lemos na Escritura, na Bíblia, é uma revelação da parte de Deus que tem o propósito de ensinar. Ou seja, na Escritura nós encontramos revelação, toda ela, útil e necessária e para nosso ensino. Com a consciência destas duas grandes verdades, nós podemos então avançar no conhecimento mais profundo do que a Bíblia, revela sobre ela própria enquanto revelação de Deus. Quais são então os dois pontos de partida? Eu vou repetir ou relembrá-los. Jesus é essencialmente o tema central da revelação da Bíblia e tudo o que está escrito serve para o nosso ensino.

Algumas pessoas poderiam dizer que na Bíblia encontramos algumas afirmações, algumas histórias, que em si mesmas não são um exemplo ou uma referência positiva. Naturalmente que não. Aliás, elas estão escritas precisamente para mostrar como a conduta de diferentes homens, mulheres e povos podem afastar-se muito do plano de Deus e com isso ser tremendamente negativas. No entanto, o que a Escritura afirma é que essas histórias estão escritas para o nosso ensino e é nesse sentido que elas funcionam como revelação da parte de Deus. Vamos então entrar agora na segunda rubrica, depois de termos lançado o tema, vamos aprofundar e vamos chamar a este momento, que será o momento agora mais demorado deste estudo, quem procura, encontra.

E na Bíblia não tenho dúvida que a atitude que nos permite descobrir a verdade é uma atitude de inquirição, uma atitude de vontade de conhecer. No fundo, é preciso procurar para encontrar. E é isso que eu lhe proponho neste momento, que nós possamos procurar para encontrar. Vamos começar por fazer uma reflexão. A Bíblia, Ela não esconde, ela dá até mesmo demonstração desta grande verdade uma espécie de tensão entre, por um lado, a necessidade que nós temos de Deus e de buscar entendimento sobre Deus, portanto, buscar revelação, mas por outro lado, a dificuldade que nós temos em fazê-lo.

Estas dificuldades têm diversas explicações. Desde logo, a nossa dificuldade natural por uma certa tendência para o egoísmo, para não querermos depender de alguém que é soberano e que está acima de nós, esta será uma das explicações. Mas outra explicação também é o facto de haver, na verdade, uma grande separação entre nós e Deus. Caso contrário, eu nem precisaria de estar aqui. Neste momento nem nós precisaríamos de estar com a Bíblia na mão à procura de entender. Se Deus se manifestasse, estivesse no meio de nós, se Deus falasse individual, pessoalmente com cada um de nós, é evidente que a revelação e o conhecimento e até o relacionamento com Deus estaria muito facilitado. Mas nós vivemos, digamos, na confluência destas duas realidades, uma necessidade de Deus uma busca, como há pouco eu dizia, quase natural por entender e compreender Deus, mas uma dificuldade em fazê-lo.

Aliás, a este propósito, poderíamos ler as palavras que o apóstolo Paulo registou no capítulo 17. Ou melhor, quem as registou foi Lucas. Quem as disse foi naturalmente o apóstolo Paulo. num célebre discurso que ele teve, muito bonito, um discurso, aliás, onde o apóstolo Paulo, por estar precisamente em Atenas, no Areópago, ele vai citar poetas conhecidos do seu tempo e, obviamente, ele vai, a partir desses textos que aqueles que o ouviam naquele momento e naquele contexto conheciam, ele vai aplicar esses textos a um relacionamento Agora não com Zeus ou qualquer outro deus da Grécia ou da mitologia antiga, mas vai aplicar estes textos.

Boa parte destas palavras eram poemas conhecidos naquele tempo, mas vai aplicá-los ao relacionamento com Deus. Vamos ler precisamente os versículos 26 e 27, no capítulo 17 do livro de Atos, onde lemos o seguinte. De um só, portanto de um só homem, de um só fez toda a geração dos homens. Ele está a falar de Deus. E depois ele diz, fê-los para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação, para que buscassem ao Senhor, se porventura tateando-o, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós. Veja como, nestas palavras de facto de uma grande beleza em termos de formulação, o apóstolo Paulo consegue conciliar precisamente esta luta entre uma necessidade de Deus, como dizia o texto, se buscássemos a Deus quase tateando ou à procura, sem saber exatamente como e onde, mas ao mesmo tempo o apóstolo Paulo diz que Deus não está longe.

Ou seja, nós podemos encontrar Deus, é um facto, há uma resposta para a nossa necessidade, mas há uma dificuldade em fazê-lo. Eu pergunto qual é a origem deste nosso anseio por Deus. Isto vai nos ajudar a compreender a natureza da existência da Bíblia como parte do projeto de Deus para nós. Vamos tentar compreender isto, a origem do nosso anseio por Deus. Eu agora vou ler aqui diretamente no quadro esta pequena afirmação, mas muito importante, que foi Jesus que a fez num diálogo que ele teve, famoso diálogo, com a mulher samaritana. Isto está registado no capítulo 4 do Evangelho de João e neste discurso Jesus vai dizer o seguinte no versículo 24, Deus é espírito e importa que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade.

Eu quero que fixemos a nossa atenção logo na primeira afirmação, que é uma afirmação sobre a essência de Deus. e a afirmação é que Deus é Espírito. Ou seja, a natureza de Deus tem esta característica, é Espírito. Isto pode ter várias implicações, mas essencialmente no quadro do nosso estudo aqui eu queria reforçar a ideia de que Deus é Espírito, quer dizer que a dimensão na qual Deus habita, a dimensão onde Deus é plenamente, é uma dimensão espiritual. Ora, isso é obviamente uma oposição ao domínio onde nós, como seres humanos, nos encontramos, que é um domínio carnal, se quisermos usar uma expressão até bíblica, mas que nós entendemos, porque essencialmente tem a ver com o facto de nós termos carne, físico, Se quisermos, estamos essencialmente num domínio material.

Temos a contingência do que é físico, do que é material, na qual vivemos. Mas Deus está, ou Ele é mesmo, da essência espiritual. E nós encontramos, portanto, aqui logo uma espécie de compreensão desta dificuldade neste relacionamento. Mas a Bíblia também nos diz algo muito importante. A Bíblia diz-nos logo no início da revelação sobre Deus e nós, seres humanos, como suas criaturas, esta incrível afirmação. Génesis capítulo 1 e versículo 26. Disse Deus, façamos o homem à nossa imagem conforme a nossa semelhança. Então note no seguinte, se Deus é espírito, ele é essencialmente um ser da natureza espiritual.

Mas nós, cada homem e mulher nesta terra, fomos criados à imagem e conforme a semelhança de Deus. Isto diz-nos o quê? Que Deus dotou-nos de uma dimensão espiritual. e é esta dimensão espiritual que justifica ou explica o nosso anseio por Deus. Mas também, ao mesmo tempo, esta dimensão espiritual, que é um reflexo, uma imagem daquilo que Deus é, é também o meio através do qual nós podemos e somos capazes de nos relacionarmos com Ele. Agora, dito isto, a pergunta chave, então, é onde é que nós podemos saciar este anseio?

Faça esta lógica, siga esta lógica comigo. Se estamos a afirmar que, segundo a Bíblia, nós somos imagem e semelhança de Deus, logo quer dizer também, entre outras coisas, mas neste foco, que há uma dimensão espiritual que nos faz buscar Deus e a sua presença, Deus não nos ia deixar sem um meio, um instrumento, para encontrarmos e alimentarmos a nossa sede espiritual. Então, leia comigo no profeta Isaías. Vamos agora ao Antigo Testamento, e no profeta Isaías, no capítulo 30, há uma descrição incrível de como Deus planeou este propósito de encontrarmos uma resposta para esta nossa busca por Deus, pelo conhecimento de Deus, pela sua revelação.

Isaías, então, eu já saltei aqui para Germias, Isaías capítulo 30, e vamos ler então no versículo 8. Veja bem o que nos é dito, ou acompanhe-me se estiver com a sua Bíblia. Vai, pois, agora, escreve isto em uma tábua perante eles, e aponta-o num livro, para que fique escrito para o tempo vindouro, para sempre, e perpetuamente. Repare que a ordem de Deus ao profeta já nos ajuda a compreender este plano de uma revelação escrita. Claro que aqui tem um contexto particular, mas este contexto aqui deste versículo, em que o Senhor dizia ao profeta para apontar num livro, ajuda-nos a compreender o propósito de Deus.

É que a sua palavra, a revelação sobre ele, Deus, e obviamente sobre o seu plano, em diferentes momentos e circunstâncias, ao ficar registado por escrito, esse registro ficaria eternizado, pelo menos enquanto estivermos aqui nesta terra. E vamos juntar agora a isto, é só folhear umas páginas, no capítulo 34 do livro de Isaías, vamos encontrar aqui, no capítulo 16, algo que me parece também muito importante e que eu gostava de chamar a sua atenção. Isaías 34, e vamos ler o versículo 16. Leia comigo, então, que diz o seguinte. É um apelo. Buscai no livro do Senhor e lede. Nenhuma destas coisas falhará, nem uma outra, nem outra faltará, porque a sua própria boca o ordenou e o seu espírito mesmo as ajuntará.

Note bem na profundidade deste versículo, mas ao mesmo tempo ele revela, neste percurso que estamos a fazer, Nós que buscamos por entendimento, que temos um anseio por relacionamento com Deus, o nosso Criador, ele teve o cuidado de deixar por escrito no seu livro, porque aqui é chamado o livro do Senhor, e nós entendemos que é obviamente uma referência aos escritos, que nós hoje temos a graça de os ter aqui compilados numa bíblia, que no fundo é uma biblioteca de livros revelados, por Deus aos seus profetas, aos apóstolos, que registaram. Portanto, este livro é toda a revelação de Deus que foi deixada por escrito. Para nós hoje é uma equivale a dizer a Bíblia.

E o Senhor diz claramente, procurem o que está escrito porque essas coisas que vêm da parte de Deus, porque ele é o livro do Senhor, não falharão e o mesmo Espírito as ajuntará. Ou seja, o Espírito que inspirou é o Espírito que também estará junto daqueles que leem. Ou seja, o ponto central desta reflexão que estamos a fazer neste momento é que a revelação escrita que nós encontramos na Bíblia é uma revelação da parte de Deus e faz parte de um projeto. Estes textos que acabamos de ler revelam a ideia de um projeto da parte de Deus. Mas leia comigo agora estas incríveis palavras do apóstolo, que na Carta aos Hebreus escreveu o seguinte, havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras, Note bem, Hebreus capítulo 1, versículo 1, reforça esta ideia de que Deus não está em silêncio, Deus está a falar.

Este tem falado revela um processo contínuo de revelação de Deus. E como é que Ele tem falado? Através dos profetas. Ora, nós hoje não temos os profetas connosco. aqui fisicamente, a não ser aqueles que Deus suscita ao longo do tempo, porque Deus não parou de suscitar profetas. Com certeza havemos, aliás, de estudar sobre este tema um pouco mais à frente, aqui no nosso programa. Mas ao longo do tempo Deus revelou a sua palavra aos profetas. Ora, como é que nós a temos? Temos-la na forma escrita, mas depois completa o pensamento, o apóstolo dizendo a nós, falou-nos nestes últimos dias, pelo Filho. Lembra-se que há pouco eu dizia que Deus então está a revelar-se, essencialmente através da palavra escrita, a Bíblia, e através de Jesus, a palavra viva.

Aqui estão, neste versículo, uma manifestação destas duas grandes formas de revelação. O projeto divino de comunicação com o ser humano existe e está acessível a todos nós. Então, assim sendo, agora é tempo de mergulharmos um pouco mais ainda na Bíblia, Agora, assumindo esta compreensão de um projeto divino de comunicação, já percebemos todo esse percurso, esse projeto foi deixado na forma escrita, mas ele nasce porque Deus também deixou em nós uma vontade, uma sede de conhecimento, vamos então agora compreender um pouco melhor como e que razões nós temos para confiar na Bíblia como uma revelação da parte de Deus. Eu decidi formular a pergunta desta maneira.

Que bênçãos é que nós obtemos através do estudo da Bíblia? Eu talvez atrever-me aqui a completar ou a levar a pergunta um pouco mais longe, dizendo que aquilo que eu quero mostrar neste momento na Bíblia são bênçãos que nós não podemos encontrar fora das Escrituras. Quer dizer que alguém que procure ter um relacionamento com Deus, e é possível tê-lo, fora da Bíblia e das Escrituras. É possível tê-lo porquê? Porque Deus não se revela exclusivamente na Bíblia, é evidente. Deus está a revelar-se, por exemplo, através da consciência, ou seja, diretamente, é possível, Deus fala. Deus revela-se, nota, através da natureza, ou seja, da obra que ele criou.

Também há a revelação de Deus. É por isso que nós olhamos para a imensidão, para a beleza, para as maravilhas da obra criada, e só isso já pode ser uma revelação de Deus. E Deus pode falar-nos até de outras maneiras, mas a revelação escrita da parte de Deus tem associado a ela um conjunto de bênçãos que fora desta revelação nós não os podemos obter, e é isso que eu gostaria de ver consigo. A primeira bênção a que nos vamos referir eu vou chamar-lhe a bênção do discernimento espiritual. Já temos aqui o texto, mas alguns poderão estar obviamente a acompanhar na sua Bíblia, e portanto eu vou abrir neste texto do apóstolo Paulo, na carta que ele escreveu a Timóteo.

Portanto, neste caso, a 2ª carta de Timóteo, vamos ler no capítulo 3 e no versículo 15. Aliás, depois vamos ficar aqui um pouquinho nesta carta, porque vamos ler o próximo versículo também. Mas acompanhe-me, então, 2ª de Timóteo, no capítulo 3. Veja bem, o apóstolo Paulo diz, no versículo 15, falando diretamente a Timóteo, ele dizia, a ti, que desde a tua meninice sabes as sagradas letras que podem fazer-te sábio para a salvação pela fé que há em Cristo Jesus. O apóstolo vai, aliás, dar este título à Bíblia. Ele está a falar das Escrituras e vai chamar-lhe as Sagradas Letras. Porque, lá está, é a forma escrita da Revelação e sagradas porque vêm daquilo que é santo. Elas não são palavras seculares, ou seja, não são criação humana, não são apenas arte literária.

Embora também haja muita arte, muita beleza e poesia na escritura, mas a escritura, a Bíblia, é essencialmente um conjunto de letras sagradas. E o que é que o apóstolo Paulo vai referir que é uma bênção que, neste caso, o jovem Timóteo iria obter? E obteve desde a sua meninice, porque a sua avó e a sua mãe lhe ensinaram. Ele diz-lhe sábio para a salvação. Repare que ser sábio para a salvação é uma forma de dizer discernimento espiritual, uma compreensão profunda das coisas de Deus, porque é isso que é a salvação, é o projeto divino. Portanto, discernimento espiritual é uma bênção que vem essencialmente através do estudo da Escritura.

Eu posso testemunhar para si uma coisa. Ao longo da minha vida, Eu tenho encontrado diversas pessoas que, em termos de formação académica, intelectual, são pessoas muito simples, até porque não tiveram acesso a essa informação, e eu fico, por vezes, impressionado com a grandeza de espírito, com o conhecimento, discernimento e a sabedoria de pessoas com pouquíssimos conhecimentos seculares. Eu fui-me apercebendo, ao longo do tempo, que essas pessoas iam buscar esse discernimento à Bíblia. Por isso ela é fonte de discernimento espiritual. Mas a Bíblia também é fonte de um conjunto de graças, de virtudes, eu diria, que estão diretamente associadas ao que está escrito.

Aliás, continuamos a ler agora aqui, e o apóstolo Paulo continua no versículo 16, onde estamos, 2 Timóteo 3. Toda a escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar rederguir, corrigir e para instruir a injustiça. Então note, eu coloquei aqui para facilitar estas quatro grandes virtudes. O ensino, a repreensão, a correção e a instrução. Repare que é possível termos pessoas Quem sabe alguém, até que neste momento me escuta, que sente que sobre a Bíblia conhece muito pouco. Essa pessoa na Bíblia vai ter a graça de receber o quê? Ensino. Mas talvez haja pessoas que, conhecendo já a Bíblia, vão descobrir que muito do que pensavam que a Bíblia dizia E pode acreditar que eu tenho encontrado também na minha vida, no meu ministério pessoal, no meu contacto com as pessoas, muitas pessoas que estando convencidas e tendo sido ensinadas ao longo do tempo sobre a Bíblia, na verdade vêm a compreender que muito do que tinham aprendido estava errado, equivocado ou porque foram enganadas, literalmente.

ou porque não se tinham apercebido muito do que está na Bíblia. Então essas pessoas precisam de ser corrigidas naquilo que tinham aprendido. Mas depois há outra nota. Há pessoas que conhecem a Bíblia, conhecem-a de uma forma profunda, mas não estão disponíveis para adequar a sua vida àquilo que está escrito e que é ensinado. Então essas pessoas já não precisam de ensino, porque não estão na ignorância, não querem praticar. Isso posso ser eu muitas vezes na minha vida. Então o que é que a Bíblia nos traz nesse caso? Repreensão. E as pessoas que já conhecem a Bíblia, têm vontade de a praticar e querem conhecer mais a fundo. De outra maneira, será que é possível alguém dizer que chegou a um ponto que já conhece tudo, tem todo o conhecimento sobre a Bíblia, a palavra inspirada de Deus?

De maneira nenhuma. Por isso é que a Bíblia é uma fonte permanente de instrução. Então repare que estas quatro bênçãos, estas quatro virtudes, elas estão associadas a diferentes posições em que eu posso estar diante do que está a revelar. mas quer mostrar-lhe ainda mais duas grandes bênçãos associadas à Bíblia. Segundo o que temos escrito em Isaías no capítulo 8 e no versículo 20, eu vou ler agora aqui diretamente, é-nos dito, à lei e ao testemunho, se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva. O contexto desta passagem de Isaías é muito interessante, porque haviam algumas pessoas que estavam a querer passar, vamos dizer, por profetas, por pessoas videntes, que adivinhavam coisas, E o povo de Deus obviamente estava ali no risco de dar ouvidos a essas pessoas adivinhadoras, por vezes até com ligações ao mundo espiritual, não ao mundo da revelação divina.

E o Senhor deu, através de Isaías, esta instrução clara. Se alguém tiver alguma revelação a dar, então é muito claro, tem a lei e o testemunho. Sabe que estas duas expressões, na verdade, são uma referência às Escrituras. A lei, aquilo que foi revelado a Moisés, e o testemunho, aquilo que os profetas receberam. Portanto, o que é que nos está a dizer este texto? Que a Bíblia, a palavra revelada, funciona como um padrão, e ela é um padrão seguro. Se uma pessoa não tiver uma revelação da parte de Deus, que seja uma referência, como é que vai saber se o que está a fazer, se a sua conduta, se a sua prática ou a sua crença estão baseadas numa verdade? Neste caso eu poderia ter a minha verdade, se calhar você está aí desse lado, sobre um tema qualquer, podia ter a sua verdade.

Não pode haver a sua verdade e a minha verdade. no que diz respeito à revelação de Deus. Por isso é que a revelação escrita nos dá o quê? Um padrão, uma referência. Esta é uma bênção, lá está que não há fora da Escritura. Mas o que é que a Bíblia ainda nos fornece? Disse o apóstolo Paulo, Romanos 10, 17, de sorte que a fé é pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus. Logo, nós percebemos que há uma ligação direta entre ter fé, conhecer, ouvir a Palavra de Deus. Portanto, há uma bênção que está associada à Bíblia, que é uma fé sólida. Eu aqui estou a chamar-lhe uma fé fundamentada. Há que distinguir o que é uma crendice. Nós temos que admitir, e eu disse aliás aqui no princípio, que por vezes o ser humano manifesta fé e espiritualidade de várias formas.

E claro que isso tem levado muitas pessoas a manifestar a fé das formas mais incríveis por vezes. Repare, eu podia neste momento dizer que tenho fé que esta mesa que está aqui à minha frente é uma mesa divina, um oráculo, e quem sabe eu poderia dizer que esta mesa, eu acredito que ela me pode dar inspiração para a minha vida. Portanto, eu manifesto uma certa forma de fé ou, se quisermos, de crendice. Mas essa fé está baseada em quê? Qual é o fundamento para eu dizer que tenho fé nesta mesa de madeira que está à minha frente? Ora, a Bíblia alerta-me e evita-me, aliás, estas fés, permitam-me chamar-lhe assim, fés sem uma base sólida, que podem cair facilmente diante de qualquer circunstância adversa. A Bíblia dá-nos uma fé sólida e fundamentada.

E finalmente, o último ponto, nestas grandes bênçãos associadas à Bíblia, a Bíblia dá-nos verdade. E por dar-nos verdade, a Bíblia é a fonte de verdadeira liberdade. Nota o que disse Jesus Cristo. Capítulo 8 de João, versículos 31 e 32. Jesus dizia aos judeus que criam nele, se vós permaneceres na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos e conhecereis a verdade. e a verdade vos libertará. Repara bem na lógica desta retórica, desta formulação de Jesus. Se permanecermos, lá está aquela tal fé sólida e fundamentada, se permanecermos onde? Na palavra, e a palavra que Jesus disse hoje está aqui, está escrita, está registada na Bíblia, o que é que vai acontecer?

Temos acesso à verdade, e tendo uma verdade, automaticamente nós obtemos uma verdadeira liberdade. Porque sabe, liberdade não é fazer o que se quer. Liberdade é poder agir sabendo se o que eu faço é bom ou mau, está certo ou está errado. Se eu for ao médico, e o médico me der um diagnóstico errado, talvez por pena de me dizer que eu tenho uma doença tremenda, eu saio dali e vou continuar com a minha vida igual. Provavelmente saí com a convicção de que não tenho nada. Então essa omissão de verdade, baseada numa palavra enganosa do médico, vai fazer-me ter comportamentos errados.

Mas se o médico, ainda que a verdade seja dura, ou me demonstra alguma coisa que não está bem comigo, essa verdade vai libertar-me. Libertar-me para agir da maneira certa, fazer as escolhas certas. Aqui está, por isso, a razão pela qual Jesus descreve desta forma a verdade. E agora eu quero avançar para o final deste estudo olhando para Jesus. Aliás, esta série de programas em busca da verdade, que vão tocar em vários temas, elas têm essencialmente este propósito. Será, por assim dizer, o método que eu vou usar aqui consigo ao longo desta primeira série de programas. Tornar Jesus como a chave para entender qualquer tema. Porque Jesus é o, na verdade.

E eu agora gostaria de mostrar-lhe, através de duas perguntas que vamos colocar, como Jesus, na verdade, nos ajuda a compreender a essência da mensagem da Bíblia e do seu papel. Aliás, isto não pode ser admiração para ninguém, que qualquer verdade na Bíblia tenha que ser testada a partir da vida das palavras do testemunho de Jesus. O apóstolo João escreveu o seguinte, eu vou ler na primeira carta de João, no capítulo 2, versículos 5 e 6. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado, e nisto conhecemos que estamos nele. Como é que nós podemos saber que estamos nele e na sua palavra? Aquele que diz que está nele também deve andar, como ele.

Este é o padrão de conduta e de vida para os crentes, os cristãos. Portanto, aqueles que são cristãos precisam de ter isto em consideração. Em primeiro lugar, fazem qualquer cristão, e eu acredito que a larguíssima maioria dos que estão comigo neste momento são cristãos, talvez alguns não o sejam. Podemos ser, aliás, cristãos de diferentes origens em termos de denominação, de compreensão das escrituras. Mas há uma coisa que tem que unir, aliás, todos os cristãos. é de que Jesus é o nosso exemplo, portanto nós ouvimos e seguimos aquilo que ele faz, mas também em relação à Bíblia, a forma como Jesus usou a Bíblia é o padrão e a referência para nós. Porque ainda hoje nós temos muitos crentes, particularmente cristãos, que olham para a Bíblia como se ela pudesse ser cortejada, dividida, como se, por exemplo, o Antigo Testamento fosse uma coisa do passado, parte de uma, poderíamos dizer, uma velha aliança, que agora o Novo Testamento anularia.

Ora, Jesus É como ele que nós temos que andar. E é por isso que o ensino de Jesus sobre a Bíblia é essencial para nós. Vamos então compreender o que disse Jesus sobre a Bíblia, em primeiro lugar, e depois como é que Jesus usou a Bíblia. Vamos à primeira pergunta e agora vamos ser rápidos na análise destes versículos porque eles falam por si mesmos. O que é que Jesus disse sobre a Bíblia? Leia comigo em Mateus, no capítulo 5, e vamos ler a partir do versículo 17. Neste caso, vamos ler aqui, eu vou fazer a leitura já aqui no quadro. Jesus disse o seguinte. Não cuideis que vim para destruir a lei ou os profetas. Não vim para abrugar, mas cumprir.

Porque em verdade vos digo que até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei. sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus. Aquele, porém, que cumprir e ensinar, será chamado o grande no reino dos céus. Qual é a primeira lição sobre a maneira como Jesus ensinou sobre as Escrituras? O que está escrito na Bíblia é imutável e não se pode anular. E repare que Jesus estava a referir-se àquilo que nós hoje chamamos o Antigo Testamento. Essas eram as Escrituras que ele tinha na mão. Primeiro grande ensino que Jesus faz sobre a Bíblia.

Mas Jesus também afirmou palavras registadas na sua oração sacerdotal em João no capítulo 17 e no versículo 17. E o que é que ele disse? Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. Isto quer dizer o quê? Que se a palavra é a verdade, tudo o que está em oposição ao que está escrito é a mentira. Por isso Jesus ensinou que a Bíblia é, mais uma vez, a referência da verdade e do engano. A mentira, portanto, é o que se opõe ao que está escrito. Em terceiro lugar, Jesus disse sobre a Bíblia, Mateus no capítulo 22 e no versículo 29. Jesus, porém, respondeu-lhes dizendo e disse-lhes, errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.

Neste momento, quando Jesus fez esta afirmação, estava a falar com um grupo de crentes, os Saduceus, uma fação dentro do judaísmo. Tinham algumas crenças particulares. Essas crenças, Jesus vai dizer-lhes claramente que algumas delas não tinham fundamento. E porquê? Porque eles não podiam escolher crer nessas coisas. Eles tinham liberdade para escolher crer, mas eles não tinham fundamento porque estavam fora do que está escrito, neste caso, o que os profetas escreveram no Antigo Testamento. E, portanto, Jesus vai afirmar o quê? Que é um erro ser crente sem conhecer a Bíblia. E na verdade ainda hoje existem crentes que se afirmam como tal, mesmo os cristãos, mas que simplesmente não querem conhecer a Bíblia.

Ou porque dizem que talvez aquilo que creem foi o que lhes foi ensinado pelos pais. Ou simplesmente porque têm afirmações e crenças baseadas num ensino particular que lhes foi transmitido. E aquilo que é preciso hoje dizermos, seja qual for a nossa denominação, é claro porque são as palavras de Jesus. Errar por falta de conhecimento das escrituras é uma coisa que não se justifica, porque as escrituras têm verdade e revelação. E vamos então à última pergunta. Como é que Jesus usou a Bíblia? E aqui, obviamente, isto vai-nos ser de grande utilidade, porque agora não é o que Jesus disse sobre, é a maneira como Jesus usou as escrituras.

Eu vou dar-vos aqui pelo menos alguns exemplos, três exemplos distintos, que para nós hoje são um padrão de como usar as escrituras. Lembra-se? Nós andamos como Jesus andou. Se Jesus usou as escrituras desta forma na sua vida, nós somos convidados a fazê-lo também. Como é que Jesus usou a Bíblia? Eu vou ler em Lucas, no capítulo 4, E nos versículos 3 e 4 estamos em plena tentação de Jesus. E é nos dito o seguinte, Lucas 4, 3 e 4. Mas Jesus respondeu-lhe dizendo, escrito está, que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.

Ora, o que é que nós empreendemos com Jesus? Porque Jesus aqui vai usar a escritura. Nós compreendemos, esta é a primeira grande lição, que a escritura, a revelação escrita, é uma arma contra a tentação, contra o engano. Aliás, Jesus, os apóstolos advertiram-nos para a grande realidade de no mundo espiritual haverem falsos profetas e falsos mestres. Como é que nós podemos lidar com a falsidade no ensino? Fazendo o seguinte, usando o que está escrito, como a arma contra essa tentação do engano. Mas ainda em Lucas no capítulo 4, mas agora mais à frente, há uma passagem extraordinária, porque é um dos poucos momentos na escritura em que nós vamos encontrar Jesus de facto com a palavra nas suas próprias mãos.

Sabemos que no tempo antigo a Bíblia não estava Enfim, compilada na forma de um livro e, portanto, existiam rolos. Eram esses rolos que eram usados e manejados e não era com muita facilidade que se tinha acesso a eles. Um dia Jesus entra na sinagoga, é-lhe dado a palavra e ele faz a leitura de um texto de um rolo do profeta Isaías. e a seguir ele faz uma declaração tremenda. Aqui nós podemos ver, então, uma das outras formas de Jesus usar a Bíblia. Vamos ler esta passagem, que está em Lucas no capítulo 4. Vamos ler do versículo 16 até ao 21. Então diz o seguinte. Chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.

E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito. O espírito do Senhor é sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pergoar a liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. E, cerrando ou fechando o livro, tornando-o a dá-lo ao ministro, assentou-se, e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele, e então começou a dizer-lhes, Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos." O que é que isto quer dizer? Que Jesus usou as palavras do profeta Isaías e aplicou-as a si próprio.

Ou seja, Jesus usou a Bíblia para definir e para orientar a sua missão nesta terra. E por isso ele dá-nos um padrão, que a nossa vida, a nossa conduta, a nossa missão nesta terra também deve ser definida a partir do que está escrito. E finalmente, um ponto muito importante, Jesus afirmou a sua fé inabalável no relato, em todo o relato da Bíblia, mas neste caso particularmente no relato histórico literal, válido, do Antigo Testamento. Porque se isto pudesse levantar dúvidas a alguém, as afirmações de Jesus são claras. Particularmente importante isto num tempo em que até entre líderes religiosos, nomeadamente do mundo cristão, muitos começam a pôr em causa a veracidade, a literalidade de muitos relatos que vêm na Escritura.

Ora, se queremos em Jesus, não o podemos fazer. Note. Três exemplos que podemos dar, e vamos lê-los agora aqui para terminarmos rapidamente no nosso quadro. Em primeiro lugar, Jesus acreditou no relato literal da criação. Note, ele, porém, respondeu, lemos isto em Mateus capítulo 19, versículos 4 e 5, respondendo, disse-lhes, não tendes lido que no princípio o Criador os fez, Adão e Eva, macho e fêmea, e disse, portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne? Ora, aqui estão palavras que nós encontramos literalmente no relato da criação. Logo, Jesus creu e falou no relato literal da criação. Jesus também acreditou e usou como padrão e referência o dilúvio e um dilúvio universal.

Veja o que Jesus disse. Como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Lemos isto no seu discurso no capítulo 24 de Mateus, versículos 37 a 39. Eu vou continuar. Porquanto assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento até o dia em que não entrou na arca e não o perceberam até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. Jesus vai usar o dilúvio e vai afirmar claramente que todos perceberam, ou seja, o dilúvio foi universal. E agora, note, muito importante, Jesus, pelas suas palavras e o seu uso da escritura, demonstrou querer totalmente no cánone do Antigo Testamento.

Sabe o que cánone quer dizer? A escolha, a seleção dos livros que entram no Antigo Testamento, mas também as profecias messiânicas. Porque depois da sua ressurreição a caminho de Imaus, Jesus vai encontrar-se com alguns dos seus discípulos e vai dizer-lhes isto. começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as escrituras e disse-lhes, são estas as palavras que vos disse, estando ainda convosco, convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés e profetas e salvos." Jesus aqui faz uma referência essencialmente aos três grandes livros, não livros, porções, da Escritura do Antigo Testamento, o Pentateuco, os livros de Moisés, os livros dos profetas e os Salmos, os livros de poesia e sabedoria.

Fica, portanto, claro qual era a visão de Jesus sobre a Bíblia e o que está escrito. E sobre isto parece-me que nós também não podemos ter margem para qualquer dúvida. E agora, esta é a última nota que quero deixar consigo. E agora, em termos práticos, na sua vida, depois de compreender todo este percurso que fizemos sobre a palavra de Deus e a revelação escrita, e o papel e o lugar delas, da revelação, na vida e no ministério de Jesus, e agora, e para si, e para mim, Eu deixo-lhe três conselhos práticos. Primeiro, estude a Bíblia com profundo interesse e com zelo pessoal.

O apóstolo Paulo, registra o livro de Atos no capítulo 17, que aconteceu o seguinte. Ora, estes, os de Breia, falando dos crentes que estavam na cidade de Breia, foram mais nobres dos que os que estavam em De Salónica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas escrituras se estas coisas eram assim. Sabe que a dúvida metódica, como falava Descartes, aplicada à escritura, não há dúvida, que é uma boa conselheira. A dúvida metódica não é a falta de crença. A dúvida metódica é o exame profundo, o esquadrinhar das escrituras e do que elas ensinam. Por isso é que os crentes de Breia foram aqui elogiados, porque ouviram aquilo que foi pregado e ensinado pelos apóstolos, mas depois o que é que foram fazer?

examinar na Escritura. Imagine-os com os rolos na mão a examinar se aquilo que os apóstolos tinham ensinado, com certeza sobre Jesus Cristo, como o Messias, o Filho de Deus, e o Salvador, se era de facto assim. Faça a mesma coisa, que é o que estamos a fazer aqui juntos. Examine, abra a Bíblia nestes e noutros textos. À medida que nós aqui estudarmos, se quiser continuar connosco, ou em quantas outras formas tem para estudar a Bíblia, examine com interesse e com zelo a Escritura. Em segundo lugar, muitíssimo importante, Ao fazer esse estudo, não o altere, não adapte a Bíblia a si, aos seus interesses ou em função das coisas que já acredita. Não, adapte a sua vida e a sua crença ao que está escrito.

porque o livro do Apocalipse tem uma advertência tremenda para nós, séria, solene. É-nos dito no capítulo 22 e no versículo 19, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa que estão escritas neste livro. Esta será a consequência de alterar o que foi revelado. Não faça. Se alguma coisa o surpreendeu, Vamos imaginar neste estudo. Se uma compreensão, por exemplo, sobre o papel do Antigo Testamento na revelação de Jesus muda um pouco a sua forma de pensar, adapte a sua forma de pensar. Não adapte a Bíblia, porque ela é o padrão e a referência. E finalmente, claro, a minha última palavra, pratique o que aprende.

E colha as bênçãos, nós já vimos várias aqui hoje, colha as bênçãos de praticar o que está escrito, o que foi ensinado. Por isso lemos. Mateus 7, 24 e 25. Palavras de Jesus. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha, e desceu a chuva, e correram rios, e assopravam ventos, e combateram aquela casa. Mas essa casa não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. A Bíblia, a palavra de Deus é a rocha. Pratique o que a Bíblia ensina e a sua vida estará firme.

Chegamos ao final deste nosso primeiro estudo aqui no programa Em Busca da Verdade. Foi um prazer ter estado consigo. Para a semana voltaremos, ou sempre que quiserem, em novotempo.pt. Mas lembre-lhe um aspecto muito importante. Lembre-se que falei no princípio do nosso teste pois vá a novotempo.pt em busca da verdade. E nós temos algo muito interessante para si. Não só pode fazer um pequeno e rápido teste, que vai ser com certeza muito interessante para perceber até que ponto entendeu os conceitos, mas, além disso, ao nos enviar este teste, nós teremos muito gosto em enviar-lhe este estudo, esta apresentação, para que possa aprofundar, acompanhar e, quem sabe, ensinar com outros, mas também um documento com todo o estudo. E ali também pode deixar perguntas, se quiser chegar ao nosso contacto e se tem perguntas e até sugestões de temas para trabalharmos aqui neste programa, que é um programa de mesmo, disto, trabalho à volta da palavra de Deus.

Que Deus o abençoe, que a sua vida no estudo da palavra seja muito frutífera e até ao próximo episódio para continuarmos em busca da verdade.

Sobre este episódio

Deus pode parecer-nos distante e inacessível mas a verdade é que Ele busca revelar-se constantemente ao ser humano, através da Natureza, através da Bíblia e, mais profundamente, através de Jesus, que disse “Quem me vê a mim, vê o Pai” João 14:9. Neste primeiro programa vamos descobrir “A Verdade da Palavra”. Será que podemos confiar na mensagem de um livro tão antigo? Será que Deus comunica connosco através da Bíblia? Que impacto deve a Palavra de Deus ter na nossa vida?

Série
Em Busca da Verdade · 20 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 1
Estreou
17 de Novembro de 2021
Categoria
Espiritualidade