A Verdade do Espírito Santo

A Verdade do Espírito Santo

17 de Novembro de 202150 min 25 s

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Abertura e oração inicial

Olá, seja bem-vindo, é um prazer estarmos de novo juntos aqui no programa Em Busca da Verdade. Temos mais um magnífico tema da Bíblia para descobrirmos, uma grande verdade que não apenas está revelada na Escritura, mas que também, claro, tem um grande impacto E pode ter muitas implicações na nossa vida. É por isso que o desafio para se juntar a mim, mais uma vez, agradecendo o cuidado que teve neste domingo, mais uma vez, estarmos aqui reunidos para o programa Em Busca da Verdade. Vamos, antes de mais orar, pedindo a Deus que esteja aqui connosco e o seu espírito em particular, aliás, é dele que vamos falar, para que nos possam inspirar durante estes momentos. Junte-se a mim nesta prece ao nosso Deus. Nosso Deus e Pai, queremos agradecer-te muito pela oportunidade que nos dás, a liberdade que temos, mas também a disposição para conhecermos e estudarmos a Tua Palavra.

Eu te peço, Pai, que o Teu Espírito Santo esteja aqui connosco. Ele que inspirou e guiou os homens que escreveram estas palavras, que Ele também nos inspira a nós e nos encha de convicção e confiança naquilo que vamos

A verdade do Espírito Santo

estudar. É a nossa prece, em nome do Senhor Jesus. Amém. Vamos hoje, em busca de mais uma verdade que pode fazer uma grande diferença na nossa vida, eu dizia-lhe há pouco, vamos hoje estudar sobre a verdade do Espírito Santo. No último encontro que tivemos aqui, no último programa, nós falámos sobre Deus e explorámos esta revelação que a Bíblia nos faz sobre o Deus que se revela no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Mas hoje nós vamos colocar como que uma nossa atenção particular na pessoa do Espírito Santo e portanto compreender a verdade do Espírito Santo.

Venha por isso comigo para uma viagem que vamos fazer. Vamos cruzar a nossa Bíblia em dezenas de textos de maneira a que este assunto possa ficar o mais claro possível. No fundo o meu papel aqui é mais organizar esta informação que está na Bíblia, mas organizá-la de uma forma a que ela se torne mais esclarecedora para si quando vamos neste momento tentar descobrir o que há revelado sobre a pessoa do Espírito Santo. Ele que é Deus. Ele que é a pessoa de Deus revelada no Espírito Santo. Já sabe que pode, a partir deste momento, estar especialmente atento se quiser participar no nosso teste, depois no final do programa, claro vai ter que assistir até ao final, e depois pode participar.

Basta ir ao nosso site e ao separador especialmente deste programa, novotempo.pt barra em busca da verdade. Aí não apenas pode participar neste teste, aliás participando pode pedir que lhe enviemos, como dezenas de pessoas têm feito, que lhe enviemos esta apresentação e um guião escrito com todos os textos e toda a explicação que vamos aqui apresentar, mas também pode fazer outros pedidos e enviar para nós, chama a sua atenção especialmente para isto, enviar para nós as suas perguntas, temas que gostaria de ver aqui tratados no Em Busca da Verdade e nós vamos ter isso em atenção. O que é que há para descobrir? Eu vou fazer uma primeira afirmação bastante forte nas suas implicações e depois vamos ter aqui um bom tempo para explorarmos e justificarmos esta afirmação.

E a minha primeira afirmação é de que o ensino da Bíblia sobre a pessoa do Espírito Santo pode levar-nos a esta conclusão. Sem Espírito Santo não há fé cristã, não há experiência cristã e não há Igreja Cristã. E eu afirmo isto de uma forma categórica porque é o resultado daquilo que é possível ler na escritura, mas a verdade é que eu tenho ao longo dos anos encontrado pessoas que abordam a questão do Espírito Santo de maneira diferente. Eu tenho encontrado pessoas que não creem na pessoa do Espírito Santo, sendo ele uma manifestação, uma revelação de Deus, nem na sua personalidade e, portanto, ou pertencem a denominações ou não têm de facto uma crença na pessoa do Espírito Santo, mesmo que se afirmem cristãos.

Mas também vou ser muito claro e honesto hoje, dizendo que me tenho cruzado e conversado mesmo pessoalmente com pessoas que durante muito tempo acreditaram na pessoa e na revelação da Bíblia sobre o Espírito Santo, mas porque de diversas razões, obviamente na sua consciência, deixaram de acreditar nessa revelação e procuram encontrar na Bíblia fundamento para, na verdade, abdicar dessa crença acerca do Espírito Santo. Mas também existem pessoas que, acreditando de uma forma talvez mais ritual no Espírito Santo, talvez não se debrucem o suficiente nem tomem consciência da importância deste tema. É por isso que começar com uma afirmação destas é claramente para colocar a fasquia bastante elevada acerca do que a Bíblia nos ensina.

É claro que alguns de vocês poderiam dizer assim, bom, mas será que esta afirmação não deveria ser a propósito de Jesus? Não é sobre Jesus que nós poderíamos dizer que sem ele Cristo, o Deus, encarne não há fé cristã, não há experiência cristã e não há igreja cristã, é verdade que qualquer uma destas afirmações poderia ser feita a propósito de Jesus. Porque sem Jesus e sem crer em Jesus como sendo o verbo que no princípio estava com Deus era Deus, como diz o apóstolo João, é evidente que o cristianismo, e portanto a fé, a experiência e a igreja cristã, cairiam como um baralho de cartas. No entanto, esta pergunta que eventualmente poderíamos colocar, a Bíblia ajuda-nos a compreender que também é verdade esta afirmação para o Espírito

Convém que eu vá

Santo, ou na ausência da revelação do Espírito Santo, e nós vamos passar a precisamente buscar isso na Escritura. Vamos começar então agora a nossa viagem na Escritura no Evangelho de João, no capítulo 16. Jesus tem uma frase que vai fundamentar esta ideia que acabamos de expressar. Vamos ler em João, no capítulo 16, e o versículo 7, no qual o Senhor Jesus disse o seguinte. Reparem que a expressão que o Senhor Jesus vai usar é exatamente esta.

Convém que eu vá. Jesus está, portanto, a dizer aos seus discípulos e, portanto, à igreja cristã, aqueles que haveriam de ser seus seguidores, que, na verdade, nós estaríamos em melhores condições sem a sua presença física nesta terra. Essa é a única maneira de entender convém que eu vá. Ou seja, é melhor que assim seja. Ora, se Jesus fundou a sua igreja a fé cristã, claro que é de enorme significado o facto de Jesus dizer que era importante e mais relevante para os crentes cristãos que ele fosse. Porquê? Porque se ele não fosse, então o Espírito Santo não viria para o substituir.

Vamos então ler ainda dois textos da parte de Jesus, que nos ajudam a entender ou a abrir um pouco o horizonte sobre o porquê desta expressão, convém que eu vá. Por isso vamos ler João no capítulo 14 e no versículo 12, e depois em João 16 e no versículo 13. Duas passagens próximas uma da outra neste grande discurso de Jesus, precisamente sobre o Espírito Santo. Mas vamos começar em João no capítulo 14, onde lemos no versículo 12, Dizia Jesus, na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas porque eu vou para Então vamos deternos um segundo nesta passagem para compreender que Jesus faz esta incrível promessa, podemos dizer assim, de que os seus discípulos fariam obras maiores do que aquele mesmo, as obras que ele estava a fazer nesta terra.

Como compreender isto? De onde viria o poder, a virtude e a capacidade para realizar obras maiores do que aquelas que Jesus fez? Ora, isso viria através da promessa daquilo que o Pai daria, que o Pai enviria. Aquilo que Jesus disse que seria enviado aquele que seria enviado quando ele fosse para o pai. E nós vamos acabar por perceber isso exatamente também quando Jesus, um pouco mais à frente neste discurso, no capítulo 16, ele vai dizer no versículo 13, que agora lemos juntos. Dizia Jesus, mas quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade.

Nós percebemos então que o Espírito Santo traria aos crentes a oportunidade de conhecer manifestar e explorar a verdade de uma forma que até aquele momento não era possível fazê-lo. E que os crentes, os seguidores de Jesus, também veriam a manifestação do poder de Deus de uma forma maior do que aquela que foi possível ver até ali. Se porventura se questiona se isto é de facto verdade ou não, basta olhar para a experiência dos próprios discípulos, que enquanto caminharam com Jesus nesta terra, eles manifestaram não apenas muitas limitações de compreensão sobre a verdade, nomeadamente sobre Jesus e o plano de salvação que Jesus veio trazer e a forma como esse plano ia se executar.

Portanto, nós vimos, por exemplo, Jesus várias vezes ao longo do seu ministério a corrigir os discípulos na sua compreensão da verdade e da revelação de Jesus. Vimos Jesus corrigir os discípulos na sua compreensão do que está revelado nas Escrituras, mas vimos também mais. Vimos os discípulos com um tipo de relacionamento entre eles muitas vezes extremamente desequilibrado, por exemplo, em competição uns com os outros, debatendo sobre qual seria o maior no reino dos céus, mas vimos mais. Vimos ocasiões em que os discípulos manifestaram falta de poder sobre algumas das manifestações do diabo, Satanás, o inimigo de Deus. Lembra-me, por exemplo, Eu cito-vos aqui um momento particular em que os discípulos não conseguiram libertar um jovem do poder demoníaco, do poder do mal.

E isso deixou-os como que sobressaltados e por isso foram ter com Jesus, que com uma palavra expulsou esse poder maléfico e diabólico da vida daquele homem e eles questionavam-se porquê é que nós não pudemos expulsá-lo. Mas depois, mais tarde, vamos encontrar os discípulos a manifestar um poder tremendo na sua vida. Vamos encontrar os discípulos a fazer o quê? A manifestar uma enorme coerência de vida e de fé. Vamos encontrar os discípulos com um testemunho poderosíssimo. Vamos encontrar os discípulos com uma compreensão da verdade, e por isso escreveram, aliás, nas escrituras, cartas que nós hoje temos, com uma compreensão profunda da verdade. Vamos encontrar os discípulos com um poder sobre o mal e sobre o inimigo tremendo.

Ora, porquê? Porque o Espírito Santo foi a promessa de Deus que veio permitir-lhes viver todas estas coisas. É por isso que, analisando estas afirmações de Jesus e a experiência dos discípulos, nós podemos dizer que aqui estão três atitudes que são anti-cristãs, não são anti-Espírito Santo. Vamos classificar estas atitudes como anticristãs porque elas contradizem o ensino de Jesus, a proclamação de Jesus aos seus discípulos e contradizem a experiência da igreja primitiva, ou seja, os primeiros cristãos. Por isso, ignorar a ação do Espírito Santo.

Negar a identidade do Espírito Santo e menosprezar a nossa necessidade do Espírito Santo são atitudes anticristãs que violam o ensino claro das Escrituras, mas particularmente o testemunho de Jesus. É por isso que eu agora convido-o a procurarmos de uma maneira um pouco mais sistemática e o que nós vamos fazer é organizar muita e valiosíssima informação que temos na Bíblia sobre o Espírito Santo para o ajudar a si, mas a mim também, a fortalecer, porque cada vez que o digo e ao ter que estudar e preparar-me para

Evidências bíblicas fundamentais

estar aqui consigo em busca da verdade, realmente A bênção é muito grande, por isso venham comigo agora nesta descoberta. Vamos dividir isto em diferentes formas de organizar este conhecimento. Vamos começar por aqui. Eu vou partilhar consigo evidências bíblicas, claro. Estamos a falar de evidências bíblicas, porque é o que estamos a fazer. Evidências da centralidade da pessoa do Espírito Santo, da revelação do Espírito Santo como Deus, evidências disso na fé cristã. Vamos então começar, precisamente, com o livro de atos, que será, aliás, obviamente, um livro que vamos usar agora de uma forma muito abundante. A primeira evidência que eu lhe proponho é esta.

o imperativo de receber o Espírito Santo. O que é que isto quer dizer? Jesus advertiu a Igreja que receber o Espírito Santo era condição obrigatória, daí ser um imperativo para a experiência cristã e a Igreja cristã poder começar a exercer a sua influência. Acompanhe-me precisamente na leitura do texto que vai provar esta afirmação, que nós podemos ler logo no primeiro capítulo do Livro de Atos, nos versículos 4 e 5, e depois no versículo 8. Podem acompanhar a leitura no quadro para aqueles que estão a ver-me. Aqueles que eventualmente estejam apenas a ouvir na rádio podem ou ter a sua bíblia para acompanhar-me ou ouvir a leitura que eu vou fazer.

Atos no capítulo 1. Note bem o que Jesus disse. Vamos ler o versículos 4 e 5 primeiro. estando ainda com eles, portanto Jesus, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que, agora note bem, que esperassem a promessa do Pai, que disse ele, de mim ouvistes. e acrescentou Jesus. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. E mais à frente, o discurso de Jesus aqui conclui-se com o versículo 8, quando ele disse, mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e seremieis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.

Note, portanto, que, segundo a afirmação de Jesus, nós podemos dizer que Ele instruiu os discípulos a fazer o seguinte, não fazerem nada até que o Espírito Santo viesse sobre eles, que os batizasse. Sem esse batismo, sem a presença e unção do Espírito Santo, o Senhor Jesus indicou àqueles que seriam os líderes da igreja cristã, não façam nada, não preguem nada, não deem testemunho, não saiam para as ruas, fiquem juntos, orem, porque foi isso que eles fizeram, até que o Espírito Santo venha sobre vós. Por isso podemos afirmar que, para se ser cristão, é imperativo receber o Espírito Santo.

Mas em segundo lugar, vamos continuar na descrição de atos para podermos ter aqui a segunda evidência desta centralidade do Espírito Santo na mensagem cristã. o derramamento profético do Espírito Santo. Na verdade, esse momento por o qual Jesus os advertiu, que acabámos de ler, veio a acontecer dias depois. Acompanhe-me então agora a ler no capítulo 2 de Atos, e nós vamos ler alguns versículos, uma seleção de versículos, claro, porque não temos aqui o tempo, ou tomaríamos imenso tempo para o fazer, de ler toda a descrição. Acompanhe-me então na leitura de alguns versículos. Vamos começar mesmo com os primeiros, 1 e 2. cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar e, de repente, veio do céu um som como de um vento vimento e impetuoso e encheu toda a casa em que estavam sentados." Versículo 4.

Todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. e correndo aquela voz, diz agora o versículo 6, juntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E o versículo 17 que vamos ler agora conclui esta descrição quando o apóstolo Pedro agora está a pregar, sim, a proclamar a palavra de Deus e a explicar àqueles que estavam ali naquele momento o que é que se estava a passar. E o que é que disse o apóstolo Pedro? Podemos ler isso no versículo 17. E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu espírito derramarei sobre toda a carne.

Ou seja, o apóstolo Pedro confirmou a todos os homens e mulheres e aos discípulos ali reunidos naquele momento, que o que estava a acontecer naquele momento ali era o cumprimento de uma profecia que tinha sido feita pelo profeta Joel. Uma profecia respeitando a um tempo único e especial na história desta terra, aqui designado por últimos dias, Ora, um tempo que tinha precisamente a ver com a subida do Senhor Jesus ao céu e, portanto, a entrada numa nova era, podíamos dizer assim, do relacionamento até entre Deus e o seu povo. Essa nova era era uma era determinada agora pela presença do Espírito Santo junto do povo de Deus. Jesus tinha estado até ali entre o seu povo ou a sua igreja, formou, fundou essa igreja, e agora o derramamento do Espírito foi um acontecimento de natureza profética.

No momento em que Jesus, agora no céu, como diz a Escritura, à destra de Deus, no Santuário do Céu, nós mais à frente vamos ter a oportunidade aqui, neste programa, de falar claro sobre o Ministério de Jesus e entender melhor essa ação, Mas nós podemos entender que no momento em que Jesus é entronizado no céu para agora cumprir a sua função como Deus o Filho no céu, o Espírito Santo inicia esta obra divina que estava profetizada e que aconteceu precisamente no momento que nós designamos como Pentecostes o derramamento profético do Espírito Santo. Em terceiro lugar, outra evidência importantíssima para nós do papel, da função e da pessoa do Espírito Santo, é que o Livro de Atos mostra-nos que o batismo sem o Espírito Santo é nulo, é ineficaz.

Se nunca tinha analisado ou ouvido isto, vamos analisar isto nas Escrituras. Acompanhe-me então no capítulo 19 do Livro de Atos e vamos ler aqui uma história, na verdade, que nos vai trazer luz sobre este assunto. Atos capítulo 19, e nós vamos ler aqui os primeiros versículos. Conta a história assim. Atos 19. E sucedeu que enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso e achando ali alguns discípulos, disse-lhes Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes?" E eles disseram-lhe, nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes então, em que sois batizados então?

E eles disseram, no batismo de João. Mas Paulo disse-lhes, certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresce no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus e impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo. Note, portanto, resumindo esta história, que o que se passou foi que um grupo de homens que criam no Senhor Jesus Cristo, mas que nunca tinham ouvido falar nem conheciam a verdade sobre o Espírito Santo, o apóstolo Paulo, considerou que o batismo deles não era válido, porque era o batismo de João, João o Batista.

Note, o mesmo batismo com que Jesus e muitos dos discípulos, se não todos mesmo, foram batizados, mas agora na igreja cristã, porque aqui já estamos em plena era cristã, o apóstolo Paulo é claro a revelar que o batismo cristão sem o Espírito Santo é nulo. E por isso, o que é que o apóstolo vai fazer? se notou, vai rebatizar estes homens agora naquilo que podemos chamar um batismo cristão. E este batismo inclui a imposição de mãos ou a súplica sobre o Espírito Santo, para que Ele, Deus Espírito, venha, unja e abençoe essas pessoas. Portanto, terceira evidência. Quarta e última evidência que lhe vou apresentar sobre Portanto, estamos a falar de evidências da centralidade do Espírito Santo na Bíblia, na sua revelação como Deus e na sua importância para a vida cristã.

E agora vem uma revelação tremenda que foi feita por Jesus. E falo-lhe da gravidade do pecado contra o Espírito Santo. Acompanhe-me então nesta leitura que vamos fazer agora em Mateus, no Evangelho de Mateus e no capítulo 12. E aqui o que nos é dito por Jesus é muito claro. E nós vamos ler os versículos 31 e 32, que dizem o seguinte. Portanto, eu vos digo, todo pecado e blasfémia se perdoará aos homens, mas a blasfémia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens. Versículo 32. E se qualquer disser alguma palavra contra o filho do homem, ou seja, contra Jesus, ser-lhe-á perdoado.

Mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem neste século, nem no futuro. Noto bem o que é que estas palavras implicam, ditas por Jesus. Que a gravidade do pecado contra o Espírito Santo é tal que Jesus vai dizer que blasfemar ou falar contra ele próprio, Jesus, ele que a Bíblia afirma claramente que é Deus, Ele que disse eu sou, antes que Abraão fosse eu sou, repara, é desse Jesus que estamos a falar. Esse Jesus afirmou que blasfemar ou falar contra o Espírito Santo era de uma gravidade tal, aliás sem termo de comparação, que esse seria o único pecado que Deus não poderia perdoar.

Note, eu imagino que algumas pessoas talvez agora pensem assim, mas se calhar O pastor Pedro Esteves vai agora aqui explicar o que é o pecado contra o Espírito Santo, mas eu não o vou fazer, porque o propósito aqui não é tanto querer esmiuçar a natureza desse pecado, mas é mostrar-lhe como o mesmo Deus que disse que é onde o pecado abunda, a graça de Cristo superabunda, a mesma Bíblia que diz que os nossos pecados são lançados nas profundezas do mar, o mesmo Deus que diz que os nossos pecados, mesmo que sejam vermelhos como a escarlata, Deus pode torná-los brancos como a mais pura lã, é o mesmo Deus que diz que pecar contra o Espírito Santo, e repare, aqui o pecado diz mesmo que é blasfemar contra o Espírito Santo, E aqui o Senhor Jesus completa dizendo que dizer alguma palavra contra o Espírito Santo é um pecado que não é perdoado.

Isto ajuda-nos a entender, portanto, que a seriedade de entender o Espírito Santo como Deus é de uma dimensão tal que o Filho se coloca numa posição de inferioridade em relação à gravidade dessa blasfémia. E, portanto, nós temos aqui mais uma tremenda evidência da centralidade do Espírito Santo na vida cristã, na fé cristã. Agora desafio a acompanhar-me num estudo que nos vai ajudar agora a dar um

O Espírito na vida de Jesus

passo, vamos dizer assim, em frente para compreender o Espírito Santo na vida e na obra de Jesus e depois a seguir ainda vamos ver no ensino, no que Jesus disse e ensinou sobre o Espírito Santo. Mas fixemos-nos agora e vamos fazê-lo. com bastante rapidez agora porque eu quero apenas chamar a sua atenção para o facto de que a própria biografia, os momentos da história de Jesus, estiveram muito dependentes e relacionados com a ação do Espírito sobre Jesus. O que nos mostra quanto mais nós não necessitamos do Espírito Santo. Acompanhe-me agora porque vou partilhar estes quatro momentos que selecionei e vou ler agora aqui mesmo no quadro estes versículos. Em primeiro lugar, o Espírito Santo esteve presente na concessão de Jesus.

Ou seja, antes mesmo de Jesus nascer, o Espírito Santo estava presente, sendo ele o agente da vinda de Jesus à Terra, através do agente humano, Maria. Por isso nós lemos em Lucas, no capítulo 1, versículo 35, estas palavras. E respondendo o anjo, disse-lhe a Maria, descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, pelo que também o Santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus." O Espírito Santo já estava presente antes da encarnação de Jesus. Depois, já na sua vida e no seu ministério, vamos encontrar o Espírito Santo onde, de uma maneira física, visível, presente, o Espírito Santo vai estar no batismo de Jesus.

Aliás, em vez de ler talvez a descrição desse momento, vamos ler o testemunho que João Batista fez daquilo que ele viu e que, portanto, para nós é um testemunho muito valioso. Eu vou ler em João, Evangelho de João, no capítulo 1, nos versículos 32 e 33. Diz assim, João tristificou dizendo, eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba, reposando sobre ele, e eu não o conhecia. Mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse." Portanto, note, João está a dizer que foi Deus que lhe disse isto. Sobre aquele que vires deixar o Espírito e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Jesus, portanto, é aqui revelado pelo testemunho de João como aquele que Deus tinha dito a João que quando ele visse o Espírito Santo manifestar-se na forma de uma pumba, sabia que esse era o que vinha da parte de Deus para precisamente batizar, não com água, mas com o Espírito Santo.

Mas logo a seguir vamos encontrar onde? O Espírito Santo. Vamos encontrá-lo a agir na própria vida ou no ministério de Jesus, orientando os seus passos. Aliás, a seguir ao seu batismo, a escritura diz, eu leio agora em Lucas 4 e versículo 1, que Jesus cheio do Espírito Santo voltou do Jordão e foi levado pelo espiritual deserto. Nós vemos, portanto, que Jesus, a sua vida, o seu caminho era conduzido pela ação do Espírito. E, finalmente, o Espírito Santo também se encontrou ativo e presente nos milagres de Jesus. Por isso, numa certa ocasião em que Jesus teve a oportunidade de manifestar mais uma vez o seu poder sobre os demónios, as forças do mal, e quando ele começou a ser acusado pelos seus inimigos e detratores de a ser acusado, dizia, de expulsar aqueles demónios em nome de Beelzebu, foi o termo que usaram, Jesus usou uma expressão fortíssima e disse o seguinte, Mateus 12, 28, é onde encontramos este registro, dizia Jesus, se eu expulso os demónios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus.

E nós entendemos, portanto, que foi através do Espírito Santo que o Senhor Jesus fez estes milagres. Mas agora vamos dar mais um passo em frente e talvez possamos agora chegar ao centro deste estudo que estamos a fazer sobre a maravilhosa pessoa e obra do Espírito Santo. E vamos agora analisar o que é que Jesus ensinou sobre o Espírito Santo e aqui vamos ter informação riquíssima. No fundo, o que de mais precioso podemos saber sobre o Espírito Santo foi Jesus

O consolador e professor

que o ensinou, porque ele quis preparar os discípulos para a vinda do Espírito. Vamos começar precisamente por ler João no capítulo 14 e no versículo 16, e estas palavras vão-nos provar o seguinte, que é o primeiro ponto do ensino de Jesus sobre o Espírito Santo, que o Espírito Santo é o continuador da sua obra. Acompanhe-me então. João, no capítulo 14 e no versículo 16, nós lemos o seguinte. É muito importante agora tomarmos nota nestas palavras. Outro e consolador.

Porque são estas duas palavras que determinam que o Espírito Santo é o continuador de uma obra e inicialmente ou originalmente pertence a Jesus Cristo. E chamo-lhe agora a atenção para dois factos muito interessantes. Não necessitamos de ter aqui um olhar demasiado técnico, mas é um olhar que é necessário e muito importante para a sua compreensão. Vamos olhar primeiro para a expressão que nós acabámos de ler em João, outro Portanto, o Sr. Jesus de Idria disse que seria enviado outro consolador. Repare que a expressão outro é uma pequena expressão na língua grega, na qual o Novo Testamento foi escrito, que significa alguém que é da mesma natureza, não é heteros, uma coisa de natureza diferente, é alon, que quer dizer aquele que é outro, semelhante a, ou da mesma natureza.

Mas agora é muito interessante que nós podemos, e eu vou sugir-lhe agora que me acompanhe na leitura, daquilo que aliás o mesmo apóstolo João registou, mas na sua carta, a primeira carta de João, no capítulo 2, logo no primeiro versículo ele diz o seguinte, meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis, e se alguém pecar, temos um advogado, para com o Pai, Jesus Cristo e o Justo. Ora, porque é que eu agora de repente lhe trago este texto? Porque esta expressão, o advogado, é exatamente a mesma palavra que no Evangelho de João, nas palavras de Jesus que acabámos de ler, está registado como outro consolador. É a palavra paracleton.

Ora, isto quer dizer o quê? Que Jesus, é chamado por João, na sua primeira carta, como sendo o consolador. Repito a ideia, o apóstolo João disse que Jesus, se nós pecarmos, temos um advogado que é um paracleton. Mas o mesmo João disse, escreveu, registou as palavras de Jesus, que também já lemos, quando Jesus disse, eu vos enviarei outro consolador. Então nós podemos compreender, na leitura comparada destes versículos, que por isso é que Jesus dizia que o Espírito Santo era outro. Porquê? Porque eles são semelhantes, têm a mesma obra. Essa obra é designada por consolador, mas em primeira de João está traduzida por advogado.

Talvez algum de vós possa neste momento dizer, mas como é que é possível? É a mesma palavra traduzida de maneiras diferentes? Logicamente que as palavras são traduzidas dentro sempre de um contexto. Mas para facilitar a compreensão, eu vou mostrar-lhe que a palavra que está nos dois textos é exatamente a palavra paracleton. Ela significa o quê? Literalmente, aquilo que é chamado que é o termo kaleo, que na forma em que está escrito no texto fica em kleton, mas é kaleo, chamar, e a expressão, neste caso o prefixo para, que significa estar ao lado ou estar perto de. Portanto, o que é que é o para-kleton, o consolador ou o advogado?

É aquele que foi designado para estar ao lado, para estar perto. Claro, a pergunta é estar perto de quem? E vou, por isso, lançar-lhe ainda um outro desafio de compreensão que nós lemos nas palavras do Senhor Jesus, que no capítulo 16 de Mateus afirmou uma célebre frase ou afirmação sobre a igreja. Jesus disse, sobre esta pedra edificarei a minha igreja. Quero mostrar-lhe que igreja é uma palavra que, na verdade, está muito próxima da palavra consolador, confortador, ou advogado, que nós já lemos nas palavras de João. Porque igreja é originalmente a palavra ekklesian, que significa, veja, exatamente o mesmo termo, o verbo kaleo, chamar, mas agora com um prefixo diferente.

Em vez de para, que é estar ao lado, é o prefixo ek, que quer dizer sair ou separar. Note, portanto, o seguinte, A igreja que Jesus fundou é uma igreja constituída de pessoas que foram chamadas ou designadas para sair. para se separarem de alguma coisa e formarem, portanto, uma comunidade de crentes no Senhor Jesus. E esses crentes não estão sozinhos porque têm ao seu lado aquele que é o Consolador. Por isso, o Senhor Jesus, enquanto esteve nesta terra, esteve perto dos seus discípulos e da sua igreja. Agora o apóstolo João diz que ele está no céu sendo o quê?

Nosso advogado. Sim, ele é o nosso paracletón, ele é advogado, o consolador, porque ele está perto de nós. Poderíamos até dizer ou traduzir de outra maneira, ele está a favor do seu povo e da sua igreja. Mas ele não está sozinho nessa obra no céu, porque aqui o Espírito Santo é o Deus que está perto de nós, ao nosso lado ou a nosso favor. Por isso, agora talvez possa compreender, como se calhar nunca tinha compreendido, porque é que Jesus diz que o Espírito Santo é outro consolador, porque nós já temos um primeiro consolador, Paracléton, advogado, que está no céu, e temos um connosco, Deus Espírito Santo, que está aqui, no meio de nós, no seu povo, ao lado do seu povo.

Veja, este é o primeiro grande ensino de Jesus sobre o Espírito Santo. O segundo ensino é que ele é o nosso professor. Vamos ler, portanto, em João, no capítulo 14, as seguintes palavras de Jesus nos versículos 25 e 26. Tenho-vos dito isso estando convosco, mas aquele Consolador, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. O que é que nós encontramos então aqui? Uma descrição clara do Espírito Santo como sendo o professor, o mestre, aquilo que ensina a igreja, o povo de Deus. Porque ele vai ensinar e ele vai lembrar. Mas nota aqui num pormenor muito interessante.

Ele vai lembrar o quê? Ele vai lembrar de tudo quanto vos tenho dito. Ficamos então aqui com uma impressão clara do que está escrito, de que o Espírito Santo ensina mas de que a matéria não é dele. Na verdade, ele ensina, segundo o que acabámos de ler, o que Jesus disse. Poderíamos então ficar aqui com uma impressão de que o Espírito Santo é menor do que Jesus, uma vez que ele só tem que ensinar o que outro, que assim parecia o seu mestre. No entanto, note o seguinte. O que é que Jesus ensinou? Já que o Espírito Santo ensina o que Jesus disse, afirmou, o que é que Jesus ensinou?

É que a Bíblia diz-nos, os próprios evangelhos, é o próprio Jesus que diz que ele não disse outra coisa senão o que o Pai lhe disse. Aliás, é o versículo anterior, que eu não li aqui, mas agora podemos lê-lo, E no versículo anterior, João 14, 24, lemos Jesus a dizer, quem não me ama não guarda as minhas palavras. Ora, a palavra que ouviste não é minha, mas do Pai que me enviou. E em diversas ocasiões, aliás, Jesus repetiu esta ideia, de que o que ele trouxe, o que ele disse e o que ele ensinava eram as palavras do Pai. Então, nós temos que o que Jesus ensinou foi o que o Pai lhe disse. Ficamos, portanto, com esta linha de que parece que a mensagem está a ser transmitida de pessoa a pessoa. Falta-nos, portanto, agora olhar para o Pai.

E o Pai, o que é que o Pai ensinou, já que Jesus disse que ensinava o que Ele lhe tinha dito, e era isso que o Espírito Santo tinha também, por sua vez, que agora nos ensinar. Mas nós vamos aos evangelhos e encontramos esta incrível afirmação que cria como que um circuito fechado. Permita-me utilizar esta expressão. O pai ensinou. aos crentes e aos discípulos que quem eles deviam ouvir era o Filho. Podemos ler precisamente num encontro incrível que aconteceu, está registado neste caso, vamos ler no Evangelho de Marcos, no capítulo 9, versículo 7, o momento em que Jesus levou alguns dos seus discípulos à parte e ali o Pai se manifestou e diz o texto que desceu uma nuvem que o descobriu com a sua sombra e saiu da nuvem uma voz que dizia, este é o meu Filho amado, a ele Ou seja, encontramos uma espécie de equação que se autorresolve porque o Espírito ensina aquilo que Jesus disse, Jesus ensina aquilo que o Pai disse, mas o Pai ensinou a ouvir o Filho.

Por isso o Espírito Santo é Deus O professor. Porque Deus é o Mestre, Pai, Filho e Espírito. E nós assim entendemos que é a obra que cada um executa e o momento em que essa obra é executada que faz a diferença sobre aquilo que cada um deles, Pai, Filho e Espírito, estão a fazer. Mas o que é importante compreendermos é que, neste momento, o Espírito Santo é o nosso professor. Jesus também ensinou que o Espírito Santo é aquilo que nos convence do pecado.

Convencer do pecado e oração

E esta é uma obra importantíssima para quem está, como nós, num contexto de pecado e de permanente tentação. Vamos ler agora em João, novamente no capítulo 16, mas vamos ler o versículo 8, onde Jesus disse, e quando ele vier, Claro, este discurso era todo ele sobre o Espírito Santo. Quando ele, o Espírito Santo, vier, convencerá o mundo do pecado e da justiça e do juízo. Portanto, Jesus ensinou que há uma obra que o Espírito Santo está a fazer e que é absolutamente indispensável para nós, e essa obra é de nos convencer. Talvez possamos agora colocar aqui diante de si uma forma mais clara de perceber o porquê destas três afirmações. Eu lembro-me de ser ainda muito jovem e olhar para esta frase que eu via pregadores falar, lia na minha Bíblia, e questionava-me, por vezes, o porquê destas diferenças, porquê pecado, justiça e juízo.

Na verdade, quando atendemos às palavras e ao seu significado, é simples, e eu vou aqui dizer-lhe de uma maneira mais simples possível, para que fique claro para si também. O Espírito Santo convence-nos de três coisas que se completam e nos dão a oportunidade de tomarmos decisões. Porque sabe que a diferença entre a obra do Espírito Santo e a que nós temos que fazer é que ele convence, mas nós decidimos. Por isso o Espírito Santo convence-nos do pecado. O que é o pecado? É tudo o que se opõe à vontade de Deus. Mas porquê que ele também nos convence da justiça? Porque ele não nos diz só o que é contrário à vontade de Deus. A justiça é o que está de acordo com a vontade de Deus. É isso que é designado na Bíblia como sendo a justiça.

Mas porquê que o Espírito Santo ainda nos ensina sobre o que é o juízo ou nos convence do juízo? Porque o juízo é na Bíblia o destino final de quem escolhe ou o pecado ou a justiça. E finalmente Jesus ensinou-nos que o Espírito Santo Ou melhor, Jesus ensinou a importância de orar pelo Espírito Santo. Portanto, este é o quarto ensino que estamos a aprender a partir do que Jesus disse. Ora, nós lemos em Lucas no capítulo 11 e no versículo 13 esta afirmação. Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai Celestial o Espírito Santo àqueles que lhe o pedirem.

Por isso é decisivo orar pelo Espírito Santo. Depois deste profundo estudo que estamos a fazer na obra do Espírito Santo, eu quero chegar ao final deste ensino, partilhando consigo a obra que a Bíblia

A obra atual e os dons

ainda nos revela, ainda podemos acrescentar algo mais e que agora nos implica a nós. que é a obra divina e pessoal do Espírito Santo. É aquilo que o Espírito Santo está a fazer agora por nós, porque também fez ao longo da Escritura pelos homens e mulheres cujas histórias estão aqui registadas. Acompanhe-me agora nesta apresentação que lhe faço. Em primeiro lugar, o Espírito Santo fala e coopera com os homens. Podemos ler juntos dois textos no livro de Atos. Primeiro, Atos 13, 2. Note, diz que servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo, Segundo o registro de Lucas, foi o Espírito Santo que falou e disse, porque ele fala.

Mas ele coopera com os agentes humanos, por isso em Atos 15 e 28 lemos, na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum senão estas coisas necessárias. Ora, dentro de um contexto que era um ensino que estava a ser feito sobre uma prática cristã, Os apóstolos vão dizer que eles cooperaram nesta compreensão com o Espírito Santo. Mas também a Bíblia nos ensina que o Espírito Santo pode ser entristecido e ele pode mesmo ser enganado. Enganado não porque ele se deixa enganar, ou seja, os homens podem tentar enganá-lo. Por isso nós lemos em Efésios, no capítulo 4 e no versículo 30, o apóstolo Paulo diz Não entristeçais o Espírito Santo de Deus no qual estáis selados para o dia da redenção.

Sim, é possível entristecer o Espírito Santo, precisamente quando entristecemos a obra ou o sucesso da obra que Ele quer fazer em nós. Mas em Atos lemos que Pedro disse-lhes, capítulo 5 de Atos versículo 9, porque é que entre vós vos consertasteis para tentar o Espírito do Senhor. Logo, o espírito pode ser entristecido, o espírito pode ser dentado. Mas o Espírito Santo também, segundo a Bíblia, dá dons e capacita os crentes. Leia comigo, em 1 Coríntios, capítulo 12, estas palavras maravilhosas do apóstolo Paulo, mas também muito esclarecedoras. Vamos ler os versículos 7, 8 e depois o 11. A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil, porque a um pelo Espírito é dada a palavra de sabedoria e a outro pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência.

Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. É o Espírito Santo que capacita, que dá os dons. E, finalmente, o Espírito Santo inspira a vida de homens. Homens e mulheres de Deus que querem ser guiados por ele, ele inspira-os. Inspirou, neste caso, segundo o que diz o apóstolo Pedro, na sua segunda carta, capítulo 1, versículo 21, diz que a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. Estes quem são? São os homens que escreveram a Bíblia, que hoje temos aqui nas nossas mãos. Mas nós percebemos que a obra do Espírito é inspirar.

Portanto o Espírito também me pode inspirar a mim e pode inspirá-lo a si. E esta é a grande e magnífica obra do Espírito. Eu desafio, prezado amigo e amiga que estudaram comigo este maravilhoso tema, eu

O fruto do Espírito

desafio a que Deus permita que a obra do Espírito Santo aconteça na sua vida. Para isso temos que andar no Espírito Santo, temos que viver pelo Espírito Santo, como dizia o apóstolo Paulo, o apóstolo Paulo que nos lembrava que o fruto do Espírito, ou seja, o que é que acontece? na vida daqueles que aceitam a obra do Espírito Santo, pedem o batismo do Espírito Santo e reconhecem que o Espírito, sendo Deus, está a operar em nós virtudes que são divinas. Essa obra é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Não quer estas obras na sua vida?

Eu não apenas quero, eu anseio. Eu coloco-me de joelhos na presença de Deus, humildemente dizendo, Senhor, concede-me o Teu Espírito para que Ele opere essa obra. E eu peço também a Deus, por si que me ouve, mas por mim também, pela minha família, por aqueles que eu amo, eu peço que sejamos batizados pelo Espírito Santo. Porque Jesus disse-nos que se não fôssemos batizados pelo Espírito Santo estaríamos órfãos de poder e de virtude. Sim. Ora para que o Espírito Santo lhe seja concedido e nem por um segundo duvide da operação do Deus que está em nós, que Jesus enviou em nome do Pai e na cooperação da força do Pai da intercessão de Jesus, o Filho muito amado de Deus e do Espírito Santo.

Esta obra pode ser completada na vida de cada um de nós.

Considerações finais

Eu oro a Deus mais uma vez. pedindo que ele complete esta obra na sua vida. Deixe que o Espírito Santo produza o fruto que ele quer para a sua vida. Que Deus o abençoe. Nós voltamos a estar juntos no próximo Em Busca da Verdade para completarmos mais um estudo. Se quiser receber este estudo, já sabe, completa o nosso teste. Peça-o. Que Deus o abençoe.

e aí.

Série
Em Busca da Verdade · 20 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1
Estreou
17 de Novembro de 2021
Categoria
Espiritualidade