Os Sacerdotes tramam

Os Sacerdotes tramam

Novo02 de Novembro de 202627 min 37 s

Capítulos

Transcrição

Gerada automaticamente

Abertura e boas-vindas

Seja muito bem-vindo. Acredite, é uma alegria enorme para mim estar consigo, aí desse lado, e hoje aqui na Voz da Esperança, uma presença sempre regular e certinha, pela graça de Deus, aqui na Novo Tempo Portugal. se nos ouve na rádio, se nos escuta na televisão, se está no seu telemóvel, quem sabe no YouTube. Estamos muito felizes por podermos estar juntos e hoje continuar a fazer esta missão que nos une há mais de 60 anos aqui na Voz da Esperança. Essa é a palavra-chave. Aqui queremos contar-lhe da esperança, cantar sobre a esperança e ajudá-lo a viver com razões e perceber que há razões de sobra. para continuar a ser uma mulher, um homem, um jovem de esperança.

Deixe-se ficar connosco. Esta é a voz da esperança.

Momento musical

Que esperança vibra em nosso ser Pois aguardamos o Senhor Fé possuímos que Jesus nos dá As promessas que nos fez Eis que o tempo logo vem E as nações daqui além Bem alerta vão cantar Aleluia Aleluia Aleluia Servos de Deus, a trombeta a tocar Breve Jesus voltará A todo mundo a mensagem levar, breve Jesus voltará.

Ondas e balas, o som e o ar Breve Jesus voltará Ondas do mar, a canção e o ar Brevo Jesus voltará Jesus voltará

Apresentação e oferta do guia

Sempre uma alegria e uma bênção podermos escutar as vozes aqui das nossas meninas. Elas são a Flávia, a Joana, a Amália e a Violeta. As vozes do quarteto Voz da Esperança e, claro, sempre acompanhadas, dirigidas musicalmente pelo André Santos, que aqui sempre vemos a acompanhá-las ao piano. E cantaram sobre a esperança, esta é sempre a nossa abertura, porque este clamor ao que esperança, de alguma maneira ele resume aquilo que nós queremos sempre partilhar aqui consigo, semana após semana, mas há uma coisa que também partilhamos, são sempre ofertas, que são conteúdos diversos, recursos, para o ajudar a compreender melhor aquilo que nós aqui trazemos, não só nós, na Voz da Esperança, eu diria mais aqui na Rádio RCS ou na Antena da Novo Tempo Portugal, que são razões para continuar a crer em Deus, no plano de Deus para a sua vida, mas também para este universo que está precisamente debaixo do plano de Deus.

É isso que este guia de estudo que hoje lhe quero oferecer. Já não o trazia aqui há bastante tempo à Voz da Esperança, embora já o tenha oferecido aqui há uns meses atrás, pelo menos, se a memória não me falha, que é a origem de tudo. É um excelente conteúdo, acredito nisso, já tive a oportunidade de o estudar, de o ler. Ele é da autoria do professor, jornalista, Michel Sanborges, um homem bem conhecido como, no fundo, Um influenciador também das origens, da criação. O homem tem estudado muito esta dimensão e a origem de tudo é um excelente conteúdo que eu lhe proponho. Para receber já sabe como é que funciona aqui na Novo Tempo é só enviar uma mensagem para nós. É o 933 939291.

e diga-nos, neste caso, peça, revista ou guia a origem de tudo e nós vamos fazer

A reação dos líderes religiosos

chegá-la a sua casa. Mas não vamos perder mais tempo, embora isto não foi tempo perdido, é uma partilha que eu acho muito importante, tomarmos o tempo também para ter essa oportunidade, mas vamos ao tema de hoje. Já sabe, nós estamos a fazer uma grande viagem na vida, na obra de Jesus. Vamos mesmo acompanhando, através dos Evangelhos, histórias, encontros, grandes ensinos, Algumas vezes vamos cronologicamente, outras vamos saltando entre diferentes histórias para podermos compreender como Jesus é realmente a fonte de toda a esperança e ele deixou ensinamentos maravilhosos. Mas vamos a isso que hoje temos um bom exemplo, se calhar até pela negativa, para podermos aprender. Há uma ideia que muitos de nós se calhar temos ou já cruzou a nossa mente.

Se Deus nos desse uma prova, uma prova clara, indiscutível, de que Ele existe, se calhar em vez de andarmos aqui a estudar a origem de tudo, nós nem precisávamos de fé, nem nada, porque pensamos assim, bem, se Deus me aparecesse, se eu pudesse ter a certeza que Deus existe, eu iria com certeza acreditar em Deus. Talvez pudéssemos até pensar na ideia de milagres. Se nós vivéssemos um milagre com os nossos próprios olhos, em vez de termos que ir às vezes à Bíblia e ver grandes coisas que ali aconteceram, talvez as nossas dúvidas desapareceriam. Mas a pergunta que eu hoje trago é, será que seria mesmo assim? É por isso que a história de hoje, da vida de Jesus, que vamos recordar, ela mostra-nos algo absolutamente surpreendente.

Ela mostra-nos homens que viram a maior prova que podiam desejar, se calhar a maior prova que alguém podia desejar pensar sequer ou cruzar a sua mente, mas precisamente por causa de uma prova, de uma evidência, em vez de decidirem crer, decidiram matar Jesus. Parece estranho, não é? Logo nós percebemos que, ao analisarmos esta história, vamos perceber o seguinte. Eu já estou aqui a adiantar um pouco a conclusão. A estes homens não lhes faltou luz, evidências, uma visão. Faltou-lhes a disposição para receber essa luz. Isto obriga-nos, pelo menos eu creio assim, obriga-nos a fazer uma pergunta que talvez seja um pouco desconfortável, mas que é muito pessoal e eu quero trazê-la hoje para mim e para si que está comigo aí desse lado, aqui na Voz da Esperança.

O que é que eu faço com a luz que Deus já me deu? Ok, vamos desenvolver esta história. Betânia, uma pequena cidade onde Jesus gostava de passar, ficava muito perto de Jerusalém. Lázaro, já ouviu com certeza esse nome, já aqui falámos dele. Lázaro tinha estado quatro dias no sepulcro. Lembra-se, é talvez uma das histórias mais conhecidas dos evangelhos. E Jesus chamou Lázaro de volta à vida. Isto aconteceu em pleno dia, quer dizer, não foi no escuro, no escondidinho da noite ou do segredo. Isto aconteceu diante de uma multidão. Ou seja, é o mesmo que dizer que não havia truque possível, não havia ali uma explicação alternativa que alguém pudesse dar, uma narrativa qualquer.

Era o poder de Deus para ressuscitar até os mortos à vista de todos. Ora, o que aconteceu é o que se esperaria. Muitos quereram, mas houve quem fosse a correr contar tudo aos líderes religiosos, talvez para perceber o que é que eles vão dizer. E a reação destes homens ficou registada onde? No Evangelho de João. Ora, se eu lhe estava a falar sobre a história de Lázaro, para aqueles que conhecem um pouco melhor os Evangelhos, já sabem que isto acontece sempre no capítulo 11. Venha comigo que eu vou dar aqui um saltinho para ir à minha Bíblia e pode acompanhar-me se tiver aí a sua Bíblia à mão, mas eu diria que estando a ver o programa, mais fácil é ouvir, é por isso que eu aqui sempre partilho os versículos e hoje vou ler também.

Estamos no capítulo 11, já tinha ficado para trás a ressurreição de Lázaro e agora no versículo 47 e depois o 48 então diz o seguinte, que depois disto os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram um conselho e diziam uns com os outros. O que é que faremos? Porque este homem faz muitos sinais. E depois comentavam, reciclinavam. Versículo 48. Se os deixamos assim, todos vão crer nele e virão os romanos e vão tirar-nos o nosso lugar e a nação. Veja bem, repare nesta contradição. Estes homens admitem que Jesus fez muitos sinais e estão admirados com eles.

Não negam. Eles não negam o quê? Não negam que tenha existido um milagre. Só que o que os assusta, portanto, não é a mentira. Agora eu quero que note bem isto que eu queria dar força aqui neste programa hoje. Estes homens, líderes religiosos, não ficaram assustados com a mentira. Ficaram assustados com a verdade. Agora repartam bem que estava aqui em jogo para eles não era o poder de Deus, algo extraordinário, a fé. Não. O que estava em causa era o nosso lugar. Portanto, posição, prestígio, controlo.

O plano de Caifás

É por isso que esta história obviamente nos levanta este questionamento. Quantas vezes é que isto também não pode acontecer? Hoje ainda, com aqueles que sejam líderes ou crentes simplesmente, mas razões para nos impedir de seguir Jesus. É o mesmo que dizer que nunca será por falta de provas. Para estes homens não foi a falta de provas, foi o receio daquilo que se vai perder. É por isso que para algumas pessoas hoje, para alguns de nós, o que está em causa quando temos evidências para caminhar com Deus pode ser o nosso lugar num grupo de amigos. Se de repente nós passamos a ter uma fé que é diferente ou uma experiência nova, renovada.

Pode ser a imagem que tem de nós no trabalho. Pode ser também o conforto de uma vida que já está organizada à nossa maneira. Naquela sala estavam grupos que, na verdade, se desprezavam uns aos outros. Vamos a alguns exemplos. Olha, os saduceus não acreditavam na ressurreição. Portanto, toda a sua teologia, baseada nas escrituras, dizia-lhes o quê? Que o morto não pode voltar à vida. Porque era isso que eles queriam e proclamavam. Ora, com uma ordem muito simples, junto a um sepulcro, Jesus, sem fazer teologia, deitou por terra a teologia dos saduceus. Mas depois tínhamos os fariseus. Sabe o que é que acreditavam? Os fariseus acreditavam na ressurreição.

Logo percebiam que aquele milagre apontava para quem? Para o Messias. Só que como Jesus tinha-lhes tirado a máscara e tinha mostrado que por trás das regras, das cerimónias, das tradições dos fariseus, o que havia era corações vazios e falsidade, Então os fariseus também foram confrontados. Portanto, nós tínhamos aqui homens divididos em quase tudo entre eles, com crenças diferentes, com práticas diferentes, só que finalmente encontraram uma coisa que os unia, a oposição a Jesus. Mas Deus não abandonou, ainda assim, aquele concílio. Podemos dizer que o Espírito Santo estava ali presente, a falar-lhes à consciência, eu creio nisso, provavelmente vinham-lhes à memória as próprias palavras de Jesus, os seus gestos de misericórdia, quem sabe as profecias que eles mesmos conheciam e estudavam e tinham lido Por isso a pergunta, o que é que faremos, que eu li ainda há pouco, o que é que nos mostra?

Mostra-nos homens inquietos, preocupados, divididos, sem saber como é que haviam de silenciar aquilo que eles sentiam por dentro. Bom, podemos dizer que até ao último momento Deus continuava a falar ao coração destes homens que resistiam. Será que isto não pode acontecer connosco? Talvez esta inquietação, às vezes, já tenha feito parte também da sua história. Eu já a senti. Uma voz, uma espécie de uma voz que incomoda quando nos diz uma verdade. Talvez um desconforto para aquele que guarda rancor. ou uma sensação de um chamamento que sente quando ouve falar de Jesus, mas depois decide deixar para depois, não pensar muito nisso.

Esta inquietação que por vezes sentimos não é o nosso inimigo. Com muita frequência é o contrário, é Deus a bater à porta. E foi por isso que nesta história se levantou um homem chamado Caifás. Já ouviu o nome dele? Muito conhecido porque era o sumo sacerdote. Era um homem orgulhoso, um homem habituado a mandar, a ter autoridade. E logo a seguir a estes versículos que eu li há pouco, Caifás vai se levantar e vai dizer o seguinte. Vós nada sabéis, nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo para que assim não pereça toda uma nação. Uau! Veja o raciocínio de Caifás. Frio e calculado é o mínimo que podemos dizer.

Mesmo que Jesus fosse inocente, como ele praticamente admite, ele era um problema. Porquê? Ponha em causa a autoridade destes líderes, poderia quem sabe provocar uma revolta, os romanos podiam intervir e por isso, então, vem a conclusão. Era melhor sacrificar um homem apenas do que arriscar tudo. É o que nós hoje chamaríamos uma lógica da conveniência. A mesma, quero atualizar isto, a mesma que hoje nos poderia levar, por exemplo, a calar ou a ficar em silêncio quando nós deveríamos estar a defender alguém que foi injustiçado. Esta lógica pode ser a mesma que nos pode fazer dizer que toda a gente faz assim. Não vale a pena estar a complicar, isto é só um por menor.

Quando a conveniência passa a decidir, então a verdade é irrelevante, porque a verdade passa a ser uma coisa negociável. No entanto. com certeza sem imaginar, Caifás estava a anunciar aqui o maior plano de Deus. Por isso é que João continua a escrever e vai dizer o seguinte. Ele não disse isto de si mesmo, mas sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir num corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.

Se quiser o comentário de João. Então veja. Sim, Jesus ia morrer pelo povo, mas não da forma que Caifás pensava. E aqui podemos dizer que chegamos ao centro desta história. Veja o seguinte. Caifás queria um sacrifício que permitisse ao povo continuar como estava. No fundo, era uma morte que salvasse a nação no seu pecado. Mas isto, claro, no fundo não iria implicar mudança nenhuma, nem para ele, nem para o povo. Mas Deus, ao contrário, estava a entregar o seu Filho. Esta é a história da salvação. Para quê? Para salvar o ser humano do seu próprio pecado. Por isso é que podemos dizer esta verdade tão interessante, que na boca de Caifás, uma verdade preciosa, transformou-se numa mentira tremenda.

Ora, acredite numa coisa, este perigo não ficou só no passado. O que é que eu quero dizer com isto? Note bem, nós também podemos querer um Jesus que nos salve, mas sem nos transformar. Eu creio que há alguns cristãos mesmo que o que preferem é um Cristo para os momentos de aflição, quando estamos com problemas, mas não um Cristo para as decisões de todos os dias. Um Jesus que esteja presente ao sábado ou ao domingo, se for o dia que vai a uma igreja, mas ausente do que faz depois nos outros dias, na forma como fala em casa, como trata os seus colegas, a sua família, na maneira como gera o seu dinheiro, na maneira como olha para quem pensa de forma diferente.

Só que a cruz não é um acordo que Deus faz connosco para nós continuarmos a ter este tipo de comportamento na nossa vida ou até no nosso pecado. Não, a cruz é o preço da libertação dessas coisas. Depois das palavras de Caifás, aquela discussão acabou, aqueles homens sentiram alívio, eles tinham encontrado uma justificação. Por isso é que o versículo 53 vai afirmar o seguinte, desde aquele dia consultavam-se para o matarem. E o mais trágico é que eles saíram dali convencidos de que estavam a fazer o bem. Eles consideravam-se defensores da nação e da fé. Logo, veja isto, é possível fazer o mal, mas sentir-se justo.

É possível silenciar a voz de Deus e chamar a isso prudência, chamar a isso bom senso ou até responsabilidade. O apóstolo João resumiu este drama, aliás, logo no início do Evangelho. Quando vamos ao capítulo 1 de João, lembramos este texto, que é o versículo 11, que diz Jesus veio para o que era seu e os seus não receberam. E depois, mais à frente, João vai citar, agora no capítulo 3, ele vai dizer que a condenação é esta, é que a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz. Veja então que o problema nunca foi a falta de provas, que foi por aí que eu comecei há pouco.

Foi o amor às trevas. E por isso é que nós precisamos de entender e aprender esta lição. Os sacerdotes tramaram a morte de Jesus para proteger o quê? O seu lugar, a sua autoridade e a sua religião. Mas Deus transformou essa trama no caminho da salvação. Um homem morreu, mas morreu pelo povo. Morreu por eles também. E morreu por si. Morreu por mim. Por isso é que a grande questão desta história não é o que Caifás fez com Jesus, é o que cada um de nós vai fazer com Jesus, quando ouvimos essa voz que fala ao nosso coração.

Reflexão final e encerramento

Pára, nes águas o Espírito Separa, revendo o mar, a terra e os céus Fica para eu pensar Para e olha ao redor Vê o azul do mar É calma Eu posso confiar Em meio ao temor Mil eu tenho

aquelas águas o filho de Deus dos céus voando uma E de tudo que há Pare e olha ao redor Vê o azul do mar Vou confiar em nem o alto amor Meu, eu tenho paz O lago, um barco Naquele

temporal Perdidos na mar As águas tossegou Mas quem é este Que o vento acalmou? Pare e olha onde vou Ver o azul do mar A calma que traz-te mil e eu tenho paz mil e eu tenho É uma experiência que Jesus nos prometeu e que podemos sentir na nossa vida.

Para isso, precisamos de dar ouvidos à sua voz e, às vezes, retirar do caminho as nossas agendas. Foi isto que hoje aprendemos com Jesus. Ao chegar ao final deste programa, deste episódio da Voz da Esperança, relembro-lhe que hoje estamos a oferecer este manual, muito interessante, a origem de tudo. Se quiser recebê-lo, envie uma mensagem para nós, já sabe como é que funciona. Se quiser também dar uma chamada, vamos ter alguém que atende. É o número 933-939291. A origem de tudo! Bom, se Deus quiser, na próxima semana voltamos a estar juntos por aqui na Voz da Esperança. Por hoje, desejo-lhe um dia muito feliz, muito abençoado e até breve, se Deus quiser.

Série
Voz da Esperança · 71 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 73
Estreou
02 de Novembro de 2026
Categoria
Outros