Olá, querido amigo, apresado amiga, a Voz da Esperança está de regresso. Aqui a antena da Novo Tempo, se nos vê ou se nos ouve, a antena também, mas da RCS. nestes dois grandes canais, embora também é verdade que é possível que nos esteja a ver através de plataformas digitais, a diversidade hoje onde pode estar connosco na Novo Tempo é grande, mas o mais importante é que estamos reunidos para mais cerca de meia hora, pouco menos, na verdade, para este programa, hoje com mais um grande tema, Jesus e as tantas lições de vida que aprendemos com o grande mestre. Por alguma razão, ele continua a ser chamado do mestre.
Mas, antes disso, temos hoje mais uma vez as vozes. As vozes da Flávia, da Joana, da Violeta e da Amália, que se juntam numa maravilhosa harmonia sempre dirigidas e acompanhadas pelo André Santos, o diretor musical da Voz da Esperança, e por isso hoje abrimos, como sempre a este programa, com este clamor, como um refrão que aqui se repete programa após programa. Oh, que esperança! Deixo-me ficar desse lado, com a música, nós já voltamos para irmos à palavra.
Vibra em nosso ser Pois aguardamos o Senhor Fé possuímos que Jesus nos dá Fé na promessa que nos fez Vejo que o tempo logo vem E as nações daqui a bem Vem a letra, vão cantar Aleluia!
Aleluia! Aleluia! Jesus voltará A todo mundo a mensagem lhe vai Ondas e vozes, o som e o coelho, prevê Jesus, voltará.
Ondas do mar, a canção e do ar, prevê Jesus, voltará. Vem que Jesus voltará Vem que Jesus voltará
Bom, ao regressarmos hoje quero já começar por fazer-lhe uma oferta. Talvez, não sei exatamente para si que está desse lado, se vai identificar tanto, mas eu, apesar disso, já lhe vou explicar o que é que quero dizer com isto. Hoje trago-lhe aqui um guia de estudo, que se chama Eu no Universo, e que foi pensado especialmente para jovens. Toda a linguagem, a estrutura, mesmo a parte do design, ela foi pensada para jovens. Fala dos grandes temas da fé, Esse é o grande tema, obviamente, deste programa e assuntos que, obviamente, podem ajudar os jovens a confirmar um pouco, a solidificar a sua fé. Eu imagino que a maior parte daqueles que me acompanham hoje aqui na Voz da Esperança não sejam assim tão jovens, mas talvez por isso mesmo o desafio seja que hoje possa pedir esta revista, este guia de estudo, quem sabe para oferecê-la a um jovem.
os seus filhos, netos, sobrinhos, amigos, enfim, jovens que possam beneficiar de ter este material. Como nós sabemos que são menos os jovens que hoje vêm programas assim com esta linguagem, um pouco mais de adultos, pode ser uma excelente oportunidade para a SIC que nos acompanha oferecer. Então, já sabe, basta enviar uma mensagenzinha para o 933 93 92 91. Se ainda não decorou, acho que o número mais fácil que este é difícil, mas se não decorou, anota aí ou guarde no seu telemóvel 933 939291 e peça EU NO
UNIVERSO, é a revista que estamos hoje a oferecer, a pensar mais nos jovens aí da sua casa ou da sua família, dos seus contactos, a quem possa oferecer este material. E hoje vamos a uma imagem da qual Jesus falou, que ele também usou, que essa eu acho que é intemporal e serve para todas as idades. Falo-vos de uma imagem que podemos dizer que praticamente atravessa toda a Bíblia. É uma metáfora, uma metáfora simples, humana e muito pastoral, mas ao mesmo tempo é uma das mais profundas revelações que nós temos na Bíblia Talvez eu diria do coração de Deus. De que imagem eu falo?
A imagem do pastor e das ovelhas. É obviamente uma imagem, uma metáfora que vem desse mundo bucólico rural, que obviamente fazia muito parte do ecossistema, do ambiente de que os personagens bíblicos viviam. A maior parte de nós hoje já não está tão ligada a esse universo, mas ele continua a ser um universo poético. Davi, por exemplo, já que falamos de poesia, quem não se recorda, Davi cantava o Senhor é o meu pastor. Nada me faltará." O fantástico Salmo 23. Isaías, para dar outro exemplo, profetizava assim, como o pastor apresentará o seu rebanho, entre os seus braços recolherá os cordeirinhos.
Podemos ainda ir a outro profeta, o profeta Ezequiel, que usava a mesma imagem e anunciava a seguinte mensagem. A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer e a quebrantada ligarei, a enferma eu fortalecerei. Ezequiel 34, sempre com a imagem do que Deus quer fazer às suas ovelhas. Mas veio Jesus e Jesus trouxe uma mensagem diferente, mesmo se usando a mesma metáfora. Ele não falou sobre um determinado pastor ou uma certa ovelha. Jesus surpreendeu e disse, eu sou o bom pastor. É isso mesmo. Estamos em João, no Evangelho de João, no capítulo 10. Jesus não disse um qualquer bom pastor.
Jesus referiu-se de forma definida. O bom pastor, aquele de que todas as profecias falavam, aquele de que todas as imagens já perfiguravam, aquele que acabou por aparecer nesta terra em carne e osso para fazer aquilo que só ele poderia fazer. Só que Jesus não começa apenas com a imagem do pastor. Neste texto nós vamos encontrar outras metáforas que Jesus vai usar para falar de si próprio, sobretudo a sua obra. Jesus vai dizer, por exemplo, eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. Mais uma vez, sempre a mesma imagem. Porque estamos no capítulo 10 de João.
Há um único caminho de entrada neste redil, neste aprisco de Deus. E Jesus apresenta-se como esse caminho. Por isso ele é o caminho, ele é a porta. É o Cristo. Jesus não é uma cerimónia, não é isso que se trata. A fé crista, portanto, não é sobre cumprir rituais, cerimónias, tradições. Não se trata de um sistema religioso. O Cristianismo, o Evangelho, ele é sobre Cristo, uma pessoa. Qualquer outro que procure entrar por qualquer outro caminho, alguém que proponha uma alternativa para esta paz com Deus, Jesus aí se designou, sem hesitar muito, ele disse que era ladrão, que era salteador.
Neste mesmo texto ele referiu-se ao ladrão que vem para roubar, para destruir, mas Jesus veio para o contrário. Ele veio para que tenhamos vida e vida em abundância. Ainda estou, mais ou menos, sempre a parafrasear este capítulo 10 de João. Aliás, aqui citei-lhe mesmo um famoso versículo, João 10, 10. Eu vim para que tenhás vida e vida em abundância. Isto significa que Jesus não propõe uma vida reduzida, insignificante ou cheia de medo. Esta ideia de uma vida em abundância, o que é que nos aponta? Para um propósito, um sentido? É por isso que tem a ver com esperança. Claro, esse é o tema sempre central aqui no nosso programa. Essa esperança vem da presença de Deus no centro da vida.
Jesus falava sobre isso. Por isso que ele vem, então, e descreve o bom pastor e aquilo que faz um bom pastor. Cada traço deste retrato que Jesus vai apresentar é como se fosse um retrato do seu próprio coração.
Quando pensamos no pastor neste tempo, no Oriente, neste tempo passado, o pastor, neste contexto, ele não obrigava as ovelhas, não as constrangia através da força. Os pastores não empurravam as ovelhas com base no chicote ou na vara. O pastor vai à frente e o pastor chama. Como as ovelhas reconhecem a sua voz, porque não é a voz de um estranho, é a voz daquele que a cuida, que as encaminha, que as sustém, então a voz que elas conhecem, porque já passaram tempo com ele, Porque caminhos evalados o acompanharam, porque o pastor nunca as abandonou, porque já as chamou antes e sempre esteve presente, sempre apareceu.
Por isso Jesus dizia o quê? As minhas ovelhas ouvem a minha voz. Eu conheço-as e elas me seguem. É uma imagem maravilhosa que Jesus vai descrevendo e desenrolando neste caminho. É interessante que esta expressão significa que as ovelhas não são movidas a medo. Esta é a grande diferença entre outras formas de tratar os animais que, tendo medo, obedecem. Não. O amor é o que move as ovelhas de Cristo. O profeta, lá desde os tempos antigos, séculos antes de Jesus ter vindo a este mundo. O profeta Jeremias declarava o amor de Deus com estas palavras, com amor eterno te amei e também com amorável benignidade eu te atraí.
Capítulo 31 de Jeremias. Veja que não há aqui constrangimento, não há ameaça. O conceito aqui é um chamado que é feito pelo pastor e por isso as ovelhas têm uma escolha a fazer. Os que escolhem seguir descobrem que este é o pastor que vai à frente, que enfrenta primeiro o perigo, que vai calcando os espinhos antes de nós. Ele vai consagrando e preparando o caminho com as suas próprias pegadas. É por isso que esta imagem é perfeita para a obra de Cristo. E depois, então, vem aquele que tira o fogo, Como imagem, Jesus conhece a cada ovelha pelo nome.
O que significa que o que Jesus está a tentar dizer é que o seu rebanho não é um conjunto de números numa lista. Não é uma coisa de gente anónima. É cada pessoa, única, individualmente. Já lá no perfeto a Isaías, voltando atrás, Deus dizia, chamei-te pelo teu nome. Tu és meu. Capítulo 43 diz aí, mas mais à frente, no capítulo 49, uma outra imagem maravilhosa. Deus dizia nas palmas das minhas mãos, te tenho gravado. Tudo isto aponta para esta grande verdade, meu querido amigo. Jesus sabe a sua vida, sabe onde mora, conhece o seu nome. Logo, ele conhece também as suas lutas.
Aquelas que são mais secretas, que não partilha com ninguém, mesmo essas. Jesus conhece as lágrimas que caem às vezes teimosas, em momentos em que estamos a sós. Jesus conhece os pesares, mesmo aqueles que estão no mais íntimo do nosso coração, que às vezes nem conseguimos dizer ou não partilhamos com ninguém. Cada alma, cada vida é tão perfeitamente conhecida de Jesus, como se fosse a única alma que existisse por quem ele tivesse morrido. Pense nestas palavras como se fosse realmente essa pessoa única, preciosa. Pense que toda a agonia que Jesus viveu no Calvário foi por si.
Nesta economia do amor de Deus é assim que funciona. Não são os números, não é a dimensão. O Salvador teria vindo a esta terra e passado por toda a sua experiência, incluindo a cruz, se ele tivesse que salvar uma pessoa. Porque a ideia é de que Jesus, como bom pastor, não abandona ninguém. A única hipótese de alguém ser abandonado é alguém que quer partir. Por isso Jesus continuava. Volto ao João 10, agora já vou no versículo 28. Sobre as ovelhas, Jesus dizia, ninguém pode arrebatá-las da minha mão. É uma segurança esta que Jesus aqui transmite, nesta promessa de que nós estarmos seguros em Deus não depende de nós, depende dele.
As ovelhas não se seguram a si mesmas, é o pastor que as segura. E as mãos que as seguram são as mesmas mãos que se entregaram por nós. Jesus está a tentar expor esta grande verdade do Evangelho. Ele vai continuar ainda dizendo uma verdade que podemos dizer que se expande para além das fronteiras deste povo que o ouvia naquele momento. Jesus disse, ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco e também me convém juntar essas e elas ouvirão a minha voz e haverá um rebanho e um pastor.
É como uma visão esta que Jesus apresenta. É o coração do bom pastor. Por isso ele não tem fronteiras. Essas fronteiras não têm raças, nações, línguas, histórias. As ovelhas de Jesus estão espalhadas por todo o lado, por todo o mundo. Muitas estão perdidas, estão desgarradas.
Talvez até sem saber ainda que há um pastor que está à procura delas. Mas Jesus permanece. Vai atrás. Sempre atrás. Jesus ainda continuou e acrescentou o seguinte, é por isto que o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém a toma ou a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou. Percebe que é aqui que está a diferença entre o bom pastor, como Jesus se apresenta neste texto, e todos os outros pastores. O salário de um pastor é guardar o rebanho. Mas se vier um lobo, mesmo a ovelha sendo o salário, o pastor vai fugir, porque é a sua vida que está em risco. Mas o bom pastor, por isso ele se distingue, é aquele que fica.
Jesus fica porque ele conhece as ovelhas. Para Jesus isto não é um trabalho, obviamente. É razão da sua própria existência. É razão pela qual ele veio ao mundo. É por isso que ele ficou, e ficou até ao fim. Quando nós vamos ao célebre texto de Isaías 53, sobre esse Messias sofredor, vou recordar-lhe estas palavras. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades. Recorda-se? As nossas dores levou sobre si. Ele foi ferido pelas nossas transgressões, moído pelas nossas iniquidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele. Pelas suas pisaduras fomos cerados.
E agora o texto continua assim. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas. Cada um se desviava pelo seu caminho. Mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. E cá temos a nossa imagem. Todos nós andávamos como ovelhas. Mas não apenas ovelhas, ovelhas desgarradas. Ou seja, cada um perdido pelo seu caminho. Cada desvio que estas palavras aqui apontam. Cada pecado, cada caminho escolhido, sem Deus. Essas coisas, nossas escolhas, as mais infelizes, caíram sobre ele. É o que o texto nos diz. Voluntariamente. Um ato de amor. É por isso que hoje, este mesmo pastor, que agora já ascendeu ao Pai, que está no trono do Universo, Jesus não perdeu absolutamente nada desta sua natureza de compaixão, de um pastor que procura as ovelhas.
O mesmo coração, este coração terno de Jesus, está aberto hoje, disponível a todas as misérias humanas. Por isso podemos dizer que espiritualmente esta mão ferida continua estendida e a voz continua a chamar. É uma voz suave, uma voz persistente, cheia de amor. É a voz que chama pelo nome, pelo seu nome, porque o pastor conhece as suas ovelhas. Talvez hoje alguém desse lado, pode ser o seu caso, hoje olhe para si como uma uma espécie, uma metáfora de uma ovelha perdida. Quem sabe afastado do aprisco, do conforto, por sua escolha, pelas circunstâncias da vida, ou porque saiu desiludido, por estar cansado.
Talvez esteja há muito tempo a ouvir outras vozes, outros pastores que prometem dar-lhe... saciar a sua vida. Mas esses muitas vezes são os falsos pastores, aqueles de quem Jesus dizia que vinham para roubar e destruir. Mas o bom pastor não rouba, não destrói, faz o contrário, dá-se a si mesmo. E essa voz que se dá aqui hoje ainda soa. E eu hoje desafio a ouvir essa voz. A procurar sondar se não percebe que Deus está com essa voz suave a chamar. Não a querer forçar, mas a trair. Não como alguém que ameaça, mas que ama. E essa voz diz, as minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem.
Será que hoje consigo ouvir essa voz? Eu desafio a que ouça, a que siga, porque onde o pastor vai, então aí as suas ovelhas estão seguras para sempre. Se porventura hoje é a sua vida que podia ser chamada a de uma ovelha errante, ouça esta mensagem que vamos escutar na voz da Amália, e que esta ovelha errante hoje encontre o seu pastor amado. Eu já fui ovelha errante Do pastor eu me afastei Quis seguir os meus caminhos E do aprisco me ausentei Foi um passo após o outro Sem notar eu me perdi E já era noite escura, quis voltar não consegui.
E cercou-me o desespero, tive medo de morrer, pois o frio Porque foi assim tão longe Que tu está como a ti Se eu pudesse eu voltaria De repente ouvi ao longe uma voz tão familiar Era o meu pastor chamando quase rouco de gritar Me avistou lá no penhasco e correu para me alcançar choro-me agora de tristeza no meu peito sinto a dor dor maior é quando penso que
deixei o meu pastor em seu peito e com força me sustém. Seu amor então me acalma e me faz sentir tão bem. Seu amor então me acalma e me faz sentir Tão bom reconhecer o amor de Deus e como Ele quer cuidar da nossa vida.
Eu agradeço tanto a Deus por me sentir todos os dias como uma ovelha que está cuidada, mesmo assim às vezes ferida. Foi este o nosso programa de hoje, mais uma história de Jesus, mais uma fonte de esperança. Já há pouco lhe tinha oferecido, termino da mesma forma, lembrando-lhe que hoje temos este recurso, a revista Eu no Universo, para que possa desfrutar deste conteúdo, quem sabe oferecer um jovem Basta enviar este nome eu no Universo e pedir para o 933 939291. Por hoje está tudo dito. Foi uma bênção ter estado consigo aí desse lado. Volte connosco na próxima semana. Vá-nos acompanhando sempre aqui na televisão, na rádio, nos canais digitais.
Nós estamos juntos, se Deus quiser. Na próxima semana cá estaremos também. Até lá, fique bem. Que Deus o abençoe.
Jesus é o Bom Pastor que conhece cada ovelha pelo nome, procura quem se perdeu e oferece vida em abundância.
Neste episódio de A Voz da Esperança, refletimos sobre uma das imagens mais profundas da Bíblia: Jesus como o Bom Pastor. A partir de João 10, descobrimos um Salvador que não força nem abandona, mas chama, guia, protege e dá a própria vida pelas suas ovelhas.
Do Salmo 23 às palavras dos profetas Isaías, Jeremias e Ezequiel, vemos como esta imagem atravessa as Escrituras e revela o coração de Deus. Jesus conhece as nossas lutas, lágrimas e caminhos, e continua a chamar cada pessoa pelo nome com amor, compaixão e esperança.
Conheça também o guia de estudo Eu no Universo, pensado especialmente para ajudar os jovens a aprofundar os grandes temas da fé cristã.
Consegue reconhecer a voz do Bom Pastor na sua vida? Partilhe a sua experiência nos comentários e envie este vídeo a alguém que precise desta mensagem de esperança.
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