As luzes ligaram-se aqui no estúdio e aí em casa também com certeza o escrã está ligado para nos juntarmos em mais um episódio da Voz da Esperança. Mas também é possível que esteja connosco aí no seu carro, por exemplo, a ouvir a rádio, a rádio RCS. Nesse caso não há luz, há voz, há som, mas é suficiente, porque esta é a voz da esperança. Um programa que começou na rádio, e isso é um facto, há muitos, muitos anos atrás, nem eu era nascido, nem pensado. Sou mais jovenzinho do que isso. Nos anos 60 começou a voz da esperança, a fazer-se ouvir aqui no território do nosso país, em Portugal. E há alguns meses, vamos dizer assim, depende de quando é que está a vir este programa, mas a TV também chegou e por isso também nos podemos ver aqui na MEU, no canal 186, se é aí que está connosco ou em qualquer outra plataforma.
A verdade é que é uma benção podermos hoje continuar a fazer aqui a história da Voz da Esperança. Por isso, não saia desse lugar, nós hoje vamos passar aqui, a partir deste momento, mais uns vinte e poucos minutos. É o tempo que temos, mas eu acho que é mais do que suficiente. Vamos ouvir boa música, com o quarteto Voz da Esperança, e vamos, claro, mais uma vez, à vida de Jesus, encontrar aí lições, ensinamentos que sejam uma bênção para a nossa vida. Esta é a hora da Voz da Esperança.
Viva em nosso ser Pois aguardamos o Senhor Fé possuímos Jesus nos dá, tem a promessa que nos fez. Desde que o tempo logo vem, e as nações daqui além, bem alerta vão cantar.
Aleluia, aleluia, aleluia Servos de Deus a trombeta tocai, breve Jesus voltará. Em todo o mundo a mensagem levai, breve Jesus voltará.
Montes e volos o som entoai Presas, Jesus voltará Ondas do mar a canção entoai Presas, Jesus voltará Prevê-se, Deus, voltará Prevê-se, Deus, voltará
Hoje, porque falamos de esperança, a nossa família também faz parte das estruturas, dos pilares para podermos ter uma vida realmente de esperança. É por isso que hoje trouxe aqui uma oferta especial para si. É esta revista, Lar, Doce Lar. Um conjunto de temas muito importantes que podem fazer uma diferença grande na sua vida em várias áreas. Por exemplo, problemas familiares, famílias disfuncionais, feridas, herdadas das famílias, enfim, são temas que podem ser muito úteis para a sua estrutura familiar, para poder ter um lar que realmente é um doce lar. Envie uma mensagem para nós, para o 933 939291, para fazer este pedido.
Lar doce lar. Basta fazer esse registro. Hoje, obviamente, voltamos à vida de Jesus para mais um momento como temos feito até aqui. Venha comigo, vamos quase imaginar este quadro. Era de manhã. O sol acabava de erguer-se sobre o Monte das Oliveiras.
Os raios já batiam naquele mármore branco dos palácios. Faziam brilhar o ouro das paredes do templo, que era um lugar absolutamente majestoso. E foi exatamente neste lugar, neste ambiente, que Jesus, se calhar olhando até para o sol, disse uma frase marcante que ficaria registada para o resto da história. Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. Continuamos no capítulo 8 de João. Não foi por acaso que estas palavras foram ditas. A festa dos tabernáculos, ela tinha terminado há pouco tempo. Aliás, há dois episódios atrás falámos exatamente aqui sobre a festa dos tabernáculos.
Durante toda esta semana, dois grandes pilares com lâmpadas enormes iluminavam o pátio do templo. Durante a noite havia, aliás, uma cerimónia que recordava aquela coluna de fogo que tinha guiado Israel no deserto e que apontava, claro, para a vinda do Messias. Então, durante estes dias, Jerusalém brilhava. E agora, com o sol da manhã a inundar tudo de luz, Jesus vai dizer estas palavras extraordinárias, marcantes. É isto que eu sou. Eu sou a fonte, eu sou a luz. Mas as trevas não quiseram receber a luz. Não é nada difícil, vamos dizer assim, de imaginar como é que os fariseus reagiram a esta afirmação de Jesus, com essa raiva que os marcava.
É por isso que eles procuravam apanhar Jesus nas suas palavras, forçá-lo a afirmar qualquer coisa. Por exemplo, que ele era o Messias, para depois o acusarem de ser um mentiroso, um impostor. Mas Jesus era mais sábio, não cedia tão facilmente, e respondeu-lhes com calma. Estas palavras, eu nada faço por mim mesmo, mas falo como o meu pai me ensinou e aquele que me enviou está comigo. Continuamos no capítulo 8, agora acabei de ler-lhe as palavras dos versículos 28 e 29. Aqueles que começavam agora a crer, Jesus nesta ocasião disse alguma coisa que seria de grande mudança. se permanecerem na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Acabei de fazer-lhe aqui a sequência deste capítulo 8, destas três grandes afirmações de Jesus. Chegados aqui, Jesus vai colocar a verdade como o centro do seu ensino e da sua obra, a verdade liberta. É uma mensagem extraordinária. Aliás, é uma grande verdade universal. Porque quando nós estamos na mentira, nós estamos aprisionados. Só que, mais uma vez, os fariseus ofendem-se. Eles diziam, nós nunca servimos a ninguém. Jesus olhou para estes homens e entendia que, na verdade, eles eram escravos. Por isso, eles não entendiam que Jesus falasse de liberdade. mas porque não entendiam o quão aprisionados estavam. Estes homens eram escravos do ódio, da inveja, prisioneiros do seu orgulho e por isso Jesus, provavelmente com um semblante carregado, triste, disse-lhes todo aquele que comete pecado é servo, é escravo do pecado.
Estes homens podiam até usar uma linguagem de liberdade, mas viviam totalmente acorrentados, porque o pecado nunca anuncia que é uma prisão, é o contrário. O pecado sempre nos convence de que é um lugar maravilhoso, uma casa, um sítio onde estamos bem. Mas Jesus dizia, e completava o seu pensamento, se o Filho vos libertar, só então verdadeiramente sereis livres. É esta a libertação que Jesus veio para anunciar, uma libertação que não tem a ver com o esforço humano, porque isto não é pelo esforço que se alcança. Por isso, a liberdade que Jesus fala não é conquistada, é uma liberdade recebida.
Quando uma pessoa se entrega a Jesus, Todas as suas faculdades são revestidas de uma força nobre, espiritual. Aliás, é essa a obra do Espírito Santo. O que era impossível, então torna-se real. Porquê? Porque há uma cadeia que se parte. Não é por força própria, não é por uma força da vontade humana, mas é porque há alguém mais forte do que o próprio pecado. E esse entrou dentro da nossa prisão e da nossa cela. Este diálogo continua. Estamos em João capítulo 8. Estou a lembrar-lhe. Jesus vai então dizer mais uma frase daquelas que fez cair o silêncio naquela Assembleia, mas que também teve um grande impacto nos seus inimigos.
Antes que Abrão existisse, eu sou. Disse Jesus. Estamos no versículo 58, já para o final do capítulo 8. Veja bem o termo que Jesus vai aplicar a si próprio. Eu sou. o mesmo nome que Deus tinha dado a Moisés diante da Sarsardente, que é uma afirmação da existência eterna, da presença que não começa nem acaba. É isso que quer dizer eu sou, porque Jesus é ar, é respiração. Portanto, Jesus não disse eu era, Jesus disse eu sou. Nestas palavras, Jesus afirmou-se como sendo eterno. presente, sempre presente, imutável, que nunca muda.
E a multidão percebeu claramente as suas palavras. Eu creio mesmo que até os sacerdotes perceberam. Só que não se renderam. Jesus saiu do templo em silêncio.
Ao sair do templo ele viu um homem. um homem que nunca tinha visto a luz, nunca um raio de sol tinha conseguido entrar nos seus olhos. A história diz que era cego de nascença. Este homem estava sentado à beira do caminho e enquanto o mundo passava por ele, na verdade, nunca o via. Ele não era só cego, era invisível. Os discípulos, como de costume, perguntaram, porque este era um tema muito importante no pensamento daquele tempo, Rabi, quem pecou? Este ou os seus pais, para que nascesse cego? Estamos agora já numa história que já está relatada no capítulo 9. Demos aqui um salto para o capítulo 9 de João. A teologia deste tempo entre os judeus podia resumir-se nisto.
O sofrimento era uma punição. A doença era um sinal de culpa. Jesus não teve hesitações, vai corrigi-los de imediato. E vai dizer assim, nem ele pecou, nem os seus pais. Mas foi para que se manifestasse nele as obras de Deus. Este homem torna-se, portanto, uma espécie de metáfora. A sua vida ia ter um objetivo maior do que ele próprio. O sofrimento deste homem não era um castigo. Agora, na presença de Jesus, estava aqui uma oportunidade. Que era bênção para ele, mas também glória e testemunha ao mundo. Uma janela. pela qual a glória de Deus iria manifestar-se. Foi isso que este homem foi.
O que é que Jesus fez? Jesus pegou em lodo barro, juntou-lhe saliva e untou os olhos deste cego. Tomou o tempo de o tocar e de criar este momento algo performativo. Então disse-lhe agora vai e lava-te no tanque de silué. E o homem foi, lavou-se e assim que se limpa voltou a ver. É interessante isto. Não havia poder no lodo, com certeza. Não havia magia em silhué nas águas onde ele se lavou. O poder todo que está aqui em causa estava em Cristo. E o que este homem fez é que, ao obedecer, ele abriu um caminho para o milagre. Não é que a obediência causou o milagre, mas foi preciso seguir a instrução de Jesus.
Só que o que se seguiu a esta história, que à partida diríamos coisa maravilhosa, foi uma tempestade. Como assim? Os vizinhos deste homem não acreditavam que era o mesmo homem. Os fariseus começaram a interrogá-lo. Chamaram até os pais. Voltaram depois a interrogá-lo. Porquê? Porque toda a gente queria desacreditar o milagre. Não era possível. O que eles queriam era calar o testemunho. E ele tinha um testemunho para dar. Só que, no caso, não podia haver dúvidas, porque este homem tinha nascido cego e agora tinha os olhos abertos. Com uma simplicidade tremenda, este homem desarmou os argumentos daqueles que o questionavam.
Com uma resposta que também ficou célebre. Uma coisa eu sei. É que eu era cego e agora vejo. Nas palavras deste homem, nós não encontramos uma teologia elaborada, uma capacidade argumentativa. Ele não tinha a formação das escolas dos rabinos. O que ele tinha agora era o que nenhum rabino, nenhum fariseu tinha. Tinha uma experiência. E essa experiência era irrefutável. Ah, pois. Os fariseus podiam até questionar tudo o que quisessem, só que não podiam questionar uma coisa. Ele era cego e agora estava ali a ver diante deles. Olhava-os nos olhos. Por isso, diante da incapacidade, a impotência de fazer alguma coisa, expulsaram-no da sinagoga.
Podíamos usar o termo excomungaram-no, que é tornar-no... Deixaram que ele não pudesse fazer parte do grupo, que é isso que é excomungar. Jesus, então, volta a encontrá-lo. Pela primeira vez, o homem viu o rosto daquele que o tinha curado. Jesus, agora, vai continuar o diálogo com ele e diz-lhe, Crees-tu no Filho de Deus? Começou-a a mentir, obviamente, com mais dúvidas do que certezas, e vai dizer a Jesus, Mas quem é ele, Senhor? Para que eu creia nele? E, então, Jesus responde-lhe, Tu já o tens visto. É aquele que fala contigo. Eu sou. E este homem responde, ao contrário daqueles líderes religiosos, este homem agora vai prostrar-se em adoração.
Porque não foram apenas abertos os olhos do seu corpo, neste dia também foram abertos os olhos da sua vida mais profunda, do seu coração, da sua fé. Cristo, o Messias, tinha-se revelado a este homem e ele agora recebe-o. Ele foi excomungado, ou seja, ele perdeu a comunhão da sinagoga, só que ele ganhou a comunhão com o Salvador. Haverá comparação possível? Jesus, diante deste quadro, vai dizer, eu vim a este mundo para juízo, afim de que os que não veem, vejam, e os que veem sejam cegos.
É interessante que Jesus vá fazer, obviamente, aqui um jogo de palavras entre duas formas de ver. Há os que confessam a sua cegueira. São aqueles que dizem, eu não vejo o Senhor, eu preciso de luz, e esses recebem a visão. Neste caso ela foi física, mas obviamente é sobretudo a visão espiritual, de que Jesus fala agora. Só que há aqueles que dizem, nós vemos tudo, não precisamos de nada. E esses, Jesus diz, vão continuar nas trevas, mas por escolha própria. Os fariseus ainda querem o diálogo e vão perguntar, também nós somos cegos? Uma pergunta de desafio, como quem diz, o quê, estás a acusar-nos a nós de sermos cegos?
Jesus usa sempre da sua sabedoria e vai dizer, se fosseis cegos, não teríeis pecado. Mas como agora dizeis, vemos o vó, vemos, e então o vosso pecado permanece. A cegueira de que estes homens falam e de que Jesus também aborda com eles, é
uma cegueira que não se reconhece como tal. Por isso é que é a mais perigosa de todas as cegueiras. É o homem que é cego e acha que vê. Por isso é que hoje a mensagem que eu quero deixar consigo, ela tem uma urgência. Porque há pessoas que vivem na escuridão sem saber que estão nas trevas. Ou seja, habituaram-se às trevas. Para eles é como se fosse a claridade. Isto pode acontecer como? Construindo sistemas de pensamento, justificando as suas escolhas, até acumulando conhecimento, só que nunca se rendem à única luz que realmente pode iluminar. Mas há outros, e eu creio, desejo muito que seja o seu caso, que sabem que têm falta de luz, percebem que há uma escuridão ainda que os envolve.
Às vezes mesmo pensando, percebendo que chegamos ao fim dos nossos recursos e então percebem que não vai ser por inteligência humana nem por esforço próprio. Nada disso vai conseguir acender aquilo que se apagou dentro. Para esses, É para esses que Jesus tem uma mensagem, tem uma afirmação categórica. Vai! Lava-te! Ouve a minha voz! Segue a minha instrução! E quando obedeceres, ou seja, quando te lançares sobre a misericórdia de Jesus com a única coisa que realmente nós temos como poder e expressarmos a nossa profunda necessidade, então vamos descobrir que a luz sempre esteve ali.
Jesus dizia, eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas trará a luz da vida. A luz brilha. As trevas não a podem vencer. E esta luz está disponível hoje. E esta luz é também para a sua vida. Abra o seu coração, disponibilize o seu coração para que Jesus faça uma obra maravilhosa na sua vida. Podesse eu não ter laços nem limites? Podesse eu transformar a minha existência?
Pudesse eu ficar na tua presença? Pois um dia nos teus atrios almas Pudesse eu esquecer? Se eu deleitar-me nos teus olhos Poder ser, poder ser Pois um dia os teus lábios ao mais Cansei o dia Como sofreu, como sofreu Pudesse eu calar o que me afasta Pudesse escutar só a tua voz Pudesse eu
beber a tua palavra Sentia nos teus lábios Mas anseio por Ti profundamente Arranhar forte a alma ao Velho Senhor Como o sol flui Pois um dia nos teus átrios vale mais Pois um dia nos teus átrios vale mais E aí
Ao chegar ao final da Voz da Esperança hoje, do nosso episódio, lembro-lhe que hoje tenho aqui esta oferta, um pouco mais a pensar na sua família. Especialmente se onde está a faltar luz na sua casa, é precisamente na área familiar, temos este material, este recurso lar, doce lar, com temas muitíssimo importantes, podem ser muito úteis para a sua vida. Envie uma mensagem a pedir esta revista 933 93 92 91. Este é o nosso contacto. 933 939291 e em contacto connosco vai com certeza receber. Enviamos gratuitamente como uma oferta para poder ajudá-lo a ir mais longe em busca desta luz que tanta falta nos faz. Muito obrigado por ter estado connosco, porque as luzes se acenderam hoje aqui, agora vão apagar-se, a programação da Novo Tempo continua, só a voz da esperança agora fica por aqui, mas continue connosco aí desse lado e que Deus o abençoe.
Jesus é a luz capaz de vencer as trevas mais profundas. Descubra o que acontece quando escolhemos seguir essa luz.
Neste episódio da Voz da Esperança, viajamos pelos capítulos 8 e 9 do Evangelho de João para compreender algumas das afirmações mais marcantes de Jesus: “Eu sou a luz do mundo”, “a verdade vos libertará” e “antes que Abraão existisse, Eu Sou”.
Através da cura do homem cego de nascença, descobrimos que Jesus não oferece apenas visão física, mas uma nova forma de ver a vida, a fé e a nossa necessidade de Deus. Enquanto alguns líderes religiosos recusaram reconhecer a luz diante deles, aquele homem pôde simplesmente testemunhar: era cego e agora via.
O programa apresenta ainda a revista gratuita Lar, Doce Lar, um recurso dedicado à família, com temas sobre problemas familiares, feridas emocionais e caminhos para construir relações mais saudáveis.
E para si: em que área da sua vida sente que mais precisa da luz de Jesus? Partilhe a sua reflexão nos comentários e envie este episódio a alguém que possa precisar desta mensagem.
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