Na festa dos tabernáculos

Na festa dos tabernáculos

06 de Julho de 202627 min 53 s

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Abertura e música

Olá, olá. Voz da Esperança está de regresso. Muito obrigado por estar connosco aí desse lado. E estamos juntos para continuarmos a explorar grandes temas da fé, mas sobretudo, a procurar transmitir esperança à sua vida. Essa é a nossa missão aqui, por isso, através da música, e sempre com o quarteto Voz da Esperança, e através da palavra, continuamos à procura de lhe ajudar a encontrar mais razões para a esperança na sua vida. Hoje vamos a mais um momento da vida de Jesus, numa festa muito especial para Israel. Naquele tempo, Jesus também viveu alguns encontros e ensinou coisas muito especiais. É isso que vamos descobrir para já.

Deixe-se inspirar com esta maravilhosa música para abrir este programa. Oh, que esperança! Vibra em nosso ser Pois aguardamos o Senhor Fé possuímos que Jesus nos dá Vejo que o tempo logo vem E as nações daqui a vem Vai a luta, vão cantar Aleluia!

Aleluia! Aleluia! Servos de Deus e do medo a tocar, breve Jesus voltará. A todo mundo a mensagem levai, breve Jesus voltará.

Ondas e voos do Sol e do Ai, breve Jesus voltará. Ondas do Mar, Criação e do Ai, breve Jesus voltará. Bem-vindo, Jesus, contê-la Bem-vindo, Jesus, contê-la

Oferta do programa

Aqui estamos e antes de irmos à história deste programa... E a Jesus quero fazer-lhe uma proposta. Mais uma vez, como sempre aqui, temos algumas ofertas para o ajudar a ir mais longe nos temas que aqui vamos partilhando. Hoje volto a um guia de estudo que já há algumas largas semanas não partilhava aqui consigo, a cura do pecado. Na verdade, é uma revista que trata temas ligados à salvação, à compreensão sobre a realidade da nossa vida, das lutas, do sofrimento aqui nesta terra. Claro, o pecado faz parte dessa experiência. Mas há solução. A Cura do Pecado é um guia de estudo da Bíblia sobre essas soluções. Por isso, envie uma mensagem para nós, para o número 933-939291.

933-939291. É o nosso número. Envie um WhatsApp, uma mensagem, se quiser até pode ligar, se for a maneira mais fácil, para poder pedir este material para si. Aliás, basta escrever a Cura do Pecado E nós iremos fazer esse contacto para o

A festa dos tabernáculos

poder ajudar. Não perca esta oportunidade. Vamos agora ao nosso tema. Eu quero levá-lo, mais uma vez, como sempre quando começamos, a fazer aqui uma espécie de pequeno exercício de imaginação, porque nós estamos neste esforço de caminhar com Jesus. Imagine uma cidade em festa, porque em Israel havia muitas festas. Ora, nesta festa nós tínhamos ruas cobertas de ramos, sobretudo ramos verdes, tínhamos tendas, se quiser, cabanas de folhas, erguidas nos telhados das casas, nos pátios, nas colinas ao redor da cidade também. Também, claro, a música tinha aqui um papel importante, músicas, hinos, alegria, aclamações.

E como quase todas as festas, aqui uniam-se todas as pessoas, ricos e pobres, velhos, novos, pessoas chegadas de todos os cantos do mundo, uns com frutos, traziam como gesto de gratidão, esta era chamada a Festa dos Tabernáculos, uma enorme celebração no calendário judaico. Não era pouca coisa, eram sete dias de grande alegria, de memória, de adoração. No meio de tudo isto, Uma espécie de sede que nenhuma festa conseguia saciar.

É esse o tema que Jesus vai tratar e é por isso que Jesus entra em cena no meio da grande festa, a festa dos tabernáculos, que tinha, sobretudo, dois propósitos. O primeiro era celebrar a colheita e, por isso, a ideia era agradecer a Deus pela abundância que se tinha conseguido ao longo daquele ano nas colheitas. Depois havia um segundo aspecto, que era recordar os 40 anos no deserto, quando Israel viveu em tendas, exatamente. E essa experiência de terem vivido em tendas era também a ideia de estarem dependentes de Deus. porque não conseguiam cultivar, enfim, criar raízes. Portanto, o Maná, por exemplo, o Maná que caía do céu, aquela nuvem que os guiava, ou a água que brotou da rocha quando Moisés feriu a rocha no deserto.

Alguns exemplos que demonstravam que durante estes 40 anos de peregrinação o povo realmente dependia de Deus. Por isso, podemos dizer que era uma festa de memória e de gratidão. Cá estão os dois grandes pilares. Mas havia uma cerimónia, um momento em particular que marcava o tom desta festa. Ao amanhecer de cada dia, um sacerdote descia ao ribeiro de Cedron e enchia um cântaro de água. Depois subia lentamente os degraus do templo, ao som das trombetas, E neste quadro simbólico, soleno, o povo cantava, com alegria tirareis águas das fontes da salvação.

Portanto, citavam nestas palavras o profeta Isaías, no capítulo 12. Esta água era depois derramada no altar. Era um símbolo daquela rocha do deserto que, quando foi ferida, deu água, água pura, água boa, ao povo de Deus. Uma rocha que o apóstolo Paulo, quando falou, também foi buscar esta imagética, este simbolismo, na sua carta aos Coríntios, na primeira carta aos Coríntios, no capítulo 10 e no versículo 4, Paulo identificou que essa rocha era Cristo. Então ficou claro o simbolismo.

Se alguém tem sede

Era o último dia da festa, é agora aqui que nos encontramos. O grande dia. A cerimónia tinha chegado ao seu ponto mais alto. Portanto, a multidão agora estava toda reunida. E foi então que Jesus se levantou e em voz alta, por entre os pátios do templo, Jesus vai fazer uma afirmação extraordinária. Aliás, eu vou buscar aqui a minha Bíblia porque eu gostava de lhe ler diretamente aqui a partir da Palavra de Deus. Nós estamos no Evangelho de João e aqui no capítulo 7. Ora, nós vamos aqui, talvez a partir do versículo 37, vamos ler que no último dia, o grande dia da festa, cá está, como eu lhe estava a explicar, Jesus pôs-se em pé e clamou dizendo, se alguém tem sede, que venha a mim e beba.

E quem crê em mim, como diz a escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. Palavras extraordinárias que com certeza criaram um impacto enorme naquele momento. Eu imagino o silêncio quase absoluto e aquelas palavras que chegaram como uma espécie de um raio de luz numa sala totalmente escura. Porque aquela multidão, com toda aquela música, com toda a pompa das festas, os ramos de palma, as luzes, as cerimónias, os simbolismos, apesar destas coisas todas e desta festa religiosa que era, esta multidão estava profundamente sedenta.

Claro que não estamos a falar de água, não é? Havia ali pessoas que pranteavam as suas esperanças desvanecidas, Com certeza, muita gente que carregava desgosto, oculto, coisas que ninguém conhecia, lutas profundas. O ser humano vive essas lutas desde sempre. Com certeza havia ali quem tivesse corrido atrás de oportunidades, das coisas do mundo, mas chegado ao fim de mãos vazias, como quem luta para encher uma cisterna, mas ela está cheia de fendas no fundo e tudo acaba por se esvair. E Jesus olhou para todos estes homens e mulheres e disse, se alguém tem sede, venha a mim.

Há grandes ensinamentos aqui. Repare que Jesus não disse, se és digno, venha a mim. Jesus não disse, se tens a tua vida toda bem organizada e estruturada, venha a mim. Jesus também não disse, se tu já resolvestes os teus problemas e estás em perfeitas condições, venha a mim. Jesus disse, se tens sede. Isto significa que a sede é o requisito que Jesus estabeleceu, o único. Ora, a pergunta que se pode colocar é, há alguém entre nós que não esteja sedento de algo que nos falta ainda? Eu acho que há uma coisa que precisamos perceber sobre este momento.

é que Jesus não estava simplesmente a oferecer alguma espécie de conforto, fosse ele emocional ou até espiritual. Jesus estava, acima de tudo, a apresentar-se a ele mesmo como o cumprimento de tudo aquilo que esta festa celebrava. Por isso há esta dimensão profundamente profética, cristã. A rocha ferida no deserto que deu água a Israel era um símbolo do que Jesus seria para esta terra, para todos os homens. E agora, ali no templo, no último dia da festa, Jesus estava ali em pé, diante de todos os homens e mulheres crentes, a dizer, meus amigos, irmãos, meus filhos, aquilo que a rocha representava, eu sou.

Claro, qual é essa água então? O próprio Jesus responde, mas vamos a um outro momento. Nós lemos, claro, a Bíblia como um todo e aprendemos com todas estas grandes lições. Ainda no Evangelho, João, mas se formos ao capítulo 4 e lá no versículo 14, palavras que provavelmente já ouviu. A água que eu lhe der sofará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna. Disse Jesus à mulher samaritana. Nós vemos então que não é uma cisterna, uma coisa que se enche uma vez e depois se esgota, como um copo que se vai enchendo e perdendo água. Jesus fala de uma fonte. É diferente.

Não é um poço, é uma fonte. Uma fonte é uma coisa viva, uma coisa que brota de dentro para fora, que não para nunca. É isso uma fonte de água. É uma coisa que não seca. Esse podemos dizer que é o Espírito, é o Espírito Santo. Aliás, foi a própria explicação que João deu no seu Evangelho, continuando a ler o capítulo 7, ele referiu-se exatamente ao Espírito Santo, que é a vida de Cristo a habitar em nós. O Espírito Santo, por isso Jesus tanto falou sobre ele, a importância de Jesus ir e do Espírito vir, porque o Espírito ia ficar a fazer permanentemente esta obra de transformar, de renovar, de sustentar. Agora, repara no que aconteceu antes deste momento que estamos a referirmos aqui, porque eu acho que isso também é importante.

Os irmãos de Jesus tinham-lhe dito para ele ir a Jerusalém e mostrar-se publicamente. A ideia era que Jesus, na mente dos seus irmãos, que Jesus pudesse ser visto, conquistar o apoio, sobretudo das lideranças, para afirmar os seus direitos, e claro, como sempre, queriam que Jesus se colocasse numa posição de autoridade. Em João, no capítulo 7, um pouco antes do que lemos há pouco, o contexto era este. Os seus irmãos disseram-lhe, se fazes estas coisas, então manifesta-te ao mundo, disseram-lhe. Esta era a lógica destes homens, mas eles estavam na lógica do mundo, que é o quê? É usar poder para ganhar reconhecimento.

Conquistar os influentes era a ideia e depois então outros virão. Só que o que é que Jesus fez? Recusou a proposta dos seus irmãos e recusou-a fazendo algumas afirmações muito importantes. Jesus disse o seguinte, o mundo não vos pode aborrecer, mas ele me aborrece a mim, porque dele eu testifico que as suas obras são más. Então Jesus explicou porque a lógica não era que ele fosse adorado e admirado por todos, era que muitos iriam vê-lo como um inimigo. E por isso quando Jesus foi a Jerusalém, ele foi sozinho, foi em silêncio, foi pelo caminho menos frequentado, porque a ideia não era ser aclamado, Jesus foi lá para ensinar.

Jesus não foi para conquistar um trono, mas a ideia de Jesus era fazer a sua obra, levar vida. Então Jesus chegou ao templo, no meio da festa, sem anúncios, sem cortejos. E claro, o povo ficou admirado. Os que mais odiavam Jesus sentiram-se, claro, impotentes para agir. Dia após dia, Jesus ensinou. E as palavras que Jesus dizia, como sempre, eram portadoras de uma autoridade que ninguém conseguia explicar. Por isso é que muitos, quando Jesus falava e ensinava, perguntavam-se entre si, e aqui estamos sempre no capítulo 7 de João, lá no versículo 15, alguns disseram mesmo, como é que este sabe estas letras se não as aprendeu?

ficavam atónitos. De onde vem esta maravilha, esta sabedoria? Porque Jesus não tinha estudado, por exemplo, nas escolas dos rabinos, que eram muito reconhecidas para formar a elite espiritual, religiosa. Jesus não tinha credenciais que fossem reconhecidas. Mas falava como ninguém jamais falara. Porque Jesus tinha como mestre o próprio Deus.

Um convite universal

E no último dia, então, ele vai erguer a voz e fazer este convite, talvez um dos mais abertos convites de toda a Escritura, que já ouvimos. Se alguém tem sede. E, portanto, repara, Jesus não falou para o sacerdote, não disse se o sacerdote tem sede. Não disse se o escriba, se o estudioso, se o rico tem sede. Nem falou sequer para aqueles que creem Há muito tempo se tem sede. Jesus disse alguém. E alguém é qualquer um. São todos. É o rico e cheio de autoridade e é o pobre desgraçado que estava ali. É o instruído nas letras e nas escrituras e o homem simples que não sabia ler.

É o que carrega uma vida com pecado e falhas. E o que aparentemente está ali em plena santidade. É o que está cansado de buscar e nunca encontrar. É o que tem uma dor, mas que a esconde para não passar por fora. Venha a mim e beba. Foi o convite. E este convite é isto que eu lhe quero dizer hoje, meu querido amigo, minha pesada amiga, que me escuta hoje e vê aqui na Voz da Esperança. Este mesmo convite eu acredito profundamente que ele continua a ecoar hoje com a mesma força com que ele ressoou naquele templo neste dia da festa. Talvez até mais ainda hoje. Porquê que digo isso? Porque nós agora sabemos o que Jesus fez depois destes dias e deste acontecimento.

Nós sabemos que a rocha foi mesmo ferida. E foi ferida onde? Na cruz. A cruz do Calvário. A rocha foi ferida. Nós agora sabemos que daquela ferida jorrou não apenas água, mesmo que simbolicamente, mas jorrou sangue. Sabemos que o preço da fonte, da fonte da vida foi pago, foi pago a vida daquele que era o filho de Deus. É por isso que lá no livro do Apocalipse, quando chegamos ao final da Bíblia, no último capítulo, Jesus repete o mesmo convite, como quem diz precisamente que é um convite que é eterno. Quem tem sede, venha, e quem quiser, tome, de graça, da água da vida."

Apocalipse 22, 17, para poder anotar. De graça é a expressão. Isto não é uma coisa que se possa comprar, que não se possa merecer, nem conquistar. Recebe-se, aceita-se. É por isso que a pergunta que fica para nós, e que hoje quero deixar-lhe assim de uma forma simples e muito direta, será que tem sede? Se tem, e eu creio que todos de alguma forma estamos cedentos de algo na nossa vida, então podemos dizer que se tem sede, o convite é para si. E o convite não é para amanhã, é para agora. O convite, como já estivemos a ver aqui, não é para quando, ok, quando eu já resolver aqui alguns problemas, quando eu organizar melhor a vida, não, é agora.

Não tem que se sentir bom, capaz, suficiente para nada, porque o convite é para agora porque ele é vem se tens sede. E hoje eu faço-lhe este convite, que venha Jesus. que beba, que descubra aquilo que começa como um pequeno golo, mas se torna numa fonte, uma fonte que não seca, que brota de dentro, que dá vida, onde hoje há um deserto e que pode passar a ser um lugar de águas vivas. A promessa, o convite é este, se alguém tem sede, venha a mim e beba. Jesus ainda está a dizer isto hoje. Jesus está a fazer este convite à sua vida e eu convido, nesta hora, a deixar que esta voz mansa e suave de Jesus o convide e aceite.

Aceite esse convite na sua vida.

Manso e suave

Manso e suave Jesus tá chamando Chama por ti e por mim À esquila a porta está esperando Espera por ti e por mim Vem já, vem já Se estás cansado Vem já Me assumi Suave, Jesus está chamando Chama, oh vem pequeno Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá Correm os dias, as horas se passam

Passam por ti e por mim Tempos de angústia, por finos espantos Esperam por ti e por mim Vem já Se estás cansado Vem já Manso e suave Jesus está-nos chamando Chama, oh Vem, pecador Mensei-Tu a ver Mensei-Tu a ver A voz de Jesus Jesus Também podes sentir Se estás cansado, vem já A obra de amor que Jesus nos tem

dado Tem dado a ti, dado a mim Vem já, vem já Se estás cansado, vem já Assim, suave, Jesus tá chamando Chama o avai Chama o avai pecador Vem já.

Vem já. Foi o convite que acabámos de ouvir, as vozes do nosso quarteto. Eu desejo que mais do que uma música e do que um poema numa música, estas palavras expressem uma decisão também na sua vida. Porque Jesus continua disponível e a dizer-lhe se tens sede, vem. Muito obrigado por ter vindo e por ter estado connosco. Quero terminar lembrando-lhe que hoje trouxemos a oferta A Cura do Pecado, que se liga muito com o tema que estivemos a ver aqui. É um convite de Jesus permanente. Se quiser receber este material, este recurso, um guia para estudar a Bíblia, envie uma mensagem para nós, para o 93393. E é isto, tudo dito por hoje.

Foi uma benção para mim poder ter partilhado hoje este tempinho, esta mensagem consigo. Mas o encontro fica marcado. Meta aí na sua agenda, na próxima semana, aqui em direto, na TV, na rádio ou em qualquer dos canais da Novo Tempo Portugal. Nós estaremos juntos, se Deus quiser. Que Deus o abençoe.

Série
Voz da Esperança · 68 episódios
Temporada e episódio
Temporada 1 · Episódio 61
Estreou
06 de Julho de 2026
Categoria
Outros